
escrito por Liv
A última lembrança de Akira é a de seu acidente, e quando acha que acordou do que se parece um sonho estranho, percebe que está em um lugar totalmente diferente de um quarto de hospital. Ao reconhecer o local, rapidamente ela encontra um espelho e para a sua surpresa, Akira tinha a mesma aparência da… vilã de um dos seus manhwas favoritos?!
Com essa nova realidade em suas mãos, a menina fará o que for necessário para mudar o seu destino e evitar o final trágico de Arabella Fiore, a vilã da casa Bellerose.
|| sábado 19 de setembro de 2020 às 18:06 - 1 comentário
|| Arquivado em: Críticas
Nota: [usr 4,7]
RAZÕES PARA LER: Particularmente, sou muito a favor de uma história com começo, meio e fim. E não digo da forma tradicional – é claro que as histórias precisam de começo, meio e fim. Mas quando se trata de um relacionamento, é interessante saber como as coisas começaram e se desenvolveram para aquele fim. Vejam bem – e isso não é o spoiler, já que o próprio título mostra a intenção do caminho que a história se levará –, para acabar é preciso ter começado e algo acontecido que leve ao término. Me Voy vem com as três partes. Gostei como a autora soube elaborar, com sucesso, o relacionamento, ao mesmo tempo que atende às necessidades do leitor – você vai querer que a personagem se vá.
A construção dos personagens foi muito bem feita! Gostei como a autora escolheu descrevê-los através das ações, o que suspendeu a necessidade de uma descrição mais profunda de suas aparências, por exemplo. Quando ela cita que ambos são artistas, o leitor já cria a imagem que melhor se adequa aos personagens dela. Muito bom!
Bom, também, a mistura de sentimentos que nos faz sentir durante a leitura. Eu acredito que haja textos que não nos cause nenhuma emoção, por outro lado, acredito, também, de conteúdos que mexe conosco sem perceber. Como Ray fez isso? Acredito que prática e dom. Há autores que possuem um dom de conseguir mexer com leitores, enquanto outros o adquirem com prática. Ray, no entanto, deve possuir os dois, pois só percebi o amor, a raiva, a inconformidade, a satisfação, a pena, o incômodo e muitos outros sentimentos mais, quando eles já estavam sendo externalizados de dentro de mim.
Por fim, o final, que NÃO irei contar, mas sim falar sobre ele. Muitas vezes – na maioria, acredito – acredito que as coisas aconteçam exatamente como a história. Em relacionamentos, há pessoas e pessoas. Acredito que a autora conseguiu trazer a realidade de uma maneira amarga e ao mesmo tempo doce. Gostei bastante do fim, pois, o que importa ‘nos finalmentes’, é ser feliz.O QUE PODE MELHORAR: Houve, em alguns momentos, problemas de repetições que tornaram a leitura cansativa. Seria, nesses casos, interessante observar se a repetição é mesma necessária ou pode ser substituída por um sinônimo ou até mesmo omitida. O uso do que/quê também pode ser revisado com mais atenção, assim como o uso da vírgula, que veio de forma errada em vários pontos da história.
MENSAGEM: Ray, eu SABIA que já havia lido outra história sua antes. Mais um lacre, viu? Adorei Me Voy, acho que você soube dosar tudo muito bem em uma short! Parabéns! Fico no aguardo da próxima!
SUGESTÃO DE COLUNA:
- Como evitar a repetição de palavras
- Dicas de Ortografia – A vírgula de cada dia
- O uso do ‘que’ – Parte I
- O uso do ‘que’ – Parte II
– Crítica por: Nikki
O site possui a permissão do autor em elaborar postar todas as críticas divulgadas em nosso domínio. Leia outras críticas aqui.
Olhei para ela, que tinha seus olhos fechados e um sorriso nos lábios. Quis beijá-los. Assim o fiz. Mais uma vez, a razão surgiu. Aquele não era um beijo cheio de luxúria. Havia outras coisas ali. Coisas que nunca havia visto antes.
A essa altura da vida, novidade nunca era uma coisa boa.
Weak {Outros, Restrita, Finalizada}
2015 – PRESENTE
Todos os direitos reservados
Meu Deus, que crítica linda. Obrigada por cada palavra escrita ♥