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Fazendo o roteiro da minha história
|| quarta-feira 1 de abril de 2020 às 16:56 - Comentários
|| Arquivado em: Colunas

Depender apenas da vontade e da inspiração para escrever uma história é impossível. Dentre os fatores necessários para a escrita, o planejamento é uma das mais essenciais. Criar um roteiro e ter ideias anotadas no papel podem e vão ajudar o processo criativo de um escritor. Ajuda, inclusive, a encontrar problemas no plot que não são fáceis de serem achados quando são apenas ideias.

Como, então, fazer um bom roteiro?

De início é importante que você, querido escritor, tenha ideia de que o roteiro deve ser para seu auxílio. Se ele não te ajuda em nada, ele não serve. E mais: ele não é imutável. Tenho uma história que foi tomando nuances tão diferentes do que imaginava que tive que escrever três roteiros diferentes.

Seguindo o modelo que eu uso hoje e proponho para os outros, vamos dividir sua ideia em três atos como os roteiros de cinema. No primeiro ato há duas coisas que devem ser respondidas:

  • Qual é a normalidade do mundo do seu protagonista?
  • O que quebra essa normalidade?

Para ficar claro, tenho como exemplo uma história de uma princesa que será forçada a se casar com um homem mais velho e ela planeja fugir. A história é sobre autoconhecimento e é uma jornada pessoal, embora haja um pouco de romance. A normalidade do mundo é a que ela vivia antes: sua rotina no palácio, planos para o futuro, etc. A quebra da normalidade é justamente o momento em que ela se depara com o problema: será obrigada a casar com alguém que não ama.

O primeiro ato pode ter vários capítulos ou se resumir em um só. Depende sempre da proposta do autor. O ideal é ele ser usado para apresentação dos personagens, de mundo e onde o protagonista não tem um objetivo claro ainda. A resposta da segunda pergunta é o que finaliza o ato um.

 

Já no segundo ato temos a forma com que o protagonista encara o problema que finaliza o ato anterior. Ainda com o exemplo que usei, nossa princesa tenta barganhar com os pais para desfazer o acordo, mas eles estão irredutíveis. Ela faz várias tentativas para que eles mudem de ideia, no entanto eles continuam com o plano de casá-la. Ora, o que fazer agora? Quais serão as estratégias iniciais? Qual será a sua primeira reação? Aqui é onde o problema se agrava. Nossa princesa começa a escutar fofocas ruins sobre seu noivo, o que a faz temer ainda mais o casamento obrigatório. É quando ela começa a ponderar os prós e contras de uma fuga para nenhum lugar em específico. Largar o palácio e deixar a vida de nobre não é fácil, não é mesmo?

Então, ela foge e tem como maior objetivo chegar na fronteira e unir-se a um povo nômade conhecido pelos reinos como mercadores e pacifistas. É daí que sua jornada de autoconhecimento começa: temos as formas que ela procura para sobreviver, as falsas amizades que cria, a dúvida e a vontade de voltar para casa. E um dos problemas enfrentados, ela é atacada por um ladrão e é defendida por um caçador desconhecido; enquanto tenta se recuperar dos ferimentos, nossa princesa torna-se sua maior confidente e amiga. Ele a ensina sobre muitas coisas, embora pouco fale do seu passado. A princesa ainda fala do seu desejo de encontrar o povo nômade, mas está cada vez mais apaixonada pelo seu novo amigo, o que a faz prolongar a jornada. E o que acontece? Ela é achada pela guarda real com o caçador. A princesa terá que voltar para casa.

Esse último relato seria o fim do segundo ato, o maior problema da história. É quando a nossa protagonista entra em crise.

 

O terceiro ato é justamente a crise que finaliza a parte anterior. Nossa princesa vê-se presa ao mesmo lugar que estava, sem saída para seu problema inicial. Ao ser levada de volta para palácio, o caçador é preso por sequestro. Em um ato de amor, o homem promete salvá-la do casamento indesejado.

Aqui é onde temos o nosso final que pode ser feliz, triste ou o meio termo. O último costuma ser a escolha para aqueles que querem fazer um tipo de continuação, mas não é regra. Seja lá o que for, a resolução do principal problema deve ser posto no terceiro ato.

Imaginei três finais alternativos para a nossa princesa:

  • Espera que o caçador a salve, mas ele é morto pelo o seu pai, o rei. Por causa disso ela decide vingar-se, matando o pai e criando uma crise no reino, pois ela é a única herdeira e não pode ser presa por assassinato.
  • Os dois tentam fugir, mas são mortos durante o confronto.
  • A princesa volta e descobre que seu noivo morreu de velhice. Ela descobre também que terá que se casar com o sobrinho do homem, que não era ninguém mais e ninguém menos do que o caçador.

Sendo eu uma romântica incurável, o último final é o meu favorito.

 

Voltando para a parte mais estrutural da coisa, os capítulos de cada ato devem ser divididos de forma clara para que seja um bom guia para o escritor. As ideias podem ser organizadas em pequenos resumos, listas ou o que o autor achar melhor. Eu prefiro organizar em tópicos, como por exemplo:

Cap 1 – Rotina da princesa. Ela acorda, se alimenta, conversa com suas amigas que são nobres e passa boa parte do dia tocando piano. Fala um pouco sobre a situação econômica do Reino, que não vai muito bem. Termina com o pai chamando-a antes do jantar e falando que ela terá que se casar.

Cap 2 – Ela tenta mudar os pensamentos do pais. Implora e se humilha, argumentando que desejava ter o mesmo romance deles, mas eles estão irredutíveis. Cena dela no quarto no colo da dama de companhia.

Há diversos aplicativos que ajudam na organização dos roteiros. Atualmente eu uso o Trello, mas também tem o OneNote, Evernote, Jotterpad ou a própria planilha do Excel ou um arquivo do Word mesmo. Escolha o que mais te deixar confortável e vamos escrever!

É isso, pessoal. Vamos escrever!

Coluna por Maraíza Santos





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