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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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NDA

Escrita porSoldada
Revisada por Lelen

🛈

CAPÍTULO 03 • CAUGHT IN A BAD ROMANCE

Tempo estimado de leitura: 41 minutos

  %ERIN% %VANHELSING% LEVA ALGUNS SEGUNDOS PARA ABSORVER MINHAS PALAVRAS, MAS ENTÃO, ELA SURPREENDE-ME AO CORAR.
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  Meu sorriso aumenta. Acabei de fazer %Erin% %VanHelsing% corar? Ou estou muito bêbado — o que, pelas contas, era mais provável — ou a sereia deslumbrante na verdade ainda tem algum resquício de decência em si — ainda que fosse apenas um grão de areia comparado ao resto. Observo-a abrir a boca algumas vezes, parecendo estar tentando decidir entre se defender ou se justificar, mas se eu havia captado alguma coisa de nossas interações, ainda que tivesse acabado de conhecê-la, era que %Erin% %VanHelsing% não é apologética. Faz o que quer, da forma que bem entende, sem aparentemente pedir perdão ou se importar com algo. Pela discussão que havia acabado de ter com Danny Storm, sua provável amiga — ou talvez mais, era difícil saber, e considerando que estou bêbado o suficiente para estar amortecido, prestar atenção nos detalhes é a última coisa que vou fazer. Ao invés disso, apoio meus cotovelos sobre o encosto do sofá, esticando minhas pernas sobre a mesa de centro de vidro e mogno — qual o motivo de estar ali, eu não faço ideia, quer dizer, esse quarto tem muitas intenções, mas nenhuma relacionada a sentar e conversar — bloqueando a passagem dela para a porta, dando de ombros, desdenhoso.
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  Uma parte de mim está em pura cólera com %VanHelsing%. Veja, não é a primeira vez que algum desgraçado acha que é conveniente usar-me como uma peça em seu tabuleiro pessoal, na verdade, desde que havia nascido venho sendo um mero peão no tabuleiro de meus pais, mas havia algo ainda mais irritante em ser feito de idiota pela mulher deslumbrante sentada à minha direita. Quer dizer, não é por falta de aviso, %Erin% %VanHelsing%, é a maior placa de “cuidado, ela morde” que havia em Los Angeles. Era mais fácil você encontrar alguém que aparentemente a odiava do que alguém que tinha como amiga; levando em consideração sua personalidade não era capaz de se esperar muito além disso. Já a outra parte de minha mente não pode negar o quão entretido sinto-me ao vê-la se contorcer e enrubescer por ter sido pega no ato.
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  Observo-a tensionar a mandíbula com força, acentuando a mandíbula delicada enquanto fecha os olhos com força. Posso ouvi-la xingar por entre sua respiração quando exala baixo, frustrada. %Erin% desvia o olhar do meu rosto, e volta a encarar suas unhas longas e afiadas, inclinando-se para frente. Com parte de seus cabelos presos pelo canudo, posso ver suas costas com clareza, a pele macia e suave é coberta por uma série de tatuagens desconexas, mas que, com o composto geral, acaba se tornando visualmente instigante. Há inúmeros desenhos, todos em preto e branco, referências artísticas, até mesmo uma releitura composta de detalhes e ângulos precisos para rascunhos do quadro A Queda de Ícaro, e questiono-me por que ela faria uma tatuagem como aquela, se há algum significado por trás. Sinto as palmas de minhas mãos coçarem para traçar os desenhos, memorizá-los de certa forma — sentir a textura de sua pele sob meus dedos, cravar minhas unhas nos músculos agora tensos do corpo dela. Se não pelo desejo que ela havia despertado apenas pela curiosidade de saber se são tão macios quanto parecem.
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  Que efeito essa mulher possui sobre mim? Que possui em todos ao seu redor?
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  — Ouviu tudo, não foi? — pergunta com um tom de voz baixo, visivelmente incomodado.
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  — Cada palavra. — Meu sorriso se alarga um pouco mais, afiado, enquanto tento conter minha própria irritação. Ela move a mandíbula delicada, ainda sem me encarar. Dou de ombros, sem resistir ao impulso de alçar um dos cachos grossos que pendem à frente de seu rosto, e enroscar meu indicador ali. São macios, como seda, puxo a mecha de cabelo, observando-a balançar com o formato encaracolado, achando graça. — Então qual era o plano? Você iria me usar de que forma? Dormir comigo e então me chantagear? Isso não é um crime?
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  %Erin% lança-me um olhar afiado, mas não parece envergonhada por ter sido pega em seus esquemas por mim, apenas… frustrada. Seja lá com o que, não posso dizer com exatidão se está realmente direcionado a mim. Isso apenas instiga minha curiosidade. Quero saber o que se passa em sua mente, o que sente agora, por que empurra meu pulso, mas encara-me como se fosse me socar ou beijar — talvez os dois.
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  — Só é um crime se você for pego — ela cospe de volta, colocando-se de pé com um movimento gracioso e econômico.
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  Não movo um músculo de onde estou. Apenas ajeito-me contra os estofados macios do sofá, espreguiçando-me preguiçosamente, mesmo que os músculos do meu corpo ainda não estivessem totalmente relaxados, aquele calor estranho e sufocante que %Erin% %VanHelsing% havia despertado em meu peito ainda está ali, como brasas, mesmo que apagadas, ainda queimando por entre as penumbras de meu ser. Um sopro, por menor que fosse, poderia incendiá-las, sabia disso. Apenas a observo, olhos fixos não apenas em seu rosto, mas como a iluminação azulada daquele quarto brinca com as cores dela. Os cabelos parecem mais vívidos, mais vibrantes, difíceis de não ser notados, a pele, sob o brilho azulado, ganha um aspecto quase etéreo, a tinta escura das tatuagens parece ainda mais preta, as linhas mais acentuadas, os olhos parecem ainda mais felinos, os ângulos de seu rosto delicado ainda mais acentuados, presentes, destaca as maçãs do rosto, torna o vermelho escuro de seus lábios em algo mais arroxeado. Uma visão de tirar o fôlego e facilmente enlouquecer até um maldito celibatário. Ela é tentação pura. Em sua forma antropomórfica e sabe disso, mas estou mais curioso para entender o que ela achava que conseguiria ao me usar. Quero entender se vale a pena aceitar o jogo dela como é, ou se eu deveria apenas contar tudo para Joel.
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  Veja, querendo ou não, aquilo ainda é uma indústria, e minha prioridade sempre seria o BEATBOIZ. Foram anos de minha vida dedicados para encaixar-me no que Jun-Woo havia projetado para o grupo. Anos de suor, sangue, lágrimas e um declínio para aquela parte sombria de minha mente que sinto pairar em minha nuca como os fantasmas que me assombram. Conseguir aquele contrato compartilhado com a Altas Records, sob a orientação do melhor dos melhores, o cara que era responsável por consagrar qualquer artista que toma para si, é ter a certeza que o mundo me conheceria. É a certeza de ter sucesso o suficiente para não me preocupar com mais nada se não o que eu desejasse no momento. A ideia de uma garotinha mimada como %VanHelsing% tentar não apenas me usar para conseguir o que deseja, correndo o risco de me fazer perder tudo, é mais do que frustrante, enlouquecedor: é mesquinho. E inteligente. Perigosamente inteligente.
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  Mas eu ainda poderia contar tudo para Joel. Talvez Massaro não acreditasse em mim, talvez o enredo todo soasse exagerado e desdenhoso, afinal, Massaro trabalha com ela há muito mais tempo do que trabalha comigo; mas %Erin% %VanHelsing% ainda é famosa. Ela ainda tem aquela reputação. Não seria fácil destruir a carreira dela, querendo ou não, %Erin% — ou melhor, %Jean%? — está em um patamar além de minha compreensão de sucesso e fama. Ela sempre seria lembrada, independentemente do que fizesse, mas isso não significa que eu não posso ao menos manchar um pouco desta. Torná-la pior. Mais intragável. Mais mesquinha.
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  Se não por meu ego, então por despeito.
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  Ainda assim, contar para Joel Massaro o que ela planejava soava apenas infantil demais. Não, eu não poderia fazer isso. Eu quero mais. %Erin% %VanHelsing% brincava com todos como se fossem suas marionetes pessoais, suas bonecas para lhe satisfazer da forma que bem entendia, quando queria. Se a conversa com Danny Storm havia mostrado algo era que ela não é o exemplo de decência, céus, talvez nem sequer fosse uma pessoa funcional, mas uma sociopata disfarçada de femme fatale. Não, eu não quero só garantir a segurança do meu contrato, eu quero destruí-la. Quero fazê-la pagar. Quero entendê-la, e então fazê-la se arrepender de ter sequer considerado usar-me como um de seus brinquedos.
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  Se %Erin% está jogando, então terei a certeza de ganhar aquele jogo — sempre fui um péssimo perdedor, de qualquer forma. Se não pelo despeito, pelo meu próprio entretenimento. Ela se acha a pessoa mais esperta daquela sala? Vou mostrar que não é. Além disso, provar do próprio veneno nunca havia sido algo ruim, pelo contrário, criava-se resistência, e talvez %Erin% %VanHelsing% merecesse um pouco disso. Um choque de realidade; veja só, estou fazendo um favor para o mundo.
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  — Qual é a sua com Joel, hm? — Quebro o silêncio impaciente que se instala com a presença dela naquele quarto privado.
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  Vejo-a apertar os lábios cheios com uma irritação crescente. Ela está considerando se passa por cima de mim ou se responde-me, quase posso ouvir as engrenagens de seu cérebro funcionando, calculando, analisando quais os potenciais desfechos para aquela situação. Desta vez, coloco-me de pé, determinado a não a deixar escapar, não até que tivesse, ao menos, as respostas que quero. %Erin%, é claro, não se afasta com minha proximidade, ela apenas tensiona a mandíbula um pouco mais, unindo as sobrancelhas angulosas ao inclinar a cabeça para trás. É, certamente, irritante como ela não parece se intimidar com nada, mesmo quando encurto a distância dela. Mesmo quando me projeto sobre ela quase como uma sombra, observando-a de cima para baixo, tudo o que ela faz é inclinar a cabeça para trás, sem desviar os olhos dos meus.
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  Seus olhos roubam a minha linha de raciocínio. É perigoso encará-la, especialmente de perto, percebo, você acaba se esquecendo das prioridades para apenas contemplá-la. Minha garganta está seca, e tenho a sensação de fadiga crescente de que preciso de mais uma bebida, mas sei que não é pela bebida que meu corpo clama — ao menos não agora. É ela. Tudo nela atrai, corrompe, intoxica. Uma lufada de ar escapa por entre meus lábios entreabertos, trêmulos. Minhas mãos coçam para tocá-la, e até tento mantê-las fechadas, longe dela, mas o impulso instintivo é quase irrefreável. As pontas de meus dedos quase tocam a lateral do rosto dela, onde Danny Storm a havia acertado duas vezes. A pele está avermelhada, provavelmente sensível, ela não se afasta, mas igualmente não a toco — não totalmente. Afasto um dos cachos que pendem à frente de seus olhos, observando as pequenas imperfeições que ela sustenta. A maquiagem borrada, o brilho suave do suor que gruda em sua pele.
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  %Erin% %VanHelsing% é fascinante. Seja sob qualquer ótica que se desejasse analisá-la. Não se intimida; ou é estúpida o suficiente para acreditar em si mesma como invencível, ou… quebrada o suficiente para não se importar com mais nada, nem mesmo a si mesma. Há algo de instigante nesse pensamento, algo que meu corpo reconhece ao fundo do oceano que me corrompe, que me consome em uma corrente revoltosa. Algo se agita em meu peito, mas ignoro, observando como o rímel dela gruda na ponta de meu polegar, permitindo-me puxá-lo para baixo, manchando sua maçã do rosto. Uma pequena imperfeição em sua deslumbrante composição, mas que a torna apenas — para minha frustração — ainda mais atraente. Há algo de belo no quão quebrada %Erin% %VanHelsing% é por trás da máscara que usa, e tenho vontade de gritar com uma parede por isso.
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  — Não se iluda, você não é assim tão especial. — Solto um riso baixo, lhe lançando um olhar descrente. Sim, talvez haja um ponto ali, talvez realmente tenha apenas um ego descomunal que me cega para a realidade que me cerca, mas, igualmente, talvez ela só esteja repetindo as palavras que usara com Danny Storm. Ela não parece, ao menos para mim, alguém que aceita ou oferece elogios de qualquer forma. Ela ergue o queixo um pouco mais, desafiadora, sua mão direita enrosca-se em meu pulso, as unhas cravadas no interior de meu pulso. Deixa marcas, a dor aguda das pontas afiadas percorre meu braço, mas não me afasto. — Você foi o que estava mais próximo, o mais fácil, mas isso não significa que seja o único ao meu alcance.
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  Ergo uma sobrancelha, nem um pouco incomodado com suas palavras. Há algo em seu rosto que me atrai como uma mariposa em direção a uma lâmpada. Algo que não sei descrever, tampouco compreender, algo que está surgindo por trás da máscara que ela usa, e que me tenta com uma promessa silenciosa de abertura. As unhas dela apertam um pouco mais meu pulso quando seguro seu queixo delicado, com força o suficiente apenas para manter a cabeça dela parada naquele ângulo. Não tenho pressa alguma; o mundo externo derretesse em insignificância e pandemônios cacofônicos desinteressantes atrás de mim. Há somente ela, a mistura de seu perfume com seu suor, intoxicante, e aqueles olhos felinos fixos em meu rosto.
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  Gosto quando sua atenção é só minha — que pensamento perigoso para se deleitar, e, todavia, ainda o faço.
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  — Ah sim, é claro, sou o alvo mais fraco, por favor, me conte mais sobre. — O sarcasmo que escapa de meus lábios a faz sorrir, um sorriso afiado e perigoso, e por uma fração de segundos tenho quase certeza que ela vai me morder. Estranhamente a ideia mais me excita do que aterroriza. — Não tem nada a ver com a estrutura do grupo, ou Massaro dirigir-se diretamente comigo todas as vezes que se trata dos assuntos do grupo, só estava no lugar errado, na hora errada, com a pessoa errada. — Ela dá de ombros, franzindo o nariz com desdém, mas o gesto é estranho, a faz parecer adorável. É contraditória por inteiro, e isso quase me faz rir.
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  — Então você é o líder do grupo? Olha só, não parece — ela desdenha, e meu sorriso se alarga um pouco mais. Não consigo desviar meus olhos dos dela; mesmo se pudesse, não o faria. Ela está tão perto agora que posso sentir o cheiro de cereja e álcool em seu hálito. Meu corpo arde, mas a sensação não é incômoda ainda. — Sinceramente, eu não fazia ideia, foi só um golpe de sorte.
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  Nem ela acredita nisso e percebo de imediato. Um riso baixo, rouco escapa de minha garganta, e vejo algo cruzar seu rosto; é rápido, quase passível de confusão, mas está lá, um quase sorriso, ainda que a contragosto, paira pelos lábios cheios dela, tingidos por aquele batom vermelho escuro profundo. Perco o foco, meus olhos repousam no lábio inferior dela, na forma com que o batom ainda parece intacto, perfeitamente aplicado, traço com a ponta de meu polegar o lábio inferior dela, sentindo a textura da tinta escura, levemente viscosa, grudar contra meu dígito, assim como a maciez de seus lábio, sinto o pequeno arfar que escapa dos lábios dela, entreabertos, observando com uma ponta de divertimento, e algo mais intenso, ardente, a linha que se forma um pouco abaixo do canto de seu lábio, ao propositalmente borrar seu batom. Minha respiração se torna mais pesada, lenta; só consigo pensar em qual seria a sensação de ter seus lábios nos meus, que gosto teria, que som ela faria. Posso sentir as brasas, outrora contidas dentro de meu ser, aos poucos crepitarem, mais uma vez. Merda, isso é uma ideia terrível, e eu não poderia me importar menos.
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  — Não responde minha pergunta. — Minha voz soa mais rouca do que de fato é, mais gutural, mas não me importo. As unhas dela ainda estão presas em meu pulso, mas aquela sensação apenas incendeia-me mais, especialmente quando não há resistência da parte dela, ao deslizar minha mão de seu queixo para seu pescoço. Puta merda, a pele dela é tão suave, tão macia, sinto quando um tremor percorre seu corpo, quando engole em seco; satisfação atravessa como uma onda elétrica por minha corrente sanguínea. Pressiono meu polegar contra seu ponto de pulsação, apenas para senti-lo contra minha mão. — O que há entre Joel e você? Foi ele quem quebrou seu coração primeiro e por isso você é esse monstro? Ou é mais sobre o dinheiro, hm?
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  %Erin% solta um riso desacreditada, lançando-me um olhar como se eu tivesse acabado de falar algum tipo de absurdo, mas a pulsação dela está acelerada sob meu polegar. Estreito meus olhos encarando-a com atenção, tentando descobrir, ou ao menos conseguir identificar onde está a mentira e onde está aquele pequeno vislumbre de verdade.
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  — Eu e Joel? Jesus, não, que horror! O cara tem o dobro da minha idade, é nojento. — Ergo uma sobrancelha, não muito convencido daquelas palavras. %Erin% solta uma risada baixa e rouca, quase desprovida de humor, embora exista uma pequena nota enviesada em seu tom, empurrando meu pulso para longe dela. Deixo que meu braço caia, paralelo ao meu lado, respeitando o gesto. — Não tem nada entre mim e Joel, eu não durmo com todo mundo que conheço — ela cospe as palavras, e considero-as por uma fração de segundo. Verdadeiras o suficiente para serem compreensíveis, mas ainda assim há algo que ela não está contando, além de, é claro, seu interesse em foder com a minha vida para atingir Joel Massaro. — Nada vem de graça, Encantado, é canibalismo em sua essência — ela pausa por um segundo, considerando suas palavras antes de abrir um sorriso sardônico. Detesto que ela consiga roubar meu fôlego tão facilmente, e ainda assim, a visão dela sorrindo, genuína, não é ruim. — Tecnicamente. Joel é o cara que nos mantém no topo, e não vou perder o meu espaço para uma boyband ridícula que acabou de chegar. Nem serei chantageada com a presença de vocês.
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  Algo se acende ao fundo de minha mente, e uma estranha mistura de satisfação e divertimento sombrio se espalha por meu peito. Posso sentir os tentáculos enroscando-se por meu corpo febril, misturando-se com a adrenalina e a pulsação acelerada de meu sangue; se espalha por meu corpo inteiro, desta vez, não posso me jogar de roupa e tudo embaixo da água gélida do chuveiro para retomar meu controle. Não quero.
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  — Ah. — Ela estreita seus olhos com minha exclamação e dou mais um passo em sua direção, dessa vez, ficando a centímetros de distância dela. É tortura, mas uma tortura boa estar tão perto assim dela. Posso sentir o calor que seu corpo emana contra o meu, o fantasma de sua pele, mesmo coberta pelos tecidos de sua roupa, tão dolorosamente próximo, que uma parte de minha mente se desvirtua completamente para aquele ponto em específico, para tomá-la em meus braços, para pressioná-la com meu corpo sobre a primeira superfície que encontrasse, para ter seu corpo moldado ao meu. Obrigo-me, todavia, a manter minha atenção fixa no rosto dela, com intensidade e satisfação. — Então é tudo porque você está com medo da gente? Somos uma ameaça para o seu posto de femme fatale, é? Irônico. — Inclino-me mais em sua direção, nossos narizes quase se tocam, enquanto sinto o calor daqueles malditos lábios tentadores. Sou tomado pelo desejo, por ela, quaisquer cauções jogadas ao ar em queda livre. Sua respiração cálida mistura-se com a minha, atinge a lateral de minha bochecha e faz minha pele se arrepiar, como se tomada por eletricidade pura. Meu corpo queima com a necessidade de tocá-la, de senti-la. Ela não se afasta, e a maneira com que trinca os dentes, prendendo a respiração, posso ver que está tão afetada quanto eu. — Nós nem temos a mesma base de fãs, %VanHelsing%, por que eu seria uma ameaça a você?
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  Afasto-me dela apenas o suficiente para que possa encará-la, mas ela segura meu colarinho, se por instinto ou deliberadamente, pouco posso dizer; não me importo desde que me segure como o faz. As unhas enroscadas no tecido caro e sofisticado de minha camisa social. Minha pulsação acelera mais um pouco, e respirar se torna difícil. Posso sentir como minhas calças parecem ficar mais apertadas quando o sangue que percorre minhas veias desliza mais a sul.
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  — Está molhado. — Ela observa, a voz rouca, arrastada com aquele tom infernal, meio sussurrado, que não demora a percorrer por minha pele como brasas. Meus músculos se tensionam, enquanto um riso meio ofegante escapa de meus lábios. Merda, estou fodido, muito fodido, mas bem, uma vez no inferno…
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  — Posso dizer o mesmo de você? — provoco apenas pelo prazer de ver aqueles malditos olhos felinos se iluminarem. Há algo em %VanHelsing% que é insuportável e devastador ao mesmo tempo. Se paradoxos fossem aplicáveis em forma antropomórfica, ela, certamente, seria o mais delicioso deles. Ela ergue uma sobrancelha, parecendo ser pega desprevenida, antes de sua expressão
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  — Olha só… — ela murmura, quase em um ronronar que percorre meu corpo. Uma onda de antecipação e excitação atravessa meu corpo quando ela se aproxima, vencendo os poucos centímetros que nos separa. Minhas mãos imediatamente repousam em sua cintura, meus dedos cravam na pele exposta, contendo um grunhido ao sentir os músculos, firmes por baixo da pele macia, mantendo-a perto até quando ela quisesse estar. — E eu aqui, achando que você era um príncipe da Disney, mas você é só um daqueles lixos glorificados, não é? Quem diria… — Sarcasmo escorre de suas palavras, mas estou longe de sentir-me ofendido por sua dedução.
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  — Nunca disse que era santo, foi você que criou essa expectativa. — %Erin% estreita os olhos, mas seu sorriso é um convite silencioso. Inclino-me em sua direção permitindo-me inspirá-la. É uma merda que o perfume dela seja tão bom, que queime por minhas narinas, mas não seja o suficiente para saciar. Sinto a mão dela deslizar de meu peito para arranhar meu pescoço, uma mistura de dor e prazer percorre meu corpo; tenho certeza de que vai ficar a marca em minha pele, mas isso era algo que o %SeoJun% de amanhã iria lidar. — Frank Sinatra, Somethin’ Stupid — sussurro, rouco, errático, e bêbado com seu cheiro, contra seu ouvido, sentindo uma de suas mãos agarrarem meu ombro esquerdo.
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  Aproveito a proximidade do gesto para mordiscar o lóbulo de sua orelha, bem de leve, em uma provocação silenciosa. Ouço-a prender a respiração com um arfar baixo. Encorajado, beijo então a pequena parte entre sua mandíbula e a parte de trás de sua orelha, onde a maldita tatuagem dela encontrava-se. Tenho o prazer de senti-la derreter-se contra mim, sua pele arrepia, suas unhas se cravam com mais força em minha pele, enroscam-se nas mechas de cabelo em minha nuca, agarrando-a com força, dolorosamente, mas de uma forma boa. Uma corrente elétrica, anestésica, percorre por minhas veias, misturando-se com o fogo que as consomem. Sinto um riso baixo, gutural, escapar de minha garganta em aprovação ao gesto. Deslizo meus dedos por sua cintura, contendo um grunhido baixo ao sentir a suavidade de seus músculos por baixo de meus dedos, a curva que se forma, os músculos firmes até repousarem sobre seus quadris, pressionando meu corpo contra o dela, mas não é o suficiente para satisfazer o anseio que inunda não apenas minha mente, mas meu corpo. Afasto-me dela só o suficiente para que possa encará-la, sentindo a maneira com que o peito dela sobe e desce, com sua respiração pesada, contra o meu. Se estou sorrindo, não consigo perceber. Ela ergue uma sobrancelha, parecendo curiosa com meu comentário, então, dou de ombros.
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  — Minha música preferida, a verdadeira, mas foi um grande espetáculo o que você fez com Kiss, quase impressionante — murmuro, sem saber ao certo se estou sendo sarcástico ou se minhas palavras realmente carregam o peso da verdade enviesada que tentava ocultar; mas não poderia me importar menos com isso, não com ela contra mim, não com apenas uma maldita fina camada de tecido nos separando. %Erin% quase sorri, um brilho travesso preso em seus olhos marcantes, e uma parte traidora, inesperada de minha mente parece sentir-se satisfeita com a visão. — Mas vi melhores.
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  — É mentira, mas suponha-se que não seja, não importa, você não vai conseguir ouvir essa da mesma forma de qualquer jeito — provoca. Não digo nada porque é verdade. Ela havia arruinado a música para mim, permanentemente. Não foi apenas a forma com que a havia cantado tal qual uma sereia provocando um náufrago em meio ao vazio, ou pela maneira com que a voz dela havia ecoado pelo espaço como uma maldita carícia embriagante, terrivelmente convidativa, mas sim, igualmente, pela performance dela. Pela forma com que ela havia se movido naquele maldito palco, pela maneira com que a iluminação avermelhada do espaço a fazia parecer com um maldito sonho, ao mesmo tempo etérea e provocativa, como havia jogado os cabelos cacheados para o lado e como havia deixado ser tocada por seus colegas de banda. Por mais que meu ego se recuse a admitir, tenho a sensação de que tal visão ainda irá se repetir em minha mente por um longo, longo tempo.
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  — Então era esse o seu plano? Corromper meus pensamentos? — Inclino minha cabeça para o lado, sentindo meus músculos se tensionando e relaxando com a sensação das unhas afiadas, os dedos alongados e macios percorrerem de meu pescoço para meu ombro antes de repousar em meu peito. Unhas vermelho escuro brincando com os botões fechados de minha camisa, não a impeço quando desfaz um botão atrás do outro. A brisa tem um toque mais frio do que esperava, especialmente com minha pele molhada, mas o toque dela é quente. — Não parece muito elaborado, estou ofendido, estava esperando algo mais… mesquinho.
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  A sensação de suas unhas traçando devagar os músculos de meu peito, roçando sobre a pele exposta é o suficiente para esvaziar meus pensamentos, por mais que tente agarrar-me a pouca coerência que ainda restava-me. É um caminho perigoso ao qual estou inclinado a seguir — mas, uma vez aqui…
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  Seu toque deixa um rastro de arrepios por minha pele, as marcas avermelhadas que se formam tampouco incomodam-me, na verdade apenas aumenta a excitação, posso sentir cada gota de meu sangue correr para o meio de minhas pernas, torna minha respiração mais pesada e irregular, deixa-me zonzo, como se o ar tivesse rarefeito; estou diante de um precipício e nunca estive mais disposto a lançar-me nele. Sei que ela pode sentir-me contra si, que a pressão que se forma contra o tecido de minha boxer, que seu efeito sobre mim e o desejo que despertara desde o momento que havia subido naquele maldito palco havia despertado em mim; escorre por meu corpo como água, enrosca-se por meus músculos como vinhas.
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  — Achei que alguém com o contrato como o seu seria pelo menos cauteloso com as coisas que faz — %Erin% enuncia deliberadamente, mas suas palavras escapam de mim como um mero sopro em meu rosto. Mantenho meu aperto em seus quadris, meus dedos deslizam pelo material espesso de sua meia-calça, enroscando-se contra a cintura de seu tecido, puxando-a para baixo, ouvindo-a rasgar, mais frágil do que aparentava. Ela não me impede, apenas ergue uma sobrancelha. — Ainda posso acabar com você, sabe disso não?
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  Estreito meus olhos, encarando-a por um momento, ciente de suas palavras, tento focar em seus olhos, mesmo que estes continuem a desviar-se para os lábios dela. Tensiono minha mandíbula, considerando as palavras com cautela.
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  — Você pode, mas se quisesse mesmo acabar comigo, teria simplesmente tirado uma fotografia minha no bar, seria o suficiente para arruinar minha carreira — aponto com um tom de voz baixo, cauteloso. Era regra de o lugar manter aparelhos eletrônicos desligados pela privacidade do espaço, mas tratando-se de %Erin% %VanHelsing%, tudo poderia ser uma possibilidade. Ainda mantendo seu corpo colado contra o meu, a guio devagar para a primeira superfície que encontro pelo caminho. Ela apenas segue, com um sorriso preguiçoso, felino, se espalhando por seu rosto de tirar o fôlego. — Se é tão esperta como parece, e eu acredito que sim, você não se envolveria diretamente, especialmente quando a situação inteira pode recair sobre você. — %Erin% move a mandíbula, parecendo tentar ocultar um sorriso, mas seus olhos não ocultam a visão, não percebo que espelho sua reação, apenas noto a forma com que ela prende a respiração quando suas costas se chocam contra a parede atrás de si, como a cabeça se inclina mais para trás, seus lábios quase tocando os meus.
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  O quase toque é o suficiente para atrair-me em sua direção, minha respiração esvai-se por meus lábios entreabertos, chocando-se contra os dela, meus dentes roçam suavemente seu lábio inferior, mas consigo controlar o impulso de mordê-la. Sinto quando uma de suas pernas desliza pela à lateral de meu corpo, enganchando-se em minha cintura, parte de trás de seu joelho encaixando-se sobre o osso de meu quadril, dando-me espaço o suficiente para prensá-la contra a parede. Faço o que havia sido atormentado a desejar fazer desde o início daquela noite, cravo meus dedos na pele macia e quente de sua coxa grossa, pressionando com um pouco mais de intensidade meus quadris contra os dela. Posso sentir seu calor contra meu corpo, convidativo, tentador, mesmo sob a fina camada de roupas, posso sentir seu cheiro, intoxicante.
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  — Afinal… — Afundo meus dentes na pele aveludada de seu lábio inferior, um tremor percorre meu corpo, inebriante como o álcool que ainda pulsava por minhas veias, com o som que ela solta com minha provocação; um gemido baixo, suave. Meu aperto em sua coxa aumenta. — Sou apenas… — Afasto-me quando ela tenta retribuir o gesto, sem conseguir conter um sorriso ardiloso que se espalha por meu rosto. Tento conter um grunhido quando as unhas dela fincam-se em minha mandíbula, segurando meu rosto com um toque quase possessivo; falho miseravelmente, ofegante ao ver aquele sorriso sardônico preso em seus lábios. É uma completa desgraçada, mas uma desgraçada gostosa. Com mão livre, alcanço sua outra perna, alçando-a com um movimento rápido para cima. Uma mistura de grunhido e gemido se desfaz em minha garganta, quando as pernas dela enroscam-se ao redor de minha cintura, firmes, um aperto delicioso que apenas aumenta a temperatura de meu corpo febril. Pressiono-me contra ela com mais força, sentindo como seu corpo se molda ao meu, como o calor que flui de sua intimidade pressionada contra minha ereção apenas aumenta aquele maldito desespero qualquer menor fricção que fosse; por ela. — Um estrangeiro… inocente… que caiu no… encanto da monstruosa… %Erin% %VanHelsing%. — Minhas palavras ecoam pelo pequeno espaço que separa meus lábios dos seus, descoordenadas, embriagadas; o que deveria soar como uma provocação, uma ameaça, se perde em tom e intensidade, torna-se um murmúrio pouco coerente.
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  E ela gosta disso. Posso ver em seus olhos: o divertimento sombrio, a satisfação e algo mais sombrio, mais intenso e pungente, desejo e algo mais, algo que envia uma onda de arrepios por meu corpo, e rouba quaisquer pensamentos que ainda pudesse ter. Não me importo com o que possa vir a acontecer, não me importo se ela irá usar-me ou não para seus próprios interesses, não me importo, desde que ela seja minha — por essa noite. Percebo que farei qualquer coisa para tê-la, mesmo implorar.
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  — Quer apostar? — O desafio em sua voz é completamente esquecido quando seus lábios se encontram com os meus. Não há mais nada que importa ou que seja significativo, tudo desaparece, há apenas aquele ponto focal, apenas sua boca na minha, suas unhas deslizando por minha pele, empurrando minha camisa para fora do caminho, seu corpo moldando-se ao meu, seus quadris movendo-se deliberadamente contra ao meu, enlouquecedor, e o anseio doloroso por mais que pulsa por minhas veias.
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  Não há nada delicado ou calmo em seu beijo; seus lábios movem-se contra os meus com intensidade, quase violentamente, dentes fincam-se em meu lábio inferior, enviando uma onda de dor prazerosa por meu corpo, apenas amenizar a dor com uma carícia de sua língua contra o lugar provocado. Não há hesitação, não há cautela, só o desespero que aflora pelas veias como veneno. Beijo-a de volta com todo o desejo e raiva reprimido, com todo o anseio que ela havia despertado com aquela maldita performance e suas provocações, faminto, frenético. Quero devorá-la. Quero que me consuma até que tenha esquecido de tudo, menos ela, menos da sensação de tê-la. Com ela agarrada a mim, solto uma de suas pernas para segurar sua cabeça, meus dedos enrolam-se em seus cachos rebeldes, grossos e espessos, agarrando-a com força, puxando sua cabeça um pouco mais para trás, aprofundando mais o beijo. Sua língua desliza contra a minha, provocante, posso saborear a doçura pungente do licor de cereja que ela havia bebido, assim como algo único que era completamente ela.
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  Peças de roupas são descartadas com pressa pelo caminho, objetos são quebrados, o eco dos estilhaços em contato com o chão são abafados pelos gemidos arfados dela contra minha boca, botões são estourados, tecidos se rasgam até que tudo o que resta seja apenas sua pele completamente exposta, em um borrão desvairado de mãos explorando e marcando cada centímetro novo de pele exposta, lábios sedentos e gemidos sem fôlego que se misturam, pulsando como eletricidade sob minha pele, reverberando como a mais doce sinfonia por meus ouvidos, uma música difícil de ser esquecida — não vou.
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  A disparidade de sensações entre a brisa gélida que percorre por minha pele nua e o calor do corpo dela abaixo de mim, envia uma onda intoxicante de luxúria e desejo, que queima por minhas veias. Afasto-me apenas por um momento, com o único propósito de admirá-la. Quero gravar cada centímetro dela em minha memória, como uma das tatuagens que decoram sua pele. Porra, eu a quero, a quero tanto que nubla minha mente, dissipa quaisquer pensamentos racionais que ainda poderia ter, fixo apenas em como ela está linda assim, toda exposta e vulnerável debaixo de mim. É deslumbrante. Gostosa de uma forma que faz meu peito arder. Cada centímetro de sua pele um convite repleto de malícia e sedutor que não sou capaz — nem desejo — de resistir, desde a maneira com que seus cabelos se espalham como um manto desordenado de cachos contra o chão, emoldurando seu rosto marcante e traiçoeiro como o de um anjo caído, à maneira com que as luzes do espaço parecem brincar com sua pele, realçando as linhas escuras da tinta de suas tatuagens que adornam sua pele como uma mistura insignificante e, de alguma forma, intrínseca a seu ser de histórias não ditas. O peso de seus seios sobre as costelas delicadas, a curva sensual de sua cintura e a maneira com que a tatuagem de uma cobra se enroscava, da lateral esquerda de sua cintura, deslizando pelo osso de seu quadril esquerdo, serpenteando, até desaparecer no interior de sua coxa esquerda. Posso sentir o que seu corpo faz comigo, posso sentir como todo o resto desaparece e a única coisa que me importo é com o latejar constante entre minhas pernas, dolorosamente duro, sentindo a evidência de minha excitação escorrer pela glande de meu pau.
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  Mas é o sorriso dela que rouba quaisquer resquícios de autocontrole que ainda tenho.
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  Aquele sorriso presunçoso, traiçoeiro de quem sabe exatamente o que causa nos outros; de quem sabe que é tão gostosa quanto admirada e sabe exatamente o que se passa em minha mente. Contenho o impulso de arrancar aquele maldito sorriso do rosto dela, alçando minha carteira da calça descartada no chão, retirando de lá uma camisinha. Empurro o plástico gelado contra meu pau, sem tempo a perder, antes de voltar a pressionar meu corpo contra o dela, sentindo-a arquear-se contra mim, quando meu pau duro pressiona a parte inferior de sua barriga.
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  Ouço-a gemer, suas mãos enterrando-se por meus cabelos, agarrando-se a mim, quando minhas mãos e boca exploram seu corpo — sou um homem faminto e ela é o melhor banquete que poderia ter encontrado em toda minha vida. O gosto salgado e suave de sua pele é pungente em minha boca, quando os beijos quentes que deposito em sua pele apenas aumenta a antecipação entre nós dois. Traço com minha língua e provoco seus mamilos, deleitando-me em depositar toda minha atenção em seus seios, sem conseguir conter a mistura de um grunhido e gemido escapar ao fundo de minha garganta quando ela começa a mover seus quadris contra os meus, buscando-me como uma cadela no cio — ela é boa demais para ser verdade.
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  Então %VanHelsing% empurra-me contra o chão, prendendo-me abaixo de si, antes que possa sequer registrar o que ela está fazendo; ela domina-me e não posso dizer que não gosto da visão que tenho dela sobre mim. Puta merda, isso vai me atormentar por muito mais tempo do que meu ego me permite admitir. Minhas mãos agarram sua cintura com força, meus dedos afundando naquela pele deliciosa e macia, ajustando-me abaixo dela, guiando-a contra minha ereção, enquanto ela agarra meus ombros. Uma onda de puro prazer quase cega-me quando ela finalmente senta com força no meu pau, até a base, roubando meu fôlego, minha sanidade e o que mais quisesse tomar. Fecho os olhos, praguejando entre dentes, por um momento apenas aproveitando a sensação de tê-la ao meu redor, ajustando-se ao meu tamanho, e pulsando, agarrando-me apertado. Puta merda, ela não tinha o direito de ser tão gostosa assim, tão molhada, tão pronta para ser consumida por mim. Porra, porra — finalmente entendo o apelo, o desespero; %Erin% %VanHelsing% poderia pedir por minha alma e lhe entregaria tranquilamente desde que não parasse. Apresso-a a mover-se sobre mim agarrando sua bunda com vontade, puxando-a mais em direção a mim, tentando gravar em minha mente a sensação de como sua bunda molda-se ao meu toque, como o músculo cede, firme e macio, ao mesmo tempo. Observo a maneira com que ela fecha os olhos, como sua cabeça pende para trás, e aquele maldito sorriso que me enlouquece mistura-se com prazer e desespero.
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  Inicia-se lento, intenso, elétrico. Cada movimento preenchido com mais do que apenas luxúria, com puro desespero e vontade de perder-se no momento, na sensação que apenas o corpo um do outro pode oferecer. No consolo, delicioso e efêmero de duas almas perdidas que pela noite fazem um acordo entre si. Sinto-a agarrar-se contra mim, seus lábios roçando meu ouvido esquerdo, gemendo e suspirando, ofegante, enquanto encontro seus movimentos com tamanha, se não mais, intensidade. Não vou ser capaz de esquecer a maldita melodia e sei que ela o faz de propósito. Tento não sorrir, mas falho miseravelmente. Agarro-a com mais força, meus dedos fincando-se na pele macia de sua bunda com força o suficiente para deixar marcas; não me importo. Então o tempo desaparece, contratos e discussões, até mesmo o interesse que a levou até aquele momento, soam completamente insignificantes.
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  Beijo-a como um homem esfomeado, devorando seus lábios, sentindo igual fome quente como inferno, começando a crescer dentro de minhas entranhas. Perco-me na sensação que é estar dentro dela, que é tê-la em meus braços, ainda que por apenas uma noite. Suas unhas fincam-se em minhas costas, posso sentir as marcas vermelhas que se formam pelo caminho que ela deixa para trás, como minha pele arde com uma mistura de prazer e dor que nubla meus pensamentos. Nossas respirações ofegantes se misturam, acompanhados ao som de pele contra pele. Meus olhos se encontram com os dela, e sinto-me bêbado. Bêbado com o cheiro dela, com a visão de seu rosto contorcido por prazer; agarro-a com mais força, desesperado para marcá-la como minha, semicerrando os olhos ao admirá-la, os cabelos desordenados, desarrumados, algumas mechas grudando contra seu pescoço, suas têmporas, devido ao suor, os lábios entreabertos com cada suspiro ou novo gemido que escapava de sua garganta, mas são seus olhos que me mandam direto para o paraíso.
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  Pupilas dilatadas o suficiente para que suas íris se tornem apenas finos anéis. Desejo, puro em sua essência e algo quente que me prende ali; se fosse uma deusa, cobrando por um sacrifício, facilmente lhe ofereceria de bom grado. Minha alma, meu corpo, tudo, para que ela fizesse o que bem desejasse, da forma que desejasse. Maldita seja…
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  — Olhe para mim — entre arfares e gemidos, comando, minha voz escapando como uma vibração, rouca e irregular. Agarro seu rosto, quando sinto seu corpo começar a responder com a aproximação de seu orgasmo. Posso senti-la apertar-me, tremendo contra meu corpo. O fogo que surgiu em minhas entranhas parece tornar-se mais intenso, aumentando meu desespero e a intensidade de meus movimentos. Empurro-a de volta contra o chão, cobrindo-a com meu corpo. Mantenho meu aperto em seu rosto, determinado a não perder nem mesmo um segundo quando ela gozar, agarrando com minha mão livre a parte de trás de seus joelho, empurrando-a o suficiente para que se enrosque em meu ombro, determinado a encontrar aquele ponto sensível dela, e fazê-la ver estrelas.
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  A pressão em minha pélvis parece aumentar rápido, mas mantenho o ritmo de minhas estocadas, fixo no rosto dela. %Erin% fecha os olhos, seus lábios se entreabrindo em um O delicioso, enquanto seu corpo arqueia mais contra o meu. Obrigo-me a conter meu próprio orgasmo, determinado a fazê-la gozar primeiro, e então a sinto choramingar envolta por prazer.
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  Sinto-a tremer contra meu corpo, suas unhas cravando-se em minha pele outra vez, suas paredes internas apertando-me, os músculos de seu corpo tensionados abaixo de mim, suas pernas tremem ao redor de minha cintura. Continuo a estocá-la, tentando prolongar seu orgasmo, quando sinto o êxtase atingir-me com uma onda intensa; explode por meu corpo, cega-me com o prazer que reverbera por minhas veias, apagando quaisquer pensamentos de minha mente. Apoio minha testa contra seu ombro, enterrando-me fundo, grunhindo, ofegante, esvaindo-me até a última gota. Escoro meu antebraço no chão, ao lado de sua cabeça, sustentando meu peso para não a machucar acidentalmente, tentando recuperar meu fôlego. Deslizo minha mão de seu quadril para a curva de sua cintura, traçando deliberadamente as linhas de suas tatuagens, até chegar na parte inferior de seu seio. Posso sentir como seu coração bate, acelerado, com meu peito pressionado ao dela, em ritmo com o meu, a pele escorregadia pelo suor, ofegantes, e com um sorriso preguiçoso preso nos lábios. Puta merda, quero gravar essa visão em minha memória. Inclino-me na direção do pescoço dela, inspirando seu cheiro, antes de mordiscar a pele sensível ali, ouço-a rir, ofegante e errática, seus dedos enroscados em meus cabelos, as unhas arranhando suavemente contra meu couro cabeludo em uma carícia suave, sua respiração, cálida e irregular, chocando-se contra a lateral do meu rosto ao beijar a linha de sua mandíbula.
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  — Ainda não terminei com você — murmuro, ofegante, sem conseguir conter um sorriso ao observar a maneira com que ela retribui meu gesto, um riso ofegante, baixo, mas suas pernas ainda assim enroscam-se outra vez em minha cintura. A beijo, outra vez, determinado a perder-me completamente em %Erin% %VanHelsing%, que se danem as consequências. Lido com elas amanhã.
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  Nota da autora: o golpe tá aí, o problema é que os dois malandros miraram um no outro. Obrigada por ter lido até aqui 🫶 (normalmente minhas fics são +18 porque eu escrevo muito gore e violência, numa vibe pastelão tipo The Boys, não porque tem muita cena de sexo, então sim, eu to coringando, rindo igual idiota, com essa aqui, bom dia!)

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