
escrito por Aven Lore
Fugindo de um passado abusivo, Daisy busca recomeçar em Incheon, Coreia do Sul, mas acaba mergulhando ainda mais fundo em um pesadelo ao se envolver com agiotas. Sem saída e marcada pelas ameaças que se tornam cada vez mais reais, ela encontra Seonghwa, um estranho misterioso que lhe faz uma proposta tentadora e perigosa: quitar sua dívida em troca de participar de seu trabalho no mundo do conteúdo adulto. Presa entre o medo e a promessa de liberdade, Daisy precisa decidir até onde está disposta a ir para salvar a própria vida.
|| terça-feira 16 de outubro de 2018 às 19:09 - Comentários
|| Arquivado em: Colunas
O tempo todo estamos sendo abordado por histórias. Aliás, estamos sempre relatando histórias. No entanto, a grande massa de conteúdo de entretenimento que nos conta história tem características similares. Uma delas é a ambientação. Diga-me, de todos os filmes e livros que você leu no último mês, quantos se passavam fora do trio: Estados Unidos, Reino Unido e Brasil? Antes de mim menosprezar tais textos, porém, é bem verdade que o lugar comum está nesses países. São aparentemente mais fáceis de relatar (embora muitas vezes ignoramos certos detalhes culturais) e não tiro mérito nenhum de serem usados como cenário, porém, que tal inovar um pouco? Que tal levar seu leitor a um país que ele não conhece tão bem?
Quando eu estava na oitava série (atual nono ano), minha professora disse uma frase interessante: “toda vez que leio A Menina Que Roubava Livros eu viajo para Alemanha” e foi aí que percebi o poder das histórias que nós lemos. Seu leitor pode nunca sair do país através de aviões, mas pode fazê-lo através da sua história. Então, que tal apresentar um lugar novo para eles?
A escolha de um país é meio difícil; é necessário imaginar suas manifestações culturais encaixam-se no seu plot. Muitos autores às vezes acabam criando lugares imaginários, o que, para mim, é incrível! Mas como escolher uma boa nação já existente para sua história?
A dica principal é não se prender demais ao plot. Às vezes é preciso mudar algumas cenas para que ela seja adaptada aquela realidade. Nisso, não limite sua ideia; deixe ela seguir seu curso. Isso vale para outras situações também; às vezes, o bloqueio criativo advém desses apegos a ideias.
A primeira coisa que o autor deve ter em mente é que terá que fazer muita pesquisa. Desde textos na internet até documentários sobre o país. Por exemplo: se o país escolhido é Itália e minha história é sobre um jogador da Juventus, posso assistir alguns documentários sobre o time e filmes que se passam nesse cenário, além das pesquisas formais, é claro. É importante delinear em que momento do país a história se passa. Afinal, nenhum país vive fases homogêneas. Não obstante, isso influencia diretamente na sociedade que será retratada na obra.
Outra coisa a ser considerada é a língua usada pelo país. Obviamente, apesar do texto acontecer na Bolívia, ele não estará em espanhol, no entanto, é interessante o uso de algumas palavras e/ou expressões idiomáticas típicas do país. Além de incrementar a obra, fica evidente para o leitor que estamos em uma história específica. Às vezes não é possível a tradução literal sem que o significado seja comprometido, então, o uso do original é preciso. E não há nada errado nisso. No entanto, é importante explicá-lo ao seu leitor em notas. Nunca se esqueça desse detalhe, afinal, seu leitor não é adivinho, não é?
Sair da zona de conforto nunca é fácil, porém pode lhe dar um trabalho excepcional. Obras que retratam países diferentes, além de chamar a atenção ao leitor, é um bom exercício para autores e um incentivo a conhecer mais desse mundo tão vasto que vivemos. Adote um país para sua nova história e mude os ares! Há um mundo inteiro esperando ser descrito por você.
Coluna por Maraíza Santos
Com uma dose de coragem, a mulher se desgrudou da parede e se aproximou do amigo, tendo uma visão melhor do rapaz, que continuava com a sua feição tranquila. Bel respirou fundo, ignorando os seus batimentos audíveis e tentou a sorte pela primeira vez:
— Eu tenho um crush em você, Chwe.
Campus Crush {K-pop, Seventeen, Finalizada}
2015 – PRESENTE
Todos os direitos reservados