Let me save you, Diana


Escrita porMaria Luiza
Revisada por Bella


CAPÍTULO IV • Sonhos

  "Eu vou te achar, Diana, vou te fazer só pra mim, vou fazer amor com você, até não aguentar mais!! Vou te fazer só minha "
  Diana soltou um grito e quando percebeu que Harry estava tentando acalma-la, se assustou mais e deu um soco em seu rosto. Harry se afastou entendendo que a garota precisava de espaço.
  – Ai meu Deus, Harry, o que aconteceu lá dentro? – Gemma, que estava dormindo na casa do irmão, perguntou assim que viu o rosto do garoto. - Ela se assustou, acho melhor você ir conversar com ela, Gem, pra tentar acalmar as coisas.
  - Di? - Gemma abriu a porta e viu a menina encolhida e chorando. - O que aconteceu? - ela se aproximou sentando na cama perto da menina. Diana confiava somente em uma pessoa, Gemma, somente nela, não sabia o porquê de tudo isso, ninguém sabia.
  – Ele me ‘persegue', Gem, ele vai me achar de novo - ela disse em meio ao soluços.
  – Não vai! Estamos aqui, Paul colocou seus amigos la fora, ele não vai te achar! - ela fez um leve carinho no cabelo de Diana. - Você fez um belo estrago no rosto do Harry! - Gemma riu fraco e Diana se afastou.
  – Foi muito feio mesmo? - ela colocou a mão no rosto preocupada e Gemma negou com a cabeça.
  – Como está seu coração em relação a ele? Ainda confuso? - Diana assentiu.
  – E com medo - acrescentou. - mas me sinto segura quando ele está por perto. - Gemma sorriu, ela tinha um carinho grande por Diana, como se fosse sua irmã mais velha e sentia a responsabilidade de cuidar da garota.
  – Dorme mais, meu anjo, estaremos lá na sala.
  Na sala, Harry pensava sobre o que faria a respeito da garota, se conseguiria achar o responsável por tudo. Harry, com o gelo no lugar acertado, estava sério.
  – Fala alguma coisa, Hazza! – Gemma protestou depois que voltou.
  – Eu só quero acabar com isso e mostrar pra ela que comigo vai ser diferente. - ele disse fitando o chão/
  – Vou para o quarto de hóspedes, tudo bem? Se precisar de mim, me chame. Boa noite. – ela deu um beijo na testa do irmão e seguiu para o quarto.
  Harry não conseguia voltar a dormir, muito menos Diana, que se levantou da cama vestiu seu roupão por cima de seu pijama por conta do frio que fazia e seguiu até a sala, onde Harry estava deitado assistindo qualquer coisa na TV. Diana adentrou a sala e se assustou ao ver o estrago que tinha feito no rosto do amigo, que riu com sua expressão.
  – Eu to bem, não se preocupa - Diana se aproximou um pouco e sentou na poltrona que ficava um pouco longe de Harry.
  – Me desculpa - a garota sussurrou e Harry a olhou surpreso - eu levei um susto - ela completou.
  - 'Tá tudo bem, Di, não sinto mais dor - Harry piscou e deu um sorriso. Diana abaixou a cabeça e colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha, a menina havia corado e Harry tinha percebido isso e soltou um leve sorriso.
  – Olha, se você quiser dormir aqui na sala, podemos assistir um filme pra você dormir mais calma - Diana assentiu se levantou e sentou no mesmo sofá que o garoto, mas ainda se mantinha longe.
  O filme rolava e Diana estava quase dormindo, mas lutava contra seus olhos.
  – Você quer um chá? - Harry perguntou e ela assentiu. Quando Harry voltou para sala, Diana estava deitada no sofá e quase dormindo. - Hey, pequena, seu chá - ela levantou olhando para o menino que estava na sua frente, pegou sua xícara e assentiu como agradecimento, Harry sorriu na esperança dela sorrir de volta, mas nada aconteceu.
  De repente o silêncio tomou o lugar da sala, Harry às vezes olhava para Diana, que mantinha seus olhos fixos no filme, O Diário de Uma Paixão, um dos filmes favoritos tanto de Harry quanto de Diana, que já estava chorando por causa do filme.
  – Você está mais calma? Consegue dormir? - Diana assentiu e Harry se levantou, seguindo para seu quarto. - Boa noite, pequena - Ela assentiu, Diana fez o mesmo, mas antes, colocou sua xícara na pia da cozinha, foi ao banheiro para fazer suas necessidades rápidas e seguiu para o quarto, onde Harry já havia deitado em seu colchão e estava dormindo. Ela parou e o observou por um momento, deu um leve sorriso mas logo se desfez, seguiu até a cama e se aconchegou.
  – Boa noite, Hazza - ela disse fraco. Diana não viu, mas Harry sorriu ao ouvir a voz da menina.

  Harry levantou com o cheiro de chá inalando em seu nariz, olhou através da cortina e viu que já era de manhã, era um lindo dia em Londres, se levantou, vestiu sua bermuda e seguiu até a cozinha, se deparou com Diana fazendo seu chá e preparando o do Harry também, a mesa estava com pães, torradas e panquecas.
  - Bom dia. - ele disse se aproximando um pouco da garota, que corou quando viu que ele estava somente de shorts. Ela viu todas as suas tatuagens e seus músculos, teve vontade de tocar nele e abraça-lo. Diana somente assentiu. - Imagino que Paul foi até o mercado e comprou isso para você? - mais uma vez ela assentiu. Aproximou-se e entregou a xícara para Harry, ela sabia que ele preferia chá em vez de café na parte da manhã. - Obrigado. Você quer sair hoje? Nós vamos ir para o estúdio, quer ver meu trabalho? – Diana assentiu e voltou a se concentrar no que fazia na cozinha.

  – Diana, está pronta? – Harry gritou e Diana se assustou um pouco, mas logo se acalmou. Harry iria gritar mais uma vez, mas parou assim que viu a garota descendo as escadas. – Está bem? Que cara é essa? – perguntou se aproximando dela, tocou lhe de leve a face, mas Diana logo se afastou.
  – Promete que não vai deixar ninguém me ver? – ela perguntou fraco olhando para chão.
  – Ei, estou te levando porque sei que é seguro, ninguém irá te ver, ok? Tem minha palavra – disse firmemente vendo a assenti a cabeça.
  Quando chegaram ao estúdio, todos ficaram surpresos por ver Diana ali, já que a moça nunca saía para esses encontros.
  – Diana! Querida, como está? – era uma das estilistas, que também sentia um carinho grande por ela.
  Enquanto Diana estava distraída com algumas roupas que Caroline mostrava a ela, Harry a observava, sorrindo, nunca fora assim, de querer proteger alguém. No estúdio tudo ocorreu bem, Diana estava fechada por fora, mas por dentro se sentia protegida por ter os meninos ali do seu lado.

CAPÍTULO IV
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