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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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My life with you

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 9

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

  POV FELIPE

  Estou esperando a %Li% aqui no saguão faz meia hora. Puta que pariu! Que demora! Odeio demora, odeio esperar e odeio mais ainda esperar para jantar. Estou com fome, não como nada, literalmente, desde que saímos do Rio.
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  Minutos depois do meu ataque mental sobre a demora da %Li%, ela apontou na porta do elevador que leva aos quartos. Valeu a pena esperar esse tempo todo... %Li% está incrivelmente bonita usando o vestido verde-escuro que comprei para ela e o sobretudo preto por cima do vestido. Olhei para seus pés e confirmei minhas suspeitas: ela usa um tênis preto com algum brilho. Soltei uma risada nasal quando vi os tênis em seus pés. %Li% sempre odiou usar salto alto e ela se sente bem assim. Está tudo bem, então.
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  - Hm... está linda, %Li%! – Falei assim que ela se aproximou de mim. Ela me fitava envergonhada. – Que foi? – Ela me olhou de cima abaixo e sorriu.
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  - Você está lindo, Lipe! – Estou vestido com uma calça escura, uma bota que está por debaixo da calça, uma camisa escura e um casaco preto que me deixa quentinho só para eu me esquecer um pouco que lá fora está fazendo 4°C. E está ventando.
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  - Obrigado, %Li%! – Sorri de volta e segurei sua mão. – Vamos? – Ela acenou que sim e fomos até o lado de fora pegar um táxi para ir ao restaurante.
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  Durante todo o jantar, %Li% ficou calada. Parecia constrangida, pensativa, confesso que eu também estou um pouco. Terminamos de jantar, estava maravilhosa a comida, comemos a sobremesa e após, ficamos tomando um vinho e tentando conversar. Tentando, pois toda hora eu ficava disperso, involuntariamente, e %Li% se calava. Na certa ela acha que eu não queira estar aqui. Não é isso, é que...
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  - Melhor voltarmos para o hotel, Lipe, já está tarde. – Pigarreou %Li% e falou olhando para tela do celular dela que marcava 21h38 no horário de Londres. Espantei meus pensamentos e olhei para ela.
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  - Não está gostando do passeio, %Li%? – Questionei dando um gole do vinho contido na taça à minha direita. Ela fitava a taça dela e tinha um biquinho nos lábios. – Algo de errado? – Ela olhou para mim de imediato e falou.
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  - Não, Lipe, não há nada de errado! Estou amando o passeio, a viagem, tudo. Muito obrigada, novamente, por ter feito tudo isso por mim! – Explicou-se rapidamente se desculpando. – É que... – sua expressão tornou-se triste novamente. - ... você está distante. Creio que gostaria de estar no Rio agora, com a Bruna. Está tudo tão recente, né? – Disse e me olhou com a testa franzida. Arqueei a sobrancelha e balancei a cabeça negativamente.
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  - Não queria, está realmente recente sim, o término e tudo mais. Porém, eu não vou ficar lamentando algo que já estava fadado ao fim. –Suspirei amargurado – Você não sabe, %Li%, pois não contei para ninguém sobre isso, mas o meu namoro com ela já estava frio e eu já desconfiava que havia algo errado. Só não imaginei que fosse aquilo... – soltei uma risada de nervoso ao fim da última frase e bebi mais um gole. – Estou adorando estar aqui com você, poder proporcionar este presente de aniversário para você é o que me faz seguir em frente no momento. Eu te adoro, sua chata! – Ergui minha taça e ela sorriu, ainda um pouco constrangida, ergueu sua taça e brindamos – À você! À nós! À Londres! – Brindamos e conversamos mais um pouco.
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  Já no hotel, cada um foi para seu quarto. Já passava das 23h. Daqui a pouco é aniversário da %Li%, pelo menos aqui na Inglaterra, né? São 3h a mais em relação ao horário de Brasília. Preparei um longo passeio pela cidade amanhã, já que hoje já chegamos à noite. Tomei um banho e deitei na cama quentíssima do hotel. Facilmente compraria uma cama dessas para colocar no meu quarto. Deu meia-noite e eu mandei uma mensagem para %Li% de feliz aniversário. Eu realmente estou adorando essa viagem para Londres ao lado dela.
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“Feliz aniversário %LI%! 29 anos, hein! Daqui a pouco estará na mesma idade que eu (e isso não muda o fato de ainda ser mais velho, aff). Quero que saiba, apesar de eu já ter dito algumas vezes para você, que você é importante para mim. De verdade, eu gosto muito da sua companhia, dos seus conselhos e até mesmo quando você me dá bronca porque cheguei atrasado em algum compromisso. Desculpa, não faço por mal! Rsrs
Você é tão especial para mim que eu quero que tenha o melhor aniversário que possa ter na vida! E não quero que você fale de Você-Sabe-Quem durante nosso passeio, ok? (referências de HP, você sacou, né? Senão, eu cancelo a viagem agora! Kkkk)
Saiba que és uma pessoa maravilhosa e importante demais para eu te perder, então nem pense em assessorar outro youtuber! E muito menos ter outro amigo!
Te adoro, sua chata!
Com amor,
Felipe<3

  Após enviar a mensagem, bloqueei o celular e o coloquei do lado vazio da cama. Deitei na cama e apertei os olhos, suspirei fundo e tentei adormecer, mas as lembranças são muito intensas. Flashes da briga que tive que Bruna, há poucos dias, veem a minha memória a todo momento. Adormeci e tive aquele mesmo sonho com a %Li% deitada em meu colo, nós dois nus e ela dizendo que me ama, enquanto eu acariciava seus cabelos. Acordei no meio da noite, meu celular tocava loucamente e eu desejei a morte da pessoa que me ligava. Porém, logo eu não desejei mais, pois o nome que aparecia na tela do celular era o da %Li%. Ela me ligou quinze, QUINZE VEZES e tem mais de cinquenta mensagens dela. Mas que diabos aconteceu? Liguei para ela, em desespero, mas a mesma não atendeu. Mandei uma mensagem e então ela respondeu.
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“O que houve, %Li%? Quantas ligações!! To preocupado...”
“Lipe, vem aqui no meu quarto, por favor!”
“Mas o que aconteceu? Você caiu? Invadiram seu quarto? O que houve?”
“Não, eu só quero... por favor Lipe...”
“Fala o que aconteceu %Li%!”
Áudio da %Li% entre soluços “Lipe, vem aqui, eu tô com medo, vem aqui. Não to conseguindo dormir! Me ajuda...”
“Tô indo!”

  Saltei da cama e corri para o quarto dela, antes eu vesti um roupão que o hotel deixa no quarto dos hóspedes, já que estou só de cueca. Bati freneticamente na porta do quarto dela e mandei uma mensagem dizendo que era eu, para que abrisse. Aqui no corredor faz frio, preciso entrar logo! Ela abriu a porta, enrolada no edredom, e me puxou para dentro do quarto trancando a porta assim que entrei.
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  - O que aconteceu, %Li%? – Perguntei com a voz impaciente. Ela notou minha falta de paciência e logo abaixou a cabeça envergonhada.
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  - Desculpa, po-pode voltar para o seu quarto. – Falou entre soluços – Eu já devia ter superado, mas é difícil... Desculpa. – Destrancou a porta e abriu a mesma, mas eu a fechei novamente.
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  - Me desculpa! Desculpa, %Li%... – Fechei a porta e abracei ela. A %Li% me disse que tem medo de ficar sozinha em casa, aliás foi por isso que ela adotou o Tom, para lhe fazer companhia. – Eu fui insensível, me desculpa. – Conduzi ela até a cama e ela se deitou.
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  - Fica aqui até eu dormir, por favor? – As luzes do quarto estavam acesas.
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  - Fico sim, mas eu posso desligar as luzes? Me incomoda essa claridade toda... – Perguntei e ela me olhou manhosa por debaixo das cobertas.
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  - Po-pode... – gaguejou e fechou os olhos com força. Desliguei as luzes e envolvi ela em meus braços, ela se aconchegou.
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  - %Li%? – Chamei por ela, minutos depois, ela ainda não estava dormindo. Ela resmungou e eu prossegui – Posso te perguntar uma coisa? Se não quiser responder, está tudo bem, ok? – Eu disse e fez-se silêncio no quarto por alguns segundos.
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  - Fala... – Respondeu com a voz fraca e abafada por estar com a cara enfiada no meu peito.
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  - Aconteceu algo, no passado, para que você tenha esse medo todo de ficar sozinha no escuro? – Perguntei, não esperando por uma resposta, é algo muito pessoal e eu entenderia se ela não me respondesse. Para minha surpresa, ela respondeu.
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  - Meu pai morreu quando eu tinha 7 anos, foi uma perda muito grande para mim, sinto falta dele até hoje, acho que sentirei para sempre. A questão é que pouco tempo depois de sua morte, minha mãe começou a se relacionar com outra cara, à princípio ele era gentil comigo, pelo menos na frente de minha mãe. Com o tempo ele foi ficando agressivo e começou a me ameaçar caso eu contasse algo para minha mãe do que ele fazia. – Tive medo de perguntar, mas eu perguntei a primeira coisa que me veio em mente.
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  - Ele abusava de você, %Li%? – Minha garganta tinha um enorme nó. Ela falou sem pestanejar.
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  - Não. – Fiquei aliviado em saber, mas o restante da história só fez com que o nó retornasse à minha garganta. – Mas ele tentou algumas vezes, ao longo da minha adolescência. Até o dia em que eu não aguentei as ameaças dele e fui morar sozinha. Isso foi aos 16 anos, foi quando tive coragem. Fui morar com uns amigos numa república, aí depois aluguei uma casa para mim, dividia o aluguel com uma amiga, isso até ela se mudar para São Paulo e pouco tempo depois eu vim para o Rio para assessorar você. – Senti que ela sorriu ao fim dessa última frase.
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  - Mas, isso não responde minha pergunta diretamente...
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  - Verdade... – ela soltou uma risadinha e logo voltou a ficar séria. Sentou-se na cama e olhou para mim, ajeitando o cobertor. – O meu ex padrasto, que depois descobri que terminou com minha mãe (graças a Deus!), para se vingar porque eu não deixava ele abusar de mim, me trancava no quarto com tudo desligado. Ele tirou as lâmpadas do meu quarto, então quando anoitecia ficava tudo um breu, a iluminação da rua não era o suficiente e tinha vezes que nem tinha isso. Eu nunca tive medo do escuro, meu pai sempre me dizia que o escuro é como se fosse um bicho que você não conhece. À princípio pode ser assustador, mas com o tempo você se acostuma com ele. Claro, que isso não se aplica a tudo na vida, mas era reconfortante ouvir aquilo dele com todo seu sotaque portunhol. – Ela sorriu saudosista e continuou engolindo em seco – Depois que ele se foi eu fiquei muito sozinha e minha mãe se dedicava mais ao marido novo do que a mim. Fora o fato dela não acreditar quando eu falava o que ele fazia comigo. Bom, ela foi cega, mas depois que se separou dele ela percebeu que eu nunca menti a respeito. Enfim... é isso. – Ela sorriu sem graça e eu fiquei sem ter o que falar por alguns segundos.
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  - %Li%... – Logo eu quebrei o silêncio – Desculpa por te fazer contar tudo isso, eu não fazia ideia.
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  - Relaxa, Lipe! – Ela sorriu e me deu um beijo no rosto. Fechei os olhos com o toque de seus lábios na minha pele. – Está tudo bem.
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  - Agora entendo o porquê de tanto medo de ficar sozinha, no escuro...
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  - Fora os pesadelos que tenho com aquela época, mas eu estou superando. Eu estou muito melhor agora, acredite. As crises de pânico são menos frequentes do que antes.
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  - Entendi...
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  Ficamos conversando por mais algum tempo, sobre outras coisas, percebi o óbvio que este assunto incomoda a %Li%. A deixa desconfortável. Ela me disse, antes de mudarmos de assunto, que não sabe onde seu ex padrasto se meteu depois que ele e a mãe dela se separaram há seis anos. E é bom assim, que se mantenha distante dela. Nem o conheço e já sinto um asco enorme por ele. Nem sei o que faria se o encontrasse, depois do que fez para a %Li%. Enfim...
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