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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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Os Mistérios de Sodoma (Parte II)

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 2.2 • As Mercadorias Performáticas de Tito — Parte II

  Você já entrou em uma situação que já sabia exatamente o que ia acontecer? Mas você entra assim mesmo... Então quando seus temores vêm à tona... Você se tortura, porque já sabia?
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  Mas isso é quem você é, e você fica se punindo por isso. Você tem de se perguntar: quão longe você está disposto a ir?
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  — Essa garota, ela não merece nada, ela nunca ajudou ninguém. É uma fracassada.
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  — Como você sabe? — perguntou outra.
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  — Ela é apenas um peão, ela fez e vai fazer coisas horríveis, eu vejo.
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  O amor é como uma chama delicada e quando ele se apaga, é para sempre.
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  Você já parou para se perguntar até onde a vida te leva? Talvez a lugar algum, mas não é esta a graça? Saber que a vida vai te levar a lugares fantasiosos que talvez nem existam. Talvez o melhor da vida seja isto. Todos sonham. Todos sonham com alguma coisa. Muitos não têm coragem de admitir. Alguns têm sonhos maiores, outros menores, mas todos lutam por algo. Seja para se aliviar da culpa que tiveram, seja para mostrar seu lado da crítica, seja para ser feliz, seja para esconder seus próprios medos ou desejos. Seja para repelir a frustração que você sente. O passado, presente e futuro no fim é um só.
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  — Vamos, %Palotis% — chamou %Ado%.
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  %Palotis% seguiu a mãe. Ambas saíram andando pela cidade de Sodoma e Gomorra. Conforme andavam, ouviam as pessoas andando. A cidade se movimentava, os trabalhadores, todos homens, andavam com máscaras em sua carruagem de cores vibrantes, rumo a seus lugares comerciais. O som das carruagens era veloz, quase intenso. E as máscaras eram até bonitas. Alguns jovens seguravam tochas, jogando jogos divertidos. Naquela época, já existia muita maldade, mas algumas crianças ainda preservavam um coração bom. As ruas eram pavimentadas, cheias de carruagens rosas, vermelhas, vinho e marrom andantes. Também havia belas decorações e cheiro de especiarias exóticas. E assim se iniciava os dias... Assim que chegou no comércio, as duas chegaram na rua azul. A rua azul era vibrante e em uma das tendas um jovem com roupas exóticas chamado Tito, um garoto alto, pele branca, cabelos negros e um sorriso divertido as esperava:
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  — O que as visitantes vão querer hoje? — perguntou.
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  — Vamos querer... — começou %Ado% escolhendo as joias e perfumes decorativos que queria levar.
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  O cheiro de comida e especiarias ali perto fez com que %Palotis% sentisse vontade de matar a fome. Mas sua educação a impediu. Mãe e filha seguiram seu caminho, mas %Palotis% pôde notar Tito. Ele era lindo. Lindo de morrer. Tinha uma aparência agradável, mas forte. Firme, mas serena. Penetrante, mas educado. Sorridente, mas diferente... E tinha um cheiro impecavelmente mais marcante... Como se fosse um jovem tão ou mais atraente do que qualquer garoto da cidade.
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  — Seu nome, senhorita...? — perguntou Tito com um sorriso que não alcançava os olhos de %Palotis%.
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  — %Palotis%, e o teu? — respondeu ela.
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  — Tito! Prazer conhecê-la — respondeu Tito com voz melodiosa.
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  — Você está diferente — elogiou Paltith a irmã, %Palotis% quando a mesma chegou em casa. — Mais focada e distraída.
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  — Conheci alguém — contou %Palotis%.
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  — Quem? — perguntou Paltith curiosa.
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  — Um comerciante! Ele tinha... algo — respondeu %Palotis%. — Não sei explicar o quê.
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Ê, viva vida, que amor brincadeira, à vera
Eles se amaram de qualquer maneira, à vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar

Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga

Qualquer maneira de amor vale aquela a pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale valerá

Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que cante este canto
Qualquer maneira me vale cantar

Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é pra vida inteira, à vera

Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá

Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga

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  TERRA DE SODOMA,

  — Eu vejo o espiritual falando sobre um grande mal. Um mal que sobrevirá a humanidade em tempos vindouros, eu vejo... — predisse uma profetiza.
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  As pessoas vão te dizer quem você é a sua vida inteira. Você tem que revidar dizendo — Não, essa sou eu. — Você quer que as pessoas te enxerguem diferente? Faça com que elas enxerguem. Você quer mudar as coisas? Você vai ter que sair e mudá-las você mesma. Porque não existem fadas madrinhas nesse mundo.
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  A cidade reluzia como ouro. A metalúrgica estava dominando a cidade, havia músicas sofisticadas, frutas azuis e vermelhas distribuídas pelos comerciantes e pelas donas de casa, seres alados andando nos arredores, mulheres que vestiam um azul brilhante. Homens se dando a festas com outros homens, mulheres com mulheres, homens como mulheres, orgia dentre várias pessoas. Bebedeiras. Era o tempo de renovação em Sodoma. As mulheres que se casavam com os sodomitas eram férteis e tinham muitos filhos. Os homens e até mesmo algumas mulheres vestiam e usavam roupas tecidas com linho de guerra e espadas flamejantes. A música vibrante se misturava com a arquitetura. As terras eram mais molhadas pelo vapor. Cana, matos, plantas e grãos eram prantados. As colheitas de uvas começaram a ser colhidas. Sodoma vivia em festas, prazeres e diversão exagerada e intensa. E assim, os batidos da cidade clamavam aos céus, mas não eram ouvidos. Naqueles dias, quando Paltith já era adolescente, %Palotis% tinha quinze anos e %Edith% tinha doze, %Lot% e sua esposa %Ado% começaram a brigar entre si. Era como se eles não concordassem com a forma como viviam. %Ado% apoiava o progresso de Sodoma, enquanto %Lot% não. E assim se iniciavam as divisões familiares.
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  — JÁ DISSE, nosso lar é Sodoma — disse %Ado% ao marido.
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  — Meu tio Abraão não ia gostar disso, %Ado%, você não vê que essa cidade não é para a gente? — perguntou %Lot%.
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  — Nosso lar é aqui, %Lot% — disse %Ado% com firmeza.
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  — Será que eles sempre vão brigar? — perguntou %Edith% às irmãs mais velhas.
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  — %Palotis% e Paltith — chamou %Ado%. — Vocês não deviam estar na escola da cidade?
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  — Eu não queria ir, mãe — disseram as duas em coro.
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  — Vocês precisam, não quero que sigam tudo que seu pai ensina.
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   — Elas não vão, já basta verem como é a cidade — bravejou %Lot%.
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  — Essa cidade é Sodoma, %Lot%, e minhas filhas devem frequentar a escola da cidade. Precisam se adaptar a Sodoma e formar sua vida aqui.
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  Destinos começaram a ser tecidos... 
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