Lady Lewis


Escrita porPams
Revisada por Lelen


XIX • O conde que me amava

  Dizem que filhos são como pássaros, que quando crescem e criam forças em suas asas, já sentem a plena necessidade de partirem e voar ao longe. Mas lá estava %Adeline% retornando ao seu ninho de origem para matar a saudade de suas irmãs e pedir conselhos a sua mãe. A surpresa do olhar de Daisy assim que sua irmã fora anunciada, deu lugar a curiosidade estampada no rosto das gêmeas. Até mesmo Rose estava intrigada pela visita inesperada da nova condessa Bridgerton.
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  Se ambas as irmãs Sollary estão assim, quanto mais esta autora que já estava a sonhar com uma lua-de-mel em Paris repleta de romance e amor. Ah, como meu coração sofre por esta história.
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  — %Adeline%! — Jasmine, que estava a brincar com a sua preceptora, levantou-se do chão e correu ao encontro de sua irmã.
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  — Olá, princesinha! — %Adeline% abaixou-se e a abraçou forte. — Que saudade de vós.
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  — Também sentimos vossa falta — reclamou Lily, ao ver que todo o carinho era apenas para a pequena.
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  — Ah, minhas gêmeas favoritas. — %Adeline% se aproximou dela e as abraçou também, sorrindo de forma gentil. — Como estão a mamãe e o papai?
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  — Continuam os mesmos — respondeu Daisy, voltando a atenção para o jornal em mãos.
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  — E a senhorita continua lendo os comentários de Lady Lewis — disse %Adeline% ao se aproximar da irmã e sentar ao seu lado. — Qual a notícia do dia?
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  — A cidade está em pleno alvoroço pelo pedido do príncipe a vossa cunhada — contou Daisy, enquanto lia outros relatos.
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  — Desde quando esta menina se interessa pelas fofocas na nobreza? — %Adeline% olhou para as outras irmãs.
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  — Pois saiba que Lady Lewis não é somente uma autora de fofocas, ela também relata as verdades sobre nossa sociedade patriarcal repleta de homens corruptos — argumentou Daisy em defesa.
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  — Nossa irmãzinha está tentando ser uma revolucionária e esqueceu-se que não é um cavalheiro para isso — comentou Rose, em seu tom de implicância.
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  — Pois saiba que até as mulheres na américa possuem a liberdade para se expressarem, e ainda permanecemos vivendo em tempos medievais. — A jovem cruzou os braços, emburrada. — Certamente será uma realização o dia em que as universidades da Inglaterra aceitarem uma donzela como aluna.
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  — Acho que nossa sociedade não está preparada para tal evento — disse %Adeline%, entendendo a ansiedade de vossa irmã por conhecimento.
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  — Eu nem teria vestido para tal ocasião — brincou Camellia, rindo dela.
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  Daisy fez careta para a irmã e voltou sua atenção para a primogênita.
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  — E vós, %Adeline%? Não deverias estar em vossa lua-de-mel? — perguntou ela, intrigada.
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  — Ah… — %Adeline% voltou o olhar para a porta, avistando o pai adentrar.
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  — Meu diamante. — O senhor Sollary, que raramente comparece durante o dia em sua casa, surpreendeu-se ao vê-la ali.
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  — Bom dia, meu pai. — %Adeline% sorriu de leve e então voltou a ficar séria ao ver que estava acompanhado.
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  — Minhas filhas, o marquês de Hamilton — anunciou o senhor Sollary.
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  Rose prontamente ajeitou-se no sofá, sentindo o coração acelerar por estar na presença do vosso futuro noivo. Já as gêmeas não se importaram tanto, porém mantiveram-se próximas à janela segurando o riso e os comentários inoportunos que lhes vinham à cabeça. %Adeline% continuou olhando-o sem saber como reagir, era a primeira vez que se viam após o ocorrido no Vauxhall.
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  — Lord Magnus — disse ela, mantendo um tom baixo.
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  — Lady Bridgerton. — O marquês Robert sentiu mais uma vez o gosto amargo da derrota em sua boca.
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  Por mais que tivesse aceitado a proposta de desposar Rose para remissão de vossa honra, era mais do que notório a diferença entre a beleza das irmãs. %Adeline% possuía um olhar marcante harmonizado ao seu sorriso sutil, que deixava todos os olhares atraídos para ela. Por mais que a segunda Sollary fosse bela, não tinha assim os atributos que fazem de uma donzela o diamante precioso de vossa majestade.
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  — Senhorita Sollary — o marquês manteve discreto o vosso olhar para a donzela casada, e voltou-se para a futura noiva —, trago-lhe este singelo presente.
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  — Agradeço, milorde. — Rose levantou-se e recebeu a caixa de chocolates em mão, suavizando o olhar e sorrindo com gentileza. — Aceitas um chá com biscoitos? Acabaram de sair do forno.
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  — Se não for incomodo. — Robert olhou para o dono da casa que assentiu com a cabeça.
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  — Vossa presença jamais será um incômodo, milorde. — O senhor Sollary estendeu a mão para que o homem sentasse em uma das poltronas.
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   %Adeline%, sentiu-se inquieta pela situação. Então, silenciosamente caminhou pela lateral da sala, seguindo até a porta. Logo, o senhor Sollary percebeu e, aproveitando-se da distração do marquês em uma conversa sobre algumas obras de Mozart, aproximou-se da filha.
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  — Venha comigo, %Adeline%, precisamos conversar — disse ele, ao passar pela filha mais velha e seguir em direção ao escritório.
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  A primogênita apenas assentiu em silêncio e seguiu o pai, tentando não pensar nos possíveis assuntos. Assim que ela entrou após ele, Frederick fechou a porta e deu alguns passos até sua filha, pegando em sua mão e a sentando sobre o sofá. Seu olhar estava totalmente diferente da última vez que tiveram uma conversa séria. %Adeline% lembrava-se muito bem do olhar desapontado do pai após o acidente que levou ao seu casamento.
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  — Está tudo bem, minha querida? — perguntou ele, com o olhar preocupado. — Deverias estar em outro lugar.
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  — Sim, estou bem, meu pai. — %Adeline% manteve o olhar abaixado.
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  — És minha menininha — o senhor Sollary, tocou de leve o rosto da filha, fazendo-a levantar o olhar —, vosso olhar deveria estar alegre e não triste, diga-me, não estás feliz com o casamento?
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  — Eu não sei dizer, ainda sinto-me envergonhada por falar sobre isso com o senhor, quase desonrei o nome de nossa família — explicou ela, sentindo um aperto no coração.
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  — O que importa é que o rio encontrou seu curso, não o previsto, mas estás bem casada e lord Bridgerton aparenta ter afeto por vós, minha filha. — O pai sorriu gentilmente para ela, que logo se aninhou em seus braços. — Pelo menos é um cavalheiro, honrado e de boa família.
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  — Vim em busca de um consolo nos braços de minha mãe e acabei tendo do senhor — confessou a primogênita, sentindo suas emoções formarem lágrimas no canto dos olhos. — Em momentos assim, sinto saudades do tempo de criança, sem as preocupações que nossas escolhas nos causam.
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  — O que sentes por vosso marido, minha querida? — indagou o burguês, ao acariciar os cabelos da filha.
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  — Sinto meu coração acelerar todas as vezes que ele está por perto — confessou ela e afastou-se de leve, erguendo o corpo e o olhando. — Mamãe sempre diz que isso acontece com ela, quando estão próximos.
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  — Isso chama-se amor, minha querida. — O senhor Sollary, manteve o olhar carinhoso para ela. — Quando eu conheci vossa mãe, tive certeza que nunca havia visto alguém tão maravilhosa, especial, delicada e gentil como ela e, principalmente, bela. Sinto-me afortunado em cada dia de minha vida por ter sido escolhido por ela… E por mais que ela esteja doente, ainda assim, ela segue sendo meu porto seguro.
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  — Admiro o amor de ambos, desde de pequena, sempre sonhei em encontrar um amor assim, ter a atenção do meu marido para mim, como a mamãe tem a vossa — confessou %Adeline%, sentindo uma lágrima escorrer. — Como faço para ter um casamento como o vosso?
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  — O amor e a cumplicidade, minha filha, não nascem do dia para noite, há um caminho árduo a ser percorrido por ambos… Não conhecemos uma pessoa por completo em sete anos, menos ainda em sete dias, dê uma chance ao vosso casamento, sua mãe sempre me disse que o amor começa pela amizade, e que ela aceitou meu pedido por causa disso.
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  — Por que se tornaram amigos — concluiu %Adeline%.
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  — Sim. — Assentiu ele.
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  — Posso vê-la? — perguntou a filha.
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  — Claro, minha querida. — O homem levantou-se do sofá. — Eu voltarei para a sala e a senhora, lady Bridgerton, após ver vossa mãe, retorne para casa em segurança.
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  — Sim, senhor. — %Adeline% sorriu com graça para o pai e saiu primeiro do escritório seguindo diretamente para o quarto da mãe.
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  O diamante Bridgerton ficou por alguns minutos parada, observando vossa mãe adormecida. Ela se lembrara de muitas das vezes que sentiu o coração em agonia com as muitas noites em que a mãe passou mal a ponto de quase partir deste mundo. A primogênita precisou ser forte e responsável para ajudar o pai na criação de suas irmãs e do pequeno Bowlmer.
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  — Não vais entrar, querida? — disse a mãe, com a voz baixa.
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  Marie Sollary estava se recuperando de um inesperado resfriado, causado por sua exposição à brisa que refrescou o dia do casamento da filha. Sua saúde continuava frágil, o que não era novidade, entretanto, os cuidados com ela haviam sido dobrados para que não piorasse. %Adeline% adentrou o quarto lentamente, deixando a porta entreaberta.
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  — Como estás, mamãe? — perguntou ao sentar na beirada da cama.
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  — Já tive dias melhores — brincou a mulher, ao voltar o rosto para ela. — Que olhar é este?
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  — Olhar? — %Adeline% se mostrou confusa.
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  — Sim, está triste — explicou a mãe.
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  — Impressão vossa, está tudo bem. — Ela sorriu delicadamente, pousando as mãos sobre o colo.
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  — Eu vos conheço desde o dia em que nasceu. — Marie ergueu o corpo com cuidado e pegou a mão da filha. — Não precisas mentir para vossa mãe.
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  — Não estou mentindo… — %Adeline% respirou fundo, sentindo as mãos aquecidas da mãe. — Está mesmo tudo bem.
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  — Então, o que faz aqui? Vosso pai me disse sobre a lua-de-mel em Paris — comentou ela, deixando transparecer a preocupação.
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  — Precisou ser adiada por tempo indeterminado — explicou a filha. — Preciso ir agora, não quero deixá-la cansada com meus infortúnios.
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  — Não me cansas nem um pouco, pelo contrário, alegra-me poder ajudar minhas filhas, principalmente quando se trata de assuntos do coração — disse a mãe, com o olhar reconfortante para ela. — Saiba que podes contar comigo.
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  — Agradeço o carinho, mamãe, mas devo ir agora. — %Adeline% se inclinou com suavidade e deu um beijo na testa dela. — Eu te amo.
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  — Também te amo, querida. — Marie manteve o olhar sereno para a filha, observando-a se afastar.
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   %Adeline%, ao descer as escadas, ouviu algumas risadas vindas da sala de estar. De certa forma, lá no fundo, ela sentia-se aliviada por não ter casado com o lord Robert Magnus, afinal, a vossa irmã Rose demonstrou interesse imediato no marquês de Hamilton, desde o momento em que ambas o conheceram.
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  — Senhor Lee, leve-me para casa, por favor — pediu %Adeline%, assim que o cocheiro a ajudou a entrar na carruagem de lord Bridgerton.
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  — Sim, milady. — Assentiu o empregado, fechando a porta em seguida.
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  Ao chegar na mansão Bridgerton, %Adeline% fora recebida por sua criada que a aguardava ansiosa. O diamante ficou surpresa já que a criada sabia onde estava.
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  — Aconteceste algo, Moore? — perguntou ela.
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  — Não, senhora, só pensei que a senhora não fosse retornar tão cedo — explicou a criada, voltando o olhar para a janela. — O dia está tão lindo, certamente haveria muitos assuntos entre a senhora e as vossas irmãs.
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  — Ah, sim, haveria muitos assuntos — assentiu %Adeline%, rindo baixo —, porém, meu pai retornou para casa com outra visita inesperada e achei prudente voltar mais cedo.
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  — Outra visita? — Moore se pegou curiosa e confusa.
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  — O marquês de Hamilton, esteve para visitar minha irmã Rose. — Ao pronunciar, %Adeline% voltou seu olhar para trás e percebeu o marido descendo as escadas.
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  — Milady — disse ele, num tom seco ao passar por ela.
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  — Milorde — ela o cumprimentou, mantendo o olhar afastado.
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  Ainda não o tinha visto naquele dia, e certamente imaginara que não estivesse em casa.
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  — %Dimitri% e %Adeline%. — tia Violet adentrou o hall da casa acompanhada da sobrinha. — Não sabia que estavam em casa.
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  — De fato, como foi a visita a casa do vosso pai, %Adeline%? — perguntou %Annia%, ao se aproximar da amiga.
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  — Foi bem, saciei a saudade que seguia de minhas irmãs e conversamos um pouco — contou ela, notando o olhar afastado do marido.
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  — Sairei para resolver alguns assuntos, voltarei antes do jantar — anunciou %Dimitri%, ao passar pelas damas e seguir até a porta.
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  — %Annia%, minha querida, vá se aprontar que em breve a mademoiselle Tatou estará aqui para conversarmos sobre o vestido do vosso casamento — pediu lady Violet, com outras intenções de ficar a sós com a condessa.
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  — Tens razão, minha tia, irei me aprontar. — Ela sorriu graciosamente para a amiga e seguiu para a escadaria. — Judith, queira me ajudar por favor.
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  — Claro, senhorita Bridgerton — disse a criada, seguindo-a pelos degraus.
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  — Senhorita Moore, poderia preparar um chá para nós e levar ao jardim? — contou Violet, em suas ordenanças.
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  — Claro, milady, com sua licença.
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  Assim que a criada se retirou, lady Violet segurou a mão de %Adeline% e a guiou até o jardim. Inicialmente contando sobre quando conheceu o falecido marido e de como eram felizes no tempo em que o mesmo estava vivo. Os altos e baixos que seu casamento teve, principalmente nas preocupações das muitas gravidezes que tivera.
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  — Tenho certeza que entendes, já que possui muitos irmãos — disse Violet em risos. — Tenho por mim que se Edmund não tivesse partido tão cedo, teríamos tido bem mais que apenas oito filhos.
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  Ela riu de leve.
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  — Acho que posso dizer o mesmo de meus pais, felizmente minha mãe ainda vive, mas por vossa saúde frágil, não podes mais ter filhos — explicou %Adeline%, ao assentar-se em um banco ao lado da viscondessa.
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  — No entanto, eles tiveram seis belas filhas e um menino muito inteligente, pelo que soube no dia do vosso casamento — comentou a tia, olhando-a com carinho.
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  — Sim, sete é um número especial para minha família, assim com o oito é para a vossa. — Concordou o diamante com um olhar sereno para o canteiro de rosas. — A senhora sempre soube que estava apaixonada pelo visconde Bridgerton?
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  — Ah, sim, desde o primeiro momento em que meus olhos encontraram os dele, tive a certeza que meu coração seria dele para sempre — confessou Violet, sentindo-se emocionar um pouco. — Eu não sei o que ocorre entre vós e meu sobrinho, mas sei o quão conturbado foste o início de ambos, contudo, mais do que apenas um olhar que nos aquece por dentro, são os dias compartilhados que alimentam os sentimentos que temos por nossos maridos.
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  — Senhora… — %Adeline% sussurrou.
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  — Edmund sempre disse que minha maior virtude era observar nossos filhos quando planejavam fazer algo errado. — Ela riu graciosamente, lembrando-se do passado. — Mas também de aconselhá-los da melhor forma possível… Deixe-me fazer o mesmo por vós?
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   %Adeline% assentiu com o olhar.
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  — Podes não estar apaixonada por meu sobrinho, não da forma que eu percebo que ele esteja por vós, mas o amor é uma decisão, e podes escolher entre amá-lo ou não. — continuou Violet, construindo seu conselho. — Não achas que a vida é curta demais para escolher não amar? Um dia, ele está ao vosso lado e no dia seguinte, podes não o ter mais… E sentirá falta até da mais singela risada ou da mais inútil discussão.
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  Era nítido que a viscondessa estava se referindo a saudade que tinha do marido. E %Adeline% compreendia tal referência.
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  — Minha mãe sempre disse que o amor nasce de uma amizade — comentou o diamante Bridgerton, recordando a conversa com os pais.
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  — E ela está certa, eu e Edmund sempre fomos amigos, desde o início. — Violet segurou a outra mão dela, transmitindo um olhar esperançoso.
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  Há muitas coisas que se pode fazer entre o nascer e o pôr-do-sol. Lord Bridgerton tinha suas responsabilidades como o conde de Whatnot, que lhe tomavam algumas horas do dia. Agora, após o casamento, sentia ainda mais a pressão de não errar com sua família que estava em construção. Por isso, constantemente passava boa parte de seus dias no escritório concentrado nas produtividades das terras das quais possuía.
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  — Milorde. — A suavidade na voz de %Adeline%, despertou a atenção do vosso marido, o que o fez olhá-la de imediato.
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  Contava-se uma semana de casados e ambos estavam dormindo em quartos separados, conforme as tradições da nobreza. Entretanto, para esta autora, a maior lástima está no fato de que este casal apenas trocava algumas poucas palavras nos momentos das refeições em família e nada mais. E, como vimos, lady Violet também havia notado a frieza com a qual ambos se tratavam.
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  O que muito entristece o coração desta nobre autora.
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  — Algum problema? — perguntou ele, sério e inexpressivo.
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   %Adeline% estava em um dilema interno. Vossa teimosia devido ao assunto do vestido, sendo combatida pelas palavras de conselho do pai e da viscondessa. O diamante Bridgerton sentia o coração acelerar apenas com o olhar do marido, mesmo que atualmente estivesse distante e gélido. E ela sabia bem que nem só de um olhar se construía um relacionamento. A única coisa que esta autora pode dizer é que ainda guarda as esperanças nesse casal, contando que em breve teremos herdeiros, afinal, todos sabemos que os Bridgerton são conhecidos por seguir à risca a ordem do Senhor de crescer e multiplicar.
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  O silêncio da esposa o perturbou de forma a fazê-lo levantar-se e se aproximar. A condessa permaneceu quase imóvel, a não ser por vosso corpo agora trêmulo ao sentir o aroma amadeirado do perfume do marido.
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  — Eu… — Ela iniciou a frase, sem saber como dar continuidade.
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  — Vós? — ele manteve a atenção voltada para ela, por alguns instantes, até que desviou em um respiro profundo, então abaixou um pouco mais a voz. — O que desejas de mim?
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  — O que uma esposa deve desejar do marido? — perguntou ela, levantando o olhar controlando suas indagações internas.
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  — Se estás aqui para pedir mais uma vez que eu assuma algo que não fiz… — iniciou ele, tentando manter a paciência sobre o assunto.
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  — Não estou aqui para pedir nada. — Ela o interrompeu. — Ou melhor, estou, mas… Não relacionado a tal assunto.
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  — Não? — Vosso olhar voltou-se para ela, confuso.
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  — Entendo que não mudará a vossa palavra, assim como eu não mudarei a minha — continuou ela.
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  — Então não temos mais nada a dizer. — Ele se moveu para retirar-se do escritório.
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  — Espere. — O tocar de %Adeline% em vosso braço, o fez sentir o corpo arrepiar.
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  — Mais uma vez perguntarei — ele manteve seu olhar subjetivo para ela, porém internamente sendo atormentado por seus impulsos regados a malícia — o que desejas de vosso marido?
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  — Vossa amizade. — Sua voz manteve-se baixa, porém firme. — Se não posso ter nenhum outro sentimento positivo, não desejo que nosso casamento siga como se fôssemos dois estranhos.
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  — Amizade?! — %Dimitri% moveu-se em dois passos para que seu corpo ficasse mais próximo do dela. — Achas que é apenas isso que devo possuir por vós?
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  — E acaso o senhor não me desposou apenas para manter minha honra? — questionou ela, lembrando-se do fato de seu dote ter sido recusado pelo marido. — Ou devo acreditar que podes ter algum afeto por vossa esposa?
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  — Não só afeto, milady… — %Dimitri% conteve-se o máximo que conseguira, entretanto, sua mão direita pousou involuntariamente sobre a cintura de sua esposa, aproximando-a ainda mais. — Podes não acreditar, mas não há um só segundo do meu dia em que meus pensamentos não estão em vós…
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  — Milorde… — %Adeline% encostou de leve suas mãos nos braços do homem, sentindo-se desnorteada pela proximidade de ambos.
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  — Se de fato conhecesse-me, saberia o quanto a desejo, lady Bridgerton. — concluiu ele, em sussurro, inclinando-se um pouco mais controlando seus lábios que estavam próximos dos dela. — E o tormento que tenho passado sempre que a vejo e sou impedido de tocá-la, mesmo estando a milímetros de mim.
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  — Então, permita-me conhecê-lo de fato, milorde — pediu ela, num tom mais baixo ainda com o coração acelerado. — %Dimitri%.
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  O sutil beijo do conde de Whatnot em sua esposa iniciou-se espontâneo e doce, sendo intensificado de forma gradativa, fazendo-a esquecer de onde estavam. Se o dia havia iniciado refrescante pela brisa do final da primavera, uma pontual variação na temperatura daquele pequeno espaço seria resultante no calor que o casal passou a sentir. Inexplicável para %Adeline%, pois parecia que até mesmo o tempo havia congelado, para que finalmente pudesse entender de uma vez por todas os reais sentimentos do vosso marido.
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  Um sussurro em seu ouvido, para cada beijo que recebia…
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  Uma troca de olhares intensa, para cada palavra declarada…
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  O diamante Bridgerton havia feito a vossa escolha: amar e ser amada.
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Lady Lewis.

Eu perdi minha cabeça,
Desde o momento em que te vi.
Só de estar ao seu lado, meu mundo fica em câmera lenta,
Por favor, diga se isso é amor?
- What Is Love / EXO

XIX
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