The Beauty And The Beast


Escrita porPams
Revisada por Natashia Kitamura


12 • Miracles in December

Tempo estimado de leitura: 28 minutos

  Derbyshire - Inverno de 1847

  %Nalla%:

  — Minha lady — disse Sophie, ao adentrar a biblioteca —, bom dia.
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  — Bom dia — mantive meu olhar na janela, estava observando %Sebastian% conversando com meu pai.
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  Ainda estávamos brigados, o que era um absurdo segundo as palavras da senhora Poppy, mas eu me mantinha contínua em meu pensamento, não o deixaria tocar em mim até que confiasse por completo em meus sentimentos por ele. Talvez pudesse ser meu orgulho ferido em admitir que estava errada por ter brigado com ele, de fato, Freya ter se casado com Ulrich havia se tornado algo tão insignificante para mim.
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  Entretanto, o que me irritava era sempre me lembrar da forma em que Freya havia mencionado sobre seu dote, isso deixava meu coração congelado de raiva, se %Sebastian% me amava mesmo, jamais esconderia algo deste nível de mim.
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  — A senhorita está bastante pensativa esses dias — comentou ela permanecendo perto da porta.
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  — Vou aprendendo com a convivência. — disse de forma espontânea me referindo ao meu marido. — Sabe se Margareth já acordou?
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  — Sim, eu vi a senhorita Margareth indo cavalgar com lady Evelyn — respondeu ela.
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  — Cavalgar? — desviei meu olhar para ela confusa. — Desde quando tem cavalos novamente em Lewis Castle?
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  — Chegaram hoje pela manhã, na primeira hora do dia. — explicou. — A senhorita Margareth se empolgou tanto que quis cavalgar de imediato.
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  — Eu não saí do quarto esta manhã — sussurrei a causa de minha surpresa.
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  Voltei meu olhar para a janela, fixando meu olhar no motivo de termos cavalos novamente no castelo: %Sebastian% Winchester. Certamente deve ter feito isso para ganhar mais pontos com meu pai ou o restante da minha família, ou somente inutilmente tentando me agradar; se aproximar de mim era tudo que ele mais tentava fazer ao longo daqueles meses de silêncio de minha parte.
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  Sophie era, sem dúvida, a melhor e mais discreta dama de companhia que eu já havia visto, ela estava passando todo o tempo comigo em silêncio, comentários curiosos ou inoportunos jamais viriam dela e isso era a melhor parte. A única coisa que me preocupava era, ainda, o primo de %Sebastian% começar a demonstrar certo interesse por ela. Já sabia de sua fama de libertino, o que intensificava ainda mais minha preocupação.
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  — %Nalla% — disse Margareth, ao bater na porta —, está ocupada?
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  — Não, Marg. — virei minha face para sua direção. — Já se cansou dos cavalos novos?
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  Infelizmente um tom de ironia escapou de minha voz.
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  — Estou sentindo um tom diferente vindo de você. — ela adentrou o quarto e fechou a porta. — Está tudo bem?
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  — Sim — cruzei os braços e deu um suspiro cansado.
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  — Estou vendo que não. — ela caminhou um pouco mais em minha direção. — Poderia nos deixar a sós, Sophie?
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  — Claro, com sua licença — Sophie se afastou de mim, indo em direção a porta.
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  — Desculpe-me, Marg, estou um pouco de mau humor hoje — a olhei arrependida.
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  — Percebe-se. — ela veio ao meu encontro e me abraçou. — Ainda estão brigados?
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  — Sim.
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  — Não se preocupe, não disse nada sobre isso a ninguém — assegurou ela.
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  — Não sei como irei me sustentar no natal — disse sentindo um aperto em meu coração.
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  — %Nalla%, não deveria se reconciliar com ele? — sugeriu ela. — Tenho certeza que é o que o senhor Winchester mais quer, ele é louco por você.
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  — Não, não sem que ele tenha certeza que meus sentimentos são reais. — mantive-me séria. — Não quero que novamente nosso casamento seja baseado somente no dinheiro que ele tem.
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  — Então mostre a ele o que pensa sobre isso. — Marg tocou de leve em meus braços me fazendo descruzá-los. — Ele só vai saber que gosta dele verdadeiramente, se demonstrar isso.
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  Ela estava teoricamente certa.
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  — Deixe de orgulho — insistiu.
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  — Vou pensar sobre isso — assegurei.
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  — Hum… Vamos falar sobre outra coisa. — Marg me puxou para longe da janela e me fez sentar na cama com ela. — Freya disse que tem uma surpresa para nos contar no natal, o que acha que vai ser?
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  — Se tratando da Freya… Nem consigo imaginar — suspirei fraco.
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  — Verdade… Se bem que a surpresa mais louca foi seu casamento. — ela me olhou meio curiosa. — Você deveria ter ido à igreja.
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  — Sophie me representou muito bem. — disse em um tom tranquilo. — E não estava me sentindo bem naquele dia.
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  — Eu fiquei intrigada pelo senhor Winchester ter ido. — comentou ela. — Mudando de assunto, você vai mesmo viajar para o Japão com ele?
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  — Como soube sobre isso? — a olhei intrigada, %Sebastian% havia mencionado de nossa viagem há somente dois dias.
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  — Eu discretamente ouvi a senhora Poppy comentando sobre isso — respondeu ela com um olhar sapeca.
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  — Já estou entendo este seu olhar. — cruzei os braços. — Não me faça pedir isso ao %Sebastian%.
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  — %Nalla% — ela segurou minha mão fazendo uma carinha de criança abandonada — Eu fui para Ásia, nem sei quando poderei ter outra oportunidade, deixei-me ir com vocês, só desta vez.
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  — Você disse isso da última vez, quando fomos para Espanha no final do outono — a olhei séria.
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  — Sei que você precisa de privacidade, mas quem teria privacidade com a senhora Poppy no mesmo ambiente? — seu argumento tinha fundamentos, porém…
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  — Mesmo a família dele estando presente, Marg, não quero ter que… — me calei por um momento, vendo seu olhar. — Tudo bem, pedirei a ele para ir conosco.
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  — Sério? — seu olhar se encheu de esperança. — Sério mesmo?
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  — Sim — sorri de leve.
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  — Você é a melhor irmã do mundo… — ela me abraçou empolgada. — E direi isso na presença de Freya.
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  — Não precisa causar discórdias. — comecei a rir retribuindo o abraço. — Comece a preparar suas coisas no baú, só por precaução, iremos logo após o natal.
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  — Ahhhh!!! — ela se levantou e começou a dar alguns rodopios pelo quarto. — Já estou sonhando com esta viagem.
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  Eu ri um pouco de seu deslumbramento, Margareth ainda era uma criança inocente que só pensava em se divertir, o que me deixava feliz em poder lhe proporcionar dias alegres. Logo ouvimos alguns toques na porta, Sophie entrou com suavidade e veio até mim.
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  — Minha lady, seu pai a solicita — disse num tom mais baixo.
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  — Meu pai? — voltei meu olhar para Marg, que também me olhava com curiosidade.
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  Assenti brevemente e segui em direção a porta, Marg me deu o braço ficando ao meu lado, enquanto Sophie nos seguiu a uma certa distância. Assim que terminamos de descer a escadaria principal do Lewis Castle, avistei um rosto novo e conhecido.
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  — Pierre — disse Marg com uma entonação de surpresa — O que faz em Derbyshire?
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  — Pierre veio passar o natal com nossa família — explicou papai com um olhar de satisfação.
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  Ele sempre fazia este olhar quando conhecia alguns amigos importantes de %Sebastian%, e como Pierre era filho de um renomado conde francês, tinha certeza que sua satisfação estava ainda mais elevada.
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  — Mon cherí — Pierre deu um daqueles seus sorrisos galanteadores e logo pegando a mão de Margareth beijou suavemente as costas — Gostaste da surpresa?
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  — Imensamente — ela sorriu com alegria, mas se conteve um pouco por causa de nosso pai.
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  — Minha lady Winchester — Pierre se curvou em respeito, ele já sabia que %Sebastian% não gostava que outros homens me beijasse as mãos — É um prazer vê-la novamente.
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  — Sinta bem-vindo a Lewis Castle.
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  — Oh sim, já estou honrado só de estar aqui. — ele olhou rapidamente ao nosso redor. — Este lugar é encantador, assim como as pessoas quem pertence.
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  Olhei rapidamente para Marg, seus olhos fixos em Pierre brilhavam ainda mais pelo elogio.
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  — Agradeço as palavras sinceras. — disse segurando um pouco mais firme na mão de Marg para que suavizasse sua face deslumbrada. — Vieste sozinho?
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  — Sim, meu pai e Belle tiveram outros compromissos inadiáveis — explicou ele.
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  — E Louise? — perguntou Marg.
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  Minha irmã havia se tornado amiga, e muito íntima, da prima de Pierre, a qual lhe prometera ajudar conquistá-lo. De fato, Marg estava apaixonada por aquele francês bon vivant.
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  — Deixarei vocês por algum tempo. — disse meu pai voltando seu olhar para mim, assim como Marg, ele também havia me dito para fazer as pazes com meu marido. — Tenho alguns compromissos para esta tarde. Pierre, mais uma vez, seja bem-vindo.
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  — Merci, mi lord — agradeceu ele.
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  Assim que papai se afastou, pude perceber a presença de %Sebastian%, como sempre com seu olhar inteiramente voltado para mim. Confesso que a empolgação de Margareth e a surpresa de ter Pierre conosco havia prendido toda minha atenção para aquele possível futuro casal.
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  — Permita-me mostrá-lo a Lewis Castle? — se ofereceu Margareth.
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  — Adoraria sua companhia, mas acho que não seria bem visto adentramos o castelo sozinhos — disse ele um pouco preocupado com o que eu pensaria.
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  — Sophie se juntará a nós. — Margareth olhou para mim como sempre olhava quando queria algo de mim. — Não é?
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  — Claro. — assentiu sem saber dizer não a ela. — Sophie, poderia acompanhá-los?
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  — Como quiser, minha lady. — assentiu ela.
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  — Agradeço — Marg deu um suave porém apressado beijo em minha bochecha, se afastando pousou sua mão no braço de Pierre que já estava a sua espera.
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  Sorri com gentileza ao vê-la animada por novamente ter a oportunidade de estar perto dele, seu interesse era visível. Assim que se afastaram também, meu olhar se voltou para %Sebastian% por um breve momento, seu olhar, mesmo triste, continuava intenso e sua face ainda que séria, transmitia suavidade.
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  — Espere. — disse ele ao segurar minha mão, assim que deu o primeiro passo para me retirar. — Por favor.
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  — Hum — virei minha face para sua direção, permanecendo com meu olhar abaixado.
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  Ele me puxou para mais perto e me abraçou, meu coração se acelerou de imediato e todo o meu corpo se aqueceu. Um sentimento de arrependimento tomou conta de mim, percebi que não somente ele sentia a minha falta, mas eu também estava sentindo a sua, todos aquele meses me mantendo afastada dele só estava nos trazendo solidão, mesmo vivendo em um mesmo ambiente.
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  — Perdoe-me por te afastar de mim — sussurrou ele, senti ainda mais tristeza em sua voz.
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  Por que ele estava pedindo desculpas, seu a culpa era minha per tê-lo afastado?
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  Senti a primeira lágrima rolar pelo meu rosto, me agarrei um pouco mais em seu colete, me aninhando em seus braços, aquele abraço que me fazia sentir segurança estava de volta em minha vida. Naquele momento decidi em meu interior que nunca mais me afastaria de %Sebastian%, queria para sempre estar em teus braços, sentir o teu amor sem reservas.
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  — Eu te amo — sussurrou ele me fazendo chorar ainda mais. — Não chore, apenas sorria e deixe-me chorar em seu lugar.
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  Eu me agarrei ainda mais a ele, meu coração que estava apertado todo aquele tempo ficou mais leve e em paz, senti que tudo estava se encaixando novamente em minha vida.
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  — Oh, não sabia que estavam aqui — disse uma voz indesejada que parecia ser de Freya.
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  %Sebastian% se virou para a sua direção, enquanto eu fiquei de costas secando minhas lágrimas, desejando que ela não tivesse nos interrompido.
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  — Está tudo bem? — a segunda voz era de Ulrich.
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  — Sim — respondeu %Sebastian% em seu habitual tom sério e firme.
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  — Acabamos de chegar, Freya, acho que devemos nos acomodar — sugeriu Ulrich.
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  — Freya. — uma terceira voz surgiu ao lado, de Evelyn. — Minha filha querida, não sabia que já havia chegado.
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  — Acabamos de desembarcar da carruagem, ordenei aos criados levarem nossas bagagens aos quartos — respondeu ela com um tom de satisfação, já que eles estavam voltando de sua viagem de lua de mel aos Estados Unidos.
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  — Como está, sir Ulrich? — perguntou Evelyn. — A viagem lhe fez muito bem.
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  — O casamento me fez muito bem — corrigiu ele.
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  — Oh, senhor Winchester e %Nalla%, o que fazer aqui? — perguntou minha madrasta.
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  %Sebastian% permaneceu em silêncio pegando em minha mão.
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  — Já estávamos de saída — sempre de poucas palavras, ele me guiou para frente.
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  Nem me dei ao trabalho de dizer uma só palavra a eles, segui meu marido para a direção que ele estava disposto me levar. Caminhamos um pouco mais a diante até chegarmos ao campo de lavandas, era meu lugar favorito da Lewis Castle, de alguma forma me fazia querer lembrar de uma parte de minha vida que havia se perdido em meu acidente.
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  — Gosto daqui. — sussurrei de leve vendo os flocos de neve que cobria toda a extensão do campo. — Sinto que é um lugar especial para mim, só não sei o motivo.
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  Ele permaneceu em silêncio. Voltei meu olhar para ele e vi que a tristeza ainda permanecia em seu olhar, me senti um pouco chateada por isso.
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  — O que houve, disse algo errado? — perguntei.
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  — Não. — ele deu um sorrido de canto. — Estou feliz por estar aqui com você, neste lugar especial.
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  Seu olhar ficou um pouco mais feliz, eu o abracei novamente.
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  — Por mais que não consiga me lembrar o motivo de gostar daqui… — sorri de leve. — Agora formarei uma nova lembrança para torná-lo ainda mais especial.
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  %Sebastian% envolveu seus braços em mim e logo senti uma gota cair em meu ombro, certamente era uma lágrima sua que caíra sem permissão, o que me fez querer saber ainda mais seus sentimentos e emoções que demonstrava com tanta facilidade quando estávamos a sós. Declarei internamente que aquele lugar seria o pedaço em toda a Lewis Castle que nos representaria.
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  Fechei os olhos sentindo o perfume dele envolvendo meus sentidos, pensando como poderia uma pessoa me amar tanto assim, amar alguém com tantos defeitos como eu. Internamente e externamente, não era como as belas moças da Inglaterra, possuía várias cicatrizes que jamais se apagariam, mas que me ajudavam a lembrar que mesmo tendo perdido algumas memórias naquele acidente de quando criança, algo importante havia acontecido.
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  %Sebastian% já sabia sobre o acidente e minha perda de memórias, também e principalmente que Ulrich havia me salvado de afogar, pois estava inconsciente após ter batido a cabeça em uma pedra. Nem mesmo me lembrava de como eu tinha caído, só sabia que havia sido um pouco depois que ganhei as cicatrizes nas minhas costas, porque Margareth me contou em segredo.
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  Talvez por causa daquele acidente, me sentia incompleta, até que me casei com ele.
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  — Feliz natal — disse meu pai ao me abraçar.
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  — Feliz natal, papai. — retribui o abraço. — Agradeço por nos convidarem.
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  — Lewis Castle sempre será seu lar. — disse ele com um olhar carinhoso. — Apesar de ter tantos lares.
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  — Lar é onde está nosso coração. — sorri para ele. — Um pedacinho do meu está aqui também.
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  — Minha querida — ele parecia mais emocionado que o normal —, sinto-me tão aliviado por estar feliz com o senhor Winchester.
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  — Deixe esses sentimentos de lado, sei que ainda se sente culpado por um casamento arranjado, mas estou grata a Deus por esse casamento. — segurei em sua mão. — Apenas se sinta feliz por sua filha.
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  Voltei minha face para o lado sentindo alguém se aproximar, era %Sebastian% e seu olhar de sempre.
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  — Feliz natal — senti que sua voz estava direcionada a mim, aparentemente meu pai também sentiu, tanto que se retirou discretamente.
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  — Feliz… — sorri automaticamente mantendo meu olhar nele — Eu te amo.
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  Ele deu um sorriso singelo, seu olhar se encheu de alegria e parecia estar emocionado. Eu ainda não sabia como reagir, quando ele demonstrava com tanta clareza em suas expressões faciais, os seus sentimentos, somente conseguia sorrir na mesma proporção de seu espontâneo sorriso.
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  — Pronto, Freya, já saboreamos a ceia e logo abriremos os presentes, já pode nos contar sua surpresa — disse Margareth de forma impaciente por todo o mistério que nossa irmã estava fazendo.
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  — Não seja tão apressada assim, criança. — repreendeu nosso pai rindo. — Deixe que sua irmã diga a seu tempo.
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  — Freya sempre faz suspense com suas notícias — reclamou Marg se colocando ao lado de Pierre que segurava o riso.
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  — Confesso que estou um pouco curiosa também. — disse Evelyn ao pegar outra taça de vinho. — Freya não quis contar nem para sua própria mãe.
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  — Bem, é que ainda haviam algumas dúvidas, porém, agora podemos afirmar para todos. — explicou ela com aquele sorriso desagradável de superioridade em sua face. — Estamos esperando nosso primeiro herdeiro.
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  Seu olhar veio diretamente em minha direção, fazendo-me sentir um gosto amarga na boca.
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  — Oh, querida! — Evelyn a abraçou de forma carinhosa. — Um herdeiro, estou tão emocionada.
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  — Meu parabéns, Ulrich, vamos torcer para que venha um menino forte e cheio de saúde — disse meu pai um pouco surpreso.
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  Certamente papai esperava ter seu primeiro neto vindo de mim, porém, após tantos alarmes falsos, comecei a pensar que não havia nascido para isso, estava quase completando um ano de casada e não havia engravidado. Por outro lado, Freya, com poucos meses, já daria a Ulrich um herdeiro, isso me fazia novamente lembrar de minhas cicatrizes, em instantes senti %Sebastian% segurar minha mão como se estivesse demonstrando estar ao meu lado sempre, e encostando sua face em meus cabelos, meu corpo se arrepiou.
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  — Deseja sair daqui? — sussurrou ele.
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  Assenti em silêncio.
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  %Sebastian% me guiou até a porta e subimos as escadas até nosso quarto. Todos já sabiam da minha dificuldade em engravidar, por um deslize da senhora Poppy, que acabou comentando com Evelyn. Assim que entramos no quarto, me direcionei para a janela, mas %Sebastian% não soltou minha mão, me puxou para mais perto aninhando-me em seus braços, seu gesto me fez sentir ainda mais segura e protegida.
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  — Obrigada — sussurrei segurando minhas lágrimas.
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  — Sua dor também é a minha dor. — sussurrou de volta com carinho. — Nós ficaremos bem, apenas descanse em meus braços.
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  Deus era mesmo bom comigo, por ter me dado alguém como %Sebastian% para me apoiar e me alegrar, meu marido, mesmo com toda a sua intensidade no seu amor, me transmitia paz e tranquilidade, a calmaria que sempre desejei ter em minha vida. Estava começando a gostar de todas as noites dormimos juntos no mesmo quarto, era um dos lados dos burgueses que eu mais apreciava.
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  — Estarei sempre em seus braços — sussurrei novamente dando um suspiro aliviado.
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  — É o lugar que eu sempre desejo que esteja. — ele acariciou meus cabelos. — Eles sempre estarão abertos para você, somente você.
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  Outro arrepio veio-me ao corpo, senti-me aquecida por dentro juntamente com o pulsar mais forte de meu coração.
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  As horas se passaram…
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  No meio da madrugada decidi me levantar, já estava a um tempo sem conseguir voltar a dormir e decidi procurar por algum livro que pudesse me fazer sentir sono. Eu poderia até mesmo terminar minhas últimas páginas de O conde de Monte Cristo, mas estava tão encantada com a riqueza daquela história que não queria terminá-la assim com tanta rapidez. Assim que me levantei da cama, voltei meu olhar para %Sebastian% que dormia em seu sono profundo, sorri um pouco e vesti o longo casaco francês que havia ganhado de %Sebastian% de presente.
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  Desci as escadas com calma devido ao escuro, só estava segurando um castiçal de prata com uma vela que já pequena não iluminava muito. Foi um pouco confuso minha coordenação ao definir em que direção eu ia, à noite era um pouco mais complicado para conseguir encontrar a biblioteca. Entretanto, quando cheguei ao corredor certo, comecei a ouvir alguns risos vindo de mais ao fundo.
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  Assim que adentrei silenciosamente a biblioteca, paralisei com a cena que estava diante de mim. Ulrich estava deitado no tapete em frente ao sofá, com seu corpo sobre o de uma das criadas que trajava somente as peças íntimas, sua face ao olhar para trás e me ver ficou rígida, assim como seus olhos surpresos.
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  — %Nalla% — sussurrou ele.
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  Mesmo meu corpo congelado pelo impacto de ver meu cunhado tendo intimidades com uma serviçal na casa onde fui criada, minhas pernas conseguiram se mover para fora daquele lugar. Segui pelo corredor de forma apressada, porém senti uma mão me segurar de forma forte.
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  — Espere %Nalla%, eu posso explicar. — disse ele como se estivesse traindo a mim e não a sua esposa. — Por favor.
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  — Não deve-me nada. — disse me soltando. — Não é a mim a quem precisa se explicar.
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  Dei alguns passos para trás e voltei o mais rápido que pude ao meu quarto. Assim que entrei fechei a porta e a tranquei, elevei a mão em meu coração e olhei para cama, %Sebastian% não estava deitado, voltei meu olhar para a janela e lá estava ele olhando o lado de fora, pensativo.
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  — Achou o que procurava? — perguntou como se soubesse de algo.
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  — Não. — sussurrei direcionando meu corpo para a direção da cama. — Vou me deitar.
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  Permaneci em silêncio sobre aquilo durante todos os outros dias em que ficaríamos em Derbyshire, não sabia se contava ou não para Freya, pois a mesma poderia dizer que era mentira de minha parte. Porém, Ulrich não se conteve em sempre tentar me abordar em algum canto para se explicar, por isso sempre mantinha Sophie por perto para que ele não se aproximasse de mim.
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  Finalmente o dia de nosso embarque para o Japão chegou, o navio já nos aguardava no porto de Liverpool, onde %Sebastian% possuía seus maiores investimentos e empreendimentos. Felizmente Margareth conseguiu a autorização de meu pai e Evelyn, após estrategicamente meu marido a convidar para ir, seus pedido para meu pai quase valiam como uma ordem. Sophie, como minha dama, já iria, assim como a família de %Sebastian%, a surpresa seria com a companhia de Pierre, que resolveu não voltar para Paris e seguir viagem conosco.
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  Assim que adentramos o navio, segurei meu riso, já imaginava que minha viagem jamais poderia ser com privacidade, mas pelo menos teriam momentos de alegria e diversão, burgueses tinham um humor mais leve que os nobres, apesar dos exageros em suas gargalhadas.
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  — Espero que esteja se sentindo bem acomodada — disse %Sebastian% ao entrar na nossa cabine que era a cabine do capitão.
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  — Sim, estou. — assenti mantendo meu olhar para o vidro que compunha um pequeno vitral no meio de toda aquela armação, forros e estruturas. — Imagino que seja pela vista que tenha reservado a cabine do capitão para nós dois.
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  — Pode se dizer que sim, além do conforto — admitiu ele dando mais alguns passos até mim.
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  — Hum — continuei com minha atenção ao mar.
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  — Estava mais silenciosa do que eu no jantar. — observou ele ao chegar atrás de mim e colocar suas mãos frias em minha cintura. — Aquilo ainda te preocupa?
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  — Aquilo o quê? — perguntei confusa.
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  — Não precisa mais agir como se eu não soubesse. — explicou ele. — Aquela noite não foi a primeira dele fora de seu quarto, e sabemos que não seria a última.
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  Céus! %Sebastian% também sabia da traição de Ulrich, o que me faz sentir que sua frase quando entrei no quarto naquela noite, era sobre isso, explicava o motivo dele não ter insistido em perguntar onde eu estava como sempre.
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  — Não está assim por causa de Freya, não é? — perguntou ele. — Está assim porque acha que farei o mesmo com você.
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  — Perdoe-me por pensar tal coisa. — mantive meu olhar para frente, envergonhada por não conseguir encará-lo. — Durante toda a minha vida, vi sempre esta parte dos casamentos entre os nobres, os senhores traindo suas esposas sem a menor preocupação, até mesmo o meu pai, o vi uma vez quando criança, estava às portas fechadas na biblioteca com uma amiga de Evelyn, estávamos comemorando o aniversário de um nobre com um baile de máscaras.
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  Lembrar de todas as cenas que havia presenciado quando pequena, de senhores que traíam suas esposas, fazia meu coração se encher de receio e tristeza. De repente, os abraços de %Sebastian% envolveram em minha cintura, senti seu tórax encostar em minhas costas e um breve, porém significativo beijo em meu pescoço, que fez meu corpo se aquecer.
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  — Jamais pense tal coisa de mim novamente. — sussurrou ele. — Assim como meus olhos e pensamento estão sempre em você, és a única com direitos e deveres sobre meu coração e meu corpo.
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  Eu ri baixo daquelas palavras, um pouco engraçadas, mas no fundo sérias e sinceras.
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  — Sou teu, mesmo em dias que não me queira — sussurrou ele.
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  — Sempre irei te querer. — voltei meu olhar para ele. — Eu te amo.
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  Não que estivesse mais fácil dizer que o amava, porém, aquela pequena expressão de três palavras era a única forma que conseguia expressar verbalmente o que meu corpo já expressava.
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Eu que era egoísta e só sabia de mim mesmo
Eu que era negligente e desconhecia os seus sentimentos
Eu não consigo acreditar que eu tenha mudado assim
O seu amor continua mexendo comigo assim."

- Miracles in december / EXO

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