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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Eternal Sins

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

Capítulo 1 • O começo do fim

Tempo estimado de leitura: 20 minutos

  %Sooyi% e Jungae-in aguardavam pelo professor já dentro do estúdio. Os olhos atentos dela passearam pelo local, observando o estúdio.
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  O local era amplo, com iluminação suave e paredes cobertas por painéis de espuma acústica preta, absorvendo até o som da respiração.
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  No canto esquerdo, três microfones de estúdio pendiam de suportes articuláveis, rodeados por fones de ouvido grandes e cabos enrolados com precisão.
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  Um piano de cauda ocupava parte do fundo da sala, com a tampa aberta, revelando as cordas internas em ordem perfeita.
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  Ao lado dele, uma bateria eletrônica descansava sob uma luz tênue, quase como uma sombra contida. Havia guitarras e baixos dispostos em suportes de chão, alguns com acabamento brilhante, outros desgastados pelo tempo.
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  Perto da parede envidraçada que dava vista para a cabine de gravação, uma prateleira abrigava partituras, livros antigos e pedais de efeitos empilhados com descuido meticuloso.
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  O cheiro era uma mistura sutil de madeira envernizada, metal e silêncio.
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  Era o tipo de lugar onde cada objeto parecia ter uma história — e cada história, uma trilha sonora.
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  %Sooyi% andou pelo pequeno local, enquanto a amiga mexia no telefone. Passou então delicadamente a ponta dos dedos sobre o piano… como quem cumprimenta um velho conhecido. Seus olhos passearam pelas teclas com respeito — não ousou pressionar nenhuma delas. Apenas sentiu.
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  — Ele não gosta que mexam nas coisas dele. — avisou a amiga, sem tirar os olhos da tela.
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  Mas já era tarde.
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  — Exatamente. — disse uma voz firme atrás dela.
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  %Sooyi% se virou devagar.
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  Heeseung estava parado na porta, alto, de expressão neutra, o olhar levemente abaixado como quem analisa antes de reagir. Ele vestia preto dos pés à cabeça, os cabelos bagunçados como se o sono ainda estivesse colado neles.
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  Ela recuou um passo, mas não pediu desculpas. Só o encarou com a mesma serenidade com que havia tocado o piano.
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  Ele não disse mais nada. Apenas a observou por um segundo a mais do que deveria.
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  O olhar… esse, ao contrário da voz, não era frio. Era um tipo de silêncio carregado demais para passar despercebido.
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  Então ele desviou os olhos e cruzou a sala em passos lentos.
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  — Vocês são as novas alunas? — perguntou, sem olhar de volta.
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  %Sooyi% assentiu com um movimento de cabeça. Mas a sensação no ar… Essa ainda não tinha ido embora.
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  Heeseung puxou uma das banquetas próximas ao piano e sentou-se com a mesma leveza com que se fecha uma porta: sem pressa, mas sem permitir brechas.
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  A amiga de %Sooyi% se adiantou, colocando a bolsa sobre a cadeira e se acomodando com pressa. Ele trocou poucas palavras com ela — nome, idade, nível musical — tudo em frases curtas, econômicas.
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  %Sooyi% permaneceu de pé por alguns segundos, esperando que ele a notasse. Não disse nada. Não queria interromper.
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  Mas ele… notou.
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  — Você também vai ter aula? — perguntou sem levantar os olhos, folheando uma partitura qualquer como se não se importasse com a resposta.
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  — Não. — respondeu %Sooyi%, suavemente. — Só estou acompanhando minha amiga.
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  O olhar dele subiu devagar, encontrando o dela. Por um instante, nenhum dos dois disse nada.
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  A sala, tão silenciosa por conta dos painéis acústicos, parecia ampliar o som do próprio ar.
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  Ele assentiu com um movimento quase imperceptível e virou de volta para o piano.
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  — Então sente-se. Se quiser. Só... não toque em nada. — disse, num tom seco, mas sem real dureza.
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  %Sooyi% sentou-se no canto, sem tirar os olhos dele.
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  A forma como ele tocava o piano para demonstrar a técnica era precisa, quase matemática. Cada movimento era limpo, controlado — como se emoções fossem proibidas ali.
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  Mas ela percebia. Os ombros tensos. Os dedos que hesitavam por um milésimo antes de tocar certas notas. A forma como ele nunca olhava diretamente pra ninguém... a não ser por breves segundos.
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  Como quando olhou pra ela…
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🩸🩸🩸

  A aula seguia com a amiga de %Sooyi% tentando repetir uma sequência de acordes, enquanto Heeseung corrigia a postura dela ao piano com instruções objetivas.
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  — Mais leve. — dizia, sem emoção. — O tempo está quebrado, ouve o que você está tocando.
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  %Sooyi% permanecia no canto, quieta, os olhos ora na partitura esquecida sobre a mesa, ora nas mãos dele ao tocar. Foi então que ela cantarolou, baixinho. Quase inaudível. A melodia que ele acabara de tocar — mas com um detalhe: ela seguiu a sequência da maneira como ele não tocou. A maneira… emocional.
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  Heeseung parou.
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  Não bruscamente. Apenas cessou o movimento dos dedos e deixou o silêncio preencher o estúdio outra vez.
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  Virou-se na direção dela.
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  — Você conhece essa música? — perguntou, o tom ainda contido, mas havia algo novo ali. Um pequeno incômodo.
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  %Sooyi% ergueu os olhos, tranquila.
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  — Não. Mas acho que ela queria subir no final. Você não deixou.
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  Ele piscou uma vez. Só uma.
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  E então desviou o olhar.
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  — A música… não tem vontade própria.
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  — Talvez não. Mas você tem. E às vezes... segura demais.
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  Silêncio.
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  A amiga olhou de um para o outro, confusa, mas sem entender o que exatamente havia acontecido ali.
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  Heeseung voltou para o piano, mas as mãos não tocaram imediatamente. Ele hesitou. Pela primeira vez em muito tempo… ele hesitou.
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🩸🩸🩸

  O sol estava quente naquela manhã, e %Sowon% soltou um sorrisinho de canto, gostando do clima. Tapou levemente a visão com uma das mãos sobre o rosto enquanto caminhava para o local que havia marcado com sua aluna.
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  As aulas de inglês iam de vento em poupa e %Sowon% não tinha do que reclamar. Era o começo do ano e a maioria dos alunos que ela estava tendo eram estudantes universitários aproveitando as férias do início do ano para começarem seus cursos.
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  Muitos intercambistas também haviam a procurado para aperfeiçoar o inglês antes de realmente viajarem.
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  Ela gostava de dar aulas em lugares públicos, evitava que pessoas estranhas adentrassem seu apartamento — que era bem pequeno, diga-se de passagem. E também evitava ficar sozinha na casa dos alunos.
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  Desconfiada e introspectiva. Suas aulas eram objetivas e diretas. %Sowon% não era de falar muito e muito menos era expansiva. Discreta, bem discreta. Mas quando falava…
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  Quando chegou ao local que encontraria com a aluna, ela retirou da mochila um pedaço de pano, que sempre levava quando as aulas eram no parque. Esticou o mesmo na grama e então se sentou, colocando os livros e a caixa de som sobre o pano.
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  Ajeitou tudo milimetricamente e então seus olhos bateram nele.
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  Algum editorial de moda estava sendo feito no parque. Não era raridade, as pessoas e as marcas gostavam muito de lá para isso.
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  Mas havia algo diferente naquele em específico.
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  Não pela modelo, nem a equipe que se movia ao redor com roupas estilosas e câmeras sofisticadas. Era pelo fotógrafo.
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  O homem era alto, magro, de postura impecável, mas havia algo rígido demais nele. Os movimentos calculados, o semblante sem qualquer traço de empolgação.
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  Ele parecia comandar tudo com um simples olhar — seco, preciso, afiado.
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  Era como se as fotos fossem só um ritual mecânico, algo que ele fazia por obrigação… ou por hábito.
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  Ele não sorria.
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  Não dava instruções com gentileza.
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  Não elogiava a modelo, não conversava com a equipe.
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  %Sowon% percebeu isso porque, mesmo querendo ignorar, não conseguiu. Seus olhos voltavam para ele com uma frequência desconfortável. Não por interesse. Mas por uma inquietação que não sabia nomear.
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  Quando se deu conta, já o observava há tempo demais.
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  Baixou os olhos para os próprios livros, sem alterar a expressão.
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  Tentou se concentrar no que faria com a aluna naquela manhã.
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  Mas, por alguma razão, a presença dele seguia ali — como uma nota dissonante numa melodia bem ensaiada.
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  E então, como se sentisse que estava sendo observado, o fotógrafo levantou os olhos. E os olhares se cruzaram.
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  Só por um segundo.
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  Mas foi suficiente.
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  O coração gelado de Sunghoon bateu rápido. Rápido demais, e aquilo definitivamente não era comum, muito menos normal, já que o coração deles batia em ciclos lentos, jamais como o de um humano.
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  E era isso que estava acontecendo exatamente agora, enquanto ele olhava para aquela garota. O coração morto acelerou, como se quisesse voltar a viver.
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  Era ela. Só podia ser ela.
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  Ele desviou o olhar rapidamente, como se aquilo fosse suficiente para calar o que sentia.
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  Mas não foi.
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  O coração continuava batendo — lento, irregular, pesado. Como um tambor antigo sendo reativado depois de séculos. Aquilo o incomodava. Não porque doesse, mas porque era real.
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  Sunghoon voltou a ajustar a lente da câmera, dando ordens secas para a modelo que se preparava ao longe.
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  — Tira o casaco. Inclina um pouco o rosto. Isso, não olha pra mim — ele disse, sem emoção.
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  Mas sua mente… não estava mais ali.
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  Porque do outro lado do parque, sentada sobre um pano claro na grama, ela continuava em silêncio.
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  Com um livro no colo, os olhos fixos nas páginas, e a expressão serena.
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  Mas ele sabia — ela havia sentido também.
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  O olhar dela não foi curioso. Não foi admirado, foi... direto. Como se ela o conhecesse de algum lugar que ele não lembrava.
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  Como se ela enxergasse aquilo que ele passava a vida escondendo.
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  E aquilo — aquilo sim — o apavorava.
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  A câmera tremeu entre seus dedos.
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  Irritado com a própria reação, ele a recolheu.
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  — Chega por hoje. — avisou à equipe. — Podem ir.
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  — Mas ainda temos mais duas trocas de roupa, senhor Park — protestou o assistente.
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  Sunghoon apenas olhou para ele, com aquele olhar frio que dispensava explicações.
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  O assistente não insistiu.
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  Ele recolheu os equipamentos em silêncio e se afastou antes que a sensação aumentasse.
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  Antes que o coração decidisse bater mais uma vez.
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  Mas, antes de ir, permitiu-se olhar para ela uma última vez por cima do ombro.
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  E ela… ainda estava ali. Como se esperasse por algo que nem sabia nomear.
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  Quando ele começou a se aproximar, para começar a guardar as coisas, %Sowon% também sentiu o coração começar a acelerar. Não entendeu muito bem o porque, e mais uma vez, ela não cosneguia desviar os olhos dele.
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  Ele havia percebido, é claro, e agora caminhava com os olhos cravados nela.
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  Ela deveria ter desviado. Baixado os olhos. Mas não o fez.
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  Manteve o olhar firme, como se desafiasse a si mesma a sustentar aquele instante. Era uma batalha muda entre dois estranhos. Mas, de alguma forma, ela sentia que não era a primeira.
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  Ele passou por ela devagar. Sem pressa. Sem sorrir.
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  E quando cruzou por onde ela estava sentada, os olhos dele se fixaram nos dela por tempo demais para ser educado — e tempo de menos para ser suficiente.
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  Ela prendeu a respiração.
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  — Cuidado com o sol. — ele disse, com a voz baixa e fria. — Queima mais do que parece.
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  E seguiu andando, como se não tivesse dito nada.
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  Como se o mundo não tivesse acabado de entortar um pouco.
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  %Sowon% piscou devagar, como quem acorda de um lapso. Passou a mão pelo rosto, tentando recuperar o foco. Mas as palavras dele ficaram. A sensação também.
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  E o som do próprio coração batendo ainda ecoava em seus ouvidos… Alto demais para ignorar.
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  O cheiro de desinfetante e pelos molhados preenchia o pequeno corredor da ONG. O som de latidos ao fundo e o ranger das portas metálicas deixavam o ambiente caótico para quem não estava acostumado. Mas para %Mirae%, aquele lugar tinha algo de reconfortante.
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  Com as caixas nas mãos, ela empurrou a porta com o ombro, equilibrando os sacos de ração, toalhas e medicamentos que havia arrecadado com os colegas da faculdade.
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  — Com licença! — chamou com a voz doce, mas firme.
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  Uma voluntária mais velha apareceu do fundo do corredor com um sorriso caloroso.
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  — Pode deixar aqui, querida, obrigada. A maioria deixa na recepção e já vai.
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  %Mirae% sorriu de volta, mas não se moveu.
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  — Eu posso ajudar com alguma coisa? Não tenho compromisso agora. Posso organizar as doações, limpar ou… — ela hesitou, olhando para uma sala entreaberta.
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  Foi quando o viu.
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  Um garoto agachado no chão, o cabelo escuro caindo sobre os olhos, enquanto cuidava das patas de um cachorro de porte médio com um corte feio no dorso.
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  Ele não percebeu a presença dela de imediato. Estava concentrado em limpar os ferimentos com precisão quase clínica, os movimentos delicados demais para quem parecia tão… fechado.
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  Ela se aproximou devagar, sem querer assustar o animal — nem o garoto.
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  — Posso ajudar?
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  A voz dela foi baixa, mas clara.
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  Jungwon ergueu o olhar. Os olhos dele a acertaram como um soco silencioso: profundos, escuros, cansados… e tão tristes que %Mirae% teve vontade de recuar.
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  Mas não recuou.
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  Ele apenas balançou a cabeça em negativa.
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  — Não precisa. Já estou terminando.
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  — Mesmo assim, posso ficar? — ela perguntou, sentando-se de joelhos ao lado do cachorro, sem tocar em nada.
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  — Às vezes é bom ter alguém por perto. Mesmo que não vá fazer nada.
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  Ele hesitou.
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  E isso, para alguém como ele, já era muito.
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  Depois de alguns segundos, Jungwon voltou os olhos para o curativo que fazia.
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  Mas o ritmo dos dedos… diminuiu. Como se, com ela ali, o mundo finalmente tivesse desacelerado um pouco.
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  Ela o observava de soslaio. Não fazia perguntas, não se impunha. Só ficava.
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  E ele… Pela primeira vez em muito tempo, não quis que alguém fosse embora.
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  O silêncio entre os dois não era desconfortável.
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  Era um daqueles silêncios cheios — de atenção, de cuidado, de presença.
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  %Mirae% manteve os olhos no cachorro, que agora descansava com a cabeça apoiada sobre as patas, os olhos cansados, mas calmos. Ela soltou um suspiro leve, como se estivesse agradecendo por aquela pausa no mundo.
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  — Ele parece mais tranquilo agora. — comentou. — Deve confiar em você.
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  Jungwon não respondeu de imediato. Apenas ajeitou a faixa sobre o curativo, prendendo com fita adesiva.
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  Quando terminou, se afastou um pouco, sentando-se contra a parede. Os olhos fixos no chão.
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  — Os animais sentem. — ele murmurou. — Eles sabem quem é perigoso.
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  — Ou… — ela respondeu com suavidade — sabem quem está tentando se perdoar.
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  Ele ergueu o olhar devagar.
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  %Mirae% ainda não o encarava diretamente. Brincava com a manga do moletom entre os dedos, como se não tivesse consciência do que acabara de dizer.
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  Mas Jungwon a olhava agora. Como se ela tivesse invadido um lugar onde ninguém mais ousava entrar.
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  Ela finalmente virou o rosto em sua direção e sorriu — pequeno, delicado, quase tímido.
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  — Desculpa. Às vezes eu falo demais.
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  — Não… — ele disse, pela primeira vez sem parecer em defesa. — Você fala… o necessário.
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  Ela inclinou a cabeça, surpresa pela resposta. E ele desviou o olhar novamente.
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  Mas já era tarde.
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  A luz que ela carregava havia deixado uma rachadura. E ele sentia. Pela primeira vez em muito tempo… ele sentia.
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