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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Pretend

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

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Capítulo 10

But I still keep running faster. Yeah, someday I’ll find the answer.
(Mas eu ainda continuo correndo mais rápido. Sim, um dia encontrarei a resposta.)

  Havia levado %Lana% em seu sono pesado, para o quarto, de madrugada. E depois disso dormir foi uma missão quase impossível. Mas, na manhã seguinte, Eun acordou muito cedo. Bem mais cedo que o habitual. Observou a amiga que dormia nua e deixou mil e um pensamentos passarem por sua mente. Estava mais adiantado até que o próprio despertador. E sem saber como seria encará-la depois da noite que aconteceu entre eles, Eun Woo foi arrumar-se para o trabalho. Saiu antes que ela acordasse, mas deixou um bilhetinho na porta da geladeira que dizia:
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“Bom dia, linda. Precisei sair cedo para o trabalho, mas irei buscá-la no ensaio. Acho que precisaremos conversar.”

  %Pedro% mais uma vez estava parado, sorrateiramente, atrás da irmã que, enrolada em um lençol, lia o bilhete grudado no eletrodoméstico. Ela mal percebera que o irmão havia chegado.
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  — Típicas palavras de quem fez merda. — %Pedro% proferiu assustando %Lana%, que deu um pulo derramando a água do próprio copo, e escorregou no molhado ao se virar para encará-lo.
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  Por sorte, seu irmão, mesmo gargalhando, conseguiu segurá-la antes de cair.
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  — E a julgar por você nua enrolada no lençol… Espero do fundo do meu coração que não seja o Rafael o protagonista de sua cama esta noite.
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  %Lana% não assimilava o que o irmão dizia. Ela caminhou lenta ao sofá e observou o rastro da bagunça na noite passada. Rastro, aliás, que não passou despercebido por %Pedro% quando chegou em casa de manhã. %Lana% pegou a garrafa de uísque vazia na mesa de centro e encarou-a relembrando o ocorrido. %Pedro% estava um pouco surpreso pela reação muda da irmã. Ele serviu-se de café e ficou encostado ao balcão da cozinha observando-a.
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  — Ele quer conversar... — Ela sussurrou para si.
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  — O que você disse? — %Pedro% perguntou não obtendo resposta.
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  Então, ele caminhou até onde a irmã estava e sentando-se ao lado dela acariciou os cabelos dela. Ao virar o rosto para ele, uma expressão confusa no rosto dela o deixou preocupado.
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  — Vamos lá, me diga o que houve.
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  — Ele quer conversar, %Pedro%. Sobre ontem.
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  — O que houve ontem?
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  — Eun e eu... — sentiu-se ruborizar e fechou os olhos.
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  — Espera… Você está com vergonha por vocês terem transado?
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  — Eu não sei %Pedro%. Estou com medo de encarar o Eun. Eu… eu, estou confusa.
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  — Uow. — %Pedro% sorriu ao dizer dando-se conta do que acontecia ali.
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  A irmã deixou o corpo cair no sofá e %Pedro% tomou outro gole de seu café sorrindo.
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  — Desde quando você está apaixonada por ele?
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  — Não seja retardado. Eu não estou.
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  — Ah, é? Me conta para onde foram ontem.
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  — O que isso tem a ver?
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  — Vou te provar que vocês estão apaixonados.
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  — Ai, fala sério! — %Lana% revirou os olhos — Vou tomar um banho e depois te conto.
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  %Pedro% observava-a com um sorriso zombeteiro e percorrendo os olhos pela sala mal podia esperar pela história. O lugar estava uma bagunça. A TV ainda ligada no YouTube e ele observou o tipo de playlist usada na noite anterior. Ria divertido. Quando de repente parou ao passar algo por sua mente.
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  — %Lana%!
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  — O que é? — Ela gritou de seu quarto.
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  — Onde vocês transaram?
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  — No sofá! — Ela respondeu gritando do quarto enquanto ria da possível reação do irmão.
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  Como ela havia imaginado, %Pedro% fez uma cara enojada e se levantou imediatamente. A sala estava lhe parecendo agora um antro de sêmen. Imaginou que outros lugares eles não teriam usado e indo até seu quarto, pegou o lençol da própria cama e forrou na poltrona antes de sentar-se.
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  Quando %Lana% retornou e viu aquilo, ela revirou os olhos reclamando:
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  — Por que não começou a arrumar tudo?
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  — Eu, colocar minhas mãos nestes móveis? Vá você pegar o vaporizador, e o desinfetante para limpá-los.
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  — Nós não temos nenhuma doença contagiosa, ?
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  — É nojento. — Ele afirmou dando de ombros e ainda comendo seu pão.
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  %Lana% bateu na nuca do irmão e saiu até a cozinha para pegar alguns pães de queijo recém-assados por %Pedro%. Quando retornou, ela comia silenciosa sobre os olhares intimidadores do homem à sua frente.
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  — Não posso terminar?
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  — Você sabe falar enquanto come. — Ele respondeu.
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  — Ele me levou num clube erótico sem saber que era um clube erótico. — Ela riu ao se recordar.
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  — Eu sabia que ele não tinha ideia de onde estavam indo. Quando ele me contou, eu só ri.
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  — Chegando lá, o Eun ficou como um menino virgem totalmente abismado com o lugar. E eu tratei de aproveitar. Ganhei uma lap dance de cinco minutos após chegarmos, e quando saí da cabine o Eun Woo teve um surto. Ele gritou comigo! Gritou. Comigo. Acredita?
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  %Lana% sentiu a raiva da noite anterior retomar sua memória.
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  — Primeira prova: Eun Woo apaixonado por %Lana% morre de ciúme ao vê-la se esfregando em um garoto de programa.
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  — Cala a boca %Pedro%! Daí ele saiu me arrastando para ir embora, e eu fiquei muito puta com a atitude dele. A gente literalmente passou cinco minutos lá! E quando chegamos em casa, eu não havia dito nada o percurso inteiro e continuei calada e brava com ele. Mas aí o Eun quis pedir desculpa e conversar.
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  Ela abaixou o olhar não mais encarando o irmão e continuou:
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  — A gente meio que se entendeu, e ele quis dançar em casa, para cumprir a promessa. — Ela sorriu ao lembrar — Que horror, ele dançava totalmente desajeitado! Peguei minha garrafa do esconderijo e começamos a beber e dançar, e quando me dei conta eu estava dançando sensualizando para ele.
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  — Segunda prova: %Lana% apaixonada por Eun seduz ele na sala de casa.
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  — Eu não seduzi ninguém! Ele que tirou um rebolado cretino das mangas, e me surpreendeu totalmente. Uau!
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  Ela fechou os olhos recordando-se e %Pedro% sorriu travesso.
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  — Eu não pensava em mais nada a não ser...
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  — Abrir suas pernas! — %Pedro% gritou gargalhando e só se calou após sentir uma almofada em seu rosto: — Que nojo %Lana%!!
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  — Para de ser babaca! A gente não saiu gozando nos móveis, tá!
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  Eles brigavam um com o outro e %Pedro% olhou-a desafiador.
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  — , só no sofá… Mas te manca %Pedro%!
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  — Olha só! Falando sério agora... Vocês podem não ter percebido, ou fingem que não, mas a mentirinha de vocês não é mais mentira há um tempo. E vocês estão mesmo se gostando.
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  — Não sei. Estamos confusos, sim, e isso não é segredo entre nós, mas...
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  — Vocês negam as sensações novas que têm um pelo outro. E a pergunta maior é: Por quê?
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  — Sei lá %Pedro%. A gente não esperava que fosse acontecer isso sabe? E de todos meus amigos o Eun era um dos que eu menos imaginei um dia transar. Sempre rolaram piadas, mas é que... Ele sempre esteve por perto, quase sendo um irmão mesmo. Principalmente quando você não estava.
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  — Pois, eu acho, que só você o via como um irmão. A primeira coisa que notei e até o perguntei sobre, quando o conheci naquela manhã maluca sua, era que ele gostava de você de um modo diferente.
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  O silêncio entre eles demonstrava que %Lana% estava pensando sobre aquilo.
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  — Mas relaxa, vocês vão conversar alguma hora, e se aceita meu conselho maninha: não foge das explicações e da verdade não. Vocês estão fingindo serem algo para os outros, justamente porque a sua negação aos fatos te colocou em apuros. Não acho que será legal para amizade entre vocês, fingirem que nada aconteceu.
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  %Lana% apenas assentiu e levantou-se para organizar e limpar a sala.
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• P R E T E N D •

  Após o horário do almoço, por volta das 14 horas da tarde, ela tinha ensaio marcado com a companhia de teatro. %Lana% sentia-se muito bem e descansada. Não ter mais aulas na pós, davam a ela o descanso merecido antes de seu último semestre.
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  Como havia dito a ela, Eun Woo a buscaria no ensaio e a mulher evitava pensar sobre aquilo. Não sabia como reagiria ao vê-lo, e aquele era um sentimento extremamente novo! Após o namoro com Rafael, %Lana% havia se envolvido casualmente outras vezes, e por mais que tivesse sentido algum tipo de emoção diferente, nada era como aquilo. Vergonha do parceiro no dia seguinte, era algo absurdo para ela. Então por que logo com Cha Eun Woo, seu amigo de anos, tudo parecia tão amedrontador e novo?
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  Durante todo o tempo de ensaio, Rafael estava sentado a uma poltrona nos fundos do anfiteatro municipal. E ela não havia o visto ali.
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  O ensaio acabara, e ela estava sorrindo para alguns amigos enquanto remexia em sua bolsa à procura do celular para telefonar ao Woo.
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  — %Lana%? — ouviu a voz conhecida e virou-se desanimada.
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  — Até mais, %Lana%! — Os amigos despediram-se tornando sua atenção.
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  A mulher despediu-se deles e voltou a encarar a figura de Rafael à sua frente.
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  — Rafael? O que faz aqui?
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  Perguntou um pouco desanimada por toda aquela situação que viria, e mais do que desanimada, ela estava preocupada. Como ele teria encontrado ela ali? Não deu tempo de respondê-la. Eun Woo que havia chegado minutos antes do fim do ensaio, havia notado o homem que se aproximava do palco quando ele chegou, mas não o reconheceu. Ao perceber Rafael próximo à %Lana%, Eun que já se aproximava também, postou-se com virilidade e se aproximou.
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  — Boa pergunta. O que faz aqui? — Eun Woo repetiu a pergunta de %Lana% para Rafael, os surpreendendo.
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  %Lana% encarou o amigo e o ex-namorado, de maneira sem graça e corou ao receber um sorriso largo e olhar protetor do amigo. Cha Eun passou o braço pela cintura dela, abraçando-a de lado e %Lana% mantinha-se rígida. E Rafael percebeu a estranha reação da ex-namorada com os toques do seu atual namorado, interpretando o desconforto dela, ele sorriu vitorioso com aquilo.
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  — Vim a pedido de Catarine, %Lana%. Ela gostaria de retribuir o jantar que nos deram, e pediu que eu lhe procurasse.
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  — %Lana% e eu estamos bastante ocupados, ultimamente. Mas, nós iremos nos organizar e ela procura a amiga para combinar, não é amor? — Eun perguntou à %Lana% que ainda pensava, um pouco confusa ao que havia acabado de ouvir.
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  — Claro. — respondeu ela.
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  Rafael os observava minucioso, e após um breve silêncio continuou:
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  — Ela pensou em organizar um jantar amanhã, na casa dela. E parece que você comentou algo sobre seu irmão estar namorando, então, por favor convide-o também. Ela se animou com a ideia de um jantar triplo de casal.
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  %Lana% apenas assentiu.
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  — Ou seria duplo? — Rafael provocou.
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  — O que você quer dizer com isso? — %Lana% e Lee proferiram ao mesmo tempo, e irritados.
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  Eles se olharam acanhados, e Rafael deu um sorriso debochado e despediu-se.
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  — Eun... Me espere aqui, por favor.
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  %Lana% pediu educadamente e beijou o rosto do amigo, em seguida caminhou até alcançar Rafael quase na saída. Cha Eun ficou observando-a com uma expressão fechada e preocupada, com as mãos no bolso.
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  — Rafael!
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  Ao ouvir a voz dela, o ex-namorado virou-se para ela girando a própria chave no dedo, e sorriu arqueando uma sobrancelha.
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  — Catarine jamais pediria a você para me procurar por um recado. Então eu te pergunto: há quanto tempo está me perseguindo?
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  — Perseguindo? — Ele repetiu em tom de ultraje — Isso soa muito agressivo, não? Mas, seguindo, sim. Afinal, não foi para isso que vim de Florianópolis? Para encontrá-la e reconquistá-la?
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  — Você é doente, Rafael!
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  — Agora, eu quem te pergunto, %Lana%…
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  Ele andou poucos passos até ficar mais perto dela e encarou os olhos dela em tom de desafio:
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  — Até quando vai manter essa farsa de que namora aquele cara? — apontou levemente com a cabeça ao Eun que ainda a aguardava no palco.
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  — Eun e eu nos amamos, Rafael! E você pode pensar o que quiser, mas nós não vamos nos separar.
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  — Ah, jura? Realmente acha que acredito nisso? Não engoli esse namoro falso de vocês momento algum, está bem óbvio que vocês estão fingindo.
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  — Para de dizer bobagem! — %Lana% respondeu vacilante, e virou os olhos para dar uma maior verdade ao que dizia.
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  — Estão ocupados demais para aceitar o convite de amanhã? Claro... Vocês precisam ensaiar como irão se comportar, não é?
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  — Rafael! Entenda de uma vez por todas: eu não te amo mais!
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  — Os sentimentos podem se transformar! Não foi isso que você me disse ao terminar comigo? Não foi você quem disse que o amor que eu sentia por você se transformou em obsessão? Pois bem! O seu amor se transformou numa espécie de mágoa agora, mas eu sei que ele continua aí dentro.
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  O olhar de Rafael era tão obsessivo, quanto suas palavras convincentes.
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  — E assim como consegui transformar a obsessão naquele amor genuíno que tivemos, eu vou transformar sua mágoa também. Fui o seu primeiro e verdadeiro amor, %Lana%. E posso notar que fui o único também!
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  %Lana% engoliu a seco, segurando as lágrimas que queriam escorrer.
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  — Tudo o que eu sentia por você um dia, você conseguiu destruir Rafael. Pare com essas teorias absurdas de que ainda há algum amor dentro de mim, por você!
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  — Vou te reconquistar. Eu vou te mostrar que está errada. E vou até conseguir o seu perdão, seja lá pelo quê eu tenha lhe feito. Eu ainda não sei o que eu fiz de tão absurdo a você, para você me transformar nessa figura horrorosa, mas a verdade %Lana%...
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  Ele aproximou-se mais encarando-a íntimo:
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  — É que ainda existe sentimento, sim, atrás dessa mágoa toda. Do contrário, você não estaria desesperada para me convencer que você e o tal Eun são um casal. Você não estaria aqui na minha frente agora se preocupando com os motivos pelos quais vim até aqui. E principalmente, do contrário, eu não estaria aqui porque já teria visto o nosso fim.
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  Beijou o rosto dela lentamente, e a mulher fechou os olhos engolindo a saliva pesada de sua boca, sem conseguir reagir. Estava imóvel e sentindo-se derrotada. Rafael sorriu irônico e voltando a girar suas chaves no dedo, deu-lhe as costas. Quando a silhueta dele saiu pela porta do teatro, %Lana% esfregou nervosamente, os próprios cabelos. Sentiu uma mão em suas costas. Era Eun, com a bolsa dela pendurada nos ombros e uma expressão indefinida.
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  — Pegou tudo o que precisava? — Ele perguntou estendendo a bolsa dela para a própria.
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  — Sim, vamos. — Ela concluiu.
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  — Você bem? Ele beijou seu rosto, eu vi. — Eun Woo disse preocupado, e tentando esconder o quanto aquilo o incomodou.
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  — Não, eu não tô bem. — Disse unicamente.
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  No carro, os dois entraram ainda em silêncio, e Eun Woo iniciou a partida com o carro sem fazer perguntas. Embora a curiosidade estivesse o matando. Ele passou o dia no trabalho pensando no que diria a ela depois da última noite e que decisões tomaria. Havia chegado às suas conclusões e estava certo do que fazer, e pressioná-la não era opção. Aguardaria que ela falasse sobre a conversa com Rafael, assim como aguardaria que ela dissesse o que esperava da relação deles após terem dormido juntos.
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  E depois de alguns minutos, %Lana% suspirou fundo e bufou:
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  — Ele não acredita em nós! — falou alto e em tom de total desespero.
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  — É... Mas, talvez agora consigamos reagir melhor.
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  Ele encarou %Lana% sorrindo e pegou a mão dela e beijou-a. Queria tranquilizá-la, mas a verdade é que aquilo só a deixou ainda mais nervosa. Ao chegarem em casa, %Pedro% não havia chegado.
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  — Será que ele ainda está com a Gisele? — Eun perguntou.
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  — Não. Ele voltou esta manhã, só não deve ter chegado do trabalho ainda. — %Lana% respondeu se jogando no sofá, com os olhos fechados.
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  Eun Woo deixou suas coisas sobre a mesa e umedeceu os lábios encarando a mulher concentrada nos próprios pensamentos, e com olhos fechados. Desabotoou os primeiros botões da camisa e sentou-se ao lado dela, relaxado.
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  — Quero falar com você, sobre ontem. Eu sei que está com a cabeça cheia, mas...
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  Ele falou baixinho com o rosto virado para ela. %Lana% virou o rosto para o lado dele e abriu os olhos também.
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  — Está certo. Acho que temos que falar, alguma coisa. — riu sem jeito.
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  — Posso começar?
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  Ela sorriu encarando o homem à sua frente, e... Como pôde nunca o notar daquele jeito? Aqueles olhos pequenos sempre foram tão profundos e hipnotizantes como agora pareciam? E os lábios de sorrisos presunçosos, sempre foram tão convidativos? Onde %Lana% estava com o olhar, que nunca havia percebido o quão lindo e atraente, seu amigo era?
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  — Ontem foi… A melhor noite que eu já tive, sem exageros. Foi surreal. E eu nem posso dizer que nunca havia imaginado aquilo, porque já havia e de uns tempos para cá, te imaginar sobre mim era uma ilusão recorrente. Mas, eu confesso que nunca acreditei que seria possível, algum dia, que você me olhasse de outra forma. Eu não estou dizendo que era o amigo apaixonado desde o início, mas é possível que no meio do caminho eu... — Cha Eun Woo começou a rir — Enfim, acho que estava meio claro a nós dois que as coisas foram se confundindo entre nós, nestes últimos tempos não é?
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  %Lana% sorriu abaixando a cabeça, e voltando a olhá-lo concordou silenciosa.
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  — Eu sei que você diz que não sente nada pelo babaca, idiota e insuportável do Rafael, mas eu também sei que não é verdade. O que você sente você não sabe definir. Somos amigos, e antes de mais nada quero que isso continue. Quero cuidar de você sem pudores, mas também quero que você se lembre que sou seu confidente quando você precisar. E por tudo o que encaramos nessa brincadeira de fingimentos, algumas conversas tidas demonstraram que você tem emoções conflitantes em relação a ele. Então não vou te pressionar ou causar qualquer tipo de situação. Acho que devemos continuar esse plano de se livrar dele, mesmo com tudo o que aconteceu. Só que também não vai ser legal fingir que não aconteceu nada entre a gente.
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  — É, e nem vai ser possível. — %Lana% respondeu virando todo corpo para o lado dele — Eu te entendo e concordo com você. Obrigada Woo…
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  — Não tem que agradecer nada. Eu só estou colocando a razão acima das emoções. Temos que terminar o que começamos, afinal. Mas tenho um pedido a fazer, e eu sei que disse que não vou te pressionar, mas já pressionando...
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  Ele começou a rir tímido, e %Lana% riu junto confusa. Passou os dedos sobre a bochecha dele e perguntou animada:
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  — O que é?
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  — Quero pedir para você resolver as coisas entre você e ele, o mais rápido possível, %Lana%. Porque você precisa encarar esses conflitos, acabar com eles para se abrir novamente a um novo homem. E eu vou ficar esperando onde tudo isso vai dar, para... — Ele suspirou fundo — Tem muita coisa acontecendo. Entre elas, o meu trabalho e... Só resolve logo esse carma aí para a gente...
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  — Ficar juntos? — Ela perguntou olhando-o com certo desejo.
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  Eun Woo correspondeu o olhar sentindo a pele de seu corpo arrepiar. Abriu levemente os lábios deixando perceptível o movimento que sua língua fazia em passar por trás de seus dentes. Ele balançou a cabeça negativamente sorrindo ladino, arqueando a sobrancelha e engolindo a saliva espessa. %Lana% lhe dava água na boca, e conviver tão perto era cada vez mais complicado.
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  Antes que respondesse, a mulher já havia puxado o rosto dele em direção ao seu, e beijava-o docemente, mas, ao mesmo tempo, intensa. Ele segurou rapidamente a cintura dela, e ela sentou-se ao colo dele. Só pararam de se beijar após perderem o fôlego.
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  — Isso está ficando insustentável e nem tem muito tempo que a gente... — Ela falou risonha.
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  — Tem sido insustentável há algum tempo para mim, mas até que suportei bastante.
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  — Vou tomar banho. Quer ir comigo? — %Lana% convidou sorrindo travessa.
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  — Tem certeza?
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  — Se o plano continua, e agora temos alguns benefícios, acho que devemos fazer se tornar o mais real possível.
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  Ela sorriu marota e Eun repetiu o gesto concluindo o pensamento dela:
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  — Para sermos bastante convincentes ao Rafael...
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  Levantou-se com %Lana% em seus braços e continuaram se beijando. Chegaram ao banheiro do quarto dela, e após colocá-la ao chão, a mulher começou a despir o amigo. Eun Woo estava fascinado. E depois que as mãos dela desabotoaram por completo sua camisa, tirando-a do corpo dele, foi ele quem puxou a camisa de alcinhas que garota usava. Revelando o sutiã que rapidamente não estava mais ao corpo dela. Ele lentamente desabotoava a calça dela, enquanto ela desabotoava a dele. Os dois concentraram-se em retirar as próprias peças restantes, e Cha Eun puxou a cintura de %Lana% colando seus corpos em um beijo. Caminharam desajeitados até o chuveiro e confundiam-se entre beijos, carinhos e sabonetes.
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  Depois de um tempo, a porta do quarto dela se abriu, e a voz de %Pedro% ecoou berrando:
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  — %Lana%? Eun Woo?
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  Os dois pararam de se acariciar e sorriram de olhos arregalados. %Lana% fechou o chuveiro, pois já haviam acabado o banho há algum tempo e apenas gastavam água do chuveiro enquanto trocavam pegações, e puxou a própria toalha que havia deixado no banheiro.
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  — Já vou! — Ela gritou para o irmão do banheiro.
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  Beijou a boca de Eun e ia saindo, quando ele a chamou baixinho:
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  — Minha toalha!
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  — Eu já trago.
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  Ela respondeu sorrindo, e Cha Eun secava os cabelos como podia: chacoalhando com as mãos.
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  %Lana% saiu do banheiro e encontrou o irmão esperando-a no batente da porta.
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  — E aí? — Ela falou sem olhar para ele, já se direcionando ao guarda-roupa.
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  — Pizza de quê? — %Pedro% perguntou analisando a figura criminosa da irmã. Queria rir, mas se conteve.
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  — Ah! — Ela pensou um pouco sobre qual era a favorita do Cha Eun: — Anchova!
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  — Sério? — %Pedro% perguntou desconfiado: — Você e o Lee já conversaram?
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  — Ah… Arrãm! Eu já te conto!
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  Saiu empurrando o irmão desesperada para que ele não soltasse nada da conversa que eles tiveram de manhã, quando ela acordou. %Pedro% fechou a porta do quarto deixando-a “sozinha”. Ele sabia que ela estava escondendo que provavelmente, Eun Woo estivesse no banheiro com ela. O que ela achava que estava fazendo? Enganando %Pedro%? Ele riu pensando: “Voltou a adolescência, %Lana%?”.
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  %Lana% pegou uma toalha limpa no guarda-roupa, abriu a porta do banheiro a jogando para Eun. Ele enxugou-se rápido e enrolou-a na cintura, saindo do banheiro com um sorriso bobo:
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  — Você odeia pizza de anchova. — Ele falou.
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  — Ah, é, mas estou em dúvida e já pedi logo a sua.
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  Ela vestia-se sem encarar o amigo, que mantinha um sorriso bobo. Eun Woo surpreendeu a garota abraçando-a pelas costas e beijando seu pescoço.
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  — Eun... — Ela sussurrou advertindo-o.
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  — Está bem! Vou parar. Temos a noite toda. — Ele soltou-a após assoprar aquelas palavras em seu ouvido.
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  %Lana% saiu do quarto, seguida por Eun Woo e %Pedro%, ao vê-los, sorriu por ter suas suspeitas confirmadas. E decidiu fazer piada.
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  — Nossa Cha Eun Woo, nem o vi chegar! Entrou pela janela?
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  O coreano riu e %Lana% deu um tapa na cabeça do irmão jogando-se ao lado dele no sofá.
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  — Cheguei antes de você, e estava no banho.
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  — É, eu imaginei... — %Pedro% respondeu sugestivo, fazendo Woo corar.
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  — lendo o quê? — %Lana% perguntou ao irmão fuxicando os papéis dele.
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  — Processos!
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  %Pedro% fechou os olhos exausto e Eun Woo riu encarando %Lana%.
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  — Como estão as coisas com a Gisele, %Pedro%? — perguntou ele.
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  — Ah. Vão bem. A gente meio que está, juntos oficialmente. E como vão as coisas com a minha irmã, Eun?
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  Cha Eun olhou-o sobre os óculos de grau que havia acabado de colocar e a boca entreaberta. %Pedro% encarava-o ameno, sem nenhum tipo de expressão negativa. %Lana% encarava a situação debochada. O celular dela tocou, e despertou Eun a dar uma resposta ao %Pedro%. Mas, ela só foi atender a chamada depois que olhou para Eun, e ela deu de ombros como se aprovasse que ele dissesse qualquer coisa.
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  — Vão bem também. A gente meio que está descobrindo juntos.
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  %Pedro% sorriu largamente, e estava mais do que satisfeito com o que ouvira. Significava que a conversa entre eles havia dado certo.
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  — É a Cata, Eun.
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  %Lana% tirou o telefone da orelha sussurrando para ele. O rapaz mexeu nos próprios cabelos da nuca, virando a face na direção de %Lana%, e apesar de delicado, seu gesto soou-lhe tão sexy que ela já imaginava a versão intelectual de Eun Woo tomando o corpo dela.
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  — Você quer ir? — Ele disse simplesmente.
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  — Não sei, o que você acha? — sussurrou ela.
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  — O que temos a perder?
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  Ela pensou um pouco e retornou o telefone à orelha:
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  — Que horas mesmo, Cata? Ah sim... Tudo bem, obrigada. Quer que eu leve algum prato? Ok, mas bebida pode, né? Tá certo... Tranquilo, relaxa, eu vou falar com o %Pedro% sim... — %Lana% encarou o irmão que estava confuso — Beijo, até amanhã.
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  — Expliquem, por favor. — %Pedro% disse.
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  A campainha tocou e %Lana% foi liberar o interfone para o entregador e receber a pizza, pediu que Eun Woo contasse e ele retirou os óculos, e deixou seu notebook de lado, iniciou a narrativa sobre a tarde com Rafael e o jantar.
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• P R E T E N D •

  Os três estavam jogados no sofá assistindo a um filme qualquer, e o relógio já marcava quase meia-noite. %Pedro% dormia de boca aberta, %Lana% e Eun Woo estavam abraçados, e quando %Lana% percebeu o irmão, ela o fotografou pelo celular. Cha Eun riu baixo e %Lana% deu um chute na lateral da perna do irmão.
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  — %Lana%! Não faz isso, sacanagem. — Eun repreendeu-a risonho.
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  Ela deu de ombros e chutou levemente o irmão de novo. Revirou os olhos, o vendo resistir em acordar.
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  — %Pedro%, vai para cama! — Ela falou alto, o assustando.
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  — Nossa! Você é a pior irmã do mundo.
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  — Eu te amo e quero seu bem, amanhã você vai ficar cheio e dores.
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  — Aham.. — murmurou sonolento se levantando — Vou fingir que vocês não querem o sofá só para vocês ficarem de saliência aí a sós.
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  %Lana% corou, porque %Pedro% havia acabado de entregar que, ela havia contado sobre o ocorrido com Eun para ele. O coreano arqueou a sobrancelha e riu malicioso a encarando. %Pedro% entrou no quarto após acenar maldoso na direção deles.
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  %Lana% estava extremamente sem graça, mas ao perceber a cara de zombaria do amigo, ela não segurou o riso. Cha Eun Woo a abraçou mais forte e aninhando-se mais ao corpo dele, os dois voltaram a assistir ao filme.
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