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Reflexões sobre a morte
|| quarta-feira 26 de outubro de 2016 às 12:44 - 1 comentário
|| Arquivado em: Colunas

No final todos vamos morrer um dia, certo? Cedo ou tarde, mas a morte vem para todos. Infelizmente nossos personagens muitas vezes não são imunes desse episódio, sendo assim morrerão em algum momento também. Como matar um personagem? Como os personagens reagirão ao luto, já que muitas vezes o luto nem existe, por mais importante que seja o falecido na vida do personagem?

A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais. – Epicuro

Por que matar um personagem e como mata-lo?

Você começa com sua história e de repente percebe que está na hora de colocar um drama para sua história, o que melhor representa o drama em histórias? Doenças e Mortes.

Histórias muito longas e que se passam na nossa realidade é comum haver em algum momento uma morte. Os anos passam e acabam falecendo entes queridos, avós, tios, primos…

Também tem as histórias de ação/aventura aonde os personagens geralmente se veem em situações de risco constantemente, o que acaba uma hora ou outra terminando em um acontecimento fatal.

Mas por que matar um personagem? Acredito que para muitos a morte sempre é vista como apenas um jeito de descartar um personagem que não faz mais diferença vivo ou para fragilizar o personagem principal de alguma forma, mas vejo muito além disso.

Talvez a morte tenha mais segredos para nos revelar que a vida. – Flaubert, Gustave.

Sabe aquela típica frase “Só sabe dar valor depois que perde”? É isso, você só vai perceber o quão importante era o personagem, após ele morrer. Quantas mortes você já leu? Algumas até mesmo passaram despercebidas, já outras têm grande impacto.

A maior parte das pessoas morre apenas no último momento; outras começam a morrer e a ocupar-se da morte vinte anos antes, e ás vezes até mais. São os infelizes da terra. – Céline, Louis.

Como matar meu personagem?

Preciso matar meu personagem, mas como posso fazer isso?

Veneno, suicido, facada, tiros… São muitas opções certo?

Vamos separar duas formas de mortes, as pessoais e as impessoais.

As pessoais seriam toda a morte que envolve de alguma forma um sentimento, seja vingança, sofrimento, dor: Suicido, golpes contínuos de socos/facadas/tiros que levem o personagem ao sofrimento antes da morte, doenças, venenos que levam a mortes lentas.

Os impessoais seria toda a morte que não há sentimento, aquelas mortes mais rápidas e cruas: Tiros certeiros, cortes em artérias importantes, venenos instantâneos.

Vale lembrar também que sempre é bom pesquisar antes de escrever um cena de morte pouco convincente, como o personagem morrer instantaneamente depois de um tiro na perna. Isso pode acontecer? Poder até pode, mas geralmente morre apenas depois de perder muito sangue, o que muitas vezes dá tempo de prestar socorro. Ou seja, se for pra matar que mate bem matado, a não ser que tiver planos para uma “ressurreição” ao longo da história.

Como reagir ao luto?

Não é todo mundo que chora desesperadamente após uma perca, mas também não é normal se sentir indiferente a morte de um ente querido.
Cada pessoa tem uma reação, mas tenho certeza que a perca de alguém próximo mexe com todos de alguma forma. Uns choram, outros se isolam, outros se revoltam, outros se conformam e assim as coisas vão.

Por mais duro que o coração de seu personagem seja, se ele realmente amava o falecido sentirá de alguma forma a perca.

A morte não é uma destruição, é um lento acabar, um lento sumir. Vai-se o cadáver, mas… o corpo que morre é como um frasco de fina essência que se quebra deixando a casa, por muito, impregnada de aromas, até que o tempo o vai desvanecendo, e fica somente a saudade, que é a memória do coração.- Neto, Coelho

Coluna por Thaís M.





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Maraiza
Maraiza
7 anos atrás

Thais, adorei a coluna! Ficou muito boa e vou usar suas dicas para as minhas futuras histórias. Parabéns!!!

Ps: eu ri no “ou seja, se for para matar que mate bem matado.” Ahahaha

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