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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Pretend

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

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Capítulo 2

“Your figure fades into a silhouette”
(A sua figura desbota em uma silhueta)

  Amanheceu e %Lana% acordara com os primeiros raios de sol adentrando em seu quarto. Levantou-se sem dificuldade — apesar do abraço de Rafael — e sem se importar em acordá-lo ou não.
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  Pegou o celular confirmando as horas no visor e foi ao banheiro do seu quarto, algum tempo depois retornou enrolada em uma toalha e com os cabelos molhados, sacudia-os com uma toalha menor. Rafael ainda dormia tranquilo, então a mulher parou de frente para ele e o chacoalhou.
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  — Acorda Rafael, você tem que ir embora.
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  O rapaz murmurou sonolento, mas após mais algumas tentativas de %Lana%, acordou.
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  — Que pressa para se ver livre de mim… Ontem não estava assim.
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  — Bem vulgar seu comentário, assim como você. E não se gabe tanto, na verdade, foi um tédio.
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  — Até parece… — Ele a observava sexy após o banho, e riu, recusando-se a aceitar que ela não tivesse sentido-se tal como ele.
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  %Lana% pegou as roupas da noite passada e jogou sobre ele:
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  — Se veste logo, o táxi já está te esperando lá embaixo.
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  — Por que eu não posso tomar nem um café?
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  — Porque eu não estou sozinha, já falei.
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  — Qual o nome dele?
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  — Victor.
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  — Hunf
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  — Sem reclamações e sem barulho, Rafael. Tchau. E bom dia.
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  Voltou ao banheiro pondo-se em um conjunto de lingerie e se cobrindo com o roupão, soltou os cabelos úmidos e apressada, retornou para o quarto vislumbrando o ex-namorado terminando de abotoar a calça após esticar sua camisa em seu corpo. %Lana% então pegou os sapatos dele empurrando-os ao peito de Rafael e lhe puxava para fora de seu apartamento. Ele estava puto pela forma como ela o tratava. Já na porta da sala, terminava de calçar os tênis, quando ela lhe estendeu a carteira e o celular.
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  — Porra, espera, %Lana%! — Rafael esbravejou sentindo-se usado.
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  — Fala baixo! — A ex, sussurrou repreendendo-o.
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  — Mal-educada! — reclamou baixinho — Vou te ligar... Me passa seu novo número.
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  — Não! Rafael… Deu, acabou, a gente nem se conhece, ok? — %Lana% revirou os olhos, enxotando-o para além da soleira da porta.
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  — maluca, garota?! Vai sair me dispensando assim por qual motivo?
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  — Seja bem-vindo a São Paulo, seja feliz e me esqueça. Beijo, obrigada pela foda, apesar de ter sido bem sem graça!
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  %Lana% disse, e fechou a porta recostando-se a ela, e rindo baixinho. De volta ao próprio quarto, tirou o roupão e vestiu uma camisa masculina que estava guardada em seu armário, e esquecida pelo dono. Quando saiu de seu aposento, já estava com os cabelos penteados, embora, propositalmente desarrumados. Encontrou seu irmão %Pedro%, saindo do banheiro social do apartamento, no momento em que calçava os próprios chinelos que ela havia deixado no fim do corredor, sabe-se lá por que motivo.
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  — Ih! Está mesmo em casa! Bom dia! — %Lana% disse animada.
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  — Bom dia… Você trouxe alguém ontem à noite, né?
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  — Sim… E como foi a sua festa?
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  — Boa. E quem era o cara?
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  — %Pedro%, você não acreditaria se eu dissesse. — Ela ria sádica de sua forma ridícula de tratar o ex-namorado.
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  — Uow, pode falando quem foi!
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  — Não vai demorar para você descobrir.
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  — Ele já foi embora?
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  — Óbvio. Afinal, meu ficante que divide a casa comigo não poderia acordar e dar de cara com ele.
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  — Seu o quê? — %Pedro% terminou de secar os cabelos e entrava no próprio quarto, quando girou os calcanhares para encarar à irmã. Ela falou o que ele escutou?
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  — Isso mesmo que você ouviu.
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  — Por que inventou que mora com seu ficante para um cara que trouxe para sua cama?
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  — Você já, já, vai saber. Até porque eu não dou três minutos para os dois se esbarrarem no corredor.
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  — Que dois? — %Pedro% perguntava confuso, se jogando ao sofá, enquanto %Lana% sorria preparando o café e olhando o relógio.
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  — O cara que dormiu comigo, e Victor, o ficante que mora comigo.
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  — Victor?
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  Antes que %Pedro% continuasse suas confusas indagações, %Lana% esticou a mão para que ele se calasse, e apontou-lhe com a outra mão livre uma contagem de um a três. E então a campainha tocou. Ela sorriu ameaçadora, e o irmão a olhava assustado. Levantou-se do sofá a fim de ver a movimentação à porta. %Lana% abriu, e fingiu surpresa ao ver Rafael parado ali. Surpreso mesmo, estava %Pedro%.
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  — Rafael… Esqueceu alguma coisa?
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  Não deu tempo de Rafael responder, Victor chegava com um saco de pães quentes e um molho de chaves em mãos. Passou por Rafael o encarando curioso, enquanto Rafael o encarava surpreso. Victor o olhou de cima a baixo, de um jeito esnobe. Parou ao lado de %Lana% e com a mão que segurava a chave enlaçou-a pela cintura. A garota depositou um selinho íntimo nos lábios de Victor, que continuou encarando o visitante.
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  — Oi querido! Acordou cedo?
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  — Não viu que o %Pedro% chegou de viagem? — Victor respondia colaborando com a cena de %Lana% — Acordei com ele abrindo a porta e saí cedo para buscar pão. — disse estendendo a sacola às vistas da moça.
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  — É, eu vi, sim, o encontrei dormindo no seu quarto e não entendi nada.
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  — Seu irmão tinha me avisado que chegaria, eu que havia esquecido de te falar. Estava cheio com a prova que no final foi cancelada, meu bem… — Victor sorriu e olhou para Rafael, perguntou-a encarando a figura: — E o seu…? Quem é este?
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  — Ah! Este é o Rafael, fomos colegas na faculdade. E ex-namorados.
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  %Lana% sorria maldosa para Rafael, que a encarava ainda mais irritado do que quando saiu dali.
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  — Mas também é uma surpresa encontrá-lo aqui tão cedo. Nos reencontramos ontem na balada e ele foi gentil em me acompanhar até em casa. Mas… Aonde você dormiu Rafael? Acaso está morando aqui perto?
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  O garoto estava embasbacado com o cinismo da ex. E não conseguia formular direito uma frase.
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  — Sim, somos vizinhos. Resolvi passar para saber se estava bem…
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  Victor olhava para Rafael em tom desafiante, e depositando um beijo no topo da cabeça de %Lana% entrou em casa. Encontrou um %Pedro% de boca aberta assistindo à cena pelo sofá.
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  — Ah, que gentil, Rafael! Bem, eu estou ótima. — A mulher respondia sonsa, olhando para o ex que havia ficado sem rumo. — Você está pálido, ou é impressão minha?
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  — Você ficou maluca? — Rafael sussurrou sem saber por que motivos estava tão apreensivo e enjoado — Eu… Já vou.
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  — Não quer tomar café conosco?
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  Encarou %Lana%, com raiva nos olhos enquanto ela sorria zombeteira. Virou-se e saiu sem dizer mais nada. %Lana% fechou a porta e começou a gargalhar. Victor, que estava sentado à bancada da cozinha americana, apoiava a cabeça sobre os braços, sonolento no balcão. %Pedro% olhou para o rapaz desconhecido, alto, que, aliás, era muito mais corpulento do que Rafael e nada entendia.
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  %Pedro%, irmão mais velho de %Lana%, havia se mudado há alguns poucos meses, e não sabia ainda de todas as loucuras de sua irmã. Porém, Rafael era uma figurinha carimbada na memória dele. O irmão consolou %Lana%, noites e noites, pelas idiotices que Rafael aprontava. E se tinha alguém que o garoto detestava no mundo, era o ex dela. Mal podia acreditar que %Lana% havia dormido com Rafael de novo, após tanto tempo!
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  Ela dirigiu-se até o balcão da cozinha e deu tapinhas nas costas do amigo.
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  — Victor, acorde! — %Lana% riu o chamando.
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  — Me deixe... Não fui eu quem ligou para você às seis da manhã de um sábado, te pedindo para ficar plantada de vigia na porta do seu prédio.
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  — Mas se tivesse sido, eu teria feito. — Ela deu de ombros.
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  — É. Assim como eu fiz, né? — Victor ergueu a cabeça.
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  Os dois sorriam entre si, até que ele apontou com o olhar, para o irmão da amiga, ainda boquiaberto no sofá, tentando entender a situação.
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  — Vou explicar melhor para os dois que não entenderam direito o que aconteceu!  — %Lana% suspirou espalmando o ar e explicando-lhes: — Ontem, o meu ex reapareceu atrás de mim e após pensar um pouco, decidi que seria uma boa oportunidade de me divertir às custas dele.
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  — Você caiu no papo desse cara de novo, %Lana%!? — %Pedro%, entre tantas indagações, revelou sua revolta maior primeiro.
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  — Não acredito nada nele %Pedro%, fique tranquilo. Como eu dizia… Hoje de manhã acordei e antes que o Rafael também acordasse, eu liguei para o Victor solicitando-o que vigiasse quando o Rafael voltasse, porque eu sabia que ele faria isso! E então quando ele entrasse no elevador, Victor que teria buscado o pão da manhã para justificar sua chegada repentina, iria compor um belo flagrante do meu ex em minha porta. De quebra, o Victor é tão maquiavelicamente inteligente que ainda deu um jeito de explicar a sua presença aqui, maninho, porque eu nem havia pensado na desculpa!
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  — Você não acha arriscado, %Lana%, que essa sua vingança adolescente e imatura vire contra você?
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  — %Pedro%, eu não sinto mais nada por ele. Comprovadíssimo ontem.
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  — Ah, a propósito, eu me chamo Cha Eun Woo, e não Victor.
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  O homem falou se apresentando ao %Pedro% enquanto bebia seu café, a fim de despertar do sono. %Lana% gargalhou da cara ainda mais confusa do irmão, enquanto Woo sorria divertido com as loucuras da amiga e colocava os pães e demais alimentos na mesa de café, em frente ao %Pedro%.
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  — Certo, maninha, vocês podem começar a explicar de onde surgiu… — %Pedro% apontou aos dois — Isso?
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  — O Cha Eun veio morar no Brasil há uns… Quantos anos mesmo, Eun?
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  — Prazer em conhecê-lo, %Pedro%! — o coreano esticou a mão em cumprimento e, após o irmão da amiga lhe sorrir, ele continuou: — Eu sou coreano, e decidi vir para o Brasil quatro anos atrás. Estudava cinema, e %Lana% e eu nos conhecemos por acaso no bairro da Liberdade, aqui em São Paulo mesmo.
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  — Eu estava naquela fase de “descobertas sobre tudo que envolvia a Ásia”…
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  — É, eu lembro desta fase, você me mandando foto de coreano todo dia. — %Pedro% revirou os olhos reclamando.
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  — Uh… Então tem mesmo um crush por asiáticos, %Lana%? — Eun Woo perguntou zombeteiro e a mulher somente revirou os olhos para ele, e deu um tapa fraco no irmão.
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  — Foi logo que eu me mudei para cá. Sair de Floripa e conhecer gente nova era o meu objetivo. E eu não lembro bem, mas uma galera da faculdade começou a assistir uns vídeos de coreografias de grupos k-pop e aí desembestei para aquele mundo. A galera combinava uns passeios no Liberdade, e em um destes esbarrei com esta peça aí.
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  %Lana% fez uma cara de desdém ao se referir a Eun Woo, mas o rapaz, somente ria enquanto mastigava seu pão.
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  — Ela foi comprar uma camiseta do BTS — o jovem cineasta começou a rir debochado — E estava com um bando de groupies. Assisti aquilo um pouco apavorado, porque é de se espantar mulheres adultas surtando por alguém que nem sabe que elas existem.
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  — Cala a boquinha… — cantarolou a atriz, segurando os lábios do amigo e sentando-se à mesa de café, finalmente.
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  — Fica quieta, %Lana%, deixa ele contar. — %Pedro% já dizia bastante interessado nas coisas que poderia descobrir sobre a irmã, e quem sabe, chantageá-la às vezes.
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  — Como eu dizia, eu vi aquelas taradas passando a mão no peitoral de um totem do Jungkook, e saí logo dali porque eu sabia que com meus lindos olhos puxados, estaria arriscando ser perseguido. Mas, adivinha %Pedro%?
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  — A %Lana% te perseguiu!? — O irmão perguntou surpreso.
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  — Não, mas as groupies que estavam com ela começaram a me seguir. Então, eu fui entrando em várias lojas e me perdi de onde estava, para onde iria e entrei em uma rua mais agitada. Esbarrei na sua irmã no meio das pessoas, e fugiria dela quando %Lana% segurou o meu punho e disse para eu ficar quieto que ela me ajudaria.
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Quatro anos atrás:

  — Desculpe, pelas meninas. É que estamos descobrindo agora o mundo do k-pop e certamente, ficou provado que preciso parar de andar com estas gurias… — %Lana% comentou sem graça.
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  — É… Sempre tem umas fanáticas por asiáticos aqui.
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  — Quer dizer que, já aconteceu com você antes?
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  — Não assim.
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  — Ah… Bem, muito prazer! Meu nome é %Lana%.
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  — Prazer, eu sou o Eun Woo.
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  — E daí, deste fatídico dia de perseguição, vocês se tornaram namoradinhos ou amigos ao ponto da minha irmã maluca, fingir que pega você? — %Pedro% indagou para Cha Eun de um jeito, um tanto malicioso ao encará-los.
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  — Na verdade, essa loucura também me pegou de surpresa.
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  — Ai... desculpa Woo, eu não consegui pensar em mais ninguém ontem na cama.
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  O rapaz arqueou a sobrancelha e sorriu travesso, enquanto %Pedro% ria descaradamente da irmã.
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  — Não sejam babacas! — %Lana% tentou se corrigir — Eu quis dizer que não consegui pensar em ninguém ontem enquanto pensava em como terminar de enganar o Rafael!
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  — Está se enrolando... — cantarolou %Pedro%.
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  — Imagino que péssima a situação, para estar pensando em como enganar o coitado, enquanto se lembrava de mim na cama com ele.
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  Após explicar ao irmão que a partir daquele dia no bairro Liberdade, ela e Cha Eun se tornaram mais amigos, trocaram mensagens, saíram outras vezes e descobriram estudarem e morarem próximos um do outro, %Lana% se levantou da mesa para retirar seu prato e foi aí que Woo reparou na camiseta dela.
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  — Ei, esta blusa é minha!
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  — É você esqueceu aqui, e veio bem a calhar viu? As roupas do %Pedro% são muito curtas. A sua blusa caiu como uma camisola sexy o suficiente para deixar o Rafael certo de que, tem outro homem na minha vida!
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  — É... — Eun encarou o corpo da amiga e disfarçando os pensamentos que vieram à sua mente, disse: — Ficou muito bem em você.
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  %Pedro% observou o olhar do rapaz sobre sua irmã e soltou um risinho de quem sabia muito bem onde daria aquela brincadeira. Eles observaram-na entrar à lavanderia de seu apartamento e voltar com uma calcinha sua em mãos, e por trás do balcão da cozinha ela a vestiu.
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  — Você estava sem calcinha até agora?
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  Perguntou %Pedro% incrédulo por ter se esquecido o quanto a irmã era nada convencional.
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  — Ah! Nessa correria de enganar o Rafael, eu esqueci!
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  Ela gargalhou e Eun continuava encarando-a com uma expressão indecifrável. %Pedro% notou em sua percepção masculina que, talvez e só, talvez, Eun Woo sentisse algo a mais além da amizade pela irmã.
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  — Você gosta dela? — Ele perguntou baixinho.
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  — Não como você está querendo insinuar com esta cara de sacana.
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  — Tudo bem, eu não vou ameaçar a sua integridade.
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  — Estou falando a verdade.
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  Woo afirmou indiferente, mas %Pedro% não se convenceu. Observaria bastante aos dois amigos enquanto estivesse ali. E ao pensar em sua estadia no apartamento da irmã, que %Pedro% atentou-se a um fato que até então havia passado batido por %Lana%: como enganaria o Rafael sobre “Victor” morar ali se ele chegasse lá de surpresa e nunca o encontrasse?
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  Levantou aquela questão e a irmã acreditava piamente que o ex não voltaria.
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  — Você não faria o que fez se não fosse para ele voltar, %Lana%. — Eun declarou terminando de tomar seu café da manhã.
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  — Não, Lee, nada a ver. Dei uma lição nele. Era só o que eu queria. Acabou.
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  — Eu posso apostar que não irmãzinha, afinal, é do Rafael que estamos falando. Além do mais… Que tipo de lição de término definitivo é essa onde você supostamente trai seu crush atual com uma recaída com o ex?
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  — Puta merda, será que me meti numa roubada?
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  — Você? Eu, né? — Eun Woo falou em falsa revolta, olhos esbugalhados e um dedo em riste para %Lana% — Porque quem vai ter que acampar na sua portaria agora, sou eu!
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  E aos protestos entediados de Cha Eun, %Lana% se deu conta: como faria para sustentar a mentira de que “Victor” morava com ela, se Rafael prosseguisse em seu pé? %Pedro%, rindo tranquilo os deu a solução óbvia:
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  — Acampar não, mas literalmente vir morar aqui, Eun.
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  Os amigos se entreolharam confusos e antes que Woo dissesse qualquer outra coisa, %Lana% o interrompeu:
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  — esperando o quê, Woo? Vai para casa fazer suas malas.
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Lelen

Eu amo fake dating. Sempre dá errado pra um dos lados ou pros dois HAHAHAHA
Rafael que vá catar coquinhos, supera, homem. E vem Eunwoo/Victor que já tá mais do que caído pela Lana HADNOIASNDPASNDO

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