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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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My life with you

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

  POV FELIPE

  Não acredito que a %Li% escondeu, durante todo esse tempo, que gosta de mim. Como eu não percebi isso antes? Sou muito distraído mesmo. Droga, ela não atende a desgraça do telefone! Estou preocupado. Ela saiu daqui muito afobada, nervosa, tenho medo que ela se machuque. Bruno está tentando falar com ela também, mas nada. De repente, um dos funcionários, que tomam conta da casa quando não estamos aqui, aparece correndo.
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  - Sr. Felipe! – Ele disse, ainda de longe, correndo em nossa direção.
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  - O que foi? – Respondi meio sem paciência. Agora não é hora de me falar problemas da casa!
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  - Ligaram da portaria, parece que a senhorita %Aline% sofreu um acidente de moto ali perto da portaria. – Meu corpo inteiro gelou. Inteiro.
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  - Como é que é? – Bruno e eu dissemos quase que ao mesmo tempo. – Onde ela está? – Perguntei angustiado.
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  - Na portaria, parece que ela está desmaiada. Já chamaram a ambulância. - Nem quis mais ouvir o resto da história. Saí correndo até meu carro e fui até a portaria. Eu sei dirigir, só não tenho muita paciência para isso. Cheguei até a portaria num instante. Bruno veio comigo.
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  - Meu Deus, %Li%! – Falei ao vê-la caída no chão, desacordada.
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  - Melhor não mexer nela, Felipe. – Bruno me alertou. Verdade, melhor deixa-la imóvel até o socorro chegar. Ela ainda está de capacete. Espero que não esteja machucada, nada muito grave. É culpa minha. Tudo culpa minha!
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  - Foi culpa minha! – Externei a minha culpa e meus olhos se encheram d’água.
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  - Não é sua culpa, Felipe! Calma, cara! – Bruno tentou me consolar, mas eu estou num estágio de nervos que não consigo me acalmar tão facilmente. – A ambulância chegou. – Alertou-me ele. Os paramédicos saíram da ambulância e foram rapidamente socorrer a %Li%. Tiraram, com cuidado, o capacete dela e logo imobilizaram seu pescoço. Ela tem escoriações pelo corpo e parece que seu tornozelo está quebrado, pois está um pouco inchado vendo de longe.
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  - Alguém da família ou amigo para ir com ela na ambulância? – Perguntou um dos médicos.
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  - Eu, eu sou amigo dela. Nós somos. – Eu disse prontamente apontando para mim e para o Bruno que estava atrás de mim, tão angustiado quanto eu.
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  - Só pode um. – Eu fui com a %Li% na ambulância e Bruno foi com meu carro até o hospital.
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  Chegamos rapidamente lá e ela foi direto para tomografia, já que sofreu um acidente de moto e bateu a cabeça. Mesmo estando de capacete, é procedimento padrão. Fiquei aguardando na sala de espera junto com o Bruno. A cada minuto que passava eu me sentia mais e mais culpado. Bruno avisou a todos lá em casa sobre o que aconteceu e pediu para cancelarem os eventos que eu tinha mais tarde, incluindo as gravações dos vídeos. Sem condições de eu gravar alguma coisa hoje, não com a %Li% no hospital. Poucas horas depois, o médico apareceu com notícias dela.
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  - Ela apenas fraturou o tornozelo. Uma fratura não muito grave, na certa quando caiu o peso do seu corpo pressionou o tornozelo entre o chão e a moto fraturando, assim, o osso. Vai ter que fazer fisioterapia quando tirar o gesso e, talvez, precise de cirurgia. – Explicou ele. Explicou também que ela não precisaria de uma cirurgia agora, tentaria consertar o ferimento com o gesso, e caso não desse certo ele fará a cirurgia. Espero que não precise de nenhum procedimento cirúrgico.
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  - Podemos vê-la? – Perguntei ansioso.
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  - Claro, me acompanhem. – Ele falou prontamente e caminhou até um longo corredor. Nós o seguimos. No caminho, ele passou a receita dos remédios que ela terá que tomar e as recomendações a respeito do tornozelo quebrado. – Fiquem à vontade, qualquer coisa, podem me chamar. – Ele disse assim que entramos no quarto dela e saiu.
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  - Oi... – ela disse assim que nos viu entrando no quarto. Uma enfermeira que ali estava saiu e nos deixou sozinhos. Ela estava corada, na certa com vergonha de tudo que aconteceu.
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  - Você está bem? – Eu disse preocupado.
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  - Nos deu um puta susto, %Li%! Não faz mais isso, por favor. – Falou Bruno e deu um sorriso. Ela o acompanhou e abriu um sorriso cansado no rosto.
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  - Desculpa, gente, eu logo vou sair daqui. O médico disse que hoje mesmo terei alta. – Ela falou ainda sorrindo.
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  - Você mora aonde? – Perguntou Bruno curioso. Até hoje eu não sei onde a %Li% mora, só sei que é bastante longe da Barra. Ela disse o bairro e Bruno espantou-se. – Caraca! Não me admira você chegar lá atrasada às vezes, literalmente é do outro lado do Rio!
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  - É tão longe assim? – Perguntei desentendido.
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  - Bastante. – Bruno disse. – É por isso que você manda mensagem às 7h da manhã no grupo, né? – Ele disse rindo.
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  - Sim, - ela riu também – é o horário que eu saio de casa, passo no posto, abasteço e vou para lá. Bem longe. – Ela disse com um ar cansado. – Felipe, e os compromissos de mais tarde? Você vai, né? Eu consegui falar com o pessoal daquele evento... – antes dela terminar de falar eu a interrompi.
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  - Esquece, %Li%, eu já pedi para cancelarem toda agenda da tarde. – Ela me olhou com uma cara de espanto.
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  - Mas, Felipe, pelo amor de Deus! Você tem que ir nesse evento, é importante... – a interrompi novamente.
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  - Isso não está em discussão, %Li%. Desiste. Já cancelei tudo, vou cuidar de você. – Falei com o cenho franzido, sério.
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  - Ah, Felipe... – ela suspirou derrotada. Ela sabe que não ganha uma discussão comigo e nunca irá ganhar. Passaram-se duas horas, mais ou menos, e então o médico deu alta para ela. – Chama um Uber para mim, Bruno. Meu celular descarregou. – Disse ela olhando para Bruno que empurrava a cadeira de rodas dela. Ela está com um gesso que vem do pé até abaixo do joelho.
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  - Não precisa, Bruno. – Eu disse taxativo e ambos me olharam espantados – %Li% vai lá para casa. – Ela me olhou com os olhos arregalados.
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  - Felipe, não precisa! Eu tenho que ir para casa, meu gato está sozinho lá. Não posso deixar ele sozinho! – Ela disse quase num suplico.
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  - Você tem um gato? – Disso eu também não sabia. Parece que eu não sei muita coisa sobre ela...
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  - Tenho. Ele é tão fofo, não posso deixa-lo sozinho, ele vai ficar miando de noite. Vão me expulsar de lá!
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  - Calma! – Tentei acalmar ela. – Vamos fazer assim: Bruno você leva a gente para casa e eu vou ligar para o Walter – meu motorista – para ele ir na sua casa %Li% e buscar o seu gato e suas coisas, ok? – Ela me olhou confusa.
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  - Não faz sentido eu ficar na sua casa Felipe. E os cachorros? Vão querer atacar meu Tom! – Suponho que esse seja o nome do gato dela.
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  - Calma, criatura! – Falei e Bruno riu. – Caraca, você vai ficar na casa onde gravamos. Lá tem uma suíte que não usamos, você fica lá. Tem cama, TV e tudo mais. Você fica lá até se recuperar. Depois vemos o que faremos, está bem? – Ela me olhou, parecia incomodada. – O que foi? Está com medo de ficar sozinha lá naquela enorme casa? – Olhei para ela e já comecei a rir. Ela bateu na minha perna.
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  - Cala a boca, Felipe! Não tenho medo, pode ser assim então. – Respondeu com o nariz empinado.
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  - Ah tá, que bom, porque isso também não está em discussão.
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  Por fim, fizemos o que combinamos: Walter foi até a casa da %Li% e buscou seu gato, Tom, e uma mala com roupas para ela e as coisas do Tom também, claro. %Li% terá que ficar lá, contando todo o tratamento e a possível cirurgia (que o médico já me adiantou que provavelmente não precisará fazer): dois meses, mais ou menos. Pedi para avisarem para Iara, minha empregada, para comprar comida para dispensa de lá e para fazer um jantar para %Li% comer mais tarde. Pedi também para limparem a suíte e expliquei toda situação para ela. Iara adora a %Li% e vice-versa, então não terá problemas. Chegamos e fomos recepcionados pelo Alex.
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  - Caraca, %Li%! Você está bem? – Ele disse preocupado com ela.
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  - Eu estou sim, obrigada, Alex. – Ela sorriu enquanto eu empurrava a cadeira de rodas. Tentava, né...
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  - Sai da frente Ninguém Liga, estou passando! – Chamamos ele assim, mas é com amor. Empurrei, ou tentei empurrar, a cadeira dela pela grama, mas estava um pouco complicado. – Caraca, que droga de grama, está empatando de a roda rodar!
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  - Quem está ganhando, Felipe? Você ou a grama? – Brincou Bruno. Alex e %Li% também riam da minha cara.
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  - Rá-Rá, engraçados vocês. – Falei irritado. – Foda-se! – Parei de empurrar e carreguei %Li% no colo. – Bem melhor agora, vamos. – Ela ficou constrangida por eu ter feito isso, ainda mais depois de hoje mais cedo. Enfim, não quero falar disso com ela agora. Na verdade, eu não sei direito se quero tocar nesse assunto em algum momento. Enfim... – Pronto, chegamos! Bem-vinda ao seu novo lar, %Li%!
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  Já estava tudo arrumado. Incluindo o gato dela. Tom é um gatinho carinhoso, foi logo subindo na cama, onde eu deixei a %Li%, para pedir carinho para dona. Ele é um gato preto e branco, mais preto do que branco, bastante carinhoso, como eu disse. %Li% ficou toda agradecida pelo que eu fiz. Na verdade, foi meio que obrigação minha fazer, já que me sinto culpado pelo acidente dela. Como disse, eu não sei bem se eu quero conversar com ela sobre os sentimentos dela por mim. Não sei se me sentiria confortável com essa conversa. Na verdade, isso me deixou um pouco confuso.
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  - Amor! – Bruna disse ao entrar no meu quarto. Eu já estava na minha casa, deixei a %Li% instalada lá na outra casa de gravações e a Iara deixou comida pronta para ela. Eu disse para %Li% que qualquer coisa poderia me ligar e desde então eu não tiro os olhos do visor do celular, com a conversa da %Li% aberta no WhatsApp. – Vamos ver um filme hoje? – Bruna disse e se jogou na cama ao meu lado. Ela tem uma voz infantil, como dizem, e gosta de fazer manha imitando a voz de uma criança. Confesso que isso, às vezes, me tira do sério, um pouco.
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  - Pode ser, amor. – Respondi meio desanimado.
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  - Nossa, amorzão! – Ela falou com um bico enorme e se jogou em cima de mim. Gemi um pouco. – O que houve? Está assim por causa da %Li%? – É, não deixa de ser verdade.
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  - É, ela saiu toda apressada para resolver um problema para mim e acabou se acidentando. Me sinto culpado. – Falei sinceramente. Bruna me fitou com um olhar confuso e manteve seu bico nos lábios.
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  - Ah, deixa para lá, amor. A %Li% já está bem, né? – Afirmei com a cabeça e ela prosseguiu – Então nada de fazer essa cara carrancuda! Vamos assistir um filme para animar o astral!
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  Bruna sempre foi uma menina alegre, divertida e brincalhona. Me rendi a felicidade dela e coloquei um filme para vermos. Logo ela adormeceu, como sempre, e eu fiquei vendo o filme sem prestar atenção na história. Meus pensamentos estão voltados para o que ouvi a %Li% falar. “Eu gosto muito dele, Bruno.”, as palavras dela estão ecoando em minha mente. Adormeci pensando nisso. Não tinha outra coisa para pensar, afinal.
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  Em sonho...

  Estou deitado numa cama enorme. Parece que todo esse lugar é feito de um enorme colchão. Mas, na verdade, é o meu quarto. Olhei para o quarto e a mulher que está deitada ao meu lado não é a de sempre, é a %Li%. O que ela faz aqui? Sacudi ela devagar e ela despertou de seu sono profundo. Me viu e sorriu feliz. Se ajeitou na cama e deitou-se em meu colo. Não soube bem como reagir de imediato, mas instintivamente eu comecei a afagar seus cabelos. Ela falava que me amava e fazia carinho em minha coxa. Só agora percebi que ambos estamos nus. Mas, que raio de sonho é esse? Eu tenho plena certeza de que é um sonho, mas queria que fosse real. Será que é real? Não, não é real. %Li% se virou para mim e selou nossos lábios num beijo tão quente e gostoso. Ao nos separarmos, ela chamou por mim.
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  - Felipe! Felipe! Ela falava, mas não saía a voz da %Li%, mas sim da Bruna. Bruna? – Amor, acorda! Acordar?
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  Fim do sonho...

  Bruna me sacudia para que eu acordasse. Na certa eu estava delirando e falando enquanto dormia. Espero que eu não tenha dito o nome da %Li%... despertei finalmente do meu sonho e vi que Bruna me encarava com cara de espanto. Perguntou se eu estava bem e eu disse que sim. Foi só um sonho. Ela me disse que eu murmurava coisas aleatórias e que me debatia muito na cama, por isso ela acordou. Ainda bem que não falei o nome da %Li%. Isso seria difícil de explicar. Ela dormiu novamente e eu continuei pensando. Olhei para o visor do celular e vi que eram quase 2h da manhã. O que será que a %Li% está fazendo agora?
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  FIM POV FELIPE

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Lelen
  - Mas, Felipe, pelo amor de Deus! Você tem que ir nesse evento, é importante... – a interrompi novamente." Leia mais »

Fora que tu simplesmente jogou o trabalho todo da menina fora, né? IMAGINA O ESFORÇO PRA ENCAIXAR TUDO NA AGENDA E TU SÓ MANDA CANCELAR TUDO, PQP

Lelen
  - Não precisa, Bruno. – Eu disse taxativo e ambos me olharam espantados – %Li% vai lá para casa. –…" Leia mais »

Mandão u.u

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