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Como eles pensam?
|| terça-feira 1 de dezembro de 2015 às 15:35 - Comentários
|| Arquivado em: Colunas

Era uma vez uma autora muito talentosa. Ela sempre escrevia histórias na primeira pessoa do singular e no ponto de vista feminino, sua área de conforto, e tinha sua pequena legião de leitores, que eram bastante exigentes. Esses leitores clamavam por um capítulo onde o mocinho da história narrasse — ninguém aguentava mais aquele mistério que o rodeava. Então, um belo dia, depois de muita insistência, ela diz: “Sim, irei fazer um capítulo com o POV do personagem principal.”.
Os leitores comemoraram e a autora colocou as mãos na cabeça e pensou em desespero: “O que foi que eu fiz?”.
Essa é a situação que muitas autoras passam ao escreverem a história a partir do personagem masculino. Muitas não se sentem confortáveis ou não fazem a mínima ideia de como começar. Pensando nisso, separei algumas dicas para tornar o trabalho mais fácil para vocês.

1 – PARE! Você quer fazer isso mesmo?

Essa é uma pergunta crucial em todos os momentos que você tomar alguma decisão ao decorrer de sua história: Isso é realmente necessário para o desenrolar da história? A troca de ponto de vista vai acrescentar ou atrapalhar a mensagem que você quer passar?
É claro que se seu objetivo é um spin-off ou bônus para seus leitores, a ideia pode ser aprovada sem problemas. Mas, caso não seja, lembre-se: isso pode comprometer a sua história.

2 – Quem é você, personagem?

Não a ninguém que conheça melhor seu personagem do que você. Ele é durão? É extremamente sensível? É divertido? Explore cada uma de suas características durante sua narração. Entre na cabeça dele e faça aquela perguntinha básica: “Nessa situação, como o personagem x pensaria?”.
Muitas autoras se perdem ao escrever parte da história no ponto de vista masculino, pois acabam descaracterizando o personagem antes tão bem criado. Não faz nenhum sentido um protagonista que não demostra bem seus sentimentos falar a cada parágrafo o quanto ama seu par na história, quase escrevendo um soneto de Shakespeare; do mesmo jeito que não faz sentido um personagem que se demostra sempre formal usar palavrões ou gírias mais de cinco vezes em toda frase que ele falar.

3- Todos os homens são iguais… Ou não?

Estereótipos estão presentes em todos os lugares e nas histórias que são publicadas na internet todos os dias acontece frequentemente. Infelizmente, eles também afetam durante a narração do personagem masculino.
Autoras, do mesmo jeito que é horrível o pensamento de que mulheres apenas ligam para dinheiro, sapatos e moda, é horrível pensar que homem apenas liga para peito, bunda e futebol. Para “masculinizar” a narrativa de seu personagem não é necessário fazê-lo reparar a cada curva de um corpo da mulher que passa por ele na rua — a não ser que, claro, a personalidade criada por você requeira isso.
É sempre bom ressaltar que, embora seja um personagem que faz parte de universo totalmente diferente do que estamos acostumadas, é crucial lembra-se que não importa o gênero; cada pessoa tem o seu próprio mundo que independe de seu sexo.
Homens são geralmente conhecidos por serem insensíveis — uma questão de estereótipo que preciso destacar —, por essa razão, muitas autoras agarram a isso como verdade absoluta e tentam criar um homem dos sonhos baseado na ideia que um homem apaixonado não para de pensar um segundo sequer na pessoa amada e nos motivos da existência desse sentimento. É desconfortável ler uma narração como essa que, na maioria das vezes, apenas empobrece o texto e não convence o leitor.
Entre na cabeça de seu personagem, se pergunte como ele agiria diante a essa situação e, acredite, ficará bem mais fácil!

Sugestão de livros no ponto de vista masculino escrito por mulheres:
– Atraído de Emma Chase. Além de ser muito divertido, você tem uma visão legal e fluída de como é o “universo masculino”.
– Em Casa Para o Natal da Cally Taylor. O livro é dividido entre o ponto de vista da Beth e do Matt e é bem dinamizado. Mesmo com o aviso do começo de quem vai narrar o capítulo, é fácil perceber quem está falando pela forma como o personagem se expressa.
– Desastre Eminente de Jamie Mcguire. Por mais que eu não seja a maior fã dessa série de livros, tenho que admitir que Jamie escreveu a história no ponto de vista de Travis com maestria e merece ser uma referência aqueles que procuram melhorar nesse ponto.

Até mais!

Maraíza Santos.





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