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Os Mistérios de Sodoma (Parte II)

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 2 • Parte I

  Aqui está um panorama para você. Sodoma e Gomorra com suas peculiaridades. As mulheres sorriem umas para as outras, andando bem vestidas, os homens andam sem blusas, os mais jovens se divertem à medida que jogam um jogo nas olimpíadas. Sim, aqui há olimpíadas, mas elas são diferentes. Eles usam ferramentas. Alguns até mesmo usam roupas mascaradas para jogar. Os jogos em sua totalidade estavam mais violentos.
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  Algumas pessoas abriam seus mercados, o cheiro da metalúrgica surgindo em um rico contraste. As músicas soavam sofisticadas, com pequenos tamborins. As frutas vendidas nas tapeçarias eram azul e vermelhas. Havia frutas de toda espécie. A chuva vinha pelo vapor. Os vestidos das mulheres eram de cor verde, como se fosse do Egito, mas um pouco mais ousado. O sistema de vapor de água era forte. Os homens mesmos sem blusa vestiam roupas primitivas e tinham ações meio bárbaras. Mas eu e minha família nos preservamos.
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  Paltith havia saído com o namorado, Tibira. Tibira era um jovem bonito e charmoso, sempre com um sorriso divertido. Eu conseguia entender o interesse da minha irmã mais velha. Depois da morte de nosso irmão, é como se ela não tivesse tido uma boa infância. Ela sentia como se fosse responsável por todos nós. E talvez fosse mesmo.
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  Mamãe e papai não falam, mas eu vejo como eles se olham. É como se carregassem uma dor raramente vista. Meu pai é um homem forte, mas atormentado. Já minha mãe é uma mulher que se faz de forte, mas carrega seus próprios traumas.
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  A cidade pulsa com conhecimento, pessoas se dão a festas e diversões, homens bêbados surgem, mas o que fica é principalmente a questão religiosa... Não temos mais sacerdotes que buscam o divino, mas sim falsos profetas que pregam sobre a maldade humana e decretam o fim do mundo de forma imprecisa. Nossos magos servem nossos deuses na mornidão. E isso é um eufemismo.
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  Os tamborins de música ressoam das tabernas, onde pessoas de várias tribos se embebedam. Havia escadarias vermelhas, crianças brincando de formas travessas, além de é claro pessoas se dando a relações nas proximidades da cidade, tendo uma grande fertilidade.
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  — Mãe — chamo —, posso ir com a senhora na moleira vermelha? — peço educadamente.
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  A verdade é que viver tanto tempo em Sodoma e Gomorra me fazia pensar, será que existia algo além da cidade que não noto? Sabe, eu cresci aqui. Nessa cidade. Eu amo minhas irmãs, Paltith e %Edith%, mas me pergunto se há algo mais nos muros da cidade. Se existe, por que eu sinto como se estivesse sozinha? Se não existe, por que sinto vontade de conhecer o mundo? Sodoma é bom, mas não o suficiente. Aqui há plantas, frutas exóticas, grãos, mas não há paz. As pessoas não praticam mais a bondade.
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  — Claro, %Palotis% — ela diz.
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  — Vou me arrumar — digo animada.
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  Ir com minha mãe na moleira vermelha era algo que eu gostava. Aquela parte da cidade tinha cores e músicas escaldantes, algo que me admirava e cheiro de pergaminho novo. Começo a me arrumar e conforme me arrumo, minha mãe também se arruma.
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  — Vamos? — perguntou ela.
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  Eu assinto.
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  Caminhamos sozinhas entre as ruas de braços dados. Ela parece um pouco diferente, talvez bêbada da noite anterior de algum vinho escaldante ou cansaço, porque sim, aqui as pessoas se divertem bebendo e se dando a prazeres um pouco... selvagens.
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  Conforme andamos, ouvimos risadas apontando para nós. Os caçadores passavam pelas ruas tentando domar bestas selvagens. As ruas eram movimentadas, mas logo chegamos na molaria vermelha, um lugar rústico. Conforme andamos, noto um grupo de adolescentes um pouco mais velhos que eu. Eles olham para mim e riem, claramente divertidos sobre meu olhar quieto e reservado. Assim são as pessoas de Sodoma. Elas se divertem em oprimir.
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  Mamãe paga as contas na molaria, e vejo alguns mais velhos fiando a ferrugem como sempre fazem. Seguimos o caminho após passar por ali. Passo por alguns jovens, eles riem de mim como se eu fosse um problema. Finalmente chego em casa. Nada como um lar do conforto. Eu me pergunto o que acontecerá agora... Será que eu serei feliz? Mal sei eu que o destino guarda planos grandes para mim...
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  %Edith% com seus dez anos, me recebe bem, enquanto Paltith saiu. Meu pai foi trabalhar e estamos só eu, mamãe e %Edith% em casa. O sol começava a se pôr...
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