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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Unplaned Love

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

Capítulo 4 • O Misterioso e a Bibliotecária

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

  Mark não conseguiu tirar os olhos da nova bibliotecária. O que era raro, Mark não era o tipo de jovem do sexo masculino que se interessava muito por mulheres aleatórias que ele via na faculdade ou fora dela.
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  Ele se considerava meio demissexual, uma pessoa que só sente atração sexual depois de criar um vínculo emocional forte com alguém. Ou seja, a atração não acontece de forma imediata ou baseada apenas na aparência — ela surge quando existe conexão, confiança e envolvimento emocional.
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  O que o deixou extremamente espantado com a forma esquisita que aquela garota havia mexido com algo dentro dele com apenas algumas palavras formais sobre os livros que ele havia solicitado.
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  — Aqui estão! Management de Stephen P. Robbins & Mary Coulter, Princípios do Marketing de Philip Kotler & Gary Armstrong e Administração Financeira do Gitman. — Ela apontou com o dedo, um a um dos livros e depois subiu o olhar para Mark — Ótimos livros por suposto. Bons estudos.
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  Mark sentiu a garganta fechar enquanto passeava os olhos por ela, observando seu rosto.
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  A nova bibliotecária tinha traços delicados e bem definidos. O rosto levemente oval era emoldurado por cabelos longos, castanhos escuros, que caíam em ondas suaves até abaixo dos ombros. O brilho natural dos fios contrastava com a pele clara e uniforme, com um leve rubor nas maçãs do rosto.
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  Os olhos — grandes, amendoados e de um castanho quente — tinham um olhar firme, mas sereno. Havia algo atento ali, quase analítico, como se nada passasse despercebido por ela. As sobrancelhas bem delineadas davam ainda mais intensidade à expressão.
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  Os lábios, cheios e naturalmente rosados, estavam levemente curvados num sorriso profissional, discreto. Ela usava uma blusa em tom neutro que combinava com a suavidade da maquiagem, elegante e sem excessos.
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  Não era apenas bonita.
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  Era o tipo de beleza que não gritava — mas permanecia na memória.
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  E isso, para alguém como Mark, era perigoso.
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  — Ótimos livros mesmo. Já li todos eles, só preciso reler para a prova de amanhã e bater com as minhas anotações, enfim, fazer uma revisão.
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  — Ah, claro. Reparei que só os alunos mais nerds frequentam a biblioteca com frequência aqui na Westbridge. Os outros alunos passam longe daqui, só veem quando estão se ferrando em alguma matéria. — Silêncio por alguns segundos, breves. — Ah e os bolsistas! Os bolsistas vêm bastante também.
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  Mais um pouco de silêncio.
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  — Eu não sou nerd. Sou dedicado. — Mark deu de ombros. — Acho que os estudos são importantes, eles são nossa passagem para uma vida melhor.
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  A bibliotecária piscou devagar, como se absorvesse as palavras dele.
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  — Nerd demais pro meu gosto. — Ela fez um barulho com a boca e então se virou para atender outro aluno.
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  — E qual o seu gosto? Os populares e galinhas? Se for, tenho um amigo perfeito para te apresentar.
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  Mark sorriu ao lembrar de Jayb. Mas o sorriso morreu logo quando ele pensou no amigo se aproximando da bibliotecária.
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  — O que? — Ela riu, alto. Um riso solto, leve demais, daqueles que fazem a gente rir junto mesmo sem querer. — Eu não gosto dos galinhas. De onde você tirou isso?
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  Mark deu de ombros e pegou os livros sobre a bancada.
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  — Sei lá. Já que os nerds não fazem o seu tipo eu só pensei que seria o oposto.
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  A bibliotecária levantou os olhos da ficha do aluno que ela atendia agora, e fitou os olhos rasgados de Mark.
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  — Eu preciso buscar esses livros aqui. Bom estudo nerd dedicado.
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  Mark assentiu para ela e então deu meia volta, procurando uma mesa livre para poder estudar.
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🙈🙉🙊

  — Como se chama uma garota para sair sem nunca ter trocado mais do que meia dúzia de palavras com ela?
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  Mark foi direto ao ponto, assim que encontrou Jayb saindo do vestiário. Os cabelos molhados do banho ainda pingavam. Jayb ajeitou a mochila nos ombros e deu um sorrisinho de lado.
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  — Você quer chamar alguém para sair? Olha só, todos do grupo estão se desencalhando. Gosto disso!
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  Mark riu e bagunçou os cabelos molhados do mais novo.
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  — Quem é ela? Eu conheço? Já peguei também que nem a fisioterapeuta?
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  Mark voltou a rir e então fez que não com a cabeça.
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  — Acho que essa você nem viu ainda. Ela é nova por aqui e trabalha na biblioteca.
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  Jayb fez uma careta e passou os braços em volta dos ombros de Mark.
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  — Tem razão. Eu nunca entrei na biblioteca.
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  Os dois gargalharam juntos e então Jayb suspirou.
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  — Você acha que ela vai topar? Tá confiante? Confiança é o primeiro passo. — Jayb olhou para ele de soslaio.
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  Mark deu de ombros, apreensivo. Na verdade ele achava que levaria um belo de um fora da bibliotecária. Aliás, ele nem sabia o nome dela…
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  — Mano, eu nem sei o nome dela na verdade. Que horror! Não vou fazer isso, esquece!
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  Jayb parou de andar abruptamente e Mark fez o mesmo. Agora os dois estavam frente a frente.
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  — Mark hyung! Que caretice! Você é jovem, bonitão, todo inteligente, engraçado… tá na hora de viver um pouco mais! Você sempre foi o mais responsável de nós sete, o mais certinho. Tá tudo bem despirocar de vez em quando.
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  Mark balançou a cabeça, tentando absorver as palavras do amigo. Fazia e não fazia sentido.
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  — Não! Eu nem sei nada sobre ela, não vou conseguir fazer isso direito, vou acabar passando vergonha.
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  Mark passou as mãos pelo rosto, num sinal claro de exasperação.
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  — E se passar? — Jayb deu de ombros e depois segurou o amigo pelos ombros, com firmeza e delicadeza ao mesmo tempo. — Vai ser uma história para contar, rir, mesmo que seja um arrependimento. A vida é feita dessas coisas hyung.
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  Mark observou o amigo por alguns segundos, e pensou no quanto ele sempre fora assim — leve. Impulsivo, às vezes inconsequente, mas estranhamente seguro das próprias escolhas. Ele se jogava nas situações como quem não tem medo de errar, como se o mundo fosse um lugar maleável demais para ser levado tão a sério.
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  Mark nunca entendeu completamente como ele conseguia viver daquele jeito. Sem cálculos prévios. Sem cenários alternativos na cabeça. Sem o peso constante de “e se der errado?”.
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  Jayb errava. Muito. Mas também acertava. E, principalmente, não parecia carregar arrependimentos.
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  Ao contrário de Mark, que pensava tanto antes de agir que, às vezes, nem agia.
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  Havia algo invejável naquela despreocupação quase desafiadora. Na coragem de se expor. De arriscar. De sentir primeiro e organizar depois.
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  Talvez fosse exatamente disso que Jayb estivesse falando.
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  — E como eu faço? — Disse por fim.
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  Jayb sorriu mostrando todos os dentes e sacudiu o amigo, completamente satisfeito com a resposta.
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  — Primeiro: descubra o nome dela. — Jayb piscou o olho direito na direção de Mark, que riu. — Depois, descobre o que ela gosta, tipo, lugares que frequenta, comidas que ela gosta, essas coisas.
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  Mark assentiu, prestando atenção em cada palavra do amigo.
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  — Depois que descobrir essas informações, você vai se aproximando dela, deixando um chocolate para ela, escrevendo alguns bilhetes. Nisso você vai arrasar, já que escreve poemas. Ela vai pirar cara!
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  Jayb balançou Mark pelos ombros outra vez e Mark ficou com as bochechas vermelhas enquanto ria, sem graça.
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  — Nem toda garota gosta de poemas, Jayb!
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  — Mas ela trabalha em uma biblioteca, cara! É lógico que ela vai amar poemas, e principalmente, vai amar os seus! Porque são teus, cara!
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  Jayb piscou de novo, encorajando o amigo. Mark riu de como ele parecia infinitamente mais empolgado que ele próprio.
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  — Vamos aos poucos, devagarinho. Sei como sua mente funciona, então primeiro descubra o nome dela e algumas coisas que ela gosta e comece a agir, depois a gente vai para a segunda parte da missão.
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  — Missão? — Mark gargalhou outra vez. — Você está levando isso muito a sério.
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  — Claro! É você me pedindo ajuda para paquerar! — Jayb gargalhou e sacudiu Mark outra vez. — Isso é histórico Mark! Você paquerando deliberadamente, e ainda pedindo minha ajuda! Uau!
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  Os dois voltaram a gargalhar e foi a vez de Mark sacudir Jayb pelos ombros.
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  — É que você é o maior paquerador dessa universidade e um dos meus melhores amigos, para quem eu deveria correr numa situação dessas?
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  Os olhos de Jayb brilharam num misto de felicidade e orgulho, e Mark sorriu para ele.
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  — Eu fiquei feliz de saber que você está confiando em mim para isso. Sei como as coisas funcionam na sua cabeça e ver você quebrar essa parede comigo, com a minha ajuda, é muito gratificante.
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  Os dois se encararam em silêncio.
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  — Qua gay isso cara! Bem a nossa cara.
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  Explodiram em risadas e depois deram um abraço rápido.
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  Continuaram caminhando pelo campus, com Jayb criando vários cenários e possibilidades para o primeiro encontro de Mark com a bibliotecária.
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  Mark estava nervoso, mas feliz por ter um amigo como Jayb, que não julgava, que enxergava além da fachada responsável que ele sempre sustentou. Jayb sabia quando ele estava com medo, mesmo que Mark nunca dissesse em voz alta.
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  Ainda assim, a simples ideia de voltar à biblioteca fazia seu estômago se contrair. Ele não tinha medo da sala de aula lotada, nem de apresentações, nem de provas difíceis. Mas tinha medo de rejeição.
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  E isso ele nunca admitiria em voz alta
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  Talvez, no dia seguinte, ele descobrisse o nome dela. Talvez começasse por um simples “oi”.
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  Para alguém como Mark, aquilo já era ousadia suficiente.
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  Pela primeira vez em muito tempo, ele não estava planejando cada detalhe do futuro. Estava apenas considerando a possibilidade de sentir.
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  Nota: Cheguei com Mark e %June% para vocês, chuchus! Espero que gostem.

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