16 • Back Seat
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Londres - Verão de 1850
%Nalla%:
— Minha lady… — disse Sophie ao adentrar o quarto.
— Sim, desejas algo? — me afastei do espelho e a olhei. — %Sebastian% voltou?
— Não senhora… Há uma visita na sala de estar, desejando uma audiência com a senhora — respondeu ela ponderadamente.
— E quem deseja isso? — perguntei curiosa.
— Sua irmã, lady Meagher — respondeu.
— Freya? Freya está aqui? — por essa eu não esperava.
Sophie confirmou com a face. Respirei fundo tomando coragem, não sabia a razão de sua visita e estava com receio de saber, desci até a sala e a recebi cordialmente, então a convidei para tomar um chá na biblioteca, assim poderíamos conversar com mais privacidade ainda.
— Confesso que estou surpresa por sua visita. — disse num tom baixo me sentando na poltrona perto da janela, ela havia se acomodado na poltrona ao lado da minha. — Como estão as coisas em Limerick? Estive lá no final do outono passado, mas não pude ficar muito tempo.
— Está tudo igualmente como sempre esteve — seu tom de voz estava estranhamente baixo e sem traços da sua habitual prepotência.
— E como está a pequena Emilly? Aposto que fazendo muita bagunça como fazíamos quando criança — ri baixo me lembrando de nossa infância.
— Ela é uma doce filha… — Freya suspirou fraco.
— Freya? Está tudo bem com você? — a olhei um pouco mais preocupada, então toquei de leve em suas mãos e peguei carinhosamente. — Somos irmãs, pode desabafar, se quiser.
— Perdoe-me — sussurrou ela.
— Pelo que te perdoaria? Você não me fez nada, nem me lembro.
Eu realmente não me lembrava de nada que ela já havia me feito, estava tão feliz com %Sebastian% e meu casamento, que as dores do passado haviam ficado no passado, eu somente dedicava meus dias em ser feliz no meu casamento.
— Por tudo. — explicou ela. — Por todos os anos que eu tentei te atacar e te fazer sofrer, principalmente por ter me casado com Ulrich para te afrontar.
— Pensei que gostasse dele. — sussurrei de volta meio confusa. — Mas não me importo com isso, eu já não sentia mais nada por ele quando se casaram.
— Percebi... Eu não gostava dele naquela época, mas sob influência da minha mãe, acabei me casando. — confessou ela permanecendo em seu tom baixo. — Só hoje eu sei o quanto está me custando isso.
— O que está acontecendo? Freya?
— O que sempre aconteceu desde o início, nunca fui amada de verdade. — admitiu ela segurando as lágrimas no canto dos olhos. — Pensei que seria mais feliz depois que a Emilly nasceu, mas novamente estava enganada…
Eu não sabia o que dizer, mas já imaginava do que ela estava falando.
— Sei que já faz muito tempo, mas juro que depois daquela noite do baile de aniversário da mamãe, pensei que não aconteceria mais… — ela levantou seu olhar. — Como sou inocente no amor…
— Lamento por aquele dia… — disse num tom ainda mais baixo. — Confesso que já sabia sobre as traições de Ulrich, mas… Fiquei com medo de contar que sabia.
— Imagino, me conhecendo bem… — ela suspirou fraco novamente. — Te trataria com arrogância…
— Esqueça essa parte do passado, você está aqui e sempre serei sua irmã. — a tranquilizei, dando um sorriso suave. — Vou te ajudar no que puder.
Sabia que Freya estava passando por muitas brigas em seu casamento, principalmente pelas traições de seu marido e o aparecimento de alguns possíveis bastardos, toda a sociedade sabia sobre isso e comentava pelas suas costas. Minha irmã estava sofrendo muito e eu permanecia triste por ela, nunca imaginei que isso ocorreria e Ulrich se mostraria tão medíocre e sem caráter.
— Você veio a Londres sozinha? — perguntei.
— Não, felizmente Emilly pode vir comigo, vamos ficar por pouco tempo e irei para Derbyshire visitar minha mãe — explicou ela.
— E Ulrich? Está em Limerick?
— Não… Não vamos mais morar em Limerick. — respondeu ela. — Estamos de mudança para Liverpool.
— Não entendo, lady Lira nunca cogitou a ideia de deixar seu castelo. — estava estranhando aquilo. — Mesmo após a morte do conde.
— Estamos cortando alguns gastos — admitiu ela com certa dificuldade.
— Margareth andou contando algo? — indagou ela.
— Oh não, já tem alguns meses que não vejo Margareth, agora que é uma mulher casada, nossa caçula só tem olhos para o marido, ou melhor, para a vista do seu quarto em Paris — brinquei a fazendo rir um pouco.
— Verdade, sempre quis morar na França, acabou se casando com um francês para realizar o sonho — comentou ela.
— Todas sonhamos um pouco, e realizamos algo em nossas vidas. — disse de forma sentimental. — Apesar de tudo, seu olhos brilham quando menciona o nome de Emilly.
— Minha filha é um presente de Deus. — ela sorriu com alegria, finalmente. — Queria trazê-la, porém anda um pouco resfriada, infelizmente sua saúde é frágil.
— Desejo melhoras a ela, aquela pequena é muito graciosa. — abaixei meu olhar em direção a sua barriga que já estava volumosa. — E como está este bebê? Sinais de que é um menino forte?
— Pelo contrário, é um ser quieto e calmo. — ela tocou em sua barriga. — Tenho desejado tanto que seja um menino.
— Estou torcendo por você — sorri de leve.
— E você? — ela me olhou. — Sinto que está mais tranquila sobre esse assunto.
— Verdade… No início, até estava ansiosa e temerosa por causa dos meus abortos espontâneos, mas %Sebastian% me apoiou muito naquele tempo, sinto-me mais leve e conformada se caso não conseguir engravidar mais. — confirmei. — Apesar de lá no fundo querer dar-lhe um herdeiro.
— Também torço para que consiga… Você merece. — ela suspirou. — Perdoe-me novamente…
— Pelo quê? — a olhei assustada.
— Senti uma ponta de inveja agora. — ela parecia um pouco constrangida por admitir. — Para ser sincera, sempre senti, mas é que seu casamento parece ser tão perfeito, me fez perceber que nem todos os nobres são dignos de serem nobres.
— Nenhum casamento é perfeito, às vezes eu perco para o trabalho dele — brinquei.
— Mas mesmo assim, o olhar do senhor Winchester permanece em você. — ela limpou delicadamente uma pequena lágrima no canto do olho esquerdo. — Quem me dera que isso acontecesse pelo menos uma vez.
Novamente não sabia o que dizer para ela, mas a única coisa que poderia fazer não me negaria, me aproximei dela e a abracei confortavelmente para que se sentisse um pouco amada, mesmo que por sua irmã. Terminamos de tomar nosso chá tranquilamente, Freya me contou algumas coisas sobre a nova casa deles em Liverpool, Ulrich estava investindo uma pequena parte de sua herança em construções ferroviárias.
Eu a acompanhei até a porta e assim que retornei para a sala, dei algumas instruções sobre o jantar para Isla, queria algo especial para esta noite, já que meu marido havia deixado um bilhete acompanhado de uma rosa, dizendo que chegaria cedo para o jantar. Passei a maior parte do meu dia lendo na biblioteca, acho que já tinha lido todos aqueles livros pelo menos umas duas vezes, apesar de sempre ganhar mais alguns ao longo dos meses.
— Minha lady. — disse Sophie perto da janela, estava tentando me fazer companhia. — Desconfio que o senhor Winchester esteja chegando.
— Hum? — voltei minha atenção para ela. — Mais cedo do que eu esperava.
Fechei o livro e me levantei da poltrona, estava curiosa pelo motivo que meu marido estava em casa mais cedo, assim, deixei o livro em cima da poltrona e saí da biblioteca. Assim que cheguei na sala, %Sebastian% estava conversando com Lee, por certo dando suas ordens finais do dia. Esperei silenciosamente até que ele terminou e se virou para minha direção.
— %Nalla% — ele deu um sorriso carinhoso.
— Pensei que demoraria mais um pouco — comentei.
— Estava ansioso para te ver — assim que ele deu o primeiro passo em minha direção, seu corpo despencou ao chão já perdendo a consciência.
— %Sebastian%? — eu elevei minha voz indo até ele e me ajoelhando o peguei em meus braços. — %Sebastian%!
— Senhor! — Lee se abaixou também, demonstrando o mesmo nível de preocupação que eu. — Senhor…
— %Sebastian%, fale comigo… — eu abracei de leve, sentindo sua pele um pouco fria como se estivesse sem vida. — %Sebastian%!
— Deixe-me ver… — Lee segurou em seu braço para medir o pulso. — Ainda está batendo, temos que levá-lo para o quarto.
— Sim — assenti sem saber o que fazer nem como reagir, eu só queria que meu marido voltasse a consciência.
— Isla! — gritou Lee com urgência.
— Oh! Senhor Winchester! — assim que ela encontrou na sala acompanhada de Sophie, ambas ficaram assustadas.
— O que aconteceu, minha lady? — perguntou Sophie me ajudando a me levantar, enquanto Lee erguia o corpo de %Sebastian% ainda desacordado.
— Eu não sei… — disse já me desesperando um pouco.
— Isla, mande Liam buscar o médico com urgência. — ordenou Lee para ela. — Prepare toalhas limpas e água quente, temos que manter a temperatura equilibrada em seu corpo.
Isla assentiu com a face e saiu apressada em direção à cozinha, sem demora, ajudei Lee a levar %Sebastian% para o nosso quarto, eu estava tão agoniada com sua situação que não queria nem por um minuto ficar longe dele. Assim que Lee o colocou sobre a cama, pedi para Sophie esperar pelo médico no sala e o acompanhar até o quarto, enquanto isso, ajudei Lee a tirar aquela roupa pesada de %Sebastian%, o deixando com roupas mais leves e confortáveis.
A cada vez que eu tocava seu corpo frio, o meu se arrepiava de medo que algo mais sério pudesse estar acontecendo com meu marido, não queria nem mesmo imaginar que ele não acordaria. Permaneci sentada ao seu lado todo o tempo, fiz questão de eu mesmo trocar os panos úmidos de sua testa, não me importava com mais nada, somente com ele.
— Então, doutor Gale? — perguntei ansiosa assim que o médico terminou de examiná-lo. — O que aconteceu com ele? Quando vai acordar?
— Bem, minha lady pode ficar despreocupada, felizmente o senhor Winchester ficará bem. — garantiu ele com convicção. — Mediante aos relatos de seu dia a dia, a forma em que tudo ocorreu e seu estado físico atual, não há dúvidas que ele teve um breve ataque de exaustão.
— Exaustão? — eu não sabia muito bem o que era, mas já estava ainda mais preocupada.
— Acontece muito entre os burgueses, principalmente aqueles que, como o senhor Winchester, trabalham muito. — explicou ele. — O corpo não consegue acompanhar o ritmo acelerado que o trabalho exige, poucas horas de sono, refeições incorretas e nenhum tempo para descanso, tudo isso vai acumulando de uma forma até que o corpo não resiste e se sobrecarrega, causando isso.
— Mas ele vai ficar bem mesmo? — indague.
— Ficará mediante a muito repouso e pouco estresse. — recomendou confirmando. — Então, recomendo que ele fique por algum tempo afastado do trabalho.
— Como pedirei a um burguês para se afastar dos seus negócios? — ainda mais %Sebastian%, o mais requisitado e rico dentre todos.
— Fácil ou não, minha lady, se não desejas perder a vida de vosso marido, recomendo que ele fique afastado de todo o estresse — assegurou o médico de forma séria e alarmante.
— E quando ele vai acordar? — perguntei.
— Quando o seu corpo estiver mais estável e forte — respondeu prontamente.
Assenti, o agradecendo por suas precauções, e pedi a Lee para acompanhá-lo até a porta e acertar os valores da sua visita, pedi a Isla que preparasse uma bandeja com algumas frutas frescas para que ele comesse ao acordar. Sophie se ofereceu para ficar no quarto em companhia comigo, mas preferi ficar sozinha com ele, minha preocupação era tão grande que só pensava em ficar ao seu lado até acordar.
As horas foram se passando e sem perceber acabei adormecendo em seus braços, despertei com ele acariciando meus cabelos, a primeiro momento fiquei sem reação, mas após a cena no seu corpo caindo ao chão voltar a minha mente, meus olhos se encheram de lágrimas. Ergui meu corpo me sentando novamente e o olhei, aquele sorriso fofo estava em seus lábios com um olhar confuso e arrependido.
— Perdoe-me por fazê-la se preocupar comigo — disse ele em sussurro, parecia ainda estar cansado.
— Não me peça desculpas, só prometa-me que não irá se matar de tanto trabalhar. — o olhei ainda temerosa por tudo que havia acontecido. — Não suportaria a ideia de te perder por minha causa.
— Só me prometa isso. — insisti. — Sei que tudo o que faz é por mim, mas prefiro uma vida sem luxos e com você, do que estar rodeada de joias e sem o homem que amo.
Seu doce sorriso se firmou ainda mais no rosto.
— O que falo é sério — assegurei com firmeza.
— Eu sei, está no seu olhar. — consentiu ele. — Só me sinto inútil por não poder beijá-la agora, após essa declaração.
— Bobo. — eu ri de leve. — Está melhor agora?
— Sim. — ele suspirou fraco. — Acho que entendo porque tive vontade de voltar ainda mais cedo hoje.
— Precisava ver seu rosto para me lembrar que tenho que ser forte. — disse ele se remexendo um pouco. — Mas, vamos deixar estes acontecimentos de lado, o que importa é que agora posso olhá-la novamente.
— Quase morri de susto, e você fala sobre isso com tanta tranquilidade. — suspirei. — Agradeço a Deus por não ter sido nada grave, você é o melhor presente que Ele me deu, não quero perdê-lo.
— Jamais me perderá. — ele segurou em minha mão. — Você também é o meu presente.
Ele sorriu novamente para mim e voltou seu olhar para a bandeja de frutas que estava na mesa ao lado da cama, então desviou o olhar para mim novamente com uma intensidade sugestiva.
— Devo acreditar que estas frutas são para mim? — indagou.
— Sim. — eu sorri de volta. — E deves comer tudo.
— Oh, não sou tão vegetariano assim para comer todas estas frutas sozinho. — ele riu. — Além do mais, uma pessoa adoentada não deve comer tanto assim.
— Você sabe que não vou deixá-lo sair daqui. — comentei em relação a sua possível intenção de voltar ao trabalho.
— Sou o seu marido, não precisa me sequestrar. — brincou ele tranquilidade.
— Você sabe o que eu quis dizer. — me mantive séria, mesmo com aquele olhar fofo em minha direção. — %Sebastian%, seguirei com todo cuidado as recomendações médicas para você, não me arriscarei a deixá-lo se sobrecarregar novamente.
— O que quer dizer com isso? — ele ergueu um pouco mais seu corpo.
— Que não o deixarei trabalhar até que se recupere totalmente, nem que eu tenha que me trancar neste quarto e jogar a chave fora — disse com toda a ousadia que possuía naquele momento.
— Jogar a chave fora? — me fez um olhar malicioso para mim, dando um daqueles sorriso de canto. — Não é uma má ideia.
Eu comecei a rir por causa daquele olhar.
— Deixe de pensamentos maliciosos, senhor Winchester. — o repreendi tentando ficar séria. — Deves tirar este tempo para descansar.
— Achas mesmo que conseguirei ficar somente deitado nesta cama, estando com você aqui?
— Prefiro não comentar sobre seus pensamentos. — ri um pouco mais pegando a pequena tigela de porcelana em que estava algumas frutas cortadas. — Que tal se alimentar agora?
Assenti dando um sorriso suave.
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— Pensei que estivesse dormindo — disse assim que entrei no quarto.
— Já estava me preparando — ele fechou aquele pequeno caderno que sempre usava para fazer alguns esboços e o colocou embaixo do travesseiro.
— Então, irei te acompanhar. — caminhei até a cama retirando hobby de seda e me deitando ao seu lado. — Eu vi quando o Lee saiu do quarto com alguns papéis…
— Fique tranquila, ele sabe que eu não posso ficar estressado — assegurou ele, já imaginando que eu estava preocupada, e com razão.
— Digo exatamente sobre isso, mas sei que, mesmo seguindo meu pedido, sua mente em alguns momentos se transfere para seus problemas — admiti.
Uma vez burguês sempre será burguês e %Sebastian% era um dos homens mais responsáveis que eu já havia conhecido em minha vida.
— Viu, você está começando a me conhecer melhor. — ele me aninhou em seus braços. — Deixemos as preocupações de lado e vamos dormir, tê-la em meus braços todas as noites é o que me realiza.
Assenti e fechei os olhos, não demorou muito até que eu pegasse no sono… Porém, no meio da madrugada, despertei e percebi que %Sebastian% estava acordado, além de não estar deitado ao meu lado, me remexi na cama e discretamente aproximei minha mão por debaixo do seu travesseiro, constatei que o pequeno caderno não estava lá. Mantive meu olho fechado todo aquele tempo, fingindo estar dormindo, então senti a movimentação dele em direção a cama.
Logo seu corpo se encostou no meu e suavemente passou seu braço por debaixo de mim, para me aninhar a ele, assim o fiz me mantendo como se estivesse adormecida, me encolhendo um pouco e respirando tranquilamente.
— Eu te amo… — sussurrou ele de leve, começando a acariciar meus cabelos.
Eu tentei não deixar que meu corpo me denunciasse, mas meu coração se acelerou um pouco com suas palavras sinceras.
— Desejo tanto que possa se lembrar de mim um dia… — continuou ainda em sussurro. — Queria conseguir mostrá-la o quanto é especial para mim…
Ele continuou sussurrando mais algumas coisas, enquanto acariciava meus cabelos. Mas durante todo aquele tempo que ainda fiquei acordada, minha mente só conseguia pensar em uma coisa que ele tinha dito:
Que eu pudesse me lembrar dele um dia. Aquilo me fez imaginar que antes do nosso casamento, antes de seu retorno a Londres, talvez lá no fundo da minha memória perdida, minha vida já havia cruzado seu caminho.
Conforme os dias foram passando com %Sebastian% se recuperando em nossa casa, seus problemas iam ainda mais se acumulando no trabalho, mesmo com Lee sendo seu representante, não era a mesma coisa. Porém, sob meu pedido, ele nem cogitava a ideia de quebrar a promessa que havia me feito.
— As coisas continuam um pouco delicadas com os funcionários, além dos muitos comentários sobre a saúde do senhor, acham que seus negócios estão decaindo. — explicou Lee para ele, %Sebastian% havia me pedido para ficar no quarto enquanto Lee e ele se reuniam para tratar dos seus negócios.
— Então Londres acha que fiquei doente por supostamente estar em falência? — %Sebastian% riu de forma espontânea. — Esta sociedade realmente quer me ver na pior.
Me mantive em silêncio, mas por dentro estava mais do que indignada por desejarem o pior de %Sebastian%.
— Senhor, creio que tenhas que comparecer a esta reunião com estes comerciantes. — insistiu Lee. — Sei que ainda está em recuperação, mas eu sou somente um empregado aos olhos destes homens.
— Eu irei — disse num tom um pouco mais elevado, porém seguro.
— O quê? — %Sebastian% me olhou surpreso.
— Se aqueles comerciantes insistem que precisam ver você para assinar esses papéis, eu irei em seu lugar. — expliquei. — Como sua representante direta, Lee cuidará de tudo, como sempre.
— És uma dama, minha querida, não acho que ficarás confortável diante daqueles homens… — ele me olhou com carinho. — Não precisas fazer isso por mim.
— Faço por nós dois, sei que este negócio é muito importante para você, tenho visto o quanto seu olhar continua preocupado. — insisti. — Sei que se parar nem que por um instante seu tratamento, algo de pior pode lhe acontecer, desde de antes de nos casarmos você tem me dado várias demonstrações de amor… — respirei fundo com toda a minha coragem escondida. — Deixe-me fazer isso, desta vez.
"Não fique nervosa
Está tudo bem, garota
Você não deve ter medo neste momento."
- Back Seat / JYJ