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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Dark Shadow

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 9 • Kyoto

Tempo estimado de leitura: 47 minutos

  As meninas perderam o jogo de ontem, elas ficaram tristes, principalmente %Ali% já que carregou toda a culpa da derrota para si, mesmo que seus amigos tentassem convencê-la do contrário. %Keigo% e os outros passaram todo o restante da tarde na praça que costumam frequentar, conversando e tentando distrair as meninas da partida, que não foi decisiva para desclassificá-las do torneio. Apesar de ser competitiva esportivamente, não foi isso que preocupou %Ali% durante todo o dia de ontem, e sim a aparição daquele homem asqueroso e sua cicatriz horrenda. Ela não quis contar o que viu, pois não tem certeza se realmente viu o homem ou se foi uma peça de mau gosto de sua mente.
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  O tal homem da cicatriz também habita os pensamentos de %Keigo% que, assim como %Ali%, não para de pensar nele. É por isso que o jovem acordou cedo esta manhã e está agora em frente a um conjunto de prédios simples que há no subúrbio de Yokohama, o bairro é tranquilo, quase não passa veículos e é bastante silencioso. Ideal para alguém como ele morar. %Keigo% está com as mãos dentro dos bolsos de seu casaco, faz um pouco de frio já que nem deu sete horas da manhã, é primavera na cidade e as flores enfeitam as árvores do ambiente. Uma movimentação suspeita chama a atenção do olhar atento do jovem que se desloca da árvore onde está e caminha lentamente em direção ao estacionamento. Logo ele vê o tal homem, reconhecendo-o na hora.
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  %Keigo% acelera o passo para alcançar o mais velho que parece não notar a presença de mais alguém ali.
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  — Yanar-san? — %Keigo% chama a atenção do mais velho que levanta seu olhar da porta de seu carro e encara o jovem.
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  — %Keigo%-kun? — surpreende-se ele vendo o rapaz se aproximar mais, dando a volta no carro do outro. — O que faz por esses lados da cidade, senhor?
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  — Vim falar com o senhor, é algo importante — diz o rapaz, incisivo.
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  — Receio que tenha que ser em outro momento, %Keigo%-kun, eu preciso… — Yanar já ia colocando novamente as chaves na fechadura do carro, mas %Keigo% segura sua mão.
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  — E eu receio que tenha que ser agora, Yanar-san — diz ele, firme. O homem vê que não terá como fugir do jovem Murakami e se dá por vencido.
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  — Quer tomar um café ou um chá?
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  — Aceito um copo d’água.
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  Os dois seguem até o apartamento de Yanar que fica no terceiro e último andar de um dos prédios. Yanar Hattori é um dos funcionários do tio de %Keigo%, trabalha com ele há anos e conhece %Keigo% desde criança, então criou um laço afetivo com o jovem, tem muito apreço por ele. O jovem Murakami tem reciprocidade também e o vê como um pai, assim como Hiroshi, motorista da família.
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  O jovem Murakami se acomoda no sofá confortável do pequeno apartamento do mais velho e o vê caminhar até a cozinha para pegar água para %Keigo%, segundos depois ele retorna com uma bandeja com dois copos e uma jarra cheia d’água. Yanar a repousa na mesinha de centro, enchendo os copos e servindo um deles a %Keigo% que agradece com um gesto de cabeça, bebericando um gole do líquido.
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  — O que o senhor deseja, %Keigo%-kun? — diz o mais velho em tom de respeito e acomoda-se na cadeira acolchoada que há ao lado.
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  — Quero saber o que fazia rondando o meu colégio? — indaga %Keigo% de maneira direta, fato que não surpreende Yanar que sabe que o jovem é assim.
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  — Bom, senhor, o que eu posso dizer é que estava lá a mando do seu tio — responde ele, simplesmente.
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  — O que ele quer por lá? Me vigiar eu sei que não é — instiga.
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  — Isso eu não posso te dizer, senhor — Yanar se ajeita na cadeira, consertando sua coluna para que fique reta, e bebe um gole da água.
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  — Desde quando tem segredos comigo? — a pergunta tem um tom de indignação, mas ainda é feita com respeito.
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  — Perdão, %Keigo%-kun — diz Yanar, abaixando a cabeça e encarando o chão. — O senhor sabe como o senhor Hyakume é — diz, referindo-se ao tio de %Keigo%.
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  — Tisc… — ele resmunga em resposta. — Meu tio é indiferente a mim, eu sei que há algo a mais e sei também que tem a ver com a %Ali% — a menção do nome da %Ali% faz Yanar se incomodar, alertando-se, e isso logo é notado por %Keigo%. — Não minta para mim, Yanar-san — pede o jovem.
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  — Eu realmente não posso dizer, senhor, mas… — ele hesita e volta a olhar nos olhos de %Keigo%.
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  — Mas…
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  — O senhor gosta da senhorita Yoshida?
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  — Como sabe o sobrenome dela? — rebate %Keigo%.
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  — Gosta ou não? — Yanar ignora a pergunta, mantendo-se firme.
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  — Estou apaixonado por ela e faria qualquer coisa para protegê-la. Qualquer coisa — enfatiza %Keigo%, também firme.
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  — Ela é uma jovem bonita e boa pessoa — diz o homem em tom de arrependimento.
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  — Por que a perseguiu?
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  — Se quer um conselho de alguém que lhe tem muito respeito, %Keigo%-kun: tome conta da jovem Yoshida — avisa o mais velho, ignorando a pergunta do outro, e %Keigo% coloca o copo de água sobre a mesinha e levanta-se, ansioso. Yanar o acompanha.
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  — O que quer dizer com isso, Yanar-san? — ele tem medo da resposta.
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  — Digamos que o seu tio, senhor, é um homem capaz de tudo para obter êxito em seus objetivos — diz. — Tenha cuidado. Eu já falei demais, senhor, não me obrigue a falar mais — pede o homem também colocando seu copo sobre a mesinha.
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  — Só te peço mais uma coisa.
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  — O que, senhor?
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  — O meu tio, por acaso, tem a ver com a família Yoshida? De alguma forma eles estão ligados? — o olhar firme de %Keigo% é sustentado por Yanar.
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  — %Keigo%-kun…
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  — Me diga! — brada %Keigo%, perdendo a compostura, mas recuperando-se em seguida.
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  — O senhor mesmo disse que seu tio não me mandaria lá em seu colégio por sua causa — Yanar diz, sendo o suficiente para %Keigo% concluir o que imaginava.
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  Ele não diz mais nada, apenas agradece pela água e deixa o apartamento, seguindo o caminho até seu colégio que fica longe dali. Sua vontade é de voltar ao apartamento de Yanar e desferir-lhe vários socos em sua cara no momento em que ele confirmou indiretamente que perseguiu a %Ali%, mas ele não fará isso. O jovem pedala sua bicicleta, a caminho do colégio, pensando nas palavras de Yanar. Imediatamente sua mente pensa em uma pessoa: seu tio.
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  Hyakume Murakami, irmão mais velho do falecido pai de %Keigo% que teve que cuidar do sobrinho depois do falecimento trágico dos pais do garoto na época. Hyakume nunca demonstrou afeto por %Keigo% e, desde cedo, ele notou isso no tio. Realmente ele se apegava a Hiroshi e Yui que sempre o tratavam com muito carinho. Yanar foi o último a ter afeto por ele, mas ainda assim mais do que o próprio tio. Os negócios do mais velho o mantiveram longe de casa e %Keigo% sente-se aliviado por isso, já que a presença do tio é sempre um tormento para ele. Cobranças e mais cobranças. Mesmo assim, %Keigo% não consegue sentir raiva do tio, o que sente é uma incógnita para o jovem.
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  Quase uma hora depois, finalmente %Keigo% consegue chegar até o colégio, minutos antes do portão se fechar completamente. Não há mais ninguém no pátio e ele segue direto para sua sala, subindo correndo as escadas. Pedindo desculpas pelo atraso, %Keigo% adentra à sala de aula, encontrando todos os alunos já sentados e o professor Kirigaya entrando segundos após sua chegada. Mesmo o mais velho não tendo visto seu atraso, %Keigo% pede desculpas por isso e senta-se junto com os demais. Discretamente, ele troca olhares com os irmãos Aikyo e escreve um bilhete para ambos. Uma mensagem clara.
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%Kei% 😝: “Confirmei o que eu suspeitava. Reunião no terraço na hora da reunião dos clubes. Sem a %Ali%!”
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  Kohshi e Take trocam olhares entre si e com %Keigo% que mantém sua feição séria. Eles sabem que algo está errado e sentem medo por isso. O que mais querem agora é que as horas passem rápido e a reunião chegue para saberem o que %Keigo% descobriu de fato.
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  Uma coisa é certa: Hyakume Murakami tem algo a ver com a perseguição a %Ali%.
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  E a pergunta que paira é: por quê?
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  Nesta mesma semana…

  Não houveram eventos ruins ligados a %Ali% durante a semana. Para alívio dos amigos e da própria jovem que, mesmo implorando, teve seus passos acompanhados por um dos rapazes. Praticamente eles não a deixaram sozinha nem por um minuto, principalmente na volta para casa, sempre um deles ou todos a acompanhavam. O que %Ali% não sabe é que os rapazes suspeitam fortemente que a perseguição de Yanar contra ela tem a ver com o tio de %Keigo%, Hyakume. Ela imagina que tenha algo a ver com o seu pai e as dívidas de jogo que ele ainda tem. O que precisa ficar claro para ambos é: o que os dois fatos têm a ver um com o outro?
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  Não será agora que se revelará.
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  Antes disso, o que ocupa a mente de %Ali% é a proposta feita por %Keigo% hoje pela manhã quando eles estavam caminhando rumo à biblioteca do colégio. O jovem propôs novamente de viajarem no final de semana, vulgo amanhã, para a cidade de Kyoto que fica a 444 km de Yokohama. Ele sugeriu isso como uma tentativa de distrair %Ali% do ocorrido com ela e também para aproximar os dois. Há várias opções para fazer o deslocamento até lá, o sugerido por %Keigo% é o trem, totalizando uma viagem de 2h30min.
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  À princípio, a jovem achou que ele tivesse sugerido uma viagem em grupo, assim como foi o acampamento das férias de verão, porém, quando ele segurou suas mãos e olhou no fundo de seus olhos dizendo que queria viajar apenas com ela, %Ali% finalmente percebeu as intenções de %Keigo%. Tais intenções foram externadas por eles instantes depois quando ele confessou que gostaria de ficar à sós com ela para conversarem como um casal e que ele gostaria, após a viagem, conversar pessoalmente com os pais de %Ali% e pedi-la formalmente em namoro. Tal revelação surpreendeu a jovem que achou que ele fosse esperar mais algum tempo, mas pelo visto %Keigo% quer realmente ficar com ela, %Ali% sente que ele não está brincando quando diz as palavras daisuki da, %Ali%
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  — %Ali%?! — chama Harumi pela terceira vez e finalmente %Ali% olha para a mãe que está em pé perto da porta de seu quarto.
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  — Ah, mamãe, perdão — diz a moça, levemente envergonhada.
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  — Está no mundo da lua, querida? — brinca a mulher entrando mais no quarto e sentando-se ao lado da filha na cama.
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  — Um pouco, eu estava pensando — responde %Ali% vendo a mãe começar a dobrar algumas roupas que logo ela percebe serem de seu irmão.
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  — O que te aflige, filha?
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  — %Keigo% me fez uma proposta hoje de manhã — inicia a jovem, puxando uma camisa do irmão e dobrando-a sobre as pernas.
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  — Que tipo de proposta? — instiga.
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  — Uma viagem para Kyoto amanhã. Na verdade, ele já tinha proposto isso, mas acabamos nos esquecendo do assunto — explica ela.
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  — Oh, Kyoto é uma cidade mágica! — exclama Harumi colocando mais uma camisa dobrada na pequena pilha ao seu lado e pegando outra peça para dobrar.
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  — Conhece lá, não é?
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  — Ah, sim, foi lá que eu e seu pai começamos a namorar e… bom… — Harumi solta uma risadinha travessa e %Ali% a olha, confusa.
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  — E o que, mamãe?
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  — Nós tivemos a nossa primeira vez em Kyoto — confessa e vê a filha espantar-se, ficando nervosa de repente. — Acalme-se, querida.
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  — Não é isso que você está pensando, mamãe, eu não…
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  — Não estou pensando em nada, %Ali% — diz Harumi com calma e repousa as mãos sobre o colo.
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  — Oh, Deus… — resmunga a garota, nervosa e Harumi ri levemente.
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  — Não é porque seu pai e eu tivemos nossa primeira vez em Kyoto que você e %Keigo% também tenham que ter — %Ali% arregala o olhar com a afirmação da mãe.
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  — Eu não estava pensando nisso e tenho certeza de que o %Keigo% também não…
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  — Eu sei que não, sua boba, não precisa ficar nervosa — Harumi continua rindo. — É isso que está te afligindo? — retoma o assunto e empilha mais um short do filho.
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  — Não — responde %Ali% pegando mais uma peça para dobrar. — Na verdade, eu queria saber se eu posso ir? Bom, acho que papai ficará incomodado se eu viajar somente com o %Keigo% — deduz a jovem.
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  — Basta dizermos que você irá com a turma inteira — diz Harumi, dando de ombros, e empilha mais peças em suas respectivas pilhas. %Ali% volta a arregalar o olhar.
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  — Mamãe! — espanta-se. — Mentir para o papai? Ele ficará furioso caso saiba a verdade.
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  — Ele não saberá — reforça. — Deixe seu pai comigo e arrume suas malas. Ah, leve roupas de frio, Kyoto costuma fazer frio à noite nesta época do ano — aconselha a mais velha.
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  — Obrigada, mamãe…
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  — Hm, leve aquele vestido que eu te dei no Natal! Ficará lindo em você, querida, e ainda nem o usou.
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  — Não me lembrava dele — %Ali% levanta-se da cama brevemente para ir até seu guarda-roupas e pega o vestido citado em meio aos outros pendurados no cabide. — É lindo… — comenta ela para si mesma enquanto caminha de volta para a cama.
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  — %Keigo%-kun irá adorar quando te ver — afirma Harumi com um sorriso nos lábios. — Que horas ele vem amanhã?
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  — Não sei, ainda não disse se iria com ele.
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  — Pois avise que você vai — ordena a mais velha.
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  — Eu direi! — anima-se %Ali%, pegando o celular sobre a escrivaninha.
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  — Filha — chama Harumi e recebe a atenção dela. — %Keigo% gosta mesmo de você, não é?
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  — Ele se confessou para mim, mamãe — confessa %Ali% e recebe um suspiro surpreso da mãe. — Ele disse que virá aqui para pedir a minha mão em namoro para você e papai, acho que será após a viagem.
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  — Hmmm, que bom, tenho tempo para acalmar os ânimos do seu pai, vide o primeiro encontro desastroso dele com o %Keigo% — lembra ela.
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  — Oh, Deus, verdade…
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  — Não se preocupe com isso, eu resolvo — Harumi pisca para a filha e carrega a pilha de roupas dobradas. — Se precisar de ajuda para arrumar a mala, me avisa, tá?
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  — Está bem, mamãe, obrigada.
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  Harumi sorri e deixa o quarto. %Ali% também sorri aliviada e finalmente manda uma mensagem para %Keigo% confirmando a viagem.
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  Enquanto isso, na casa dos Murakami…

  — Eu não tenho o que vestir! — brada %Keigo%, jogando mais uma calça para cima, irritado com as poucas roupas que tem. Pelo menos na visão dele é assim.
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  — Meu menino, você tem tantas roupas que ainda não usou — lembra Yui, risonha.
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  — Yui-san, eu vou viajar com a %Ali%! E se eu for com roupas feias e ela não quiser mais ficar comigo? — indaga ele em tom desesperado, virando-se para a mais velha.
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  — %Keigo%-kun, creio que a %Ali%-chan não seja esse tipo de garota — brinca ela, ainda rindo. — Venha cá — ela chama e puxa uma das mãos do jovem que a segue até sua cama, ambos se sentam —, você tem inúmeras roupas lindas que ainda nem usou.Vamos separar e ver quais ainda servem para vestir e arrumar sua mala, está bem? — diz com a voz calma.
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  — Você tem razão, Yui-san — %Keigo% diz com a voz mais branda.
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  —  Além do mais, você fica lindo de qualquer maneira, meu menino — completa a mais velha.
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  — Eu estou um pouco nervoso — confessa.
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  — Nem reparei — Yui brinca e levanta-se novamente da cama, caminhando até o armário do jovem. — A %Ali%-chan parece gostar realmente de você, não precisa ficar inseguro, hm? — ela pega algumas camisas e calças jeans. — Cadê o meu jovenzinho confiante que eu criei?
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  — Tem razão — corado %Keigo%, levantando-se para ajudar Yui a segurar as roupas que ela retira do armário. — Mas…
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  — Entendo seu nervosismo — compadece ela. — Também fiquei assim quando saí com o meu primeiro amor — ela solta uma risadinha.
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  — Yui-san! — espanta-se %Keigo%, ficando envergonhado. — Eu…
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  — Não fique vermelho, meu querido, eu conheço você. Eu sei que está apaixonado pela moça.
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  — Ah, eu… é, eu estou sim — confessa ele com um sorriso bobo no rosto.
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  — E ela por você — afirma Yui. — Formam um casal fofo. Coloque as roupas na cama, querido, têm muitas aqui — pede ela, mudando de assunto.
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  %Keigo% alarga o sorriso e faz o que Yui pediu, jogando as roupas em sua cama. Antes de retornar para onde estava e continuar ajudando Yui, ele vê seu celular tocar brevemente anunciando uma nova mensagem. Ele desbloqueia o aparelho, abrindo a mensagem e sorrindo ainda mais, se é que é possível tal feito. O motivo é a confirmação de %Ali% na viagem à Kyoto. %Keigo% quer gritar de felicidade, quer que todos saibam que ele é o jovem mais feliz agora, mas se contém, apenas sorrindo e mandando um áudio para %Ali% como resposta.
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%Kei% 😝: “Não vejo a hora de ficarmos juntos nessa viagem. Eu… eu te… eu te busco amanhã.”
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  Não era bem esse o conteúdo que havia planejado em sua mente, mas o jovem Murakami prefere deixar assim. Ele queria mesmo era dizer a tal palavra com “A” que habita em seu peito.
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  Na manhã seguinte

  %Keigo% havia acordado antes do planejado. A ansiedade pela viagem com %Ali% ao seu lado quase não o deixou dormir à noite. Por isso, ele já estava na estação de trem uma hora antes do combinado com %Ali%. Anteriormente, o jovem tinha combinado com Hiroshi, motorista de seu tio, para levá-lo até Kyoto que é perto de Yokohama, mas o motorista teve que fazer um trabalho de urgência para o tio de %Keigo% e não estaria disponível para fazer tal viagem. Mesmo irritado com esse fato, que ele julga ter sido proposital por parte do Murakami mais velho, %Keigo% resolve deixar para lá. Nada poderia estragar seu passeio com %Ali%, ele tem muitos planos para esses três dias que passarão juntos, há muita coisa que ele quer dizer a ela e precisa ser assim: à sós.
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  %Keigo% vira o rosto, de repente, e vislumbra o semblante de %Ali% caminhando ao lado da mãe e do irmão mais novo. Ela está tão linda. Usa um vestido xadrez com predominância da cor lilás, a alça fina, por cima do vestido ainda o compondo há um segundo vestido de tule também na cor lilás, de mangas compridas. Para finalizar, %Ali% usa uma sapatilha bege e os cabelos soltos na altura abaixo de seus ombros, a franja cobrindo um pouco seus olhos. Assim que o vê, ela sorri abertamente e %Keigo% não consegue evitar sorrir também.
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  — Bom dia, %Keigo%-kun! — diz a mãe de %Ali% assim que se aproximam do garoto.
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  — Bom dia, senhora Yoshida — responde ele, educado e sorridente. — Bom dia, %Ali% — o olhar apaixonado dele a faz derreter por dentro.
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  — Bom dia, %Kei% — %Ali% responde, sem jeito.
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  — Uma pena não conseguirem ir de carro, mas certamente a viagem de trem será muito melhor para vocês aproveitarem a paisagem pelo caminho — comenta Harumi.
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  — Oh, sim, a senhora já foi à Kyoto, né? — indaga %Keigo%.
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  — Sim, há muitos anos — recorda-se Harumi, saudosa. — Espero que aproveitem bem a cidade — diz ela sorrindo para os dois. — Tirem muitas fotos.
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  — Iremos sim, senhora — concorda %Keigo%, não notando o conselho a mais que a mulher deu por trás de sua frase.
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  — Vamos? — chama %Ali% tentando afastar %Keigo% de sua mãe para ela parar de falar tais coisas enigmáticas.
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  — Vamos sim — concorda e puxa a mala de rodinhas que a mãe de %Ali% puxava. — Eu levo — oferece e puxa sua mala e a de %Ali%.
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  — Não ficará pesado?
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  — Está tudo bem, %Ali% — ele sorri e se despede da mais velha.
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  Assim que dá um beijinho no irmão e se despede da mãe, os dois vão embora e %Ali% e %Keigo% ficam sozinhos. Ambos caminham até o local de embarque.
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  — Achei que iríamos de trem — comenta %Ali% estranhando o caminho para onde estão indo.
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  — E vamos — diz %Keigo%, ajeitando as malas nas mãos e voltando a puxá-las. — Vamos naquele trem — ele aponta para o trem de luxo, cuja passagem é mais cara, e %Ali% arregala o olhar.
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  — Esse trem é caro, %Kei%! — espanta-se, parando de andar. — Não posso…
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  — Eu já paguei a passagem, %Ali% — diz o óbvio e completa, aproximando-se dela: — Nossa primeira viagem após nos declararmos um para o outro tem que ser confortável e linda. Quero o melhor para o início de nossa relação.
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  Ele sorri e segura a mão dela, beijando seu dorso em seguida. %Ali% arrepia-se sem controlar suas reações e apenas concorda com a cabeça, ficando envergonhada com as palavras dele, mas concordando mentalmente com ele. Seu desejo também é que o início de sua relação com %Keigo% seja a mais linda possível e essa viagem é o estopim para isso.
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  Kyoto é considerada pelos japoneses a província mais cultural que há no país. Por isso é bastante visitada por turistas nacionais e internacionais. Esse foi um dos motivos pelo qual %Keigo% escolheu essa cidade, além de ser mais perto de Yokohama e eles poderem ir de trem, podendo assim ficar um pouco mais de tempo na cidade. Um pouco mais de tempo sozinhos.
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  Após entrarem e se acomodarem em uma confortável cabine exclusiva para eles, %Keigo% e %Ali% sentem o trem começar a percorrer os trilhos que levam à Kyoto. Os dois começam a conversar, logo de cara, sobre os sentimentos que têm um pelo outro. %Keigo% é claro quando diz que desde a primeira vez que a viu que enxergou uma potencial amizade, que ele não pretendia se apaixonar por ela, mas acabou sendo inevitável o sentimento surgir e tomar conta dele. Já %Ali% confessa que não achou que eles fossem ficar amigos tão rápido, ainda mais quando se tratava do primeiro encontro deles. Ela ainda disse que foi difícil tirar a primeira impressão ruim que tinha de %Keigo%, já que ele literalmente a fez cair da escada.
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  Os dois jovens agradecem ao serviço do trem que levou um carrinho com algumas bebidas refrescantes e petiscos para degustar. Enquanto comem, a conversa sobre sentimentos ainda rola até que algo acontece.
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  — … é claro que eu irei até… — %Keigo% dizia quando é interrompido pelo barulho de um tiro que estraçalha a vidraça da janela caindo toda sobre %Ali% que está sentada próxima à ela.
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  — Ahhh!! — grita a jovem, assustada.
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  — Abaixe-se!
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  %Keigo% joga seu corpo sobre %Ali%, protegendo-a e ergue um pouco o rosto para ver a janela com o vidro quebrado. Mas o que está havendo? Ele põe os braços sobre a cabeça de %Ali%, envolvendo-a, e a joga no chão ainda protegendo a jovem com seu corpo. Ouve-se uma gritaria generalizada no trem e %Keigo% sente o impacto do freio de emergência ser acionado. O trem para e ele observa algo que o intriga. Sem querer alarmar %Ali%, ele a afasta um pouco para ver como ela está.
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  — Está tudo bem? Se machucou? — indaga ele, preocupado.
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  — Nã-Não — %Ali% gagueja, trêmula. — Eu… o que houve, %Kei%?
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  — Não sei — responde o Murakami ainda intrigado com o objeto brilhante que está em seu campo de visão. — Melhor sairmos daqui — diz ele, levantando-se e ajudando %Ali% a se levantar também.
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  — Preciso ir ao banheiro — avisa.
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  — Tudo bem, vá ao banheiro que eu te encontro aqui na frente, ok?
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  %Ali% assente e deixa a cabine, passando pelas pessoas agitadas e assustadas. Antes que qualquer pessoa entrasse ali de novo, %Keigo% cata o objeto brilhante e comprova se tratar da cápsula da bala que atingiu o vidro do trem. Esse tiro poderia ter pego em %Ali%, por sorte não pegou, sorte não pegou no próprio %Keigo%.
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  O jovem Murakami vira a cápsula, olhando para o fundo e comprovando aquilo que temia. Não poderia ser. Por quê? Por que ele estaria envolvido nisso? Porém, %Keigo% não tinha dúvidas do envolvimento dele nisso. Gravada no fundo da cápsula haviam duas letras, as iniciais “AY” e ao lado o símbolo da organização para qual ele trabalha, uma águia de asas abertas. Aquela bala pertence a um homem e %Keigo% o conhecia bem.
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  Akuma Yasuda é o braço direito de Hyakume, tio de %Keigo%. Akuma é conhecido como um cão de guarda, um homem sem escrúpulos e que, definitivamente, deveria estar preso. Ele anda por aí com uma arma na cintura carregada de munições personalizadas com sua marca, por isso, %Keigo% tem tanta certeza de que essa cápsula veio da arma de Akuma. O que resta saber é o porquê dele ter atirado contra o trem onde %Keigo% e %Ali% estão justamente na cabine deles. Mais uma questão que agora intriga o jovem Murakami é o motivo pelo qual seu tio está envolvido. Sim, pois ele sabe que Akuma não atira em ninguém que não seja por ordem do chefe. E ele obedece apenas ao Hyakume.
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  %Ali% retorna do banheiro ainda bastante assustada e encontra %Keigo% no corredor do trem, em frente à cabine deles, o jovem parece apreensivo, mas certamente deve ser por causa do tiro, pensa %Ali%. Por dentro, %Keigo% pensa na bala que havia guardado no bolso da calça. Assim que voltar de viagem ele terá que passar novamente no apartamento de Yanar para terem outra conversa, definitiva dessa vez.
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  Horas depois…

  O incidente no trem já foi superado.
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  %Ali% e %Keigo% já estão acomodados no quarto, cada um no seu. Mesmo com o hotel cheio e com sua enorme vontade de ficar no mesmo quarto que a jovem, %Keigo% pediu para eles ficarem em quartos separados, porém um ao lado do outro. O jantar foi agradável, retomaram a conversa que foi interrompida no trem e prosseguiram dali.
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  Decidiram começar a namorar oficialmente. Então, quando voltarem para a escola na segunda-feira, já estarão como namorados. Óbvio que, ainda na semana seguinte, %Keigo% marcará com %Ali% e sua mãe um dia para que ele possa pedir aos pais de %Ali% a permissão para namorar. Se depender apenas de Harumi, %Keigo% sabe que terá sua aprovação, mas, o primeiro encontro com Hiroki Yoshida não foi dos melhores e ele sabe que terá um pouco mais de trabalho para convencer o homem a aceitá-lo como genro. A primeira impressão foi péssima.
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  Está chovendo muito lá fora.
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  Kyoto tem um tempo variado nesta época do ano. Durante o dia faz bastante calor e possui temperaturas altas. Já à noite, costuma ser mais fria e até chove às vezes. Essa é uma das noites chuvosas da cidade. %Ali% não gosta muito de tempestades, normalmente quando elas ocorrem a jovem recorre ao seu gatinho, o Sirius, que dorme junto com ela na cama. Mas hoje ela não tem o Sirius para aliviar seu medo do forte barulho do trovão. Assustada, a jovem manda uma mensagem para %Keigo%.
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%Ali% 🌸: %Kei%, está acordado?
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%Kei% 😝: Oi, %Ali% 🥰 Estou sim. Ainda acordada? Está com fome? Se quiser posso ir até lá embaixo ver se tem alguma máquina automática. Acho que vi uma na recepção.
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%Ali% 🌸: Não precisa, %Kei%. Não estou com fome. Apenas estou…
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  Há um forte barulho de trovão que assusta mais %Ali%, a Yoshida joga o celular para o lado, cobrindo-se com o edredom. O corpo tremendo de medo. Sem respostas dela, %Keigo% resolve ligar.
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  — %Ali%? O que aconteceu? — indaga ele do outro lado da linha.
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  — O trovão estava alto — diz ela com a voz chorosa. — Estou com medo.
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  — Ah… não fique com medo, eu estou indo aí — ele diz.
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  — Não precisa, apenas fique…
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  %Keigo% desliga a ligação.
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  Ela ia pedir somente para ele ficar conversando com ela, distraindo-a do barulho da chuva forte e dos trovões, mas %Keigo% prefere fazer isso pessoalmente. Logo ele bate à porta.
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  — Não precisava ter vindo — ela diz ao abrir a porta, deixando ele entrar. %Keigo% deixa as sandálias ao lado do armário, perto da porta, ficando apenas de meias.
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  — Claro que precisava — diz %Keigo% parando perto da cama dela que é composta apenas por um futon (uma espécie de cama, parecido com um edredom) no chão. — Somos namorados agora, faz parte da minha função te apoiar em momentos assim.
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  — Fofo — %Ali% fica envergonhada e completa: — Pode, pode deitar, eu pego outro futon para mim.
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  — %Ali% — %Keigo% segura a mão dela com cuidado, parando seu movimento. Ela o encara. — Quer dormir comigo? — a proposta é feita, fazendo a garota arregalar o olhar. — Mas é só dormir mesmo.
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  — Ah! — exclama, aliviada. — Si-Sim.
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  — Se não quiser, tudo bem.
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  — Não, você pode dormir comigo.
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  %Ali% sorri e %Keigo% relaxa sua tensão.
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  Outro trovão soou pelo quarto e %Ali% é a primeira a deitar-se na cama após desligar as luzes do quarto. Rindo, %Keigo% a acompanha, deitando-se no espaço ao lado dela que logo se aconchega nele. Sorrindo abobado, o jovem Murakami abraça a namorada, colocando a cabeça dela repousada em seu peito, afagando suas costas.
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  Uma sequência de trovões muito altos faz %Ali% se assustar mais, enterrando o rosto na dobra do ombro do namorado, apertando o abraço no tronco dele. %Keigo% pensa em maneiras que ele pode acalmá-la, a mais safada delas ele ignora, voltando a guardá-la na gavetinha da memória para usar outro dia. Então, ele tem uma ideia.
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  Ele resolve cantar para %Ali%. A voz de %Keigo% começa tímida e surpreende a garota que ergue seu olhar para ele. %Keigo% desvia o olhar do teto para os olhos de %Ali% e continua cantando uma música brasileira que ouviu dias atrás. Apesar de ser de um cantor brasileiro, a letra da música está em inglês, então foi fácil para %Keigo% saber a tradução dela. A identificação com a composição foi inevitável e ele achou que seria um bom momento para dedicá-la à %Ali% com a intenção de acalmá-la e distraí-la do barulho dos trovões.
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  O efeito da voz do namorado parece agir rápido e ela nem percebe os próximos trovões ressoando no quarto. A voz de %Keigo% sobressai a qualquer coisa agora, incluindo também às batidas do coração da jovem que estão bastante agitadas, descompassadas. Ele usa uma das mãos para acariciar o rosto dela com as costas dos dedos enquanto canta as últimas estrofes.
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"Não importa o que eu faça
Não importa onde estou
Não importa com quem eu esteja
Meu coração só quer ficar com você
[...]
Você é a única…
Você é a única...
Você é a única que meu coração me permite estar esta noite"
– The Napkin Song, Beeshop –

  Logo após a última frase cantada por %Keigo%, o silêncio toma conta do quarto. Ambos ainda abraçados se encarando. %Ali% ajeita o corpo para ficar com o rosto próximo ao dele, frente a frente, e %Keigo% faz o mesmo, soltando-se do abraço. Ela é a primeira a tomar iniciativa e puxa o rosto dele para si, beijando-o nos lábios. Um beijo calmo, de início, mas que logo é apimentado pela mão de %Ali% que vai descendo o corpo de %Keigo% parando em sua cintura, apertando o local para intensificar o beijo dado. Ao fim, eles se afastam um pouco o suficiente para se olharem.
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  — Não precisamos repetir o feito de seus pais — diz %Keigo%, abrindo os olhos, referindo-se ao fato dos pais de %Ali% terem tido a primeira vez deles em Kyoto, numa viagem que fizeram ainda adolescentes —, podemos somente… — %Ali% o interrompe.
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  —  Eu acho que devemos deixar acontecer, %Kei% — sugere ela também de olhos abertos, o encarando com carinho.
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  — Concordo.
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  — Se for para acontecer algo, vai acontecer.
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  Ambos sorriem.
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  Eles voltam a se beijar e %Keigo% consegue relaxar após alguns segundos após o início do beijo. Ele está tenso, pode acontecer a primeira vez deles agora. No fundo, esse era um dos planos de %Keigo% para a viagem, mas pretendia que ocorresse amanhã ou no último dia, não assim tão rápido. Porém, ele não está reclamando. Na verdade, o carinho que recebe de %Ali% agora, que afaga sua nuca, o está excitando juntamente com o beijo ardente que ela comanda, mordiscando seus lábios vez ou outra.
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  Eles unem mais os corpos, ficando mais próximos e %Keigo% finalmente toca no corpo de %Ali%, deslizando sua mão pela extensão da cintura dela subindo até perto de seus seios. Uma curta distância, mas que com um simples toque é suficiente para atiçar a curiosidade da jovem. Ela interrompe o beijo, encarando o namorado e retira a blusa de seu pijama revelando o fato de estar sem sutiã. A surpresa de vê-la sem blusa, os seios fartos dela desnudos à sua frente, deixa %Keigo% ainda mais feliz por estar ali com ela. O rapaz está hesitante, não sabe muito o que fazer apesar de ter pesquisado antes, mas nunca é a mesma coisa. A prática leva à perfeição, afinal.
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  Nem pela falta de experiência %Keigo% se abate.
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  Murakami leva sua mão meio hesitante até um dos seios de %Ali%, tocando-o com certa demora, mas aquecendo com sua mão que não consegue cobri-lo completamente, deixando parte dele esparramado pelas laterais de sua mão. O calor produzido pela mão de %Keigo% faz %Ali% suspirar e ela volta a beijá-lo. Ele massageia o seio dela enquanto o beijo acontece e %Ali% desliza sua mão até a barriga dele, puxando sua camisa para cima num claro sinal para que ele a retire. %Keigo% se afasta, interrompendo o beijo e o toque nos seios de %Ali%, e retira sua camisa, revelando seu tórax relativamente definido, seus ombros largos e sua barriga chapada. Os olhos de %Ali% demoram um pouco nesse local, mesmo escuro no quarto, sua visão acostumada com a luminosidade do ambiente consegue enxergar perfeitamente a barriga do namorado. Isso a agrada.
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  %Keigo% a deita esticada na cama e leva seu rosto até um dos seios dela. Antes de encostar ali, ele diz:
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  — Se incomodar, me diz, tá?
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  %Ali% afirma com um gesto de cabeça e, sem cortar o contato visual, %Keigo% encosta seus lábios em um dos seios dela que suspira novamente. Ele começa devagar, chupando o bico com delicadeza, sem investir muito, mas ainda assim está sendo gostoso para %Ali% sentir aquilo. A jovem também nunca teve nenhuma experiência anterior, %Keigo% é seu primeiro parceiro sexual, o primeiro rapaz por quem se apaixonou e a quem resolveu se entregar. Ela também fez algumas pesquisas e pretende colocar parte delas em prática em breve, mas antes ela tenta não se declarar para %Keigo% enquanto ele chupa seus seios.
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  O jovem desce seus lábios, beijando %Ali% pela extensão de sua barriga e chega até as coxas dela. Ele ergue o olhar para observar como ela está, %Ali% transmite estar ofegante e sentir prazer. %Keigo% toca na cintura dela, deslizando os dedos pelas laterais de seu corpo, descendo a calça do pijama dela. Aos poucos lhe é revelada a calcinha verde-clara que ela usa. Em um gesto involuntário, %Ali% retrai suas pernas, cobrindo sua intimidade com uma das coxas em sinal de timidez. %Keigo% a questiona se está tudo bem e ela afirma que sim e que ele deve deixar acontecer, é apenas um gesto involuntário, afinal.
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  O jovem Murakami prossegue e retira a calcinha de %Ali%, a intimidade dela exposta aos seus olhos. Apesar de empolgado e excitado, %Keigo% tenta não se afobar. Ele quer fazer as coisas da maneira mais tranquila e prazerosa possível e, para isso, não pode perder o controle. Antes de continuar, novamente ele pergunta a ela se está tudo bem. Após ter sua resposta positiva, ele vai adiante.
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  O garoto aproxima seu rosto, posicionando-se em frente a %Ali% sentado em suas pernas, e dá um beijo do lado de fora da intimidade dela. %Ali% suspira, sentindo um arrepio, e então sente algo a mais quando recebe a primeira lambida de %Keigo%. Sem dar espaços ou pausas, ele segue investindo com a língua introduzindo-a em %Ali%, repetidamente. A jovem Yoshida está adorando o sexo oral do namorado, mas, mesmo assim, não deixa de sentir-se envergonhada por soltar gemidos altos e tenta se controlar quanto a isso.
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  Ela se contorce, ainda tímida, na cama, puxando os lençóis prestes a explodir. Alguns minutos são suficientes para que %Ali% chegue a seu orgasmo, enchendo a boca de %Keigo% com seu líquido interno. Ele se afasta um pouco para observar o rosto de sua namorada e vê impresso todo seu prazer. %Ali% ofega enquanto põe a mão no peito sentindo-o encher-se de amor e desejo por mais daquilo. Tinha sido sua primeira experiência sexual e já foi daquele jeito sublime, imagine quando houver a penetração… tal pensamento deixa %Ali% nervosa.
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  %Keigo% se deita ao seu lado e acaricia o rosto de %Ali% com carinho. Ela se ajeita, ficando de lado na cama, e leva sua mão diretamente no pau dele, surpreendo o jovem que arregala o olhar. %Ali% movimenta sua mão para cima e para baixo fazendo ele fechar os olhos. Ela faz isso repetidas vezes, deixando o pau de %Keigo% rígido e fazendo o jovem gemer baixinho, chamando o nome dela enquanto respira pela boca. %Keigo% está tão anestesiado pelo momento, de olhos fechados, que nem repara que %Ali% não está mais com o rosto de frente para ele e sim de frente para seu pau. Só nota tal fato quando os lábios quentes da namorada tomam seu pau para si, ele abre os olhos bastante surpreso.
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  — %Ali%…
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  Ele desiste de questionar, apenas curte o toque dos lábios dela. %Ali% tenta replicar os vídeos que viu eventualmente enquanto pesquisava sobre sexo na internet. Ela não se orgulha tanto disso, sente vergonha de compartilhar tal informação até com sua mãe com quem conversa sobre tudo, mas os vídeos serviram para que ela soubesse, pelo menos, como começar. %Ali% não sabe avaliar se o sexo oral está perfeito, mas os gemidos e contorces do corpo de %Keigo% a fazem ter certeza de que ele está sim gostando.
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  Porém, em dado momento, %Keigo% a interrompe.
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  — %Kei%… — ela diz, assustada com o empurrão dele. — Fiz algo errado? Eu te mordi sem perceber? — questiona ela sentindo o rosto esquentar.
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  — Nã-Não — responde %Keigo% com um das mãos segurando a base de seu membro. — Eu apenas… eu não quis… — ele ofega na tentativa de explicar. — Eu não queria te sujar, eu estava quase… estava quase gozando e eu não queria fazer isso em sua boca — pontua e %Ali% surpreende-se.
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  — Oh, %Kei%…
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  — Me desculpe por te assustar, por te fazer pensar que fez algo errado. Você foi perfeita, %Ali% — diz ele, carinhoso e usa a mão livre para acariciar o rosto dela que solta um suspiro.
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  — Tudo bem, %Kei%. Você também foi perfeito naquela hora, obrigada — confessa, tímida.
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  — Linda — ele puxa o rosto dela e a beija rapidamente. — Eu preciso ir ao banheiro, não demoro.
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  %Keigo% levanta-se do futon, deixando %Ali% sentada observando sua partida do quarto. Ele se veste rapidamente e sai, indo direto para o banheiro mais próximo, trancando-se lá. Ele precisa concluir o trabalho e finalmente gozar. Realmente ele não queria fazer isso em cima da %Ali%, sujá-la com seu gozo, já tinha visto vídeos de pessoas fazendo isso e não gostou. Normalmente as pessoas ficavam felizes e pareciam gostar daquilo, mas %Keigo% achava excêntrico demais para ele e não te dava prazer. Após gozar e limpar seu membro, %Keigo% retorna para o quarto de %Ali%, parando na porta ao ouvir um barulho estranho. Isso é a %Ali%… gemendo?
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  Intrigado, o jovem Murakami encosta o ouvido na porta e a ouve nitidamente gemer seu nome. Muito curioso, ele abre a porta com muito cuidado para não ser ouvido, apenas uma pequena fresta, suficiente para ver o que está acontecendo. A cena é bem inusitada para ele. É a primeira vez que vê uma garota se masturbar.
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  %Ali% está com as pernas em forma de pinça, apoiando os pés na cama, e tem uma das mãos tocando sua intimidade com fervor. A cabeça dela para trás enquanto executa os movimentos de sua mão e geme o nome de %Keigo%, uma voz bem sensual. %Keigo% tenta não invadir o quarto, não quer estragar o momento, e se limita a observar a cena. %Ali% está tão diferente gemendo desse jeito. Ele gosta do que vê. Pouco tempo depois, ela goza.
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  — Droga, melou — %Ali% comenta para si mesma em voz alta ao observar sua mão melada com o próprio gozo. — Tenho que ir ao banheiro limpar isso — completa ela.
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  Assustado em ser pego no flagra, %Keigo% conta alguns segundos e entra no quarto anunciando sua chegada em alto e bom som. %Ali% o vê entrar e se cobre com o edredom por instinto. Ela diz que precisa ir ao banheiro e ele apenas acena com a cabeça evitando olhar diretamente para a namorada.
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  %Ali% vai ao banheiro e volta alguns minutos depois. Apesar de estar excitado com a imagem da namorada se masturbando chamando seu nome, %Keigo% resolve não instigar mais esse tesão que começava a crescer. Quando %Ali% volta do banheiro, ele sorri para ela e a chama para dormir. Ainda chove lá fora e troveja muito alto. Com medo do barulho, %Ali% aceita a companhia do namorado e dorme em seus braços quentinhos e aconchegantes.
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  Na manhã seguinte…

  Não está mais chovendo, porém faz frio pela manhã em Kyoto, sinal de que ainda está bem cedo. O casal Murakami-Yoshida segue abraçado e adormecido até que um deles acorda. %Keigo% é o primeiro a despertar e fica observando a nuca de %Ali% perto de seus lábios. Sente uma vontade de beijá-la no local, mas se contém. Ele se aconchega mais, manhoso, o cheiro dos cabelos da jovem pela manhã deixam ele calmo como nunca havia sentido tal sensação. Logo, %Ali% também desperta e espreguiça-se tão manhosa quanto ele. A jovem sente o hálito quente de %Keigo% em sua nuca e algo a faz desesperar-se, de repente.
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  — Ai, meu Deus! — espanta-se ela, afastando-se do abraço de %Keigo%, que a encara confuso.
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  — Que houve, %Ali%? Está tudo bem? — indaga o jovem Murakami, nervoso.
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  — Estou descabelada, %Kei%, não me olhe! — exige ela, cobrindo-se com o edredom, encolhendo o corpo.
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  — %Ali%, calma — ele ri, desacreditado do surto repentino da namorada.
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  — Estou desarrumada, ai que vergonha… — diz ainda coberta.
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  — Hey — chama ele, carinhoso em seu tom de voz e puxa com delicadeza o edredom, descobrindo o rosto de %Ali% aos poucos —, você é sempre linda, minha querida — ele sorri e o gesto faz %Ali% encolher-se, sentindo o coração aquecer com o carinho do namorado.
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  — Como pode você ser tão fofo assim? — indaga ela, puxando o edredom para longe do rosto. %Keigo% ri e a puxa para perto dele.
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  — Porque eu te amo, minha linda.
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  Ele alarga o sorriso e a beija com todo seu amor.
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  Ambos demoram mais alguns minutos na cama, curtindo a companhia um do outro, antes de fazerem a higiene pessoal. Inevitavelmente as cenas da noite anterior invadem suas mentes os deixando levemente constrangidos e risonhos enquanto escovam os dentes em banheiros separados.
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  Durante o café da manhã, %Keigo% prepara um prato reforçado para %Ali%, que o agradece com um beijinho demorado em sua bochecha, ela ainda tem vergonha de beijar o namorado em público, mas aos poucos %Keigo% vai quebrando essa vergonha nela.
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  A jovem come um sanduíche e %Keigo% brinca roubando um pedaço de sua boca. Eles riem e concluem a refeição. Logo, os dois passeiam pela cidade, visitando templos, tirando fotos da paisagem e, principalmente, um do outro. Quer dizer, %Keigo% está tirando muitas fotos de %Ali%, o que a deixa envergonhada.
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  À noite vem e os fogos de artifício deixam o céu ainda mais bonito, admirada, %Ali% não percebe a aproximação furtiva de %Keigo% por suas costas, a abraçando carinhosamente. Ele faz o movimento rápido e a vira para si, roubando-lhe um beijo na frente de todos que também assistiam aos fogos.
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