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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Nos Seus Olhos

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

CAPÍTULO DEZENOVE

Tempo estimado de leitura: 20 minutos

  %Dalny%’s POV:

  A manhã chegou sem pedir licença.
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  A luz entrou pelas frestas da cortina como se nada tivesse mudado, como se eu não tivesse passado a noite inteira encarando o teto, revivendo cada palavra dita no jardim. Meu corpo estava cansado, mas minha mente… acordada demais.
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  Consciência pesa mais do que dúvida.
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  Levantei devagar, tentando organizar pensamentos que não queriam ser organizados. Não havia arrependimento — e isso, por si só, já era assustador. Havia medo, sim. E responsabilidade. Porque agora eu sabia que qualquer passo em falso não machucaria só a mim.
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  Peguei o celular.
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  Nenhuma mensagem.
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  Nem de %Sunoo%. Nem de %Niki%.
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  E isso não foi ausência. Foi respeito.
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  Respirei fundo, sentindo algo diferente se formar no peito. Pela primeira vez, ninguém estava me puxando para um lado. A escolha — ou a tentativa dela — era minha também.
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  Quando desci para a cozinha, meu pai estava sentado à mesa, lendo o jornal como fazia todas as manhãs. Ele ergueu o olhar e sorriu de leve.
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  — Dormiu bem?
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  Quase ri da ironia.
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  — Dormi… — respondi. — O suficiente.
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  Preparei café, os movimentos automáticos me ancorando no presente. Era ali que eu precisava estar: no agora. Não no passado com %Sunoo%. Nem no peso silencioso de tudo que %Niki% carregou por mim.
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  Mas nos dois.
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  E isso exigia coragem.
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  Mais tarde, quando saí de casa, encontrei %Niki% encostado no portão. Não parecia surpresa. Parecia… escolha.
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  — Bom dia. — ele disse, simples.
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  — Bom dia. — respondi.
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  Ficamos alguns segundos em silêncio, aquele tipo que já não assustava mais.
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  — %Sunoo% tá vindo. — %Niki% avisou. — Achei melhor ninguém chegar sozinho.
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  Assenti.
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  Aquilo era novo. Cuidado compartilhado.
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  Quando %Sunoo% apareceu no fim da rua, as mãos nos bolsos, o passo hesitante, senti o coração acelerar — não de pânico, mas de expectativa. Ele sorriu ao nos ver juntos. Um sorriso pequeno, mas sincero.
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  — Oi. — disse.
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  — Oi. — respondi.
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  Ali, em plena luz do dia, sem música, sem emoção noturna para suavizar nada, tudo parecia mais real. Mais exposto.
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  — Eu fiquei pensando… — comecei, antes que o silêncio crescesse demais. — Ontem a gente falou de verdade. Mas hoje… hoje é quando a gente decide como isso vai existir. Ou se vai.
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  %Sunoo% assentiu, sério.
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  — Eu não quero repetir padrões. — disse. — Nem fugir. Nem pressionar.
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  %Niki% respirou fundo ao meu lado.
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  — E eu não quero voltar a ser só o que aguenta tudo calado. — completou. — Se for pra tentar… tem que ser com presença. Dos três.
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  Meu peito apertou.
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  Era isso.
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  Não uma promessa grandiosa. Não um rótulo. Mas uma tentativa consciente.
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  — Então a gente começa devagar. — falei. — Sem esconder. Sem atropelar sentimentos. E se doer… a gente fala.
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  Os dois me olharam como se aquela fosse a decisão mais importante já tomada.
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  Talvez fosse.
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  Talvez o amor não fosse sobre certeza —
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  mas sobre ficar quando seria mais fácil ir embora.
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  E, naquele momento, nenhum de nós foi.
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🩹🩹🩹

  %Dalny%’s POV:

  Nada foi combinado em voz alta.
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  E talvez esse tenha sido o primeiro teste.
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  Caminhamos juntos sem destino certo, só seguindo a rua que descia em direção à praça do bairro. O sol da manhã ainda era gentil, e o silêncio entre nós não carregava mais peso — carregava curiosidade.
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  %Sunoo% andava do meu lado esquerdo, os dedos roçando nos meus de vez em quando, como se estivesse reaprendendo um gesto antigo. Do outro lado, %Niki% mantinha o passo firme, atento a mim, atento a nós.
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  Era estranho como funcionava.
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  Quando parei para observar uma vitrine qualquer, %Sunoo% foi o primeiro a se inclinar para perto, comentando algo bobo que me fez sorrir. %Niki% riu logo depois, aquele riso curto que sempre vinha quando ele fingia não estar tão envolvido — mas estava.
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  E foi ali que aconteceu o primeiro gesto.
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  Sem pensar demais, segurei a mão de %Sunoo%.
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  %Niki% não se afastou.
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  Ele apenas tocou meu pulso com cuidado, como se perguntasse sem palavras. Quando entrelacei também os dedos aos dele, ninguém pareceu surpreso. Só… certo.
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  Seguimos assim por alguns minutos.
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  Três pessoas conectadas por algo simples demais para explicar, mas forte o suficiente para sustentar o momento.
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  Sentamos no banco da praça. %Sunoo% se sentou primeiro, e eu me acomodei ao lado dele. %Niki% ficou de frente para nós por alguns segundos, indeciso — até se sentar do outro lado, próximo demais para ser casual.
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  — Isso tá estranho? — %Sunoo% perguntou, a voz baixa.
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  — Um pouco. — respondi, sincera.
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  %Niki% inclinou a cabeça.
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  — Estranho, não ruim.
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  Sorri.
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  E então %Sunoo% se inclinou devagar, me beijando com cuidado. Um beijo breve, calmo, como se estivesse testando o chão antes de dar o próximo passo. Não havia urgência ali. Só presença.
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  Quando nos afastamos, %Niki% não desviou o olhar.
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  Ele estendeu a mão, tocando meu queixo com delicadeza antes de beijar minha testa — um gesto simples, mas que fez meu peito aquecer de um jeito diferente.
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  E, sem que ninguém planejasse, %Sunoo% apoiou a testa no ombro de %Niki%.
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  Os dois.
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  Ali.
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  Sem disputa.
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  Sem tensão.
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  Meu coração bateu mais rápido, não por confusão — mas por reconhecimento.
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  — Acho que é assim que a gente percebe se tá funcionando. — murmurei. — Quando ninguém precisa se diminuir.
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  %Sunoo% assentiu, os olhos fechados por um instante.
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  — Eu não sinto que tô perdendo nada. — ele disse. — Pela primeira vez.
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  %Niki% respirou fundo.
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  — Nem eu. — completou. — Parece… inteiro.
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  Ficamos ali por mais alguns minutos, trocando pequenos gestos: um beijo rápido, um toque no joelho, um sorriso silencioso quando nossos olhares se cruzavam.
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  Não era perfeito. Não era definitivo.
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  Mas era real.
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  E talvez o amor não precisasse provar nada além disso: que podia existir sem ferir, sem esconder, sem que alguém ficasse para trás.
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  Esse foi o primeiro teste.
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  E, contra todos os medos que eu carreguei por tanto tempo, nós passamos juntos.
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🩹🩹🩹

  %Sunoo%’s POV:

  Eu sempre achei que amar fosse uma coisa que apertava.
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  Que vinha com urgência, com medo, com aquela sensação constante de que algo podia escapar a qualquer segundo. Talvez por isso eu tenha fugido quando senti demais. Talvez por isso eu tenha confundido intensidade com perigo.
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  Mas ali, sentado ao lado da %Dalny%, com o ombro encostado no de %Niki%, nada apertava.
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  Pela primeira vez, amar não parecia uma contagem regressiva.
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  %Dalny% sorria de um jeito leve, distraído, como se não estivesse tentando decidir nada. E isso me desmontava mais do que qualquer discussão. Eu não precisava disputar o olhar dela. Ele simplesmente voltava para mim — e depois para o %Niki% — como se houvesse espaço suficiente.
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  E havia.
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  Quando ela segurou minha mão e depois a dele, eu senti algo que nunca tinha sentido antes: alívio.
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  Não o alívio de quem finalmente escolhe. Mas o de quem para de lutar contra o que sente.
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  Eu observei %Niki% por um instante. A forma como ele permanecia atento, presente, sem tentar roubar a cena. Sempre foi assim. Sempre esteve ali. E, pela primeira vez, eu não senti culpa ao querer ficar.
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  Talvez amar não fosse sobre exclusividade… Talvez fosse sobre verdade.
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  E aquela — doía menos do que a mentira que eu vivi por anos.
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🩹🩹🩹

  %Niki%’s POV:

  Eu passei muito tempo achando que amor era resistência.
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  Que amar alguém significava aguentar. Ficar. Ser forte quando ninguém mais conseguia. Eu me orgulhei disso por muito tempo — até perceber o quanto me custou.
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  Mas ali, com os dois tão perto, eu não estava aguentando nada.
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  Eu estava vivendo.
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  %Dalny% não precisava de mim como muleta. %Sunoo% não precisava de mim como sombra. E, ainda assim, eu estava ali — não por obrigação, mas por escolha.
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  Quando %Dalny% me tocava, não era pedindo abrigo. Era oferecendo espaço. Quando %Sunoo% se aproximava, não era pedindo perdão. Era ficando.
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  E isso mudou tudo.
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  Eu não precisei ser o mais forte, nem o mais seguro, nem o que ficava enquanto os outros iam…
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  Eu só precisei ser eu.
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  Observei os dois por um instante e percebi algo simples demais para ignorar: o que existia entre nós não tirava nada de ninguém. Só somava.
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  Talvez esse fosse o maior medo de todos — perceber que o amor podia ser leve depois de tanto peso.
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  E, ainda assim, escolher ficar.
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🩹🩹🩹

  %Dalny%’s POV:

  Não foi um grande momento.
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  Não teve música alta, nem luz especial, nem aquela sensação de que algo extraordinário estava prestes a acontecer. Foi só… o fim de tarde chegando devagar, o céu mudando de cor pela janela e nós três sentados no chão da sala, encostados uns nos outros como se sempre tivesse sido assim.
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  E talvez, de algum jeito, sempre tivesse sido.
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  %Sunoo% estava ao meu lado, as costas apoiadas no sofá, os dedos distraídos desenhando linhas invisíveis no meu braço. Do outro lado, %Niki% mantinha o braço apoiado atrás de mim, a mão repousando na minha cintura com uma naturalidade que me fez respirar fundo.
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  Não havia tensão.
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  Nem medo.
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  Só presença.
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  Inclinei a cabeça para o lado, apoiando-a no ombro de %Sunoo%. Ele reagiu com um sorriso pequeno, quase imperceptível, antes de beijar meu cabelo. Um beijo leve, demorado, como se estivesse marcando território não por posse — mas por cuidado.
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  %Niki% se aproximou um pouco mais, o joelho tocando o meu. Quando levantei o rosto, ele estava me observando com aquele olhar firme e silencioso que sempre me fazia sentir vista por inteiro. Ele não disse nada. Apenas tocou meu queixo com os dedos e encostou a testa na minha.
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  — Tá tudo bem. — ele murmurou.
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  E estava.
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  %Sunoo% se inclinou, tocando a lateral do meu rosto, e por um instante nossos três olhares se encontraram no mesmo ponto. Não havia pergunta ali. Nem dúvida.
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  Só consentimento.
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🩹🩹🩹

  %Sunoo%’s POV:

  Eu sempre achei que segurança fosse algo silencioso demais para ser notado.
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  Mas ali, naquele instante, eu senti.
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  %Dalny% estava entre nós, não dividida — inteira. E %Niki% estava perto o suficiente para eu sentir o calor do corpo dele, constante, firme. Nenhum dos dois parecia distante. Nenhum parecia ameaçado.
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  Por um segundo, meus olhos encontraram os de %Niki% por cima do ombro dela. Não houve desafio ali. Nem dúvida. Só um entendimento silencioso, quase tímido, que fez meu peito apertar de um jeito bom.
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  Ele se aproximou primeiro.
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  Não foi brusco, nem carregado de urgência. Foi simples. Um toque leve no meu braço, como um aviso mudo, antes de seus lábios encontrarem os meus num beijo curto, contido — mas cheio de significado. Um beijo que não pedia nada além de permissão para existir.
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  Quando nos afastamos, ainda próximos, eu respirei fundo, sentindo algo se acomodar dentro de mim. Não havia conflito. Só espaço.
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  Inclinei-me então e beijei %Dalny% com calma, sentindo os lábios dela corresponderem no mesmo ritmo tranquilo. Não havia pressa em aprofundar, em provar nada. Era um beijo que dizia estou aqui.
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  Quando nos afastamos, %Niki% tocou a mão dela, puxando-a com cuidado para um beijo também. Observei sem ciúme. Sem aperto. Só com uma estranha sensação de completude no peito.
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  Quando %Dalny% voltou para mim, o beijo veio diferente — mais seguro, mais quente, mas ainda assim sereno. Como se agora soubéssemos exatamente onde pisávamos.
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  E eu soube, naquele segundo, que não precisava mais fugir do que sentia.
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🩹🩹🩹

  %Niki%’s POV:

  Eu sempre fui o que ficava de pé enquanto tudo balançava.
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  Mas ali, eu pude sentar.
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  %Dalny% estava tranquila entre nós, e %Sunoo% parecia finalmente respirar sem medo. Quando me aproximei, não foi para proteger. Foi para compartilhar.
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  Beijei %Dalny% sentindo o quanto ela estava presente — não tensa, não dividida, não culpada. Apenas ali. Quando nossos lábios se separaram, %Sunoo% se inclinou devagar, e num gesto quase tímido, eu toquei o lado do rosto dele antes de nossos lábios se encontrarem num beijo breve, contido, mas carregado de confiança. Um beijo que dizia estamos juntos nisso.
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  Quando nos afastamos, %Sunoo% já estava perto de novo, inclinando-se para %Dalny% com cuidado. E foi ali que percebi: nenhum de nós competia. Não houve disputa. Houve encaixe.
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  Passei o braço ao redor dos dois, puxando-os para mais perto, e senti algo se acomodar dentro de mim. Um peso antigo se soltando. Uma força que eu não precisava mais sustentar sozinho.
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  Talvez amor não fosse resistência. Talvez fosse descanso.
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  E enquanto ficávamos ali, os três ligados por toques simples e respirações sincronizadas, eu soube que não importava o nome que isso teria no mundo lá fora.
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  Ali dentro, entre nós, funcionava.
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🩹🩹🩹

  %Sunoo%’s:

  Eu fiquei parado do outro lado do jardim, escondido atrás da árvore, observando-os sem que percebesse.
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  %Dalny% sorria para %Niki%, leve, como se o peso do mundo tivesse desaparecido por alguns segundos. %Niki% ria com aquela naturalidade dele, aquela mistura de firmeza e cuidado que sempre me deixou inquieto. Eles não me viam. Nem suspeitavam que eu estava ali, assistindo.
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  E doeu.
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  Doeu lembrar de quando eu fui embora. De como deixei tudo para trás, como fugi não apenas do que sentia, mas do medo de me perder. Lembrei da %Dalny% chorando, do %Niki% assumindo a fortaleza que eu não quis ser. Lembrei da sensação de estar invisível e sozinho, mesmo quando eu era o que deveria estar mais perto.
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  Revivi cada erro: cada gesto de ausência, cada palavra que eu nunca disse. A culpa queimava como fogo frio, lembrando-me de que minhas fugas tinham machucado os dois — e talvez de forma irreversível.
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  E, no entanto… ali estavam eles. Rindo, se tocando de leve, existindo juntos. %Dalny% estava inteira com %Niki%, e mesmo que parte de mim sentisse medo, ciúme, ou uma dor que eu não conseguia nomear, havia também algo que me acalmava. Eles pareciam seguros. E por isso… eu senti que talvez houvesse espaço para mim de novo.
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  Mas não era simples. Não depois de tudo.
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  Enquanto os observava, cada risada deles ecoava em minha memória: o momento em que voltei, o primeiro olhar depois de tanto silêncio, a confusão, a dor de %Niki%, o coração partido de %Dalny%. Cada pedaço de passado ainda estava ali, vivo, misturado com o presente que eu não ousava tocar.
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  E eu percebi, com uma clareza cruel e ao mesmo tempo libertadora: eu queria estar ali. Com eles. Com %Dalny%. Com %Niki%. Não para consertar tudo, não para apagar os erros, mas para ser parte do que eles estavam construindo.
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  Mas havia medo. Sempre havia medo.
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  Medo de me aproximar demais. Medo de que a presença dele, a força dele, o amor dele por %Dalny% me lembrassem de tudo que perdi. Medo de que %Dalny% não precisasse mais de mim da mesma forma.
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  Ainda assim, não pude desviar o olhar.
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  E enquanto o sol se punha atrás da casa, tingindo o jardim de dourado e melancolia, soube que aquele instante — apenas observando-os existir juntos — seria a ponte entre o que fui e o que ainda poderia ser.
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  Talvez o amanhã fosse minha chance. Talvez o amanhã fosse nosso.
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  Nota: Chegamos ao antepenúltimo e penúltimo capítulos da história. Espero que gostem!

CAPÍTULO DEZENOVE
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