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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Eternal Sins

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

PRÓLOGO • Maldições que respiram

Tempo estimado de leitura: 8 minutos

  Eles não nasceram para o amor.Isso foi a primeira coisa que o tempo fez questão de ensinar.
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  Entre noites longas demais e silêncios pesados demais, eles aprenderam a viver com a ausência. De esperança, de futuro, de redenção…
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  As maldições vieram antes dos sentimentos.
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  Vieram como punição. Como sentença. Como cicatriz que o tempo não apagava.
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  Cada um deles carregava o próprio fardo.
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  A solidão.
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  A ira.
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  A sede.
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  O vazio.
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  A culpa.
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  O impulso.
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  E… aquele que sempre observava… em silêncio.
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  Por anos, séculos talvez, eles aprenderam a sobreviver assim: Distantes. Frios. Intocáveis.
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  Mas foi quando o destino resolveu cruzar os caminhos deles com o improvável… Com corações humanos, frágeis, confusos… e perigosamente vivos demais, que tudo começou a desmoronar.
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  Porque o problema nunca foi a eternidade. O problema… sempre foi sentir.
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  Eles seguiam suas rotinas como sempre fizeram.
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  O primeiro, como sempre, evitava laços. Mantinha distância de tudo que respirava… de tudo que pulsava.
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  O segundo afogava a raiva em treinos, golpes e explosões de energia… mas nunca conseguia se livrar dela por completo.
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  O terceiro se escondia atrás de sorrisos e provocações noturnas, mascarando o vício que o consumia.
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  O quarto… bom… o quarto já tinha aceitado que nada mais o tocaria. A frieza era a única constante.
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  O quinto carregava um peso invisível, ajudando os outros… sempre na tentativa inútil de perdoar a si mesmo.
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  O sexto… continuava correndo, quebrando regras, buscando qualquer coisa que o fizesse sentir vivo… nem que fosse o perigo.
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  E o sétimo… apenas observava. Sempre soube mais do que os outros. Sempre soube que o ciclo uma hora iria se repetir.
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  Naquela noite em especial, o céu parecia mais pesado. O vento estava diferente.
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  Como se o próprio mundo respirasse mais fundo… se preparando para algo que vinha chegando.
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  Eles ainda não sabiam. Mas os caminhos estavam traçados.
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  Na manhã seguinte, um deles ouviria uma frase que o desmontaria.
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  Outro trocaria farpas com uma desconhecida de olhos afiados.
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  Um terceiro, atrás de um balcão, entregaria mais do que um simples drink.
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  Haveria um olhar trocado em meio a uma sessão de fotos…
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  Um toque inesperado em uma oficina bagunçada…
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  Uma troca de palavras em um parque…
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  E uma conversa breve… onde um pedido de ajuda se transformaria em tudo.
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  Nada daquilo foi planejado.Nenhum deles escolheu.
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  Mas como sempre acontece com as maldições… A escolha nunca foi deles.
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  E a partir dali…Sentir se tornaria inevitável.
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🩸🩸🩸

  — O que foi agora? — Jay bufou, largando o saco de sangue sobre a bancada da cozinha como se fosse lixo comum. — Não me diga que vamos ter outra reunião de terapia em grupo.
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  Jake, jogado de qualquer jeito no sofá, girava uma moeda entre os dedos, entediado.
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  — Se for pra ouvir o discurso do "precisamos nos controlar", já deixo avisado que tô fora.
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  Do outro canto da sala, Sunghoon nem se deu ao trabalho de levantar os olhos do livro que fingia ler há horas.
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  — Como se algum de vocês soubesse o significado da palavra "controle" — murmurou.
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  Ni-ki riu, aquele riso curto e debochado que sempre vinha antes de alguma provocação:
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  — Falou o morto por dentro — respondeu, enquanto equilibrava uma garrafa de vidro nas pontas dos dedos, como se desafiasse a gravidade.
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  Jungwon, sentado perto da janela, só suspirou.
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  — Vocês sabem que a cada século essa palhaçada só piora, né? — Ele falou baixo, mas com um cansaço que parecia vir de séculos. — Estamos rodando em círculos.
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  — Século… década… ano… dia… — Jay deu de ombros, os olhos escuros fixos no teto como se já tivesse decorado cada rachadura. — Pra mim, tudo já parece igual.
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  — Porque é. — Heeseung finalmente quebrou o silêncio, a voz baixa e arrastada, como quem fala mais pra si mesmo do que pros outros. — Sempre foi.
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  Por um segundo, ninguém disse nada.
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  O ar na sala ficou pesado. Como sempre ficava quando alguém tocava naquele assunto.
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  Na maldição.
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  Na eternidade.
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  Na fome disfarçada, no tédio sufocante, na culpa que cada um carregava de um jeito diferente.
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  Sunoo, do canto mais escuro do cômodo, apenas os observava em silêncio.
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  Ele não ria, não provocava, não reclamava.
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  Só… via.
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  Como sempre fazia.
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  Os outros podiam fingir. Podiam brincar com as próprias feridas, zombar da fome, da solidão, da culpa… Mas ele? Ele já sentia. Sentia tudo.
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  Antes mesmo de acontecer.
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  Foi Jay quem quebrou o silêncio de novo, com um sorriso torto nos lábios:
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  — Só pra constar… quando a próxima tempestade vier… não digam que eu não avisei.
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  Jake soltou uma risada baixa, sarcástica.
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  — Que tempestade?
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  Ninguém respondeu. Mas, de algum jeito… todos sabiam.
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  Por alguns segundos, o silêncio reinou de novo. Aquele tipo de silêncio que só existe entre quem já viu demais… perdeu demais… e sobreviveu tempo demais.
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  O relógio na parede marcou meia-noite com um estalo seco. Do lado de fora, o vento mudou de direção. E, em algum lugar da cidade, seis corações humanos batiam… alheios ao fato de que, nas próximas horas, seus destinos seriam permanentemente cruzados com o deles.
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  Nenhum deles sabia os nomes ainda. Nenhum deles conhecia os rostos. Mas o cheiro da mudança… O gosto do inevitável… Já pairava no ar.
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  Porque o problema nunca foi a sede… Ou a maldição…Ou a eternidade.
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  O problema… Era que, mais uma vez… eles estavam prestes a sentir.
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  E dessa vez… Ninguém sairia ileso.
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