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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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Nos Seus Olhos

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

CAPÍTULO DEZESSETE

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

  Estar no meio não foi confuso.
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  Foi assustadoramente claro.
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  Quando os lábios do %Sunoo% tocaram os meus primeiro, eu senti o passado inteiro despertar — tudo que fomos, tudo que ficou suspenso, tudo que ainda doía de um jeito familiar. Era suave, carregado de cuidado, como se ele tivesse medo de me machucar outra vez.
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  E então o %Niki% estava ali.
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  Não como interrupção. Como presença.
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  Quando senti o beijo dele, foi diferente. Mais firme, mais ancorado no agora. Não tinha saudade antiga, tinha escolha. Tinha o peso de quem ficou quando tudo desmoronou.
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  E eu estava entre os dois.
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  Sentindo o contraste. Sentindo o encaixe.
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  Quando me afastei de um para encontrar o outro, não senti culpa. Senti continuidade. Como se cada um tocasse uma parte diferente de mim que sempre existiu, mas nunca tinha sido vista inteira.
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  Com o %Sunoo%, meu coração apertava e abria ao mesmo tempo. Era doce, terno, carregado de história. Eu sentia o cuidado dele em cada aproximação, como se pedisse permissão sem palavras.
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  Com o %Niki%, havia firmeza. Um chão. Algo que me segurava quando as emoções ameaçavam transbordar. O toque dele dizia eu tô aqui, sem precisar prometer nada além disso.
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  E, no meio dos dois, eu não precisei escolher.
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  Pela primeira vez, não me senti dividida.
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  Me senti… completa.
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  O mais assustador não foi o beijo. Foi perceber que, quando um se afastava, o outro estava ali — e eu não caía. Não havia vazio. Não havia falta.
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  Só presença.
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  Quando nos afastamos, o ar parecia diferente. Mais denso. Mais real. Eu mal consegui abrir os olhos de imediato, com medo do que encontraria.
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  Mas quando olhei… vi os dois.
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  Não me olhando como quem exige resposta. Mas como quem também estava tentando entender.
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  Meu coração batia forte demais, e eu soube naquele instante:
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  Aquilo não era algo que dava para fingir que não aconteceu. Não era algo que dava para guardar numa gaveta e seguir em frente.
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  Eu não sabia o que aquilo significava. Não sabia o que viria depois.
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  Mas sabia de uma coisa com clareza quase dolorosa:
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  Eu nunca mais seria a mesma depois de sentir, mesmo que por segundos, como era não precisar partir meu coração em dois para amar.
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🩹🩹🩹

  %Niki%’s POV:

  Agir normal foi a parte mais difícil.
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  A música continuava alta demais, as risadas se espalhavam pelo salão, taças se erguiam em brindes que eu mal conseguia acompanhar. O casamento seguia vivo, bonito, como se nada tivesse acabado de… mudar tudo.
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  Eu forcei meu corpo a se mover como antes. Um passo aqui, outro ali. Conversas curtas. Sorrisos ensaiados. Fingir era quase um reflexo — eu sempre fui bom nisso. Mas, dessa vez, meu corpo não acompanhava a mentira.
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  Porque eu sentia os dois.
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  %Dalny% passou por mim perto da mesa de bebidas, e nossos olhos se encontraram por um segundo longo demais para ser casual. Ela sorriu pequeno, contido, como quem tenta manter algo inteiro dentro do peito. Eu respondi do mesmo jeito. Um acordo silencioso: depois.
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  %Sunoo% apareceu logo em seguida, falando alguma coisa sobre a playlist do DJ, gesticulando demais como sempre. Ele estava tentando. Dava pra ver. O jeito leve, o riso fácil — tudo parecia igual, mas não era.
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  Nada era.
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  Em algum momento, nós três acabamos próximos demais para ser coincidência. Um círculo estranho, incompleto, tentando parecer normal no meio da pista. %Dalny% comentou algo sobre %Mina% estar linda, %Sunoo% concordou rápido demais, e eu só balancei a cabeça.
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  — Vocês estão bem? — alguém perguntou. Nem sei quem.
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  — Claro — respondemos quase ao mesmo tempo.
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  Mentira coletiva.
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  Quando %Dalny% riu de algo que o %Sunoo% disse, senti meu peito apertar de um jeito inesperado. Não era ciúme puro. Era… consciência. Eu sabia exatamente o que aquele riso significava pra ele. E sabia o que significava pra mim.
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  E ela sabia também.
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  Em outro momento, %Sunoo% segurou a mão dela para puxá-la pra pista. Foi um gesto antigo, automático. Ela foi — mas antes de ir, olhou pra mim. Não pedindo permissão. Só me incluindo.
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  Aquilo me desmontou mais do que qualquer beijo.
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  Eu fiquei ali, observando os dois dançarem, tentando convencer a mim mesmo de que dava pra seguir como se nada tivesse acontecido. Que era só um momento estranho, uma confusão passageira, culpa misturada com emoção.
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  Mas então %Sunoo% olhou pra mim por cima do ombro dela.
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  E eu entendi.
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  Ele também estava tentando ser normal. Ele também estava falhando.
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  Quando %Dalny% voltou, minutos depois, o espaço entre nós três parecia carregado. Não pesado — elétrico. Cada toque acidental fazia meu corpo reagir, cada troca de olhar dizia mais do que qualquer conversa.
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  Normalidade virou encenação.
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  E no meio daquela festa linda, com amor demais no ar, eu tive certeza de uma coisa incômoda e impossível de ignorar:
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  O que aconteceu entre nós não tinha sido um erro de momento.
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  Tinha sido um vislumbre.
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  E agora, tentar fingir que não vimos… Era o que mais doía.
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🩹🩹🩹

  %Sunoo%’s POV:

  O bar improvisado do lado de fora estava mais silencioso que o salão principal. A música chegava abafada, distante, como se o mundo lá dentro estivesse acontecendo sem a gente. %Jay% apoiou os cotovelos na bancada de madeira, soltando um suspiro satisfeito, daqueles de quem acabou de viver algo grande demais para caber no peito.
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  %Niki% estava ao meu lado, inquieto. Eu reconhecia aquele jeito. Era o mesmo que eu tinha quando estava prestes a dizer algo e não sabia por onde começar.
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  %Jay% nos olhou por alguns segundos antes de falar.
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  — Vocês dois tão estranhos desde a cerimônia.
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  Não foi acusação. Foi constatação.
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  Engoli seco.
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  — A gente… tá tentando não estragar nada hoje. — respondi, desviando o olhar.
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  %Jay% arqueou uma sobrancelha, um meio sorriso surgindo no rosto.
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  — Engraçado. Eu pensei a mesma coisa por anos. Achei que amar do meu jeito ia estragar tudo.
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  %Niki% soltou uma risada curta, sem humor.
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  — Não acho que isso seja comparável, %Jay%.
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  — É mais do que você imagina. — ele respondeu com calma. — A diferença é que eu tinha medo de perder alguém. Vocês parecem ter medo de serem quem são.
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  O silêncio caiu pesado.
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  Senti meu peito apertar.
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  — Não é simples assim… — comecei. — Tem a %Dalny%. Tem o passado. Tem tudo que eu baguncei indo embora.
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  %Jay% virou o corpo na minha direção agora, totalmente atento.
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  — E vocês acham mesmo que fingir que não sentem nada vai proteger ela?
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  Essa doeu.
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  %Niki% respirou fundo.
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  — Eu fiquei. — ele disse, a voz firme. — Eu segurei os pedaços. Eu fui o que sobrou quando ele foi embora. — apontou de leve pra mim. — E agora parece que tudo tá… fora do lugar.
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  %Jay% assentiu devagar, como quem entende mais do que diz.
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  — Amor não vem com manual. — ele falou. — Não diz “só pode assim”. O que machuca não é o sentimento. É o silêncio. É a mentira. É o medo de encarar.
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  Olhei para minhas mãos.
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  — E se a gente machucar ela de novo?
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  %Jay% apoiou uma mão no meu ombro. O gesto foi simples, mas firme.
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  — Vocês só vão machucar a %Dalny% se não forem honestos. Entre vocês. Com ela. Amor só dá errado quando alguém fica sozinho no escuro.
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  %Niki% engoliu seco.
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  — E se… — ele hesitou. — E se o que a gente sente não couber em lugar nenhum?
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  %Jay% sorriu. Um sorriso calmo, inteiro.
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  — Então vocês constroem um lugar novo. Ninguém disse que precisa ser fácil. Só precisa ser verdadeiro.
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  O barulho da festa pareceu voltar aos poucos. As risadas. A música. A vida acontecendo.
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  Olhei para %Niki%. Ele me olhou de volta.
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  E pela primeira vez em muito tempo, eu não senti vontade de fugir.
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🩹🩹🩹

  %Dalny%’s POV:

  Eu não estava procurando por eles.
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  Mas meus olhos encontraram %Heeseung% antes que eu pudesse evitar.
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  Ele estava perto da mesa de bebidas, a gravata frouxa, a postura mais relaxada do que eu o tinha visto em semanas. Charyeong falava alguma coisa animada, gesticulando demais, como sempre — e então ele riu.
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  Não aquele sorriso educado que ele costumava usar comigo quando tentava parecer bem. Foi uma risada aberta, fácil. Daquelas que fazem os ombros caírem e o peito aliviar.
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  E eu senti… paz.
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  Nenhum aperto. Nenhuma pontada. Nenhuma sensação de perda.
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  Só a certeza silenciosa de que eu não era mais o lugar onde ele precisava estar.
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  Charyeong tocou o braço dele ao falar algo no ouvido, íntima sem ser invasiva, e %Heeseung% se inclinou para escutar melhor. Eles pareciam confortáveis um com o outro — não porque estavam tentando preencher um vazio, mas porque simplesmente… funcionava.
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  Sorri sozinha.
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  Passei tanto tempo tentando transformar gratidão em amor, insistindo em algo que já tinha cumprido seu papel. %Heeseung% me salvou quando eu precisei. E agora, talvez, alguém estivesse fazendo por ele o que eu não consegui mais fazer.
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  Desejei, de verdade, que ele fosse feliz.
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  Sem mim.
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  Respirei fundo e deixei aquele capítulo se fechar dentro do peito.
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  Foi então que senti.
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  O peso.
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  Não de dor — mas de expectativa.
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  Levantei o olhar quase por instinto e encontrei %Sunoo% do outro lado do salão. Ele me observava como se estivesse preso no mesmo segundo que eu. Nem sorriso, nem culpa. Só… intensidade.
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  E, um pouco mais afastado, %Niki%.
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  Encostado numa coluna, braços cruzados, o olhar firme em mim como se estivesse segurando algo que ameaçava escapar a qualquer momento.
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  Meu coração errou uma batida.
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  Era estranho perceber que, mesmo rodeada de gente, mesmo numa festa cheia de luz e música, existia aquele espaço invisível entre nós três. Um espaço carregado demais para ser ignorado.
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  Eu não estava mais fugindo.
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  Mas também não sabia como atravessar.
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  A música mudou. As luzes ficaram mais baixas. A festa seguiu seu curso, alheia ao nó que se formava no meu peito.
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  E enquanto %Jay% e %Mina% celebravam o amor do jeito mais simples e bonito possível, eu entendi que o meu não era menos verdadeiro.
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  Só era… diferente.
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  E talvez — só talvez — aquele fosse o último momento antes de tudo mudar de vez.
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  Nota: E aí chuchus? Vem trisal por aí ou ela escolhe? Qual a opinião de vocês? O fim do %Heeseung% hein? Vai ser com a Charyeong ou ele ainda vai correr atrás da Dalny? Um beijo :*

CAPÍTULO DEZESSETE
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Lelen

HEESEUNG, TU VAI SEGUIR EM FRENTE, OU ENTÃO TU APANHA DE MIM.
VAI SER FELIZ COM QUEM TÁ DISPONÍVEL, OBRIGADA.

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