The Beauty And The Beast


Escrita porPams
Revisada por Natashia Kitamura


6 • Fallin' in Love

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

Londres - Primavera de 1847

  %Nalla%:

  Seu beijo estava tão doce, que comecei a cogitar a ideia de não voltar para a mesa de chá, porém, tinha que terminar o que havia começado, principalmente por causa de minha não tão querida madrasta.
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  — Estarei no escritório. — disse ele em sussurro ao se afastar de mim. — Tenha um bom chá.
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  Eu sorri de leve, agradecida, e após uma breve reverência, voltei para o jardim. Minhas convidadas estavam falando sobre enxovais de casamento, Freya fez questão de contar-me a novidade sobre seu possível noivado e casamento com um nobre, o que tinha me deixado curiosa em saber o nome do pretendente.
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  — Assim não vale. — disse Margareth. — Conta-nos a novidade, porém pela metade.
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  — Concordo com a Margareth, também estou curiosa para saber. — disse sorrindo.
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  — Bem, esta informação somente será revelada em nosso jantar de noivado. — explicou Freya num tom de satisfação. — E tenho certeza que vocês irão se surpreender.
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  — Esperarei ansiosa por meu convite oficial. — retruquei um pouco pensativa em quem poderia ser o “sortudo”.
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  — Você e o senhor Winchester serão os primeiros da lista. — confirmou Evelyn dando um sorriso de superioridade.
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  — Agradeço a consideração. — fiz uma breve reverência e desviei meu olhar para Margareth. — Ah, Marg, disse para elas que ficará aqui em minha casa?
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  — Oh, ainda não. — Margareth pegou em sua xícara. — Estava para contar sobre isso assim que retornasse.
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  — Margareth aqui? — a face de Evelyn ficou mais séria.
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  — Sim, eu a convidei hoje mais cedo. — confirmei. — Algum problema?
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  — Nenhum, porém… — Freya desviou seu olhar para o lado.
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  — Porém...? — insisti.
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  — Não acha que nossa irmã aqui atrapalharia sua lua de mel? — Freya terminou a frase.
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  — Bem, minha lua de mel foi adiada temporariamente. — respondi não demonstrando estar abatida por sua pergunta. — Meu marido tem estado ocupado com os negócios.
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  — Ah, burgueses e seus deveres. — Evelyn riu de leve do próprio comentário. — É uma pena minha querida, que tenha se casado com alguém tão diferente de nós.
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  — Eu não acho. — retruquei com segurança. — Pelo contrário, estou imensamente satisfeita com a minha escolha.
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  — Sua escolha? — Freya riu. — Sabemos o real motivo de seu casamento, a dívida do papai.
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  — Freya está correta. — confirmou Evelyn.
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  — Não exatamente, claro que existia, sim, uma dívida, mas nosso pai nunca me obrigou a dizer 'sim' perante o padre, então a escolha foi minha. — soltei um suspiro de satisfação. — E jamais farei uma escolha tão certa em toda a minha vida, quanto a que fiz ao me casar com ele.
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  Meu coração acelerou um pouco, senti que minhas palavras eram reais e verdadeiras, eu não estava arrependida de ter me casado com %Sebastian%, melhor ainda, eu ansiava conhecê-lo ainda mais do que já o conhecia. Minhas palavras tiveram um grande efeito sobre o sorriso de deboche que se apagou na face de ambas.
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  — Bem, estou imensamente feliz por terem aceitado meu convite. — disse me levantando da cadeira. — Porém, agora irei me recolher, Isla irá acompanhá-las até a porta, e Margareth, mandarei que busquem suas coisas na casa do lorde Wood.
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  Fiz uma breve reverência a elas e segui em direção à mansão. Ao passar por Isla, dei minhas ordens e pedi para que um dos cocheiros levasse minha madrasta e Freya para a casa de lord Wood, e aproveitasse para pegar as bagagens de Margareth. Segui indo diretamente para o escritório onde %Sebastian% estava, dei alguns toques na porta antes de entrar.
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  — %Sebastian% — entrei fechando a porta —, está ocupado?
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  — Não. — ele fechou o livro que estava em suas mãos e manteve seu olhar em mim. — Deseja algo, minha senhora?
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  — Desejo saber se está tudo bem, como foi seu dia? — disse dando mais alguns passos até sua mesa.
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  Ele sorriu de canto disfarçadamente e se levantou de sua poltrona, mantendo-se em silêncio e com o olhar fixo em mim. %Sebastian% era de poucas palavras, o que me deixava intrigada pelo fato de ser filho de burgueses, por mais que lhe perguntasse coisas sobre seu dia ou sobre sua infância, ele respondia da forma mais breve e direta possível.
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  — Está tudo bem. — assentiu ele.
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  Silencioso e observador eram as maiores e mais marcantes características dele, o que me deixava irritada, sua voz grossa e marcante havia me deixado um tanto fascinada, principalmente quando sussurrava em meu ouvido. Dei mais dois passos até ele, tentava desviar um pouco meu olhar dele, ainda não conseguia confrontar toda a intensidade do seu olhar em mim.
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  — Eu…. — precisava dizer sobre meu convite a minha irmã. — Convidei Margareth para passar alguns dias em nossa casa, enquanto está em Londres.
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  Levantei meu olhar. Eu já havia percebido que ele não gostava muito de visitas inesperadas, a senhora Poppy era uma prova disso, suas aparições para o almoço ou jantar faziam atiçar os olhares de reprovação de %Sebastian%.
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  — A casa é sua, tem a permissão de convidar quem quiser. — assentiu ele.
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  — Não quero deixá-lo desconfortável em sua própria…. — ele tocou em meus lábios com seu dedo indicador.
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  — Só há um momento em que me sinto desconfortável. — ele desceu sua mão até minha cintura me deixando ainda mais próxima a ele. — Quando não está ao alcance dos meus olhos, ou longe o bastante para que eu não possa tocá-la.
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  Ele encostou seus lábios em minha testa por alguns instantes, até que enfim meu coração se acelerou com o gosto doce do seu beijo, suave no início e se intensificando ainda mais a cada segundo. Minhas pernas sempre bambeavam quando sentia suas mãos segurando em minha cintura, assim como meus sentimentos por ele estavam pouco a pouco crescendo e se fortalecendo, eu já poderia admitir que estava apaixonada pelo meu marido.
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  — %Sebastian%…. — sussurrei me afastando um pouco. — Quem é você?
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  — Por que a pergunta? — ele me olhou confuso. — Sou seu marido.
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  — Você é bem mais que isso. — suspirei de leve. — Como pode saber tudo sobre mim, e eu não saber nem a metade sobre você?
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  Ele sorriu de canto mantendo seu olhar em mim.
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  — Um dia você saberá. — ele segurou em minha mão e deu um leve beijo.
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  Assenti com um sorriso, não estava muito conformada, tinha esperanças que obter todas as respostas dele, mesmo que superficiais e sem nenhum tipo de detalhe. Permanecemos no escritório por um longo tempo, ele sentado em sua mesa concentrado nos documentos de seus negócios, e eu sentada na chaise lendo o livro de poesias que ele estava lendo quando entrei.
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  Foi um pouco engraçado ver ele tentando concentrar sua atenção nos papéis, pois seus olhos sempre vinham em minha direção. Mantive meu riso disfarçado, porém, sempre que o via me olhando, não conseguia deixar de sorrir para ele antes de desviar meu olhar e voltar à minha leitura.
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  — Senhor Winchester? — disse Lee ao bater na porta.
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  — Entre. — respondeu %Sebastian%.
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  — Senhor, minha lady. — Lee caminhou até ele e disse algo em sussurro.
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  Se afastando um pouco, fez uma breve reverência para mim e saiu.
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  — Algum problema? — perguntei.
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  — Não. — %Sebastian% se levantou e caminhou até mim, esticando sua mão. — Venha, o jantar nos aguarda.
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  Assenti e segurei em sua mão, assim seguimos em direção à sala, Sophie e Margareth estavam sentadas no sofá nos aguardando. Seus olhares para mim pareciam curiosos e cheios de perguntas sobre o que possivelmente eu estaria fazendo no escritório com o senhor meu marido.
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  Nos sentamos à mesa e fomos servidos pelos valetes, para minha surpresa, nosso jantar foi um pouco silencioso, acho que Margareth estava com um pouco de vergonha de %Sebastian%, entretanto, mesmo que suas palavras não saíssem, seus olhares para mim diziam tudo. Após o jantar, permanecemos mais algum tempo na sala de visitas, Margareth me fez tocar a canção da noite que meu pai tinha me ensinado quando criança.
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  Aquela foi a primeira vez que toquei na presença de %Sebastian%.
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  — Ele é bem silencioso. — comentou Margareth assim que entramos no quarto que Isla e uma das criadas havia preparado para ela.
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  — Sim. — assenti permanecendo na porta. — Acho que já estou me adaptando a isso, em alguns momentos sinto que seu olhar pode dizer mais do que mil palavras.
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  — Hum. — ela sorriu de leve. — Seus olhos estão brilhando.
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  — Estão? — perguntei surpresa.
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  — Está gostando dele, não está? — indagou Margareth se sentando na cama.
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  — Sinto que sim, a cada dia consigo gostar ainda mais de estar ao lado dele, será que posso considerar estar apaixonada por ele?
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  — Claro que sim. — Margareth riu de leve. — A maneira como o defendeu dos comentários da minha mãe e Freya hoje no chá, já é o suficiente para perceber que está se apaixonando por ele.
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  — Ah — dei um suspiro forte —, vou me recolher agora, lhe desejo uma confortável noite.
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  — Neste quarto maravilhoso? Minha noite será encantadora. — brincou ela tombando seu corpo sobre a cama.
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  — Boa noite, Marg. — disse abrindo a porta.
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  — Boa noite, %Nalla%! — ela sorriu de leve.
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  Eu pisquei de leve para ela antes de fechar a porta do quarto, assim que entrei em meu quarto, a criada já estava me esperando, ela me ajudou a me banhar e colocar minha camisola nova de linho egípcio, um presente da senhora Poppy. Segundo ela, uma senhora casada não deveria repetir suas roupas íntimas nos primeiros meses de casada.
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  — Agradeço, pode ir agora. — disse a criada.
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  — Com sua licença, minha lady. — a criada se retirou.
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  Eu me coloquei em frente ao espelho e comecei a pentear meus cabelos com a escova, por um momento fiquei um pouco distraída e perdida em meus pensamentos, estava pensando na notícia do noivado de Freya. Inegável minha curiosidade em saber quem seria o corajoso a se casar com a pessoa mais materialista que eu conhecia.
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  Em meio a muitos pensamentos desnecessários, senti de repente um longo arrepio em meu corpo, proveniente de um beijo que %Sebastian% tinha dado em meu pescoço. Toda minha atenção se voltou para ele de imediato, meus olhos direcionados para seu reflexo no espelho. Respirei fundo tentando manter meu coração calmo, virei-me para ele.
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  — Pensei que demoraria mais. — disse com minha voz meio falha. — Sua conversa com Lee parecia séria e importante.
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  — Hum. — ele acariciou minha face suavemente.
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  — Posso saber sobre o que conversavam? — perguntei mordendo meu lábio inferior.
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  — Estava confirmando minhas ordens sobre… — ele parou por um momento, seu olhar suavizou um pouco.
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  — Sobre?
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  — Aprontarem minha casa em Paris. — finalizou ele.
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  — Vai viajar para Paris?
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  — Não. — ele segurou em minha cintura, acho que já tinha descoberto meu ponto fraco. — Nós vamos a Paris, em lua de mel.
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  — Paris? — sussurrei sentindo meu coração acelerar um pouco.
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  — Perdoe-me por adiar tanto. — disse ele sorrindo de leve.
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  — Não há o que perdoar, sei que tem muitos compromissos. — desviei meu olhar para o chão.
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  — Sim, eu tenho. — ele tocou em meu queixo erguendo minha face, me fazendo olhar para ele. — Mas você é mais importante que todos eles.
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  Me senti um pouco sem ar com aquela declaração, senti sua aproximação e logo fechei meus olhos, instantes depois seus lábios já estavam tocando os meus. Era como se toda a intensidade que ele tinha em seu olhar, se transferisse para seus beijos maliciosos e ao mesmo tempo doces, que faziam meu corpo se aquecer de forma incontrolável.
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  O toque de seus dedos em minhas costas faziam meu corpo se arrepiarem, e quando ele alisava todas as linhas das minhas cicatrizes, eu perdia até mesmo os sentidos. Todos os músculos do meu corpo se movia em sincronia com o dele, principalmente minha respiração, que a cada beijo parecia ainda mais ofegante.
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  — Você perguntou quem eu era. — disse ele assim que nossos corpos tocaram os lençóis de seda da cama.
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  — Sim. — assenti o olhando nos olhos.
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  Ele aproximou seus lábios do meu ouvido e sussurrou.
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  — Permita-me mostrá-la quem sou eu.
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  Senti meu corpo se arrepiar por inteiro, eu queria, sim, saber quem realmente era %Sebastian%, e por que eu tinha me apaixonado tão rápido por ele. Por que meu coração acelerava simplesmente ao ouvir sua voz, por que minhas pernas ficavam bambas com o toque de tuas mãos, por que, de forma tão intensa, meu corpo reagia ao amor dele sem nenhuma resistência.
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"Estou apaixonada por você, eu devo ter perdido a cabeça,
No momento em que as pontas dos seus dedos tocaram meu corpo,
[...]
Meu coração,
Está batendo tão rápido."

- Falling In Love / 2NE1

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