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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Me Apaixonei Pela Babá

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

[Idade dos filhos]
Anna e Hugo
– 14 anos
Felipe e Arthur – 12 anos
Eric – 9 anos
Helena – 7 anos
Caique – 3 anos


Capítulo 8

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

  Anna mal podia acreditar.
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  Hugo, ao seu lado, gritava sem parar, enquanto Felipe e Arthur reclamavam da injustiça de não poderem ir para a Disney como os irmãos mais velhos.
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  – É um presente de 15 anos. - %Henrique% explicou. – Quando vocês completarem 15, irão também, se tiverem boas notas.
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  – Mas Hugo sempre fica de recuperação em inglês! - Arthur diz, ouvindo um grito do irmão mais velho. %Henrique%, no entanto, limpou a garganta e disse:
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  – Se tiverem boas notas na maioria das matérias E não repetirem de ano.
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  Aquilo foi o suficiente para calar o garoto indignado.
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  %Julia%, ao fundo, observava o momento familiar com um sorriso. Anna e Hugo correram para abraçar %Henrique%, que se deixou agarrar pelos gêmeos, antes de vê-los abrir o segundo presente.
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  – La Rosey?
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  – É como um acampamento de verão, mas na Suíça. Será importante para vocês dois, principalmente Hugo, praticar o inglês. - %Henrique% olhou para o filho mais velho, que corou de vergonha. – É uma boa escola.
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  – Mas julho é inverno - Arthur menciona e leva um tapa de seu irmão gêmeo, que revira os olhos.
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  – No norte do planeta, as estações são o contrário da nossa, seu burro! - Felipe exclama. – Será que eu posso trocar esse acampamento, para um de futebol?
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  – Calma, Felipe, ainda faltam 2 anos até lá. - %Henrique% disse, vendo Anna e Hugo tirarem uma foto dos presentes que haviam ganho.
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  %Henrique% permitiu que eles reunissem os amigos para ir para um parque de diversão no sábado. Saulo e Jussara concordaram em ir como responsáveis, acompanhados de seus filhos e esposos. Dessa maneira, %Julia% estaria livre para ficar com ele no evento do jóquei.
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  À noite, Lucas mais uma vez ficou com as crianças, para que %Henrique% e %Julia% fossem jantar com Thales e Amanda. Dessa vez, foram a um restaurante de reserva, para garantir que não encontrassem com ninguém que %Julia% conhecesse de sua antiga vida, e que pudesse atrapalhar os planos da noite.
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  – Tramar um plano com eles não é uma opção? - %Henrique% perguntou a %Julia%, quando viravam a esquina do restaurante.
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  – Não. Ela, que já faz parte do círculo, não pode colocar as moedas em uma aposta perigosa como essa. Eu terei que me virar sozinha; no entanto, ela pode, se quiser, me oferecer sua presença, o que já é alguma coisa.
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  %Henrique%, ao contrário de %Julia%, não fazia ideia do que fazer com aquele jantar. Mais cedo, a babá apenas lhe disse para agir normalmente com Thales, e ela faria o necessário com Amanda. Apesar do colega de %Henrique% e sua esposa serem um casal, eles não gostavam de ter as coisas misturadas; a regra para casais da alta sociedade era simples: não atrapalhe os negócios do outro.
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  %Julia% entendeu, assim que entrou no restaurante, que teria uma chance com Amanda. Podia ver no olhar e em seu sorriso, logo que avistaram o casal, que os dois estavam dispostos a colaborar com %Henrique%. Talvez Thales fosse um bom amigo para o chefe; ou talvez ele prezasse, muito, a relação com o prodígio.
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  – Estamos atrasados? - %Henrique% olhou no relógio, fazendo Thales rir.
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  – O dia que você estiver atrasado, %Miller%, significa o final do mundo. Como vai, %Julia%?
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  – Bem, obrigada. - ela sorriu para o homem e cumprimentou Amanda com dois beijinhos, sentando à sua frente.
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  Respirou fundo. Havia planejado diversos assuntos para prender Amanda em uma conversa produtiva, e ao mesmo tempo íntima. O máximo que poderia acontecer, agora que ela sabia que a outra estava disposta a colaborar, era não precisar controlar a conversa.
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  – Como foi para você? - Amanda, enfim, perguntou.
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  Era óbvio para todos na mesa, que o casal amigo sabia quem era %Julia% de verdade.
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  Enquanto aguardavam o café, Amanda decidiu dar dois passos para frente, chamando a atenção de Thales e %Henrique% para a conversa.
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  – Um pesadelo, claro. - %Julia% respondeu, sincera. – A primeira semana foi uma confusão enorme.
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  – Alguém manteve contato?
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  %Julia% abriu um pequeno sorriso e deu um gole no vinho. Amanda e Thales imediatamente entenderam a resposta. Não, ninguém manteve contato.
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  – Algumas pessoas realmente são difíceis. - Thales balançou a cabeça, desapontado. – E agora que você está saindo com %Henrique%?
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  – Não acho que alguém saiba da minha vida. - %Julia% respondeu. – Apesar de %Henrique% ser uma pessoa importante recentemente, não é o suficiente para lidar com os problemas da minha família.
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  O casal concordou imediatamente. A alta sociedade não passava pano para um escândalo como o da família %Strada%, somente porque alguém requisitado entrou no círculo de relacionamento deles. %Henrique% é um novo rico. Ele precisa ser bem mais do que é, para fazer valer a pena trazer a família de volta para a alta sociedade.
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  – Como está o caso?
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  – Há um longo caminho. - %Julia% disse. – Mas é uma questão do meu pai e não minha.
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  Apesar de não acreditar nestas últimas palavras, é importante %Julia% saber dividir o que era de seu pai, e o que era dela. No grupo de Thales e Amanda, as pessoas prezam o individualismo. Querer pegar os problemas do pai é coisa de pessoas que possuem empatia; e empatia, para os ricos, muitas vezes significa fraqueza.
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  O casal se mostrou à vontade com %Julia% e %Henrique%. Enquanto esperavam o carro ser entregue pelos manobristas, Amanda olhou para %Julia% e, com um sorriso, lhe perguntou:
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  – Você irá ao Jóquei no sábado? Posso pedir para lhe colocarem em minha mesa. Tenho certeza que poderemos discutir mais sobre aquele evento da qual participou em Toulouse. Estava pensando em usar um tema mais mediterrâneo em meu próximo evento beneficente.
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  – Será um prazer. - %Julia% sorriu, satisfeita por ter recebido o convite e não precisar chegar absurdamente cedo para pegar Amanda logo na entrada.
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  %Henrique%, por outro lado, observou a acompanhante conversar com a esposa do colega como se fossem amigas há anos. Thales, ao seu lado, soltou uma pequena risada e deu dois tapinhas no ombro do colega.
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  – Acho que não temos com o que nos preocupar, %Miller%.
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  – Eu não estava preocupado.
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  Thales abriu um pequeno sorriso.
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  – Pois deveria. Tulio está bastante preocupado com essa notícia da família dela.
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  O assunto fez com que %Henrique% virasse para Thales, a fim de ter mais privacidade na conversa que teriam.
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  – Quem começou com esse assunto?
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  Thales entendeu o motivo da pergunta. Se havia alguém que não queria que %Henrique% subisse à diretoria, ele precisava saber. Cogitou manter-se neutro, pois gostava de ter várias cartas na manga; no entanto, %Henrique% era seu melhor contato e era honesto, uma relação difícil atualmente. Além disso, ele sabia que Thales era, talvez, a pessoa mais bem relacionada da empresa, conseguindo descobrir informações secretas com muita facilidade; era impossível que não soubesse quem começou a fofoca.
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  – Vitor Marques, do financeiro.
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  %Henrique% sabia quem era. Sabia exatamente quem era. O garoto entrou por uma indicação vinda de dentro do banco, provavelmente por contato; porém, estava se mostrando útil para a empresa, satisfazendo os clientes e superiores. Não duvidava que fosse receber uma promoção nos próximos meses.
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  Mais importante que isso, %Henrique% sabia que Vitor estava, de alguma maneira, ligado ao passado de %Julia%. O olhar de surpresa e a falta de reação quando ele a avistou no jantar na residência do presidente foi o suficiente para %Henrique% saber que ele não esperava vê-la. Além disso, o fato de Alina, sua acompanhante na noite, ter trocado faíscas com %Julia%, fez com que o homem soubesse que a relação dos três era de extrema intimidade.
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  – Você vai fazer algo quanto a isso? – Thales perguntou, sua voz ligeiramente preocupada. O silêncio de %Henrique% não foi a reação que ele esperava; achava que, como em todos os outros assuntos já tratados antes, o colega fosse ignorar como se aquilo não fosse nada. Pelo jeito, significava alguma coisa.
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  – O que eu poderia fazer? - %Henrique% logo respondeu, aliviando Thales, que sorriu.
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  – Não é? É só um moleque.
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  %Henrique% não respondeu. Viu seu carro se aproximar e virou-se para %Julia%, que conversava com Amanda sobre a França. Aproximou-se da companheira, tocando-lhe o ombro.
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  – O carro chegou.
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  %Julia% abriu um sorriso e se despediu de Amanda. Entrou no carro, percebendo o desconforto do chefe. Devia ter conversado sobre algo desagradável com Thales, já que estava bem até os quatro saírem do restaurante.
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  Optou por manter-se calada. Diferente da vez anterior, os dois não precisaram comer em algum lugar; haviam se alimentado bem no restaurante. Foi só quando %Henrique% estacionou, que decidiu conversar com %Julia%.
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  – A pessoa que espalhou essa informação foi Vitor Marques.
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  A mulher o encarou séria. Olhou para frente e então respirou fundo.
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  – Eu já imaginava.
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  “É claro que já.” %Henrique% suspirou.
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  – Ele é boneco da Alina. - ela disse. – Pois foi ela quem o colocou no banco. Quer dizer, o pai dela.
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  %Henrique% a olhou, confuso e surpreso. Alina não era funcionária no banco, pelo que ele sabia; e não parecia ter relação com qualquer pessoa no jantar.
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  – O pai dela é desembargador do estado aqui em São Paulo. Ele tem muitos contatos, pois já “ajudou” muita gente. - ela suspirou. – Ele era um dos envolvidos no escândalo da minha família, mas é um homem esperto. Foi ele quem jogou a culpa em meu pai e, por ter credibilidade com as pessoas certas, foi dado como inocente e vítima de extorsão. Alina é exatamente como o pai: agrada as pessoas corretas e está sempre coletando favores para usar nos momentos mais oportunos.
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  – Ele tem relação com Tulio?
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  – Acho que não. - %Julia% disse. – Mas deve ter com um dos acionistas. Existe um grupo de pessoas acima da nata, na qual chamamos de raiz. Eles podem fazer absolutamente tudo, inclusive passar pano para casos e pessoas. O pai de Alina é uma dessas pessoas.
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  – E como uma pessoa dessas acaba mal? - %Henrique% pergunta, fazendo %Julia% sorrir.
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  – Eles nunca acabam mal. - ela lhe responde. – São pessoas tão frias, que não hesitam nem em descartar pessoas da própria família. Meus avôs eram como essas pessoas; o paterno descartou meu pai assim que viu que ele era fraco demais para se manter na nata, o materno descartou minha mãe, quando meu pai faliu e minha tia se tornou uma “própria-rica”.
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  – Própria-rica?
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  – Herdeiros que criam seus próprios impérios sem a ajuda dos pais.
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  – Sua família os descartou?
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  %Julia% ergueu os ombros. Para ela, era algo normal. Era preciso muita sabedoria e jogo de cintura para saber qual ordem seguir dos pais, e quais pessoas manter um relacionamento próximo. Era por isso que ela e Alina foram melhores amigas durante toda a vida; e era por isso que, hoje, nenhuma das duas se arrependem de terem se afastado uma da outra. Alina, com a cabeça ainda parte da alta sociedade, não sabe as dificuldades da vida comum; %Julia%, por outro lado, possui desvantagem por ter seu nome vinculado a um grande escândalo.
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  – Vitor é meu ex-namorado. - ela decidiu ser sincera com %Henrique%. Não sabia o que esperar do sábado, mas poderia ter toda sua identidade exposta. Não queria envergonhar o chefe ou deixá-lo em uma posição mais sensível do que já estava. Ele precisava saber de tudo sobre ela, para que pudesse, ao menos, se defender. – Namoramos por 4 anos até ele me trair com Alina e, logo em seguida, meu pai cair no esquema da corrupção. Não sinto mais nada por ele senão indiferença, mas o que deve saber, é que ele é só um boneco. Boneco dos pais e de Alina. Não irá fazer mal, se ninguém o mandar fazer o mal.
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  – Você não tem vontade de se vingar dele? - %Henrique% perguntou. – Posso mover algumas peças…
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  %Julia% negou com a cabeça.
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  – É melhor ter essa carta escondida na manga. - ela diz. – É importante que você saiba que, por estar vinculado a mim, automaticamente será vinculado a meu pai; e eles podem não gostar disso.
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  – Estar vinculado a mim fará com que seu pai volte à nata?
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  – Talvez. - ela ergue os ombros. – Depende das pessoas a quem você se relacionar. Mas mais importante que isso; ter você como aliado pode fazer com que as pessoas voltem a considerar meus pais no círculo de relacionamento deles, e isso é perigoso para as pessoas que fizeram parte do escândalo.
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  – Porque existem pessoas que querem derrubá-las.
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  – Isso. - %Julia% concordou. – A nova nata ou novos ricos que querem acabar com essa elitização vão tentar usar desse caso para expor as pessoas da raiz. É por isso que você precisa saber com o que está se envolvendo. Eles vão tentar impedir sua promoção.
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  – Porque não querem que eu suba com você ao meu lado.
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  %Julia% assentiu, sem graça. Não queria prejudicar o chefe, a única pessoa que acreditou nela e em seu pai. Era por isso que estava dando a ele a opção de mudar o rumo das coisas enquanto era tempo. Ele podia demiti-la, ou, quem sabe, arranjar outra pessoa para entrar em seu lugar.
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  – Bem, eles precisarão de muito mais do que impedir minha promoção, para conseguir me derrubar. - %Henrique% disse, desligando o carro e abrindo a porta. – Posso não ter nascido em berço de ouro, mas sou inteligente o suficiente para estar acima da maioria dos que nasceram. Não acha?
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  Foi ali, naquele exato momento, que %Julia% sentiu o coração pulsar mais forte. Com %Henrique% sorrindo repleto de confiança e preparado para enfrentar o passado de %Julia% com ela, a babá soube imediatamente.
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  Estava apaixonada.
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Capítulo 8
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