Atração no Alvo


Escrita porBetiza
Editada por Lelen


Capítulo Quatro

  %Mirae% ergueu a taça de champanhe com um sorriso travesso nos lábios, como se estivesse convidando %Yeosang% para um momento de descontração, ou talvez para um jogo de poder. Ela tomou um longo gole, saboreando o líquido dourado com calma, antes de olhar para ele e, com um gesto suave, erguer a taça na direção dele.
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  — Você não vai tomar um gole? — ela perguntou, a voz suave, mas com uma provocação evidente. — Está me deixando beber sozinha?
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  %Yeosang% olhou para a taça, sentindo a tensão crescente entre os dois. Ele sabia que ela estava tentando testá-lo, mas ele já estava preparado para isso. Com um olhar firme, ele respondeu, sem hesitar:
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  — Eu não bebo.
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  %Mirae% sorriu com um brilho nos olhos, como se estivesse satisfeita com a resposta dele, ou talvez com a sensação de que ela tinha conseguido tocar uma corda sensível dentro dele.
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  — Eu já sabia — disse ela, sua voz carregada de uma leve ironia. — Aquele ar de pureza, de controle, é difícil de disfarçar.
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  Ela deu mais um gole longo e, ao terminar, não pareceu se importar com o vazio de sua taça. Ela se afastou dele, como se o quarto fosse seu. Seus passos eram calmos e certos, e ela começou a andar pela sala, observando tudo com olhos curiosos, como se estivesse analisando cada canto do espaço. %Yeosang% ficou ali, parado, observando-a enquanto ela se movia.
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  Ela parou perto da janela, olhando para a vista da cidade iluminada à noite. Depois, como se não estivesse em um quarto de hotel, mas em sua própria casa, ela caminhou até a mesa de trabalho, tocando levemente os objetos sobre ela, avaliando, como se quisesse marcar aquele lugar com sua presença.
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  %Mirae% voltou a olhar para %Yeosang%, seu olhar agora mais suave, mas com o mesmo ar de quem estava no controle da situação.
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  — Você me parece confortável aqui — ela disse, com um sorriso quase imperceptível, como se tivesse percebido algo que ele não tinha. — Ou talvez você esteja tentando me fazer acreditar que está no controle.
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  Ele a observou com a mesma intensidade, mas, ao contrário dela, não se moveu. A raiva ainda queimava dentro dele, mas havia algo mais agora, algo que ele não queria admitir. Ele sentia como se ela o estivesse desafiando a cada movimento, como se a provocação dela fosse a única coisa que ele não conseguisse evitar.
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  — Eu não preciso me esforçar para que você acredite no que não pode ver — ele disse, sua voz mais fria, mas com uma leve nota de cansaço. — O controle está em saber até onde ir com alguém como você.
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  Ela se virou lentamente, observando-o com um sorriso de quem já sabia o que ele estava pensando. %Mirae% parecia ter sempre um passo à frente, e isso o incomodava de uma maneira que ele não conseguia entender.
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  — Você está certo — ela disse, a taça agora vazia nas mãos. — O controle é uma ilusão, %Yeosang%. E, por mais que você tente, está começando a perceber que está tão preso nesse jogo quanto eu.
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  Ela caminhou de volta até ele, a postura confiante e provocante como sempre. Mas, desta vez, havia algo diferente na maneira como ela o observava. Talvez fosse o desafio silencioso nos olhos dela, ou talvez fosse o fato de que ela sabia exatamente como empurrá-lo até onde ele não queria ir.
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  %Mirae% parou bem na frente de %Yeosang%, o espaço entre eles carregado de uma tensão palpável. Ela não desviou o olhar, seus olhos fixos nos dele, desafiadores, como se estivesse esperando uma reação, ansiosa para ver até onde ele iria.
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  Com um movimento suave, ela tirou as sandálias de salto dos pés, seus dedos habilidosos descalçando-as com facilidade. Ela não parecia se importar com o fato de que estava em um quarto de hotel e não em um ambiente mais privado. A confiança com que ela agia parecia dominar cada passo. Enquanto o fazia, ainda o encarava, como se fosse uma dança silenciosa entre os dois.
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  %Yeosang% a observava em silêncio, seu corpo tenso, mas sem saber exatamente o que esperar dela a cada movimento. Ele sabia que ela estava testando seus limites, empurrando-o para um canto onde ele não queria estar. E, no entanto, algo nele, embora irritado, começava a se sentir atraído por aquele desafio.
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  Ela se abaixou levemente, pegou seu celular e, com um sorriso que ele não conseguia entender, mostrou a tela para ele. Ele a observou em silêncio, os olhos estreitando-se quando viu o que ela estava mostrando. A tela do celular exibia o ícone de gravação, o áudio sendo registrado.
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  — Tudo está sendo gravado agora — ela disse, sua voz calma, mas com uma satisfação sutil, como se fosse uma carta de triunfo. Ela colocou o celular sobre a cama, o som suave da gravação preenchendo o espaço.
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  %Yeosang% ficou ali, em silêncio por um momento, absorvendo a situação. Ele estava ciente do poder que ela tinha sobre ele, e aquilo parecia ser mais um passo dentro do jogo em que ambos estavam presos. Ele respirou fundo, tentando controlar a raiva que subia em seu peito. Não podia mais ignorar aquilo.
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  Ele deu um passo à frente, encarando-a com mais intensidade agora.
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  — O que você quer de mim? — ele perguntou, a voz firme, mas com uma certa vulnerabilidade que ele não queria que transparecesse. — Por que me odeia tanto?
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  %Mirae% não respondeu imediatamente. Em vez disso, ela soltou uma risada baixa e sem pressa, como se estivesse apreciando o desconforto que ele tentava esconder.
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  — Eu faço as perguntas aqui, Kang %Yeosang% — ela respondeu, sua voz carregada de um tom desafiador, como se fosse dona da situação. Ela se inclinou um pouco mais perto dele, sua presença ainda mais imponente — Você vai aprender isso da maneira difícil.
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  Ela ficou ali, a uma distância mínima, como se estivesse esperando que ele se rendesse. %Yeosang% a encarava, seu olhar agora mais incisivo, tentando se manter firme, mas sabia que ela o estava desafiando de uma maneira que ele não conseguia resistir.
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  O ambiente ao redor parecia desaparecer, e tudo o que restava era a tensão entre eles. Ele sentia que a batalha de palavras que estavam travando estava apenas começando, e ele não sabia o que realmente queria dela, mas a curiosidade e a frustração estavam dominando seus pensamentos.
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  %Mirae% o observou por um momento, como se estivesse avaliando a sinceridade da pergunta, antes de dar uma leve risada, quase imperceptível. Ela não parecia se importar com a gravidade da situação. Na verdade, ela parecia se divertir com o desconforto dele, aproveitando cada segundo de seu desconcerto.
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  Ela se aproximou um pouco mais, como se quisesse garantir que ele ouvisse suas palavras com clareza. O sorriso dela foi calculado, como se tivesse esperado por aquela pergunta, e a resposta dela, embora calma, foi cheia de um tipo de desafio que ele ainda não tinha visto.
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  — Por que você me odeia, %Yeosang%? — ela respondeu com a mesma frieza, devolvendo a pergunta sem hesitar. — Você não consegue lidar com a verdade, com o fato de que, sim, há falhas no seu desempenho. Você não suporta ver que alguém tão próximo de você, como eu, aponta as suas imperfeições. Mas você não é o único a ser criticado. Não sou a única jornalista que escreve colunas sobre você e suas falhas. Muitos outros fazem o mesmo, mas é comigo que você não consegue lidar.
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  Ela deu um passo atrás e cruzou os braços, observando-o com um olhar mais sério agora, mas ainda com aquela aura de quem estava no controle da conversa. A provocação, no entanto, continuava viva em seu olhar.
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  — Você se sente tão perseguido, não é? — ela continuou, sua voz mais baixa, mas não menos implacável. — Mas, no fundo, isso é apenas o reflexo do que você sente por si mesmo. A verdade dói, %Yeosang%. E, por mais que você tente fugir disso, vai ser sempre assim: você vai sempre se sentir incomodado com quem aponta suas fraquezas.
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  O silêncio que se seguiu foi carregado de tensão, e %Yeosang% sentiu a pressão das palavras dela se instalando profundamente em sua mente. Ela estava certa em algo: ele sempre odiou as críticas, a sensação de ser julgado e analisado. Mas, ao mesmo tempo, ele não conseguia negar que havia algo na maneira como %Mirae% falava, algo que o desafiava de uma maneira que ele nunca tinha sentido antes. Ela o via de uma forma que ninguém mais via, e isso o incomodava profundamente.
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  Ele tentou se manter firme, mas, mesmo assim, algo dentro dele começou a se questionar. Ele abriu a boca para falar, mas as palavras estavam presas na garganta, e ele não sabia como reagir a tudo o que ela acabara de dizer.
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  %Mirae% se manteve em silêncio por um momento, observando %Yeosang%, antes de continuar suas perguntas, como se estivesse apenas começando a entender as camadas daquilo que ela queria revelar sobre ele. Ela sabia exatamente o que dizer para deixá-lo sem palavras, e ela gostava disso.
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  — Então, me diga, %Yeosang% — ela disse com um sorriso sutil, quase como se fosse um jogo — Como é que você lida com as críticas quando elas vêm de alguém que conhece o seu potencial melhor do que você mesmo? Como se sente quando alguém te obriga a enfrentar os seus próprios defeitos, os quais você insiste em esconder debaixo do tapete?
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  Ele se manteve em silêncio, encarando-a, sua raiva misturada com um sentimento crescente de desconforto. Ela o estava desmontando, peça por peça, e ele não sabia como reagir. Ele queria gritar, dizer que ela não sabia nada sobre o que ele estava enfrentando, mas as palavras simplesmente não vinham.
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  Ela não esperou por uma resposta, sabendo que ele estava se sentindo cada vez mais pressionado. Seus olhos estavam fixos nos dele, estudando sua expressão enquanto continuava:
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  — Eu sei muitas coisas sobre você %Yeosang%, mas não sabia que você era um bebê chorão!
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  Ele a encarou, os olhos agora mais intensos, como se fosse a última vez que ele teria a chance de fazer a pergunta que realmente o consumia. Ele abriu a boca, a raiva agora misturada com algo mais profundo, algo que ele não queria admitir.
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  — Você é perfeita, %Mirae%? — a pergunta saiu mais amarga do que ele imaginava — Nunca teve que lidar com as expectativas dos outros? Nunca teve que carregar o peso de ser a pessoa que todos esperam que você seja, sem poder ser quem você realmente quer ser? Sabe como é estar na minha pele, com as pessoas te olhando o tempo todo, esperando que você não falhe, esperando que você seja sempre o melhor?
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  A provocação em suas palavras era clara, mas ela não se abalou. Em vez disso, seus olhos se suavizaram por um momento, e a expressão desafiadora que sempre carregava deu lugar a algo mais reflexivo. Ela não respondeu imediatamente, e a sensação de desconforto no ar parecia se intensificar. %Mirae% caminhou até a janela e olhou para fora, como se tentando buscar algo lá fora que pudesse trazer alguma resposta.
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  E então, ela se lembrou. Algo que ela havia enterrado em algum lugar dentro de si, algo que a fez parar por um momento. Ela se virou lentamente, e, com uma voz mais calma, respondeu, como se estivesse revivendo uma memória distante:
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  — Você não faz ideia do que está dizendo, %Yeosang%. O meu pai… ele foi um atleta de arco e flecha, como você. Um dos melhores. Mas quando ele se viu fracassando em sua própria carreira, ele me empurrou para que eu fosse a sucessora dele. A responsabilidade que ele me impôs, e a decepção nos olhos dele quando eu não fui capaz de alcançar o que ele queria… isso, sim, é carregar o peso das expectativas dos outros. E você sabe o que isso causa? Não uma raiva externa, mas um vazio dentro de você. Uma sensação de que, por mais que tente, nunca será suficiente.
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  Ela parou por um momento, o olhar distante, como se estivesse tentando se desconectar de tudo o que a lembrava daquela época. Quando ela falou novamente, a dor estava ali, implícita em cada palavra:
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  — Não, %Yeosang%. Eu não sou perfeita. E ninguém é. Mas sei o que é viver sob a sombra de um legado que não é seu, tentando ser alguém que você não escolheu ser, e falhar... falhar de uma maneira que te marca para sempre. Talvez você precise olhar para isso, para o que realmente te aflige, e parar de achar que é só o mundo que te condena.
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  O silêncio que se seguiu foi pesado, denso. %Yeosang% a observava com um novo entendimento, mas também com uma sensação de que as palavras dela não eram apenas sobre o que ele estava vivendo, mas sobre algo que ela mesma carregava. O peso da falha, da decepção, do legado. Eles estavam mais conectados do que ele imaginava, embora ambos estivessem lutando contra coisas diferentes.
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  %Yeosang% se aproximou de %Mirae%, que estava de pé na sacada, olhando para a cidade iluminada à distância. A brisa suave da noite fazia seu cabelo se mover lentamente, mas o ambiente estava carregado de tensão. Ele parou atrás dela, sua presença imponente, mas sua voz, quando finalmente falou, estava tensa e cheia de frustração.
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  — Se você sabe o que é carregar o peso das expectativas, então por que faz isso com as pessoas? — ele perguntou, a raiva ainda evidente em suas palavras — Por que ser tão cruel, %Mirae%?
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  %Mirae% não se mexeu. Ela sabia que ele estava furioso, mas havia algo em suas palavras que a atingia. Ela sabia que ele estava tocando em algo sensível, algo que ela não queria admitir. Ela sentiu a provocação dele em cada palavra, mas em vez de se afastar, ela se virou lentamente, encarando-o com o olhar desafiador que sempre carregava.
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  — Eu não tenho culpa das projeções que seu pai jogou sobre você, %Mirae% — ele continuou, mais impaciente, a voz mais baixa agora, quase como se estivesse falando diretamente com ela — Não seja infantil, aja como adulta e pare de projetar suas frustrações em mim.
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  %Mirae% ficou em silêncio por um momento, os olhos fixos nos dele. Ele tinha tocado em um ponto que ela não queria lidar, e isso a fez se sentir ainda mais provocada. A raiva dela aumentou, mas também uma pontada de algo mais. Algo que ela não estava disposta a enfrentar. Ela deu um passo à frente, quase desafiando-o, e ficou a poucos centímetros dele, a tensão entre eles agora quase palpável.
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  — Você acha que está no controle, não é? — ela disse, a voz baixa e carregada de desafio — Mas você não faz ideia do que está dizendo. Você não sabe o que é ser forçada a ser alguém que não sou, o que é ver seu próprio pai tentando realizar suas frustrações através de você, como se a única coisa que importasse fosse o que ele queria. Isso é o que você quer dizer que eu faço com as pessoas? Que sou cruel?
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  %Yeosang% a observou, seu olhar agora mais penetrante, sentindo a provocação dela, mas ao mesmo tempo, vendo a vulnerabilidade que ela tentava esconder. Ele respirou fundo, sentindo uma mistura de raiva e algo mais que não sabia como lidar. Mas a verdade estava ali, entre os dois, e ele não podia mais ignorá-la.
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  — Não estou tentando ser cruel — ela continuou, sua voz mais firme agora, mas com uma sombra de dúvida que ela tentou disfarçar. — Estou tentando mostrar o que você não vê. O que você não entende. Você se esconde atrás dessa fachada de perfeição, de controle, mas tudo o que faz é me fazer ver o quanto você tem medo de ser vulnerável. Medo de não ser o melhor, de falhar.
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  Ele sentiu as palavras dela atingindo um ponto sensível, algo que ele guardava consigo. Mas, em vez de recuar, ele deu um passo mais próximo, os olhos fixos nos dela.
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  — E você não entende, né? — ele disse, com um tom mais suave, mas com a frustração ainda visível — Isso, tudo o que você diz, mexe comigo, %Mirae%. E é isso que me irrita. Você sabe exatamente como me provocar. Como me tirar do meu equilíbrio, me fazer questionar tudo o que eu sou, tudo o que eu tento controlar.
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  Ela olhou para ele, seu peito subindo e descendo com a respiração mais rápida, como se o confronto com ele a estivesse deixando sem ar. Mas havia algo na intensidade dele, algo que a fazia querer continuar. Como se ela precisasse provar algo, não apenas para ele, mas para si mesma.
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  %Yeosang% não podia mais negar. Ele estava se sentindo atraído por ela, mais do que gostaria. Mas também sabia que isso o incomodava, o fazia se sentir vulnerável de uma maneira que ele não queria admitir. Ele olhou para ela por um momento, como se tentasse controlar o que estava prestes a dizer.
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  — Eu não posso te ignorar, %Mirae% — ele disse, a voz mais grave agora, como se estivesse tentando dizer algo que finalmente havia sido arrancado dele — Não posso mais fingir que não há algo aqui. Algo que me irrita e me atrai ao mesmo tempo.
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  Ela o observou, surpresa, como se não esperasse aquela resposta. Ela sentiu o olhar dele mais intenso agora, a atração entre eles já não sendo algo disfarçado. Ele não estava mais tentando esconder seus sentimentos, e isso fazia a tensão crescer ainda mais.
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  — Isso... isso me irrita ainda mais, você sabe? — ele continuou, quase com um sorriso, mas ainda com aquele olhar penetrante. Ele deu um passo à frente, agora tão perto dela que podia sentir a respiração dela. Ele levantou a mão e, com o polegar, deslizou suavemente pela bochecha dela, como se fosse um gesto íntimo, mas carregado de intensidade — Porque, no fundo, você mexe comigo, %Mirae%. E eu não sei como lidar com isso.
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  Ela ficou ali, congelada por um segundo, o olhar dele a prendendo, enquanto o toque de seu polegar na bochecha dela queimava como uma eletricidade. Ela sabia que ele estava falando a verdade, e isso a deixou ainda mais provocada.
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  Ela queria se afastar, mas algo nela, algo que ela não queria admitir, queria mais. A tensão entre os dois estava crescendo, e agora não havia como negar o que estava acontecendo. O jogo deles não tinha mais regras, e as verdades que estavam sendo jogadas entre eles só os aproximavam ainda mais.
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Capítulo Quatro
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