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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Dark Shadow

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 10 • Calúnia

Tempo estimado de leitura: 28 minutos

  Semanas depois…

  Já de volta à escola, agora oficialmente como namorados, a notícia do namoro entre %Keigo% e %Ali% se espalhou rapidamente pelos corredores da Escola Secundária de Yokohama. Com ele, alguns boatos sobre a %Ali% também surgiram, a maioria caluniosa, mas alguns preocupam a jovem Yoshida que prefere não compartilhar isso com o namorado. Por falar nele, %Keigo% havia mandado um bilhete para a namorada pedindo para que se encontrassem no terraço do prédio onde estudam, pois ele tinha algo importante para lhe mostrar.
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  O jovem havia saído da sala e, a essa hora, estaria no clube de música – no qual %Ali% também participa, mas hoje, especificamente, ela tinha sido dispensada para concluir alguns exercícios extras passados pelo professor. Curiosa, %Ali% sobe apressada as escadas que levam ao terraço para poder encontrar-se com %Keigo%. O vento frio a faz encolher-se no próprio abraço e a jovem fecha a porta atrás de si, caminhando pelo terraço.
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  — %Kei%? — chama ela, percorrendo o olhar pelo local em busca do namorado. — Não tem graça, aparece logo — diz ela com medo do susto que poderia levar. — Não me dê susto, %Kei%, por favor…
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  Ela caminha mais e, de repente, é surpreendida por dois braços fortes que a erguem no ar, agarrando-a por trás.
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  — %Kei%! — espanta-se, rindo, mas não é %Keigo% quem a agarra.
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  — Não sou o Murakami — sussurra a voz arrastada de Ren, o que faz %Ali% arrepiar-se e virar o rosto para trás, desesperada.
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  — Me solta! — exige, assustada, Ren a coloca no chão, mas não a solta. O coração dela dispara. — Solta, Ren!
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  — E se eu não soltar, o que vai fazer? — ele tenta roubar um beija dela, mas Yoshida esquiva o rosto para o lado, empurrando o peito de Ren com as mãos. — Não seja assim, com o %Keigo% você deixou e por que comigo não deixa? — Ren encosta os lábios na orelha de %Ali%, que sente o hálito quente dele muito perto.
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  — Me solta! — ela grita, agoniada com a presença dele. — Seu nojento, me solta! Socorro! Me ajudem, socorro! — berra %Ali% em desespero, debatendo-se nos braços de Ren que a empurra para trás até que as costas de %Ali% encostem em um dos armários por onde passam os fios de telefone do prédio. — Pare, Ren, me solta!
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  — Seja boazinha comigo assim como foi o Murakami — pede de maneira asquerosa.
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  Um dos boatos que correm pelo colégio é que %Ali% e %Keigo% já tiveram sua primeira vez sexual. Mas, ao contrário do que realmente foi, o que dizem é que eles fizeram de tudo neste ato. %Keigo% não contou para ninguém sobre o que houve, nem os irmãos Aikyo sabem. %Ali% também não contou nem para sua mãe, a quem confia qualquer segredo. Ninguém sabe como e quem inventou tais absurdos.
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  A jovem continua se debatendo, esquivando-se da boca de Ren, que insiste em beijá-la, as mãos dele pressionando-a contra o armário enquanto percorrem com força algumas partes do corpo dela. O desespero apenas aumentando.
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  De repente, ouve-se o barulho da porta abrindo e fechando em seguida. Segundos depois o corpo de Ren é puxado para trás e um soco é desferido em seu rosto, ele cambaleia e, quando recobra os sentidos, enxerga a figura irritada de Take a sua frente.
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  — Aikyo… — sibila Ren, limpando o sangue de sua boca.
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  — Seu bastardo! O que fazia com a %Ali%?! — Take parte para cima de Ren novamente e inicia-se uma briga.
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  — Cuidado, Take! — alerta %Ali% vendo o amigo defendê-la.
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  O mais novo derruba Ren no chão e sobe em cima dele para continuar desferindo socos em seu rosto. Mesmo caído, Kobayashi se defende, fechando o punho e lançando-o contra seu oponente. Em dado momento, Ren empurra Take, que cai no chão, e sai correndo jogando ameaças de revanche no ar.
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  Take levanta e vai até %Ali%.
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  — Você está bem? O que ele fez com você? — indaga, angustiado e com as mãos nos ombros dela. A jovem ainda treme de medo.
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  — Ele tentou… ah, Take — %Ali% desaba a chorar e joga o rosto sobre o ombro do amigo.
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  — Está tudo bem agora — o mais novo abraça a amiga, aconchegando-a em seus braços.
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  — Não…. não conta ao %Keigo%, por favor — ela pede ainda chorando.
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  — Ele precisa saber, %Ali%, isso é grave…
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  — Não, Take, por favor… — insiste, puxando o uniforme dele.
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  — Ok, ok, eu não vou contar.
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  Mesmo sendo contra, Take não contará nada do que presenciou a %Keigo%. Ele consegue acalmar a amiga e eles retornam ao interior do prédio. Assim que chegam à sala, encontram %Keigo% e Kohshi esperando por eles. Perto da mesa do professor, o olhar de Ren atravessa o ambiente, fuzilando Take e %Ali%, a jovem se encolhendo perto do amigo.
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  Dois dias depois…

  O inverno se aproxima, a segunda semana de outubro está quase no fim e com ela uma temporada de dias frios para acostumar com o gelo que faz durante a próxima estação. Hoje é quarta-feira, e o casal Murakami-Yoshida passeia pelas ruas de Yokohama. Para ser mais preciso: nas dependências de um parque da cidade. %Ali% adora passear de mãos dadas com %Keigo% agora que assumiram o namoro.
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  Mesmo com os ataques que vem sofrendo, ela encontra nele as forças para continuar feliz e ela não vê a hora dele frequentar sua casa como seu namorado. A tal conversa com os pais de %Ali% para pedir oficialmente a mão dela em namoro ainda não aconteceu e isso vem preocupando o rapaz, que quer fazer tudo direitinho para não acontecer o que houve na última vez que encontrou o pai de %Ali%. Ele achou que ia morrer naquele dia.
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  O vento traz a sensação de frio, porém o casal consome, cada um deles um sabor diferente, duas casquinhas de sorvete com calda. Bom, %Keigo% está se lambuzando todo enquanto come e arranca risadas da namorada. Durante sua caminhada e luta com o sorvete para não se melar tanto, %Keigo% é surpreendido pela presença de cerca de seis homens mal-encarados. À princípio, nenhum deles se aproxima tanto do casal, apenas observando de longe. %Keigo% tenta não assustar %Ali% e disfarça sua preocupação, exibindo sorrisos forçados que parecem não ser notados por ela. Porém, a chegada brusca dos homens perto deles faz com que o jovem puxe a namorada para trás de si, protegendo-a.
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  Com o movimento, o sorvete de %Ali% cai no chão.
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  — Está nervoso, jovem Murakami? — debocha um deles, coçando o nariz como um tique nervoso. — Vejo que está bem acompanhado hoje — ele ri e os outros o acompanham.
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  — Fiquem longe! — ameaça %Keigo%, jogando o sorvete na direção deles que esquivam.
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  — Quem são eles, %Kei%? — indaga %Ali%, assustada, perto do ouvido dele.
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  — Não se preocupe, vamos embora — ele diz de volta apenas para ela e faz o movimento para saírem, porém são barrados.
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  — Já vão tão cedo? — diz um deles, cercando o casal e ficando na frente de %Ali% que saía primeiro. %Keigo% volta a puxá-la para que fique atrás dele e caminha para trás junto com ela.
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  — Opa! — o terceiro homem impede a escapada do casal.
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  — %Kei%! — %Ali% abraça %Keigo% por trás e ele segura as mãos dela que estão sobre seu peito. A jovem enterra o rosto nas costas do namorado.
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  — Calma, minha querida… — pede ele, também com medo. O olhar do Murakami se volta para os homens. — Deixem ela em paz, o problema de vocês é comigo.
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  — Claro que é — rebate o primeiro homem e se aproxima dele. — Os Murakami’s sempre são o problema dessa cidade — ele ri e puxa o casaco de %Keigo% com força.
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  — Não! — %Ali% o puxa de volta e %Keigo% tenta afastá-la.
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  — Não, %Ali%, não se envolva, por favor — suplica o jovem, temeroso. — Não quero que se machuque.
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  — É, gatinha, não se meta — diz o homem e faz sinal para o outro tirar %Ali% dali. Logo, a jovem Yoshida é puxada para trás.
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  — Não encostem nela! — brada %Keigo% que ainda está sendo segurado pelo casaco.
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  — %Kei%! Me soltem! %Kei%, não! — desespera-se %Ali%, debatendo-se nos braços de um deles.
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  De repente, %Keigo% leva um soco na boca e é solto no chão. %Ali% grita novamente por ele. O rapaz leva a mão à boca, verificando que não há sangramento, e se levanta, preparando-se para brigar.
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  A briga logo se inicia.
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  Enquanto %Keigo% apanha de quatro homens que são claramente mais fortes que ele fisicamente, %Ali% chora e um terrível filme se passa em sua mente. Por meses ela passou por uma terrível sensação de medo constante por conta de seu pai. As jogatinas feitas por ele, as dívidas acumuladas e as ameaças de morte eram algo infelizmente costumeiro para ela, mas ainda assim terrível de se conviver. Era comum para ela andar pelas ruas, de qualquer cidade que estivesse morando, sempre em alerta, olhando para os lados, sempre com medo. A raiva do pai só crescendo…
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  Outra questão que passa pela mente de Yoshida é onde %Keigo% conhece esses homens horríveis? E o que eles queriam dizer com “Os Murakami’s sempre são o problema dessa cidade”? Será que é por causa da fama de bandido que o tio de %Keigo% tem? O que mais aflige a jovem é não poder ajudar o namorado que já está com o rosto bastante machucado. Mas, um fio de esperança acende em %Ali% ao ver os irmãos Aikyo correndo na direção da briga.
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  — %Keigo%! — grita o mais velho enquanto corre.
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  Eles iam perguntar se %Ali% estava bem, mas resolveram encurtar a conversa, partindo para cima dos agressores do amigo para ajudá-lo. Uma briga maior se instaura e o desespero de %Ali% aumenta, agora três pessoas queridas estão em perigo. Porém, a briga não dura muito. Ouve-se gritos que ordenam que parem.
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  %Ali% vira o rosto na direção dos gritos e vê Ren correndo com uma barra de ferro empunhada, Katsuo, seu amigo, corre ao seu lado e mais alguns adolescentes que %Ali% sempre vê andando com eles nos intervalos das aulas. Ao verem as armas nas mãos dos jovens e constatarem que estão em desvantagem numérica, os homens abandonam o local, esvaindo-se dali.
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  — %Kei%! — %Ali% corre para acudir o namorado, agachando-se ao lado dele no chão. — Seu rosto está machucado… ah, %Kei%… — choraminga ela com medo de tocar no rosto ferido dele.
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  — Estou bem, %Ali%, não chore, minha querida — ele a tranquiliza, segurando sua mão e tenta sorrir.
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  — Será que sempre terei que salvar os três bocós?! — reclama Ren, aproximando-se com seu grupo de amigos.
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  — Não enche o saco, Kobayashi — lança Take, limpando o sangue de seu rosto. Seu supercílio havia se cortado.
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  — Mal agradecido você, hein, Aikyo?! — brada ele de volta, a barra de ferro repousada em seu ombro e um sorriso idiota no rosto. — Está tudo bem aí, brasileirinha? — pergunta Ren diretamente para %Ali% que ergue o rosto para observá-lo.
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  — Estou — responde, seca. — Obrigada pela ajuda — ela agradece e volta a olhar para %Keigo%, preocupada.
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  — Está me devendo uma, hein? — diz Ren, já caminhando para sair. — %Ali%ás — ele para seu movimento, rindo, e olha para os irmãos —, vocês estão me devendo. Irei cobrar em breve.
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  Ele ri debochado e sai caminhando, seus amigos o seguem feito cães obedientes. Assim que eles saíram, %Ali% engata uma leve discussão com %Keigo%.
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  — Quem eram eles, %Kei%? — indaga, aflita.
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  — Desavenças do meu tio — responde o jovem e faz uma careta de dor. Sua boca está com alguns cortes internos e externos que o incomodam.
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  — Meu Deus, %Kei%, tem que falar com alguém sobre isso! Seu tio sabe? Não faz nada? — dispara a reclamar, pois está preocupada que %Keigo% acabe igual ao seu pai: com perseguidores atrás dele.
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  — Ele não liga para o que acontece comigo — diz, amargurado, e completa olhando para %Ali%. — Querida, por favor, não se meta nessa história, está bem? — %Keigo% segura o queixo dela com delicadeza.
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  — %Kei%…
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  — Por favor… — insiste, lançando um olhar tão preocupado quanto o de %Ali%.
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  — Está bem — ela se dá por vencida, mas por dentro não se conforma com tanta negligência do tio do namorado.
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  — %Keigo% — chama Kohshi —, precisamos ir. Eles podem voltar — constata o mais velho.
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  %Keigo% concorda e %Ali% o ajuda a se levantar. Os quatro caminham para fora do parque, todos atentos ao redor para qualquer sinal de perigo. %Keigo% está mancando um pouco, pois levou duas rasteiras. Take e Kohshi têm quase os mesmos ferimentos, a diferença para Kohshi que tem um corte relativamente profundo em sua cabeça, já que levou vários chutes no local e o sapato usado pelo seu agressor tinha a ponta fina, o que causou o ferimento.
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  %Ali% deixa os rapazes em uma praça isolada, como inúmeras que tem naquela região da cidade, e vai até à farmácia comprar curativos. No caminho, ela liga para Aimi, avisando o que aconteceu. A jovem Inoue diz que vai até eles ajudar e que também levará curativos e remédios.
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  Minutos depois, %Ali% retorna para a pracinha, encontrando os três rapazes sentados nos bancos com as expressões de derrota. A garota separa os curativos e remédios e distribui entre eles, começando a cuidar de %Keigo% enquanto os irmãos cuidam de si mesmo.
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  — KOHSHI AIKYO!
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  A voz esganiçada, porém firme de Aimi é ouvida e todos encaram a jovem correr com a expressão irritada na face. Aimi é uma menina doce, normalmente está sorrindo, mas agora está bastante brava. Kohshi se encolhe, retraindo-se no banco conforme a Inoue se aproxima.
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  — Quem pensa que é para entrar numa briga com uma gangue?! — berra ela, estapeando o braço dele.
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  — Aimi-chan! Não me bata assim — choraminga ele com a voz manhosa.
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  — Acha que está certo, então?! — ela continua batendo nele e senta-se ao seu lado, praticamente empurrando Take para a ponta do banco. O mais novo ri da cena enquanto limpa o ferimento de sua mão.
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  — Não disse isso — defende-se. — Mas não precisa ficar brava, eu estou bem.
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  — Ah, estou vendo! — ironiza. — Seu rosto está machucado, idiota! — reclama ela, brava.
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  Kohshi observa a expressão dela, ainda brava, ao mesmo tempo que ela começa a retirar os curativos e remédios que levou para cuidar dos rapazes. Ela entrega um curativo maior para Take colocar em sua mão e outro menor para seu rosto e depois volta sua atenção a Kohshi que segue observando-a com carinho. Ultimamente, ele vem pensando em falar com ela sobre o que sente, sobre o que sempre sentiu, mas ainda não teve uma boa oportunidade para isso. Agora não seria, teoricamente, o melhor momento, mas…
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  — Quer sair comigo, Aimi? — pergunta, de repente. Aimi se distrai e quase derruba a sacola com os remédios. Kohshi a ajuda, equilibrando novamente as coisas em seu colo.
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  — Co-Como assim, Aikyo?! — diz, hesitante.
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  — Sair comigo, só eu e você, em um encontro romântico — detalha o rapaz, fazendo Aimi arregalar o olhar.
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  Mesmo assustada com a proposta e sendo observada pelos amigos, que aguardam uma reação dela, Aimi só pensa em uma coisa. E é exatamente o que ela executa em seguida.
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  Aimi puxa o rosto de Kohshi para si e o beija.
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  Take e %Ali% soltam um som de surpresa e sorriem. %Keigo% apenas sorri e balança a cabeça pensando na demora em Kohshi chamar a jovem para sair e pensando em si mesmo e no quanto demorou para declarar-se para %Ali%.
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[🎌]

  Poucas semanas depois…

  Já é inverno em Yokohama.
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  Meados de novembro e o frio já castiga a região. Sempre foi a estação favorita de %Ali% quando estava no Brasil, porém o frio japonês é bem diferente do que está acostumada. Apesar de ser mais rígido, ainda é do agrado da jovem.
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  %Ali% está sozinha na sala de aula. Já havia passado da hora de ir embora, mas ela resolveu ficar para concluir os exercícios extras passados pelo professor, no intuito de melhorar sua nota e seu entendimento dos assuntos de Língua Japonesa. As aulas diárias com %Keigo% têm dado resultado e %Ali% tem compreendido melhor os kanjis e regras gramaticais. O que ela pratica agora é a grafia dos kanjis, sempre foi um desafio para ela, mas sua dedicação tem sido admirável. Até mesmo seu pai tem elogiado ela por isso e dado bronca por ela ter tido tal dedicação somente agora que levou bomba no boletim.
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  Os rapazes tinham ido embora a pedido de %Ali%. Ela não quis incomodar e prender eles lá por mais tempo, mesmo que eles tenham dito que estaria tudo bem, ela preferiu ficar sozinha. %Ali% poderia estudar em casa, mas prefere o completo silêncio da escola após a saída de todos. Em casa, sempre há barulho e isso a distrai.
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  — Hm, olha se não é a brasileirinha intrometida — a voz debochada de Ayumi invade a sala de aula e %Ali% ergue a cabeça para encará-la. A outra caminha acompanhada por suas inseparáveis amigas. — Perdeu alguma coisa aqui, Yoshida?
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  — Estou estudando — %Ali% diz, simplesmente, e se vê cercada pelas três.
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  — Nerd — ela ri, sendo acompanhada pelas outras que agem como um espelho da Ayumi. — Saori, Yumi — chama a líder com o nariz empinado —, souberam da novidade?
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  — Não — responde Yumi já sabendo do que se trata. — O que aconteceu?
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  — Algo interessante aconteceu no colégio? — debocha Saori, rindo.
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  — Oh, muito interessante — diz Ayumi e se debruça na mesa de %Ali%. — Sabiam que temos um novo casal?
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  — Ohhh!!
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  — Quem são?! — dizem Saori e Yumi, respectivamente.
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  — Ren e %Ali% — responde, encarando %Ali% que dá um salto da cadeira, levantando-se.
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  — Eu não… — ela ia defender-se, mas é interrompida.
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  — O próprio Ren confirmou que vocês tiveram, como posso dizer… — Ayumi ri e completa: — Um momento íntimo bastante quente no terraço do colégio — Saori e Yumi soltam um grito de surpresa e %Ali% sente seu corpo tremer de raiva.
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  — Isso é mentira! Eu nunca…
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  — Sabemos o que você fez, sabemos como você é Yoshida! Você nunca me enganou com essa cara de santinha! — acusa a outra, voltando a falar firme, batendo na mesa de %Ali%, espalhando os livros e cadernos dela, que caem no chão.
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  — Sua… — %Ali% levanta uma das mãos para bater em Ayumi, mas tem o pulso segurado por ela. — Me solta!
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  — Sua porca! Deveria voltar para seu país e deixar o %Keigo%-kun em paz, você não merece ele, sua traidora!
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  Ayumi estapeia o rosto de %Ali% que tenta se defender do segundo tapa. Ela não percebe, mas Yumi saca o celular do bolso do blazer e começa a filmar a briga delas. Ayumi empurra %Ali% no chão e joga uma cadeira próxima na Yoshida que não teve como se defender. Enquanto agredia %Ali%, Ayumi acusa a jovem de traição e de ter relações sexuais com Ren. Saori ajuda a amiga, jogando uma caixinha de suco nos cabeços de %Ali% que grita pedindo para que parem com tudo aquilo.
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  Ela só queria sumir.
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  Após atacarem %Ali%, as três amigas a deixam caída no chão e rapidamente enviam o vídeo para todos os grupos da escola. Em poucos minutos, a maioria dos alunos responde o vídeo e alguém o upa para a internet em geral. Não demora para que aquilo se espalhe e chegue em quem não deveria ter visto.
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  Do outro lado da cidade…

  No escritório, Hiroki ouve de longe a voz da filha, mas parecia robótica. Ele pergunta ao seu colega de trabalho o que ele está vendo e logo assiste o vídeo da filha sendo esculachada por três garotas em sua escola. O coração dele dispara. Ele precisa voltar para casa imediatamente.
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  Enquanto isso, do outro lado da cidade, %Keigo% assiste ao vídeo horrorizado.
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  Seu celular vibra com a chegada de inúmeras mensagens.
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Take 👻: “%Keigo%! Cara, que merda de vídeo é esse?!
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Kohshi ⚽: “Você está bem, cara? Quer que a gente vá praí?!
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Take 👻: “Acho que devemos ir ver a %Ali% também…
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%Kei% 😝: Não acredito em nada que falaram nesse vídeo!!! 😑 Que absurdo! A Ayumi foi longe demais dessa vez…
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Kohshi ⚽: “Ela tinha parado de implicar com a %Ali% depois que o Yanar-san falou com ela, né?”
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%Kei% 😝: “Sim, mas parece que eu mesmo terei que falar com ela. Ou então mandar o Akuma-san falar… 😡”
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Kohshi ⚽: “%Keigo%! Cara, não precisa tanto. O Akuma é muito bruto!”
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Take 👻: “Ele é sinistro!!! 🙃”
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Kohshi ⚽: “Demais…”
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%Kei% 😝: “Mas ela irá parar com isso por bem ou por mal! Cansei…”
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Kohshi ⚽: “Entendo você estar assim, mas o Take tem razão: a %Ali%, precisamos ir vê-la!”
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%Kei% 😝: “%Ali%… sim, vamos vê-la. Encontro vocês aqui em casa em quinze minutos!”
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Take 👻: “Chegamos em cinco.”
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  Dito isso, os três trocam de roupa e logo se encontram.
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  Enquanto isso, na casa dos Yoshida

  — Vou matar os desgraçados que fizeram isso!
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  Hiroki está muito bravo com o ocorrido a sua filha. Ele anda de um lado a outro, já havia se livrado do paletó e seus cabelos estão bagunçados. Ele não quer crer que sua filha realmente tenha feito tudo que a acusaram no vídeo, ele sabe o quão perverso pode ser um adolescnete ferido, ainda mais quando se trata de seu país. Mas, por outro lado, ele não deixa de ter uma desconfiança, por mais que isso lhe doa.
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  — Querido, acalme-se, por favor — pede Harumi, que abraça a filha. %Ali% não diz uma palavra desde que o pai e o padrinho chegaram, Hayato também está mudo desde que chegou há alguns minutos. — Foram crianças que postaram isso…
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  — Eles não são mais crianças, Harumi! — brada o homem, nervoso. — Por Deus, olha o que fizeram… certamente foi de caso pensado!
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  — Não pode acusar sem saber, Hiroki — adverte a mulher, lançando um olhar para o marido. “Pare!”, diz o olhar nas entrelinhas.
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  — Não é possível que a escola não faça nada contra isso — continua ele, ignorando a advertência. — Uma escola tão tradicional em Yokohama e permitindo que os alunos cometam bullying dessa forma…
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  — Isso não é bullying — manifesta-se Hayato, pela primeira vez. Todos na sala o encaram. — Já passou dos limites do bullying — completa ele, sério. %Ali% tem medo toda vez que vê o padrinho sério dessa forma.
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  — Padrinho… — sussurra %Ali% para si mesma.
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  — %Ali% — chama o homem, encarando a afilhada. O olhar que %Ali% odeia. — Quem são essas garotas?
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  Ele pergunta, mas %Ali% não consegue responder. A campainha toca.
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  — Quem será? — questiona-se Hiroki, ainda com a voz irritada. — Em pleno caos na nossa família e vêm incomodar…
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  — Pode ser alguém da escola, querido — lembra Harumi, deduzindo, e o homem ergue ambas as sobrancelhas, concordando.
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  Hiroki caminha até a porta e a abre. Parados ali estão três adolescentes, um deles Hiroki sabe muito bem quem é.
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  — Você! — exclama ele, surpreso em ver o rapaz ali.
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  — Boa noite, senhor Yoshida.
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  %Keigo% curva o corpo em um ângulo de noventa graus em sinal de muito respeito. Em sua mente, o jovem monta frases que não soem ofensivas de alguma maneira para o homem assustador a sua frente. Hiroki consegue ser pior que o tio de %Keigo% quando está com raiva, transmite uma aura sombria.
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  — O que faz aqui, moleque? — brada o mais velho e dá um passo para frente, assustando os três amigos que recuam.
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  — Viemos ver a %Ali%, senhor — responde o Murakami com a voz amena, tentando ser o mais cordial possível. — Podemos…
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  — Não, não podem! — Hiroki o interrompe de maneira rude. — Saiam daqui, andem, saiam! — brada o homem, espantando os três dali.
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  — Só queríamos…
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  — Estão surdos?! — esbraveja e ameaça jogar um sapato, que estava perto de seus pés, na cabeça dos garotos.
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  %Keigo%, Take e Kohshi saem correndo, assustados com a reação adversa de Hiroki, mas o grito de %Ali% os faz parar.
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  — %Kei%!!!
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  %Keigo% vira o corpo e vê a namorada correr em sua direção. Ele passa entre os amigos e prepara-se para acomodar %Ali% em seu abraço. Em segundos eles estão abraçados, o calor de seus corpos os aquecendo nessa noite fria. O abraço do namorado é tão confortável quanto o de seu padrinho.
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  Acolhedor.
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  — Eu não fiz nada, %Kei%, não fiz — sussurra %Ali% no ouvido de %Keigo%, exasperada.
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  — Eu sei que não — ele devolve o sussurro. — Não se explique, eu sei que não fez nada do que disseram — ele afaga a nuca dela e deixa um beijo carinhoso na lateral de seu rosto.
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  — Hey, moleque! — Hiroki grita, correndo para separar os dois, mas é impedido por Hayato.
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  — Hiroki! — impõe ele, recebendo o olhar indignado do amigo. — Temos muito a resolver, mas resolveremos uma coisa de cada vez — pondera. — %Ali% — o homem chama pela afilhada, que se vira para encarar o padrinho, a mão agarrada na de %Keigo%.
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  — Sim, padrinho — ela diz, encarando de volta, o olhar baixo.
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  — Vamos entrar e resolver o seu problema do vídeo — diz. — E depois — ele rola o olhar para %Keigo%, fixando nele —, vamos ter uma conversa, rapaz.
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  %Keigo% apenas assente. Hayato consegue ser tão assustador quanto Hiroki. Será uma noite longa para todos.
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