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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Dark Shadow

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 12

Tempo estimado de leitura: 32 minutos

  Meses depois…

  As férias de primavera chegaram.
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  Pouco mais de uma semana – a última de março de 2015 – de folga depois de um período intenso de provas. %Ali% crê ter passado em boa parte das matérias, inclusive tendo recuperado suas notas baixas do período anterior.
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  Algumas coisas mudaram na vida dos amigos e outras seguem na mesma.
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  Tanto %Ali% quanto %Keigo% estão mais velhos. Ambos fizeram aniversário recentemente, completando, cada um, 17 anos, e se presentearam secretamente com chocolates. %Keigo% ganhou uma caixa em formato de coração, um grande laço e bombons com recheios diversos. Já %Ali% recebeu do namorado um ursinho de pelúcia, uma caixa de chocolates, um dos combos de colecionador dos livros de Harry Potter e, para finalizar, uma música composta por ele. Sim, %Keigo% compõe de vez em quando e, estar namorando %Ali%, despertou novamente no jovem seu lado artista.
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  Uma novidade é o namoro entre Kohshi e Aimi, finalmente após saírem juntos meses atrás, eles começaram a namorar e andam pelo colégio sempre de mãos dadas. Não se pode dizer o mesmo de %Keigo% e %Ali%…
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  Eles ainda namoram, mas às escondidas.
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  Com a proibição de seu pai, %Ali% não encontrou outra solução a não ser manter seu namoro com %Keigo% só entre eles e os amigos que também estão cientes de toda a história por trás da revolta do senhor Yoshida. Apesar de entenderem o lado do mais velho, o amor que sentem um pelo outro é mais intenso e inevitável. Todos os dias, eles conversam por mensagem ou pessoalmente. Não estão mais saindo juntos do colégio, mas se encontram toda vez nos intervalos e após as aulas, no fim do dia, para namorarem um pouco. É no terraço onde também se reúnem todos os amigos para juntarem informações sobre o que descobrem sobre a Máfia Washi. Ela existe. Só resta saber a ligação entre a máfia e o tio de %Keigo%. Isso está atormentando a mente do jovem.
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  Um alívio é o fato de Hiroki ter desistido, por enquanto, de se mudar para outra cidade – quiçá de país novamente. Pelo menos assim, %Ali% não precisará se afastar tanto de %Keigo%. A única coisa que o pai exige dela é que vá direto do colégio para casa.
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  %Keigo% e %Ali% saem do colégio distantes fisicamente um do outro, entre eles há os irmãos Aikyo e Aimi, que está de mãos dadas com Kohshi. Há uma movimentação atípica na rua ao redor do colégio hoje. %Ali% encara o outro lado da calçada, vendo a escola de seu irmão e sente alívio por ele não estar lá hoje. Por quê? Bom, ao mesmo tempo que está aliviada de seu irmão ter tido folga já no dia anterior, seu coração palpita em aflição ao ver um homem estranho do outro lado, rondando o colégio.
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  Ela cutuca Kohshi e diz o que vê. Imediatamente o Aikyo mais velho avista o homem e o reconhece como sendo um dos homens de Hyakume. Ao avisar a %Keigo%, que se enfurece ao ver que o tio não desistiu de perseguir %Ali%, o rapaz corre até a namorada e a puxa para fugir dali, despedindo-se rapidamente dos amigos, eles escapam até a rua atrás e despistam o homem.
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  — Será que isso não acabará nunca? — indaga %Ali%, ofegante pela corrida, eles ainda correm.
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  — Se não acabar, eu mesmo acabarei com essa palhaçada — brada %Keigo%, irritado. O casal para de correr, encostando em uma das casas da rua. — Você está bem?
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  — Estou — ele segura o rosto dela com ambas as mãos. — E você?
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  — Também — %Keigo% fecha os olhos e aproxima o rosto dos lábios de %Ali%, a beijando.
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  O barulho de um carro freando, após estar em alta velocidade, chama a atenção deles, interrompendo o beijo.
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  — %Ali%! — o berro estridente de Hiroki certamente foi ouvido pelos moradores das casas. Ele desce do carro e caminha até o casal.
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  — Papai… — %Keigo% puxa a namorada para que fique atrás dele.
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  — Senhor Yoshida, por favor, acalme-se — pede o rapaz com uma das mãos erguida e a outra voltada para trás segurando a cintura de %Ali%.
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  — Se afaste da minha filha, moleque! — esbraveja o homem, erguendo a mão fechada e socando o rosto de %Keigo%, seu rosto sente o impacto de imediato.
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  — %Keigo%! — %Ali% grita, assustada com o surto do pai. — Papai, não! — ela acode o namorado, que leva uma das mãos ao rosto. — %Kei%, está tudo bem? Deixa eu ver — ela analisa rapidamente o rosto dele, mas não tem tempo de ver direito, já que é puxada pelo pai.
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  — Vamos para casa agora! — exige, puxando a filha pelo braço.
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  — Eu não vou! — ela puxa o braço de volta. — O que deu no senhor? Por que bateu no meu namorado?!
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  — Nem por cima do meu cadáver você irá namorar com ele!!! — Hiroki está possesso e cego pela raiva que nem se deu conta de que bateu em um adolescente.
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  — %Kei% não tem a ver com aquele assunto, papai, ele não…
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  — Não discuta comigo, %Ali%, vamos para casa. Entra no carro — insiste e volta a segurar o braço dela na altura do cotovelo.
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  — Senhor Yoshida, está machucando ela — %Keigo% se põe na frente de %Ali%, segurando a mão da namorada e encarando o sogro.
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  — Rapaz, não pense que tenho medo de você ou do bandido do seu tio — sibila Hiroki, bufando.
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  — Papai, não fale assim!
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  — Vamos para casa — repete o mais velho, encarando a filha.
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  — Já disse que não, papai! — grita a garota, irritada, voltando a puxar seu braço com força para desvincular-se do pai. — Vamos, %Kei%.
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  — %Ali%!
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  Hiroki grita pela filha, mas a jovem sai correndo, puxando o namorado consigo. Após transitarem por algumas ruas, eles chegam em uma mais movimentada que fica próxima a uma estação de trem.
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  — Não deveríamos ter fugido do seu pai, %Ali% — diz %Keigo%, após eles recuperarem o fôlego.
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  — Papai precisa entender que você não tem a ver com o seu tio — rebate a jovem e abraça o namorado de supetão. — Eu não vou me afastar de você.
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  — E nem eu de você, meu amor.
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  %Keigo% abraça ela, afagando suas costas. Em seu interior, %Ali% pensa nas sensações que vem tendo. Um medo terrível de não ver mais o %Keigo%, um medo de perdê-lo para sempre. Isso sem contar a volta dos temidos pesadelos com aquela voz gritando por ela.
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  “%Ali%! %Ali%!”
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  À noite, a jovem Yoshida não desce para jantar. Assim que chegou em casa ela contou todos os detalhes do que aconteceu para sua mãe, que ficou indignada quando soube que o marido bateu em %Keigo%. A garota está furiosa com o pai e sua atitude impensada. Sua mãe levou seu jantar no quarto, mas ela não quis comer. Seu coração está apertado e magoado com tudo que vem acontecendo, isso está tirando seu apetite.
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  O telefone dela toca.
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  No visor, o nome de seu padrinho.
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  — Oi, padrinho — atende a garota, a voz mansa.
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  — Olá, minha querida — diz Hayato do outro lado. — Como está?
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  — Um pouco cansada — %Ali% responde, virando o corpo na cama e agora encarando a parede, o ursinho que ganhou de %Keigo% ao seu lado. — E o senhor?
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  — Estou bem, cheguei hoje de viagem — responde o homem, suspirando em seguida. — Seu pai me ligou para falar sobre o que houve…
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  — Ah, então é isso — a jovem entende o motivo da ligação.
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  — Não pense que liguei apenas para te dar uma bronca, %Ali%..
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  — Eu não pensei nisso, padrinho — ela o interrompe. — Papai te contou do soco que deu em %Keigo% ou isso ele omitiu?
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  — Ele bateu no %Keigo%? — espanta-se.
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  — Bateu. Papai está extremamente descontrolado e inconsequente.
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  — Não fale assim, %Ali%.
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  — Pare de defendê-lo, padrinho! — exalta-se a garota e senta-se na cama, trocando o celular de ouvido. — Foi por causa das loucuras e vícios do papai que viemos parar em Yokohama, fugidos da máfia, padrinho. Da máfia!
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  — Acalme-se, por favor — pede o mais velho. — Eu sei que seu pai passou dos limites ao bater em %Keigo%, mas entenda que ele associa o seu namorado a uma ameaça à vida de vocês.
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  — Nem sabemos se o tio do %Kei% realmente tem a ver com isso — lembra a jovem.
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  — Seu pai tem certeza que sim e você mesma disse que o reconheceu naquele dia.
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  — Eu disse, mas pode ter sido uma coincidência ou ter sido apenas naquele dia que ele estava com a máfia — pondera %Ali% e completa: — De qualquer forma, mesmo se o tio do %Kei% tenha a ver com a máfia, o %Kei% não tem.
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  — Está mesmo apaixonada por esse garoto?
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  — Estou — %Ali% responde sem hesitar. — Eu o amo e não vou deixar o papai estragar isso.
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  — Por favor, querida, tenha juízo.
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  — O senhor mesmo disse que era pra eu não deixar o papai estragar meu namoro, se lembra?
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  — Vai mesmo usar isso contra mim? — Hayato ri com a intimação da afilhada.
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  — O senhor sabe que estou certa — gaba-se a jovem, risonha. — %Kei% não tem nada a ver com o tio por pior que ele possa ser.
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  — Eu acredito que sim, %Ali%, eu acredito — diz o padrinho dela, sorrindo ao telefone. — Antes de desligar, peço que se alimente. Harumi disse que não desceu para jantar.
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  — Eu não estou com fome.
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  — Coma pelo menos uma fruta, %Ali%.
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  — Mamãe trouxe o jantar, mas não consegui comer, estou chateada ainda — Hayato não vê, mas %Ali% faz um bico emburrado com os lábios.
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  — Você é igualzinha ao seu pai.
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  — Pare, padrinho…
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  — Ok, ok, não falo mais — ele ri abertamente, divertindo-se com a semelhança entre a afilhada e o amigo. — Vou te deixar descansar, ok? Por favor, se alimente.
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  A jovem se despede do padrinho e desliga a ligação, recebendo mensagens de %Keigo% em seguida.
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%Kei% 😝: “Boa noite, meu amor 🥰 Já jantou? Espero que esteja bem.”
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%Ali% 🌸: “Oi, %Kei%
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😍 Ainda não comi, não sinto fome. E você? Jantou? Como está sua boca? Ainda doendo?”
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%Kei% 😝: “Deveria comer algo, querida.
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E minha boca está melhor, não se preocupe. (ela está com saudades de te beijar 🙈)
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Ainda está chateada com seu pai?”
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%Ali% 🌸: “Muito! 😡
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%Kei% 😝: “Não fique, querida. Deixa pra lá, alguma hora ele irá entender.”
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%Ali% 🌸: “Você é bonzinho demais, %Kei%. Me pergunto quando e o que irá te tirar do sério.
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(também estou com saudades de te beijar, seu safadinho 🙈)”
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%Kei% 😝: “😂 (😈)
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Talvez algo que envolva as pessoas que eu amo…
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Enfim, não me enrole, mocinha, vá comer alguma coisa! 👀”
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%Ali% 🌸: “Ok, eu vou!”
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%Kei% 😝: “Amo você 👩 ❤ 👨“
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[🎌]

  Terça-feira das férias de primavera

  — Devagar, nene!!!
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  Fuyuki está apavorado.
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  Sua irmã está a todo vapor acelerando ainda mais a bicicleta, que ganhou do padrinho, onde estão montados. Ele não entende que é preciso ela fazer isso, só grita para que ela pare, agarrado às costas da irmã, pois está com medo de se machucarem caso caiam.
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  %Ali% intercala sua atenção entre olhar para trás, vendo o rosto maníaco de Akuma – que agora ela sabe o nome – rindo de seu desespero, e a rua por onde passa. Tal perseguição está acontecendo faz quase dez minutos. %Ali% havia saído para passear de bicicleta com o irmão nessa tranquila e fresca tarde de primavera, mas encontrar acidentalmente com Akuma na rua por onde passou há dez minutos foi muito azar. Ou será que não?
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  %Ali% olha novamente para trás e não vê mais ninguém a perseguindo. A jovem perde tempo demais olhando. Foi então que ela perdeu o controle da bicicleta quando a roda dianteira bateu em um quebra-molas, fazendo o veículo tropeçar e arremessar seus ocupantes.
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  %Ali% desmaia, mas Fuyuki segue acordado.
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  O garotinho machuca a perna, o joelho ralado e sangrando, e chora vendo a irmã mais velha desacordada com um ferimento na cabeça. Fuyuki se aproxima dela, sentindo dores no joelho e pelo corpo em locais espalhados, e sacode %Ali% que não dá nenhum sinal de que irá acordar. O Yoshida mais novo não sabe quanto tempo se passa, mas percebe que o céu está ficando escuro e a rua ainda segue vazia.
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  Seu medo aumenta.
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  Mas, ele ouve barulho de algo se aproximando ao longe. Quando ergue o rostinho para olhar o que é, vê três bicicletas vindo em sua direção. Ao chegarem perto, o garotinho reconhece os ocupantes.
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  — %Keigo%-san! — diz ele, feliz em ver o cunhado que tanto adora. — %Keigo%-san, a nene ‘tá machucada — lamenta o pequeno, choroso.
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  — O que houve, Fuyu? — %Keigo% desce da bicicleta, não se importando em derrubá-la de qualquer jeito no chão, e se agacha na altura de Fuyuki.
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  — A nene ‘tava muito rápido com a bicicleta e a gente caiu. Machuquei o joelho, olha — ele mostra o ralado no joelho e faz um beicinho de dor. %Keigo% bagunça os cabelos dele, rindo de canto.
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  — Me ajudem aqui — pede o Murakami aos amigos.
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  — Vem com a gente, Fuyu-kun — chama Take, estendendo a mão para o garotinho.
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  — E a nene? — pergunta, vendo a irmã ainda desmaiada.
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  — Eu vou cuidar dela, Fuyu, não se preocupe — diz %Keigo%, sorrindo para tentar tranquilizar o pequeno, que logo vai com Take.
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  O Aikyo brinca com o garoto, dizendo que ele agora terá o que contar na escola quando voltar às aulas. Fuyuki ri com a piada de Take e segura firma o guidão da bicicleta do mais velho. Kohshi monta na sua e aguarda %Keigo% dar alguma instrução do que fazer.
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  — Levem o Fuyuki para casa. Uma hora dessas a mãe dela deve estar em casa — diz %Keigo%. — Vou levar a %Ali% carregada.
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  — Não é melhor chamar uma ambulância? — pondera Kohshi.
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  — Pode demorar demais, prefiro levá-la direto para cara.
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  — Se precisar nos ligue que a gente volta, ok? — alerta Take.
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  — Vamos esperar lá na casa da %Ali% — completa Kohshi.
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  %Keigo% assente e vê os amigos irem embora junto com sua bicicleta.
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  Os três já tinham combinado com %Ali%, e até mesmo Aimi, de se encontrarem em uma praça ali perto, por isso estavam passando por aquela rua, é o lugar favorito da jovem Yoshida para passear de bicicleta com o irmão. Antes de irem atrás dela, eles passaram na casa da amiga para ver se ela estava em casa e foram avisados por vizinhos que ela havia saído com o irmão, desacatando a ordem do pai de não sair sem avisar.
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  — %Kei%… — sussurra %Ali%, sua cabeça latejando. Ao acordar, percebe que está sendo carregada pelo namorado.
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  — Amor — diz ele, carinhoso. — O que aconteceu?
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  — Fuyuki! Como ele está? — assusta-se a Yoshida, à procura do irmão.
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  — Calma, Take e Kohshi o levaram para sua casa — tranquila %Keigo%. — Ele apenas ralou o joelho.
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  — Ah, que alívio — ela respira fundo, soltando o ar pela boca. — Foi assustador, %Kei%.
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  — O que houve?
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  — O Akuma… ele nos achou no caminho e nos perseguiu correndo, quase que ele nos alcança.
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  — Akuma-san?! — %Keigo% arregala o olhar. — O que ele queria?
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  — Não sei, mas pode ter a ver com aquele assunto.
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  — Desgraçado — sibila %Keigo% com raiva.
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  — Não conte para o papai e nem para mamãe, por favor, amor — suplica a jovem.
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  — Não fique agitada, não vou contar — ele sorri, acalmando a namorada. — Fiquei preocupado quando te vi desmaiada — %Keigo% encosta a testa devagar na testa dela, fechando os olhos.
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  — Estou bem.
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  — Mas ainda está sangrando — pontua ele, e %Ali% enxuga a gota de sangue que volta a escorrer pelo ferimento. — Vamos para sua casa fazer um curativo.
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  Eles não dizem mais nada, %Ali% apenas concorda e encosta o rosto no ombro de %Keigo%. Ele não liga se sujar de sangue, quer apenas que ela fique confortável até chegarem em casa.
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  Assim que chegam à casa dos Yoshida, são recebidos pela aflita mãe de %Ali% que guia o genro até a sala, onde já tem curativos preparados para colocar na testa de filha. Hiroki não está em casa, ainda está trabalhando e não sabe do que ocorreu com os filhos. Harumi limpa o ferimento de %Ali% e pede para %Keigo% segurar a franja dela enquanto faz isso. Envergonhado, o jovem Murakami ergue a franja da namorada ao mesmo tempo em que sua sogra aplica o remédio e ajeita o curativo no local.
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  A história que foi contada pelos irmãos Aikyo é mantida.
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  %Ali% perdeu o controle da bicicleta após bater em um quebra-molas e ela e o irmão caíram, se machucando.
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  Contar sobre Akuma e a perseguição seria um atestado de que estão investigando sobre a Máfia Washi e isso não pode ser do conhecimento de ninguém. Mesmo que o tio de %Keigo% não faça parte da máfia, e se o Akuma fizer? Eles podem sofrer consequências graves. É melhor se prevenirem mais, sendo mais discretos.
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  Três dias depois…
  Sexta-feira de manhã

  A casa dos Yoshida está agitada esta manhã.
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  O principal motivo é a viagem de última hora dos pais de %Ali% para o interior do Japão. Eles vão para a província de Fukui, região de Hokuriku, mais precisamente na ilha de Honshu. Tudo isso para visitarem os pais de Harumi. Anteontem a mulher recebeu uma ligação de sua mãe informando que seu marido, o senhor Mamoru Takahashi, está doente e ela precisa de ajuda para cuidar dele.
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  Harumi está preocupada fato e pegou o dinheiro que tinha guardado para viajar, mas Hiroki sentiu-se na obrigação de acompanhar a esposa nessa viagem, pedindo antecipação urgente de suas férias para poder ir com a esposa. Seu chefe disse que não precisaria disso e deixou o homem trabalhar de home-office enquanto está em Honshu e isso que ele fará. O grande dilema de %Ali% seria ir junto com os pais, em breve suas férias irão acabar e ela retornará ao colégio, mas %Ali% não queria ir à Fukui.
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  Por mais que esteja preocupada com o avô, a jovem deseja ficar em Yokohama para, além de ficar perto de %Keigo%, para poder estudar mais e melhorar suas notas. Ela teme não conseguir passar de ano, ao fim das contas. Hiroki foi totalmente contra da filha ficar sozinha em Yokohama com todo o perigo da máfia estar atrás dele para cobrar a dívida milionária que ele tem, porém, a ajuda de seu amigo irá salvá-lo dessa preocupação. Isso porque Hayato se comprometeu em cuidar da afilhada nesse período da viagem dos amigos, ainda não sabiam quanto tempo precisam ficar longe de casa, mas o Tanaka garantiu que cuidaria de %Ali% e, principalmente, de sua segurança. Para isso, ele se mudaria para casa dos Yoshida. Já o pequeno Fuyuki irá com os pais já que Harumi pode ensiná-lo, caso precise.
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  Em menos de uma hora %Ali% estava sozinha em casa.
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  Ela conta ao namorado e aos amigos sobre o ocorrido repentinamente e eles também se comprometem em visitá-la vez ou outra para ver se está tudo bem.
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%Kei% 😝: “Mais tarde estaremos aí, amor. Não se preocupe, o Kohshi irá cozinhar para nós! 🤭 Amo você, qualquer coisa me liga. ❤”
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  %Ali% sorri com a mensagem e vai tomar banho para aguardar os amigos.
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  Faz calor na cidade, mas %Ali% veste uma calça preta de moletom com desenhos de caveiras e um casaco bege com duas caveiras dançando que ganhou do padrinho. O ar condicionado da casa está ligado com a temperatura baixa, do jeito que %Ali% gosta. A jovem se lembra de quando morava no Rio de Janeiro e fazia frio, ela se vestia exatamente como está agora.
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  A casa está vazia e silenciosa, a não ser pelo som da TV ligada em um programa qualquer. Sirius, o gatinho da jovem, dorme, enrolado no próprio corpo, tranquilamente em sua caminha perto do sofá.
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  Som de notificação.
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Padrinho 😁: “Minha querida, me perdoe, mas precisarei viajar com urgência até Niigata. Foi de última hora, peço perdão pelo inconveniente, está bem? Não contei aos seus pais, não tive tempo, já estou no aeroporto e certamente eles demorariam a atender. Peço que não conte a eles, tá? Será nosso segredinho! 😉
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Prometo recompensá-la, pode escolher algum dos filmes de Harry Potter para vermos juntos. Levo algo gostoso para comermos.
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Se precisar de ajuda, não hesite em me ligar, ok?
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Amo você, minha querida ❤”
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  %Ali% ri com a forma como o padrinho se protege dos surtos de seu pai, afinal conhece bem o amigo que tem.
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%Ali% 🌸: “Tudo bem, padrinho. Não se preocupe e concentre-se em sua viagem. Ficarei bem.
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Então vamos assistir todos os filmes! hahahaha
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Amo você! ❤”
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  Após responder, a garota se levanta e vai até a cozinha pegar um copo d’água, mas o som da campainha tocando interrompe seu trajeto. Ela corre animada para atender achando ser seus amigos e seu namorado, mas não são eles que estão parados à porta.
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  — Olá, senhorita Yoshida — o rosto de Akuma exibe um sorriso estranho que faz %Ali% congelar, paralisada. Atrás dele há mais dois homens, dentre eles o Yanar, que ela também já sabe quem é.
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  — O-oi — sua voz saiu falha, ela engole em seco com medo de como Akuma agirá. Ela tem muito medo dele desde a perseguição de meses atrás.
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  — Seu pai está em casa, senhorita %Ali%? — dessa vez quem pergunta é Yanar, seu tom de voz muito menos agressivo que o de Akuma, juntamente com sua áurea relativamente pacífica.
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  — Meu pai? Meu pai está trabalhando — %Ali% mente. Não entregaria a localização do pai para os homens que ela tem certeza que estão atrás dele.
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  — Engraçado, pois viemos de lá agora e disseram que ele estava de folga por alguns dias — Akuma retoma a palavra e dá um passo à frente. %Ali% recua. — Esperávamos que ele estivesse em casa.
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  — Ah, não, ele não… — ela não sabe o que dizer, não sabe como enganá-los. A única coisa que pensa é que seu celular está longe demais para ela avisar a alguém do ocorrido. Será que %Keigo% e os outros irão demorar? — O que vocês querem?
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  — É um assunto com seu pai, senhorita %Ali% — diz Yanar, calmo.
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  — Sabemos que está mentindo, garota! — Akuma perde a paciência e avança.
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  %Ali% tenta fechar a porta, mas Akuma a chuta, o outro homem que está com eles o ajuda a segurar a porta enquanto o Yasuda contém %Ali%, prendendo a jovem contra parede. O olhar amedrontado da garota parece divertir ele, que gargalha entre as ameaças que faz. Ela grita por socorro, mas ninguém parece ouvir ou querer ajudar. Quando acha que está perdida, %Ali% ouve a voz de seu salvador.
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  — Soltem ela! — %Keigo% ordena e Akuma se vira para ver o jovem parado na frente de Yanar, que segue estático em sua posição de chegada. — O que pensam que estão fazendo?! — a pergunta saiu genuína.
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  — Senhor Murakami, nós apenas… — Yanar tenta falar algo, mas é interrompido por Akuma.
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  — Não se meta, é assunto do seu tio, garoto! — brada ele, irritado com a interrupção.
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  — Saiam daqui ou chamarei a polícia! — %Keigo% peita o mais velho, dando um passo à frente para ficar mais perto, sem tirar seu olhar do de Akuma.
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  — Esse garoto…
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  — Vamos embora, Akuma! — diz Yanar, sabendo que %Keigo% não irá abaixar a guarda.
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  Totalmente contrariado, Akuma solta %Ali% e passa encarando %Keigo% com raiva. Em segundos, eles deixam o local. Assim que se vê livre da ameaça, %Ali% agarra o namorado.
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  — Você está bem? Eles machucaram você? Não me esconda… — %Keigo% indaga, agoniado.
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  — Não me machucaram — %Ali% responde com a voz abafada por estar com o rosto no pescoço dele. — Eles queriam falar com meu pai, %Kei%, o que está havendo?!
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  — Eu não sei, querida, não sei, mas vamos descobrir e acabar com isso, ok? — ela concorda com um gesto de cabeça.
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  — %Keigo%! — grita Kohshi. O casal se separa do abraço para ver os irmãos Aikyo correndo na direção deles. — Está tudo bem? Vimos Akuma-san e Yanar-san quando estávamos chegando.
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  — Eles estiveram aqui e intimidaram a %Ali% — responde Murakami ainda com raiva.
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  — Puta merda… — reage Take passando a mão pelos cabelos. — Está tudo bem, %Ali%? — pergunta, preocupado.
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  — Sim, obrigada, Take — responde a jovem.
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  — Seu padrinho não ia vir ficar com você? — lembra Kohshi e todos aguardam uma resposta dela.
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  — Ele precisou viajar às pressas para Niigata — diz ela. — Não sabe que horas irá voltar.
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  — Caralho! — xinga Take. — Mas que droga Yanar-san e Akuma-san queriam?
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  — O pai da %Ali% — %Keigo% responde. — Não tenho mais dúvidas de que meu tio tem algo a ver com isso — um nó se forma na garganta dele ao concluir.
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  — Cara, é melhor ficarmos aqui até o padrinho da %Ali% chegar — sugere Take, mais calmo.
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  — Concordo com o Take.
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  — Também — concorda %Keigo%.
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  — Meninos, não precisa, meu padrinho deve voltar logo e…
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  — %Ali%, você mesma disse que ele não sabe quando voltará — lembra Take.
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  — Além do mais, eles podem voltar — diz %Keigo% referindo-se ao Akuma e Yanar. — Se meu tio está à frente disso, ele não descansará até encontrar seu pai.
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  — Ah, meu Deus! — %Ali% cobre o rosto com as mãos, sentindo fraqueza nas pernas.
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  — Acalme-se, amor, não quis assustá-la.
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  %Keigo% a ampara e os quatro jovens entram na casa, trancando todas as portas.
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  Os irmãos Aikyo ficam até à noite, quando retornam para casa na hora do jantar. %Keigo% avisa à Yui por mensagem que ficará com %Ali% e explica apenas que a jovem precisa que alguém lhe faça companhia até o padrinho chegar. Ele não quer mencionar sobre o envolvimento do tio, sabe perfeitamente que Yui não compactua com os posicionamentos do mais velho, mas também sabe que a mulher gosta do patrão e sentirá muito se toda a história dele ser o chefe da Máfia Washi for verdade. Para %Keigo% já será difícil, imagina para ela. Mas, %Keigo% não quer lidar com essa dor agora, o que ele quer é acalmar sua namorada e deixá-la tranquila. %Ali% emprestou um casaco de moletom para %Keigo% e uma calça, além de uma cueca nova do pai que, curiosamente, cabe no jovem.
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  Ele tenta deixar o clima agradável para que %Ali% fique mais calma e se esqueça, ainda que momentaneamente, do ocorrido de mais cedo. Certamente foi um trauma para ela. Apesar de por fora estar sorrindo com as falas que ambos repetem ao assistir o filme dois da franquia de Harry Potter, a mente do jovem Murakami tenta juntar os pedaços do quebra-cabeça que ele ainda não entendia a figura que se formava diante de seus olhos. Ou não queria entender.
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  Depois que o terceiro filme iniciou, %Keigo% e %Ali% já estavam concentrados apenas em se divertir. %Keigo%, que está com o corpo esticado no sofá retrátil da sala de %Ali%, vira o rosto e encontra a namorada o encarando distraída. Se deixando levar por seus instintos, %Keigo% puxa seu rosto e a beija.
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  Nesse momento, em definitivo, %Keigo% se esquece dos problemas que os cercam e das incertezas que o atormentam. Ele só quer aproveitar o momento a sós com sua amada Yoshida.
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Lelen

O leitor de DS (e os pps) não têm um capítulo de paz kkkkkkkk
Akuma <3 Eu só gosto de você por causa do nome, mas não devia, né, tu não é bom :’D
E gente, esse senhor pai está um pouco… Moço, siacalmi!
Como que essa coisa com a máfia vai se resolver, será? Assim, apesar da premissa, eu tô esperando um final feliz de conto de fadas, tá? KKKKKKKKKK

Li Santos

Nos capítulos finais não existe tanta paz assim, confesso kkkkkkry
👀Akuma só tem de bom o nome e olhe lá.
O pai ta assim pq é a máfia, ne? O dele ta na reta kkkkkk medo que fala.
O final é segredo hehehehehe conto de fadas? Será? Hmmm 👀🫶🏾

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