Capítulo 10
Chegamos rápido na casa da Avery e do Liam. Havia um manobrista na entrada para guardar os carros dos convidados. A festa, ou jantar, como queiram, estava cheia de gente. Praticamente todos os amigos do Liam e da Avery estavam lá.
— %Mad%! Noel! – Assim que chegamos fomos recepcionados pela Ave. – Que bom que vieram. – Ela abraçou a %Madeline% e depois a mim. – Tenho uma novidade para vocês. Quero que sejam os primeiros a saber. – Disse animada e nos puxou para um canto.
— O que é? Estou curiosa! – disse.
— Noel, – olhou para mim. – %Mad%, – desviou o olhar para ela – quero que vocês sejam os padrinhos do meu filho. Estou grávida! – Concluiu e deu um largo sorriso.
— Ow!! Que maravilha, Ave!! – Eu disse e dei-lhe um abraço. – Parabéns!
— Ahhh, amiga, parabéns!! Seremos padrinhos desse bebê com prazer! – Liam e a Avery eram os padrinhos do Thomas.
— Olá! – Liam aproximou-se de nós. – Contou a novidade a eles, amor? – Questionou a Avery.
— Sim! – Respondeu sorrindo.
— Parabéns, Liam! – %Mad% disse dando-lhe um forte abraço.
— Parabéns, meu irmão! – Eu disse dando um forte abraço nele.
— Obrigado irmão! E você serão os padrinhos do Gene ou da Nicole, né? – Disse Liam.
— Já tem nomes? Bacana... – Eu disse. Me espantei porque se for menina se chamará Nicole. Achei que meu irmão tivesse trauma desse nome. Enfim...
— Sim! Nós já escolhemos os nomes. Só estou com um mês e já estou enjoada, acredita, %Mad%? – Disse Avery, dando o braço para %Mad% e saindo andando com ela a tira colo.
— Ah amiga, comigo foi assim também... – Pronto! Agora as duas vão falar de gravidez a noite toda.
— E aí irmão, como está? Pronto para casar? – Perguntei ao Liam assim que as meninas saíram para fofocar.
— Prontíssimo! Tenho certeza de que encontrei a pessoa certa para mim. – Liam disse todo orgulhoso de sua noiva. E completou: – E você mano, como está com a %Mad%?
— Muito bem, graças à Deus! ☺ Não estou dando motivos para você me dar uma surra. – Brinquei e o Liam riu dando um tapinha no meu ombro.
— Acho bom mesmo! Está preparado para turnê pela Europa? – Perguntou dando um gole em sua bebida. – Duas semanas longe da Inglaterra.
— Verdade! Estou sim. Sentirei muita falta da %Mad%. Ela não pode viajar porque o Thomas está perto de nascer. Recomendações médicas!
— É verdade... aliás, faremos shows na Espanha, Itália, Alemanha e depois vai ser onde mesmo?
— Londres, Inglaterra! Lá em Wembley! – Respondi animado. Adoramos tocar em Wembley.
— Oh! True! Tinha esquecido. Hey vem cá, vamos brindar! – Disse Liam pegando duas taças cheias de champagne e me deu uma para brindarmos. – À nossa felicidade, irmão! – Disse erguendo a taça.
— À nossa felicidade, irmão! – Eu disse fazendo o mesmo.
NARRAÇÃO EM TERCEIRA PESSOA
O jantar prosseguiu. Fizeram outros brindes. Se divertiram com as piadas do Liam e do Andy... alguns dias depois desse jantar eles começaram a turnê da banda pela Europa. Avery e %Madeline% ficaram em Manchester. Em um dia dessas duas semanas de turnê, mais precisamente hoje, terça-feira, ela estava andando na rua voltando para casa da Avery, onde estava, quando passou mal. Sentiu-se tonta e sua barriga começou a doer. Eram as dores do parto. Não tinha muito movimento na rua, ela estava sozinha na calçada. Com certa dificuldade pegou o celular da bolsa e ligou para o celular da amiga. Ninguém atendia. Avery estava com o som alto e não ouviu o celular tocar. %Mad% tentou ligar no fixo, mas não obteve sucesso. Ligou para o celular do Noel, porém ele havia esquecido no camarim do local do show do dia anterior, segunda-feira. Eles estavam em Madri/Espanha. Ele dormia tão profundamente que mesmo que seu celular estivesse com ele, não o ouviria tocar. %Mad% já estava quase desistindo quando conseguiu falar com a amiga. — Oi, amiga! Esqueceu a chave de novo? – Disse Avery rindo. — Amiga... eu... amiga o Thomas está nascendo! Me ajuda! – %Mad% disse ofegante. — O quê? Você está aonde? – Perguntou preocupada. — Na rua da tua casa. Vem rápido, por favor! Assim que desligou, Avery foi ao encontro da %Mad%. A encontrou caída no chão cheia de dores. A socorreu e chamou uma ambulância. Enquanto seu filho nascia, Noel ainda dormia. O show da noite anterior havia acabado com as energias dele. Só dele pensar que ainda tinham mais quatro shows em três cidades diferentes ele já ficava cansado. Ouviu um barulho de porta se fechando. Abriu os olhos lentamente, olhou em direção a porta e não viu ninguém. Fechou novamente os olhos e quando estava quase adormecendo sentiu um travesseiro sendo jogado nas costas com força. Virou irritado e confirmou sua suspeita de quem era o autor daquilo. — Acorda, Noel!! – Liam gritava pulando na cama por cima do irmão com um travesseiro nas mãos. Retardado, pensou Noel. — Damn, Liam! Sai da minha cama agora, bastard! – Ele disse furioso. — Me tira, então! – Desafiou o irmão. O mais velho puxou o mais novo pelas pernas, o derrubou na cama e o jogou para fora. O mais novo caiu no chão com a cara emburrada. – Você não sabe brincar, Noel! Shit! — O que quer? Porra, eu estava dormindo, estou cansado, Liam! – Noel disse irritado. — Vim trazer teu celular seu ingrato! Tem várias ligações da %Mad%. Achei que fosse querer saber da sua noiva. Ungrateful bastard (Bastardo ingrato)! – Jogou o celular no colo do irmão e sentou-se na cadeira que havia no quarto. — Ligações da %Mad%? Deixa eu ligar para ela então... – Assim que disse isso o celular do Liam toca. É sua noiva ligando. — Oi, amor! – Disse Liam com cara de apaixonado quando atendeu a ligação. Sua expressão de alegria mudou para espanto – E onde vocês estão agora? – Ele só resmungava e arregalava os olhos. Isso estava deixando o Noel preocupado. – Ok, avisarei a ele. – Disse olhando para o irmão. Pronto, era só o que o Noel precisava para ficar paranoico. Em sua cabeça começou a passar todas as possibilidades possíveis de acontecimentos com sua noiva. Todas elas ruins... — O que ela disse, Liam? – Noel questionou aflito assim que o irmão desligou a chamada. — A %Mad% passou mal e foi levada para o hospital. Parece que a bolsa dela estourou e... O Thomas está nascendo! Noel, o teu filho está nascendo! Noel ficou em choque. Não sabia se chorava, se gritava, se caía duro no chão. Realmente ele estava em choque. Liam abraçou o irmão que se manteve imóvel, perplexo àquela notícia. Aos poucos algumas lágrimas foram caindo e Noel começou a voltar a si. Foi contar aos outros da banda que seu filho Thomas estava nascendo. Estava todo orgulhoso com a notícia. Ele pediu, quase implorou ao Spike para que o liberasse para ver a %Mad% e o Thomas lá em Manchester, porém Spike alegou que não dava para adiar o show que teriam em Madri naquela noite e blábláblá... Noel não queria saber mais de show. Ele apenas queria ver o seu filho, ficar ao lado de sua amada noiva na hora do nascimento do Thomas. Ele não se conformou em não ver o nascimento do primeiro filho dele. “Oh shit! Come on, Spike!”, disse Noel tentando convencer o Spike a deixá-lo voltar para Inglaterra. Em vão. A aflição que sentiu antes de saber da notícia sobre ela aumentou em trezentas vezes. Ele estava nervoso, ansioso, louco para pegar o primeiro avião e voltar à Manchester. Avery estava com a %Mad% na hora do parto, ele sabia disso, mas ele mesmo queria estar lá. Ele precisava estar lá. Ele é o pai da criança! Noivo da %Mad%! Noel estava surtando com a falta de notícias. À noite, pouco antes de entrarem no palco, ele recebeu a ligação que tanto esperou. — Noel, o Thomas nasceu! O seu filho nasceu, Noel! Pronto, ele parou de respirar! Chamem um médico, urgente! Segundos depois do choque o ar voltou a circular pelos pulmões e começou a chorar. Avery deu a tão esperada notícia do nascimento do Thomas. Informou também que sua noiva estava com saudades. Ah, minha %Mad%! Ah, meu Thomas! Ele estava nas nuvens, renovado! Sentiu-se vivo, mais vivo do que nunca com a notícia. Contou aos outros. Pisou no palco de Madri chorando e logo pegou o microfone para dividir com o público a sua felicidade. — Boa noite, Madri! – O público respondeu gritando. – Antes de começarmos o show eu queria dividir com vocês uma excelente notícia que acabei de receber. Não sei se sabem, mas a minha noiva, a %Madeline%, estava grávida. Digo “estava” porque acabei de saber que o meu filho nasceu! O meu filho Thomas nasceu!! – Deu um grito como se estivesse comemorando um gol do seu Manchester City na final do campeonato. Vibrou!! Chorou!! O público também comemorou parabenizando o ídolo. – Obrigado!! Vamos começar o show! E eles tocaram. E o show acabou. E logo ele estava livre para voltar para Manchester. Foi o que ele fez. Na verdade, todos voltaram pra Inglaterra. No avião, ele só pensava nela. Sua amada noiva %Mad%. Pensava nele também. Seu filho Thomas. E como será que eles estão? Ele não via a hora de ver o seu filho pela primeira vez. E de rever sua %Mad%. FIM DA NARRAÇÃO
Eu parecia que ia ter um infarto. Sério! Estava uma pilha de nervos. Louco para que esse maldito avião pouse logo para eu ver a minha %Mad%. Ver o meu Thomas! Ah, como será o rostinho dele? Estou tão ansioso para ver o meu querido Thomas. Meu filho! Finalmente o avião pousou e desembarcamos. No final acabaram vindo todos para Manchester. O Liam era o segundo mais nervoso dentro do carro que nos levava para o hospital. Chegando lá procuramos pelo médico que fez o parto do meu filho. Ele deu prioridade a mim, por ser o pai, obviamente, para entrar no quarto da %Mad% e do Thomas. Era madrugada em Manchester e fazia muito frio. Estávamos no inverno e as madrugadas costumavam ser muito frias. A de hoje, em especial, está fria, porém eu me sinto aquecido por um sentimento ainda não identificado pelo meu cérebro. Adentrei o quarto, a porta estava encostada. Fiquei encostado na porta só com a cabeça para dentro do quarto. Meus olhos cheios d’água não obstruíram minha visão. A luz do abajur ao lado da cama dela iluminava o local. E ela estava lá. Linda! Tudo bem que vestia uma roupa medonha de hospital, mas mesmo assim estava linda. Seus cabelos que normalmente usava soltos estavam presos meio sem jeito. Ela tentava levantar da cama. Parecia cansada. Fui me aproximando sem ela perceber. Quando eu estava bem perto a segurei pela cintura. Levantamos a cabeça ao mesmo tempo e nossos olhos se cruzaram. Ela deu um largo sorriso. Eu já estava sorrindo desde que desci do carro.