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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Dark Shadow

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Prólogo

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

  Brasil, final de junho de 2014 - Copa do Mundo

  A família Yoshida, quase toda de origem japonesa, caminha feliz por entre tantas outras famílias que vão em direção à entrada do templo do futebol: Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro. O pai, descendente de japonês, senhor Hiroki Yoshida caminha com seu filho mais novo no colo, o pequeno e alegre Fuyuki de 6 anos de idade que é um legítimo japonês. Ao lado dele, caminha sua esposa Harumi Yoshida que é nascida no Japão e sua filha mais velha, %Ali% Yoshida que tem 16 anos.
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  O jogo que vai ser realizado hoje pouco importa para eles, o intuito real é o passeio em família que não é feito há tempos. É a primeira vez que o pequeno Fuyuki vai a um estádio de futebol e nada melhor do que começar pelo Maracanã, não é mesmo? Quase toda família gosta de futebol, a única que não vê nada interessante no esporte é a %Ali%. Esse é um dos motivos dela estar usando headphones agora.
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  — Espero que esteja ouvindo a narração do jogo, filha — diz Hiroki em tom de brincadeira para a filha, a garota olha para ele e tira um dos lados do headphone que está postado no topo de sua cabeça tocando música muito alto.
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  — Falou comigo, papai? — diz ela.
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  — Não — às vezes, Hiroki desiste de tentar voltar a ter a atenção da filha. Isso dói no homem, não saber como ter sua garotinha de volta. — Quer sorvete? — questiona ele, mudando de assunto.
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  — Não, papai, obrigada. Mas, acho que o Fuyu quer — brinca ela ao ver a cara de “pidão” que o irmão faz ao olhar para o pai.
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  — Quer sorvete, garotão? — questiona o homem, olhando para o pequeno.
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  — Quero, papai! — responde ele, animado.
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  Hiroki ri e ajeita o filho nos braços caminhando até a barraca onde vende sorvete, eles ainda não entraram no estádio. A mãe de %Ali% se aproxima da filha e cutuca ela.
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  — Oi, mamãe — diz a jovem retirando os headphones totalmente e encarando a mãe que parece ser quase da idade da filha.
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  — Seu pai quer se aproximar — diz ela com a voz doce —, ele quer se desculpar por tudo, por favor, dê uma chance para ele — a jovem suspira pesadamente. Esse assunto incomoda um pouco.
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  — Mamãe, ele fez algo errado…
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  — Eu sei que ele fez e você sabe que não foi culpa dele. Ele não teve escolha, %Ali%-chan — a voz de Harumi endurece levemente. Tinha perdido a conta de quantas vezes explicou para filha a mesma coisa.
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  — Ok, mamãe. Já sei a história, mas também sei que o que ele fez vai continuar afetando a gente — argumenta ela e completa: — Tenho medo pelo Fuyu que é só uma criança!
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  — Acha que eu também não tenho medo?! — diz a senhora Yoshida mais energicamente e com a voz embargada.
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  — Me desculpe, mamãe — %Ali% sabe que esse assunto também incomoda toda a família por ser muito delicado. A jovem dá um abraço terno na mãe, que discretamente enxuga algumas lágrimas.
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  Hiroki e Fuyuki voltam com dois potinhos de sorvete com grandes bolas de chocolate. O rosto do pequeno está quase todo melado de sorvete. Hiroki vê a esposa e a filha abraçadas e sente o clima um pouco tenso, mas resolve não perguntar o que houve. Abre um caloroso sorriso e oferece sorvete para elas novamente, que aceitam uma colherada.
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  A família Yoshida volta a caminhar, rindo e observando a grandeza do Maracanã cada vez mais perto deles. O garotinho, que agora está andando com seu pote de sorvete nas mãos, se lambuzando enquanto anda meio desengonçado. %Ali% anda atrás do irmão e seus pais mais atrás.
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  Antes deles começarem a subir a rampa de acesso ao estádio de fato, ouvem um barulho muito alto. O pai de %Ali% olha para trás e vê a correria, puxa a esposa e a filha para o lado e carrega o filho no colo.
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  — Corre, Harumi, pega nossos filhos e corre! Some, daqui! — eles trocam olhares aflitos. Fuyuki vai para o colo da irmã, chorando assustado.
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  — Onee-chan! — chora o garoto, agarrado no pescoço da irmã.
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  — Papai! Aonde vai? Vem com a gente! — %Ali% grita, com urgência, agarrando o braço do pai com a mão livre enquanto a outra abraça carinhosamente o irmão aninhado.
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  — Não posso, vocês vão correr perigo se eu for junto. Vão, vão!
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  Angustiado com a resistência, Hiroki empurra a filha e a esposa, as obrigando a correr. O homem corre na direção oposta, olhando para trás assustado.
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  %Ali% não viu mais nada, mas o barulho dos tiros que ouviu foram o suficiente para fazer a garota gritar e se virar de repente.
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  — Papai!!!
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