
escrito por Aven Lore
Fugindo de um passado abusivo, Daisy busca recomeçar em Incheon, Coreia do Sul, mas acaba mergulhando ainda mais fundo em um pesadelo ao se envolver com agiotas. Sem saída e marcada pelas ameaças que se tornam cada vez mais reais, ela encontra Seonghwa, um estranho misterioso que lhe faz uma proposta tentadora e perigosa: quitar sua dívida em troca de participar de seu trabalho no mundo do conteúdo adulto. Presa entre o medo e a promessa de liberdade, Daisy precisa decidir até onde está disposta a ir para salvar a própria vida.
|| segunda-feira 15 de janeiro de 2024 às 14:00 - Comentários
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– Por Fe Camilo.
Olá, meus amores!
Se você é do tipo que acredita que o amor supera qualquer coisa e é capaz de transformar qualquer pessoa, então acredito que essa coluna seja para você.
Muitas meninas cresceram consumindo contos de fada e desenhos da Disney nos quais a força do amor é o suficiente para acabar com qualquer mal e quebrar todas as barreiras, mas será que isso é real mesmo? Poderia esse sentimento ser tão profundo e poderoso ao ponto de fazer com que um vilão se tornasse um herói? Bora refletir juntas!
Uma das primeiras coisas que aprendi na Psicologia foi que – mesmo com todo conhecimento técnico do mundo – não somos capazes de mudar absolutamente ninguém. As pessoas mudam somente se estiverem dispostas a tanto. O que podemos fazer, no entanto, é proporcionar que essas pessoas encarem seus “demônios” de frente e esperar que elas façam o esforço necessário para repensar sua forma de ver o mundo e mudar suas atitudes.
Ah, Fernanda, então quer dizer que a mocinha pode sim ser a causadora da mudança no boy? Meio que sim. Ela pode ser uma das coisas que o motiva, além de ser aquela que serve como o “anjinho” no ombro dele e o questiona para que ele dê uma acordada para a vida, mas perceba que ambos precisam ter uma atitude ativa nesse processo, não vale só dizer “eu te amo”.
Além disso, precisamos ter em mente que muitas pessoas simplesmente preferem manter-se na zona de conforto e decidem não fazer qualquer mudança significativa, fora aquelas que precisam de mais do que o amor e suporte como motivação. Por isso é extremamente fundamental fazer uma boa construção dos personagens para que você possa direcioná-lo para um lado ou outro.
Como a minha intenção é ajudar e não as deixar ainda mais confusas, bora fazer um exercício mental para que vocês entendam como se atentar a alguns pontos importantes na história, e não pender para a famigerada romantização.
#Exercício 1.
Suponhamos que o PP tem um passado trágico que lhe deixou diversas sequelas e sua atitude de bad boy nada mais é do que um mecanismo de defesa para lidar com esses traumas. Se apaixonar por alguém é o suficiente para que todos os traumas desapareçam da noite para o dia? Não. Portanto, nesse caso é necessário ter o cuidado de desenvolver um personagem que pode se esforçar para ser alguém melhor, mas entender que isso é um processo, dessa maneira a história precisa ser destrinchada de forma a mostrar esse progresso gradual e – possivelmente – lento.
#Exercício 2.
Suponhamos que o PP é mais um playboy/bully do que uma pessoa ruim de fato. Ele pode ser daqueles privilegiados que fazem o que dão na telha sem se importar com os outros simplesmente porque podem. Se apaixonar por alguém pode fazer com que ele ponha a mãe na consciência? Sim. Mas é claro que para isso seria necessário um choque de realidade, o qual só seria possível se o par romântico fosse alguém bem diferente dele e do que ele está acostumado a ter em seu círculo social, pois essa pessoa seria como uma “anteninha” de questionamento ambulante. Digamos que a própria existência dessa pessoa sirva como um furo em sua bolha, e aí basta a autora criar um universo em que esses mundos se chocam e voilá, o resto é história.
#Exercício 3.
Suponhamos que o PP é vilão no nível psicopata, que mata ou fere as pessoas deliberadamente e sem o menor remorso ou justificativa plausível para tanto. Será que encontrar o amor de sua vida o faria deixar de ter o que é provavelmente um distúrbio de personalidade? Não. Aliás, esse é um dos casos que arrisco dizer ser dos mais impossíveis, afinal é um caso que sai da normalidade até mesmo em um universo ficcional. Nesses casos, é muito mais possível que o par romântico se veja em um relacionamento tóxico e/ou abusivo. E – digo mais – é muito mais provável que ele a corrompa do que ela o purifique.
Finalizados os exercícios acredito que ficou um pouco mais fácil separar a romantização da realidade, certo? Na dúvida, coloque a situação em perspectiva e se questione: como seria isso no mundo real?
Espero ter ajudado e até a próxima! 😉
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A Fox With Two Tails {Livros, Corte de Espinhos e Rosas (ACOTAR), Finalizada}
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