The Beauty And The Beast


Escrita porPams
Revisada por Natashia Kitamura


9 • Colorful

  Paris - Primavera de 1847

  %Nalla%:

  Assim como o prometido, estávamos desembarcando no porto de Le Havre, na França, para nossa planejada lua de mel.
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  Pelo que havia notado, aquele era o único porto do país que recebiam os navios mercantes de %Sebastian%, ele tinha uma singularidade para os negócios que o fazia ser um tanto quanto seleto em suas negociações, além de escolher a dedo para quem venderia seus carregamentos. E toda essa exclusividade fazia seus negócios serem ainda mais prósperos, o tornando ainda mais rico do que já era.
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  — Uahhhh… Não me lembro nem mesmo de quando foste a última vez que estive em Paris.  — comentou Margareth deslumbrada ao finalmente chegarmos a carruagem, seus olhos pareciam sem rumo certo olhando para todos os pontos importantes daquele lugar.
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  — Confesso que também não me lembro, vagamente posso afirmar que nossa última estada aqui faz uns dez anos. — observei procurando %Sebastian% discretamente com meu olhar.
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  — Freya deve estar morrendo de inveja de mim agora. — Marg deu uma risada baixa desviando seu olhar para a carruagem que nos aguardava. — Vamos esperar pelo senhor Winchester?
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  — Não sei. — sussurrei mantendo minha atenção na direção em que ele se encontrava. — Quanto a Freya, ela irá se casar com alguém rico, certamente, aposto que pedirá por uma lua de mel em Paris também.
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  — Freya sempre teve inveja de você. — ela bufou de leve. — Não entendo o porquê, você sempre foi legal com nós duas, além do mais, te considero mais minha irmã do que ela.
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  — Que sua mãe jamais a ouça dizendo tal coisa, te colocaria no convento ao sul da Itália. — ri baixo.
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  — Verdade. — ela riu junto. — Andas muito silenciosa, Sophie.
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  — Oh, senhorita Margareth, é minha primeira vez na França, ando um pouco impressionada com tudo o que meus olhos alcançam. — ela deu um sorriso tímido. — Fico honrada por ter convidando-me a vir juntamente.
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  — Por mais que esta seja minha lua de mel, aposto de não ficarei as quatro fases do dia com o senhor meu marido. — disso eu não tinha dúvidas.
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  — Isso é verdade, os burgueses sempre estão tão ocupados trabalhando. — comentou Marg.
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  — Ainda nessas circunstâncias, agradeço a oportunidade. — Sophie tinha uma leve humildade que me deixava confortável e ao mesmo tempo me fazia querer ajudá-la ainda mais.
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  Era um tanto quanto estranho minha necessidade de sempre ajudar pessoas menos abastadas, talvez seria uma forma de gratidão a minha mãe que morreu ao dar à luz a mim, somente preocupada se eu ficaria bem e saudável. Uma maneira de retribuir a ela por tal amor e cuidado, mesmo tendo uma saúde frágil, optou por ter um filho com meu pai, eu jamais conseguiria chegar ao seu nível de afeto ao próximo, algo que meu pai sempre me contou sobre ela. Lady Mary Lewis, uma mulher caridosa e admirada por toda sociedade londrina, espero um dia conseguir fazer o mesmo.
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  Desviei meu olhar por um momento para o cocheiro, que organizava com tanto cuidado nossas bagagens no bagageiro da carruagem, neste pequeno tempo de distração foi o suficiente para que %Sebastian% se aproximasse de mim sem que percebesse. Ele se colocou ao meu lado, logo senti o aroma de seu perfume assim como os movimentos discretos nas mãos de minha irmã.
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  — Iremos agora? — o perguntei num tom ainda mais baixo.
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  — Terei que deixá-la ir na frente, mas em três dias estarei em Paris. — sua voz tinha traços de frustração, porém a entonação de firmeza continuava a mesma, além do seu olhar fixo em meus olhos.
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  — Eu ficarei bem. — assenti sem demora. — Estarei bem acompanhada.
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  — Acredito de sim. — ele sorriu de canto e foi se aproximando aos poucos de mim, até encostar seus lábios em minha testa, demorando um pouco para se afastar. — Tenho que ir agora, divirtam-se.
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  %Sebastian% se afastou de nós sem mais demora, indo até um senhor que o esperava junto a um outro homem que parecia comerciante, voltei meu olhar para Marg que escondia um sorriso no canto do rosto.
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  — Você ainda fica tímida perto dele, me pergunto o motivo. — ela riu. — Será o olhar intenso ou a voz estremecedora?
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  — Marg! Olhe os modos, deixe-me em paz com esta parte de meus sentimentos. — dei de ombros e olhei para o cocheiro que já nos aguardava com a porta da carruagem aberta. — Vamos agora, serão algumas horas de viagem.
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  — Claro, irmã preferida. — ela riu ao me seguir até a carruagem.
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  Foram mesmo longas horas até que chegamos à bela cidade de Paris.
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  Após um dia na estrada e duas paradas somente para as tocas de cavalo, a carruagem finalmente estacionou em frente à Cher House, a mansão que, segundo a senhora Poppy, %Sebastian% havia construído há pouco mais de dois anos, no melhor bairro de Paris, bem próximo ao Jardin du Luxembourg. Lembro-me dela frisando várias vezes o quanto o imóvel velho que ficava no lugar havia custado ao filho, que sem menores problemas, pagou a quantia exigida.
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  Esse tipo de comentários feitos pela senhora Poppy, principalmente nos momentos em que está na presença da minha família, faz-me acreditar que não era somente capricho em ostentar a fortuna do filho, mas mostrar que sua família também tinha seu valor, apesar de pertencer à burguesia. Suspirei fraco ao avistar os empregados todos enfileirados à minha espera, apesar de %Sebastian% sempre dizer que eu era a dona de tudo que ele possuía, ainda tinha alguns receios sobre até que parte de tudo eu poderia tocar.
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  — Está tudo bem, senhora? — perguntou Sophie.
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  — Sim. — assenti mantendo meu olhar na mansão.
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  — Uau, seu marido realmente tem dinheiro, não são somente boatos. — comentou Marg boquiaberta. — Esse lugar é lindo, ainda mais lindo que a Wincher Hall.
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  — Arquitetura francesa. — sussurrei.
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  Sim, a mansão tinha traços mais limpos de clássicos do que a de Londres, o jardim era na frente da casa compondo toda a entrada que tinha um caminho de pedras ornamentais que levava à entrada da mansão. Logo, o mordomo abriu o portão e se curvou de leve, desviou seu olhar para os lacaios que estavam atrás fazendo um gesto para que pegassem nossas bagagens.
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  — Bem-vinda a Cher House, minha lady Winchester. — disse o mordomo de traços e roupas indianas, voltando seu olhar para mim.
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  — Agradeço. — me curvei de leve e respirei fundo.
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  — Eu sou Patel, o mordomo, e esta é Aimee, a governanta, tudo que minha lady precisar, basta ordenar. — ele se curvou novamente e estendeu a mão para que eu entrasse.
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  Assenti, me movendo para entrar. Marg e Sophie seguiram atrás de mim, ainda deslumbradas com o jardim que seguia pela extensão até chegarmos à fileira de empregados. Patel pronunciou o nome de cada um para mim, porém, estava com meus pensamentos tão longe daquele lugar que não conseguir nem mesmo memorizar o nome do primeiro.
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  A mansão era realmente luxuosa, com todos os seus cômodos amplos e decorados de forma que atraía leveza. Aimee me acompanhou mostrando cada um dos ambientes, demorou algum tempo até chegarmos ao terceiro andar, onde ficavam os quartos, ainda havia o quarto andar, que estava em reforma. Ao chegarmos no primeiro quarto principal, Sophie, que estava atrás de mim, continuou sendo guiada por uma criada até seu quarto que ficava um pouco mais afastado, Marg, por sua vez, acompanhada por outra criada, escolheu um bem próximo ao meu.
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  Assim que adentrei o quarto principal, me deparei com um ambiente claro e visualmente confortável, as diferenças entre o quarto principal da Wincher Hall eram notórias à primeira vista.
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  — Todas as bagagens referentes a minha lady e ao senhor Winchester estão aqui, logo mandarei uma criada para guardar os pertences. — ela se manteve próxima a porta, sua postura, assim como a de Isla, era impecável, seu tom de voz baixo e olhares discretos. — Deseja algo mais, minha lady?
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  — Gostaria que servisse o chá da tarde no jardim, por favor, em vinte minutos. — ordenei.
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  — Como desejar, com sua licença. — assim que ela abriu a porta, Marg apareceu com sua empolgação adentrando o quarto.
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  Esperamos até Aimee sair fechando a porta, para que os surtos de minha irmã se iniciassem:
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  — %Nalla%, eu estou encantada com sua casa, quero definitivamente morar em Paris. — ela deu alguns rodopios pelo quarto enquanto falava, até que se jogou em minha cama. — Isto é um sonho, não quero acordar.
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  — Margareth, só estamos no primeiro dia. — ri de leve de minha irmã, voltando meus passos para perto da extensa janela que tomava quase toda a parede da varanda do quarto. — Apesar de…
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  — Apesar de quê? — ela ergueu seu corpo e saltou da cama vindo até mim. — Oh… Isso é mais que um sonho, estamos no paraíso?
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  — Claro que não, isto é simplesmente Paris. — a corrigi delicadamente.
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  — O senhor Winchester deve mesmo ter muito prestígio até em Paris, para lhe proporcionar uma vista tão linda. — comentou ela impactada pelo que via.
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  — Sim. — consenti sussurrando.
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  Passamos algum tempo admirando a deslumbrante paisagem do Jardin du Luxembourg, era mesmo uma surpresa que a janela do quarto principal desse vista para aquele colorido lugar, que era ainda mais perfumado na primavera. Se era um sonho, estava a cada dia não querendo acordar dele.
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  — Já me decidi. — Marg se afastou um pouco e voltou a sentar sobre a cama.
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  — Sobre o quê? — a olhei curiosa.
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  — Quero me casar com um francês. — havia uma entonação forte de certeza em sua voz.
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  — Um francês? Acha que papai deixaria você se casar com um? — aquilo me admirou um pouco.
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  — O que tem? Se ele for um nobre, melhor ainda. — ela deu me ombros. — Além do mais, você se casou com um burguês.
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  Mesmo sabendo que eram palavras inocentes, aquilo me feriu um pouco, como se fosse vergonhoso ter um marido burguês. Talvez eu tivesse achado isso há alguns meses, quando recebi o pedido de casamento, ou até mesmo estivesse chateada por um casamento arranjado em minha noite de núpcias. Porém, agora, eu me sentia um pouco mais leve sobre o assunto, de fato, a escolha havia sido minha de qualquer forma e estava em paz com isso.
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  — Perdoe-me as palavras inoportunas que usei. — disse Marg com uma carinha de arrependida, talvez tivesse pensado no peso de suas palavras.
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  — Está tudo bem. — dei um suspiro cansado. — Sei que não foi intencional.
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  — Você está mesmo bem com este casamento. — comentou ela. — Apesar da diferença entre vocês.
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  — Sim, em alguns momentos consigo perceber esta diferença, em outros é como se algo muito além do casamentos nos unisse, é loucura isso.
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  — Eu diria que é amor. — ela sorriu. — Dizem que os opostos se atraem.
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  — Somos mesmo muito opostos. — admitir a realidade. — Mas é tão… Não encontro adjetivos para classificar isso, %Sebastian% conhece todos os meus gostos.
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  — Todos? — a surpresa pairou em seu olhar.
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  — Todos, que eu me lembre. — mordisquei o lábio inferior de leve. — Incomum, mas comparando à época em que o sir Ulrich me cortejava, ele não conseguia nem mesmo gravar em sua memória minha cor favorita.
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  — Que loucura. — ela riu de leve. — Você era fascinada por ele, desde o momento em que ele a salvou na cachoeira naquele verão, achei mesmo que se casaria com ele.
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  — Eu também, até %Sebastian% aparecer. — desviei meu olhar para a janela olhando o jardim da frente da mansão. — Sinto meu coração acelerar quando %Sebastian% menciona algum detalhe sobre mim, ele sabe até mesmo quando estou apreensiva com algo.
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  — Uau, em tão pouco tempo de casados, ele já consegue ler suas expressões corporais?
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  — Como eu disse, parece loucura…. — eu a olhei novamente. — Mas ele demonstra me conhecer de uma forma mais profunda ainda.
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  — Seria invejoso desejar um marido assim? — Marg me olhou com uma cara sapeca, se levantando da cama.
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  — Um pouco. — nós rimos de leve. — Vamos descer, um chá nos aguarda.
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  — Sim, minha lady Winchester. — ela fez uma breve reverência.
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  Eu a abracei, lhe fazendo algumas cócegas, era divertido estar com a Marg naquele momento, mesmo ainda estando no início de um casamento, ter alguém familiar por perto de passava mais força e coragem. Assim como desejado, nosso chá da tarde foi em meio do perfume das flores do jardim, estávamos em meio a uma conversa nada tendenciosa sobre o possível perfil do noivo de Freya, quando Aimee se aproximou:
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  — Minha lady, há pouco chegou este convite para a senhora. — ela segurava uma bandeja de prata com um envelope prateado.
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  — Agradeço. — peguei o envelope e o cortei com a pequena faca de prata que havia ao lado.
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  Era mesmo um convite para um jantar de recepção, pela vinda de %Sebastian% a Paris e também com algumas felicitações por nosso casamento, dizia também que já haviam enviado este convite a ele no porto, para que não pudéssemos ter oportunidade de recusar. Eu não estava tão confortável assim com a ideia, mas Marg já estava sonhando em conhecer algum aristocrata francês de muitas posses neste jantar.
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  Uma casa tão grande pareceu ainda mais solitária e vazia nos dias que se passaram, mesmo com a companhia de Margareth e Sophie durante todo o dia, lá no fundo, algo estava incompleto em meu tempo. O que me fazia passar a maior parte do tempo na biblioteca, enquanto Marg sequestrava Sophie e a forçava andar pelas ruas de Paris, era um fato que os livros me distraíam mais do que elas, apesar dos assuntos aleatórios que Marg propunha.
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  — O Conde de Monte Cristo. — sussurrei ao ler o nome do livro que estava em minha mão.
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  — Devo dizer que este é o melhor livro entre todos que se encontra nesta biblioteca? — a voz firme e grossa do meu marido ecoou na direção da porta.
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  Senti minha respiração parar de imediato e então soltei um suspiro fundo, me virei em sua direção e sorri de leve, seu olhar intenso em mim continuava o mesmo, não… Parecia ainda mais desejoso em olhar para mim.
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  — Levarei em consideração sua sinceridade ao ler. — desviei meu olhar dele por um momento e voltei para o livro. — Quando chegou?
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  — Não tem muito tempo, gostaria de ter vindo com você. — ele deu alguns passos até mim de forma tranquila e lenta, mas sentia sua pressa em se aproximar. — Espero que tenha se divertido.
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  — Eu não fiquei sozinha, já foi um começo…. — pensei por um instante no que havia dito. — Bem, agradeço por não se importar com a presença da Marg, sei que Sophie é minha dama de companhia, mas minha irmã também veio…
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  Eu não estava muito atenta a sua aproximação, ao tentar encontrar a explicação certa se realmente me diverti ou não nestes três dias sem ele, até que ele me beijou de surpresa sem que eu terminasse de falar. E ali estava o complemento, não era somente seu beijo intenso e doce, nem a forma como envolvia seus braços em minha cintura como demonstração de segurança, mas o conjunto de tudo o que acontecia quando ele estava presente me fazia sentir mais completa.
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  %Sebastian% era um dos motivos pelo qual eu era ainda mais grata a Deus pela minha vida. Um casamento com um burguês, que significava uma maldição para muitas das garotas que um dia se nomearam minhas amigas, desde o primeiro dia havia se mostrado uma bênção que talvez eu não fosse merecedora. Logo que meu coração acelerou ainda mais com o gosto do seu beijo, senti uma lágrima se formar no canto do meu olho, me fazendo afastar dele.
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  — Algum problema? — perguntou ele um pouco preocupado.
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  — Não. — me virei de costas para ele e limpei rapidamente aquela lágrima. — Estou bem.
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  — Não deveria esconder seus sentimentos de seu marido. — insistiu ele ao segurar de leve em minha mão. — Bons ou ruins.
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  — Não quero lhe preocupar. — sorri de leve. — O único sentimento que tive foi... saudade.
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  — Tenha a certeza de que este sentimento é recíproco. — sussurrou ele me envolvendo ainda mais em seus braços.
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  Nem mesmo terminei e logo ele me abraçou, foi confortável sentir seu perfume e ouvir os batimentos acelerados do seu coração, cada pequeno detalhe de descobria dele era uma conquista para quem não sabia nada sobre o próprio marido.
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  — Estamos de fato muito honrados por ter aceitado nosso convite. — a senhorita Belle, filha do conde Remy Chermont, abriu um sorriso largo mantendo seus olhos em %Sebastian%, direcionando seu comentário de forma singular.
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  — %Sebastian% Winchester. — disse o conde Remy ao se aproximar com uma taça de champanhe em sua mão. — Finalmente, esta é a primeira vez que aceitas um convite para um jantar de recepção.
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  — Só aceitei desta vez para que pudesse ter a oportunidade de conhecer minha esposa. — %Sebastian% voltou seu olhar para mim. — Lady %Nalla% Winchester.
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  Senti uma certa satisfação em sua voz assim que pronunciou seu sobrenome.
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  — Oh, madame. — conde pegou de forma respeitosa em minha mão e deu um suave selinho, cortesia vinda do charme dos franceses. — Me sinto honrado em poder conhecer-te, a tal famosa lady %Nalla%.
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  — Famosa? — olhei para %Sebastian% um tanto curiosa.
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  — Vamos omitir algumas partes. — %Sebastian% manteve seu olhar suave, voltando-o para o conde Remy.
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  — Oh… Oui, como quiser. — o conde se colocou um pouco mais sério e voltou seu olhar para Marg. — E quem é esta mademoiselle?
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  — Esta é Margareth, minha irmã caçula. — respondi prontamente, ainda intrigada.
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  — Prazer, meu lorde. — Marg fez uma breve reverência.
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  — Oui, prazer.
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  — E esta é Sophie, minha dama de companhia. — completei apresentando a Sophie, que reverenciava em silêncio.
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  — Uma dama de companhia. — Belle desviou seu olhar de surpresa de %Sebastian% para mim, aquilo já estava começando a me incomodar.
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  — Como já viram, esta é minha bela e doce Belle, minha caçula e aquele boêmio ao fundo a jogar sinuca, é meu filho Pierre.
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  — Tens uma bela família, meu lorde. — elogiei de forma cordial.
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  — Agradeço, são muito bem vindas em minha casa. — conde Remy estendeu a mão, para que adentrássemos um pouco mais o pequeno salão. — Espero que se divirtam esta noite.
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  Diversão… Não diria ao certo se conseguiria me divertir, com os constantes olhares que Belle lançava em %Sebastian% de forma pretensiosa, o que, ao longo da noite, passou a me deixar ainda mais desconfortável. Porém, ao contrário de mim, Margareth parecia mesmo estar se divertindo ao conhecer algumas jovens da nobreza francesa, até mesmo arriscou a aprender a jogar sinuca, algo totalmente fora de nosso cotidiano.
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  — Se Evelyn visse isso — sussurrei observando minha irmã —, certamente mataria-me.
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  — Sua madrasta parece ser uma pessoa de difícil convivência. — comentou Sophie.
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  — Difícil ainda seria um adjetivo suave para ela. — suspirei fraco. — Aquela mulher foi o pesadelo da minha infância.
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  — Ela realmente não demonstra muito afeto por você. — admitiu Sophie de forma discreta. — Pude observar isso nos chás que participei.
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  — Acho que esta falta de demonstração só não é vista por meu pai. — desviei meu olhar para a janela ao lado. — Entretanto, isso não me afeta mais.
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  — Acredito que este olhar triste não seria por causa do que sua madrasta pensaria sobre o comportamento de vossa irmã neste jantar. — Sophie realmente era perspicaz em suas suposições.
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  — Observou bem, meu desconforto está sendo gerado por outro motivo. — engoli seco ao lançar novamente meu olhar para Belle que havia se aproximado propositalmente de %Sebastian%. — Creio que não estou me sentindo bem.
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  Me encostei de leve na parede para manter o equilíbrio de meu corpo, talvez minha mente não estivesse preparada para tal situação, talvez eu nem imaginasse que em algum momento poderia por menor que fosse a intensidade, sentir ciúmes do meu marido. Principalmente por começar a considerar que a senhorita Belle o conhecesse a mais tempo que eu.
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  — Minha lady? O que está sentindo? — Sophie pegou em minha mão me fazendo apoiar sobre seus ombros.
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  — Eu…. — respirei fundo. — Não sei, como se o ar estivesse sendo tirado de mim a força…
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  Antes que eu pudesse pedir para que Sophie me tirasse daquele lugar, %Sebastian% já surgiu em meu lado e, me pegando no colo, tirou-me daquele ambiente que me causava mal. Um tanto quanto surpreendente para mim, porém um gesto assim somente poderia ser esperado de um burguês.
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  — %Sebastian%, não deverias…. — sussurrei.
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  — Logo chegaremos ao lugar que deseja estar. — disse ele me interrompendo.
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  Assim que me colocou dentro da carruagem, me acomodei adequadamente e tentei ouvir as ordens que ele dava a Sophie do lado de fora, não demorou muito até que ele subisse. Encostei minha face na janela da outra lateral e fiquei olhando para rua, não sabia ao certo o que poderia dizer em explicação ao meu mal estar, seria tolo dizer que era emocional devido a uma crise de ciúmes.
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  — Patel, leve-nos um pouco de chá. — ordenou %Sebastian% assim que entramos na mansão e fomos recebidos pelo mordomo.
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  — Como desejar, senhor. — ele assentiu já se retirando em direção a sala de jantar, por onde dava passagem para a cozinha.
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  %Sebastian% me guiou até o primeiro quarto principal, considerado não meu, mas sim, nosso. Pois, diferente dos casamento tradicionais, meu casamento não era nada tradicional e ele testificava isso, ao insistir que deveríamos dormir no mesmo quarto.
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  — Agora pode me dizer. — disse ele com tranquilidade ao me ajudar a sentar na cama.
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  — Dizer o quê? — o olhei um pouco confusa.
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  — O que estava lhe perturbando? — seu olhar se intensificou mais, como se analisasse cada movimento e expressão minha.
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  — Poderia algo me perturbar? — retruquei sentindo o desconforto voltar.
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  — Acredito que tenha ficado desconfortável com algo, seu olhar estava triste e seu sorriso, um tanto quanto artificial. — ele foi direto e descritivo, realmente me conhecia melhor que eu mesma.
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  — Conseguiu perceber tudo isso? — desviei meu olhar para a porta, sentindo uma movimentação ao lado de fora.
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  Logo dois toques na porta soaram.
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  — Entre. — disse %Sebastian% mantendo seu olhar em mim.
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  — Senhor. — Patel entrou rapidamente, parecia reconhecer na voz de %Sebastian% que deveria ser preciso.
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  Assim que ele deixou a bandeja com o chá na mesa de canto, saiu em silêncio, nos deixando novamente a sós, tudo ocorrendo com aquele olhar fixo em mim.
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  — Não vai mesmo dizer? — insistiu ele. — Ou prefere que eu suponha?
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  — Belle Chermont. — um nome e muitos significados.
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  — Como eu esperava. — sussurrou ele num tom que me permitisse ouvir. — O que sua mente fez parecer?
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  — Não me pareceu nada, mas fiquei desconfortável por ver que o olhar dela estava sempre em você. — admiti sem receios.
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  — E o meu olhar estava onde? — perguntou ele tranquilamente.
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  Respirei fundo me mantendo em silêncio.
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  — Diga. — ele se aproximou de mim e segurando minha mão me fez levantar da cama. — Permitiu-se ficar sem equilíbrio, por estar preocupada com uma pessoa que olha para seu marido, por que fizeste isso?
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  — %Sebastian%, eu…
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  — Não importa quem está olhando para mim, o que importa é para quem eu estou olhando. — a firmeza em sua voz estremecia meu interior e minha insegurança.
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  — Peço que somente releve o que lhe causei esta noite. — me senti um pouco envergonhada.
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  — Não me causaste nada, não gosto de festas, somente aceitei ao convite, pois vi o quanto vossa irmã ficou empolgada, então percebi que aceitaria ir para deixá-la mais alegre. — ele acariciou meu rosto. — Para ser sincero, o melhor lugar para eu estar é aqui, com você em meus braços.
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  Ele me puxou para mais perto e me envolveu em seus braços, me abraçando de forma que me transmitia ainda mais segurança e carinho, com sua leve mão acariciando meu cabelo.
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“Por causa de você, meu coração é colorido,
No mundo em preto e escuro,
No momento em que tento fechar meus olhos,
Você faz minha vida colorida.”

- Colorful / SHINee

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