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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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As Esposas de Ló e Jó (Livro 1)

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Prólogo

  A esposa de Ló é uma personagem bíblica, mencionada em Gênesis 19, conhecida por desobedecer à ordem divina de não olhar para trás durante a fuga de Sodoma. Como consequência, ela foi transformada em uma estátua de sal, simbolizando o apego ao passado e às riquezas. A Bíblia não menciona o nome dela, embora tradições judaicas (Midrash) a chamem de Ado. Ela representa o perigo de olhar para trás e a dificuldade de desapego, sendo citada por Jesus como um alerta (Lucas 17:32) sobre priorizar o Reino de Deus ao invés de bens materiais. A história destaca o contraste entre a obediência e o desapego necessário para a salvação, transformando-se em um dos exemplos de punição por desobediência no Antigo Testamento. Aqui vamos conhecer sua historia... Como teria sido sua vida. Como fora sua infância. Que conflitos ela enfrentou. O que ela passou para se tornar quem foi. E o que podemos aprender com ela. A sua história não é sobre redenção, mas sim sobre esperança. Não é uma história bonita. Mas também não é uma história feia. É uma história sobre como a mente humana pode crescer em meio ao caos. No mais, boa sorte!
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  A garota não devia ter mais do que quatorze anos. Ela observava a cena à sua frente com um olhar triste. Evitava sentir as lágrimas nos olhos embora elas viessem. Uma a uma. Seu pai, morto há alguns dias. A dor era enorme, mas a garota tentava assimilar tudo isso. O pai era um exemplo para ela, mas agora estava morto. Para a garota, a tristeza na morte do pai era intensa. Ela nunca teve uma família amorosa e agora o pai estava morto. Como ela seguiria adiante?
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  Lá fora, alguns adolescentes passavam rindo e conversando e zombando dela. A cidade de Ur nunca esteve mais barulhenta. Eles não se importavam com sua dor. Se agarrou a um retrato do pai. No retrato estava o pai com uma camisa verde, o tio e a tia. O tio estava com roupa amarela e a tia roupa rosa. Eles pareciam felizes. Era um bom tempo. Tinha de ser.
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  A garota de quatorze anos olhou para as ruas de Ur dos Caldeus, pensativa. Como se muita coisa tivesse acontecido em tão pouco tempo. A cidade pulsava com energia. As ruas eram feitas de barro, com pequenas argilas. O vapor de água subia, causando pequenas chuvas. A chuva caía como consolo sobre todos que ali estavam. Conforme a chuva caía, com ela também caía o som de raios e trovoadas. Nas cidades, mercadores vendiam tecidos, os aldeões passavam e tinham aqueles que apenas observavam. Ao longe, um pequeno grupo de crianças e adolescentes brincavam, animados e se divertindo.
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  A cidade pulsava com incenso e mirra, colocando em perspectiva o pensamento de todos. Vizinhos tinham conversas animadas, como o caso de Dona Iracides e suas amigas. Ou talvez Dona Conceição e seus filhos. Também havia a excêntrica Dona Julia. E assim o dia se passava. Enquanto a mãe orava com suas amigas, pedindo que os deuses cuidassem da vida e saúde de todos a sua volta, a pequena garota de 14 anos observava tudo com olhos analíticos. Desde a morte do pai, não acreditava mais que algo bom poderia acontecer. Era como se o pai tivesse deixado tudo. Seu legado, sua história, sua perda. E que perda emaranhada. Queria que o pai ainda estivesse vivo. Mas sabia que nunca poderia pedir isso dos deuses... Enquanto isso, a família de Tera, pai de Abraão, seguia seu ciclo. A humanidade continuava seu ciclo de continuação, mas algo adormecia naquela época com tanta premissa...
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