×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 33 minutos

  No decorrer dos meses seguintes Damon se via cada vez mais enredado pelos sentimentos que o deixavam completamente desorientado a medida em que se aproximava gradativamente de Sebastian.
0
Comente!x

  O escravo passou a acompanhá-lo quando precisava sair da mansão, então abria espaço para dialogarem livremente – em voz baixa para não serem ouvidos por quem conduzia a carruagem. No trajeto costumavam entrelaçarem as mãos. A princípio eram movimentos receosos e hesitantes por parte do ruivo. Todavia, a cada viagem a ação foi se tornando mais habitual e costumeira. Seria questão de tempo até chegar ao ponto de torcer para ir à cidade porque era sinônimo de passar aqueles instantes juntos.
0
Comente!x

  No retorno, caso houvesse escurecido para não serem vistos, deitava a cabeça no ombro dele ou vice e versa. Nesses momentos ou uniam as palmas durante o diálogo ou se acariciavam mutualmente.
0
Comente!x

  Cada gesto de carinho o conquistava sem notar pela incredulidade da existência do amor romântico. Mais tarde descobrira que o motivo por detrás disso era porque suas preferências eram divergentes das ditadas pela sociedade.
0
Comente!x

  O moreno, por outro lado, como tinha maior percepção sobre si em virtude dos esclarecimentos da mãe sobre a cultura africana, já havia descoberto e aceitado nutrir sentimentos fortes pelo rapaz. É claro, ao se dar conta do fato virou a noite se embebedando no quarto ao encontrar duas garrafas de vinho intactas na dispensa após procurá-las freneticamente.
0
Comente!x

  Apesar do contexto desfavorável em todos os sentidos, não se afastaria. Ainda não distinguia se o ruivo passava somente pelo processo de autodescoberta ou se começava a se apaixonar também. Não obstante recusava a se afastar ou desistir de ser o seu guia. Aprendera bem a como dissimular suas emoções para se proteger desde a infância. Já aceitara – talvez de maneira antecipada demais – que jamais seria recíproco, então a escolha feita não lhe trazia peso. Decidiu ajudá-lo, socorrê-lo e cuidar dele quando fosse necessário, mesmo que para isso se mantivesse nas sombras, escondido e sem revelar sobre suas inclinações amorosas. Vê-lo bem era o suficiente.
0
Comente!x

  Em contrapartida, Damon tinha cada vez mais certeza de que estava adoecendo.
0
Comente!x

  Não era nada de preocupante ao ponto de alterar sua rotina ou o impedir de se locomover ou realizar as tarefas.
0
Comente!x

  Em certa tarde de sábado, tomaria a devida providência após um sinal claro da enfermidade.
0
Comente!x

  Após vários desenhos onde a figura masculina tomava traços mais definidos e ia para o primeiro plano da folha, descobriu a sua identidade.
0
Comente!x

  Empalideceu ao enxergar o rosto de Sebastian desenhado em sua frente.
0
Comente!x

  Agradeceu por estar sozinho no quarto porque não presenciariam a reação estabanada. Pelo menos, poderia manter a sua dignidade intacta. Em assombro, se desequilibraria da cadeira e, por impulsionar os pés firmes no chão para trás, cairia de costas no chão levando a cadeira consigo, tombando com um grito agudo e reproduzindo um baque surdo.
0
Comente!x

  Estreando o lenço rosa amarrado na cabeça num belo laço, Bia entrou correndo imaginando sobre qual seria o motivo do berro agudo.
0
Comente!x

  - Peça para Akil buscar Dean imediatamente. – trêmulo, fitava a figura da menina de cabeça para baixo.
0
Comente!x

  - Olha, devo confessar. Acho que mais ninguém solicitou tanto pelos meus serviços durante esse período quanto você, ruivinho.
0
Comente!x

  O médico o examinava atentamente por insistência do dono da fazenda, quem se sentara na cama trajando apenas calças.
0
Comente!x

  - A sua saúde física está em perfeito estado.
0
Comente!x

  - Não. Não, não. Tem alguma coisa errada comigo. – passou a camisa branca pelos braços a abotoando em seguida.
0
Comente!x

  - Nunca pensei que alguém ficaria decepcionado ao receber o diagnóstico sobre gozar de plena saúde. – ironizou cruzando os braços.
0
Comente!x

  - Não é exatamente uma questão orgânica. Acho que vai mais para o âmbito emocional.
0
Comente!x

  - Como assim? – franziu o cenho sem compreender.
0
Comente!x

  - É estranho... Não sei explicar.
0
Comente!x

  Exercendo atípica paciência, pegou a cadeira rente à mesa para posicioná-la em frente ao outro, se sentando.
0
Comente!x

  - Vamos começar essa brincadeira pelo mais óbvio. Está apresentando algum sintoma?
0
Comente!x

  - Sim. Alguns, no caso.
0
Comente!x

  - Quais?
0
Comente!x

  - Hum... Pensamentos obsessivos, ansiedade, certo nível de timidez, rubor porque sinto meu rosto esquentar sem motivo, um estranho sentimento de posse, sonhos incomuns e... Algo similar a frio na barriga.
0
Comente!x

  Se Damon falasse em hebraico o outro não poderia ficar mais perplexo. Estático, a testa estava cheia de vincos, pendera a cabeça para o lado, arregalou os olhos e o queixo caiu. O lado direito do lábio superior foi erguido sem notar. O único sinal de que não havia nada de errado era o tremor no canto do olho esquerdo.
0
Comente!x

  - Quê?!
0
Comente!x

  Como passou vários segundos calado, a exclamação inesperada assustou o ruivo.
0
Comente!x

  O vislumbre de algo similar a compreensão com toque de humor perpassou as feições do médico.
0
Comente!x

  - Certo. Só me responda uma pergunta crucial. Os sintomas citados giram em torno de alguém além de você?
0
Comente!x

  - Sim. – jamais citaria o nome do escravo.
0
Comente!x

  - Já sei, então. – levantou segurando o riso indo até a mala sobre a mesa.
0
Comente!x

  - É grave?
0
Comente!x

  - Depende. – a abriu e apanhou o bloco de notas onde passava as receitas para os pacientes.
0
Comente!x

  - Do quê?
0
Comente!x

  - Há quanto tempo está assim? – anotava no papel sem encará-lo.
0
Comente!x

  - Cerca de uns sete meses, mas tem piorado.
0
Comente!x

  - Imagino. Realmente, a situação é complicada. – crispou os lábios para não rir.
0
Comente!x

  - É grave?
0
Comente!x

  - Não tanto. Acho melhor ler bem atentamente essa receita e a colocar em prática logo. – a estendeu para ele, quem empalideceu durante a leitura.
0
Comente!x

  “Meu caro e ingênuo amigo,
0
Comente!x

  Venho lhe informar que você sofre de uma enfermidade gravíssima, capaz de fazê-lo cometer verdadeiros atos de loucura maravilhosos caso se deixe levar pelos impulsos. A doença em si se chama “estar perdidamente apaixonado”.
0
Comente!x

  Indico se declarar o mais rápido possível para a pessoa felizarda.
0
Comente!x

  Abaixo, há duas maneiras diferentes de agir para cada contexto:
0
Comente!x

  Caso não seja recíproco, beba doses absurdas de álcool para amenizar a dor da rejeição e esquecer momentaneamente do assunto. Afinal, nada como uma excelente ressaca com direito a vômitos ao longo do dia e dores de cabeça capazes de lhe arrancar o prazer de viver para esquecer de alguém. Não hesite em acionar o Simon, a Marie ou a mim se for necessário. Iremos te acolher e dar o ombro para chorar – só peço para colocar um paninho nos nossos ombros para não corrermos o risco de precisarmos trocar de roupa por tantas lágrimas derramadas.
0
Comente!x

  Se tiver sorte e a pessoa também te amar, a torne sua amante o mais rápido possível. Não desperdice as oportunidades de se trancar em quartos vazios durante os bailes ou quando forem se visitar. Apenas não deixem outras pessoas descobrirem para não haver escândalos. Afinal, o conheço desde a infância. Ser a figura central de fofocas é fora de cogitação.
0
Comente!x

  Felicidades ao casal.”
0
Comente!x

  - Não. Não, não. Espera. Eu não posso estar apaixonado. – de tão assustado o coração palpitava forte e gotículas de suor umedeciam a testa.
0
Comente!x

  - Aceite. É a única explicação plausível para esses sintomas. – se divertia pelo estado agitado do outro, quem alternava o olhar entre a folha e o médico.
0
Comente!x

  - Mas... Eu não...
0
Comente!x

  - Amigo, reflita. Caso eles surjam na presença de uma determinada pessoa ou girem ao redor dela, o que mais seria?
0
Comente!x

  O ruivo não estava preparado para a notícia. O choque fora demais – não por Sebastian ser negro, mas por ser homem.
0
Comente!x

  Sequer imaginava se era possível duas pessoas do mesmo sexo se amarem romanticamente ou se desejarem. Era difícil conceber a novidade.
0
Comente!x

  Como o pobre coitado empalidecera, hiperventilava e suava frio repentinamente, Dean correu para o andar debaixo pedindo quase aos berros para Mary preparar chá de camomila concentrado em demasia para o dono da casa.
0
Comente!x

  Só na sexta xícara o chá começou a fazer efeito. É claro, o médico o auxiliou a beber de tão trêmulas que as pequenas mãos estavam.
0
Comente!x

  Por precaução, separou um pequeno frasco escuro por causa da cor esverdeada na face do amigo. Se retirou quando o rapaz se tranquilizou – ou melhor, adormeceu na sua cama.
0
Comente!x

  - Na dúvida, lhe dê aquilo. – avisou para a governanta quem os acompanhou o tempo todo, apontando para o remédio em cima da mesa – E evite dele comer nas próximas horas. É capaz de vomitar por causa do choque.
0
Comente!x

  - O que, diabos, o deixou nesse estado? – a mulher se exasperou de aflição.
0
Comente!x

  - Digamos que certas descobertas são difíceis de serem elaboradas quando se é inflexível e rígido ao lidar com a própria vida. Nunca dá muito certo com o passar dos anos.
0
Comente!x

  Nos dias seguintes Kassandra trocou cartas com a amada por intermédio de uma das criadas de Celie quem ganhava moedas de ambas a cada trajeto. Segundo os textos, a mulher se recuperava rapidamente das agressões sem empecilhos.
0
Comente!x

  Aproveitavam quando os respectivos cônjuges não estavam em casa para se verem, então passavam algumas horas ou o dia sozinhas trancadas em algum cômodo. Retornavam ao pôr do Sol, uma sempre acompanhando a outra na carruagem.
0
Comente!x

  Se conheceram quando saíam da fase de brincar de bonecas. Trocavam brincadeiras, confidências e histórias das mais diversas com o passar dos anos. Apenas compreenderam a profundidade dos sentimentos perante a morte dos pais de Kassandra, a deixando órfã e sem nenhum outro familiar.
0
Comente!x

  Era perigoso e inadequado a solteirice de uma dama naquelas condições sem ninguém para ampará-la. Portanto, Paul Smith, pai de Damon, tratou de aproximá-los indiretamente. Ela estava desamparada e completamente sozinha no mundo. O filho não havia se casado até então. Seriam o casal perfeito mediante a exigente realidade que lhes desafiava constantemente.
0
Comente!x

  Aceitaram o matrimônio por motivos plausíveis – ela por sobrevivência devido a não ter mais nenhum familiar vivo e ele porque a sociedade e o pai lhe exigiam um herdeiro. Não havia amor. Infelizmente, somente um cumpria parte do acordo velado por Kassandra não lhe dar filhos assim como tanto lhe era exigido.
0
Comente!x

  É claro, não era questionada se a sua vontade era ser mãe. Infelizmente, o papel feminino era resumido ao casamento, gerar filhos, servir aos homens e cuidar de assuntos referentes ao lar a às crianças – não necessariamente nessa ordem. Infelizmente, as maiores características dela não eram consideradas femininas, então, por necessidade, se moldou desde a infância para ser aceita. E esse era seu eterno fardo.
0
Comente!x

  Só se libertava dessa prisão na companhia de Celie, sua amante e única pessoa quem realmente amava e a amava.
0
Comente!x

  Damon já chegara ao ponto de admitir para si e aceitar estar à beira da loucura.
0
Comente!x

  Trinta dias após o peculiar diagnóstico de Dean viveu verdadeiro suplício por não compreender como ele, um homem, poderia amar outro homem.
0
Comente!x

  Sequer cogitara a possibilidade nem nos momentos mais tristes ou solitários de sua existência. Lutava arduamente ao ponto de sentir cansaço na batalha contra o sentimento romântico porque algo assim certamente não poderia acontecer – e Deus o perdoasse se chegasse ao ponto de concretizar.
0
Comente!x

  Tentou se afastar de Sebastian o impedindo de ir consigo resolver os negócios da fazenda e literalmente fugia dele dentro da própria casa. Para o seu azar, independente dos seus esforços, o sentimento teimava em crescer e a se intensificar.
0
Comente!x

  Por fim, descobriu que talvez precisaria de intervenções médicas mais rigorosas quando passou a sonhar com ele.
0
Comente!x

  Tornou-se comum despertar no meio da madrugada suando e com o membro duro entre as pernas. A ereção diminuía conforme dava continuidade aos seus sonhos usando a imaginação e a mão direita deitado na cama, se aliviando em orgasmos pujantes jamais experimentados com a esposa e com nenhuma outra mulher.
0
Comente!x

  Como era confrontado diariamente com as convicções as quais fora criado devido ao amor que não desaparecia do peito, encontrou na bebida certa noite uma boa companheira na tentativa de não ser apavorado pelos sonhos em seu escritório.
0
Comente!x

  Como era o responsável por verificar a casa após todos irem descansar, Sebastian ouviu um baque seguido pelo resmungo de dor. Ao chegar na origem do som, se deparou com o mais novo caído no chão agarrado a uma garrafa.
0
Comente!x

  - Por Deus, Damon. – correu para socorrê-lo – Você está bem?
0
Comente!x

  O rapaz se desvencilhou das cuidadosas mãos.
0
Comente!x

  - Nem tente me tocar. – bebericou o vinho diretamente do gargalo.
0
Comente!x

  Movido pela preocupação, ignorou o pedido. Agachou o segurando no queixo, onde o direcionou para fitá-lo. Os orbes preguiçosos denunciavam a embriaguez, assim como as bochechas rosadas.
0
Comente!x

  - Está bêbado?
0
Comente!x

  - Não tive outra alternativa. Foi o jeito. – numa careta desgostosa, tomou outro longo gole.
0
Comente!x

  - Por... – balançou a cabeça – Esquece, vem.
0
Comente!x

  A contragosto se levantou sozinho. Por não aceitar a ajuda, quase caiu de novo no processo.
0
Comente!x

  Sebastian o encaminhou para o interior do escritório fechando a porta em seguida.
0
Comente!x

  - O que está acontecendo contigo, pequeno? – tentou se aproximar sem sucesso.
0
Comente!x

  - O proíbo continuar se referindo a mim por esse apelido ou por qualquer outra palavra carinhosa. – cambaleou para trás tropeçando nos próprios pés.
0
Comente!x

  A despeito da escuridão, conseguiu identificar certo pavor no semblante graças a iluminação fraca da Lua.
0
Comente!x

  - Por quê? Já havia me autorizado.
0
Comente!x

  - Pois agora faço questão de desautorizar. – a voz saiu abafada por falar contra o gargalo tomando o restante.
0
Comente!x

  - Por qual motivo?
0
Comente!x

  - Porque isso daqui – balançou a garrafa na altura do peito – é culpa sua. Maldita hora que o encontrei sendo levado pelo desgraçado do Patrick. – a jogou contra a lareira apagada, a estilhaçando em vários pedaços pela força aplicada.
0
Comente!x

  - Está bêbado por minha causa?
0
Comente!x

  - É crime, por acaso? – inconformado, enterrou os dedos nos cabelos.
0
Comente!x

  - E qual é a minha relação com a sua bebedeira?
0
Comente!x

  Cinco segundos de silêncio se passaram. Abaixou os braços rentes ao corpo dando passos trôpegos em direção ao moreno. A expressão era torturada, cansado de lutar contra quem era.
0
Comente!x

  - Porque é culpa sua. Se eu imaginasse que me deixaria nesse estado deplorável e beirando a indignidade, nunca teria te aceitado na minha fazenda. – se agarrou às lapelas dele com o olhar injetado – Bia aceitaria porque a vejo como uma irmãzinha, mas você... – engoliu em seco sem finalizar a frase.
0
Comente!x

  O ar pesou entre eles. Em martírio puro e contendo as lágrimas, deslizou a palma esquerda até alcançar o rosto do escravo, ambos se encarando num misto de sentimentos: um lutava contra a centelha restante de sua racionalidade dividido entre fugir dali e descobrir finalmente o que poderia vivenciar nos braços musculosos. O outro se agarrava à ideia de que o menor se referia exclusivamente ao provável desejo que lhe queimava a pele.
0
Comente!x

  - Você me atormenta até mesmo nos meus sonhos. Nem assim consigo escapar de você. Da sua pele... Da sua voz... Do seu cheiro. Do seu toque.
0
Comente!x

  A frase o obrigou a enlaçar a cintura, colando os corpos. Em consequência arfou se encolhendo pelo inesperado choque macio dos quadris.
0
Comente!x

  - Por quê?
0
Comente!x

  O questionamento transformou as írises em verdadeiras chamas. Em outro momento se recriminaria pelas ações impensadas. Agora, não.
0
Comente!x

  Sem cerimônia o ruivo pela gola com maior ímpeto, avançando decidido e o obrigando a recuar de costas sem quebrarem o contato visual até pararem por causa da parede. Sebastian estava completamente encurralado por um Damon quem começava a dar indícios de demonstrar o que e quem realmente desejava – e isso o excitava.
0
Comente!x

  - Porque desde então me pergunto qual seria o sabor dos seus lábios. – falou usando o polegar para contornar o lábio inferior do homem – Se não se afastar agora, eu vou te beijar.
0
Comente!x

  Num movimento mínimo, o escravo beijou o dedo repousado em seu lábio sustentando o olhar penetrante.
0
Comente!x

  - Então vem cá, meu pequeno.
0
Comente!x

  Quebrou a ínfima distância cumprindo a sua palavra.
0
Comente!x

  O beijo era intenso, delicioso, quente, úmido, saboroso e excitante. As línguas se massageavam com certa urgência, as mãos apalpando e percorrendo onde alcançavam. Logo se encontraram ofegantes, gemendo baixinho durante os longos minutos onde se beijaram ávidos, despertando um prazer desconhecido até então para o ruivo.
0
Comente!x

  O moreno desceu os lábios para o pescoço explorando a área devotamente. Inferno, como poderiam se encaixar tão bem? Como os toques poderiam despertar tamanhas sensações? Por que a pele onde esfregava a língua era tão macia e firme? Por que Damon tinha que gemer tão gostoso? Por que os corpos tinham que responder naturalmente aos estímulos de maneira tão urgente? Por que tudo entre eles tinha que acontecer tão naturalmente? Por que as sensações eram tão intensas ao ponto de despertar um prazer indescritível?
0
Comente!x

  Inclinado para frente, Sebastian o devorava adorando ouvir os baixinhos sons produzidos enquanto se contorcia sob suas mãos completamente sem fôlego por experienciar tamanho prazer.
0
Comente!x

  Almejando maior contato, se curvou mais ainda sobre ele até alcançar a parte detrás das coxas. O impulsionou para cima o colocando no colo, quem enlaçou as pernas na cintura automaticamente.
0
Comente!x

  Inferno, por que até naquilo poderiam combinar?! Por que o movimento saíra tão fluído se o rapaz não estava habituado a ser erguido daquela maneira?
0
Comente!x

  Voltou a beijá-lo o sustentando pela bunda. Indo até a mesa, judiou da orelha lhe provocando arrepios durante a caminhada pelo espaço amplo. Grunhiu pelas unhas serem cravadas na nuca.
0
Comente!x

  O pôs sentado se pernas abertas no móvel sem se importar se haviam folhas ali.
0
Comente!x

  Se acomodou entre elas, para, então, puxá-lo ainda mais para si, as ereções pulsantes se chocando por cima da roupa.
0
Comente!x

  Foi quando Damon se deu conta dos seus atos. Abriu os olhos em puro pavor se afastando e quebrando o ósculo abruptamente.
0
Comente!x

  - Para. – pediu quase sem voz – Eu preciso ir. Isso não é certo. Não é certo. – balbuciou para si sem se dar conta.
0
Comente!x

  Desnorteado, desceu da mesa completamente descrente da conduta indevida. Dúvidas, terror, ansiedade, desejo, insegurança, vergonha de si... Tudo perpassava o semblante pálido enquanto se encaminhava rapidamente para a saída.
0
Comente!x

  Antes de girar a maçaneta, foi impedido pelo mordomo, quem pousou a mão sobre a dele e envolveu a cintura com a outra.
0
Comente!x

  - Me deixa ir. – choramingou soluçando.
0
Comente!x

  Fechou os olhos quando Sebastian colou o corpo no seu de maneira acolhedora e protetora. Não queria lhe transmitir desejo pelo desespero apresentado. Apenas cuidado e proteção. Surtiu o efeito esperado por senti-lo repousar a cabeça no abdômen quase como se buscasse por gestos carinhosos.
0
Comente!x

  - Está com medo de mim? – esfregou o nariz nas ondas macias.
0
Comente!x

  Balançou a cabeça em negativa. O ouviu suspirar antes de receber diversos beijinhos nos cabelos.
0
Comente!x

  - Volta amanhã meia-noite. – sussurrou rente a orelha – Se quiser, estarei aqui nesse horário.
0
Comente!x

  Engoliu em seco antes de sair no dilema de aceitar a tentadora proposta ou não.
0
Comente!x

 

  No dia seguinte se trancou o dia inteiro no seu quarto pensando se cederia ou não à tentação com leve dor de cabeça pela embriaguez de horas atrás.
0
Comente!x

  O medo do desconhecido o travava, mas a curiosidade do porquê sentiu tanto prazer com Sebastian o inquietava.
0
Comente!x

  Bia foi enviada pela governanta três vezes num período de duas horas pela manhã para checar se havia algo de errado consigo. Por fim, como não obteve nenhum resultado, a mulher invadiu o quarto sem sequer bater perto do horário do almoço.
0
Comente!x

  - Se você não estiver doente, eu me encarregarei de lhe tirar desse quarto pelos cabelos. Não me interessa se arrancarei alguns tufos no processo.
0
Comente!x

  Como não esperava menos por parte dela, sorriu tristemente encolhido no sofá.
0
Comente!x

  - Não estou doente, tia. – apoiou o queixo nos joelhos abraçado às pernas – Apenas... Angustiado. – soltou o ar dos pulmões na palavra.
0
Comente!x

  A apreensão banhava o semblante olhando para frente sem, de fato, enxergar ou se concentrar num ponto fixo. Por causa desses fatores a mulher constatou que havia algo bem mais complexo inquietando seu âmago.
0
Comente!x

  - Por quê? – se sentou na ponta do sofá.
0
Comente!x

  - Eu não posso contar. Estou num impasse desgraçado e nem posso conversar sobre.
0
Comente!x

  - Se usar metáforas ou falar superficialmente, talvez eu possa ajudá-lo a se decidir qual o melhor caminho.
0
Comente!x

  Passaram cinco minutos em silêncio total. Aguardou paciente até proferir:
0
Comente!x

  - Eu quero muito uma coisa. – contava baixinho mexendo no estofado distraído com a mão direita sem encará-la – Mas essa coisa é errada. Francamente, achava que sequer era possível. A possibilidade nem me passou pela cabeça até a última visita do Dean. Por outro lado... – angustiado, ergueu a cabeça encarando o teto – É tão bom. Me senti tão bem. – a aflição era nítida, tanto na voz quanto na face – Só que é incorreto. – soltou um risinho histérico a encarando pela primeira vez desde a invasão em seu espaço, permitindo as lágrimas de descerem – Eu não sei o que fazer. São dois caminhos. Independente de qual escolha, vou me arrepender.
0
Comente!x

  Bianca desconfiava de Sebastian estar envolvido naquilo por apresentar um comportamento mais introspectivo durante a manhã. Todavia, não buscaria lhe arrancar nenhuma informação por Damon não estar preparado.
0
Comente!x

  - Corre o risco de se machucar?
0
Comente!x

  - Não.
0
Comente!x

  - Vai machucar outra pessoa?
0
Comente!x

  - Não.
0
Comente!x

  - Alguém corre o risco de se prejudicar?
0
Comente!x

  - Não.
0
Comente!x

  - Seu pai ou sua esposa tem chance de descobrir?
0
Comente!x

  - Nenhuma.
0
Comente!x

  - Vai ter perda financeira?
0
Comente!x

  - Não.
0
Comente!x

  - Vai manter sigilo?
0
Comente!x

  - Sem dúvida.
0
Comente!x

  - Então a escolha mais sábia é realizar o que realmente deseja. – esticou o braço para secar as gordas lágrimas dele – Não precisa mais chorar. Se permita viver, meu menino. Tudo bem?
0
Comente!x

  Acenou crispando os lábios, agradecido por ela sempre ter as palavras certas para ampará-lo quando necessário.
0
Comente!x

  - Já venho trazer o seu almoço. Aviso para Kassandra que está indisposto.
0
Comente!x

  Sebastian começava a desconfiar que Damon não apareceria ao verificar o relógio pela décima vez. Passaram quase vinte minutos do horário combinado.
0
Comente!x

  Como encontrou o escritório destrancado, achou que não demoraria para o outro chegar. Afinal, a chave ficava com o dono da mansão. Apenas ele tinha controle sobre o ambiente. E como a porta passou o dia trancada...
0
Comente!x

  Bem, talvez tivesse tirado conclusões precipitadas e estivesse fazendo papel de tolo o aguardando por tanto tempo.
0
Comente!x

  A pontada de decepção aumentou a cada passo dado para a saída. Porém, seus planos mudaram quando a figura pequena adentrou trancando a porta atrás de si.
0
Comente!x

  - Você veio, pequeno. – foi impossível não sorrir.
0
Comente!x

  Mesmo escondido nas sombras, o rapaz demonstrava fragilidade e medo. Indefeso, foi movido pela curiosidade e pelas sensações tão fortes experimentadas na noite anterior. Mesmo após se decidir hesitou por diversas vezes em sair do quarto graças ao conflito interno. Por fim, optou por decifrar a razão de suas emoções – não significava que a decisão fosse prudente.
0
Comente!x

  - Vem. – estendeu o braço na direção da silhueta – Deixa eu te ver.
0
Comente!x

  Incerto, acatou ao pedido. Segurou a mão morena estendida no ar se posicionando de frente ao mais velho. Deslizou as grandes palmas pelas vestes até enlaçar a cintura, o puxando para si. Automaticamente Damon repousou as mãos no peitoral.
0
Comente!x

  Como não havia som, tudo se tornava mais intenso e delicado, principalmente em virtude da fragilidade do rapaz. Íntimo era a palavra certa.
0
Comente!x

  - Por que sumiu hoje? Não o vi o dia inteiro. Senti saudade.
0
Comente!x

  Havia tanta compreensão nas feições e amorosidade na voz que foi impossível não se aconchegar no peitoral. Futuramente notaria que não havia melhor lugar para se aninhar. O contato transmitia tanto afeto, igualdade e conforto que seria impossível não torcer para os abraços acontecerem.
0
Comente!x

  - Estava assustado. Eu não sabia se era certo... – se interrompeu mordendo o lábio inferior.
0
Comente!x

  Temia se expor demais ou falar demais. A corajosa atitude, embora instável e cheia de dúvidas, abriria espaço para iniciar o seu processo de autodescoberta a respeito de suas preferências. Seria o mordomo o seu particular guia em segredo a lhe ensinar como dar e receber prazer, os pontos erógenos espalhados pela pele, a como beijar e proporcionar orgasmos fortes. Não hesitaria em, com admirável paciência, desvinculá-lo das crenças que aprisionavam a sua verdadeira identidade, madrugada pós madrugada.
0
Comente!x

  Seria seu professor e Damon um aluno ávido para aprender cada lição carregada de amor.
0
Comente!x

  Sebastian o acariciava lentamente, mas notou que ainda não era suficiente. Portanto, os lábios tocaram os cabelos ruivos deixando meigos beijinhos.
0
Comente!x

  - Por que estava assustado?
0
Comente!x

  O gemido saiu num suplício.
0
Comente!x

  - Não quer contar?
0
Comente!x

  - Não.
0
Comente!x

  - Tudo bem. Não irei pressioná-lo.
0
Comente!x

  - Obrigado. – começou a relaxar nos braços que lhe traziam tanta proteção.
0
Comente!x

  - O que você quer essa noite?
0
Comente!x

  - Ficar assim contigo. Eu... Eu gosto. Muito.
0
Comente!x

  E assim passaram todas as noites durante os três meses seguintes.
0
Comente!x

  Quando todos já haviam se recolhido, se encontravam no escritório por algumas horas.
0
Comente!x

  Damon planejava manter certa distância física, mas os toques eram tão bons... Quando se dava conta já estava em seus braços trocando carinhos.
0
Comente!x

  Vagarosamente o moreno lhe apresentava a algo novo no escritório. Inicialmente era o responsável pelas investidas. Damon apenas o acompanhava. O surpreendeu positivamente sentir os dedos do rapaz entrelaçarem nos dele ao final do primeiro mês tanto quanto, depois, sentados no chão, se aninhou em seu corpo. Se acomodou entre as pernas abertas, encostando as costas no abdômen alheio, ambos sentados no chão. Buscava pelo calor corporação em função do frio e algo que estava despreparado para admitir para si.
0
Comente!x

  Certa noite, deitados no tapete, Damon indagou lhe acariciando a face:
0
Comente!x

  - Por que aceitou o meu beijo? – a voz era incerta, trêmula.
0
Comente!x

  - Porque, do lugar de onde venho, isso é normal. – apanhou a pequena mão na sua a beijando – Não é errado homem amar outro homem ou mulher amar outra mulher. É natural. Humano.
0
Comente!x

  Preguiçosamente apoiaram os cotovelos no chão e, no ar, brincavam com as destras ao tocarem as pontas dos dedos graciosamente se comunicando em voz baixa.
0
Comente!x

  - Então... Se não é errado... – lutava para as palavras saírem – Me beijaria caso eu pedisse?
0
Comente!x

  Pela luz do luar os iluminar, detectou o vislumbre de algo nas írises de Sebastian similar a...
0
Comente!x

  - É o que quer, pequeno? – sorriu admirado pela coragem.
0
Comente!x

  Assentiu acabrunhado.
0
Comente!x

  - É que foi tão gostoso... – levou as mãos para baixo, ousando em embalar o rosto moreno na palma a encaixando na bochecha – Eu queria repetir.
0
Comente!x

  Quem quebrou a distância foi Sebastian em movimento lento e fluído, encaixando os lábios no dele com doçura. O beijo foi doce, delicado, amoroso e lento. Absurdamente lento. Se tocavam nas laterais dos corpos enquanto as línguas se exploravam no interior das bocas por longos minutos. De vez em quando se separavam apenas para se fitarem antes de quebrarem a distância novamente para prosseguirem em meio a sorrisos cúmplices.
0
Comente!x

  Como precisavam de maior contato, não protestou quando Sebastian se deitou sobre si. Automaticamente abriu as pernas para acomodá-lo na posição durante o enlace. Como não sabia exatamente como agir, deixou os braços dobrados ao lado da cabeça.
0
Comente!x

  Sentindo falta do toque, o outro percorreu a pele com ambas as mãos até encontrar as menores, as entrelaçando em seguida. Ao descer os lábios para as bochechas, levou a direita até a lombar, a deixando ali como incentivo para ser acarinhado.
0
Comente!x

  - Pode me tocar. Não tenha medo. – sussurrou na orelha, o hálito quente arrepiando a pele enquanto Damon o abraçava de olhos fechados – Sinta como é correto estar assim comigo, bebê.
0
Comente!x

  Não permitiu que ultrapassasse a linha da autodescoberta. Apenas trocaram carícias meigas, palavras doces e olhares amorosos. Palavras eram desnecessárias. Os corpos se comunicavam de maneira maravilhosa e natural naquela noite tão especial para ambos.
0
Comente!x

  Não demoraria para chegar o momento em que Damon assumiria seus sentimentos para Sebastian.
0
Comente!x

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Todos os comentários (0)
×

Comentários

Você não pode copiar o conteúdo desta página

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x