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Amizade Não Se Explica {Original, Não-Interativa, Finalizada}
|| sexta-feira 29 de junho de 2018 às 12:00 - Comentários
|| Arquivado em: Críticas

Amizade Não Se Explica, por Valentine Dellacour {Original, Não-Interativa, Finalizada}

Nota: [usr 4,5]

RAZÕES PARA LER: Eu sempre fui fã de leitura internacional. Sempre gostei de cenas completas de características de outros países, que me fazem imaginar se é isso mesmo ou não. O fato de não ter interesse por cenários do Brasil, é que quase sempre acontecem em 2 lugares. São Paulo ou Rio de Janeiro. É como ler uma fanfic de One Direction que se passa em Londres. Mais clichê, impossível.
Quando comecei a leitura, não sabia praticamente nada da história, a não ser que devia se tratar de amizade (d’uh!). O enredo começou no Sul, o que foi legal, já que tenho alguns amigos por lá, mas nunca visitei. Em seguida, os personagens foram para onde? Escolha uma das duas opções clichê que mencionei acima. Se você escolheu Rio, bingo!
A surpresa legal foi que a autora optou por voltar para o Sul, especificamente no Rio Grande do Sul, local que, até então, eu nunca havia pensado em visitar. E que legal que foi conhecer essa cidadezinha chamada Canela! Se tem uma coisa que eu gosto, são histórias “interioranas”, que todo mundo se conhece, e todo mundo se ajuda. Se você espera um enredo bem daqueles “nova-iorquino”, minha sugestão é “NOPE”. Essa história não tem nada a ver, mas sabe de uma coisa? Vale bem a leitura!
Apesar de não fazer sentido dizer se o tema colegial é um ponto positivo ou não, irei coloca-la como sendo pela razão de que finalmente encontrei uma fic colegial que realmente parece colegial!
Por quê, Nikki? Porque ela não trata somente daquele romance, que você fica entre esnobar e ganhar, e perder, e somar, e se vingar e, principalmente, agir como um adulto, quando você só tem 16-18 anos. Pode ser que, enquanto você tem essa idade, veja como algo super fundamental, mas depois que cresce, vê que o mais maduro na época, na verdade é super imaturo.
Só que em Amizade Não Se Explica não é beeeeem assim. Se você curte e considera importante a história possuir um alto teor de verossimilhança, então com certeza irá curtir o enredo. É quase impossível que você não se relacione ou relacione a alguém, pelo menos UMA das situações que acontecem na história. Quero dizer, vai dizer que você nunca quis morar no exterior? Ou que, se tem um irmão ou irmã, mesmo brigando, contou com ele(a) em momentos difíceis? Ou que demorou horas para se arrumar com as amigas antes de uma festa? Ou que deu a chance para alguém que a(o) machucou e acabou se machucando novamente?
Esses detalhes, apesar de parecerem insignificantes ou clichês demais, foram a causa de uma história incrível. Para mim, que já terminei o colégio há anos (muitos anos), foi como viver uma nostalgia. Na época em que a nota escolar era a única preocupação, ou qual faculdade fazer, ou acordar no horário certo para ir para a escola. Além disso, o fato de acontecer no Brasil (e requerer o uso de nomes em português) tornou o enredo ainda mais rico. Você pode, sem querer, conhecer uma pessoa com o nome “Guilherme”, por exemplo, e associar o Gui (irmão da principal) com aquela pessoa. Daí basta sorte para a pessoa ser da característica certa (não vai culpar a autora de colocar o nome do seu ex como seu atual, hein?).
Além disso, a história possui um bom equilíbrio entre diálogo e descrição. Posso dizer que encontrei riqueza em ambas características. A escrita bem cuidada também foi um ponto bastante positivo para o sucesso da história. Bem escrita não significa o uso palavras difíceis ou frases ambíguas, mas sim de acordo com as regras da língua portuguesa. Se encontrei erro? Quase nada. Mais ‘nada’, do que ‘quase’. Por isso, vale a pena dar uma lida, nem que seja para valorizar a escrita da autora.
Por fim, vamos falar da tal AMIZADE, que eu achei que seria só sobre isso e acabei encontrando o meu ‘eu’ de X anos atrás (X = muitos, muitos mesmo, mas nem tanto assim)? Quando se fala em amizade nas fanfics, esperamos aqueles amigos que:
1. Já começam a história sendo nossos amigos;
2. Um artista que vira nosso amigo;
3. Uma pessoa que surge do nada e vira amigo com mais facilidade do que abrir os olhos quando acorda;
Temos opção 1, 2 ou 3 na história? Temos. É desse tipo de amizade que a história fala? Não.
A Amizade que Não Se Explica se refere àquela amizade que você não vê chegar, mas que após uma determinada situação torna-se tão importante que você nem se lembra de como começou. Tudo porque a(o) amiga(o) já estava lá antes de se tornar tão especial para você. É aquela amizade que veio inicialmente para ser só para “serem coleguinhas”.
Só isso? Claro que não, estamos falando de uma história de praticamente 5 estrelas.
É possível identificar outros tipos de amizades inexplicáveis no decorrer da história. Alguns só eu posso identificar, outros provavelmente só você conseguirá. Não é fantástico?
O método de abordagem da autora para explicar esse tipo de amizade inexplicável foi, de fato, um peso para definir a história como 5 estrelas. Eu realmente gosto muito quando os autores SABEM como escolher um título. Acho incrível títulos difíceis, que são descritos com 1 palavra e tudo mais, mas dou muito mais valor aos títulos que, inicialmente parecem simples, até comuns, mas que após a leitura você consegue enxergar o potencial, porque assemelha vários pontos do enredo com o título. Incrível, né?

O QUE PODE MELHORAR: Houve, acredito, um equívoco na quantidade de personagens na história. Nem todos foram bem desenvolvidos. Pessoalmente, distingo como certa essa escolha, quando o autor cria N personagens e, devido ao fato de todos terem um papel (mesmo que secundário) importante na história, faz com que eu, como leitora, saiba o nome de todos e o que cada um é. Ou seja, quando um personagem X é mencionado, consigo identifica-lo.
Isso não aconteceu na história. Houveram personagens que apareceram, mas que… hum… não apareceram de fato, entende?
Além disso, como sou amante de um bom romance, senti falta do foco no romance da personagem. Houve, sim, romance (não estou dizendo que não teve!) e houve, sim, em boa quantidade (romance certo e romance errado!), o que caracterizou o aspecto negativo, foi que enquanto eu queria saber mais sobre a personagem principal e os rolos dela, a história acabava dispersando para as relações que os outros personagens (eram para ser secundários?) tinham entre si. Isso fazia esquecer o ponto principal da história, o que, em alguns momentos, não é uma boa ideia. Criar pequenas situações dentro de outras não é um problema, desde que elas não se sobressaiam e acabem mexendo com o foco do enredo principal.

MENSAGEM: Dear Valentina (é seu nome mesmo? Ou pseudônimo? Sendo um ou outro, eu AMEI!), que fanfic incrível!
Não é preciso ser um leitor ávido para saber que você dedicou muito tempo e conhecimento ao desenvolver a história, então quero dizer que tenho muito respeito pelo seu esforço, viu?
Apesar de ter colocado conteúdo no ponto negativo, quero que saiba que sua história é 100% positiva! Hahaha! Já li muitas fanfics e tenho confiança em dizer que a sua é muito boa. Acredito que qualquer autor que se dedique como você se dedicou, mereça ser reconhecido.
E, por fim,

POR QUE É QUE TEMOS, AQUI NO ESPAÇO CRIATIVO, SOMENTE UMA HISTÓRIA SUA? Por favor, necessitamos de mais. Eu e outros leitores com sede de histórias completas como foi essa.

De sua admiradora, Nikki.

SUGESTÃO DE COLUNA: (se for pra melhorias, então por que não, né?)
E o que eu faço com tanto personagem?
Continuação: boa ou má ideia?

– Crítica por: Nikki

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