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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Pretend

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

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Capítulo 12

Lights turned low. Lights turned low ‘cause, I don't wanna see this go. So can I just pretend, pretend, pretend instead?
(Luzes se desligaram. Luzes se desligaram, pois eu não quero me desfazer disso. Então, eu posso fingir, fingir, fingir em vez disso?)

  Havia duas semanas que a denúncia contra Rafael havia sido feita, e até então estava tudo muito tranquilo. Tranquilo até demais. E %Lana% se preocupava com aquilo como se esperasse o pior, considerando a demora, para que Rafael demonstrasse alguma reação.
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  Era seu último dia de ensaios com o elenco do teatro, e agora %Lana% precisaria concluir uma disciplina e duas avaliações da faculdade, para enfim ser aprovada no curso e se formar. A expectativa do final de curso também reverberava preocupações em sua mente. Estava exatamente, pensando o que faria a seguir, quando todo o elenco aplaudia a última cena da peça em despedida e orgulho. Ela abraçou os amigos e foram todos para a confraternização em um barzinho que tinham hábito de frequentar. %Lana% estava pegando seu milk-shake, quando o diretor se aproximou dela:
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  — Milk-shake em um bar, %Lana%?
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  — Diretor... Ah... — Ela encarou sua taça com canudo colorido e riu sem palavras ao encará-lo de volta.
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  — Você é peculiar, garota.
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  — Considerarei um elogio!
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  — E é. — Ele assentiu sorrindo para ela, admirava a aluna porque era uma atriz muito dedicada e talentosa — %Lana%... Já sabe o que vai fazer agora com o final da peça?
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  — Bem... Eu tenho que finalizar a disciplina de Módulo V de expressão teatral, e passar pelo crivo das duas avaliações finais: a cênica e a científica. Se eu for aprovada em tudo, aí... Eu pensei em ir para o México por um tempo, fazer umas especializações.
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  — No México? Por quê?
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  — Nós não damos o menor crédito para os dramalhões mexicanos, mas, tenho lido sobre recentes técnicas teatrais por lá... — explicou e viu o professor e diretor encarando-a curioso — Eu sei que você já está me imaginando interpretando daquele jeito exagerado, mas...
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  — Eu não estou imaginando nada. — Ele a interrompeu divertido e educado com uma pequena risada — Na verdade... Eu já sabia do seu interesse pelo México. E é por isso que comentei com um diretor amigo meu, que trabalha por lá, sobre você.
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  — Como? — %Lana% parou de beber seu milk-shake concentrando seu olhar surpreso no diretor.
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  — Não é nada certo. — advertiu ele — Eu apenas indiquei você para um trabalho futuro. Se, dará certo, vai depender dele e de você.
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  — Eu não tenho como te agradecer, diretor! — Ela sorriu animada pegando na mão do homem de forma quase infantil — Tomara que dê tudo certo!
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  — Sim, tomara! Muita merda pra você, então! — Ele desejou para ela que riu e saiu de volta à mesa dos atores.
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  %Lana% ficou parada ali pensativa por um tempo. Terminou seu shake e deixou a taça no balcão. Retirou o telefone do bolso e discava para Eun Woo, a caminho da mesa dos colegas. Antes que pudesse ouvir o terceiro toque de chamada pelo celular, seu braço foi quase puxado por alguém a assustando.
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  — Senhorita?
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  — Que susto! — Ela falou zangada com o garçom.
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  — Me desculpe. É que tem um rapaz dizendo que a aguarda lá fora.
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  — Ele não disse o nome?
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  — Cha Eun Woo. Ou algo parecido, eu não sei pronunciar.
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  %Lana% respirou aliviada e assentiu agradecendo ao garçom. Foi à mesa dos colegas dizendo que encontraria o namorado lá fora e já retornava. Quando chegou à calçada do bar, sentiu dois braços lhe abraçando delicadamente e sorriu, mas ao virar seu corpo de frente, dentro daquele abraço se sentiu sufocada.
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  — Rafael!
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  — Fica caladinha, e me acompanha! — Ele disse incisivo abraçado à ela como se fosse seu namorado.
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  %Lana% sentiu tanto medo que mal ponderou se ele poderia realmente, fazer algo contra ela ali caso gritasse e apenas o obedeceu. Eles caminharam até uma rua menos movimentada, próxima ao local e sem saída.
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  Rafael a encurralou no fim da rua, que mais lhe parecia um beco. E andava nervoso de um lado ao outro, enquanto encarava com ódio mortal a mulher assustada.
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  — Eu posso saber porque, infernos, você me denunciou?! O que eu te fiz de mal, hein, %Lana%? Eu por acaso te forcei a alguma coisa? Tem uma porra de um mandato de proteção contra mim, na delegacia! Tem ideia que você FODEU com a minha vida?
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  %Lana% mantinha-se calada.
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  — RESPONDE PORRA! — Ele gritou a assustando mais ainda.
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  — Você é louco! Um psicopata. Eu tinha que me proteger.
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  — Psicopata? Em que momento eu me tornei um psicopata? Na hora que deixei claro que voltei porque te amo, ou na hora que você, como uma vagabunda me levou para a cama e me dispensou no dia seguinte? Foi algum tipo de vingança?
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  — Foi! — Ela gritou perdendo a paciência: — Você destruiu parte da minha vida! Você foi e é, a pior memória que eu tenho! E eu fui uma idiota que achou que poderia se livrar de você numa manhã de desprezo! Eu fui tão burra! Você é um psicopata e eu permiti que você se aproximasse ao invés de fugir bem na hora que te vi naquela boate! Eu te odeio Rafael!
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  — CALA A BOCA! — Ele gritou se aproximando e segurando o rosto dela de forma firme.
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  — Me solta! — %Lana% lutava contra ele a fim de se soltar.
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  — Você NÃO me odeia. Você me ama! E é por isso que me deixou te comer naquela noite! Por isso inventou esse relacionamento RIDÍCULO e infantil, com aquele merdinha!
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  — NÃO FALA ASSIM DELE! Você não sabe o que é amar alguém!
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  — %Lana%... — Rafael, ao mesmo tempo em que a olhava com ódio tentando se livrar dele, sentia-se atraído pela mulher indefesa em seus braços — Eu te fiz tão feliz... Você não se lembra?
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  %Lana% começou a chorar cada vez com mais medo, e Rafael beijava o rosto dela de modo doentio. Ela o empurrava, pedia para soltá-la, mas Rafael era muito mais forte e a prensava no muro enquanto sua mão passeava pelos braços e cintura da mulher. O passado veio todo à tona. E aquelas memórias ruins foram o gatilho para que ela conseguisse agir: %Lana% deu um chute na região íntima de Rafael, que se soltou dela gritando e se contorcendo de dor.
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  A mulher correu daquela rua, e logo Rafael estava atrás dela a perseguindo. As ruas foram ficando movimentadas e ela, fazendo o caminho inverso ao que tinha sido arrastada, enxergou o bar onde antes estava. Quando atravessou a esquina em direção a ele, segundos depois ouviu o estrondo e a buzina. Olhou para trás, já bem próxima do local, onde carros estacionavam-se e pessoas iam e vinham alegres em direção ao bar. Todos observaram o acidente recém-acontecido e a aglomeração foi se formando devagar. %Lana% retornou o caminho ao perceber um corpo no chão e o motorista puxando o telefone do bolso.
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  — Rafael! — Ela gritou o chamando, mas o homem estava desmaiado.
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  — Moça, você o conhece? — O motorista perguntou, e ela assentia silenciosa e assustada — Estou chamando a ambulância.
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  Depois que a ambulância chegou e %Lana% estava acompanhando o corpo desmaiado de Rafael até o hospital, ela conseguiu suspirar tentando voltar à calma, e um lampejo de consciência a tomou. Pegou o próprio celular e viu as duas chamadas não atendidas de Woo, e o retornou.
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  — %Lana%, está tudo bem? Aguardei você me telefonar para te buscar, e não pude te atender antes. O que houve? Porque não atendeu minhas chamadas?
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  — Eun... Não estou mais no bar. — explicou cansada.
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  — Mas, eu já estou chegando aí para buscar você... Só que, tem um pequeno trânsito interrompido aqui nos arredores.
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  — Eun Woo... Eu estou numa ambulância a caminho do hospital central, com o Rafael. Ele foi atropelado enquanto me perseguia.
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  A voz de Eun desapareceu. Ele não só estava confuso, como bastante preocupado. Ouviu a mulher suspirar do outro lado da chamada dando-lhe as últimas coordenadas do que fazer. Rapidamente ele deu a ré, e desviou do tumulto de carros a fim de ir ao encontro de %Lana%.
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  Ao chegar no hospital ele correu pelos corredores até a emergência, onde %Lana% estava sentada numa cadeira com braços cruzados. Ao vê-la, ele se aproximou rápido e puxou sua mão abraçando-a, e ela se assustou com aquilo, mas correspondeu ao carinho. Cha Eun segurou, em um ímpeto protetor, o rosto da amiga entre suas mãos e a beijou.
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  — Como você está? — Ele analisava todo o corpo da mulher de modo preocupado.
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  — Eu tô legal. Ele... Ele que está sendo operado agora... — falou e suspirou pesadamente.
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  — Mas, o que houve?
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  — Rafael tentou me sequestrar, Eun. Na verdade, não sei o que ele pretendia dessa vez! Me arrastou para uma emboscada fora do bar e estava furioso com o fato de eu ter denunciado ele… Tentou me agarrar, mas eu consegui fugir. E aí quando eu corria, ele não viu o carro e bem...
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  — Temos que denunciá-lo mais uma vez! Avisar à polícia sobre isso! — Cha Eun estava transtornado.
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  — Calma Eun! Eu não sei se vou fazer isso!
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  — Como é? Ficou pirada?
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  Eun Woo estava contrariado e surpreso. Não conseguia acreditar que %Lana% teria compaixão naquele momento.
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  — Eun, o cara está sendo operado agora!
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  — Mas você precisa dar queixa disso %Lana%, não significa que a polícia vai agir com ele na cama de um hospital!
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  — Mas vai fazer isso quando ele estiver no quarto! Poxa... Eun... Eu preciso de um tempo pra pensar no que fazer, ok?
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  %Lana% olhava para o amigo com os olhos esbugalhados e ele a observava meticuloso com as mãos na cintura, e semblante fechado.
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  — Espero que entenda que o que ele fez, foi crime! Poderia ter sido mais uma caso de estupro ou feminicídio! Deus sabe o que teria acontecido!
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  — Eu sei disso!
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  O silêncio de Eun Woo e o olhar de %Lana% ao chão demonstraram a ele, que ela ainda se importava com Rafael. E aquilo estava o tirando do sério.
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  — Chamou alguém para acompanhar a internação dele?
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  — Liguei para a mãe dele. Mas eles só chegarão daqui dois dias, não conseguiram um vôo de última hora.
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  — Catarine. Liga para ela.
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  — Eu não vou meter Catarine nisso, Eun! Ela não é nada dele.
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  — E nem você! — A voz ríspida de Cha Eun Woo denunciou seu ciúme de modo a deixar %Lana% furiosa.
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  — Eu sou a ex-namorada dele! Você não pode mudar isso, agora.
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  — E pelo visto nem você quer isso, não é? Vou ligar para o %Pedro% e pedir pra ele vir… — Bufou frustrado — Seu irmão vai saber lidar melhor com você agora do que eu, você precisa de alguma coisa?
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  — Você não vai ficar aqui comigo?
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  — Não, não agora %Lana%. Eu também preciso de um tempo para pensar no que fazer.
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  Ele abraçou-a de modo cansado, e ela deixou uma lágrima de raiva escorrer em seus olhos. Abraçou Eun Woo de volta e voltou a sentar-se na cadeira que estava. Observando o amigo se afastar apertou sua cabeça entre suas mãos em um claro sinal de desespero. %Lana% não fazia ideia de como agir.
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  Quando %Pedro% soube do ocorrido, além de ficar furioso pela atitude compassiva da irmã de não denunciar Rafael imediatamente, também soube que para ela, não era tão fácil admitir que o ex-namorado novamente foi capaz de feri-la daquela forma. %Pedro% se manteve ao lado da irmã nos dias em que a família de Rafael ainda não chegara.
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  Alguns dias depois o rapaz já tinha ido para o quarto e sua mãe e pai haviam chegado, conversaram com %Lana% sobre toda a situação desde a chegada de Rafael. Sua ex-sogra implorava para que ela não denunciasse o filho, e prometia que junto ao pai dele iriam impedir que Rafael a importunasse de novo. O pai de Rafael disse que iria forçar o filho a aceitar um tratamento.
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  %Lana% queria conversar com Rafael antes de ir embora, explicar a ele como era importante que ele se tratasse, mas foi %Pedro% que demonstrou a ela que insistir em ajudá-lo, só faria Rafael acreditar que ela ainda se importava com ele, e dar mais força para a perseguir.
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  Então, %Lana% despediu-se dos ex-sogros e foi com o irmão de volta para sua casa sem a menor pretensão de encontrar qualquer um deles em sua vida, novamente.
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  No caminho de volta, %Lana% perguntou sobre Eun Woo ao seu irmão, já que o rapaz não havia dado sinais de vida em casa, desde o dia em que saiu do hospital. Estavam quase chegando quando ela rompeu o silêncio para falar desse assunto com o irmão:
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  — Por que o Eun não voltou ao hospital? Ele esteve em casa ao menos?
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  — %Lana%... Tem muitas coisas acontecendo com o Woo, e... Bem, você vai ver quando chegar em casa… Sem falar que ele está bem chateado por você assumir ficar lá no hospital com o Rafael.
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  — Ah não %Pedro%! Você vai dizer agora o que está acontecendo!
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  — %Lana%… — %Pedro% suspirou pesadamente — O Eun foi embora.
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  — O quê? — A mulher, pasme com a notícia, virou o corpo atenta ao irmão.
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  — Ele juntou as coisas dele e levou de volta para o apartamento dele.
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  — Por que ele fez isso assim? Nós só tivemos um desentendimento! O Eun Woo não podia me abandonar assim!
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  — %Lana%, calma. É como eu disse, você não é a única com problemas agora.
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  A mulher estava irritada e não podia conter as lágrimas que insitiam em cair. %Pedro% pegou a mão da irmã entre uma marcha e outra que passava no carro, e beijou a confortando. Assim que subiram ao apartamento, %Lana% observou a casa minunciosamente. Na sala não havia sinal de nenhum dos porta-retratos de fotos das famílias de Cha Eun. Não havia os livros dele na estante. Não havia os CDS e DVDS, e nem seus figure actions geeks. E as paredes nunca foram tão brancas sem os quadros cinéfilos de Eun Woo.
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  %Lana% correu até seu quarto e abriu sua cômoda. As roupas dele não estavam mais ali. Em sua suíte, a escova de dentes que ficava junto à sua, também havia sumido. %Lana% sentou à beira da cama e observou seu quarto incrédula. Parecia que havia despertado de um coma. Caminhou fraca até a sala, e segurou um choro abafado na garganta até %Pedro% desligar o celular e olhá-la. Ele abriu os braços para a irmã que iniciou um choro exagerado.
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  — Ele está subindo. Calma. — %Pedro% falou confortando-a.
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  — Eu o amo %Pedro%! — %Lana% falou de olhos fechados, desesperada e apertando o irmão no abraço — Eu estou completa e perdidamente apaixonada pelo Woo!
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  Quando terminou de falar aquilo, Eun Woo estava fechando a porta do apartamento e ouviu a frase desesperada sair da boca da amiga. Não pode evitar um largo sorriso.
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  Ele surgiu na visão dela, que se separou do irmão, eufórica, e limpou suas lágrimas de modo desesperado. Correu até Cha Eun que a acolheu em um abraço urgente. Quando se separou da mulher, as mãos dela puxaram o rosto dele para o encontro de um beijo abrasador. Os dois se encararam sorrindo e %Lana% tinha muitas dúvidas em seus olhos.
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  — Vou deixá-los conversando. — %Pedro% saiu sorrindo contemplador e foi para seu quarto.
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  Eun Woo levou %Lana% pela mão até o sofá e quando sentaram-se, a mulher o abraçou novamente como se quisesse impedí-lo de ir.
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  — Desculpe por esse susto... — Ele pediu, culpado.
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  — Que merda é essa Woo? Por que levou suas coisas assim sem me falar? Aliás, por que sumiu esses dias?
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  — %Lana%... Minha mãe está no Brasil. Precisei levar as coisas de volta para meu apartamento para não dar entender a ela que eu estava morando aqui. Você sabe, eu te contei que ela é conservadora.
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  — Ah... Tá, tudo bem então...
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  — E ela quer conhecer a minha namorada de mentira, que ela acha que é de verdade. Falei que você estava viajando esses dias, mas que retornaria hoje, e bem... Você topa ir lá, na minha casa amanhã?
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  — Claro! É lógico que eu quero conhecer a sua mãe, Woo... — respondeu beijando-o de novo.
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  — É, mas... Temos que resolver umas coisas... Sobre nós.
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  — Eu já resolvi. Eu te amo, Eun Woo. Eu te amo de verdade, e não teremos mais que nos preocupar com o Rafael! Acabou! A família dele veio, eu contei tudo e eles disseram que vão cuidar do distúrbio dele... Eu nem mesmo me despedi para que Rafael não compreendesse como um interesse de resolver as coisas de outra forma.
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  — Que bom. Eu fico muito feliz por você ter resolvido. Mas, você vai denunciá-lo?
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  — Eu prometi à mãe dele que dessa vez não faria isso de novo, ele já está respondendo a uma queixa minha, mas se ele tentar de novo eu não poderei evitar.
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  — Entendi... — Eun Woo olhava para as próprias mãos, confuso.
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  — Woo, eu falei que te amo! — %Lana% o encarava com certo medo, havia sentido algo diferente nele — Você não vai dizer nada?
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  — Eu amo você também %Lana%. Na verdade, você sempre mexeu comigo. E essa nossa farsa só fez os sentimentos se tornarem mais claros e sérios...
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  Eles sorriram um para o outro e ela acariciou o rosto dele, mas não deixou de notar o olhar preocupado de Cha Eun.
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  — Tem um “mas” nessa situação, não tem? — Os olhos tristes dela faziam Eun querer jogar tudo para o alto.
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  — Temos muitos “mas”. Primeiro, eu preciso dizer que... Temos que esclarecer a verdade para minha mãe.
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  — Por que? Se nos gostamos, devíamos agora mais do que nunca, estar juntos, não?
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  — Acontece que eu não posso colocá-la numa situação como a que você vai ter que passar.
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  %Lana% encarou Eun Woo de modo curioso e ele bufou pesaroso, no seu jeito tranquilo de ser.
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  — Minha família sempre teve um csasmento arranjado para mim. É algo natural no meu país. E minha mãe ao saber de nós dois veio resolver essa situação. Ela não é a favor de nós dois, %Lana%. Insiste para que eu assuma o noivado entre as famílias, mas... Ao mesmo tempo que eu não quero me separar de você, não quero que você tenha que passar por dificuddades por minha causa.
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  — Ei! Essa é uma escolha minha! Por favor, Eun, não me impeça de poder escolher!
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  — Só que não é só isso %Lana%. Eu tenho aquela proposta de trabalho com o grupo coreano, lembra?
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  — Sim, sim! — Ela falou animada: — Você aceitou, não é?
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  — Eu tenho que dar uma resposta definitiva hoje, mas... Praticamente aceitei. E isso implica em voltar para o meu país. E voltar significa tornar as coisas mais difíceis entre você e eu, assim como é difícil sair daquele compromisso com a família da noiva. Já que eu não teria uma justificativa como outra pessoa.
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  — Para! — %Lana% comentou se levantando chorosa e irritada — Nós não passamos por tudo aquilo, para agora você dizer que vai embora e não poderemos ficar juntos! Eu também tenho uma proposa de trabalho em outro país Eun, mas eu quero muito fazer isso — Ela apontou para ele e para si — dar certo!
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  — Você entende que minha família não vai aceitar você facilmente, e que nós estaremos a países de distância um do outro?
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  — Foda-se o mundo, eu não me chamo Raimundo! Eu quero você Cha Eun Woo, e nada vai me impedir de tê-lo!
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  %Lana% abraçou o homem à sua frente e beijou a boca dele como se fosse a última vez.
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  — %Lana%… Espera… — Eun Woo tentou segurar a cintura da mulher para que ela se contivesse para o ouvir.
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  — Vamos pro meu quarto. — Ela falou incisiva olhando para ele.
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  — %Lana%, eu acho que precisamos conversar primeiro e…
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  — Eun! — A amiga o encarou decidida enquanto o arrastava pelo corredor — Eu te amo, ok?
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  Cha Eun Woo ficou paralisado por uns poucos minutos.
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  — Eu te amo e se por acaso você vai colocar a sua família, cultura ou tradição, ou ainda esta nova oportunidade de emprego como um ponto para terminar comigo, logo agora que podemos ficar juntos, então me deixe pelo menos transar com você uma última vez, porque eu não vou conseguir dizer adeus mesmo! — %Lana% já estava chorando.
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  Naquele momento, %Pedro% saiu do quarto dele motivado pela voz chorosa da irmã.
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  — Gente… O que tá pegando? — perguntou olhando para Eun e %Lana%, que se encaravam diretamente.
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  — Ele quer me deixar,
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  — Não! — Eun falou desesperado e bufou, mordeu os lábios e pediu ao %Pedro%: — Pode sair e nos deixar a sós?
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  — Ok, vou pra casa da Gi… Fiquem com a casa toda para tentar se resolverem. E, espero que seja qual for a dificuldade agora, Eun, que você não perca a mesma coragem com a qual entrou nisso.
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  %Pedro% abraçou a irmã e saiu com a chaves do próprio carro e celular na mão.
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  %Lana% entrou no quarto dela primeiro, um tanto chateada.
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  — Não quero deixar você. Sabe que eu me apaixonei há muito tempo, mas não sei se deveríamos assumir algo agora. Eu vou ter que ir embora, tenho que resolver as coisas primeiro.
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  — Você parece cheio de medo de uma aventura, mas não estava assim quando era tudo fingimento nosso, Eun! — Ela acusou sem entender o que havia mudado nele — Perdeu a graça, só porque agora eu me resolvi e quero ficar com você?
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  — Não! Não, claro que não! — Ele se aproximou puxando ela pela cintura e dizendo sincero: — Enquanto te ajudava com os seus problemas, não contei dos meus para você. E eu só não quero te enfiar em mais uma avalanche de coisas… Você já passou por muito esses meses, mas… — Eun Woo via os olhos brilhantes de lágrimas dela e decretou: — Se estiver disposta a ficar comigo à distância, apesar das diferenças culturais e todo o imprevísivel que vier… É claro que eu vou querer ser o seu namorado de verdade.
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  — A distância é o maior desafio. — Ela falou tocando o rosto dele com cuidado e carinho — Mas, a gente vai aprender a lidar. Sua mãe, essa noiva maluca aí que você vai ter chutar… Isso é pequeno! Você me ajudou a confiar mais no que eu quero, me ajudou a me livrar do meu passado ruim, então, eu posso conquistar sua mãe, sua família e … Mandar essa noiva pra outro lugar! Afinal, você e ela não… Não se amavam, não é?
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  — Não! Eu e ela sempre fomos amigos! Não tem um compromisso entre nós, isso é coisa das famílias.
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  — Ótimo, então, não tenta me afastar, Woo… — %Lana% o abraçou jogando a cabeça no ombro dele — Quando você vai embora?
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  — Em poucos meses…. Ainda quero estar na sua formatura.
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  — Talvez eu devesse antecipar minha ida pro México então, e assim, estaremos os dois adiantando coisas na carreira para depois nos encontrar.
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  — Até lá… — Eun Woo sorriu finalmente — Eu vou te amar fisicamente de um jeito que você não vai esquecer.
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  Ele pegou %Lana% no colo, ela entrelaçou as pernas sobre a cintura dele, e os dois começaram a se beijar apaixonadamente. Aos poucos o carinho ganhou contornos de paixão, o que era delicado foi ficando brusco, e a cama de %Lana% acomodava o corpo dos dois perfeitamente como em todos os meses que vinham dormindo juntos. %Lana%, mais do que Eun, parecia necessitada de sentir a pele dele na sua e puxou a própria roupa de um modo quase desesperado, enquanto ele sorriu beijando centímetros e centímetros da nudez dela.
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  — Vamos pro chuveiro antes… Eu cheguei há pouco do hospital… Você pode me ajudar esfregando onde eu não alcanço. — Ela murmurou no ouvido dele e saiu arrancando o resto da roupa para o banheiro.
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  Cha Eun Woo seguiu-a, com o mesmo olhar fascinado e cheio de desejo que sempre nutriu por ela, mas só há pouco tempo permitiu a ela descobrir.
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• P R E T E N D •

  Nos dias que se passaram, ela conheceu a mãe de Eun Woo. %Pedro% e Gisele estavam juntos como nunca também, mas com a ida de Eun para a Coreia em pouco tempo, a casa voltou a ser só dos irmãos.
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  %Lana% não se sentia confortável com aquilo. Ela e Cha Eun agora estavam oficialmente namorando, e a ideia de manter o relacionamento à distância assustava a mulher. A sogra de %Lana% não a destratou, mas deixou claro que não achava o relacionamento dos dois, adequado. Não se colocou a impedir o filho e %Lana% de ficarem juntos, pois acreditava que não iria durar. E saber que a família dele não se preocupava com ela, por julgá-la uma aventura passageira na vida do filho, era o que ainda mais apavorava %Lana%. Se ao menos eles dificultassem as coisas, ela saberia que lutar por um relacionamento de milhas de distância valeria à pena.
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  Eun Woo prometeu a ela que iria fazer o possível para que eles estivessem sempre juntos, na medida do possível.
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  Alguns meses desde que começaram o namoro haviam passado, e Woo estava no aeroporto pronto para se despedir da namorada que não parava de chorar, do cunhado %Pedro%, seus sogros, Gisele, e alguns amigos que ele fizera no Brasil. E ao contrário do que acharam que aconteceria, %Lana% não iria para o México especializar-se em teatro no futuro. Ela decidiu antecipar as coisas. Na verdade, ela também estava no aeroporto para despedir-se de seus parentes e amigos. O horário de seus voos coincidia, e após aguardarem-os juntos, despedirem-se de todos. Os dois andaram para seus portões de embarque lado a lado, de mãos dadas.
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  — Eu te amo como nunca amei ninguém, e jamais vou esquecer tudo o que fez por mim enquanto meu amigo, e agora, como o homem da minha vida. — Ela disse segurando o rosto dele.
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  — Eu prometo que não vou deixar nada atrapalhar nós dois, então, prometa se esforçar para isso também, meu amor.
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  — Eu prometo Woo.
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  Os dois se beijaram, e abraçaram-se apertado.
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  — Boa sorte no México. — Ele sussurrou afagando os cabelos dela.
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  — Boa sorte na Coreia. E não me troque por nenhuma coreana magrela! — %Lana% brincou segurando o choro.
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  — Eu prefiro suas curvas. Fica tranquila, meu amor.
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  Soltaram-se dos braços um do outro. Acenaram para as pessoas atrás de si que os observava e despediam-se, e soltaram as mãos um do outro. Cada um seguiu para sua fila de embarque, que coicidentemente era uma ao lado da outra. Olharam-se enquanto puderam, até que o corredor do embarque os impedisse.
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  Os amigos — agora namorados — estava partindo por um tempo, cada um para seu destino, encarariam o namoro à distância, mas mal poderiam esperar pelo dia em que estariam novamente juntos debaixo do mesmo teto como um casal.
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Fim.

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Lelen

Vaso ruim não quebra, né? Por mim, o Rafael podia morrer logo e ir abraçar o capeta no inferno 😌
E COMO ASSIM TERMINOU DESSE JEITO? COMO ASSIM NÃO TEMOS O FELIZES PARA SEMPRE?
EU ACEITO CONTINUAÇÃO COM ESSE DESAFIO NOVO DE RELAÇÃO À DISTÂNCIA

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