
escrito por Aven Lore
Fugindo de um passado abusivo, Daisy busca recomeçar em Incheon, Coreia do Sul, mas acaba mergulhando ainda mais fundo em um pesadelo ao se envolver com agiotas. Sem saída e marcada pelas ameaças que se tornam cada vez mais reais, ela encontra Seonghwa, um estranho misterioso que lhe faz uma proposta tentadora e perigosa: quitar sua dívida em troca de participar de seu trabalho no mundo do conteúdo adulto. Presa entre o medo e a promessa de liberdade, Daisy precisa decidir até onde está disposta a ir para salvar a própria vida.
|| terça-feira 18 de abril de 2023 às 15:00 - Comentários
|| Arquivado em: Colunas, Como eu faço?, Postagens
– Por Fe Camilo.
Olá, meus amores! Como estão?Aqui estou mais uma vez com alguns insights e dicas de como melhorar ainda mais sua escrita. O tema de hoje é como indicar o ponto de vista e as maneiras de indicar mais de um ponto de vista na narrativa. Gostaria de iniciar pontuando que este é um assunto mais complexo do que aparenta ser, e que pode ter suas variações de percepções a depender da autora e do universo que ela deseja criar; portanto não leiam essa coluna com a intenção de encontrar uma regra universal sobre como narrar diferentes POV, mas sim como um guia norteador que pode ampliar sua percepção sobre o assunto.
Para ficar tudo bem organizado, do jeitinho que eu gosto, vou separar esse assunto em três partes, pois assim podemos entender cada uma delas separadamente. Sigam-me os bons!
// Tipos de ponto de vista e como indicá-los
Todas vocês já sabem que uma história pode ser narrada por diferentes perspectivas, certo? E essas diferentes maneiras de narrar uma história é chamada de foco narrativo ou – como denominamos nessa coluna – ponto de vista (POV). O foco narrativo basicamente determina o desenrolar de toda a trama, portanto a escolha do que melhor se encaixa na sua história é fundamental para que você crie uma obra-prima perfeita.
Ao criar uma história, você pode escolher entre três tipos de narradores, são eles:
Narrador personagem: Nesse caso, é usada a primeira pessoa e o narrador é um personagem da história, o qual narra os fatos conforme os vive.
Narrador observador: Utilizamos a terceira pessoa nesse tipo de narração, e ele é apenas capaz de narrar o que observa – ou seja – não tem conhecimento do que se passa na cabeça dos personagens ou suas histórias de vida, o foco está nos fatos que estão acontecendo.
Narrador onisciente: Nesse também devemos utilizar a terceira pessoa, porém ele tem total conhecimento dos fatos e dos personagens. É possível narrar as motivações, sentimentos e pensamentos dos personagens com clareza, pois ele tudo sabe.
Agora vem a pergunta de milhões: como podemos indicar o ponto de vista no decorrer da história?
Se você está utilizando um narrador personagem, é fundamental que você demarque quando um ponto de vista termina e o outro começa. Dessa forma, se você quer intercalar entre os dois protagonistas, você pode colocar “POV – Personagem 1” e “POV – Personagem 2” sempre que fizer a mudança de um para outro.
Caso você utilize um narrador observador, não é necessário indicar mudança de ponto de vista, afinal o narrador será o mesmo a todo momento, e ele estará sempre narrando os acontecimentos da trama.
No narrador onisciente, particularmente acredito que também não é necessário indicar mudança de ponto de vista, afinal o narrador é onisciente e transitará por diferentes cenários e personagens, mas ele continua sendo o mesmo narrador, logo não há mudança de foco narrativo para que seja necessário demarcar um ponto de vista diferente.
// Formas de abordar mais de um ponto de vista.
A partir dos pontos analisados acima, já deu para notar que para abordar mais de um ponto de vista o ideal é fazer uso de um narrador personagem ou narrador onisciente, certo? Vamos explorar três formas de abordar mais de um ponto de vista dentro das duas opções:
Intercalando: Você pode intercalar o ponto de vista de dois ou mais personagens centrais na trama, e isso pode ocorrer de um capítulo para o outro ou mesmo dentro de um mesmo capítulo. Acredito que o narrador personagem seja o ideal para esse tipo de transição, porém é necessário tomar o cuidado de não criar muitos personagens diferentes e fazer mudanças constantes entre eles; pois além de correr o risco de ficar confuso, também pode ocorrer de todos ficarem parecidos demais, então a pessoa A acaba tendo os mesmos trejeitos e ideias da pessoa D, por exemplo.
Esporádico: Nesse modelo, a narração segue um personagem central a maior parte do tempo, e – esporadicamente – desloca o foco narrativo para seguir um outro personagem/acontecimento na história. Para esse formato – tanto o narrador onisciente quanto o narrador personagem – podem ser utilizados, inclusive é possível até mesmo mesclar ambos. Por exemplo, você pode ter um narrador personagem que conta toda a trama, porém caso queira trazer alguns elementos extras que esse narrador-personagem não sabe (mas que são relevantes para a trama) você pode fazer uso de um narrador onisciente que traz alguns flashs de informação para o leitor.
Pontual: Nesse formato, a intenção do autor é que a história siga um ponto de vista específico de um personagem ou evento, porém pode se fazer necessário utilizar de algum outro ponto de vista para explicar algo fundamental para a história, por exemplo, e aí é quando o autor pode utilizar o recurso de utilizar um outro foco narrativo. Perceba que é pontual porque pode ocorrer apenas uma vez no decorrer de toda a trama.
// O melhor ponto de vista para a sua história.
Escolher um foco narrativo que combine bem com a sua trama é fundamental e é claro que haverá variações a depender de suas intenções e criatividade. Para facilitar seu trabalho, decidi criar uma pequena lista pontuando casos em que é melhor se ater a um ou outro ponto de vista:
Seu personagem-foco fará longas ruminações ou discursos (romance/drama): Narrador personagem.
O leitor deve se identificar profundamente com o personagem-foco (romance/drama): Narrador personagem.
Prefere baixa identificação entre o leitor e o personagem (comédia/terror): Narrador observador.
Prefere que o leitor não saiba diversas coisas na trama (suspense/mistério): Narrador observador.
Intercalar suas opiniões com a do personagem (romance/drama/comedia): Narrador onisciente.
Deseja criar um universo denso com diferentes cenários e personagens (aventura/fantasia): Narrador onisciente.
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