Capítulo Cinco
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O ar estava carregado de eletricidade entre eles. %Mirae% não se movia, mas o espaço entre ela e %Yeosang% parecia encolher a cada segundo. O toque dele na sua bochecha ainda queimava, mas agora ela o observava com uma intensidade que ela não tentava esconder. A raiva, a frustração, e algo mais... algo que ela não queria admitir, estavam borbulhando dentro dela.
Ele se afastou um pouco, mas a distância entre os dois parecia quase irreal. Ambos estavam tão próximos que podiam sentir o calor do corpo do outro, e a tensão se arrastava como uma linha invisível, puxando-os de volta.
%Mirae% não queria ceder. Não queria deixar que a provocação de %Yeosang% a afetasse.
Ela não podia. Mas não conseguia negar que as palavras dele, aquelas verdades que estavam sendo ditas entre eles, a estavam desestabilizando de uma maneira que ela não esperava.
— Então, é isso? — ela perguntou, a voz mais baixa agora, mas ainda carregada de um tom desafiador.— Você vai se deixar levar pelas suas próprias frustrações, %Yeosang%? Jogar todas as suas inseguranças em mim? Você não pode me controlar, não pode simplesmente esperar que eu aceite tudo o que você diz e faça como você quer.
Ele a encarou, o olhar agora mais afiado, a mandíbula tensa. Ele podia sentir a raiva dela crescendo, mas também sentia o quanto ela estava sendo tocada por tudo o que estava acontecendo. Ele não sabia o que era pior: a sensação de não poder controlar a situação ou a confusão dentro de si, como se ela estivesse se tornando uma obsessão que ele não sabia como lidar.
— Não sou eu que estou tentando te controlar, %Mirae% — ele respondeu, a voz fria, mas com algo mais por trás dela. — Você é quem não sabe lidar com a realidade, quem se esconde atrás de suas palavras afiadas e me vê como um alvo, mas no fundo, é só alguém tentando controlar o que não pode controlar. Eu não sou seu pai, %Mirae%. Você não pode projetar tudo o que sente por ele em mim.
Ela deu um passo à frente, o corpo tenso, a raiva visível em seus olhos. Não ia deixar que ele a derrubasse assim. Não ia se mostrar vulnerável diante dele, não importava o quanto as palavras dele a estivessem tocando.
— E quem você pensa que é para me dizer o que eu posso ou não fazer? — ela disparou, a voz agora mais alta, cortante — Não sou nenhuma menina que você pode manipular com um simples olhar, %Yeosang%. Eu sei muito bem o que estou fazendo.
A brisa da noite entrou pela janela aberta, e o som suave das luzes da cidade parecia estar distante agora, como se tudo ao redor deles tivesse desaparecido, restando apenas aquele momento, aquele jogo de palavras que parecia ser mais afiado do que
qualquer flecha. %Yeosang% deu um passo à frente, se aproximando dela novamente, sem a mínima intenção de recuar. Eles estavam a centímetros de distância, e ele podia ouvir a respiração dela, mais rápida, mais intensa, como se ela estivesse no limite de perder o controle também.
— Você realmente acha que não posso te tocar? — ele disse, os olhos fixos nos dela. A tensão entre eles estava atingindo o ponto de ruptura, e ele sabia disso — Você realmente acha que consegue se manter distante de mim quando cada palavra sua só me faz querer mais?
%Mirae% o encarou, o peito subindo e descendo com a respiração acelerada. Ela não queria ceder, mas as palavras dele, o modo como ele a provocava, estavam queimando por dentro. Ela tentou manter a compostura, mas a sensação de que ele estava certo, de que ele a estava desafiando de uma maneira única, a fez perder a linha por um momento.
— Você é insuportável — ela disse, a raiva agora misturada com algo que ela não conseguia esconder — E você é tão arrogante, achando que pode me entender, mas você não sabe nada sobre mim. Nada sobre o que eu passei.
%Yeosang% estava tão perto dela que sentiu a batida do coração dela, e, no calor daquele momento, algo explodiu dentro dele. A raiva, o desejo, a frustração... tudo se misturou de uma maneira que ele não podia mais controlar. Ele a puxou para perto, sua mão em sua nuca, sem mais palavras, apenas o impulso de querer apagar tudo com um beijo, com algo que fosse mais forte do que qualquer crítica ou provocação.
Ele a beijou com força, os lábios dela recebendo o toque com uma intensidade inesperada. %Mirae% não resistiu imediatamente, mas logo o empurrou com força contra o peito dele, as mãos em seu peito, tentando se afastar, mas sem conseguir. Algo entre os dois havia quebrado. A provocação que os consumia, a raiva e o desejo agora estavam tão entrelaçados que o beijo parecia ser a única resposta possível.
Ela tentou empurrá-lo novamente, mas, ao invés disso, ele a segurou mais firme, os corpos deles se chocando, e por um momento, nada mais importou. A raiva deles estava ali, mas também algo mais profundo, algo que não podiam mais negar. Ele a desejava. E, naquele momento, ele não sabia mais o que era o que. Só sabia que ela o fazia perder o controle.
Claro! Vamos continuar a cena com %Mirae% cedendo ao beijo e se entregando ao momento com a mesma intensidade e desejo que %Yeosang%.
%Mirae% tentou resistir, tentou afastá-lo, mas a intensidade do beijo e a proximidade dele a dominaram de uma forma que ela não esperava. Ela não conseguiu mais se manter afastada, a raiva e a frustração dando lugar a algo muito mais primal... Seus lábios, inicialmente tensos, começaram a corresponder ao dele com a mesma fome e urgência.
A sensação de ser tocada por ele, de ser desejada de uma maneira tão intensa, a fez perder o controle. Ela o puxou para mais perto, seus corpos agora completamente colados. A mão de %Yeosang% em sua nuca a manteve no lugar, mas agora ela estava tão envolvida no momento que a única coisa que ela queria era estar ainda mais próxima dele.
O calor entre eles se intensificou, como se o tempo tivesse parado, e tudo o que existia fosse aquela troca feroz de beijos, de toques que diziam tudo o que as palavras não podiam. %Mirae% sentia a força dele, a tensão em seu corpo, e isso a fazia querer mais. Ela não se importava mais com o que estava acontecendo, com o que eles estavam fazendo. Era apenas a necessidade de ceder a esse momento, de sentir o que ele tinha a oferecer.
Ela afundou as mãos nos cabelos dele, puxando-o ainda mais para ela, como se precisasse daquela proximidade, daquele toque. Ele correspondeu, sua língua explorando a dela com uma necessidade quase desesperada, e os dois se moveram juntos, mais rápidos, mais intensos, como se finalmente tivessem se libertado de todas as barreiras que os separavam.
%Mirae% sentiu o peito dele contra o seu, o coração batendo forte, e foi quando ela percebeu que não era só a raiva que os unia, mas o desejo, algo que os consumia de uma maneira mais forte do que qualquer coisa que haviam experimentado antes. Ela sentia cada movimento dele, a forma como ele a tocava, e era como se tudo o que ela tinha guardado, todas as emoções reprimidas, estivessem vindo à tona naquele instante.
O beijo se aprofundou, os corpos se moldando um ao outro, e ela se entregou completamente ao momento. Ela não queria mais controlar, não queria mais se afastar. No fundo, ela sabia que não era só o desejo que a levava a isso, mas a necessidade de sentir algo real, algo que a conectasse a ele de uma maneira que fosse além das palavras e das provocações.
Quando ele afastou os lábios dos dela, ainda tão próximos, o olhar deles se cruzou. Ambos ofegantes, com a respiração pesada, mas com uma intensidade nos olhos que dizia tudo.
%Mirae%, agora sem palavras, tocou o rosto dele com a palma da mão, os dedos deslizando suavemente pela pele quente, ainda tremendo da sensação de tê-lo tão perto. Ela não sabia o que fazer com aquilo, com o que estavam criando, mas sabia que não havia como voltar atrás. Eles estavam além de qualquer provocação ou crítica agora.
%Yeosang%, ainda com a testa encostada na dela, sussurrou:
— Eu sabia que você não ia resistir.
Ela não respondeu com palavras, mas com um sorriso fraco, o tipo de sorriso que dizia mais do que qualquer frase. Ela havia cedido, e não havia mais como negar o que sentia.
Os olhares de %Yeosang% e %Mirae% estavam entrelaçados, os corações batendo rapidamente, ainda em sintonia com a intensidade do momento. O silêncio entre eles era denso, carregado de algo que não podiam mais esconder, e, em um impulso, ambos se aproximaram novamente.
Sem palavras, seus lábios se encontraram em um beijo urgente, como se não houvesse mais espaço para dúvidas. Desta vez, foi mais profundo, mais quente, como se estivessem tentando preencher o vazio que ambos carregavam, a paixão e a raiva agora transformadas em algo muito mais visceral. %Yeosang% a puxou para si, sem nenhum receio, seus corpos colidindo com força, a tensão se tornando ainda mais palpável enquanto suas mãos exploravam, impacientes, os limites do outro.
%Mirae% não hesitou em corresponder ao beijo, suas mãos se prendendo à camiseta de %Yeosang%, puxando-o mais para perto. Ela não queria se afastar, não agora, não quando tudo parecia estar finalmente fazendo sentido. A frustração, a raiva, o desejo… tudo se transformava em uma mistura intensa que só aumentava a necessidade de tê-lo ainda mais próximo.
As bocas se separaram por um segundo, mas apenas o tempo suficiente para que ambos se olhassem, os olhos ardiam com a mesma intensidade. Ela sabia que ele estava tão perdido quanto ela naquele momento, e a sensação de estar completamente envolvida com ele a fazia perder qualquer resistência. Sem pensar, ela se inclinou para beijá-lo novamente, mais ferozmente, mais faminta.
%Yeosang% não recuou, seus dedos acariciando a linha da cintura dela enquanto seu beijo se aprofundava. O gosto dele, a proximidade, tudo o que havia entre eles era agora um vórtice impossível de resistir. Ele queria mais. E ela queria a mesma coisa.
A mão dele subiu até o pescoço de %Mirae%, puxando-a ainda mais para ele, enquanto ela o respondia com a mesma intensidade, seus dedos explorando seu peito, como se tentasse marcar o momento com mais intensidade. Não havia espaço para palavras agora. As provocações, os jogos mentais… tudo parecia insignificante diante daquela troca de beijos, de toques, de uma necessidade que estava crescendo entre eles.
O calor entre os dois aumentava a cada segundo. A tensão que havia começado com farpas agora se transformava em algo mais, algo que os dominava por completo. Eles não podiam mais se negar, e nem queriam.
Quando finalmente se separaram, ambos ofegantes, %Yeosang% a olhou com um sorriso fraco, mas com um brilho nos olhos que dizia tudo o que não podia ser dito. A distância entre eles parecia ter desaparecido, e, agora, mais do que nunca, nada parecia importar além de se perder nesse momento.
Ela não sorriu de volta, mas seus olhos estavam carregados de algo que ele não podia ignorar. Era o mesmo desejo, a mesma necessidade de estar perto dele, de ceder a tudo o que estavam sentindo.
A tensão, agora mais intensa do que nunca, se mantinha entre eles, e era impossível dizer o que aconteceria depois. Mas uma coisa era certa: o que quer que fosse, já estava além do controle deles.
🏹🏹🏹
Os dois estavam em silêncio, o quarto ainda impregnado com o calor do que acabara de acontecer. %Yeosang% ainda a observava de perto, os olhos fixos nela, enquanto tentava encontrar as palavras certas. Mas nenhuma parecia boa o suficiente para explicar o que estava passando por sua mente.
%Mirae%, por outro lado, estava imersa em pensamentos próprios. Ela ainda sentia o gosto dele nos lábios, a pressão de seu corpo contra o dela, o calor da troca intensa de beijos. Ela havia perdido o controle, mas o que mais a incomodava era que ela não sabia o que isso significava. Não sabia como reagir a isso, a ele, a si mesma.
Finalmente, foi %Yeosang% quem quebrou o silêncio, sua voz mais grave do que antes, carregada de algo que ele não sabia exatamente o que era.
— O que foi isso? — ele perguntou, a voz baixa, mas com um tom de confusão que ele não conseguia esconder. — O que aconteceu entre a gente?
%Mirae% olhou para ele, ainda sem se mover. Ela sentiu o peso da pergunta, como se ele estivesse tentando entender o que ela própria estava tentando entender. Ela sabia que não era apenas um beijo, não era apenas o desejo que os consumia. Havia mais ali, algo que nenhum dos dois queria admitir. E, no entanto, as palavras não saíam. Tudo o que restava era o calor residual daquilo que haviam compartilhado.
Ela se afastou um pouco, os olhos fixos no chão, tentando encontrar alguma resposta que fosse adequada. Mas a verdade era que ela também estava perdida.
— Eu não sei o que foi isso, %Yeosang% — ela respondeu, sua voz quase imperceptível, mas ainda carregada de frustração. — Não sei por que fiz isso. Mas também não sei por que você... fez isso.
Ele se aproximou dela, um passo após o outro, até que estavam novamente a uma curta distância, a tensão entre os dois ainda no ar. Ele olhou para ela, a expressão agora mais suave, mas com uma intensidade que não se apagava.
— Você sabe o que aconteceu, %Mirae%. Não precisa esconder o que está óbvio — ele disse, o tom de voz mais gentil agora, mas ainda firme. — Você não pode negar o que aconteceu entre nós. E eu também não posso.
%Mirae% o encarou, o peito se apertando com uma mistura de emoções conflitantes. Ela sabia que ele estava certo. Não podia mais negar. Mas isso a fazia se sentir vulnerável, e ela não sabia como lidar com isso.
— Eu não sou boa com isso, %Yeosang%. Com as pessoas... com sentimentos. Eu não sei o que você espera de mim, ou o que eu espero de mim mesma. Isso tudo foi... um erro? Ou é só mais uma coisa que aconteceu por impulso?
Ele respirou fundo, tentando encontrar uma maneira de se expressar sem perder a compostura. Ele sabia que tudo o que estavam vivenciando era mais complexo do que parecia, mais profundo do que qualquer impulso físico.
— Não foi um erro, %Mirae% — ele disse, sua voz mais suave agora, mas ainda com uma força que ela não podia ignorar. — Eu sei que você tem seus motivos para ser assim, para se proteger, para não deixar ninguém entrar. Mas eu também tenho meus motivos. E isso que aconteceu... isso não foi só sobre raiva ou desejo. Há mais do que isso.
Ela olhou para ele, os olhos mais suaves agora, mas ainda carregados de incerteza.
— Então o que isso significa, %Yeosang%? O que significa para nós? — ela perguntou, a vulnerabilidade em sua voz mais evidente agora. Ela não estava mais tentando manter a fachada, mas também não sabia o que fazer com a sensação que se formava dentro dela.
Ele ficou em silêncio por um momento, a expressão dele se suavizando enquanto ele a observava. Era difícil encontrar as palavras certas, mas ele sabia que precisava ser honesto com ela, assim como estava sendo consigo mesmo.
— Significa que não temos mais como ignorar o que está entre nós — ele disse, com a sinceridade estampada no rosto. — Significa que, por mais que tentemos, a tensão entre a gente não vai desaparecer. E, talvez, isso seja... inevitável. Mas eu não sei o que vem depois, %Mirae%. Não sei o que isso quer dizer para nós.
%Mirae% respirou fundo, tentando processar suas palavras. A verdade era que ela estava mais confusa do que nunca. O que havia acontecido entre eles não podia ser ignorado, e ela sabia que não seria fácil lidar com isso. Mas, no fundo, ela também sentia que algo tinha mudado entre eles. Algo que não podia ser revertido.
Ela olhou para ele, os olhos fixos nos dele, como se estivesse tentando ler o que ele realmente queria dizer. E então, com uma leve hesitação, ela falou:
— Então, o que fazemos agora? — a pergunta saiu mais baixa do que ela esperava, carregada de um certo medo do que poderia acontecer a seguir.
Ele a observou por um momento, sua expressão intensa, e então disse, com uma leveza inesperada:
— Agora, acho que precisamos descobrir juntos.
O silêncio entre eles foi quebrado apenas pela respiração acelerada e o som suave da noite que entrava pela janela aberta. %Yeosang% ainda olhava para %Mirae%, seus olhos agora mais suaves, mas o desejo não tinha desaparecido. Algo dentro dele ainda o empurrava para ela, para aquele momento.
Sem dizer uma palavra, ele se aproximou mais uma vez, seus lábios encontrando os dela em um beijo profundo, sem hesitação. %Mirae% correspondeu de imediato, suas mãos encontrando seu pescoço, puxando-o para si, como se não quisesse mais distância entre os dois. O beijo foi urgente, mas também cheio de uma intensidade suave, como se cada movimento estivesse sendo cuidadosamente calculado, mas, ao mesmo tempo, totalmente impulsivo.
Ele a puxou para mais perto, e seus corpos colidiram novamente, sentindo o calor de um no outro, como se o toque fosse a única coisa que importasse naquele momento. Ela não queria mais se afastar, não agora, quando tudo parecia estar finalmente no lugar.
Com um movimento suave, %Yeosang% guiou %Mirae% para dentro do quarto outra vez, seus passos lentos, mas carregados de uma tensão palpável. Eles se moviam juntos, quase como se estivessem dançando, mas sem qualquer ritmo claro, apenas o impulso de querer se perder no momento. Seus corpos estavam mais próximos do que nunca, e o calor entre eles só aumentava a cada passo.
Quando chegaram à cama, não houve hesitação. Ele a deitou lentamente, seu corpo se movendo sobre o dela, sem interromper o beijo. %Mirae% se entregou completamente, seus braços envolvendo o pescoço dele, puxando-o para ela com uma necessidade que parecia incontida. Seus corpos estavam alinhados, e ela sentiu o calor de cada toque, cada movimento, como se o mundo tivesse desaparecido e só existisse aquele momento.
O beijo continuou, sem pressa, mas cheio de urgência, como se eles estivessem tentando se comunicar de alguma forma que palavras nunca poderiam alcançar. %Yeosang% a tocou com uma suavidade inesperada, seus dedos acariciando o rosto dela antes de voltar para o beijo, mais profundo, mais intenso.
%Mirae% sentia cada parte dele, cada toque, cada respiração que compartilhavam. Ela não queria pensar, não queria racionalizar o que estava acontecendo entre eles. Tudo o que ela queria era continuar ali, sentir a proximidade dele, a maneira como ele a fazia esquecer de tudo o que a cercava.
O quarto parecia estar em completo silêncio agora, exceto pelos suspiros abafados e os beijos entrecortados, como se o tempo tivesse desacelerado. Eles se moviam juntos, sem interromper o contato, a sensação de estarem em sintonia preenchendo o espaço entre eles. Nada mais parecia importar além do calor de seus corpos, da intensidade de seus toques.
Quando finalmente se separaram por um segundo, os olhos de %Yeosang% se encontraram com os de %Mirae%, ainda intensos, carregados de algo que não podiam mais negar. Ele estava tão perto dela, e ela sabia que, mais do que tudo, o que havia entre eles não seria fácil de esquecer.
Os lábios de %Yeosang% começaram então a traçar um caminho lento e tortuoso por todo seu pescoço, fazendo-a fechar os olhos com força quando o corpo começou a se arrepiar a cada beijo molhado deixado por ele, com um rastro que parecia gasolina em fogo.
As mãos de %Mirae% se afundaram em seus cabelos, pressionando seus lábios ainda mais na região, mas %Yeosang% logo voltou a colar os lábios nos dele, com urgência, famintos ainda um pelo outro e logo as mãos dele deslizaram pela lateral de seu corpo até alcançarem as alças finas da peça de luxo que ela usava. De olhos fechados e correspondendo ao beijo com a mesma intensidade, ela deixou que %Yeosang% se livrasse da peça, interrompendo o beijo apenas para ajudá-lo a se livrar da mesma, revelando sua pele nua.
Ela sentiu a pressão de suas mãos em sua pele exposta, e algo dentro dela estremeceu, como se a eletricidade entre eles estivesse finalmente em erupção.
Com os olhos fechados, ela sentiu as mãos de %Yeosang% se moverem de volta para sua pele nua, agora sem a peça que a cobria, seus dedos explorando a suavidade de sua pele com uma precisão que parecia saber exatamente onde tocá-la para fazer com que cada músculo de seu corpo se contraísse. As pontas dos dedos dele deslizaram pelas laterais de seu corpo, fazendo com que %Mirae% soltasse um suspiro ofegante. Cada toque parecia incendiar seu corpo, a sensação de seus dedos se movendo sobre ela criando um calor tão intenso que ela quase não sabia mais onde começava seu corpo e onde ele terminava.
— Eu poderia imaginar qualquer coisa %Mirae%, menos que você estaria usando só esse vestido, sem nada por baixo. E confesso, que imaginei esse momento muitas vezes, mas nunca assim… Você escondeu o tesouro muito bem.
Ela sentiu suas mãos, agora mais firmes, acariciando seu quadril e subindo até a linha de sua cintura. %Yeosang% não parava. Ele explorava, tocava, fazia com que ela sentisse cada fibra de seu corpo vibrar. Sua pele queimava sob os toques dele, e ela sabia que não poderia voltar atrás agora. Era como se ele tivesse o poder de dissolver qualquer resistência, deixando apenas a necessidade, a vontade, o desejo de estar ainda mais próxima dele.
— Cala a boca %Yeosang%… — ela ofegou — Só continua o que você está fazendo!
%Mirae%, sem conseguir controlar o impulso, puxou-o para mais perto, seus corpos finalmente em total contato. O calor de sua pele contra a dele a fez suspirar de prazer, e ela não pôde evitar se entregar completamente, suas mãos deslizando para o peito dele, sentindo os músculos tensos sob os dedos. O beijo que agora compartilhavam era mais urgente, mais profundo, como se o simples toque de seus corpos juntos fosse a única coisa que importava.
Enquanto ele a tocava, suas mãos explorando cada curva com delicadeza e fome, %Mirae% percebeu que estava completamente perdida no momento. Não havia mais espaço para pensamentos, apenas para o toque, para a sensação de ser tocada por ele de uma maneira que a fazia se sentir vulnerável e forte ao mesmo tempo. Ela não sabia onde aquilo os levaria, mas não queria mais parar. Ela queria mais. Ela queria tudo.
%Mirae%, ainda com os olhos fechados, protestou baixo quando %Yeosang% interrompeu o beijo abruptamente, mas a palavra que estava prestes a sair de sua boca se transformou em um gemido profundo e inesperado quando ele abocanhou seu seio esquerdo com fome. O choque do toque quente de seus lábios contra sua pele fez seu corpo se arrepiar instantaneamente, e a sensação de sua boca deslizando, com a língua explorando a extensão do seio, a fez perder o fôlego. Ele estava faminto, e ela podia sentir a necessidade dele em cada movimento, cada toque.
%Yeosang% traçou círculos lentos e insistentes ao redor de seu mamilo com a língua, e %Mirae% se curvou involuntariamente em direção a ele, os dedos enterrados nos lençois e seus próprios suspiros ofegantes preenchendo o quarto. A sensação de sua boca sugando-a com intensidade fez seu corpo se contorcer, e ela não conseguiu mais se controlar. O prazer a invadiu, ondas de calor intensas percorrendo sua espinha, fazendo seus músculos se tensionarem.
Ele não parou por aí. A mão dele se deslizou para o seio direito de %Mirae%, e o toque de seus dedos, fortes e firmes, fez ela arquear as costas, seu corpo reagindo de forma quase instintiva, desejando mais. Ele apertou com força, e ela soltou um suspiro, uma mistura de prazer e surpresa. Sua pele parecia queimar sob o toque dele, e cada segundo estava se estendendo para um limiar de prazer que ela não sabia como controlar. Ele estava controlando o ritmo, mas ela se entregava de boa vontade, querendo mais, desejando que ele fosse mais ousado, mais intenso.
A maneira como ele explorava seu corpo a fazia sentir-se vulnerável e, ao mesmo tempo, totalmente viva, como se estivesse sendo consumida pelo desejo, e não quisesse mais nada além disso. O ar ao redor deles estava denso, quente, e ela podia sentir o seu coração batendo mais forte a cada movimento dele. O calor emanava de ambos, e ela soube, naquele instante, que não havia mais volta.
%Mirae% podia sentir a resposta dele também, o corpo de %Yeosang% reagindo com a mesma urgência, seu torso pressionado contra o dela enquanto ele continuava a explorar seus seios com a boca e as mãos. Ele não estava mais tentando esconder sua própria necessidade. Ela podia sentir o aumento da pressão contra sua perna, o calor do corpo dele que também estava reagindo ao prazer compartilhado. Cada movimento, cada toque era uma explosão de sensações, e a conexão entre eles se aprofundava com cada segundo que passava.
O corpo de %Yeosang% estava tenso, os músculos de seus braços se contraindo enquanto ele continuava a explorar o corpo de %Mirae%, e o som da respiração pesada dele misturava-se ao som das reações dela. Ele estava completamente absorvido pela sensação de tocá-la, de senti-la tão perto, tão entregue. Não havia mais controle entre eles, e ele sabia que isso os estava levando para um ponto sem retorno.
%Mirae%, sentindo o calor crescente entre eles e o desejo tomando conta de cada célula de seu corpo, não queria mais esperar. Ela queria mais, e agora sabia que o poder estava em suas mãos também. Com um movimento rápido, ela se afastou levemente, seus olhos fixos em %Yeosang%, e com um sorriso travesso, ela puxou o blazer dele com firmeza, despojando-o da peça. O movimento era ousado, mas a necessidade que ela sentia a impelia a ser mais assertiva.
%Yeosang% a observou em silêncio, o olhar se intensificando, a tensão entre os dois aumentando à medida que ela tomava as rédeas do momento. %Mirae% então se inclinou para frente e começou a desabotoar a camisa dele, os dedos deslizando pelos botões com precisão, uma sensação de poder crescendo dentro dela. Cada botão que ela abria parecia mais uma vitória, uma vitória sobre si mesma e sobre o controle que ambos haviam perdido.
Quando a camisa dele estava completamente aberta, ela puxou a peça para os ombros dele, os olhos nunca saindo dos dele. O desejo no olhar de %Yeosang% não estava mais escondido, e ele se deixou levar, tirando o resto de suas roupas enquanto os dois se entregavam ao calor crescente.
Agora, estavam ambos com os corpos expostos, a pele de um tocando a do outro, e o contato imediato fez %Mirae% soltar um suspiro. O calor de seu corpo contra o de %Yeosang% era indescritível. A pele dele parecia queimar a dela enquanto ele a puxava de volta para um beijo urgente, faminto. Seus corpos estavam em perfeito alinhamento, e ela podia sentir a intensidade da conexão deles em cada movimento, cada toque.
A sensação da pele dele contra a dela a fazia se perder nos próprios sentimentos. As mãos de %Yeosang% agora percorriam suas costas com uma urgência que ela nunca imaginou que experimentaria. Os músculos de seu corpo, definidos e quentes, estavam em total contato com os dela, e a sensação de estarem tão próximos, tão vulneráveis, a fazia se sentir viva de uma maneira que ela não sabia que poderia.
%Mirae%, por sua vez, usava suas mãos para explorar o corpo dele, sentindo a textura da pele e o calor que irradiava de cada parte dele. Os músculos de %Yeosang% estavam tensos sob seus toques, como se ele também estivesse se entregando ao momento sem mais resistências. Cada toque, cada carícia parecia incendiá-los ainda mais. Ela sentiu o coração dele batendo forte contra o dela, e isso a fez querer mais, algo mais que ela não sabia definir. O desejo que crescia entre os dois agora parecia estar tomando conta de tudo ao redor.
A proximidade dos corpos, o toque da pele contra a pele, era tudo o que importava. Quando ele a puxou novamente para um beijo, mais profundo e mais urgente, as mãos de %Mirae% viajaram até seu peito, sentindo o calor de seu corpo, o contorno de sua musculatura, e tudo dentro dela parecia querer se aproximar ainda mais.
A respiração de ambos estava acelerada, e cada movimento parecia mais intensamente carregado de desejo. Os corpos se moviam juntos, sem pressa, mas com uma intensidade que queimava mais do que qualquer chama. %Mirae% sentiu o corpo de %Yeosang% se pressionar contra o dela e, ao mesmo tempo, sabia que não havia mais como voltar atrás. Eles estavam completamente imersos naquele momento, e tudo ao redor deles parecia desaparecer.
As mãos de %Yeosang% lhe apertaram a cintura com força, e com os lábios ainda colados nos dela, os dedos dele foram descendo, suas mãos grandes lhe apertaram o bumbum com força, fazendo-a arfar contra os lábios dele em surpresa. E então uma das mãos dele continuou por lá enquanto a outra seguiu queimando até sua intimidade, já livre para ele.
O dedo indicador dele passou suavemente primeiro, pelo clitóris já inchado e úmido de %Mirae% e ela mordeu o lábio inferior dele com força, como resposta. As unhas cravadas nos quadris dele o impulsionaram a pressionar o dedo com mais força e pressão no ponto, arrancando um gemido dos lábios agora entreabertos dela.
— Eu não vou conseguir esperar muito %Mirae%… — o dedo de %Yeosang% se moveu, espalhando a umidade da intimidade de %Mirae% por toda a extensão de seu clitóris — Sentir você assim, quente e molhada para me receber, só aumenta a minha vontade de te comer com força.
Quando o dedo de %Yeosang% a invadiu sem pedir permissão, %Mirae% automaticamente abriu mais as pernas, dando total permissão para que ele prosseguisse. Ela sentia o corpo todo pegar fogo, como se estivesse em chamas, e não muito diferente dele, ela também queria senti-lo dentro dela o mais rápido o possível, e deixou isso tão claro quanto ele.
— Você não está em uma competição %Yeosang%, porque tão lento? — ela levou suas mãos até o pulso dele, incentivando-a a aumentar o ritmo do dedo que já estava dentro dela.
Um sorriso satisfeito se curvou nos lábios de %Yeosang% e então ele aumentou o ritimo, inserindo outro dedo dentro de %Mirae%, que apertou seu pulso com força enquanto gemia, alto o suficiente para que os vizinhos de quarto de %Yeosang% soubessem exatamente o que estava acontecendo ali.
Ele voltou a beijar o corpo de %Mirae%, todos os cantos possíveis enquanto alternava os movimentos de seus dedos dentro dela, que sabia que chegaria lá a qualquer momento se ele continuasse. E pressentindo que isso poderia acontecer, %Yeosang% retirou os dedos de dentro da intimidade pulsante de %Mirae%, que permitiu. O peito dela subia e descia com rapidez, e %Yeosang% levou os dedos aos lábios, provando do sabor doce que suas paredes haviam deixado nele.
🏹🏹🏹
Os dois voltaram a se beijar no instante seguinte, e %Yeosang% continuou torturando-a enquanto posicionava a cabeça de seu pênis, molhada de desejo na entrada quente e também pulsante de %Mirae%.
Os corpos de %Yeosang% e %Mirae% estavam tão próximos que parecia que o ar entre eles tinha se transformado em eletricidade, carregado de desejo e de algo mais profundo. A respiração deles estava pesada, os lábios ainda se tocando com intensidade, mas com uma urgência que aumentava a cada segundo.
%Yeosang% parou por um instante, seus olhos se fixando nos dela, buscando algo que ele ainda não sabia o que era. Seus dedos estavam em sua pele, mas ele ainda não tinha ido além. A tensão entre eles, mais do que o toque físico, parecia estar em um limite quebrando.
— %Mirae% — a voz dele saiu rouca, cheia de desejo, mas também com uma nota de vulnerabilidade que ela não esperava ouvir. — Você sabe o que está acontecendo aqui, não sabe?
Ela o olhou, a mente ainda confusa, o corpo queimando com o que estava prestes a acontecer. Mas, ao mesmo tempo, algo a impedia de deixar tudo ir. As palavras dele a atingiram de uma forma que ela não esperava.
— Eu sei — respondeu ela, a voz tão baixa quanto a dele, mas carregada de algo que ele não podia ignorar. — E você também sabe, %Yeosang%. Não adianta fingir que isso é só sobre o desejo. Não é só isso. Tem mais, e você sente isso também.
Ele se aproximou ainda mais, agora a apenas centímetros de distância, seu rosto perto do dela. As palavras dele estavam queimando mais do que qualquer toque físico, como se ele estivesse tentando tirar tudo o que ela escondia.
— Eu não estou fingindo. E você também não está. Não me diga que não percebe o que está acontecendo entre nós — ele disse, os olhos intensos e profundos, como se ele estivesse tentando ler tudo o que ela não queria admitir. — Você acha que não me afeta? Você acha que isso não me mexe por dentro?
Ela não respondeu de imediato, mas o olhar dela não mentiu. Ele estava certo. Não havia mais como negar o que estava entre eles. Ela não sabia mais se estava em controle de si mesma, ou se ele havia quebrado qualquer resistência interna que ela ainda tinha.
— Você não pode negar o que está sentindo, %Mirae% — ele continuou, sua voz mais suave agora, mas com uma intensidade que ela sentia se espalhando por cada parte do seu corpo. — Me deixa... me deixa entrar, não só fisicamente, mas em tudo o que você está escondendo. Eu vejo isso em você, sei que você sente também.
Ela fechou os olhos por um momento, sentindo o peso das palavras dele. Era como se ele tivesse tocado em algo profundo, algo que ela não estava pronta para admitir. Ela não queria se entregar, mas ele estava certo. As barreiras entre eles estavam quebrando, e não havia como voltar atrás.
%Mirae% então, sem pensar muito, o puxou de volta para um beijo, mais profundo, mais urgente. A frustração e a necessidade estavam se misturando de maneira que ela não sabia mais como controlar.
— Não me faça pensar, %Yeosang% — ela sussurrou entre os beijos, a respiração pesada. — Apenas... apenas me faça esquecer de tudo. Não me faça querer mais explicações.
Ele sorriu, um sorriso cheio de desejo e entendimento, e puxou-a ainda mais para si, seus corpos colados como se estivessem destinados a isso. Não havia mais palavras necessárias. Eles já sabiam o que queriam, e o momento os consumia de uma forma que não podia ser desfeita.
Quando ele finalmente estava dentro dela, ambos gemeram em uníssono com a sensação gostosa de finalmente estarem conectados um com o outro daquela forma. %Yeosang% sentia o calor da intimidade de %Mirae% enquanto deslizava por ela, não resistiu e então levou uma das mãos até o pescoço de %Mirae%, pressionando o ponto certo do lugar para que ela sentisse prazer, e não dor ou incômodo. %Mirae% deslizou as unhas pintadas de preto pelo abdômen definido de %Yeosang% e pediu que ele pressionasse com força e assim ele o fez, aumentando a pressão no pescoço dela enquanto a invadia devagar.
O que estava acontecendo entre eles era mais do que uma simples entrega de desejo; era uma conexão de almas, algo que os desafiava a olhar para o que sentiam, para o que escondiam.
%Yeosang% não conseguia mais separar o desejo da vulnerabilidade que se misturava em seu peito. Cada movimento, cada toque, era como se ele estivesse se desnudando diante de %Mirae%, sem poder ou querer esconder o que estava sentindo. A tensão entre eles, o calor do corpo dela contra o seu, tudo parecia uma metáfora para o que ele não conseguia mais controlar. Ele queria mais, mas também sabia que isso significava mais do que apenas a entrega física. Era uma entrega emocional, algo que ele havia evitado por tanto tempo.
E então ele cedeu o corpo, jogando seu peso levemente contra ela, afundando o membro ainda mais dentro da intimidade quente e apertada e %Mirae%, o que aumentava ainda mais o prazer que ele sentia de estar finalmente dentro dela.
A pele de %Mirae% contra a dele, o calor de seus corpos juntos, causavam uma sensação de pertencimento. Ele a sentia como uma parte dele, como se, naquele momento, tudo o que estava perdido ou escondido fosse desfeito. As paredes que ele havia construído ao longo dos anos, as defesas que ele mantinha firmes, estavam desmoronando diante dela. E, por mais que o desejo estivesse queimando dentro dele, havia algo mais importante acontecendo, algo que ele nunca imaginou que sentiria tão intensamente.
%Mirae% sentiu a presença de %Yeosang% em sua pele de uma forma que ela não sabia explicar. Ela nunca havia se entregado a ninguém dessa maneira. Aquela vulnerabilidade, a força de seu toque e, ao mesmo tempo, a suavidade, a faziam se sentir viva de uma maneira que ela havia esquecido que poderia ser possível. Durante toda a sua vida, ela se protegerá de qualquer coisa que a fizesse se sentir exposta, mas agora, com ele, ela sentia como se estivesse deixando ir todas as suas defesas, permitindo-se ser quem realmente era.
Cada suspiro, cada gesto, parecia carregar uma carga emocional que não podia ser desfeita com palavras. Ela sentia os toques de %Yeosang% como uma promessa não dita, uma promessa de aceitação, de não ser julgada por suas falhas, por suas inseguranças. Cada beijo, cada movimento, parecia curar um pouco do que ela havia escondido de si mesma por tanto tempo. Ela sentia a entrega dele, a vulnerabilidade que ele tentava esconder, e isso a fazia querer protegê-lo, mas também a arrastava para o que eles estavam criando juntos.
Mas, naquele momento, mais do que o prazer físico, era a sensação de que ambos estavam se permitindo ser vistos, realmente vistos, de uma maneira que nunca haviam experimentado antes. %Yeosang% não estava apenas tocando sua pele; ele estava tocando algo muito mais profundo nela, algo que ela não sabia se era capaz de compreender completamente. Era como se, ao se perder naquele ato, eles estivessem finalmente se encontrando de uma forma verdadeira, sem máscaras, sem jogos.
Para ele, o significado era claro, mas desconcertante. Ele queria ela, sim, mas mais do que isso, ele queria que ela soubesse que não era só o corpo que o atraía, mas o que ela representava para ele: a quebra da solidão que ele havia escolhido por tanto tempo. Ela estava lá, ao seu lado, de forma tão real, tão intensa, que ele não queria mais escapar, não queria mais esconder seus sentimentos. O que antes parecia ser apenas um desejo havia se transformado em algo muito maior.
%Mirae%, por sua vez, se sentia fraca e forte ao mesmo tempo. Ao se entregar a ele, ela não estava apenas se entregando ao prazer, mas a um momento de vulnerabilidade que ela nunca pensou que experimentaria. Ela queria mais, mas também sabia que, mais do que isso, ela queria ser inteira para ele, sem medos, sem as barreiras que sempre manteve. E no calor daquele momento, ela estava permitindo que ele a visse como nunca antes.
As sensações que ambos estavam experimentando transcendiam o físico. Era como se cada toque, cada suspiro, fosse uma forma de comunicação silenciosa, onde as palavras já não eram mais necessárias. Aquilo significava mais do que sexo ou desejo; era a aceitação de seus próprios medos e inseguranças, a rendição ao que estavam sentindo, mesmo que não soubessem onde isso os levaria.
Os corpos de %Yeosang% e %Mirae% estavam em total sintonia, enquanto ele alternava as estocadas entre mais profundas e lentas, e mais rápidas e curtas, entrando e saindo dela, ainda imersos no calor da conexão que estavam criando. A respiração deles estava irregular, ambos ofegantes, mas o momento estava longe de se resolver. Eles estavam prestes a ceder mais um ao outro, mas algo ainda os impedia de seguir em frente completamente.
%Yeosang%, com os olhos fechados, ainda tocando delicadamente a pele de %Mirae%, a puxou para mais perto, sua testa tocando a dela. A sensação de sua respiração entrecortada, ainda com os corpos entrelaçados, fez com que ele falasse em um tom rouco, quase uma sussurrada:
— %Mirae%... — ele começou, a voz carregada de desejo, mas também de algo mais profundo. — Eu não consigo mais controlar isso. Não consigo mais fingir que isso é só sobre o que acontece aqui. Você mexe comigo... mais do que eu posso explicar.
%Mirae% sentiu a vibração de suas palavras em seu corpo, seu coração batendo forte contra o dele. Ela o olhou nos olhos, a vulnerabilidade dele refletida nos próprios dela. Por um instante, ela hesitou, mas então, sentindo o mesmo, as palavras saíram sem pensar.
— Eu também não consigo mais fingir, %Yeosang% — ela disse, sua voz trêmula, mas cheia de sinceridade. — Isso é mais do que... desejo. Mas eu não sei o que fazer com isso. Não sei onde isso vai me levar.
%Yeosang% olhou para ela, ainda com a respiração pesada, e então, com uma leve inclinação da cabeça, ele tocou seu rosto com a palma da mão, acariciando-a suavemente, como se quisesse transmitir tudo o que ainda não conseguia dizer.
— Não precisamos saber agora — disse ele, os olhos fixos nos dela, como se ele estivesse procurando uma confirmação. — Só sei que, com você, tudo parece mais real, mais... intenso. Eu não posso mais ignorar o que estou sentindo, %Mirae%.
Ela fechou os olhos, absorvendo a sinceridade dele, e, por um segundo, o tempo pareceu parar. Ela sabia o que estava acontecendo. Eles estavam se expondo de uma forma que nunca haviam feito antes, e isso os tornava mais vulneráveis do que qualquer toque físico.
— Eu também sinto isso — ela respondeu, a voz mais suave agora, quase como se estivesse deixando ir algo que a havia impedido por tanto tempo. — E talvez isso me assuste, mas... não quero mais lutar contra o que sinto. Não agora.
A tensão entre eles era quase palpável, e o desejo, agora misturado com a necessidade de se entenderem, os empurrava para o limite. Não havia mais palavras a dizer, apenas o entendimento silencioso de que o momento estava prestes a tomar o rumo que ambos estavam hesitando em dar.
Sem mais nada a dizer, eles voltaram a se beijar, mais devagar, mais conscientes, mas ainda com o mesmo fogo em seus corpos. O beijo foi profundo, e mais uma vez, as palavras deram lugar ao que seus corações e corpos estavam pedindo.
🏹🏹🏹
Os corpos de %Yeosang% e %Mirae% estavam deitados, lado a lado, mas ainda próximos o suficiente para sentir a respiração um do outro, seus corações batendo no mesmo ritmo. O quarto estava tranquilo, a luz suave iluminando seus rostos, e, ao redor deles, o silêncio parecia pesado, como se as palavras não fossem necessárias para comunicar o que havia sido vivido.
%Mirae%, ainda um pouco ofegante, deslizou seus dedos pela pele de %Yeosang%, tocando seus ombros com a leveza de alguém que estava tentando processar o que acabara de acontecer. O toque dela era suave, mas cheio de um carinho que ele não sabia como definir. Ela estava tentando entender também, e as carícias no corpo dele ajudavam a trazer um certo conforto, uma sensação de intimidade que transcendia o desejo físico.
%Yeosang%, de olhos fechados, se permitiu relaxar sob o toque dela. Ele havia se entregado ao momento, mas agora, com a leveza do silêncio, ele estava refletindo sobre tudo o que havia acontecido. Ele sentia a suavidade dos dedos dela em sua pele, como se ela estivesse tentando se reconectar com ele de uma maneira que fosse mais do que apenas o toque físico. Era como se, depois de tudo, eles finalmente tivessem se encontrado.
Com os olhos ainda fechados, %Yeosang% moveu uma das mãos até o rosto de %Mirae%, tocando sua pele com a suavidade de alguém que tem medo de quebrar a conexão. Seus dedos deslizaram por seu rosto, tocando sua mandíbula, sentindo o calor de sua pele. A intensidade daquilo tudo, da vulnerabilidade e do desejo, estava se refletindo naquelas carícias. Ele abriu os olhos devagar, encarando-a com uma intensidade silenciosa, e, sem desviar o olhar, disse:
— Eu quero que você seja minha, %Mirae%.
As palavras dele estavam carregadas de um desejo profundo, mas também de algo mais, algo que ele não havia mostrado antes. Havia uma sinceridade ali que ele não podia mais esconder. Ele não estava mais apenas consumido pelo desejo. Ele queria mais. Ele queria ela de uma maneira que não sabia como explicar, mas sabia que era real.
%Mirae% o olhou por um momento, os olhos profundos e atentos, como se estivesse tentando entender o que aquelas palavras significavam. Ela sentia a verdade nelas, e não podia negar o que estava acontecendo entre eles. Mas algo dentro dela ainda hesitava, ainda queria entender o que tudo isso significava para ela. Ela não podia deixar o medo tomar conta, mas também não queria que as palavras dele fossem ditas sem um entendimento genuíno.
Ela respirou fundo e, ainda acariciando seus ombros, falou com um tom suave, mas firme:
— E o que isso significa, %Yeosang%? O que você realmente quer? Porque, com tudo isso, eu... não sei se posso ser a pessoa que você quer. Não depois de tudo o que eu fui.
%Yeosang% olhou para ela, seu olhar mais suave agora, como se estivesse vendo algo nela que ela mesma ainda não reconhecia. Ele a segurou mais perto, sentindo a batida do coração dela junto ao seu, e com uma voz que não estava mais cheia de raiva ou frustração, mas de algo mais doce e seguro, ele respondeu:
— Significa que eu quero você, da maneira que você é. Não importa o que você foi, ou o que você acha que ainda é. Eu quero estar com você, com tudo que você é, tudo o que carrega.
%Mirae% se aproximou, os olhos fixos nos dele, sentindo o peso de suas palavras, e, com uma leveza inesperada, ela respondeu:
— Então, talvez você tenha que esperar, %Yeosang%. Porque eu não sei o que você espera de mim. Mas... talvez eu esteja começando a querer tentar.
Os dois permaneceram ali, deitados, os corpos colados, mas o coração de cada um exposto em palavras simples. Não havia mais nada a esconder entre eles, e o que estava acontecendo agora, em silêncio, parecia mais verdadeiro do que qualquer coisa que eles já haviam vivido até aquele momento.
Fim