The Beauty And The Beast


Escrita porPams
Revisada por Natashia Kitamura


5 • My Answer

Londres - Primavera de 1847

  %Nalla%:

  Duas semanas se passaram desde o nosso casamento, eu estava tentando me adaptar a rotina agitada que Londres me proporcionava, mais especificamente, estava tentando me adaptar aos passeios constantes pela cidade que a senhora Poppy me convencia a realizar com ela. Mesmo sendo gentil e atenciosa comigo, eu ainda me sentia um pouco desconfortável com suas perguntas e curiosidades sobre minha vida íntima com %Sebastian%.
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  Naquela manhã da primeira semana de maio, o sol estava formoso e convidativo a um breve passeio. Logo após me vestir com a ajuda de Sophie, - a acompanhante que %Sebastian% tinha contratado, para que eu não ficasse tanto tempo sozinha em casa - tomei meu desjejum no jardim juntamente com ela. %Sebastian% havia partido cedo para o porto, ele não podia deixar seus negócios sem supervisão.
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  Sophie era uma amiga de infância de minha prima Emilly, ambas cresceram juntas onde meu tio ainda mora, ao leste do condado de Northamptonshire, porém, naquele momento, a família de Sophie estava desamparada após a morte de seu pai, ela e sua mãe haviam perdido todo o patrimônio para um parente distante. Um dos problemas de não se nascer um homem, nossa sociedade podia ser bastante cruel com as mulheres.
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  Eu havia me sensibilizado com isso, quando Emilly me contou em sua breve visita há três dias, e então ao saber que %Sebastian% planejava contratar alguém para ser minha acompanhante, sugeri uma pessoa que eu conhecia e poderia em parte, confiar. Sophie era discreta e muito educada, além de silenciosa quando necessário, o que era um ponto positivo em sua contratação, com isso eu poderia ajudá-la de alguma forma, principalmente consentindo sua mãe morar com ela, nos quartos dos empregados, em minha casa.
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  — Espero que sua mãe esteja confortável em seu quarto. — disse mantendo meu olhar na fonte ao nosso lado.
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  — Ah sim, minha lady, estamos muito bem instaladas e lhe sou muito grata por ter me contratado e acolhido minha mãe em sua casa também. — agradeceu ela com um olhar esperançoso.
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  — Fico feliz em ajudar uma amiga de minha prima. — sorri com gentileza.
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  Passamos um longo tempo em silêncio, dava para se ouvir até mesmo os pássaros nas árvores.
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  — Minha lady, seria refrescante um passeio pelas ruas de Londres hoje. — sugeriu ela ao terminar de tomar seu chá.
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  — Sim. — concordei me levantando da cadeira — Uma boa ideia, estou admirada de minha sogra não ter aparecido ainda para me convidar.
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  — A senhora Poppy é muito divertida em seus passeios. — comentou ela disfarçando o riso, se levantando da cadeira.
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  — Ela é espontânea a todo momento. — dei alguns passos em direção a porta de entrada da sala.
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  Sophie me acompanhou até sala, eu a deixei por um instante e subi para meu quarto, precisava pegar minha bolsa. Assim que saímos, o cocheiro já estava com a carruagem preparada, nos esperando próximo à entrada da mansão, entramos sem muita demora e seguimos em direção ao centro comercial de Londres.
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  Não demorou muito para que avistasse um rosto conhecido caminhando pelas ruas, pedi para que o cocheiro parasse e desci da carruagem. Sophie me acompanhou e juntas, atravessamos a rua até que chegasse de surpresa atrás de minha querida irmã Margareth, que olhava para a vitrine de uma luxuosa loja de sapatos com seus olhos brilhando.
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  — Aposto que está pensando em comprar. — disse em seu ouvido, como uma forma de assustá-la.
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  — AH. — ela se virou para mim surpresa. — %Nalla%.
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  — Estava mesmo concentrada. — eu ri.
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  — Sim. — assentiu, respirando fundo. — Que saudade.
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  Nos abraçamos por alguns segundos, então eu me voltei para minha acompanhante.
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  — Margareth, acho que se lembra de Sophie. — disse desviando meu olhar para minha irmã novamente. — Uma amiga de infância de Emilly.
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  — Hum, acho que me lembro sim. — Margareth vez uma breve reverência. — Como está?
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  — Já estive um pouco melhor. — respondeu Sophie meio tímida. — Mas graças a lady Winchester, não estou tão mal assim.
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  — Oh, soube que perdeu seu pai, lamento por isso. — Margareth desviou seu olhar para mim. — Mas mudando de assunto, adivinha quem está animada para passar uma temporada em Londres?
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  — Hum. — fingi estar pensando. — Para ser honesta, estou curiosa para saber o que faz em Londres.
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  — Inicialmente eu não viria, mas quando soube que minha mãe e Freya viriam, não me contive em vir. — explicou minha irmã caçula.
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  — O que sua mãe e Freya estariam querendo em Londres? Lady Evelyn nunca gostou desta cidade. — comentei direcionando meu corpo para frente e começando a caminhar.
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  — Ah, ambas começaram a ficar cheias de segredos entre si. — Margareth apoiou sua mão em meu braço ficando ao meu lado. — Isto está acontecendo desde que o papai veio te visitar.
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  Enquanto caminhávamos na frente conversando, Sophie continuou nos seguindo a uma certa distância, respeitando nossa privacidade.
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  — Eu ainda tenho curiosidades sobre isso. — afirmei. — Ele disse que estava preocupado, queria saber se estava confortável em minha nova casa.
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  — Nem sabe mentir. — Margareth riu baixo. — Você se casou com o homem mais rico da cidade, desde quando não estaria confortável em sua nova casa?
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  — Hum. — desta vez eu tinha que concordar. — Margareth, onde estão hospedados aqui?
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  — Estamos hospedados na casa de lorde Wood. — respondeu ela demonstrando um pouco de tédio. — Mas não posso afirmar que seja um bom lugar para se ficar, principalmente por sua adorável esposa.
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  — Ele é um grande amigo do papai. — disse mantendo meu olhar para frente. — Mas, você poderia ficar na minha casa.
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  — Sério? — ela me olhou com uma ponta de esperança em seus olhos.
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  — Sim. — assenti com um sorriso — Temos tantos quartos, além do mais, vou ficar muito feliz em receber minha irmã.
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  — Mas, e o senhor Winchester? — perguntou ela. — Acha mesmo que seu marido vai gostar da ideia? Vocês ainda estão em lua de mel.
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  — Ah. — dei um suspiro fraco. — Não estamos em lua de mel, para ser sincera, nem sei se teremos, só o vejo há noite e vagamente pela manhã.
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  — Hum. — ela me olhou. — Isso é triste, não imaginava que os burgueses trabalhavam tanto assim, nem mesmo almoçam juntos?
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  — Nos primeiros dias, sim. — sibilei um pouco. — Acho que houve um problema no porto e ele está resolvendo isso há dias.
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  De um simples passeio com minha acompanhante, minha caminhada se estendeu muito com a presença de minha irmã, tanto que até nos esquecemos da hora do almoço. Para nossa surpresa, encontramos minha madrasta Evelyn e nossa irmã Freya saindo de uma perfumaria com algumas sacolas, fiquei um pouco intrigada e curiosa, já que papai estava em uma péssima situação financeira.
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  — Boa tarde, lady Evelyn. — disse ao nos aproximarmos delas. — Boa tarde, Freya.
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  — Olá mamãe, olá Freya. — disse Margareth permanecendo ao meu lado.
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  — Boa tarde. — Freya não demonstrou satisfação em nos encontrar.
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  — Boa tarde, lady Winchester. — Evelyn me olhou de cima para baixo, permanecendo seu olhar um pouco mais no colar de pérolas negras, que estava em meu pescoço. — Margareth, não disse para ficar na casa do lorde Wood até retornarmos?
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  — Fiquei entediada. — respondeu Margareth. — Mas estou feliz, pois encontrei %Nalla% no caminho.
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  — E como vai o casamento, minha querida enteada? — Evelyn manteve seu olhar disfarçado em meu colar. — Está conseguindo sobreviver aos costumes dos burgueses?
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  — Meu casamento vai muito bem, afinal, os burgueses são tão normais quanto nós da nobreza. — respondi a ela, deixando minha voz permanecer suave. — Hum, acho que em uma coisa eles são diferentes.
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  — Em quê? — Evelyn subiu seu olhar para meu rosto.
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  — Eles conseguem ser sinceros a todo momento, mesmo sendo julgados por isso. — expliquei de forma direta.
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  Claro que, tanto ela quanto Freya tinham pegado minha indireta, ambas conseguiam ser mais falsas que a cobra que enganou Adão no paraíso. Ainda não entendia como meu pai tinha se casado com aquela mulher após a morte de minha mãe, menos ainda como Margareth, tão gentil e legal, poderia ser filha dela.
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  Desviei meu olhar para Freya por um instante, notei que no canto do seu rosto havia um disfarçado sorriso de deboche, o que me deixava um pouco irritada, afinal, desde criança Freya sempre era assim comigo, invejava tudo que eu tinha e tentava pegar para ela. Passei minha mão de leve em meu colar, e devolvi o seu deboche com um sorriso gentil.
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  — Já que nos encontramos aqui, gostariam de tomar um chá em minha casa? — perguntei de forma natural e espontânea.
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  — Agradecemos, mas… — iniciou Evelyn.
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  — Oh, por favor, não aceito recusa. — intervi de forma suave. — Vocês ainda me devem uma visita.
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  Minha madrasta assentiu com a face.
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  — Vamos então. — disse me virando para trás. — Ah, acho que já conhecem Sophie, ela é minha acompanhante agora.
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  — Boa tarde, lady Evelyn, senhorita Freya. — cumprimentou Sophie.
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  Segurei um pouco meu riso enquanto caminhavam pelas ruas, logo avistei minha carruagem. Nós quatro entramos e nos sentamos, Margareth ficando ao meu lado, enquanto isso, Sophie iria na frente junto com o cocheiro. Assim que chegamos, Lee nos recebeu na porta, pedi para Isla preparar a mesa do chá no jardim, enquanto isso nos reunimos na sala de visitas.
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  Era visível os olhares admirados de Evelyn para os muitos quadros que estavam nas paredes da mansão, além de algumas esculturas que já havíamos visto em casas de alguns aristocratas de renome. Permanecemos sentadas conversando um pouco, ou melhor, Margareth era quem mais falava, contando sobre sua experiência ao explorar a pequena biblioteca da casa de lorde Wood.
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  Assim que Isla deu-me o sinal de que tudo estava pronto, guiei minhas convidadas até meu lindo jardim, as deixando ainda mais encantadas com minha nova casa. Nos sentamos ao lado da fonte, nosso chá seria acompanhado por deliciosos crumpets com geleias, queijos e compotas.
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  — Nossa. — disse Margareth. — Isso é porcelana francesa?
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  — Não. — segurei um pouco o riso e expliquei. — É porcelana chinesa, as cores são mais vibrantes.
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  — São muito bonitas. — elogiou Freya, por seu tom de voz, parecia estar engolindo sua inveja junto com o chá que tomava.
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  — Sim, foi um presente de casamento de um nobre chinês, acho que sobrinho do imperador. — continuei de forma espontânea.
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  — Nossa, então é verdadeiro os boatos que o senhor Winchester tem muitos amigos orientais. — comentou Evelyn.
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  — Segundo minha sogra, sim. — assenti sem medo. — Isso é bom, principalmente para os negócios.
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  Degustamos do nosso chá, com paradas para breves comentários sobre meu jardim e a decoração da casa, até que Isla se aproximou de mim discretamente.
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  — Minha lady, o senhor Winchester retornou. — disse quase em sussurro.
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  Logo que assenti, desviei meu olhar para minha madrasta e ela estava olhando para trás de mim. Meu coração pulsou um pouco mais forte, de certo era meu marido que estava em seu campo de visão, virei meu rosto e lá estava %Sebastian% com seu olhar intenso e fixo em mim.
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  — Senhoras, me deem licença. — eu me levantei.
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  Fiz uma breve reverência para elas, e me afastei indo em direção a %Sebastian% que já havia entrando novamente na mansão. Ao chegar na porta, respirei fundo, era estranho meu coração estar daquela forma só por eu tê-lo visto, mas era um estranho bom.
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  — %Sebastian%. — disse após adentrar a sala de visitas.
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  Ele, que estava de costas, se virou e estendeu sua mão para mim. Dei mais alguns passos até ele e segurei em sua mão, %Sebastian% deu mais um passo se aproximando ainda mais de mim, pousando minha mão em seu coração. De leve acariciou minha face e aproximando seu rosto do meu, nossos lábios se tocaram em um beijo intenso e aquecedor.
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Você é o meu tudo, eu tenho certeza,
Eu serei mais cuidadoso e te protegerei,
Então o seu coração nunca será machucado,
Eu nunca me senti assim antes,
Como se minha respiração fosse parar.”

- My Answer / EXO

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