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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 12

Tempo estimado de leitura: 24 minutos

  Se passou um mês desde o evento responsável pela distância entre Damon e Sebastian.
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  Pela recusa do escravo em dormir com o rapaz, precisaram voltar a se acostumar com as camas vazias. Simultaneamente, o tratamento também esfriou pelo incômodo de Sebastian do rapaz não ser sincero.
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  Em consequência, quando dois corações unidos pela paixão e pelo desejo em um amor proibido e escondido devido às circunstâncias controversas, é fácil abrirem portas para ações impulsivas capazes de revelar o segredo do casal – e assim aconteceu.
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  Kassandra propôs um baile de máscaras cuja animação deixou a sociedade em polvorosa.
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  Naquela noite não demorou para os convidados chegarem para a festa de sucesso.
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  Pelas máscaras ocultarem as identidades, o mistério predominava no ar animando a vários e excitando outros. Mulheres optaram por vestidos confeccionados com adereços como brilho ou pedras esbanjando beleza. Homens optaram os trajes tradicionais – em contrapartida, as máscaras eram adereços mais trabalhados e exuberantes.
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  Em consequência, muitos passaram a conversar dentre eles sobre segredos íntimos sem mencionarem nomes. Dentre os comentários, uma figura devia dinheiro para algumas pessoas por perder o valor em jogos – valiosa informação cuja funcionalidade seria usada a favor de Kassandra num futuro próximo.
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  Ao avistar Sebastian subindo as escadas, impulsionado pelo vinho e por achar que a máscara o protegeria, o acompanhou.
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  No andar superior, por notar como aparentemente estavam sozinhos, o empurrou com delicadeza para o escritório. Por infelicidade, pela leve embriaguez, esqueceu de trancar a porta deixando a fresta para o casal de amantes mascarados ver os acontecimentos no interior.
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  Retirou a própria máscara negra a largando no chão e o puxando para ávido beijo. Enlaçou o pescoço para enterrar as falanges nos cachinhos crespos alegre pela positiva recepção do outro ao abraçá-lo e percorrer as palmas pelo corpo sobre a roupa.
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  O ruivo gemeu pelo mais velho o puxar para si com as digitais possessivas na bunda.
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  - Eu sei que não quer mais dormir comigo, mas não me prive de seus beijos. – resfolegou de olhos fechados, aproveitando a oportunidade de se comunicar pelos lábios do outro percorrerem quente caminho em direção a lateral do pescoço.
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  - Não quero dormir contigo? – ofegante pela repentina onda de prazer graças a maneira lasciva como o corpo alheio respondia às suas investidas, agarrou o pulso e o deslizou pelo tronco até a mão envolver o membro duro – Se isso fosse verdade, por que você me deixaria nesse estado em questão de segundos?
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  Sem conter a excitação, o moreno atacou com a língua o pequeno lóbulo macio o fazendo se contorcer no abraço o prendendo contra si.
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  Inferno, a saudade era tão grande...
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  - Quando o baile terminar vem pro meu quarto. Eu preciso de você, amor. – gemeu manhoso se agarrando nele.
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  - Só quando conseguir responder a minha pergunta.
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  O rapaz esfregou a pelve na dele pela forma como foi sugado em expressão de deleite.
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  - Qual?
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  - Quais seus sentimentos por mim?
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  Petrificou pela interrogação erguendo as pálpebras.
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  Entreouvindo os músculos retesarem, ignorou a fisgada de decepção no coração. Se afastou o suficiente para mirar a expressão perdida. Analisando os globos inquietos de seu pequeno, enxergou como o ruivo também se machucava por fugir de seus sentimentos até então não confrontados.
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  Embalou o rosto para proferir mantendo o contato visual e exalando paciência – mesmo que ela já começasse a se esvair:
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  - Enquanto não for franco conosco, não dividiremos a mesma cama. Desculpe, bebê.
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  Quando saiu em seguida, não imaginou que a dupla havia se retirado após recolherem informações do momento de intimidade daquele amor proibido e estava em meio aos outros convidados.
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  Em um café, estabelecimento destinado para ricos e nobres do século XVII, Kassandra saboreava o Bread and Butter Pudding – doce preparado com fatias de pão com manteiga cobertas pela mistura de leite, ovos, açúcar, uvas-passas, noz moscada e baunilha. Quebrando os protocolos costumeiros, pediu duas sobremesas – uma para si e outra para Zuri.
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  - Eu sei que é inadequado da minha parte tomar certas liberdades com minha escrava, mas é ela fiel a mim. Dou permissão para nos acompanhar.
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  A encarou com certo nível de solidariedade incomum. Afinal, a escrava lhe contou sua trágica história ao ser questionada e se sensibilizou. Ambas carregavam dores irreparáveis pelo sistema patriarcal e religioso – embora de formas diferentes.
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  - Obrigada, senhora Smith. – sorriu quando o alimento chegou, demorou para comê-lo objetivando degustar o sabor.
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  Foi uma das raras vezes naquela encarnação que mostrou felicidade.
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  - Então, senhor Taylor. – se dirigiu a Patrick em sua frente quem terminava a refeição.
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  Não o encontrou ao acaso assim como deu a entender. Como enviava Zuri para a cidade onde efetuava compras necessárias para a esposa de Damon, descobriu quando o homem costumava ir ao café – quinta-feira, às quatro da tarde.
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  - Chegou aos meus ouvidos sobre as suas dívidas nos jogos. – prosseguiu presunçosa – O valor é alto, diria até assustador. Qualquer pessoa em sua posição estaria aflita pelo infortúnio.
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  - Não creio que uma mulher tão inteligente e bem articulada como você teceria tal comentário com um homem sem razões plausíveis. Estaria indo contra as condutas sociais as quais a senhora carrega magnífica reputação.
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  - E está certo. Acho que há uma maneira de nos ajudarmos. – colocou uma garfada do doce na boca.
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  - Qual?
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  - Eu me ofereço para pagar a dívida. Entretanto... Precisaria também fazer algo para mim. Nenhum favor vem sem preço e o meu não apresenta enormes empecilhos para atrapalhar o resultado positivo o qual creio que seja produtivo caso fique em sua responsabilidade.
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  - Prossiga. Estou interessado na sua proposta.
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  - É de suma necessidade que encontre uma maneira de desaparecer com Sebastian e Bia de modo a ninguém jamais descobrir o paradeiro deles.
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  - Meus antigos escravos? – franziu o cenho intrigado.
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  - Sim.
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  Patrick deixou os talheres na mesa para estudar o feminino semblante impassível por dez segundos em completo silêncio.
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  - Essa conversa é sombria demais para mulheres. É destinada para os cavalheiros, principalmente ao tratarem de negócios. Me parece ressentida. O que aconteceu para me pedir tal serviço?
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  - Digamos que tiraram a coisa mais valiosa da minha vida cujo valor inestimável me faz falta. Estou retribuindo o favor.
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  - Sabe... – cruzou as mãos sobre a mesa – Isso é um tanto... – gesticulou buscando a palavra mais adequada – Demasiado complexo. Eles quase não saem da fazenda e nas raras vezes quando me deparei com Sebastian estava acompanhado por outros cinco escravos com ordens restritas de não se afastarem dele com direito a seis documentos redigidos e assinados pelo seu marido. E com o histórico da linhagem familiar dele, ninguém é tolo para ir contra os escritos do documento.
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  Damon fez jus a sua palavra. Três foram as vezes onde foi necessário o moreno ir para a cidade. Graças a documentação, tinha acesso a lojas e estabelecimentos os quais precisaria comprar algo – também deixava claro onde os escravos precisariam entrar.
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  Em virtude da medida de segurança, ninguém os atrapalhou e foi aceito o fato da escolta – até porque ninguém se arriscaria a lidar com o as consequências do homem quem espancou e chicoteou outro o ferindo gravemente pelo estúpido erro de desobedecer a suas ordens.
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  - Não se preocupe. Fica a meu encargo encontrar uma maneira promissora de entregá-los.
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  - Posso aceitar, mas... – as írises tornaram-se perigosas – É muito bonita. Há outros meios interessantes além do dinheiro que aconselho me pagar se a sua vontade seja a de fechar negócios comigo. Quero primeiro que me prove se valará a pena o acordo.
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  - Claro. – comemorou internamente por não demonstrar a repugnância.
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  - Trato feito, então. Entrarei em contato contigo para resolvermos os trâmites.
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  Por debaixo da mesa a tocou no joelho por cima do vestido antes de se levantar, enfatizando com a insinuação o tipo de pagamento o qual se referia.
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  Aguardou a retirada dele para fechar os olhos contundente, esfregando a área pressionada por Patrick para dissipar a sensação.
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  - Senhora... Está tudo bem? – A preocupação de Zuri não era fingida.
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  - Claro. É que... – engoliu em seco – Perdi a capacidade de me surpreender com as atitudes dos homens sobre nós.
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  - Surpreender?
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  Suspirou como se fosse tomada pelo cansaço.
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  O fato de não se identificar com o corpo o qual nasceu era um fardo excruciante de carregar naquela época em que jamais sequer lhe seria permitido usar outras roupas além de vestidos.
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  - Nascemos em desvantagem por sermos mulheres. – sorriu tristonha – Cogitei a hipótese dele me propor algo assim, porém... Tinha esperança disso não acontecer. Desde quando me lembro sobrevivo nessa sociedade ao invés de viver. Ainda me incomoda me submeter às vontades masculinas para atingir meus objetivos. Acho que estou falando demais.
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  - Está tudo bem, senhora. Não se preocupe. É importante colocarmos para fora nossas angústias de alguma maneira.
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  A frase lhe seria útil para atenuar a aflição.
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  - Gostou da sobremesa, Zuri?
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  - Sim. É muito gostosa.
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  - Me alegra. Venha. Vamos embora.
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  A partir daquele dia, sempre que fosse ao café na companhia dela, pediria dois doces – um para si e outro para escrava.
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  Kassandra estava desesperada pela notícia de Zuri.
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  Dias mais tarde ao encontro com Patrick no café, a enviou para comprar frutas de sua preferência.
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  Pela primeira vez se viu perante a possibilidade de não ter um sob um teto sob sua cabeça para viver.
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  Segundo a escrava, flagraram Damon e Sebastian aos beijos. Aparentemente a notícia começou a ser comentada naquele fim da tarde, então nem todos sabiam – pelo menos não por muito tempo.
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  Sentada na cama com os joelhos juntos ao peito, pensava nas diversas possibilidades de como Damon reagiria – sem perceber, enterrava as falanges nos lisos cabelos loiros que caíam até o final das costas.
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  No lugar do marido, as próximas ações eram evidentes e simples. Fugiria o mais longe possível das terras sulistas para não lidar com as consequências oriundas da descoberta pública da vida privada e por não suportar a ojeriza e os ataques os quais chegariam – ela não era tola ao ponto de achar que a dupla não corria risco de morte. Era mais provável viajarem para as colônias britânicas localizadas ao Norte para recomeçar a vida num lugar onde ninguém mais a conhecesse na companhia da amante – inclusive pelo Norte ser abolicionista.
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  Caso permanecesse na fazenda, temeria até pela própria vida. A sociedade jamais aceitaria o enlace de duas pessoas do mesmo sexo. Certamente a hostilidade sairia do âmbito das palavras e atingiria o nível das ações – e de violência e atos criminosos em nome da honra e de Deus que aquele mundo estava repleto.
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  Damon tinha a quem recorrer, inclusive o pai quem o protegeria sem hesitar.
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  Ela, não.
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  O terror em ser abandonada pelo marido era terrível. Não havia parentes, Celie estava morta e não tinha amizades verdadeiras. Estava sozinha no mundo – e tal realidade era perigosa demais para si. Angustiada, refletia acerca da sua sobrevivência. Afinal, não havia filhos naquele contexto...
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  Não dormiu a noite inteira pelo temor de como seria a sua existência dali em diante.
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  - É garantia de sua sobrevivência, Cassie. Não pode desistir de lhe dar um filho. Uma criança é garantia de teto pelo resto da vida, meu amor.
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  A memória de Celie foi agridoce por lhe entregar a solução dos problemas.
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  Sufocada pelas próprias emoções, a opressão que vivenciava há mais de trinta anos, a dor do luto e a maneira como precisava se submeter ao contexto social para ter dignidade, se decidiu movida pela recordação e pelo conselho também da escrava horas atrás.
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  Encontrou uma vela na gaveta ao lado da cama junto ao fósforo. Ao acendê-la, a posicionou num pires para buscar um caderno escondido no armário. Apanhou pena e tinta para aliviar o pesar.
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  Em forma de desabafo, transformou em palavras escritas as suas aflições em conjunto a como planejava se vingar de Bia e Sebastian – a menina pelo terrível erro de entregar seu paradeiro a Anthony e o escravo por impedi-la de tentar salvar quem amava, a obrigando a escutar os gritos de agonia de Celie impregnado ao terrível cheiro de carne humana queimada.
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  Na noite seguinte, Kassandra aguardou a chegada do marido trajando a camisola branca.
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  Ela não engravidava por ser infértil, mas sim por utilizar métodos contraceptivos da época.
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  Sempre quando descobria que precisaria exercer seu papel de esposa, ia se preparar. Sozinha, introduzia em si uma mistura de bicarbonato com mel. Em seguida, como ele costumava sair de seu quarto logo após, ia para a banheira onde, sentada, se limpava tirando ao máximo o sêmen.
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  Quando encontrou Damon no corredor, o chamou.
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  - Damon... – bateu a porta agradecendo internamente ao notar a tênue embriaguez. O álcool seria seu aliado – Por que não... – o abraçou por detrás em atípico gesto afetuoso para com ele – Por que não visitou mais o meu quarto?
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  - Porque não é da minha vontade, Cassie.
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  - Não é por preferir a companhia daquele escravo, o Sebastian?
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  A menção da relação escondida o empalideceu.
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  - Como... – se virou com o olhar perdido.
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  - Eu sei. – murmurou em voz aveludada – Sou a dona dessa casa também. E não o julgo. Seu segredo estará guardado comigo. Só peço uma coisa em troca.
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  - O quê?
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  - Me engravide. Tenha um filho comigo.
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  O pedido o assombrou, assim como o tom de voz inusitado de tão macio.
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  - Kassandra, eu não... – atordoado, tentou se desvencilhar dos braços dela.
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  Para impedi-lo o abraçou com força para mantê-lo no lugar.
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  - Não quer que a sociedade saiba, quer? – murmurava em entonação ardilosa – Como o seu pai reagirá quando souber como manchou o nome da sagrada família imaculada sem nem pestanejar? Vai jogar fora os esforços dele? Suportaria se tornar símbolo de vergonha para o sobrenome Smith?
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  Não havia como saber que a mulher blefava. Não tinha como imaginar como ela apenas o manipulava com a finalidade voltada para a sobrevivência naquele mundo masculino ditado por homens onde não havia espaço para o sexo feminino e nem pessoas como ela, Celie, Sebastian e Damon.
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  Se, por ventura, uma mulher não se casasse, lhe restava ser um fardo para a família e torcer para amolecer o coração de algum parente quem poderia acolhê-la. A segunda opção era a prostituição ou mendigar.
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  Kassandra não tinha familiares, não se submeteria a pobreza extrema em prol da felicidade de ninguém e se tornar cortesã estava fora de cogitação – sobretudo por não suportar a ideia de se deitar com o sexo oposto.
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  Logo, sem opção, escolheu chantageá-lo de maneira a usufruir de garantia vitalícia para permanecer na fazenda – um herdeiro para carregar o sobrenome Smith.
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  Não se orgulhava de suas atitudes, mas também não restavam opções – e a culpa não era dela.
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  Por sorte, além de estar embriagado pela dificuldade em lidar com os sentimentos e a distância imposta por Sebastian, era um ser humano mais evoluído em comparação aos demais. Logo, ao invés de a jogar na cama assim como qualquer outro homem de sua posição faria com a esposa, a preparou a deixando lubrificada assim como nas vezes anteriores.
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  Não sentiam prazer.
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  Era um dever.
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  Kassandra focou a atenção nas memórias de Celie tão cheias de afetividade.
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  Damon pensava em como almejava a companhia de Sebastian.
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  Eles não eram felizes dentro do casamento, mas sim com pessoas do mesmo sexo com quem eram obrigados a manterem um relacionamento escondido para não sofrerem retaliações e nem correrem o risco de morte – mesmo que a espiritualidade abençoasse as uniões com seus respectivos amantes, a sociedade não permitiria que atingissem a felicidade ao lado de quem amavam profundamente.
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  Não eram os únicos despertos naquele horário.
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  Como o escravo era o último a se descansar pela tarefa de vasculhar a casa, infelizmente passou pelo quarto de Kassandra.
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  Reconhecia os sons dos impactos abafados vindos de lá.
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  A apreensão o banhou porque não viu o ruivo. Afinal, a porta do quarto estava entreaberta e a costumeira luz da lareira era acesa quando o rapaz aproveitava alguns momentos no escritório. Agora, estava apagada.
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  A medida em que os segundos se passavam, aumentava a vontade de sanar suas dúvidas – independente do quanto a mente o avisasse que não merecia acompanhar os acontecimentos no interior do aposento.
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  Apesar de não se orgulhar da atitude, abriu a porta devagar para espionar temendo pelo que encontraria.
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  Pôde jurar escutar o coração se partir ao ver a imagem de seu pequeno sobre a mulher a penetrando.
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  Se não fosse pelas lágrimas descerem torrenciais em seguida a caminho para o seu ambiente particular, qualquer um diria que não se afetara pela cena. A fisionomia indiferente era a máscara usada para esconder o abalo íntimo.
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  Apenas a luz do luar testemunhou o quanto chorou recolhido no colchão.
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  Não compreendeu a razão de Sebastian evitá-lo durante o dia, horas depois de concordar com os termos da esposa e de se submeter a deitar-se com ela em troca do silêncio.
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  Jamais correria o risco de prejudicar sua família ou Sebastian.
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  Conhecia bem demais a sociedade para subestimá-la. Chegou no seu conhecimento ao longo dos anos diversas histórias onde cidadãos eram encontrados mortos simplesmente por discordarem ou questionarem o sistema e a cultura.
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  Não era ingênuo acerca das consequências enfrentadas caso a informação saísse daquelas paredes.
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  Não havia escolha.
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  Simultaneamente, como se já não passasse por conflitos suficientes, o escravo estava mais distante que nunca. Era claro como o evitava.
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  Caso estivessem no mesmo espaço, não o fitava. Ao atravessarem o mesmo corredor, escapava de toques intencionados pelo mais novo.
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  De noite, farto daquela situação e carregando pesar pelo afastamento, inclusive devido a como o moreno estava chateado pelo bloqueio de Damon em optar pela franqueza acerca de seus genuínos sentimentos, bateu na porta do quarto do mordomo.
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  Imaginava que o homem não tinha conhecimento das recentes atividades com a esposa.
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  A união de nada significou.
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  Foi a maneira encontrada dela não os entregar.
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  Ao abrir a porta, de imediato notou como o mais velho estava diferente. O semblante gélido era incomum, assim como a indiferença nas írises – decifrava devido a lamparina acesa no interior os iluminando.
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  - Deseja alguma coisa, senhor Smith? – somente os lábios se moveram.
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  - Senhor Smith? – o risinho foi de nervoso por nunca ter sido olhado daquela maneira por ele – Nunca me chama assim quando estamos sozinhos. Todos já foram se descansar.
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  - O que deseja? – o maxilar travou.
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  - Deixa eu entrar para conversarmos. – saudoso, segurou a mão dele ao lado do corpo – Quero ficar contigo...
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  Franziu o cenho pelo outro quebrar o contato em gesto brusco interrompendo a fala. Ao cruzar os braços frente ao peito sinalizou como não almejava nenhuma vontade de tocá-lo.
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  O coração doeu pela evidente rejeição.
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  - Me perdoe, senhor, mas não é apropriado. É meu horário de descanso. Se não se importar, preciso acordar cedo amanhã. Boa noite.
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  Se distanciou para se trancar.
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  - Que é isso, amor? – espalmou a palma na porta faltando centímetros para fechá-la, a perplexidade estampada tanto na voz quanto na fisionomia – Não podemos nem mais conversar?
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  - Não é a mim quem deve chamar assim.
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  Vociferou tão intensamente que Damon deu dois passos cambaleantes para trás.
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  - Amor... – engoliu em seco incapaz de controlar a formação do nó na garganta e o embargo na voz denunciando a vontade de chorar – Por que está me tratando desse jeito? O que eu...
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  - Pergunte para a sua esposa. Talvez, assim como ontem de noite, hoje ela esteja buscando a sua companhia na cama.
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  A última imagem antes de bater a porta foi a lívida expressão do ruivo pela compreensão da repentina mudança de comportamento e a visão da primeira lágrima descer devido a dolorosa recusa e ao entendimento de como Sebastian sabia sobre ele e Kassandra.
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