Lady Lewis


Escrita porPams
Revisada por Lelen


XXVIII • Caloroso Inverno

  Se existe uma data em que todas as famílias anseiam ao longo do ano para celebrar em comunhão e alegria é o Natal, o dia em que reservamos para sermos gratos ao nosso Senhor pelo nascimento de Jesus Cristo. E na Collins Castelli não seria diferente, bem ao topo da colina, na torre mais alta do castelo, estava %Amelia% avistando as carruagens de vossos seletos convidados. O espaço destinado apenas para contemplação da propriedade continha duas poltronas de tecido camurça e uma mesa de centro entre elas, com duas esculturas próximas à escadaria. O rubi afastou-se do beiral de proteção e voltou o olhar para vossa graça que se mantinha de pé ao lado de uma das esculturas, a observando.
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  — Acho que encontrei vosso lugar preferido do Collis Castelli — comentou ele, permanecendo com o olhar fixo nela.
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  — De fato, aqui é tão tranquilo e me proporciona esta vista maravilhosa. — Confirmou ela, dando alguns passos até ele. — Ainda há beleza na ala leste.
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  — Pretendes mesmo continuar com a ideia da reforma? — indagou %Sebastian%, sobre o pedido da esposa. — Este castelo é bem grande, não fará diferença.
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  — Como eu disse, a ala leste ainda possui suas belezas e este lugar é uma delas. — Assegurou %Amelia%, mantendo o olhar suave. — E não é como se eu fosse me mudar para o outro lado do castelo, meus aposentos continuarão ao lado do vosso.
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  — Havia me esquecido de como é estranho ter uma parede nos separando — comentou o homem, diante dos costumes da aristocracia.
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  — Uma vez %Adeline% contou-me sobre os costumes da burguesia, de compartilharem o mesmo quarto — comentou ela, lembrando das cartas de sua amiga.
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  %Sebastian% se pegou pensativo sobre tal informação, porém logo voltou a atenção a esposa.
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  — Vamos? Nossos convidados já estão à nossa porta — disse ele, ao segurar a mão de sua esposa.
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  — Sim. — Assentiu ela, sorrindo de leve.
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  Ambos desceram a escadaria até finalmente chegarem ao jardim da duquesa que delimita a ala leste. Aquele era mais um belo lugar que %Amelia% tinha a intenção de restaurar para que ficasse ainda mais belo nas próximas estações e, mesmo com a neve do inverno, os jardineiros da propriedade já estavam cientes do planejamento da duquesa para as obras que iniciariam na primeira semana de primavera do próximo ano.
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  Ah, minha doce rubi, nada com uma boa reforma para jogar as más lembranças do passado fora e projetar um futuro com mais cores e boas vibrações. Continuando o percurso do castelo, os anfitriões adentraram o grande salão para aguardar os convidados.
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  — Vossa graça, vos anuncio vossas altezas reais, o príncipe e a princesa — disse o mordomo ao abrir a porta central.
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  — %Amelia%. — Logo a figura de %Annia% apareceu ao lado de vosso marido, e com entusiasmo andou mais apressadamente para abraçar a amiga. — Que saudade estava de vós.
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  — Digo o mesmo, vossa alteza. — A rubi retribuiu o abraço com ternura, sendo mais formal nas palavras.
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  — Ah, por favor, estamos entre amigo, para vós é %Annia% — pediu a princesa. — Sou vossa amiga antes de ser realeza.
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  — Não mudaste em nada — comentou %Amelia%.
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  — Vossa alteza. — %Sebastian% manteve a serenidade no rosto ao observar o carinho da princesa por sua esposa, então atentou-se ao amigo que se aproximava com um largo sorriso.
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  — Whosis — disse o príncipe em alto e com tom. — Há quanto tempo.
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  — Alguns meses se passaram, vossa alteza, mas estou feliz por vê-lo com este brilho no olhar — comentou %Sebastian%, ao perceber a felicidade do amigo estampada para todos verem.
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  — Não sou o único, vos garanto — %Cedric% retrucou o comentário, com uma de suas piscadas discretas.
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  %Annia% riu baixo em concordância, o que fez o rosto de %Amelia% corar um pouco de vergonha.
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  — Altezas e vossa graça — mais uma vez o mordomo Hilte fez o pronunciamento —, eu vos anuncio o conde e a condessa, lorde e lady Bridgerton.
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  — Ah, finalmente — disse %Annia%, ao voltar-se para o último casal. — Achei que a carruagem deles havia se perdido.
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  — Verdade. — Concordou %Cedric%. — Estavam bem atrás de nós e desapareceram.
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  Ele riu como se pensasse em possibilidades maliciosas para tal feito.
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  — Sejam bem-vindos ao Collis Castelli — disse %Sebastian%, formalizando a recepção. — Altezas, lord Bridgerton e milady.
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  — %Adeline%. — %Amelia% impulsionou-se e foi ao encontro da amiga, abraçando-lhe saudosamente. — Que bom que conseguiste vir, fiquei preocupada diante de vossa condição.
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  — Bem, a depender de lord Bridgerton, ainda estaríamos em Derbyshire, entretanto, não seria a neve ou minha condição física que me impediria de passar esta data com minhas amigas.
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  — E esta decisão nos gerou muitas discussões — comentou %Dimitri% ainda inconformado pela imprudência da esposa que quase lançou uma primeira guerra mundial diante do posicionamento do marido.
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  %Cedric% não se conteve em rir com discrição, sendo acompanhado pelo duque.
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  — Acredite, discussões fazem parte do processo de estar casado. — Vossa graça lhe informou o óbvio, pelas experiências do primeiro matrimônio.
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  — Meu caro amigo, confesso que não gostei desta parte do processo — disse o príncipe ao lembrar-se das semanas de rejeição da esposa.
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  O que muito admirou os cavalheiros presentes.
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  — Olha que lindo, vossa barriga está enorme — disse %Annia%, ao abraçar a cunhada com delicadeza, não se importando com as lamúrias do marido e dos outros senhores. — Chego a emocionar-me com a ideia de em breve ser tia.
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  — Também ando emotiva nos últimos dias — admitiu %Adeline%.
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  — Senhoras, ainda sou inexperiente nessa coisa de anfitriã, contudo, mandei que preparassem um chá para minhas convidadas no solário — anunciou %Amelia%, estendendo com suavidade a mão direita para indicar o caminho. — Me acompanham?
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  — Inexperiente todas nós somos — disse %Adeline%, com empatia pela amiga, assentindo o convite. — Exceto %Annia%, ela parece ter nascido para dar recepções.
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  As amigas riram, ao seguir em direção ao caminho indicado pela duquesa.
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  — Nem tanto — alegou %Annia%, em sua defesa.
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  — Agora estou curiosa para saber sobre tal afirmação — disse %Amelia%, seguindo passos à frente na indicação do caminho.
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  — Ela ofereceu uma recepção no solário do Castelo de Windsor para cinquenta mulheres da nobreza — contou %Adeline%, ainda impressionada com o feito da amiga. — Foi tão impecável que nem parecia ser vossa primeira vez.
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  — Bem, eu vi minha mãe e tia Violet fazendo isso muitas vezes, então... — ela explicou-se, meio tímida. — Mas ainda tenho isto como sorte de principiante.
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  — Está explicado, é uma Bridgerton — disse %Amelia%, fazendo-as rir.
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  As senhoras passaram rapidamente pelo jardim, devido à neve caída ao solo e a leve camada de brisa fria pelo ar. Ao adentrarem o solário, %Annia% se viu maravilhada com o estado impecável das flores do interior assim como a sutil decoração que acompanhava o mobiliário de madeira maciça com estofado de tecido camurça azul marinho, a cor favorita de vossa graça.
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  — Para uma inexperiente, a mesa do chá está impecável — comentou %Annia% —, nem mesmo tia Violet tem tamanha atenção aos detalhes.
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  — Falas do que? — perguntou %Amelia% curiosa pelo elogio.
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  — A pétala dentro da xícara — explicou a princesa.
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  — Ah, sim, esta é uma flor comestível e bem rara, suas pétalas têm quase o formato de coração e, combinada ao chá, traz um sabor especial — contou %Amelia%, os segredos do campo.
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  — Nunca havia visto algo assim — disse %Adeline%, surpresa pela mini aula de botânica da amiga. — Onde aprendeste?
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  — Bem, eu nasci nos campos da Escócia, minha tia me ensinou algumas coisas ao longo dos anos — revelou a duquesa.
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  — Interessante, agora estou curiosa para saborear este chá — disse %Annia%, controlando sua ansiedade.
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  — Irei servi-las — murmurou %Amelia% ao se posicionar próxima à mesa de centro e despejar o conteúdo do bule nas xícaras, servindo as amigas, uma a uma.
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  — Obrigada — agradeceu %Annia% ao pegar a xícara, já soprando de leve para bebericar o líquido.
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  — Agradeço, %Amelia%, e espero que o bebê também goste do sabor, pois o cheiro está inspirador. — %Adeline% pegou sua xícara e fechou os olhos para novamente sentir o cheiro que rescindiu o espaço.
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  — De fato, é como o cheiro de um suave perfume adocicado que lhe envolve na primavera — comentou %Annia%, ao sentar-se em uma das poltronas.
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  — Sim — concordou %Adeline% sentando no sofá, juntamente com a duquesa.
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  — Acreditem, esta flor floresce apenas no inverno — contou %Amelia%, surpreendendo-as.
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  — Surpreendente. — %Annia% tomou outro gole e pousou a xícara em seu colo. — Agora, vamos ao que importa, pois passei toda a viagem controlando minha ansiedade para saber a vossa história.
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  — Tenho que admitir que também fiz o mesmo, por isso não deixei que lord Bridgerton me impusesse a restrição de não viajar — contou %Adeline%, fazendo olhar triste. — Até o meu bebê está em curiosidade.
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  — Bem... Por onde eu começo? — %Amelia% pensou por instantes, tentando entender como contar às amigas as loucuras ocorridas.
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  — Pelo beijo roubado de vossa graça — disse %Adeline%.
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  — Espere — a princesa protestou —, não me contaste sobre isso, %Amelia%.
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  — Perdoe-me, %Annia%, mas foram tantos relatos e tantas cartas escritas a vós, que me esqueci de alguns detalhes.
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  — Detalhes como esse não se deve esquecer, menos ainda para mim. — %Annia% olhou-a com repreensão. — E contaste a %Adeline%.
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  — Não fiques enciumada, ela vos contou sobre a queda na biblioteca e não relatou a mim. — %Adeline% defendeu a amiga.
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  — Mas não houve beijo — resmungou a princesa.
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  — %Annia%. — Agora a cunhada repreendeu-a.
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  — Perdoem-me. — A pérola lançou seu olhar inocente para as amigas.
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  — Continue, %Amelia% — pediu a condessa.
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  — Bem... O que dizer. — Ela soltou um suspiro encorajador. — Após aquele beijo, fui enviada para a casa de minha tia sem nenhuma esperança, então, dias depois recebi o anúncio de um noivo que estava a me visitar, não consegui ver vosso rosto por um desmaio emocional e na manhã seguinte estava frente a frente com vossa graça e um casamento planejado para a manhã seguinte.
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  — E onde estão os detalhes? — questionou %Annia%.
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  — Ela não é como vós, %Annia%. — %Adeline% riu baixo. — É um tanto objetiva, como eu.
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  — Não há detalhes para serem ditos, assim como não havia nenhum noivo — continuou %Amelia%, sentindo seu olhar entristecer. — Meu pai inventaste um noivo para proteger vossa honra e se vossa graça não tivesse o confrontado... Certamente envelheceria à espera de alguém que nunca existiu.
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  — Lamento, minha amiga. — %Adeline%, ao vosso lado, segurou em vossa mão com ternura. — Não consigo imaginar a frustração que sentiu quando descobriu.
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  — De fato, foste muito doloroso. — Assentiu a rubi. — Então, após saber a verdade, vossa graça pediu minha mão ao meu pai, sem se importar em não haver um dote.
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  — Mas vossa graça não fizeste isso apenas pelo beijo? — indagou %Adeline%.
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  — Oh não, ele me fez uma declaração de amor que nunca ousei imaginar receber — contou %Amelia%, sentindo o coração pulsar mais forte ao lembrar-se. — Vosso amor é real e verdadeiro.
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  — E quanto a falecida? — perguntou %Annia%.
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  — Tornou-se apenas uma lembrança que não lhe causa mais dores — afirmou a duquesa com um singelo brilho nos olhos.
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  — Isso nos alegra muito, afinal, os muitos boatos no início da temporada é que vossa graça apenas queria desposar uma donzela para lhe trazer os herdeiros que não teve com sua falecida — comentou %Annia%.
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  — Ele disse que não se importa se eu não lhe der herdeiros, basta que eu esteja para sempre ao vosso lado. — As bochechas de %Amelia% coraram.
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  — Realmente tais palavras são como uma declaração de amor. — %Adeline% sentiu-se emocionada pela felicidade da amiga.
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  — Mas sinto que estamos bem próximos da multiplicação — contou %Amelia%, meio envergonhada.
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  As amigas logo vibraram com a suposição, que mais parecia uma certeza.
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  — Se tornares mãe antes de mim, ficarei ainda mais ansiosa — confessou %Annia%, soltando um suspiro chateado. — Vossa majestade nos envia cartas de duas em duas semanas cobrando boas notícias.
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  — Bem, para um casal intenso como vós e o príncipe, realmente há de se esperar uma semente da realeza em breve — brincou %Adeline%.
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  — De fato. — Admitiu a princesa. — Ainda mais após nossa primeira reconciliação, sinto que ainda há lados ocultos de %Cedric% que preciso conhecer.
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  — Espera, vossa alteza disse reconciliação? — %Amelia% olhou-a boquiaberta. — És o casal perfeito.
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  — E não ouviste os murmúrios do príncipe sobre as discussões quando chegamos? — %Adeline% impressionou-se.
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  — Achei que vossa alteza estivesse brincando. — %Amelia% continuou olhando a amiga, curiosa. — O que aconteceu?
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  — Tivemos nossa primeira briga, contudo, não quero detalhar esta história. — %Annia% soltou um suspiro fraco. — Mas posso lhes contar as inúmeras noites de descobertas que tivemos após isso.
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  — Ah não, vossas histórias me deixam constrangida, %Annia% — reclamou %Adeline%.
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  — Faz-se de inocente, mas certamente possui tantas aventuras quanto eu — retrucou a cunhada. — Achas mesmo que não percebi vossa escapada em meio ao Pall Mall, nos labirintos do jardim de Windsor?
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  — Nos perdemos... apenas isso. — %Adeline% tentou-se defender.
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  — E precisas gaguejar? — %Annia% manteve o olhar acusador.
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  — %Annia%, está deixando-a envergonhada. — %Amelia% tentou intervir.
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  — Este vosso olhar não me engana, querida cunhada. — %Annia% riu de leve. — Certamente profanaste o solo de meu jardim.
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  Um silêncio acusador pairou sobre elas, até que as três soltaram algumas gargalhadas.
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  — Quem diria que estaríamos aqui na última estação do ano tendo histórias assim para contar — comentou %Amelia%, com o olhar apaixonado.
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  — Sim... foi uma temporada agitada e cheia de emoções. — Concordou %Adeline%.
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  — Muitas emoções. — %Annia% voltou o olhar para a duquesa. — Mas... Minha doce rubi, ainda faltas contar sobre vossa primeira noite.
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  — %Annia%. — %Adeline% a repreendeu. — Realmente casaste com alguém de vossa personalidade.
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  — Acredite, há momentos em que vossa alteza se surpreende comigo. — Ela soltou uma gargalhada maliciosa.
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  — Acredito que tenha sido normal como a primeira noite de ambas — %Amelia% disse num tom baixo.
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  — Certamente a de %Annia% não se pode considerar normal — argumentou %Adeline% ao lembrar-se dos detalhes contados por vossa cunhada.
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  %Annia% olhou-a com malícia.
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  — Minha primeira noite foi surpreendente — disse a princesa, enigmática.
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  — Se fosse para dar uma colocação... — disse %Amelia% — seria uma noite de descobertas.
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  — Sim, de fato a primeira noite é assim. — Concordou %Adeline%. — E as próximas seguem mais... — Ela pausou um pouco, deixando o restante em incógnita, arrancando risadas das amigas.
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  — E como é dormir no mesmo quarto? — perguntou %Amelia%, à condessa.
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  — É divino — respondeu %Annia%, por sua cunhada.
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  — Vossa alteza dorme no mesmo quarto que vós? — %Amelia% surpreendeu-se.
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  — Sim, e nunca gostei tanto de um costume da burguesia. — Admitiu %Annia%, com o olhar de satisfação.
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  Sob o frescor e aconchego do solário, as senhoras continuaram trocando vossas experiências e planos para mais encontros de casais como aquele. Ainda faltava tempo para o jantar de Natal que seguia sendo preparado pelos cozinheiros do castelo. %Amelia%, com auxílio de vossa tia, escolheu o cardápio para atender aos gostos dos convidados e de vossa graça, afinal, em uma data especial como aquela, tudo deveria seguir em perfeito capricho.
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  Quanto aos cavalheiros, foram servidos do melhor vinho da adega de vossa graça, na biblioteca do castelo. Entre risadas e experiências compartilhadas, uma amizade antiga entre o príncipe e vossa graça estava sendo fortalecida e estendendo-se ao novo integrante, lord Bridgerton.
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  — Vossa alteza, conte-nos mais sobre vossa experiência com discussões — pediu %Dimitri%, instigando o assunto.
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  — Digamos que minha esposa tenha adentrado o quarto de segredos da família real — contou %Cedric% sem muitos detalhes. — Mas confesso que odiei os dias em que passamos separados.
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  — E foram muitos dias? — indagou %Sebastian%, também interessado na história.
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  — O suficiente para deixar-me louco. — O príncipe tomou um gole do vinho em sua taça. — E em abstinência.
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  Seu comentário final arrancou risadas dos amigos.
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  — Em meu caso, as discussões tornaram-se rotina em meu casamento. — %Dimitri% aproximou-se da janela, observando a neve caindo do lado de fora. — No que depender de %Adeline%... não imaginava que os burgueses tinham tanto fôlego para tal coisa.
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  — Pois a melhor parte das brigas é, sem dúvidas, a reconciliação — afirmou o duque. — Falo por experiência própria.
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  — Vossa majestade disse o mesmo a mim — contou %Cedric%, lembrando-se da conversa com a mãe.
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  — Tornei-me experiente contra a minha vontade. — %Dimitri% manteve-se contemplativo a natureza do lado externo. — Contudo, serviu para que conhecesse melhor minha senhora.
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  — Soube por %Amelia% que compartilham do mesmo quarto. — %Sebastian% entrou no assunto, curioso. — Não se importa em quebrar as regras?
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  — Bem, é um costume da burguesia e a família de minha esposa pertence à classe — explicou %Dimitri%, não sentindo nenhuma culpa por isso. — Por um conselho de meu sogro, optei pelo compartilhamento.
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  — Se há algo magnífico entre a burguesia de fato é isto. — Concordou %Cedric%. — Nada melhor que adormecer e acordar com sua amada nos braços.
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  — Vós também? — %Sebastian% surpreendeu-se.
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  — Não perderia a oportunidade de quebrar regras, meu caro amigo. — %Cedric% piscou de leve com malícia no olhar.
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  Pois vos digo, meus caros leitores, que este é um lado de vossa alteza que muito admiro. E esta autora adora quando protocolos são quebrados, principalmente em momentos que estão associados aos costumes que distanciam nossos casais.
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  — O casamento de vossa graça foi a surpresa do ano, mais do que um casamento real — comentou %Dimitri%, iniciando outro assunto.
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  — Acredite, também foi uma surpresa para mim. — Admitiu o duque.
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  — Não achava que conseguiria desposá-la? — indagou %Cedric%, que já sabia parte da história.
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  — Sim. — Assentiu vossa graça. — Em um confronto com lord Bourbon, descobri que não havia nenhum noivo, então...
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  — Fico feliz que tenha encontrado a felicidade no sorriso da nossa doce rubi. — %Cedric% sorriu demonstrando empatia. — Estava a me preocupar com o vosso estado emocional, diante de nossa última conversa.
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  — Eu estou bem agora — afirmou o duque. — Meu coração tem acelerado constantemente por causa dela.
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  — Estás apaixonado, é normal — brincou %Dimitri%.
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  — Nada é normal quando se está apaixonado, meu cunhado. — Completou %Cedric%, lembrando-se de como sente-se completo e em êxtase com vossa esposa.
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  Assim como as damas, os nobres cavalheiros continuaram a conversar até que o mordomo Hilte anunciou ao seu senhorio que o jantar estava servido. O duque Tenebrae pediu para que anunciasse para %Amelia% e conduzisse as damas até o local a ser servido. E não havia lugar melhor para servir o jantar de Natal de nossos casais, que o jardim privado de inverno de vossa graça. Situado na ala leste do castelo, havia um telhado de vidro com a estrutura em metal inclinada, que protegia todo o espaço dos flocos de neve, deixando uma visibilidade para o céu.
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  Como uma quebra de protocolos e desejando a proximidade entre os casais convidados, a duquesa posicionou uma mesa redonda ao centro do lugar, com seis cadeiras e o mínimo de espaço possível entre elas. 
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  — Primeiramente, gostaria de agradecer a Deus por este momento, e por ter me dado o melhor presente de Natal que poderia sonhar em receber. — Anunciou vossa graça ao olhar para a rubi, por mencioná-la de forma subjetiva. — E agradeço aos meus amigos e convidados pela presença em Collis Castelli, em nosso primeiro Natal juntos. — Ele ergueu a taça em sua mão. 
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  — Saúde! — completou o duque, iniciando o brinde.
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  — Saúde — disseram os outros em concordância.
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  — Para uma primeira recepção, acredito que possamos criar uma singela tradição de todos os Natais neste castelo — comentou %Annia%, orgulhosa de vossa amiga.
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  — Certamente os próximos natais terão mais membros — disse %Amelia%, com um sorriso esperançoso.
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  Assuntos sobre os planejamentos de viagens de lua de mel para o próximo ano, as diversas publicações de meus jornais e, claro, os muitos herdeiros que alguns desejavam ter, foram embalados à mesa, enquanto desfrutavam de um requintado jantar. 
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  — Percebeste a escapada do duque e %Amelia%?! — comentou %Adeline%, ao se aproximar do marido que seguia tocando o piano da sala de músicas.
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  — Certamente desejavam nos deixar mais à vontade — disse, continuando a tocar a canção com suavidade.
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  — O que estás a tocar? — indagou ela, sentando-se ao seu lado, de costas para o instrumento.
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  — Mozart, conheces? — Ele a olhou por um momento.
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  — Vagamente — disse ela, dando um sorriso suave. — Mas gosto de ouvi-lo tocar, e nosso bebê também, posso sentir isso.
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  — Então tocarei sempre para ambos. — Ele parou de dedilhar e voltou-se para ela. — Disseste muito sobre estar grata no Natal, e eu estou grato por tê-la ao meu lado.
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  — %Annia% uma vez comentou sobre uma dama que feriste o vosso coração. — Iniciou ela, tentando não gerar nenhuma discussão. — Não desejo saber sobre o assunto, mas devo lhe confessar que estou grata pelo acontecimento, assim, pude conhecê-lo e me apaixonar por vós...
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  %Dimitri% não se conteve em interromper a declaração de nosso diamante, com um suave e doce beijo, enquanto lhe acariciava os cabelos. Ambos ficaram por alguns instantes em silêncio, com uma singela troca de olhares e um sorriso no canto do rosto.
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  — %Dimitri% — sussurrou ela, ao pegar sua mão e a pousar sobre a barriga. — Sinta, ele está dizendo oi.
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  Os olhos do conde de Whatnot brilharam de imediato ao sentir o pequeno bebê mexendo dentro de vossa esposa, um sinal de vida que lhes traria inúmeras felicidades futuras.
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  — É tão mágico. — Ele manteve um tom mais baixo, voltando o olhar para a esposa. — Obrigado por me proporcionar isso.
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  — Eu te amo, lord Bridgerton — disse ela, elevando um pouco mais a voz.
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  — Eu te amo, meu diamante Bridgerton — declarou ele, num tom mais apaixonado ao se impulsionar para beijá-la novamente.
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  — Acredito que meu senhor teve a mesma ideia que nossos anfitriões. — A voz de %Annia% soou ao sentir a presença do marido no recinto.
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  — Uma saída estratégica pela direita. — Brincou vossa alteza, ao se aproximar mais e abraçá-la por trás, apoiando o queixo no ombro dela. — Era tudo o que desejei ao longo desta tarde, afinal, passaste toda a tarde em conversas com vossas amigas.
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  — E como descobriu que eu estava aqui? — perguntou ela, ao sentir o toque do marido em sua cintura. — Me ausentei dizendo que iria para nosso quarto.
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  — A conheço muito bem, minha pérola real — respondeu ele, ao dar um selinho prolongado em vosso pescoço. — Durante o juntar, revelaste o vosso encanto pelo solário de nossos anfitriões, e observei muito bem o brilho em vossos olhos.
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  — Aquece meu coração ouvir isso. — Ela virou o corpo, ficando de frente para ele com um sorriso nos lábios. — Mais ainda por ver vosso olhar de desejo para mim.
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  — Bem… Já que estamos aqui. — Ele afastou-se um pouco e pegou uma flor do inverno que estava em um dos vasos, propondo. — Neste dia especial, que tal recordarmos a melhor noite de nossas vidas?
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  %Annia% apenas manteve o sorriso malicioso em seu rosto, observando vossa alteza aproximar-se de forma sinuosa. Uma carícia para cada toque da flor, combinados aos beijos ardentes e intensos que aumentavam ainda mais os vossos desejos um pelo outro.
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  — Vossa graça, não é certo deixarmos nossos convidados sozinhos — disse %Amelia% ao terminar de subir as escadas atrás do marido.
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  Ela respirou fundo, retomando o fôlego.
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  — Perdoe-me fazê-la subir as escadas com rapidez — disse ele, com um sorriso bobo no rosto, ao conduzi-la até o beiral
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  — Estou bem. — Ela respirou com mais suavidade.
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  — Mas, quanto aos nossos convidados, apenas lhes dei espaço para que pudessem se sentir confortáveis. — Assegurou ele, ao pousar suas mãos na cintura da esposa, mantendo-a de frente para ele. — Além de querer finalizar este dia somente em vossa companhia, minha rubi de Whosis.
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  Ele lhe deu um selinho singelo e manteve a serenidade no olhar, enquanto contemplava a beleza de vossa esposa. O silêncio pairou entre ambos, permitindo ser ouvido o assobio dos ventos.
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  — %Sebastian% — sussurrou ela.
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  — Sim? — Ele manteve-se atento a ela.
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  — Lembra-se quando %Annia% propôs a tradição de comemorarmos os natais em Collis Castelli? — indagou ela.
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  — Sim. — Assentiu ele.
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  — Eu disse que os próximos natais teríamos mais membros. — Continuou ela.
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  — Sim, mencionaste o herdeiro dos Bridgertons — disse ele, em lógica do óbvio.
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  — Não era ela a quem me referia. — %Amelia% manteve o olhar ansioso para que ele entendesse.
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  — Por acaso a princesa está à espera de mais uma realeza?! — %Sebastian% perguntou, não se sentindo nem um pouco admirado se fosse o caso.
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  — Não, não me referia a princesa. — %Amelia% sorriu de forma singela e pegando a mão do marido, tocou-a em seu ventre. — Entendeste agora?
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  %Sebastian% nem mesmo conseguiu pensar em como reagiria a notícia. Em segundos, vossos lábios tocaram os da duquesa, iniciando o mais sublime dos beijos apaixonados que lorde Tenebrae pudesse lhe proporcionar.
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  E quanto a mim, esta nobre autora que vos escreve, nada como o inverno para se viver um grande amor.
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Lady Lewis

Ya no importa cada noche que esperé
Cada calle o laberinto que crucé
Porque el cielo ha conspirado a mi favor
Y, a un segundo de rendirme, te encontré.
- Creo En Ti / Reik

XXVIII
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Lelen

Eu tava pronta pra brigar com a rainha e a Annia 😠
A GENTE TÁ QUASE TERMINANDO A HISTÓRIA E ME APARECE DRAMA, COMO ASSIM? Ainda bem que acabou logo, muito bem, obrigada.
Agora temos mais um(a) herdeiro(a) a caminho, só falta o neném da realeza <3
Por favor, fala que os próximos capítulos são só de paz e calmaria? Obrigada.

Pâms

só paz e calmaria kkkkkkkkk

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