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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Nos Seus Olhos

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

CAPÍTULO TREZE

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

  %Dalny%’s POV:

  %Mina% se jogou ao meu lado na cama em silêncio. Nós duas encaramos o teto por alguns segundos. Ela sabia que em algum momento eu falaria alguma coisa, então só segurou minha mão, e Deus, como eu precisava da minha melhor amiga naquele momento.
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  — Você está evitando o %Niki% e o %Sunoo%… — Começou %Mina% de forma delicada. — O que aconteceu? Se não quiser falar sobre nada disso, eu não vou te forçar. Mas imagino que tenha me chamado para isso, não é?
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  %Mina% me conhecia feito a palma da mão dela, e eu sorri. Apertei sua mão na minha e a vi sorrir também.
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  — Eu beijei os dois %Mina%. E beijei o %Heeseung% também.
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  %Mina% apertou minha mão, incentivando.
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  — … você beijou os três? — Não havia julgamento ali, apenas uma pergunta honesta. — E como foi?
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  — O beijo do %Sunoo% tinha gosto de lar… eu me lembrei de quando a gente acabou se beijando no ensino médio, um pouco antes dele beijar o %Niki%. Só você soube desse beijo %Mina%! — Eu gargalhei, fechando os olhos. — Foi doce, foi suave, foi como me sentir em casa de novo.
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  %Mina% sorriu, balançando a cabeça como se me dissesse para seguir.
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  — O %Niki% foi o oposto — continuei. — Foi intenso. Confuso. Veio de anos de cuidado, de estar ali quando eu tava quebrada. Foi errado… mas real demais pra ignorar.
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  Ela franziu levemente o cenho.
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  — E o %Heeseung%?
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  Fechei os olhos por um instante.
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  — O %Heeseung% foi… culpa. — Abri os olhos, sentindo-os arder. — Foi tentar segurar algo que já tava escapando. Ele me ama, %Mina%. De verdade. E eu machuquei ele sem querer.
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  O silêncio caiu entre nós.
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  %Mina% se aproximou mais e me puxou para um abraço forte, daqueles que não pedem explicação.
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  — %Dal% — ela disse, baixinho, perto do meu ouvido. — Você não é uma vilã por sentir demais.
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  As lágrimas vieram sem pedir permissão.
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  — Eu não quero perder ninguém — murmurei. — Mas parece que qualquer escolha vai doer.
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  %Mina% se afastou só o suficiente para me olhar nos olhos.
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  — Então para de tentar escolher agora. — Ela falou firme, mas com carinho. — O que você sente por cada um é diferente. Não tenta colocar tudo na mesma caixa.
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  Passei a mão pelo rosto, respirando fundo.
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  — E se eu acabar machucando os três?
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  — Você vai machucar mais se continuar fugindo — ela respondeu, honesta. — Eles merecem a verdade. E você também.
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  Fiquei em silêncio por alguns segundos.
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  — Eu tenho medo de admitir que… talvez meu coração não seja tão simples quanto eu achei que fosse.
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  %Mina% sorriu de leve.
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  — Bem-vinda à vida real.
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  Ela se deitou de novo ao meu lado, e ficamos encarando o teto.
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  — Só me promete uma coisa… — ela disse depois de um tempo.
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  — O quê?
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  — Que qualquer decisão que você tomar… seja sua. Não por culpa. Não por medo de ficar sozinha.
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  Apertei a mão dela de novo.
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  — Eu prometo.
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  Mas, no fundo, eu sabia.
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  O mais difícil ainda estava por vir.
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🩹🩹🩹

  %Dalny%’s POV:

  %Heeseung% aceitou me encontrar no fim da tarde, no mesmo café pequeno onde já tínhamos passado horas falando sobre nada e tudo ao mesmo tempo. Quando ele entrou, reconheci de imediato aquele jeito contido de quem já vinha preparado para ouvir algo que podia machucar.
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  — Oi — ele disse, sentando à minha frente.
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  — Oi.
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  Ficamos em silêncio por alguns segundos. Não era constrangedor. Era respeitoso. Como se ambos soubéssemos que aquela conversa precisava acontecer do jeito certo.
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  Respirei fundo.
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  — %Hee%… eu te chamei porque eu não quero mais fugir. Nem te confundir.
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  Ele assentiu devagar.
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  — Eu agradeço por isso.
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  Apoiei as mãos na mesa, sentindo o coração bater pesado.
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  — Você me ama — comecei. — E eu nunca duvidei disso. Você foi gentil comigo, paciente, esteve presente quando eu precisava de estabilidade. — Engoli seco. — Mas eu preciso ser honesta agora.
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  Ele não me interrompeu.
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  — Eu não consigo mais te amar do jeito que você merece — falei, sentindo a voz falhar. — Não inteira. Não sem dúvida. E você não merece alguém que te ame pela metade.
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  Os olhos dele brilharam, mas ele manteve a postura firme.
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  — Eu senti — respondeu. — Acho que só não queria admitir.
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  — Eu sinto carinho. Gratidão. — Continuei. — Mas não é o tipo de amor que constrói um futuro sem machucar no caminho.
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  %Heeseung% respirou fundo, desviando o olhar por um instante, depois voltou a me encarar.
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  — Então é isso — disse, com um sorriso triste. — Você tá me soltando.
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  Assenti, as lágrimas finalmente escapando.
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  — Tô. Porque eu te respeito demais pra te manter preso a algo que não vai crescer.
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  Ele se levantou devagar, contornou a mesa e parou à minha frente.
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  — Posso te abraçar?
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  — Por favor.
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  O abraço foi forte. Daqueles que apertam o peito e aliviam ao mesmo tempo. Senti o peso do corpo dele, o cuidado, a despedida silenciosa. Apoiei o rosto no ombro dele e fechei os olhos.
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  — Eu desejo muito que você seja feliz, %Hee% — murmurei. — Com alguém que te escolha sem hesitar. Todos os dias.
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  Ele apertou o abraço por mais um segundo.
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  — E eu desejo que você seja corajosa — respondeu, baixo. — Pra viver o que seu coração pede, mesmo que dê medo.
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  Nos afastamos devagar. %Heeseung% limpou minhas lágrimas quentes.
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  Ele sorriu, verdadeiro, apesar da dor.
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  — Obrigado por não me tratar como um erro — disse.
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  — Você nunca foi — respondi.
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  %Heeseung% beijou minha testa demoradamente e depois uma de minhas bochechas. Eu fiz o mesmo, me demorando um pouco mais segurando seu rosto entre as mãos.
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  Quando ele se virou para ir embora, senti o nó no peito apertar… mas também senti algo diferente.
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  Leveza.
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  Porque amar, às vezes, também é saber quando soltar.
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  E eu tinha acabado de fazer isso.
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🩹🩹🩹

  %Dalny%’s POV:

  Convidei os dois para virem até minha casa no início da noite.
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  Quando %Sunoo% chegou primeiro, o clima ficou imediatamente silencioso demais. Ele sentou no sofá, as mãos entrelaçadas, claramente nervoso. Minutos depois, a campainha tocou de novo.
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  %Niki%.
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  Ele entrou sem dizer muita coisa, apenas um aceno curto. Os dois se olharam por um segundo — rápido, carregado — e desviaram ao mesmo tempo.
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  Respirei fundo.
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  — Eu pedi pra vocês virem porque… eu não quero mais esconder nada — comecei. — Nem de vocês, nem de mim.
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  Sentei na poltrona em frente aos dois. O coração batia forte, mas eu precisava seguir.
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  — O que aconteceu entre nós — olhei para %Sunoo% primeiro — não foi só passado voltando. Foi sentimento que nunca foi resolvido.
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  %Sunoo% assentiu, sério.
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  — Eu sei.
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  Voltei o olhar para %Niki%.
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  — E o que aconteceu entre nós… — minha voz vacilou — nasceu de cuidado, de anos de presença. De você ter ficado quando tudo desmoronou.
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  %Niki% respirou fundo, mantendo o olhar em mim.
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  — Eu nunca fiquei esperando nada em troca — disse. — Mas mentiria se dissesse que não senti. Que não sinto.
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  O silêncio caiu pesado.
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  — Eu não chamei vocês pra escolher — continuei. — Nem pra pedir que entendam tudo agora. Chamei porque eu não quero mais machucar ninguém por falta de verdade.
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  %Sunoo% se inclinou um pouco para frente.
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  — Então fala — disse, com calma. — O que você sente?
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  Demorei alguns segundos.
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  — Eu sinto coisas diferentes por vocês dois — respondi, enfim. — E isso me assusta. Porque não é simples. Nunca foi.
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  %Niki% franziu levemente o cenho.
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  — Você tá dizendo que não consegue separar?
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  — Eu tô dizendo que não quero fingir — respondi. — Nem com você, %Sunoo%. Nem com você, %Niki%.
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  %Sunoo% passou a mão pelo rosto, pensativo.
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  — Eu prefiro ouvir algo difícil do que viver no escuro de novo.
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  Olhei para ele, sentindo o peso daquela frase.
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  — Eu sei. — Engoli seco. — E eu sinto muito por tudo que ficou suspenso entre nós.
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  %Niki% finalmente desviou o olhar por um instante.
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  — E onde isso deixa a gente agora? — perguntou. — Porque eu não sei fingir que nada aconteceu.
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  — Nem eu — respondi. — Mas também não quero que ninguém fique preso a algo indefinido.
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  O silêncio voltou. Mais denso. Mais real.
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  %Sunoo% se levantou devagar.
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  — Eu preciso de tempo — disse. — Não pra fugir… mas pra entender o que tudo isso significa pra mim.
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  Assenti.
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  — Eu respeito isso.
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  %Niki% ficou de pé logo depois.
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  — Eu também preciso pensar — falou. — Principalmente pra não machucar ninguém que eu me importo.
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  Os dois se olharam mais uma vez. Dessa vez, sem hostilidade. Só consciência.
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  — Obrigado por falar a verdade — %Sunoo% disse antes de ir.
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  — Mesmo que doa — completou %Niki%.
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  Quando a porta se fechou atrás deles, eu permaneci sentada por um longo tempo.
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  Não havia solução ainda. Nem respostas prontas.
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  Mas havia algo novo ali: honestidade.
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  E, pela primeira vez desde que tudo começou a ruir, eu senti que o caos tinha parado de crescer.
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  Agora, ele finalmente podia ser enfrentado.
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CAPÍTULO TREZE
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