×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Segredo de Escritório

Escrita porNyx
Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 6 • O Resgate e a Intensidade

Tempo estimado de leitura: 47 minutos

  A semana passou em um piscar de olhos, mas não da maneira que eu gostaria. %Alice% parecia determinada a extrair cada grama de energia que eu tinha, distribuindo tarefas como uma metralhadora de ordens. Planilhas, ligações intermináveis, revisões de contratos — minha lista parecia nunca ter fim. O momento de vulnerabilidade que ela mostrou durante o pedido inusitado do presente parecia ter evaporado, como se nunca tivesse acontecido.
0
Comente!x

  Na sexta-feira, quando o relógio já ameaçava se arrastar para o fim do expediente, %Alice% surgiu na minha mesa com o olhar sério de sempre e um maço de papéis em mãos. Eu estava exausto, com o cérebro funcionando no modo automático, mas tentei disfarçar a fadiga. Ela parou em frente à minha mesa, o blazer perfeitamente alinhado, e largou a papelada com a mesma delicadeza de quem coloca um peso morto sobre uma balança.
0
Comente!x

  — %Arthur%, preciso que revise esses contratos e envie o relatório até às oito. — Falou sem preâmbulos, a voz firme como um comando militar.
0
Comente!x

  Olhei para o relógio. 18h30. Suspirei internamente, sentindo minha paciência evaporar junto com a pouca energia que ainda restava.
0
Comente!x

  — Claro, Srta. %Dias%. Mas… tudo isso para hoje? — perguntei, gesticulando para o maço de papéis como quem tenta convencer a realidade de que ela está errada.
0
Comente!x

  Ela cruzou os braços, aquele gesto clássico que eu já associava a uma avalanche de ordens.
0
Comente!x

  — Algum problema? Achei que tivesse dito que era eficiente.
0
Comente!x

  Eu podia ter engolido o comentário, mas o cansaço fez meu filtro desligar.
0
Comente!x

  — Eficiência não significa ser uma máquina. Até elas precisam de manutenção de vez em quando.
0
Comente!x

  O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. %Alice% me encarou, surpresa, como se eu tivesse acabado de cometer um sacrilégio. O olhar dela endureceu, mas, em vez da explosão que eu esperava, ela fez algo que me pegou de surpresa: se sentou.
0
Comente!x

  Simplesmente puxou a cadeira ao lado da minha mesa e se sentou, o blazer perfeito contrastando com o leve franzir da testa.
0
Comente!x

  — Longo? Você acha que minha semana foi curta? — O tom ainda era firme, mas havia uma borda de cansaço real ali. — Estou tão exausta quanto você, %Arthur%. Talvez mais.
0
Comente!x

  Eu a encarei, surpreso com a honestidade. %Alice% raramente falava algo tão direto sobre si mesma. O cansaço em sua voz não era disfarçado por sarcasmo ou arrogância, só… um fato.
0
Comente!x

  — Talvez se você não tentasse controlar tudo, pudesse respirar um pouco mais. — A frase saiu antes que eu pudesse me segurar, e imediatamente me arrependi ao ver o olhar dela endurecer de novo.
0
Comente!x

  Por um momento, achei que ela fosse me demitir ali mesmo. Mas, em vez disso, ela riu. Um riso breve, seco, mas real.
0
Comente!x

  — Controle é o que mantém essa empresa funcionando. — A resposta veio rápida, mas o tom estava menos afiado do que o habitual. Ela me olhou por alguns segundos, como se estivesse decidindo se valia a pena continuar. Por fim, ela se levantou e ajeitou o casaco com um movimento elegante. — Apenas termine isso.
0
Comente!x

  Ela deu alguns passos, mas então parou, virando-se levemente para mim.
0
Comente!x

  — E, %Arthur%… bom trabalho essa semana.
0
Comente!x

  Fiquei ali por um momento, processando o que havia acabado de acontecer. Um elogio? Do nada? O mundo estava, definitivamente, de cabeça para baixo.
0
Comente!x

  Suspirei, ainda meio atordoado, e voltei para os contratos. Depois de finalizar tudo, desliguei o computador e saí do escritório naquela sexta-feira à noite com um objetivo claro na mente: um fim de semana tranquilo. Planejava maratonar séries e finalmente jogar Fortnite sem o peso das responsabilidades me rondando.
0
Comente!x

  Mas, claro, %Alice% %Dias% não parecia ter o mesmo plano para mim.
0
Comente!x

  No sábado à noite, estava confortavelmente afundado no meu sofá, com um balde de pipoca equilibrado no colo e o controle remoto na mão. O apartamento estava em silêncio, exceto pelo som da TV, que exibia o final de um episódio qualquer. O plano era simples: assistir mais um episódio e depois mergulhar em uma maratona de Fortnite, coisa que eu não fazia há semanas.
0
Comente!x

  O mundo, por um breve momento, parecia em paz.
0
Comente!x

  Até o celular vibrar em cima da mesa de centro.
0
Comente!x

  Olhei de relance, esperando alguma notificação boba de redes sociais ou, no máximo, uma mensagem da Amanda, sei lá. Mas o nome que brilhou na tela fez meu estômago dar um leve nó.
0
Comente!x

  %Alice% %Dias%.
0
Comente!x

  Meu primeiro instinto? Ignorar. Eu podia fingir que estava dormindo, que o celular tinha descarregado ou, sei lá, que eu tinha sido abduzido. Mas o senso de dever — e um leve medo irracional de ser demitido — falou mais alto. Além da maldita curiosidade que me acompanhava desde que comecei a trabalhar para ela.
0
Comente!x

  Peguei o celular e atendi, tentando disfarçar o incômodo no tom de voz.
0
Comente!x

  — %Arthur% falando — disse, me esforçando para soar neutro, embora o cansaço e a incredulidade transparecessem.
0
Comente!x

  Do outro lado da linha, a voz dela surgiu firme, direta como sempre, mas havia algo diferente. Um traço de urgência, uma vulnerabilidade tão sutil que só percebi porque passei horas demais ouvindo o tom inabalável dela.
0
Comente!x

  — Preciso de você. Agora.
0
Comente!x

  Eu me endireitei no sofá, o controle remoto esquecido no meio da almofada.
0
Comente!x

  — %Alice%? O que aconteceu? — perguntei, a preocupação se infiltrando antes mesmo de eu perceber.
0
Comente!x

  Ela soltou um suspiro impaciente, aquele tipo de suspiro que parecia dizer: "não acredito que tenho que explicar isso".
0
Comente!x

  — Estou em um encontro… e é um desastre. Venha me buscar.
0
Comente!x

  Eu pisquei, processando cada palavra como se fosse uma equação complexa.
0
Comente!x

  — Um encontro? — repeti, franzindo a testa. — Você está me ligando para resgatar você de um encontro?
0
Comente!x

  — Sim, %Arthur%. — O tom dela ficou ainda mais impaciente, como se o fato de eu não ter pulado do sofá naquele instante fosse um crime inaceitável. — Venha logo. Estou no restaurante La Belle.
0
Comente!x

  E, claro, ela desligou antes que eu pudesse sequer responder.
0
Comente!x

  Fiquei parado por alguns segundos, o celular ainda na mão, encarando a tela agora escura. O silêncio do apartamento parecia mais alto do que antes.
0
Comente!x

  Ela realmente me ligou… para isso?
0
Comente!x

  Soltei um suspiro longo e profundo, jogando o controle remoto de lado enquanto me levantava do sofá. O balde de pipoca ficou abandonado, como um símbolo da noite tranquila que eu estava prestes a perder. Calcei os tênis com pressa, balançando a cabeça em incredulidade.
0
Comente!x

  — %Arthur%, aonde você vai? — Clara gritou da cozinha, a voz ecoando pelo apartamento. Ela surgiu na porta, segurando uma caneca de chá, o olhar curioso e uma sobrancelha arqueada.
0
Comente!x

  — Resgatar a minha chefe de um encontro desastroso — respondi, pegando as chaves do carro, ainda sem acreditar nas palavras que saíam da minha boca.
0
Comente!x

  O silêncio dela durou um segundo. Depois, veio a gargalhada — alta, despreocupada, ecoando pelo apartamento.
0
Comente!x

  — Isso é sério? — Ela riu ainda mais, quase se apoiando no batente da porta para não cair. — Você definitivamente trabalha para a pessoa mais estranha do planeta.
0
Comente!x

  Não pude discordar. Mas lá estava eu, saindo de casa em um sábado à noite para resgatar %Alice% %Dias%.
0
Comente!x

  Porque, por algum motivo inexplicável, ela me ligou.
0
Comente!x

  E, mais inexplicável ainda, eu atendi.
0
Comente!x

  O trajeto até o La Belle foi curto, mas minha mente parecia um turbilhão. Cada semáforo, cada curva, apenas alimentava o misto de incredulidade e curiosidade. Por que ela me ligaria? Logo eu?
0
Comente!x

  Assim que o uber estacionou, meu olhar se fixou imediatamente na entrada do restaurante. O lugar estava cheio, com casais bem vestidos e o som abafado de conversas e taças brindando. Mas foi ela quem prendeu toda a minha atenção, como se o resto do mundo tivesse ficado embaçado.
0
Comente!x

  %Alice% estava do lado de fora, de braços cruzados, o olhar impaciente fixo na entrada do restaurante, até que seus olhos encontraram os meus. A expressão dela mudou sutilmente — algo entre irritação e alívio, um contraste que só ela conseguia carregar com tanta naturalidade.
0
Comente!x

  E, por um momento, eu simplesmente… congelei.
0
Comente!x

  Ela estava deslumbrante. Vestia um vestido preto de tecido acetinado, que abraçava suas curvas com precisão, revelando um jogo sutil entre sofisticação e sensualidade. O decote discreto e o corte ajustado destacavam sua postura altiva, enquanto um casaco longo, cinza-escuro, pendia dos ombros, dando-lhe um ar de elegância despreocupada. Os saltos finos e altos, que batiam levemente no chão de pedra, adicionavam um toque de poder silencioso.
0
Comente!x

  O cabelo, preso em um coque baixo, deixava algumas mechas soltas que emolduravam seu rosto de forma quase artística. A maquiagem era impecável, com um batom vermelho profundo que parecia desafiar qualquer um a não olhar para seus lábios, e os olhos realçados por um delineado sutil, mas certeiro, que deixava o olhar dela ainda mais penetrante.
0
Comente!x

  Fiquei hipnotizado por um segundo a mais do que deveria. O tipo de olhar que você disfarça com uma piada, mas que, internamente, te faz questionar o próprio juízo. Meu coração acelerou de um jeito idiota, e precisei piscar algumas vezes para me lembrar de que estava ali por um motivo específico.
0
Comente!x

  Antes que eu pudesse abrir a boca, a porta do restaurante se abriu atrás dela, revelando um homem alto, bem vestido, com um sorriso tenso que parecia prestes a desmoronar. O tipo de cara que provavelmente achava que um terno caro e uma conversa ensaiada eram o suficiente para impressionar qualquer um.
0
Comente!x

  Claramente, ele não conhecia %Alice%.
0
Comente!x

  — %Alice%! Você vai embora assim? Sem nem terminar o jantar? — O tom dele estava carregado de frustração, tentando soar controlado, mas sua expressão o traía.
0
Comente!x

  %Alice% virou-se devagar, com aquele meio sorriso que eu já aprendera a identificar como o prenúncio do caos. O tipo de sorriso que dizia: "Você está prestes a se arrepender de me provocar."
0
Comente!x

  — Eu disse que precisava ir. Tenho coisas mais importantes para lidar. — A voz dela era fria, cortante como uma lâmina recém-afiada, mas havia um brilho nos olhos, algo entre o tédio e o puro desprezo calculado.
0
Comente!x

  O homem olhou para mim, claramente tentando entender o que estava acontecendo. Seus olhos fizeram um rápido escaneamento da minha roupa — calça jeans, tênis simples, uma jaqueta jogada por cima da camiseta. Claramente, eu não parecia o tipo de pessoa que ele esperava ver ao lado de alguém como %Alice%.
0
Comente!x

  — E esse aí? Quem é ele? — Ele apontou para mim, o tom impregnado de desprezo e curiosidade mal disfarçada.
0
Comente!x

  Antes que %Alice% pudesse responder, algo dentro de mim — talvez o cansaço da semana, ou o simples prazer de ver aquele cara se contorcer — me fez agir por impulso.
0
Comente!x

  — Eu sou o namorado dela. — As palavras saíram antes que o bom senso pudesse me parar. O impacto foi imediato.
0
Comente!x

  O homem piscou, claramente tentando processar o que eu acabara de dizer. Seu olhar se alternava entre mim e %Alice%, esperando que ela explodisse, corrigisse, fizesse qualquer coisa que negasse minha afirmação.
0
Comente!x

  Mas %Alice%… não fez nada disso.
0
Comente!x

  Ela cruzou os braços com uma calma que beirava o sarcasmo, deu de ombros e disse:
0
Comente!x

  — Você ouviu o que ele disse.
0
Comente!x

  Simples assim. Sem hesitação. Sem um piscar de olhos.
0
Comente!x

  — Namorado? — O cara repetiu, a voz carregada de incredulidade e um toque de desespero. — %Alice%, isso é algum tipo de brincadeira?
0
Comente!x

  %Alice% deu um passo em direção ao carro, os saltos ecoando como um lembrete sutil de quem estava no controle da situação.
0
Comente!x

  — Não preciso explicar nada para você. Agora, se nos der licença… — Ela puxou a porta do carro com a elegância de quem fecha um capítulo de um livro entediante.
0
Comente!x

O homem abriu a boca, talvez para insistir em algo patético, mas eu ergui a mão, interrompendo-o com um sorriso sarcástico.
  — Ah, e obrigado por cuidar dela enquanto eu vinha. — O sarcasmo escorria da minha voz enquanto eu abria a porta do carona.
0
Comente!x

  O manobrista já havia trazido o carro dela, e assim que entrei, senti uma pontada de satisfação ao vê-lo ficar parado ali, sem resposta, engolindo o orgulho junto com o ar frio da noite.
0
Comente!x

  %Alice% entrou logo depois, jogando a bolsa no banco de trás com um suspiro exasperado. Dei partida, o motor rugindo suavemente enquanto eu manobrava com uma tranquilidade desconcertante. O carro parecia um palco de tensão prestes a explodir, o ar carregado por um silêncio quase palpável. %Alice% mantinha o olhar fixo na janela, mas sua presença dominava o espaço. Eu, por outro lado, tamborilava os dedos no volante, incapaz de ignorar o turbilhão de pensamentos e emoções que aquele encontro improvável havia provocado.
0
Comente!x

  Ela quebrou o silêncio primeiro, a voz baixa, mas carregada de frustração.
0
Comente!x

  — Ele era péssimo. Arrogante, pretensioso, falando de si mesmo o tempo todo como se fosse o centro do universo. — Ela bufou, cruzando os braços, o olhar fixo na escuridão além da janela. — E o pior? Achei que poderia escapar antes, mas o Arnaldo não atendeu. Tive que ligar pra você.
0
Comente!x

  Arnaldo. O motorista dela. Claro. Eu fui a segunda opção.
0
Comente!x

  Soltei uma risada seca, o sarcasmo escorrendo antes que eu pudesse me segurar.
0
Comente!x

  — Que honra, então. Fico lisonjeado por ser a última alternativa antes de você ligar pra emergência.
0
Comente!x

  Ela nem se deu ao trabalho de responder de imediato. Em vez disso, continuou falando, mais para si mesma do que para mim, o tom misturado entre frustração e cansaço.
0
Comente!x

  — Sério, quem fala de si mesmo durante um jantar inteiro? "Ah, porque eu viajei pra Dubai, porque minha coleção de relógios é exclusiva, porque meu personal trainer diz que sou um prodígio genético." — Ela imitou uma voz pomposa, revirando os olhos. — Quem se importa? Só queria uma conversa normal, sabe? Algo que não parecesse uma entrevista de emprego disfarçada.
0
Comente!x

  Eu apertava o volante com mais força do que o necessário, sentindo a irritação subir pela garganta. Ela continuava, alheia ao fato de que eu estava prestes a explodir.
0
Comente!x

  — E o terno dele? Horrível. Quem escolhe um terno azul royal para um jantar formal? — Ela balançou a cabeça, indignada. — E o perfume? Parecia ter tomado banho em um frasco inteiro. Quase tive uma dor de cabeça só de respirar.
0
Comente!x

  O som da risada dela, amarga e sem humor, foi o estopim.
0
Comente!x

  — Ah, e o pior de tudo: ele ainda teve a audácia de dizer que acha perda de tempo ler livros. Quem diz isso em voz alta? — Ela bufou novamente, sacudindo a cabeça. — Arrogante e ignorante. Que combo.
0
Comente!x

  O sangue já pulsava alto nos meus ouvidos, o peito inflado de uma frustração que eu não sabia mais como conter. Finalmente, a bomba explodiu.
0
Comente!x

  — Sabe o que é engraçado? — comecei, a voz subindo sem que eu conseguisse controlar. — Eu estava em casa. Tinha planos. Coisas simples, que não envolviam ser o seu plano B de emergência. Mas, claro, quando você estala os dedos, lá vou eu, porque Deus me livre contrariar %Alice% %Dias%.
0
Comente!x

  O carro ficou em silêncio por um segundo, só o som do motor preenchendo o espaço. Ela me encarava agora, o olhar endurecido, mas sem a usual armadura de controle. Parecia mais surpresa do que ofendida.
0
Comente!x

  — Eu não te obriguei a vir, %Arthur% — respondeu ela, seu tom era mais alto.
0
Comente!x

  Estacionei o carro de qualquer jeito na rua, porque, do jeito que eu estava, poderia fazer uma besteira.
0
Comente!x

  — Não precisou! — explodi, batendo a mão no volante. — Porque, de alguma forma, você faz parecer que todo mundo deve estar à sua disposição. O mundo gira no seu ritmo, e quem não acompanha fica pra trás.
0
Comente!x

  %Alice% se inclinou para frente, o rosto a poucos centímetros do meu, os olhos brilhando com uma mistura de fúria e algo que eu não conseguia identificar de imediato.
0
Comente!x

  — Você acha que sabe tudo sobre mim, não é? — Ela cuspiu as palavras, cada sílaba carregada de veneno. — Você acha que é só estalar os dedos e as coisas acontecem? Que minha vida é um mar de rosas só porque eu comando tudo? Eu luto todos os dias para manter tudo funcionando, %Arthur%. Você não faz ideia da pressão, da solidão. Então, não venha bancar o mártir porque eu liguei pra você em um momento de merda.
0
Comente!x

  Eu soltei uma risada seca, balançando a cabeça.
0
Comente!x

  — Ah, coitada da %Alice% %Dias%. Tão sobrecarregada, tão sozinha, tão... poderosa! Mas sabe o que eu vejo? Uma mulher que pisa em todo mundo pra manter esse controle, porque Deus me livre de alguém perceber que você não é tão inatingível assim!
0
Comente!x

  O olhar dela faiscou.
0
Comente!x

  — Você não tem ideia do que está falando.
0
Comente!x

  — Não? Então me explica! Explica por que ninguém nunca está à sua altura, por que todo mundo que tenta se aproximar de você acaba descartado! Porque, adivinha? Você se convenceu de que não precisa de ninguém. Você faz questão de manter todo mundo a um passo de distância, e o pior é que acha isso um sinal de força. Mas isso, %Alice%? Isso só mostra o quanto você morre de medo de que alguém realmente conheça você de verdade.
0
Comente!x

  Ela apertou os punhos, a respiração acelerada.
0
Comente!x

  — Ah, claro! Porque o grande %Arthur% agora virou especialista em mim! Você acha que é tão diferente? Você vive se escondendo atrás desse seu jeito certinho, prestativo, como se fosse um maldito espectador da própria vida! Se você tem tanto problema comigo, se eu sou esse monstro que você tá pintando, por que caralhos você ainda está aqui?!
0
Comente!x

  %Alice% me encarava, os olhos faiscando, o peito subindo e descendo em respirações pesadas. Então, como se tudo que restasse fosse pura exaustão, ela soltou um suspiro carregado e balançou a cabeça.
0
Comente!x

  — Você é um idiota, %Arthur%! — Ela gritou, batendo a mão na minha perna para enfatizar a frase. — Responde! Se eu sou tão insuportável, por que você está aqui? Por que você atendeu?
0
Comente!x

  Eu devia estar furioso. Mas, naquele momento, tudo que senti foi um calor estranho no peito. Como se, por trás de toda aquela explosão, houvesse algo que nenhum de nós queria admitir.
0
Comente!x

  — Porque eu… — as palavras morreram na minha garganta. Por que eu me importo? Porque, por algum motivo que me escapa, eu não consegui ignorar sua ligação?
0
Comente!x

  O silêncio entre nós era ensurdecedor, nossas respirações rápidas preenchendo o espaço. O ar estava carregado de eletricidade, uma tensão tão densa que parecia palpável. Os olhos dela estavam fixos nos meus, faíscas invisíveis dançando entre nós. Raiva. Frustração. E algo mais.
0
Comente!x

  Sem pensar, sem planejar, eu me inclinei. Ela fez o mesmo. E, de repente, nossos lábios se encontraram em um choque fervoroso, uma explosão de tudo o que estava reprimido. O beijo não era suave ou delicado — era intenso, carregado de raiva, desejo e uma urgência que parecia ter sido construída em cada discussão, cada olhar atravessado, cada suspiro frustrado.
0
Comente!x

  As mãos dela se agarraram à gola da minha jaqueta, puxando-me para mais perto enquanto eu segurava seu rosto com força, como se tivesse medo de que ela desaparecesse. O gosto do batom misturado com o calor da respiração dela era viciante, e, por um momento, o mundo inteiro desapareceu. Não havia barulho, não havia trânsito, não havia nada além da sensação dela contra mim.
0
Comente!x

  Quando finalmente nos afastamos, ambos ofegantes, nossos rostos ainda perigosamente próximos, o silêncio retornou. Mas agora, ele era diferente. Não desconfortável. Apenas… carregado de significados não ditos.
0
Comente!x

  — Isso foi… — tentei começar, mas a frase morreu antes de se formar completamente. O que era aquilo? Raiva? Desejo? As duas coisas, talvez.
0
Comente!x

  %Alice% não esperou que eu terminasse. O olhar dela se estreitou, e antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, ela me puxou de volta, os lábios colidindo com os meus em um beijo ainda mais feroz que o primeiro. Um beijo de quem queria apagar o fogo com gasolina.
0
Comente!x

  Não havia lógica. Não havia espaço para hesitação. Minhas mãos deslizaram pela cintura dela, apertando com uma necessidade que beirava o desespero, sentindo o calor do corpo dela através do tecido fino do vestido. Ela se inclinou sobre o console central, o corpo pressionando o meu, eliminando qualquer espaço entre nós. O ar se tornou um recurso escasso, cada respiração um roubo da boca do outro.
0
Comente!x

  O carro parecia pequeno demais para conter aquela explosão. Cada toque, cada movimento, parecia insuficiente, como se estivéssemos tentando compensar todo o tempo que passamos fingindo que isso não existia. O gosto dela era viciante, uma mistura de desafio e vulnerabilidade, de poder e fragilidade, tudo em um só beijo.
0
Comente!x

  Quando nos afastamos novamente, as testas quase se tocando, o ar entre nós estava denso demais para ser respirado normalmente. O olhar dela estava diferente agora. Ainda havia fogo, mas era um fogo que queimava de outro jeito, mais profundo, mais viciante.
0
Comente!x

  Ela foi a primeira a quebrar o silêncio.
0
Comente!x

  — Pra minha casa. Agora. — A voz dela era um sussurro rouco, carregado de desejo e comando, como se não houvesse espaço para discussão.
0
Comente!x

  Engoli em seco, tentando recuperar o controle que, claramente, já havia perdido. Liguei o carro, as mãos tremendo levemente no volante, e segui o caminho. O resto do trajeto foi um borrão. O mundo lá fora poderia estar pegando fogo que eu não teria notado. O único fogo que importava estava dentro daquele carro.
0
Comente!x

  Quando finalmente chegamos ao prédio dela, estacionei o carro de qualquer jeito. %Alice% mal esperou que eu desligasse o motor antes de me puxar de novo, nossas bocas se reencontrando com a mesma urgência de antes. A alavanca de câmbio era um incômodo insignificante diante do calor dos nossos corpos, dos beijos entrecortados, das mãos que já se moviam com mais desespero do que controle.
0
Comente!x

  Quando nos afastamos para respirar, %Alice% me olhou com os olhos brilhando, a respiração descompassada.
0
Comente!x

  — Você vai entrar ou vai ficar me olhando com essa cara de idiota? — A provocação veio carregada de desejo, mas havia algo mais ali.
0
Comente!x

  Um vestígio de vulnerabilidade.
0
Comente!x

  — Se eu entrar, %Alice%… — comecei, sabendo exatamente onde aquilo terminaria.
0
Comente!x

  Ela me calou com um dedo sobre os lábios.
0
Comente!x

  — Sem "se". Entre.
0
Comente!x

  E foi tudo o que precisei.
0
Comente!x

  O percurso até o apartamento foi um borrão de passos apressados, olhares intensos e uma tensão que vibrava no ar. Assim que a porta se fechou atrás de nós, a distância entre nossos corpos evaporou. %Alice% me empurrou contra a parede, o olhar faminto, os dedos puxando minha gola antes que nossos lábios se encontrassem outra vez.
0
Comente!x

  Ela me guiou para o sofá sem desfazer o contato, e caímos juntos, minha mente completamente dominada pelo cheiro dela, pelo gosto, pelo jeito como suas unhas deslizavam pelas minhas costas.
0
Comente!x

  %Alice% se afastou por um breve instante, os olhos fixos nos meus, seu peito subindo e descendo de forma errática.
0
Comente!x

  — Você pensa demais, %Arthur%. — Ela murmurou, antes de me beijar de novo, como se quisesse silenciar qualquer hesitação que pudesse existir.
0
Comente!x

  Minha resposta foi tomar o controle, virando-a debaixo de mim. Ela riu, surpresa e provocante ao mesmo tempo.
0
Comente!x

  — E você gosta disso.
0
Comente!x

  — Talvez. — Seu sorriso tinha um tom de desafio, mas havia confissão ali também.
0
Comente!x

  Suas mãos deslizaram pelos meus braços antes de me puxar mais para perto. O ambiente parecia pequeno demais para a intensidade que nos envolvia.
0
Comente!x

  — Você acha que está no controle agora? — %Alice% sussurrou, os dedos brincando com o colarinho da minha jaqueta.
0
Comente!x

  — Talvez eu esteja. — Inclinei-me, deixando minha boca a centímetros de seu ouvido. — Mas você não é do tipo que entrega as rédeas facilmente.
0
Comente!x

  Ela soltou uma risada baixa antes de me empurrar de volta contra o sofá, montando em meu colo com um olhar cheio de satisfação.
0
Comente!x

  — Então acho que teremos que disputar isso, não é?
0
Comente!x

  Ela passou uma perna de cada lado do meu corpo, e o atrito do seu corpo no meu fez meu autocontrole evaporar. %Alice% sabia exatamente o que estava fazendo.
0
Comente!x

  O beijo que veio depois foi diferente. Mais intenso. Mais desesperado.
0
Comente!x

  Ela me empurrou levemente contra o encosto do sofá e puxou minha jaqueta, arrancando-a junto com minha camisa. Seus lábios deslizaram para o meu pescoço, onde ela deixou beijos sugados que me fizeram soltar minha respiração presa em uma lufada.
0
Comente!x

  Saindo do meu colo, %Alice% me deitou no sofá, o cabelo caindo sobre o rosto enquanto ela percorria meu peitoral com beijos lentos, descendo cada vez mais. Meu corpo estava tenso de antecipação quando senti sua mão deslizar pelo volume da minha calça, massageando sem pressa.
0
Comente!x

  — Você gosta de ser torturado, %Arthur%? — Sua voz era um sussurro carregado de diversão cruel.
0
Comente!x

  Minha respiração ficou presa. Meus olhos fecharam por reflexo quando ela continuou com os movimentos lentos.
0
Comente!x

  — Srta. %Dias%… — acabei soltando em súplica.
0
Comente!x

  Ela se inclinou, mordendo meu lóbulo antes de sussurrar:
0
Comente!x

  — Tão excitante te ouvir falar assim…
0
Comente!x

  %Alice% aumentou o ritmo, o quadril dela rebolando lentamente contra o meu. Eu sentia o tecido da minha calça ficando insuportavelmente apertado.
0
Comente!x

  — Geme mais para mim, %Arthur%… — O comando veio contra minha pele, e, sem pensar, obedeci.
0
Comente!x

  Mas eu não aguentava mais.
0
Comente!x

  Com um movimento rápido, a peguei no colo, fazendo-a soltar uma risada surpresa.
0
Comente!x

  — Você quer que eu te coma aqui ou no seu quarto? — Minha voz saiu rouca, carregada de pura necessidade.
0
Comente!x

  %Alice% tremeu levemente com a pergunta.
0
Comente!x

  — Sobe as escadas… terceiro quarto à direita.
0
Comente!x

  Eu não perdi tempo. Subi as escadas com rapidez e a joguei na cama, arrancando um gritinho animado dela.
0
Comente!x

  — Agora sou eu quem vai me divertir um pouco.
0
Comente!x

  Levantei seu vestido e o puxei pela cabeça dela, revelando a pele quente sob o tecido. Dei um beijo profundo em sua boca antes de abrir o fecho de seu sutiã, libertando seus seios.
0
Comente!x

  O calor entre nós era insuportável, como se estivéssemos nos consumindo em um incêndio que nenhum dos dois queria apagar. Minha boca percorreu sua pele, explorando cada centímetro com uma devoção que beirava o desespero. Os dedos dela apertavam meus braços com força, como se quisesse me sentir mais perto, como se estivesse ancorada em mim.
0
Comente!x

  Deslizei os lábios por sua clavícula, deixando um rastro quente de beijos até chegar aos seus seios. A textura macia da pele sob minha boca me fez soltar um suspiro baixo contra ela, e senti seu corpo estremecer em resposta. Meus lábios envolveram um dos seus mamilos, explorando-o com uma mistura de mordidas suaves e carícias lentas da língua, enquanto minha outra mão deslizava por sua cintura, pressionando-a mais contra mim.
0
Comente!x

  %Alice% arqueou o corpo, os dedos afundando em meus cabelos, guiando meus movimentos como se soubesse exatamente o que queria. Seu peito subia e descia em respirações descompassadas, o som entrecortado de prazer preenchendo o espaço ao nosso redor.
0
Comente!x

  Continuei devorando-a, alternando entre beijos delicados e sucções mais intensas, sentindo o corpo dela reagir a cada provocação. Quando soltei seu seio apenas para capturá-lo novamente com os lábios, ela gemeu, os quadris se movendo instintivamente contra os meus, como se tentasse desesperadamente diminuir a distância entre nós.
0
Comente!x

  — %Arthur%… — Ela sussurrou meu nome, a voz rouca e carregada de desejo.
0
Comente!x

  O som dela dizendo meu nome daquela forma me fez perder qualquer vestígio de controle. A cada toque, a cada gemido, eu sabia que não havia mais volta. Não havia mais nada entre nós além do desejo cru e avassalador que nos consumia.
0
Comente!x

  Ela gemeu baixo quando comecei a descer, espalhando beijos pela sua barriga até chegar à borda da calcinha. Sem hesitação, a tirei com um único movimento.
0
Comente!x

  %Alice% abriu as pernas para mim, os olhos escuros de desejo.
0
Comente!x

  Meu olhar encontrou o dela antes que eu abaixasse a cabeça, passando a língua devagar por toda a extensão de seu clitóris.
0
Comente!x

  — Nossa! — Ela exclamou, sua mão indo direto para meus cabelos.
0
Comente!x

  Seu corpo arqueou sob minhas mãos, os dedos agarrando os lençóis, o peito subindo e descendo em um ritmo frenético enquanto minha língua explorava cada detalhe de sua boceta. O gosto dela era viciante, quente, e eu me perdi no prazer de ouvi-la se entregar ao momento.
0
Comente!x

  Seus gemidos se intensificaram quando deslizei a língua com mais precisão, alternando entre lambidas lentas e provocativas e movimentos mais profundos e ritmados. Minha mão deslizou até seu ventre, subindo pela curva da cintura antes de encontrar o centro pulsante do seu prazer. Com os dedos, comecei a massagear seu clitóris, estimulando-a em um ritmo que fazia seu corpo se contorcer ainda mais contra mim.
0
Comente!x

  — Eu… Uau… — Sua voz falhou, tomada pelo prazer crescente.
0
Comente!x

  A respiração dela estava errática, cada suspiro entrecortado por um novo gemido, enquanto seus quadris se moviam, buscando mais, querendo mais. Eu adorava vê-la assim, completamente entregue, despida de qualquer controle, sem o comando firme que ela sempre exibia no escritório. Ali, naquele momento, ela era minha.
0
Comente!x

  Eu intensifiquei os movimentos da língua, explorando cada reação dela, cada tremor, cada arquejo. Suas unhas deslizaram pelos meus cabelos, apertando, guiando, como se me quisesse ainda mais fundo, ainda mais próximo.
0
Comente!x

  — %Arthur%… — Ela gemeu meu nome novamente, e aquilo me incendiou ainda mais.
0
Comente!x

  Podia sentir a tensão crescendo dentro dela, o corpo se apertando, o prazer se acumulando até o limite. Eu queria vê-la se perder completamente, queria sentir seu corpo se desfazer sob meu toque.
0
Comente!x

  — Chega pra mim, %Alice%… — Murmurei contra sua pele, sem parar o que fazia.
0
Comente!x

  E então, como se minhas palavras fossem o empurrão final que ela precisava, seu corpo se arqueou, os músculos se contraindo em ondas enquanto ela se desfazia sob minha língua e meus dedos. Seu gemido ecoou pelo quarto, quebrando o silêncio da madrugada, e eu continuei até que ela tremesse e relaxasse, o corpo ainda pulsando contra mim.
0
Comente!x

  Subi lentamente, distribuindo beijos preguiçosos por sua pele, sentindo seu coração disparado sob meus lábios. Quando nossos olhos se encontraram, vi algo mais do que desejo ali. Vi rendição. Vi um lado dela que ninguém mais conhecia.
0
Comente!x

  %Alice% segurou meu rosto, encostando nossos lábios em um beijo profundo, sentindo o próprio gosto em minha boca. Eu estava à beira da insanidade, meu pau pulsando dentro da calça. %Alice% também percebeu.
0
Comente!x

  — Minha vez. — Ela arqueou a sobrancelha, desabotoando minha calça e descendo-a.
0
Comente!x

  Quando me viu completamente exposto, sua língua umedeceu os lábios, e aquele simples gesto quase me fez gozar ali mesmo.
0
Comente!x

  — Não me tortura mais, %Alice%… — Minha voz saiu sofrida.
0
Comente!x

  Ela sorriu, brincando com o cós da minha cueca antes de perguntar:
0
Comente!x

  — O que você quer, %Arthur%?
0
Comente!x

Eu segurei seu queixo, forçando-a a me olhar.
  — Eu preciso te foder.
0
Comente!x

  Ela estremeceu.
0
Comente!x

  — Então me fode, %Arthur%.
0
Comente!x

  Minha paciência se esgotou.
0
Comente!x

  Procurei uma camisinha na minha calça, mas %Alice%, já prevendo, abriu a gaveta e pegou uma. Quase arranquei o pacote de suas mãos. Vesti o preservativo rapidamente antes de segurá-la pela cintura e penetrá-la de uma vez, arrancando um gemido alto de sua boca.
0
Comente!x

  O ritmo se intensificou rapidamente, meu quadril se movendo contra o dela, cada estocada arrancando novos sons de prazer.
0
Comente!x

  Seus gemidos misturavam-se aos meus, os sons da pele se chocando preenchendo o quarto.
0
Comente!x

  — %Arthur%… meu Deus… — %Alice% arquejou, a voz falhando entre os suspiros. — Eu não… eu… Ah!
0
Comente!x

  Meus dedos afundaram na pele dela enquanto a segurava firme, puxando-a para mim a cada investida. O calor do corpo dela contra o meu era alucinante, e o modo como seu corpo me acolheu fez um gemido grave escapar da minha garganta.
0
Comente!x

  — %Alice%… — O nome dela saiu num rosnado, quase um pedido, quase um aviso.
0
Comente!x

  Seu corpo arqueou contra o meu, as unhas cravando em meus ombros enquanto ela se movia para me encontrar, para intensificar o ritmo. Nossos movimentos estavam sincronizados, uma dança descontrolada e primitiva que não deixava espaço para nada além da necessidade crua e urgente de mais.
0
Comente!x

  Eu saí quase por completo, apenas para mergulhar de novo dentro dela, arrancando um grito que foi abafado pelo próprio desespero dela ao se agarrar mais forte a mim.
0
Comente!x

  — Porra, %Arthur%… mais forte… — Sua voz soava diferente, rouca, carregada de um prazer que parecia deixá-la à beira da insanidade.
0
Comente!x

  Atendi ao pedido sem hesitação, aumentando o ritmo, sentindo-a se contrair ao meu redor, o calor dela me puxando para ainda mais fundo. O barulho da nossa pele se chocando preenchia o quarto, junto com nossos gemidos entrecortados pela respiração pesada.
0
Comente!x

  Os dedos dela deslizaram até meus cabelos, puxando-os enquanto sua boca encontrava a minha em um beijo desesperado, dentes e língua misturando-se à mesma cadência do nosso corpo. Cada vez mais rápido, cada vez mais intenso.
0
Comente!x

  — Eu vou… %Arthur%… — %Alice% arquejou, a cabeça caindo para trás, o pescoço exposto para mim.
0
Comente!x

  Eu levei a boca até sua pele, mordendo seu ombro antes de sugar levemente, marcando-a, enquanto minha mão deslizava entre nossos corpos, pressionando seu clítoris, o ponto exato para levá-la a gozar para mim.
0
Comente!x

  Seu corpo se contraiu ao meu redor, sua boceta apertando-me de um jeito quase impossível de suportar. O prazer a atingiu em ondas, arrancando um gemido alto e rouco de sua garganta, os olhos se fechando enquanto sua cabeça tombava para trás, completamente entregue ao êxtase.
0
Comente!x

  Eu observei cada detalhe — o jeito que seu peito subia e descia de forma errática, os dedos que apertavam meus ombros com força, as pernas trêmulas ao meu redor. Era a coisa mais linda que eu já tinha visto. O simples fato de vê-la se despedaçando, completamente vulnerável em meu toque, me fez perder o controle de vez.
0
Comente!x

  Soltei um grunhido baixo, sentindo a tensão crescer em espiral até se tornar insuportável. Enterrei os dedos na pele dela, segurando-a firme enquanto impulsionava mais uma, duas, três vezes, até que a pressão finalmente me engoliu. O clímax me atingiu com força, e eu me desfiz dentro dela, o corpo inteiro se contraindo enquanto o prazer explodiu em minha espinha.
0
Comente!x

  Minhas mãos deslizaram para sua cintura, segurando-a contra mim enquanto tentávamos recuperar o fôlego. Minha testa colada à dela, a respiração pesada preenchendo o silêncio do quarto. O suor colava nossos corpos, e o calor entre nós parecia continuar queimando, mesmo depois de tudo.
0
Comente!x

  %Alice% abriu os olhos devagar, as pupilas ainda dilatadas, o rosto levemente corado pelo esforço e pelo prazer. Um sorriso preguiçoso surgiu em seus lábios enquanto ela deslizava os dedos pela minha nuca, brincando distraidamente com os fios da minha nuca.
0
Comente!x

  — Eu acho que acabei de quebrar uma regra importante... — Ela murmurou, a voz rouca e baixa, ainda entrecortada pela respiração descompassada.
0
Comente!x

  Eu ri, enterrando o rosto na curva do seu pescoço, sentindo o cheiro dela misturado ao suor e ao desejo.
0
Comente!x

  — Então estamos empatados. Porque eu também acabei de quebrar várias.
0
Comente!x

  Ela riu suavemente, o som reverberando contra minha pele. Eu a segurei ali, sem pressa de me afastar, aproveitando o momento. O silêncio que se seguiu era pesado, mas confortável.
0
Comente!x

  Tirei meu rosto de seu pescoço, e nos ajeitamos melhor na cama, de forma que %Alice% repousou a cabeça em meu peito, ainda ofegante, Seus dedos traçavam padrões aleatórios em minha pele.
0
Comente!x

  Eu não sabia o que dizer. O momento tinha sido tão intenso, tão inesperado, que palavras pareciam desnecessárias, mas minha mente estava um turbilhão. A mulher que eu via como inalcançável, como um mistério envolto em camadas de controle e frieza, agora parecia tão humana, tão vulnerável, que era impossível não me sentir atraído por ela de uma forma completamente nova.
0
Comente!x

  — Você está pensando demais — murmurou ela, sem levantar a cabeça. Sua voz estava mais suave do que eu jamais tinha ouvido antes.
0
Comente!x

  — Difícil não pensar depois disso — respondi, passando a mão pelos seus cabelos. — Não é exatamente um sábado à noite normal.
0
Comente!x

  Ela riu baixo, um som que parecia mais autêntico do que qualquer coisa que eu já tinha ouvido dela antes.
0
Comente!x

  — E o que seria um sábado normal para você, %Arthur%? — perguntou, levantando o rosto para me olhar. Havia um brilho nos olhos dela, uma curiosidade genuína.
0
Comente!x

  — Pipoca, videogame, talvez um filme. Nada disso envolve... isso. — Fiz um gesto vago, e ela riu de novo.
0
Comente!x

  — Bom, talvez você precise redefinir o que é normal. — %Alice% apoiou o queixo no meu peito, estudando meu rosto. — Eu não costumo fazer isso, você sabe.
0
Comente!x

  — Eu imaginei. Você não é exatamente a pessoa mais... previsível. — Sorri, mas meu tom era sincero. — Isso torna as coisas mais complicadas, sabe?
0
Comente!x

  Ela estreitou os olhos, como se analisasse cada palavra. Depois de um momento, suspirou e deitou a cabeça de volta no meu peito.
0
Comente!x

  — Complicado é inevitável. O que importa é como lidamos com isso.
0
Comente!x

  Fiquei em silêncio, absorvendo suas palavras. Ela tinha razão, claro. Nada sobre %Alice% %Dias% era simples, e eu sabia que as consequências daquela noite poderiam ser enormes. Mas, naquele momento, tudo o que importava era o fato de que ela estava ali, ao meu lado, sem a armadura que sempre usava.
0
Comente!x

  Ela quebrou o silêncio novamente, a voz rouca, quase um sussurro, mas com aquele tom inconfundível de certeza.
0
Comente!x

  — Eu sabia. — Simples. Direto. O tipo de coisa que só %Alice% saberia dizer com tanta naturalidade.
0
Comente!x

  Eu tentei ver sua face, mas ela ainda estava com o rosto colado ao meu peito. Meu coração acelerou por um motivo completamente diferente agora.
0
Comente!x

  — Sabia o quê? — minha voz saiu baixa, carregada de uma vulnerabilidade crua, exposta, como se eu tivesse sido pego de surpresa sem armadura.
0
Comente!x

  Ela ergueu o olhar, os olhos ainda brilhantes da intensidade do que acabara de acontecer, e um sorriso de canto surgiu nos lábios levemente inchados.
0
Comente!x

  — Que você era afim de mim. — Disse com uma simplicidade desconcertante, como se fosse uma constatação óbvia, uma verdade que nunca precisou de confirmação.
0
Comente!x

  Meu primeiro instinto foi rir, um riso curto e nervoso, mas o som ficou preso na garganta, engasgado com a sensação de ter sido desarmado. O calor subiu para o meu rosto, e eu desviei o olhar para o teto, tentando encontrar uma resposta que não soasse ridícula. Não encontrei.
0
Comente!x

  — Eu… — comecei, mas as palavras morreram na garganta. O que eu poderia dizer? Negar seria patético depois do que acabara de acontecer.
0
Comente!x

  %Alice% se virou de lado, apoiando o cotovelo no colchão e descansando a cabeça na mão, o olhar fixo em mim com uma expressão divertida, mas havia algo mais ali. Algo além da provocação habitual.
0
Comente!x

  — Você não conseguia disfarçar — continuou, o tom agora mais suave, quase vulnerável. — O jeito que me olhava no escritório… Nossa, no dia do evento, eu me senti completamente nua. Você me devorou com os olhos. — Ela riu baixo, e senti meu rosto explodir de vergonha. — Até o jeito que ficava nervoso quando eu me aproximava demais.
0
Comente!x

  Suspirei, passando a mão pelo rosto, rindo baixinho, derrotado pela verdade crua que ela expôs com tanta facilidade.
0
Comente!x

  — E o que te chamou a atenção, então? Meu charme irresistível? — tentei aliviar o peso da conversa com sarcasmo, mas minha voz ainda carregava um traço de nervosismo que eu não consegui disfarçar.
0
Comente!x

  Ela não riu. Em vez disso, sua expressão ficou mais séria, os olhos presos nos meus, como se estivesse decidindo se diria o que vinha seguir.
0
Comente!x

  — O fato de você não conseguir disfarçar. — A voz dela era um sussurro, mas o impacto foi imediato. Seus dedos começaram a traçar círculos preguiçosos no meu peito, e o simples toque parecia acender cada nervo do meu corpo. — Isso me prendeu. Você é… autêntico. Não tenta ser algo que não é. E, honestamente, você é atraente demais para alguém que deveria ser meu secretário.
0
Comente!x

  As palavras dela caíram sobre mim como uma confissão inesperada, carregadas de uma honestidade crua que fez o ar ao nosso redor parecer mais denso. Eu a encarei, o coração batendo forte, não só pelo que ela disse, mas pelo que aquilo significava.
0
Comente!x

  — Isso é um elogio? — perguntei, a voz mais baixa, quase um sussurro, com um sorriso pequeno se formando nos lábios.
0
Comente!x

  Ela sorriu de volta, um sorriso que era só dela, cheio de nuances e significados ocultos.
0
Comente!x

  — Não. É só a verdade.
0
Comente!x

  Por um segundo, fiquei em silêncio, processando suas palavras, o peito apertado por uma confissão que precisava sair. Eu me virei para ela, apoiando o peso em um dos cotovelos, o olhar preso nos olhos dela.
0
Comente!x

  — E sabe qual é a minha verdade? — minha voz saiu mais rouca do que eu esperava. — Você é absurdamente gostosa. A primeira vez que eu te vi, foi como se o ar tivesse sido arrancado do meu peito. Eu pensei: “Que mulher.” Você me tirou o fôlego antes mesmo de abrir a boca.
0
Comente!x

  O sorriso dela se desfez em algo mais suave, mais intenso. O olhar queimando com uma mistura de surpresa e desejo renovado.
0
Comente!x

  — E você é mais idiota do que eu pensava. — Ela sussurrou, com um sorriso de canto, antes de me puxar pela nuca e colar nossos lábios novamente.
0
Comente!x

  O beijo foi diferente dessa vez. Menos urgente, mais íntimo, como se as palavras que trocamos tivessem adicionado uma nova camada ao que já estava acontecendo. Minhas mãos deslizaram pelas curvas que eu já conhecia agora, mas com uma reverência diferente, como se estivessem explorando território sagrado.
0
Comente!x

  Nosso ritmo diminuiu, mas o calor só aumentou. Era mais do que desejo agora. Era uma confissão silenciosa de que, de alguma forma, nos perdemos um no outro.
0
Comente!x


  Nota da autora: Gente, tô enferrujada demais com restritas socorro hahaha, espero não ter decepcionado vocês, viu? O fogo consumiu esses dois, finalmente! E agora, como serão as coisas? Apostas?🔥

Capítulo 6
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

2 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Lelen

Esse capítulo foi de 8 a 80 até que bem rápido HAHAHAH
A TENSÃO ENTRE OS DOIS FINALMENTE EXPLODINDO :B
Eu acho que no começo depois disso a Alice vai tratar ele como sempre tratou, como se nada tivesse acontecido e vai deixar Arthur p da vida HEHEHEEHEH

Nyx

AAAAAAA você por aqui, amo!
MAS SIMMMM, foi tipo: tensão crescente → EXPLOSÃO → e agora??? 😭
E Lelen, será que a Alice vai fingir mesmo? Hhahahah
O Arthur já tá no limite, coitado, ele vai surtar se ela bancar a CEO gelada de novo kkkkkk Mas confesso que adoro quando ela deixa ele P da vida… o surto vem e a química pega fogo depois! 🔥

Todos os comentários (8)
×

Comentários

Você não pode copiar o conteúdo desta página

2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x