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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Nos Seus Olhos

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

CAPÍTULO NOVE

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

  %Sunoo%’s POV:

  — Eu estraguei tudo %Niki%! Estraguei tudo pela segunda vez. A %Dalny% ela… ela nunca vai me perdoar.
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  Eu passei as duas mãos pelo cabelo, andando em círculos como um maluco. Meu coração parecia estar batendo nos meus ouvidos. A imagem dela na porta — congelada, chocada, devastada — não saía da minha cabeça. Aquilo me destruía de um jeito que eu nem sabia explicar.
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  %Niki% estava sentado na beirada da cama, a cabeça baixa, os cotovelos apoiados nos joelhos. Ele parecia exausto, como se tivesse levado o mesmo soco que eu… ou pior.
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  — Se acalma %Sunoo%. Se acalma. Ela tá machucada sim, e o pior, não é só com você! Eu machuquei a %Dalny% também, e eu nunca vou me perdoar por isso.
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  Eu travei, sentindo o estômago afundar.
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  — %Niki%… o que você quer dizer com isso? — perguntei, embora uma parte de mim já soubesse. Já sentisse.
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  Ele passou a mão no rosto, como se tentasse apagar algo da própria memória.
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  — Ela viu a gente se beijando, %Sunoo%. Isso já seria horrível o suficiente. Mas… — Ele fez uma pausa longa, como se tivesse medo de falar. — No carro… aconteceu uma coisa.
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  Meu peito apertou.
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  — O que aconteceu? — Minha voz saiu mais alta do que eu pretendia, mais desesperada do que eu gostaria.
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  %Niki% engoliu seco.
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  — A gente quase se beijou.
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  Silêncio.
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  A palavra quase detonou como uma bomba.
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  Minha respiração travou, e eu senti algo quente e amargo subir pela garganta.
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  — O quê?
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  %Niki% levantou-se de repente, dando um passo na minha direção, as mãos erguidas como se pudesse me segurar pela razão.
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  — Calma. Não foi planejado, não foi… — Ele passou a mão pelo cabelo, nervoso. — Ela tava destruída, %Sunoo%. Chorando. Tremendo. Confusa. E eu… eu tentei ajudar. Eu juro que tentei.
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  Ele começou a andar, inquieto, exatamente como eu estava segundos atrás.
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  — Mas ela tava tão… tão vulnerável. E eu tava tão… quebrado também. — Ele fechou os olhos, com força. — A gente se aproximou. Faltou um segundo. Meio segundo. Se ela não tivesse recuado… teria acontecido.
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  Eu levei uma das mãos até a boca, apoiando o peso do corpo nela, como se fosse a única coisa me mantendo de pé.
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  Meu peito doía. Minha cabeça girava. Eu queria gritar, chorar, voltar no tempo, desaparecer.
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  — Ela se afastou — %Niki% repetiu, firme, como se fosse importante eu saber disso. — Ela impediu. %Dalny% nunca faria nada pra te machucar de propósito. Nem a mim.
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  Eu olhei para ele, e pela primeira vez… Eu vi medo nos olhos de %Niki%.
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  Medo real. Medo de me perder. Medo de ter perdido ela também. Medo de todo mundo sair machucado.
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  Ele deu um passo mais perto.
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  — %Sunoo%… a %Dalny% não tá com raiva só de você. Ela tá com raiva dela mesma. De mim. Do que ela sente… do que ela não sabe se sente. Ela tá se afogando.
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  Eu engoli em seco, um nó duro pousando na minha garganta.
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  — E você? — perguntei, num fio de voz. — Você tá o quê, %Niki%?
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  Ele me encarou por um segundo longo demais.
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  E respondeu a verdade — crua, amarga, impossível de evitar:
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  — Eu tô me afogando também.
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  O chão pareceu sumir debaixo de mim.
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  Ele deu dois passos, parando tão perto que eu podia ver a tensão no maxilar dele, o tremor sutil no olhar.
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  — A %Dalny%… é a nossa confusão, %Sunoo%. Não só sua. Não só minha. Nossa.
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   Ele respirou fundo, como se finalmente admitisse o que guardou por anos.
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  — E eu não sei como resolver isso sem perder vocês dois.
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  Meu coração, já machucado, doeu de um jeito novo — diferente, mais profundo.
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  Porque ele estava certo.
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  %Dalny% era nossa ferida. E, de algum jeito torto… Era nossa cura também.
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  Quando eu finalmente consegui falar, minha voz saiu falha:
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  — %Niki%… o que a gente faz agora?
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  Ele não respondeu.
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  Porque nenhum de nós sabia.
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🩹🩹🩹

  %Niki%’s POV:

  %Mina% e %Jay% bateram na porta e nós deixamos que eles entrassem. A primeira a quebrar o silêncio foi %Mina%.
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  — O que rolou que a %Dal% saiu igual uma doida varrida? Vocês dois vão nos explicar?
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  Eu umedeci os lábios com a ponta da língua, e então eu e %Sunoo% trocamos um olhar rápido.
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  — Ela viu eu e o %Niki%… e bom—
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  %Niki%, direto como sempre interrompeu:
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  — Nós estávamos nos beijando.
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  %Jay% e %Mina% trocaram um olhar, assustados.
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  — Meu Deus, a minha amiga deve tá destruída. %Niki%, caramba! Como você pode? Na verdade, como vocês puderam?
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  As palavras de %Mina% caíram pesadas no ar, e eu senti como se tivessem sido jogadas direto no meu peito. Eu abaixei a cabeça por um segundo, respirando fundo, porque se eu abrisse a boca sem pensar… ia soar como desculpa. E %Dalny% merecia tudo, menos isso.
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  — Eu sei — respondi, a voz baixa, rouca. — Eu sei que parece imperdoável.
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  %Sunoo% deu um passo à frente, nervoso, as mãos se movendo sem saber onde parar.
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  — Não foi planejado — ele disse rápido demais. — Não foi uma coisa fria, calculada. A gente… a gente errou. Eu errei.
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  %Jay% cruzou os braços, o maxilar travado.
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  — Erraram feio — ele respondeu. — Porque a %Dalny% não é só “uma garota na história”. Ela é nossa amiga. Ela está machucada há anos por causa do %Sunoo%… e agora isso?
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  As palavras dele doeram porque eram verdade.
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  — Eu machuquei ela também — falei, finalmente erguendo o olhar. — E isso é o que mais tá me matando.
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  %Mina% franziu o cenho, confusa.
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  — “Também”? — ela perguntou. — O que você quer dizer com isso?
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  Engoli seco.
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  — Depois… depois que ela saiu da casa, eu fui com ela até o carro. Ela tava em choque. — Passei a mão pela nuca, sentindo o peso da culpa. — A gente discutiu. As coisas ficaram… intensas demais.
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  %Sunoo% me olhou na hora, tenso.
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  — %Niki%…
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  — Eles merecem a verdade — eu disse, sem desviar o olhar de %Mina%. — A gente quase se beijou.
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  O silêncio foi imediato.
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  %Mina% levou a mão à boca.
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  — Quase…? — ela repetiu, como se estivesse testando a palavra.
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  — Quase — confirmei. — Não aconteceu. Porque a %Dalny% parou. Ela foi mais forte do que eu naquele momento.
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  %Jay% soltou um suspiro pesado, passando a mão pelo rosto.
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  — Isso tá virando uma bola de neve — ele murmurou. — Uma gigante.
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  %Mina% se aproximou, o olhar agora menos acusatório… e mais preocupado.
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  — Ela tá bem? — perguntou. — Ela foi pra casa sozinha?
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  — Não — respondi rápido. — Ela chamou o %Heeseung%…
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  O nome caiu como outra bomba.
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  %Sunoo% fechou os olhos imediatamente, como se tivesse levado um golpe direto no estômago.
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  — %Heeseung%… — ele murmurou.
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  — Ele foi pra casa dela, me mandou mensagem para avisar — completei. — E, sinceramente? Ainda bem. Ela não podia ficar sozinha daquele jeito.
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  %Mina% assentiu devagar.
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  — Pelo menos nisso você tem razão — ela disse. — Mas agora… vocês dois precisam entender uma coisa…
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  Ela apontou primeiro para %Sunoo%. Depois para mim.
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  — A %Dalny% não é o campo de batalha das confusões de vocês. Ela já sofreu demais.
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  Eu senti algo apertar dentro de mim.
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  — Eu sei — respondi. — E é por isso que eu não vou correr atrás dela agora. Não vou pressionar. Não vou pedir explicação nenhuma.
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  %Jay% arqueou a sobrancelha.
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  — E o que você vai fazer então?
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  Respirei fundo.
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  — Vou dar espaço. — Olhei para %Sunoo% de relance, depois voltei para eles. — Mesmo que isso me doa pra caralho.
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  %Sunoo% finalmente falou, a voz baixa, quase derrotada:
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  — Eu também.
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  %Mina% observou nós dois por alguns segundos, como se estivesse tentando entender algo maior do que aquela noite.
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  — Vocês sabem que isso não vai acabar aqui, né? — ela disse. — Não depois de tudo que foi dito… e do que não foi.
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  Eu sabia.
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  Porque %Dalny% não era alguém que simplesmente se esquecia. E eu também não.
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  E, no fundo, eu sentia — com um medo absurdo e uma esperança ainda mais perigosa — que aquilo tudo ainda estava longe de terminar.
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  Muito longe.
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CAPÍTULO NOVE
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