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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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Sete Arcos em Um (O Jogo)

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 10 • Os Primeiros Sinais

  “O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos;”
  Provérbios 1:5 | ACF

  Era só uma festa. Era isso que era para ser. A Festa do Dia da Comunhão. Festas aqui em Sodoma sempre são fascinantes. Mas não era em Sodoma, não é Ayla. Era em Ur dos Caldeus. Uma cidade que também tem seus deuses como em Sodoma, mas duplamente pior. Uma festa era apenas o começo. Mas este começo era maior. Enquanto as lamparinas se apagavam, as pessoas ainda se recuperaram da festa. Alguns tomando seus vinhos e suas oferendas a seus deuses.
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  — Festa boa, não é? — perguntou Ló a Ayla que assentiu. — Você não é de falar muito.
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  — Falar, não falar. Todos sempre falam e as vezes o que sai de nossa boca é errado — argumenta Ayla em tom baixo, só para ela, mas que Ló surpreendentemente ouvira.
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  — Nem tudo é errado. Ayla não é? É esse seu nome?
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  — Sim, Ló — responde ela de volta.
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  As conversas não duraram muito. A conversa era simples, Ló falou, Ayla escutou. Por algum motivo, os dois jovens tanto Ayla quanto Ló viram um no outro extensões de si mesmos. Ló tinha um pai que estava doente e não costumava se destacar nas festas. Essa era a dádiva de seus tios Sara e Abraão e não a dele. Já Ayla via em Ló o mesmo espírito inquietante que ela tinha. Como se lhe faltasse algo. Os dois se completavam, mas ainda não sabiam disso...
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  — Chegou tarde Ayla — disse Lahij a filha. — Sua mãe Gabi já estava indo dormir.
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  — Estava na festa meu pai. Foi uma...
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  — Novamente na festa em Sodoma?
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  — Essa não era em Sodoma pai. Ficava perto de Ur.
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  — Menos mal. — O velho assentiu. — Se divertiu?
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  — Sim — mentiu Ayla.
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  Como dizer a verdade? Que se divertiu, mas ao mesmo tempo não se divertiu? Que teve momentos onde se sentiu bem e não. Como o momento em que foram chamada de fraca por uma de suas amigas. Ou esquisita por outro. Ela queria ser vista, mas quem a viu foi Ló um descendente de um hebreu. Algo em Ló a fascinava, mas também lhe dava medo.
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  A cidade de Sodoma continuava a se erguer majestosa. A cidade continuava comemorando. Cheiros de incenso, suor humano e cheiro de enxofre se faziam presente. Na manhã que se iniciava, mercadores gritaram ofertas, prostitutas saiam das tavernas onde homens casados as tinha como suas amantes. As mesmas saiam com sorrisos maldosos. Os reis de Sodoma festejaram com malícia e maldade e estrangeiros eram colocados em camas elásticas para que ali morressem. A cidade de Sodoma continuava a se erguer, mas um pouco longe dali, vivia Ló e seus irmãos, Milcah e Iscah. Ló as vezes pensava em Ayla, mas não podia se atrever a ir até Sodoma, até porque seu tio Abraão não aprovava o estilo de vida de sodomitas. O que ninguém sabia era que destinos estavam começando a ser escritos...
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***********

  Ayla estava dentro de casa. Ouvia certos barulhos agora com seus 16 anos. A cidade de Sodoma continuava seu legado. As ruas de brilho vermelho e azul, se estendia de forma catastrófica. Os habitantes de Sodoma se davam a festas e orgias, muitos homens de pegando e dando suas próprias filhas em intimidade a outros homens. Até mesmo suas mulheres eram divididas entre si. Eles bebiam, festejaram, não tinham pudor, nem respeito. Sob olhares precatórios eles se divertiam. A chuva era ouvida, mas ninguém se importava.
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  — Vamos nos divertir — disse um deles.
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  Eles tomavam ervas como por exemplo a flor da alegria. A flor da alegria era uma erva que fazia as pessoas que a experimentavam deixar vir naturalmente seu ar mais selvagem. Ela fazia as pessoas que a bebiam se fortificar para realizar seus desejos mais ocultos. Os pecados de Sodoma pareciam clamar aos céus, mas nenhum ser ouvia. Ayla que observava quieta, certo dia sentiu uma presença. Olhando da janela de sua casa, olhou para uma porta. A porta era azul. Estava aberta. E então num passe de mágica desapareceu. Era Deus. Constatou Ayla. Daquele dia em diante ela decidira que seguiria a Deus...
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