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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Melody

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Parte I • Sobre o show

Tempo estimado de leitura: 20 minutos

  Ela sabe que está atrasada, mesmo assim dá uma pausa em sua caminhada para comprar seu café com leite, o de sempre, subindo correndo as escadas do prédio até o quinto andar em seguida. Não quis esperar o elevador que está lá no décimo sétimo andar. Dez minutos de atraso. Pode parecer pouco, mas para ela poderia lhe custar o freelancer que ela precisa.
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  Afobada e suando, a moça chega até a sala de reunião, a qual já havia começado. Os olhares de todos caíram sobre a moça que cora o rosto envergonhada, se desculpa e senta-se na cadeira vazia próxima ao seu melhor amigo.
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  — Guardei seu lugar — sussurra Felipe, amigo da moça, recolhendo sua mochila que antes guardava o lugar da moça.
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  Li ajeita os cachos para que conseguisse enxergar direito. Seus cachos são bem volumosos e bonitos, rodeando sua cabeça.
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  — Obrigada, Lipe — ela sussurra de volta e volta a prestar atenção ao chefe que fala animado.
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  — … E como também sabem, precisamos de uma equipe de três fotógrafos para frente de palco. Este evento de Cultura Japonesa que acontecerá em duas semanas é de extrema importância para nossa agência, portanto, não serão admitidos erros, entendido? — ouve-se um sonoro "sim" vindo dos presentes — Ótimo! Bom, agora vamos ver quem serão os fotógrafos de frente de palco. Como temos seis disponíveis, resolvi fazer um sorteio.
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  Nessa parte é surpresa para todos, que imediatamente começam a cochichar entre si.
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  — Shiiiiu! Silêncio! — reclama André Mendes, o gerente da agência — Vamos ao sorteio… — coloca a mão dentro de um recipiente escuro e pequeno e puxa um papel dobrado de dentro, desdobra-o e lê. — Hm, nosso primeiro fotógrafo será o Mário. Parabéns, Mário! — revela André e todos aplaudem. Ele repete o processo mais uma vez. — Hmmm, o segundo fotógrafo será nosso mais brincalhão: Felipe! Parabéns, Felipe!
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  Lipe vibra de alegria, ele queria muito participar diretamente da filmagem e fotografia do evento. André repete pela última vez o processo e retira mais um papel do recipiente.
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  — Olha só, quem temos aqui, — diz ele, fazendo suspense — sem dúvidas, uma bela pessoa. Nossa única mulher da equipe: Aline! Parabéns, Aline!
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  Aline Mori, esse é seu nome, a baiana com mãe brasileira e pai japonês grita de alegria. Realmente ela precisa desse freelance.
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  — Ahhhhhhh, finalmente! Obrigada, chefe! Obrigada!! — diz Li, como é chamada pelos amigos, enquanto abraçava Lipe ao seu lado.
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  — Vai poder ver o Asakawa, Li! — Lipe sussurra em seu ouvido. A moça corou e sorri feliz.
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  Ela finalmente irá conhecer ele.
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  Li é fã de uma das bandas que tocará no Festival de Cultura Japonesa que a agência de publicidade onde trabalha está promovendo em Salvador: a banda Flow.
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  Ah, o Kohshi Asakawa, este é o nome do homem que habita os pensamentos da moça por anos, desde que conheceu a banda. Por serem de um país oriental, é difícil a banda fazer um show no Brasil. Quando tem, o ingresso é muito caro, normalmente em grandes festivais. Caro para os padrões de uma pessoa assalariada.
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  Na época do último show deles, Li estava doente, em outro show ela estava sem dinheiro e em outro ela estava viajando para outra cidade para concluir sua faculdade de Publicidade.
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  Essa seria a primeira vez que Li verá os caras tocando ao vivo. Ela está bem emocionada com isso. Mal vê a hora de conhecer os homens que fazem parte de sua vida mesmo sem eles saberem disso.
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[📷]

  Duas semanas depois…

  Kohshi está cansado da viagem que faz com a banda até à Alemanha para mais um show. De lá, eles embarcam para o Brasil. Ele dorme metade da viagem e a outra metade luta contra o próprio cansaço para não dormir novamente. O louco fuso das viagens deixa o corpo e a mente do rapaz cansados.
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  Ao desembarcarem, todos vão diretamente para o hotel. O show acontecerá naquela noite. Ainda são seis horas da manhã quando eles chegam. Descansam por duas horas e logo vão para a van novamente.
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  Destino? Passeio pela cidade.
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  Kohshi está usando óculos escuros para disfarçar seu cansaço, mas é mais que evidente este fato, passa todo o passeio até aqui calado e observando os dois fotógrafos que os acompanham, além da paisagem, claro.
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  Os dois parecem estar discutindo enquanto andam e verificam as fotos tiradas na câmera de ambos. Kohshi chega mais próximo a eles. Mesmo não entendendo bem português, o rapaz se arrisca a tentar entender a conversa dos dois.
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  — … ele está tão calado. Deve achar que sou idiota por estar calada também! — Li lamenta-se enquanto apaga algumas fotos borradas. De repente, vê uma que lhe agrada. — Olha só, Lipe, que lindo! Mesmo emburrado continua lindo, impressionante — até então, Kohshi não havia entendido nenhuma palavra.
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  — Interage com ele que aí ele vai falar — Lipe responde sendo óbvio.
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  — Meu japonês não é tão bom assim, meu pai briga comigo direto por causa disso, mas não me sinto segura em falar com o Kohshi…
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  — Vai falar com o Kohshi em inglês mesmo, ele sabe falar inglês. Ou você fala com ele ou eu vou te empurrar para cima dele!
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  Kohshi entende seu nome, sabe que estão falando dele e apura os ouvidos para tentar entender mais alguma coisa que não fosse o próprio nome.
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  — Você sabe que estou falando no sentido literal, não sabe? — completa Lipe, Li encara o amigo com um olhar assustado.
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  — Com o Kohshi não, Lipe! —  suplica ela com as mãos unidas.
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  Por mais que ele se esforce, o máximo que consegue entender é quando falam seu nome. O rapaz nunca quis tanto saber falar português. Quis também que eles falassem em inglês, pelo menos entenderia quase tudo.
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  — Olá, fotógrafos! — Take, que é irmão de Kohshi, fala jogando os braços nos ombros dos dois, que sorriem ao ver o ídolo. Take fala em inglês com eles.
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  — Olá, Take-san! — ambos dizem juntos.
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  — Apenas Take, por favor.
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  O sorriso de Take, pessoalmente, é uma visão ainda mais linda e Li está visivelmente encantada por ele, Kohshi logo nota o brilho no olhar dela e volta a fechar a cara, suspirando irritado.
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  A irritação de Kohshi se dá pela aproximação do irmão com os fotógrafos, principalmente com a Li, que ele já havia memorizado o nome. Nem sabe, ao certo, o motivo de sua irritação, só sabe o que está sentindo.
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  Take sempre foi bem comunicativo com os fãs. Já Kohshi, é mais reservado. Só dessa vez, Kohshi quis ser igual ao irmão.
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  O passeio continua e, de longe, Kohshi observa seu irmão interagir com os fotógrafos. Li gargalha com as coisas ditas por Take e Kohshi quis afogar o irmão no mar por onde passam nesse momento.
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  Já no hotel, o Asakawa mais velho vai até o quarto que o irmão divide com Keigo.
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  — Vai derrubar a porta?! — diz Take ao abrir a porta e sentir somente o perfume forte que o irmão usa ao passar por ele.
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  — O que foi aquilo hoje mais cedo? — questiona Kohshi para o irmão ao parar no meio do quarto. Keigo levanta o olhar de seu celular para encarar a discussão.
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  — Aquilo o que? — Take sabe perfeitamente do que o irmão fala, mas se finge de desentendido.
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  — Sua aproximação excessiva com os fotógrafos.
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  — Ah, isso… — diz Take, displicente — Estava apenas sendo gentil e conversando com eles. Aliás, eles são bem legais — Take caminha até sua cama e senta-se na ponta dela.
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  — Hm, e precisava ser tão gentil assim? Principalmente com a Li…
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  — Vem cá, Kohshi, você está com inveja ou ciúme? — Take tem um sorriso travesso no rosto. — Seja qual for, é bem mesquinho de sua parte, irmão — comenta Take.
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  No fundo de seu interior, Kohshi não sabe com certeza o que está fazendo e muito menos o que está sentindo. Atração física? Talvez. Inveja do irmão pela aproximação fácil dele com a Li? É uma certeza que ele tem no momento.
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  — Não gosto dessa sua intimidade…
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  — Por que não posso ser íntimo dela?
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  — Porque não.
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  — Tem que me dar um bom motivo, Kohshi.
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  — Porque é estranho você ter intimidade com ela tão rápido assim.
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  — Esse não é o motivo real — insiste Take sabendo que o irmão esconde algo — Você me disse, quando passeamos pela cidade, que tá afim dela…
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  — Eu não disse isso… — desmente Kohshi.
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  — Disse sim — fala Keigo e recebe o olhar raivoso de Kohshi e as risadas de Take.
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  — Cala a boca, Keigo!
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  — Keigo está de prova! — comemora Take — Só me afasto dela se você admitir estar atraído pela baiana.
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  — Take!
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  — Admite?!
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  — Não vou admitir algo inexistente — diz Kohshi sem muita certeza do que diz.
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  — Se quer assim… — responde Take num tom desafiador.
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  Kohshi não diz mais nada, apenas sai dali e volta para seu quarto, deitando em sua cama apertando os olhos de raiva. Ele não entende os sentimentos conflitantes que o fazem agir daquela forma. Por que ele teria ciúme de uma mulher que acabou de conhecer?
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  O rapaz pensa nas palavras do irmão. Já as ouviu em momentos diferentes de sua vida onde em todos terminou desapontado consigo mesmo.
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  Sempre que gostava de uma moça, Kohshi deixava escapar tal sentimento através de um olhar, gesto corporal, palavras singelas, mas sempre era percebido por seu irmão Take que ainda tem o péssimo hábito de "incentivar" o irmão a contar o que sente de maneira incisiva.
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  Indo nesse caminho, Take dá a entender que está interessado na mesma moça que o irmão, com o intuito de fazer Kohshi se declarar de uma vez. Fato que nunca aconteceu, por falta de coragem de Kohshi. As moças, sem saber que o real interessado era Kohshi, ou ficavam com Take ou se afastavam dos dois.
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  A "boa intenção" do irmão foi logo notada por Kohshi, mas dessa vez algo dentro dele diz que ele precisa falar o que sente. Uma onda forte percorre seu corpo assim como quando ele está no palco cantando.
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  Por falar nisso, ele precisa se arrumar, logo chegará a hora do show.
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[📷]

  Kohshi já está pronto para o show que começará em instantes. Ele ajeita o ponto eletrônico no ouvido e ouve o barulho feito pelos fãs. Ele tem certeza de que será um show incrível.
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  Li registra a primeira imagem do show e sua pele se arrepia com a vibração emitida pela Flow logo nos primeiros acordes da primeira música. É o primeiro show dela e a primeira, talvez a última, oportunidade de fotografar seus ídolos.
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  Li está muito feliz e a cada música tocada, ela canta e vibra junto, não se esquecendo de registrar o show, é claro.
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  Inesperadamente, começam a ser tocados os acordes da música que mexe profundamente com a Li. Essa música não faz parte do setlist da Flow há muito tempo.
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  Melody começa.
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  A moça não consegue segurar a emoção e leva as mãos ao rosto, deixando os olhos fixados nele enquanto ele canta lindamente. Do palco, Kohshi canta olhando para Li que está visivelmente emocionada.
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  Ela passou o show inteiro dançando, vibrando e cantando junto com eles, mas agora está tão fragilizada e chorosa. Kohshi sente a melodia percorrer seu corpo de maneira diferente do habitual.
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  A letra dessa música, que ele mesmo escreveu com a ajuda de Take ainda adolescentes, fala de um amor incerto. Kohshi se lembra, enquanto canta, que era apaixonado por uma amiga do colégio que também correspondia aos seus sentimentos, mas ambos tinham medo de se machucar.
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  Mesmo com medo, Kohshi tentou convencer a garota de que eles deveriam ao menos tentar algo juntos e, se não desse certo, deveriam seguir a vida, assim como qualquer pessoa civilizada faria. Kohshi lembrou-se de ter chorado após ela o rejeitar.
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  Ao fim da música, ele nota que Li está sendo amparada pelo Lipe, o outro fotógrafo e amigo dela. Duas músicas depois, Li volta a fotografar o show, ela aparenta estar mais calma agora.
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  O show em Salvador foi muito melhor do que Kohshi pôde imaginar. Ele não esperava que a Flow tivesse fãs tão animados e fiéis como eles. A Flow deixou o palco com o sentimento de dever cumprido.
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  — Uhhh!! — grita Take assim que entra no camarim, seguido pelos outros. — Que show!
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  — Podemos voltar para o palco?! Quero outro show desse! — comenta Keigo, empolgado.
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  — Foi muito melhor do que imaginei, nossa, que show incrível! Que energia, né? — diz Kohshi ao se jogar no sofá após pegar uma garrafinha de água para beber.
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  Nesse momento, os fotógrafos entram no camarim.
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  — Olha quem está aqui! — diz Take animado e vai abraçar os dois.
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  — Que show maravilhoso, caras, parabéns! — fala Lipe ao sair do abraço de Take.
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  — Obrigado, mas se não fosse pela energia do público não serviria de nada — devolve Take, sorridente. — Li-chan! Você tirou muitas fotos nossas? Fiz poses só para você — ele diz ao passar o braço pelos ombros dela.
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  — Tirei muitas fotos sim, Take. Quer ver? — diz a moça, também sorridente.
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  — Só se me mostrar ali no cantinho, vem comigo — ele a conduz para o canto mais afastado dos outros.
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  Kohshi está fuzilando o irmão com o olhar agora.
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  De longe, ele observa muito contrariado a conversa entre Li e Take, ela gargalha a cada frase dita pelo irmão mais novo e o homem deseja que o irmão suma e deixe a Li em paz. Que sentimento é esse que cresce no peito de Kohshi e o faz desejar coisas assim ao próprio irmão? Agora ele pode dizer que: sim, ele está com ciúmes.
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  — Então quer dizer que você gosta do meu irmão? — diz Take para Li com um tom de surpresa. Ela fica tímida e assente com a cabeça.
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  — Sei que seria difícil ele se interessar por mim…
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  — Ih, Li, relaxe, meu irmão já está interessado em você — diz o homem dando de ombros.
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  — Como assim? Ele te falou algo? — questiona Li, confusa.
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  — Enquanto passeávamos pela cidade, mas nem precisava ele dizer nada. Olha só como ele está nos olhando...
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  Disfarçando, Li vira o rosto para trás e cruza com o olhar fulminante de Kohshi, assustando-se e volta a olhar para Take.
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  — Nossa, que careta feita — espanta-se ela fazendo Take rir.
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  — Ele está com ciúmes de você — diz ele, simplesmente.
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  — De mim?
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  — De mim é que não é, Li — ele volta a rir e completa: — Olha só, vamos fazer um teste...
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  Take diz e, de repente, passa a mão no rosto de Li, encarando o irmão, e sobe ela até os cabelos da moça, em seguida ele grita para Kohshi:
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  — Olha, Kohshi, o cabelo dela é tão fofo. Veja! — ele puxa uma mecha dos cabelos de Li, o cabelo de mola vai e volta na cabeça da moça, Take sorri e diz em seu idioma natal — Fofo!
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  Com esse movimento de Take, o corpo de Li arrepia-se ao simples toco do homem. Furioso, Kohshi grita de volta.
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  — Eu admito, Take! — o mais novo encara o irmão de longe.
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  — Não entendi... — Take diz, fazendo-se de desentendido.
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  — Admito aquilo! Eu admito, está bem! — grita Kohshi, irritado.
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  Take ri vitorioso.
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  — Sabia!!! Tudo bem, vou parar, ok?
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  — Do que estão falando? — questiona Li, confusa.
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  — Coisa de irmão, Li-chan — ele diz e aperta a bochecha de Li, levemente.
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  — Take! — grita Kohshi e Take ri.
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  — Ok! Calma, cara!
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  Divertindo-se com o ciúme do irmão, Take finalmente para de dar em cima de Li e volta a sentar-se no sofá ao lado de Ayumi, produtora deles, e engata uma conversa com ela.
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  Li se aproxima de Lipe e Keigo que conversam, ela fica curiosa com a atitude de Kohshi e quer perguntar o que houve, mas não tem coragem.
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  O Asakawa encara o irmão com raiva e pensa sobre o que acabou de admitir. Os sentimentos incertos que insistem em aflorar ainda mais quando Li está por perto o levam a quase loucura. Ele só quer que isso pare. Isso lhe parece tanto uma paixão…
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  Mas é loucura, ele não pode estar apaixonado já que só a conhece, literalmente, há um dia. Não, não pode ser, mas a certeza que ele tem é que está atraído por ela. Muito atraído. E essa atração ele não consegue controlar, ele quer tanto tocar os próprios lábios nos lábios dela. Ele quer tanto tocar sua pele, quer tanto sentir seu cheiro, seu calor, quer tanto tê-la em seus braços, em sua cama…
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  O som da risada de Keigo desperta Kohshi de seu delírio momentâneo e o traz de volta à realidade onde Li está longe dele, apesar de estarem no mesmo ambiente, ainda no camarim.
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  Amanhã ele ainda estará em Salvador, mas e depois? Será que ele deve contar a ela o que está sentindo? Ou apenas deixar para lá? Há a possibilidade de Kohshi Asakawa conseguir conviver com essa atração não concretizada?
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  Possivelmente, não.
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