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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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As Esposas de Ló e Jó (Livro 1)

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 11 • O Noivado com Jó — Parte I

  %Raquel% olhou mais uma vez para si mesma. Estava com seu bordado egípcio. Suas roupas egípcias tinham um contraste com seu próprio cabelo ruivo. Seu pai José a estava esperando. A carruagem que a levaria até seu futuro marido Jó a esperava. Ela teria que deixar tudo que conhecia. Maximus o garoto por quem se sentia atraída e começará a conversar. Teria que deixar tudo, apenas para se casar com um simples pastor de ovelhas. Jó era seu nome. E se ela não se acostumasse? Pior, e se ele não gostasse dela? Pior ainda, se ela não gostasse dele? Estava destinada a se casar com esse Jó e nem escolha ela tinha. Ela era da cidade, do Egito, do progresso e Jó era do campo. Nunca daria certo. Sua irmã Afra vivia dizendo que ela era fraca, que ela não conseguiria arranjar um bom marido? E se fosse verdade? E se ela acabasse decepcionando o pai José? O pai e a mãe eram tudo para ela, ela não podia deixar eles se decepcionarem. Ela se arrumou, respirou profundamente e seguiu até a liteira. Seus passos eram determinados, embora fossem um pouco receosos. Seu manto egípcio cobria sua cabeça.
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  — Está pronta? — perguntou José.
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  %Raquel% assentiu. O pai sorriu. Caminharam para a liteira. Ele, Asenate e seus irmãos Manassés e Efraim iriam para Goshen para conhecer o futuro marido de %Raquel%, o jovem Jó. Afra ficaria. A liteira começou a partir. %Raquel% entrou dentro da mesma. Seus irmãos zombeteiros disseram como %Raquel% teria que aguentar o cheiro de ovelhas de Jó. Mas ela apenas ficou quieta, refletindo se estava seguindo o caminho certo. A liteira começou a andar. A carruagem começava a seguir seu caminho. A liteira começou a deixar o Egito. O Egito se estendia, mas aos poucos deixava a cidade grande. Passavam por edifícios e estruturas colossais. %Raquel% estava nervosa, mas tentava negar. Enquanto seus irmãos riam, %Raquel% tentava refletir. Precisava focar em agradar o pai. Aos poucos, passavam por castelos, campos, paisagens e pastos.
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  — %Raquel%, filha? Estamos chegando — preparou Asenate.
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  %Raquel% assentiu. Estava nervosa, não poderia negar. Mas agora era tarde. Deveria se casar com Jó e aceitar ser sua esposa. Mesmo se isso significasse ser infeliz. Ela não amava Jó. Ela se sentia atraída por Maximus e não por Jó. Ela não queria se casar, ela queria viver no Egito. Ela não queria amar, ela aprendeu que o amor é uma fraqueza. Mas ali estava ela. Tendo que se casar, não por vontade própria, mas para agradar a família.
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  — Se prepare irmã — disse Manassés. — Vai ter que se acostumar com esse pastor de ovelhas.
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  — E com seu cheiro — disse Efraim rindo junto do irmão Manassés.
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  %Raquel% lhe lançou um olhar de desagrado, mas eles nada responderam. A viagem continuara. Estavam realmente chegando perto da terra de Jó. De longe dava para avistar a tenda de Jacó. Ao longe um jovem de cabelos castanhos ou loiros e olhos profundos trabalhava como pastor. Era Jó. %Raquel% não o viu de imediato, apenas observava a paisagem da janela.
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  — Estamos chegando pai? — perguntou %Raquel%.
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  — Sim filha — respondeu José emocionado. — Minha terra, minha família.
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  %Raquel% sorriu ao ouvir a emoção do pai. Ele parecia genuinamente feliz por estar ali. Ela entendia que o pai sofrerá com o que os irmãos fizeram quando ele foi vendido como escravo. O esforço que ele fez para perdoar os irmãos. E agora ali estavam eles. Tentando um casamento com Jó, filho de Issacar, o meio irmão de seu pai José para a família ficar em paz. A liteira finalmente parou. O acampamento chegou. %Raquel% tentou disfarçar sua timidez, mas sua timidez se levantou. Como conheceria Jó? Como falaria com ele? O que faria? Olhou para o pai que sorria. Ela por sua vez olhou tudo horrorizada. Como se acostumaria ali? Seu pai José estendeu a mão a ela, depois que Efraim e Manassés saíram.
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  — Vamos filha, vai dár tudo certo — promete José.
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  %Raquel% aceita a mão do pai, descendo. Ela ajeita seu vestido egípcio, sua roupa que molha com a grama. Sim, porque estava chovendo. %Raquel% parece desconcertada, desorientada e até mesmo nervosa. O que fazer? Por que estava ali? Antes que ela pudesse responder, Jacó apareceu:
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  — José! Meu filho. — disse Jacó já velho e avançado em dias — Seja bem-vindo.
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  — Obrigado pai — agradece José. — Meus irmãos, bom rever vocês — disse José abrindo os braços para os irmãos.
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  Um a um dos irmãos de José o abraçou. O último foi Jó, o filho de Issacar e Iscah. Ele ainda adolescente se aproximou e cumprimentou o tio e agora futuro sogro. Seu olhar pairou sobre %Raquel%. Ele a olhou com um olhar penetrante, mas educado e sorriu.
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  — Oi %Raquel%! — ele disse.
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  Antes que ela pudesse responder, viu uma ovelha. Um medo estranho que ela não sabia ter, surgiu nela. Ela recuou assustada.
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  — Ela tem medo de ovelha? — riu Tola um dos irmãos de Jó.
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  — Não se importe com ele — disse Jó lançando um olhar firme ao irmão — Sou Jó — disse estendendo a mão para %Raquel%.
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  %Raquel% hesitou. Ela queria apertar a mão de Jó, mas ele estava sujo da pastagem. Um nojo súbito passou por ela. Não que ela não gostasse do cheiro, era um cheiro bom, mas algo como um instinto egípcio a fez se afastar. José franziu a testa, mas Asenate compreendeu. Ela entendia o dilema da filha. Apenas segurou na mão da filha, lhe dando incentivo.
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  — É um prazer te conhecer Jó — disse %Raquel% educadamente.
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  Jó sorri. Não um sorriso falso. Não um sorriso ensaiado. Não um sorriso de malícia. Mas um sorriso genuíno. O sorriso de alguém que está descobrindo alguém interessante para se conhecer. Um silêncio se fez. Jacó olhou para seus dois netos, estendendo o braço, mas apenas Efraim o abraçou. Sem jeito, lembrando que Jacó era seu avô, %Raquel% também o abraçou. Jacó olhou para %Raquel% e sorriu:
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  — Quel, minha neta. — Jacó sorriu.
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  %Raquel% saiu do abraço. Jó ficara responsável de mostrar o acampamento para ela. Ele segurou sua mão. A mão de Jó era fria, enquanto a de %Raquel% quente devido aos tecidos egípcios que a cobriam. Ele mostrou a ela as ovelhas, ensinando que ela não precisa ter medo. Depois apresentou as instalações.
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  — Aqui é sua tenda. Perto da minha. — Ele sorri.
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  — Não sei se vou me acostumar — diz %Raquel%.
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  — Aos poucos vai — promete Jó.
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  Os dois trocaram olhares significativos. %Raquel% se perguntou se conseguiria confiar em Jó ou ser feliz e casada com ele. Ele parecia bonito e até mesmo gentil, mas ela gostava mais do Egito e o privilégio que tinha lá. O que fazer?
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  — Espero que sim — ela disse educadamente.
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  Jó continuou guiando-a ao redor do acampamento, apresentando tudo a %Raquel%. Depois chegaram perto do lago.
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  — Quer nadar? — perguntou.
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  — Não, eu não sei nadar — responde %Raquel% surpreendendo Jó.
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  — Não? Mas você é egi...
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  — Eu sei! — disse %Raquel% irritada. — Mas eu tive uma experiência ruim com natação. Eu não gosto de nadar.
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  — Desculpe — pediu Jó — Eu não sabia.
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  — Tudo bem — %Raquel% respondeu tentando tranquilizar Jó. — Acho que eu não vou conseguir ser uma boa esposa. Nem nadar eu sei.
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  — Você tem outras qualidades, eu acredito nisso. Cada alma é especial, seja para mim, ou para Deus... — responde Jó com um sorriso calmo.
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  Algo na postura de Jó fez %Raquel% sorrir pela primeira vez. A forma como ele a tratava. Ninguém a tratara assim antes. Talvez pudesse tentar se adaptar aquele lugar. Talvez Jó não fosse tão ruim.  Ela conheceu também as jovens do acampamento. Todas as meninas bem abençoadas. Decidiu ajudar elas a cozinhar e elas ficaram gratas. Jó observava encantado. Uma egípcia que sabia cozinhar. Realmente, a esposa perfeita.
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  — Ela é linda e perfeita — disse Jó a José.
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  Enquanto isso, %Raquel% começava a se sentir aceita ou até mesmo adaptada...
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