Capítulo 8 • Gostosuras sem travessuras
Horas depois...
18h15
%Kohshi% e %Keigo% chegam ao bar e restaurante que há próximo ao shopping onde o %Asakawa% encontrará sua namorada às 20h. Os dois homens se acomodam em uma mesa e fazem pedidos distintos: %Keigo% pede um chopp bem gelado enquanto %Kohshi% pede ao garçom para que lhe traga uma dose de tequila com limão e sal e, logo depois, uma dose de whisky com gelo.
Não demora e os pedidos chegam.
— Se contar para a Aimi que eu estou bebendo, eu te mato — alerta %Kohshi%, virando o copinho de tequila na boca e chupando o pedaço de limão em seguida.
— Acha que ela não saberá assim que beijar você? — questiona %Keigo%, retoricamente e rindo. %Kohshi% ri junto e faz uma careta sentindo a tequila subir muito rápido ao seu cérebro.
— Ah, tanto faz — eles riem mais um pouco ao mesmo tempo que o %Hayashi% dá um gole em seu chopp. — Estou estressado — comenta ele e %Keigo% o encara. — Hoje foi um dia daqueles, em plena sexta-feira... Preciso beber.
— Te entendo bem — concorda %Keigo% e também solta um suspiro cansado. — Lá no
back tivemos tanto trabalho quanto. Odeio
hackers!
— Por mim, todos seriam eliminados do planeta — %Kohshi% ri de seu comentário e %Keigo% o acompanha.
— Concordo — ele ergue seu copo para brindar com o amigo e %Kohshi% o acompanha, tintilando os copos e bebendo em seguida.
— Mas, me diz, %Keigo%, o que você queria conversar de tão urgente?
— Já quer falar? — o desenvolvedor ri, ele esperava iniciar o assunto quando tivesse um pouco bêbado, só para ter mais coragem. %Kohshi% suspende as sobrancelhas, surpreso.
— Que horas pretendia falar? Quando tivesse bêbado suficiente? — ele ri novamente com seu comentário e %Keigo% o encara surpreso.
— Me conhece bem, afinal.
— Somos amigos, %Keigo%, óbvio que eu te conheço. Anda, fala logo, para de enrolar — intima %Kohshi%.
— É sobre toda a confusão envolvendo a %Li% e o meu namoro com ela — introduz.
— Imaginei — %Kohshi% se ajeita na cadeira e pega seu copo de whisky bebendo um pouco do líquido. — Sabe que não é para mim que deve falar algo, não sabe?
— Sei, mas eu quero que os três saibam de tudo — diz %Keigo%.
— Claro que minha conversa com o %Take% e com a %Li% será diferente, mas quero que você também saiba, %Kohshi%.
— Ok, sou todo ouvidos, pequeno %Hayashi% — diz %Kohshi%, zombando do apelido que %Keigo% tinha quando eles eram crianças.
— Sabe que eu sempre senti atração pela %Li%, né? — %Kohshi% apenas concorda com um gesto de cabeça. — Eu nunca quis magoar ela, mas acho que a minha confusão sobre os sentimentos, que perambulavam em meu peito, me confundiu e eu achei que a amava como mulher, entende? — o outro não responde nada e apenas o encara, sério. — Tentei terminar com ela, antes de completarmos seis meses de namoro, mas eu fui mesquinho nesse momento.
— O que você fez para se considerar mesquinho?
— Eu quis manter minha relação com ela por puro capricho, apenas para que %Take% não a conquistasse — revela %Keigo% e %Kohshi% arregala o olhar.
— %Keigo%! — grita %Kohshi% — Nossa, por essa eu não esperava, não de
você — espanta-se.
— Nem eu esperava, %Kohshi% — diz %Keigo%, cabisbaixo, mas aliviado por estar desabafando. — Foi canalhice minha, eu sei disso e eu me arrependi assim que vi o olhar de %Li% me desejando naquele dia.
— Sim — ele sorri sem humor. — Ia ser nossa primeira vez.
— Cara... — inicia %Kohshi%, sentindo sua calma ir embora mais rápido que o efeito da tequila subiu ao seu cérebro. — Sabe o jeito que a %Li% chegou ao meu apartamento naquele dia? Ela estava arrasada, o que você disse para ela? %Take% não quis me contar — despeja ele.
— Eu disse que eu não a amava como mulher. Disse a verdade, mas acho que não era o melhor momento.
— Você acha? — indaga o mais velho de maneira retórica. — Nossa, %Keigo%, você se superou na lerdeza, de verdade!
— Não te culpo por sentir raiva de mim, acredite que eu também sinto — ele dá mais um gole em seu chopp.
— Também não precisa se martirizar, caramba! — irrita-se %Kohshi% e põe seu copo na mesa e jogo o corpo para frente. — Somos adultos, %Keigo%, e somos amigos de infância. Não temos segredos um com o outro ou pelo menos não deveríamos ter. Já te disse várias vezes que você deve externar o que sente, guardar as coisas só lhe faz mal.
— E eu já te disse que é fácil demais
dizer — rebate %Keigo% e os olhares dos amigos se cruzam no ar.
— Ok... — %Kohshi% volta a encostar na cadeira, passando as mãos pelos cabelos rapidamente. — Imagino que contar isso para mim seja difícil.
—
Muito! — confirma %Keigo%.
— Você sabe que será pior contar ao %Take%, não é? — %Keigo% o encara.
— Nem sei se ele vai querer falar comigo.
— Podemos dar um jeito nisso — %Kohshi% para um instante para refletir.
— Vai me ajudar? — o outro o encara novamente.
— Vou — ratifica ele e completa: — Meu irmão é um cabeça dura esquentado, mas daremos um jeito dele conversar com você. Só não garanto que ele não queira te matar durante a conversa.
— Nossa, obrigado pelo incentivo, %Kohshi%! — ironiza %Keigo%.
— De nada, amigo — eles riem. — Falar com a %Li% também será difícil, mas ela é a mais compreensiva de nós e a mais sensata. Ok que às vezes, quase sempre, ela é impulsiva e não pensa direito — ele ri sozinho. — Mas ela não faz por mal, tadinha, a convivência com você a fez ficar meio lerda.
— Estou brincando, cara, relaxa! — %Kohshi% sorri e volta a beber seu whisky. — Hm... — alerta ele e engole o líquido antes de falar. — Podemos armar a sua conversa com o %Take% na festa de Halloween que terá na empresa, o que acha?
— Boa ideia! Com a confusão em minha mente eu acabei me esquecendo da festa.
— Pois eu não! — eles riem. — Aimi está animada e me manda todo dia fotos de fantasias que podemos usar juntos.
— Ela também vai? Que legal!
— Eu tinha combinado com a %Li% de irmos com fantasia de casal também. Bom, isso foi antes, né?
— Acho que vou levar uma pessoa para a festa. Acha que seria estranho? — %Keigo% exibe um olhar quase infantil, como o de um garotinho que pede permissão aos pais para sair com o amigo.
— Acho que já passou da hora de você arrumar uma namorada — brinca %Kohshi%. — Quem é a felizarda?
— Ela não é minha namorada — %Keigo% fica tímido e seu rosto fica avermelhado na altura das bochechas. — O nome dela é Hanna, a conheci há alguns meses.
— Hm... é bonita ela? — %Keigo% encara o amigo com a sobrancelha arqueada. — Calma! Só perguntei! — %Kohshi% ri.
— Te conheço bem, %Kohshi% — diz %Keigo%. — Mantenha suas asinhas apenas na Aimi.
— Ficou bravo o %Hayashi%! Está apaixonado mesmo — zomba %Kohshi%, rindo.
— Babaca... — %Keigo% bebe o último gole de seu chopp, repousando de volta o copo em cima da mesa. — Acho que vou pedir outro.
— Pode pedir, por minha conta!
— Pela sua coragem em me contar a verdade e estar disposta a retomar a nossa confiança. Vai ser difícil? Vai, mas estarei aqui para te ajudar, ok? — %Kohshi% lança seu corpo para frente novamente e dá um tapinha amigável no ombro de %Keigo% que sorri em agradecimento.
— Seu apoio é de grande ajuda, cara, obrigado! Obrigado por ter me perdoado também.
— Quem disse que eu perdoei? — %Kohshi% ri, logo desmanchando sua cara séria. — Brincadeira, eu não tenho nada para perdoar, cara. Fiquei com raiva de você, na época, e minutos atrás quando me contou as coisas, mas já passou.
%Keigo% ri e relaxa seu corpo na cadeira. %Kohshi% pede mais bebidas para eles e olha em seu relógio. O tempo passa rápido e está quase na hora dele se encontrar com Aimi. Os amigos tomam a saideira, pagam a conta e deixam o local seguindo rumos diferentes. Enquanto o %Asakawa% vai para shopping encontrar sua namorada, %Keigo% liga para Hanna e a convida para sair, quando ela aceita, ele se dirige até o apartamento dela e espera pela moça com seu carro estacionado do outro lado da rua. Ele está aliviado em ter contado tudo a %Kohshi%, aliviado também por ter o apoio do amigo em sua missão. Agora faltam apenas dois para que ele tenha o perdão de todos e, quem sabe, a confiança dos amigos de volta.
[💻]
No dia seguinte...
Sábado, 7h29AM
Hoje é mais um dia em que %Li% acorda enjoada e sentindo-se extremamente cansada, parecendo até que ela não descansou nada durante à noite. Além disso, sua cólica a incomoda, ainda que fraca e ela resolve se higienizar, trocando de absorvente. A mulher estranha a coloração do sangue da menstruação, mas está tonta e cansada demais para se preocupar com isso agora. Ela terminar de se arrumar e pega um táxi em direção à Seven. Como já tinha concluído seu trabalho no dia anterior, não havia necessidade de ela estar ali hoje, havia sido liberada por seu chefe imediato, mesmo assim %Li% quis ir para ajudar sua equipe com o caso do
hacker. Eles haviam resolvido boa parte do problema, mas havia detalhes a serem reparados.
1h depois do início do expediente...
%Li% caminha cambaleante na direção do banheiro, sua visão está levemente turva e sua tontura a deixa confusa comprimindo sua cabeça, a fazendo doer. Por um instante, ela vê tudo escurecer e suas pernas fraquejarem. Porém, antes de atingir o chão, a moça sente dois braços fortes te sustentarem e então, ela desmaia.
Minutos se passam e %Li% acorda sentindo um colchão embaixo de si, abre os olhos e confirma estar deitada numa cama. Seus olhos rolam para o lado e logo enxerga %Keigo% sentado na ponta da cama.
— Está melhor? — pergunta ele em tom preocupado.
— Um pouco tonta e enjoada ainda, mas... como eu vim parar aqui no dormitório? — indaga %Li% e %Keigo% dá um sorriso contido.
— Eu te trouxe para cá, você estava quase caindo no chão quando eu cheguei — explica. — Sorte que me deu vontade de tomar café.
— Salva pelo seu vício em café — eles riem um pouco e %Li% senta-se na cama, encostando o corpo na parede ao lado.
— %Li%, não é normal você ficar passando mal dessa forma. Ontem aconteceu e hoje também. Tem certeza de que nada de errado aconteceu com você? — insiste o homem, ainda preocupado.
— Bom, eu venho tendo essas tonturas faz algumas semanas. Duas ou três mais ou menos — ela diz.
— Além de tontura e enjoo, o que mais você sente?
— Hoje eu senti dor de cabeça, uma bem forte — confessa ela e completa: — Sem contar as cólicas, mas é normal porque estou em período menstrual.
— Hm, entendo... — %Keigo% fica pensativo, reunindo as informações que acaba de ouvir e tenta concluir o diagnóstico. Um questionamento lhe vem à mente, mas ele não sabe se deve perguntar sobre isso.
— O que houve, %Keigo%? Está com uma cara estranha... — desconfia a moça e ele volta seu olhar para ela.
— Eu posso te fazer uma pergunta indiscreta?
— Antes de mais nada, saiba que eu gosto de outra pessoa — diz ele, de repente.
— Hã? Sério? — surpreende-se %Li%.
— A Hanna? A mesma Hanna que era a sua
amiga? — ela ironiza e ri em seguida. — Nossa, então eu estava certa em minha suspeita.
— Me desculpe por isso. Ainda vamos ter a oportunidade de conversar com calma sobre isso e eu poderei te dizer tudo, agora não é o momento — %Li% concorda com um gesto de cabeça e desmancha sua cara de zoação.
— Enfim... estou feliz que esteja feliz, %Keigo%...
— Obrigado — ele agradece, tímido e ambos sorriem.
— Pode perguntar, %Keigo%.
— Você e o %Take%... bom, vocês sempre... sempre se protegem, né? — finalmente ele pergunta e %Li% arregala os olhos.
— Que bom... — %Keigo% sente seu rosto avermelhar-se por ter perguntado isso, mas não se sente incomodado em saber que o casal de amigos tem relações sexuais. Fato que antes lhe incomodava de alguma forma, talvez tenha sido orgulho ferido, afinal. %Kohshi% estava certo.
— Ah... — suspira %Li% chamando a atenção de %Keigo%.
— Teve uma vez que... que a gente não usou.
— Hm, e ele... ele... bom, ele... — o rapaz simplesmente não consegue concluir a frase.
— Sim, ele gozou dentro — %Li% conclui por ele e completa: — Mas eu tomei a pílula do dia seguinte e minha menstruação veio normalmente. Atrasada, mas veio sim.
— A cor do sangue veio normal?
— %Keigo%! Virou ginecologista agora?! — retruca a mulher.
— Calma, %Li%! É porque tem mulheres que engravidam e a menstruação continua descendo, mas com uma cor diferente.
— Ah... — ela leva as mãos ao rosto e balança a cabeça levemente.
— Está mais escuro — revela ela olhando para %Keigo% pela fresta de seus dedos. — Será que estou... Ahhh! — ela começa a balançar as pernas em sinal de desespero somente em pensar estar grávida.
— Calma, %Li%, fica calma — pede ele novamente e se levanta.
— Aonde vai? — ela segura o braço dele o impedindo de sair.
— Comprar um teste de gravidez para você.
— Não! — ela o puxa, fazendo %Keigo% sentar-se desengonçado na cama.
— Prefere que eu te leve ao hospital para fazer o teste de sangue? — ameaça ele e %Li% semicerra os olhos, soltando o braço do amigo.
— Não demore, vou esperar aqui.
Ele deixa o dormitório e literalmente corre até à farmácia mais próxima da empresa, compra o teste e retorna em quinze minutos. Quando ele entra novamente no lugar, %Li% está chorando e, assim que vê %Keigo%, corre para abraçá-lo, revelando estar com medo.
— Vai dar tudo certo, calma — ele afaga as costas dela.
— E se eu estiver grávida? %Keigo%... — ela se afasta do rapaz para olhá-lo. — %Take% disse que não quer ter filho agora. Ele vai...
— Ele vai ser o homem mais feliz desse mundo quando souber — %Keigo% a interrompe, segurando o rosto dela com ambas as mãos de maneira carinhosa. — E tenho certeza de que ele vai amar saber, ele seria louco se não amasse.
— %Keigo%... — ela diz, chorosa.
— Ele te ama, %Li%. Ele te ama...
Com as palavras de %Keigo% rebatendo em seu cérebro, %Li% afunda seu rosto no peito do amigo e o abraça forte. Eles se mantêm assim por alguns minutos e então %Li% vai fazer o teste, indo até o banheiro. Poucos minutos são o suficiente para ter o resultado. Ao retornar, a resposta de %Keigo% ao seu questionamento de qual é o resultado é dada em forma de um leve sorriso e um abraço, além da resposta verbal.
[💻]
%Take% está encostado na cabeceira de sua cama e tem sua linda e manhosa namorada deitada em seu colo. É início da tarde de sábado e eles voltaram mais cedo do trabalho, que termina oficialmente às 12h, pois %Li% tinha passado mal e ainda estava com tonturas. Nesse momento, o homem afaga os cabelos de %Li% enquanto rola seu dedo pela tela de seu celular, seu olhar está perdido assim como os pensamentos de sua namorada.
%Li% havia pedido para %Keigo% não contar nada a %Take%, que ela mesma contaria. Mas, a mente dela fervilha ao pensar em uma maneira de contar. Como ela havia dito a %Keigo%, %Take% lhe confessou que não quer ter filhos agora, apesar de sempre lhe mostrar fotos de roupinhas de bebê, ele diz que é apenas por diversão e que gosta de imaginar um bebezinho com o rosto da %Li% dentro das roupinhas, porém, ele também diz que não tem maturidade para ter um filho agora, apesar de já estar com 32 anos.
— Ainda está enjoada, amor? — ele pergunta, de repente, e atrai a atenção de %Li% que ergue a cabeça para cima, ainda deitada no colo de %Take%.
— Um pouco, vai e volta — afirma ela.
— Estranho. Não me lembro de você ter enjoos quando está menstruada — ele diz e olha para ela.
— É... — %Li% apenas concorda, mas não tem coragem de falar mais nada.
— Deveria ir ao médico, labareda — sugere ele e %Li% apenas concorda com um gesto de cabeça, voltando seu rosto para baixo novamente. %Take% intensifica o cafuné na cabeça da namorada.
— Desse jeito vou acabar dormindo, amor — ela diz, manhosa.
— Bom que você descansa um pouco. Pode dormir — diz e %Li% se aninha mais. Porém, %Take% a cutuca, colocando o celular na mesinha ao lado de sua cama e deitando-se. Ele puxa %Li% para deitar-se em seu peito e logo ela se aninha ainda mais manhosa. — Fofa...
— Só quero ficar quieta um pouco, não vou dormir — ela diz de olhos fechados.
— Tudo bem, meu amor. Você botou o absorvente?
— Ok. Descansa, vou ficar aqui com você.
%Take% dá um beijo terno na testa dela e abraça %Li%, aconchegando-se nela. A mulher está com o coração partido em não contar para ele sobre a gravidez. Ao mesmo tempo que ela sabe que deve contar, o medo de uma reação adversa a deixa em pânico e a faz recuar. De qualquer forma, %Li% não quer pensar nisso agora. Apenas quer curtir o calor emanado pelo namorado e agora pai de seu filho.
Dias depois...
Chega o dia da festa de Halloween da Seven. Durante esse tempo, a menstruação de %Li% já havia ido embora e seus enjoos diminuíram. Ela fez um exame de sangue e comprovou aquilo que o teste de farmácia já havia acusado: ela está grávida de dois meses e meio. %Keigo% a acompanhou nesse dia, aliás, ele tem sido um grande amigo. Nesse meio tempo, eles tiveram a tão esperada conversa e %Keigo% pôde pedir perdão e confessar tudo que realmente sentia e nunca teve coragem de contar a ela. %Li% chorou bastante, o acusou de ter sido negligente com os sentimentos dela e egoísta também. O %Hayashi% acatou todas as acusações calado, pois sabia da existência de sua culpa. No fim, %Li% o perdoou por tudo e eles recomeçaram a amizade. A mulher não pode negar a si mesma nem a ninguém que sente falta de ter %Keigo% por perto, um amigo sempre tão querido e companheiro. Esse companheirismo se faz presente até hoje, quando ela precisava de ajuda com sua fantasia para a festa e pediu para %Keigo% lhe comprar o acessório que faltava.
— Demorei? — diz o rapaz assim que %Li% abre a porta de seu apartamento revelando o figurino dele.
— Nossa, que pirata mais fofo! — espanta-se ela ao percorrer seu olhar da cabeça aos pés do homem. — Entra, %Keigo% — ela o conduz para dentro do apartamento e fecha a porta em seguida.
— Você está linda, %Li% — comenta. — Aqui está sua peruca preta — ele entrega a sacola com a peruca que ela pediu e %Li% a segura.
— Obrigada, %Kei%! Salvou minha vida! — agradece e lhe dá um beijo na bochecha, o fazendo corar. — Fica à vontade, eu já volto.
%Li% deixa a sala e volta para seu quarto. %Keigo% senta-se no sofá ajeitando seu figurino. Sua fantasia consiste em: um pirata zumbi. Usa botas e calça pretas; camisa branca surrada; um sobretudo marrom sujo de tinta para dar efeito de desgastado; os cabelos penteados para trás deixando apenas um topete charmoso; a maquiagem de zumbi realçando seus olhos – que ele colocou uma lente de contato mais clara que a cor natural de seus olhos para destacar –; e, por fim, um tapa olho preto com um símbolo de pirata bordado. Originalmente, %Keigo% deveria ir com uma fantasia combinando com a de %Li%, mas, como não estão mais namorando, ele resolveu mudar. A fantasia dela é a Wednesday, mais conhecida como Wandinha, da Família Adams. Ele iria vestido de algum outro personagem dos Adams, mas acabou desistindo.
Por falar em %Li%, a figura imponente da mulher retorna à sala, já totalmente caracterizada de Wednesday. A meia calça preta totalmente fosca cobre toda sua perna; seus pés são vestidos por sapatos pretos bem lustrados; o vestido listrado em preto e braço, colado ao corpo, de mangas curtas; a maquiagem para clarear mais sua pele e a sombra preta para realçar seus olhos, deixando-os ainda mais escuros e nítidos; a peruca preta trazida por %Keigo% é o toque final, já que o cabelo de %Li% é vermelho e ela não quis pintá-lo, resolveu aderir à peruca que ela só fez duas tranças em maria-chiquinha.
— Wow... — %Keigo% deixa escapar assim que a vê voltar à sala e %Li% sorri, ajeitando a franja da peruca.
— Perfeita! — exclama o homem. — Aposto que o %Take% irá adorar te ver assim.
— Certamente ele vai — ela ri sem jeito.
— Ele vai de Família Adams também?
— Não. Ele irá de vampiro, um vampiro gostosão — eles riem com o comentário final dela.
— Se fossem de casal, seria melhor vocês irem como os pais da família, né? O senhor e a senhora Adams.
— Aii, %Keigo%, nem me lembre sobre
pais...
— Desculpe, não foi minha intenção — apressa-se ele.
— Precisa contar a ele, %Li% — %Keigo% volta a aconselhar e levanta-se do sofá, colocando seu celular no bolso da calça.
— Eu sei, acho que contarei hoje ou amanhã.
— Melhor amanhã, hoje você vai falar com ele sobre tudo que rolou e eu não quero encher a cabeça dele com mais coisas — decide ela e %Keigo% apenas dá de ombros.
— Você quem sabe, querida, mas saiba que eu estou aqui, tá? — ele dá uma piscadela para a amiga.
— Eu sei, obrigada pelo apoio sempre — %Li% se aproxima o abraça %Keigo% e ela sente o celular dele vibrar em seu bolso. — Espero que isso tenha sido seu celular, %Hayashi% — ela brinca e eles riem.
— E foi... espera um pouco, deve ser a Hanna — ele tira o celular do bolso e confirma ser Hanna, que agora é sua namorada oficialmente. — Ela disse que já está pronta. Vamos?
— Awn, ele está tão apaixonado que até brilha os olhinhos quando fala da Hanna. FOFO! — zomba %Li%, deixando %Keigo% sem graça.
— Sua boba! Vem logo, vai!
Eles riem e deixam o apartamento indo até o carro de %Keigo% que está na garagem do prédio de %Li%. Após passarem na casa de Hanna para buscá-la, os três seguem até a Seven. %Take%, %Kohshi% e Aimi também já estão prontos e também estão indo rumo à empresa. O %Asakawa% mais novo está vestido de vampiro tradicional. Os cabelos grandes do mais novo estão soltos, porém jogados para trás fixados com gel. A maquiagem dele está bem acentuada e foi feita por sua cunhada Aimi que está vestida de bruxa, sentada no banco da frente do carro; ela usa um vestido roxo e com renda preta que o cobre inteiramente, indo até a altura de seus joelhos; usa também uma meia-calça preta do modelo arrastão; toda furada e um botinha de salto; seus cabelos presos em um rabo de cavalo alto deixando acentuada sua franja. Já o %Asakawa% mais velho está vestido de mago; usa uma capa lilás bastante comprida e com desenhos de astros e estrelas na cor prata brilhante; os cabelos jogados para um lado de seu corpo, também fixados com gel; usa uma camisa e calça jeans ambas na cor preta; e um cedro de acessório, que agora está com Aimi para não atrapalhar sua condução do carro.
%Take% manda uma mensagem para %Li% assim que chegam ao estacionamento da empresa.
18:03 “Chegamos, amor!!! Estou louco para te ver de Wednesday. Você fez tanta surpresa que eu acabei sonhando com você vestida assim, mas foi um sonho erótico...”
18h03 “Onde está? %Kohshi% poderia ter ido te buscar também”
18h03 “Não demore, labareda. Estou com saudades, amo você!”
Horas depois...
%Take% está bastante chateado com os amigos. Isso porque parece que todos resolveram
empurrar o rapaz para uma conversa amigável com %Keigo%. Antes de saírem de casa, %Kohshi% o aconselhou, de maneira nada despretensiosa, de que ele deveria dar uma chance ao velho amigo e ouvir o que ele tem a dizer. Porém, %Take% se conhece bem e sabe que não aguentaria cinco minutos no mesmo ambiente de %Keigo% sem querer socar a cara dele. O mais novo mal sabe como resiste a isso durante os dias de trabalho. Vendo que está quase sem saída, o rapaz praticamente arrasta sua namorada para longe, a levando até o banheiro feminino e se trancando com ela lá dentro.
— Amor! Esse é o banheiro feminino, alguém pode nos pegar aqui! — alerta ela, rindo da loucura cometida pelo namorado.
— Seria interessante fazer amor com você com toda a adrenalina de sermos pegos no ato — ele termina de trancar a porta e se vira para %Li% que dá alguns passos para trás.
— Você vai me morder, vampirão? — provoca ela e %Take% vira o pescoço para o lado sentindo um arrepio atingir sua nuca, o calor tomando conta de suas pernas.
— Quer que eu morda você, Wednesday? — ele aproxima-se devagar dela que para encostada na parede fria do banheiro. — Está tão gostosa vestida assim, amor...
— O seu sonho era algo parecido com isso, raposinha? — relembra ela e %Take% sorri de canto.
— A realidade é muito melhor porque eu posso
tocar você — ele finalmente para na frente dela e a segura pela cintura puxando-a para si. — Está tão cheirosa... — %Take% aspira o perfume dela perto de seu pescoço e afasta a trança da peruca.
— O que fará comigo? — %Li% solta o ar ao fim da frase jogando a cabeça para trás e inclinando o pescoço para que o namorado por ter o caminho livre, sua mão desce sorrateiramente até o membro dele. O gesto o faz sorrir novamente.
— Tudo que você quiser, meu amor.
Sem perder mais tempo, %Take% deixa um chupão no pescoço de %Li% a fazendo massagear o membro dele sobre sua calça. Logo ela retira sua mão dali e diminui o espaço entre sua virilha e a dele, erguendo sua perna esquerda que rapidamente é segura por %Take% que a prende em seu braço junto de sua cintura. Ele ergue o vestido colado dela revelando a lingerie preta de cintura alta que ela usa. Após olhar rapidamente para a intimidade da namorada, %Take% volta sua atenção para os lábios de %Li%, beijando-os com vigor e pressionando seu corpo no dela que se comprime na parede. As mãos do homem massageiam os seios de %Li% agora e logo uma delas se separa e desce até a intimidade da mulher, alisando-a sensualmente. A Mori sente o ar lhe faltar e começa a puxá-lo com mais força, o calor aumentando e subindo por suas pernas, incendiando seu interior. %Take% está tão empolgado que nem percebe que %Li% não está normal como sempre fica quando é beijada por ele. %Li% sente-se sufocada e parece que irá desmaiar a qualquer instante, mas o tesão que lhe toma conta é tão forte que ela não quer interromper o beijo e o toque do namorado. Porém, ela não consegue controlar sua tontura e é vencida pelo peso de seu corpo.
— Amor! — finalmente %Take% percebe que há algo errado e segura o corpo de %Li% a tempo, antes dela cair no chão. — Amor, o que houve? %Li%? %Li%!? — chama ele, desesperado. Os olhos dela estão semiabertos, piscantes, e a pele de %Li% começa a esfriar rapidamente, algumas gotículas de suor se formam em seu corpo. — Amor...
— Ah... minha cabeça está girando — ela diz, ofegante, e ainda tonta.
— Vem, senta um pouco — %Take% ia colocá-la no chão, mas %Li% o impede.
— Preciso de ar, está quente demais aqui — avisa ela segurando o braço dele com força.
%Take% a conduz para fora do banheiro e a leva para um lugar mais fresco. Ele corre até o bar da festa, pegando uma garrafa de água gelada e retorna ao local onde deixou a mulher e lhe oferece a água. Após beber e jogar um pouco em seu rosto, retirando a peruca, %Li% consegue recuperar sua lucidez e sorri para %Take%.
— Obrigada, amor — agradece ela e %Take% a abraça com carinho.
— O que você teve? Isso não é normal, labareda. Estou começando a me preocupar...
— Não se preocupe, está tudo bem — garante a mulher com um meio sorriso.
Ele não se convence tanto disso, mas apenas assente com um gesto de cabeça. Os dois retornam à festa e %Take% volta a beber os
drinks que degustava antes de saírem dali. Mais uma vez a insistência de %Kohshi% e Aimi para que ele converse com %Keigo% o irrita e o faz beber mais.
— Beba devagar, %Take% — alerta %Kohshi%.
— Pare de me regular, %Asakawa%-san — debocha o mais novo dando um último gole em seu
drink e pegando outro na bandeja do garçom que acaba de passar por ele. — Bebe um pouco, amor — ele estica a taça para %Li% que põe a mão na frente, barrando-o.
— Não quero, amor. Obrigada — recusa a mulher e %Take% faz uma careta.
— Só um golinho — ele faz um beicinho fofo. — Você está muito tensa ultimamente e isso lhe fará bem, bebe — insiste o homem voltando a esticar a taça para ela.
— Eu disse que eu não quero, %Asakawa%!!! — ela berra, chamando a atenção de algumas pessoas em volta que a olham assustados.
— Desculpa, eu bebo... — %Take% desmancha seu beicinho e fica sério no mesmo instante em que ela grita, sentindo um imenso nó lhe formar na garganta e arrependido de ter insistido.
Ele deixa a roda de amigos e %Li% ameaça ir atrás dele, mas %Kohshi% a impede dizendo que é melhor ele ir. A mulher leva as mãos ao rosto, sentindo-se culpada por ter estourado, apesar de saber que %Take% é insistente demais quando quer convencer alguém a fazer algo.
— Por Deus, %Li%! — exclama Aimi para a amiga. — Você precisa contar para ele...
— Eu sei, mas eu não tenho coragem — repete %Li% com a voz embargada. Todos já sabem da gravidez, menos o pai da criança. — Ele disse várias vezes que não quer ter filhos. Como vou contar?
— Com a boca, %Li%! — Aimi diz de maneira óbvia e segura a amiga pelos ombros.
— Não é tão simples, Aimi...
— É sim, Mori! Não aja assim! Conta para ele... — diz ela sacudindo os ombros de %Li%. — Você viu como ele está chateado com seu silêncio, certamente ele está paranoico de novo assim como ficou na festa
Funk-a-style, lembra? — recorda-se Aimi referindo-se ao dia que %Take% ficou quando enfiou em sua cabeça que %Li% havia transado com ele apenas para esquecer-se de %Keigo%.
— Conte, mas não espero para contar quando sua barriga estiver enorme e totalmente visível! — briga ela.
— Aii, para Aimi! — brada %Li%, nervosa e se afasta um pouco da amiga. — Está me deixando mais nervosa!
%Li% deixa algumas lágrimas caírem e sente-se ainda mais nervosa e trêmula. Sua mente quase explodindo pensando em maneiras de contar para %Take% que ele será pai mesmo que ele não queira ser.
Deus, por que é tão difícil? Ela pensa antes de seu olhar encontrar o namorado caminhando de volta, com %Kohshi% atrás dele como se o escoltasse, fazendo-a paralisar.
— %Take%... — ela diz baixinho assim que ele se aproxima.
— Hm — ele resmunga em resposta.
— Podemos... dar uma volta?
O homem apenas assente que sim e vai caminhando na frente. %Li% olha rapidamente para Aimi e %Kohshi% que a incentiva com um beijo terno em sua testa e sussurra.
Com essas palavras, ela toma coragem e segue %Take% por entre as pessoas. O caminho termina no mesmo lugar onde estavam antes na hora de %Li% passou mal. É uma sacada de um dos terraços do prédio da Seven, que tem quatro no total, um em cada ponta. %Li% se aproxima de %Take% que está de costas encostado na mureta que cerca o local, ao tocar no ombro dele, o homem se esquiva delicadamente se virando se frente para %Li%.
— Você quer conversar? — indaga %Take% em tom nitidamente magoado. %Li% abaixa seu rosto por um breve momento e o ergue segundos depois.
— Preciso te contar algo muito sério, %Take% — ela diz e ele a encara, pensando mil possibilidades terríveis para ele.
Ela não fala mais nada e apenas remexe sua bolsa atrás de algo. %Take% observa o movimento e a vê retirar um envelope de dentro da bolsa, o entregando em seguida.
— O que é isso? — %Take% pega o papel e olha para ele, confuso.
Não é preciso de mais explicações. %Take% não é burro. Seu olhar logo se volta para a namorada e ele sente suas mãos tremerem, suas pernas vacilarem e uma onda de choro lhe invadir.
— Grávida.... — sussurra ele, fechando os olhos e os sente queimar nas órbitas. Ao abri-los, %Li% ainda o encara, ansiosa por qualquer outro tipo de reação que logo acontece.
— Amor... — surpreende-se %Li% ao ser abraçada com força por %Take%, quase a derrubando. Ela retribui o abraço e ela nota que ele está choramingando. — Não chore, raposinha...
— Por que não me contou antes? Você sabia a mais tempo, não é? — questiona ele, ansioso.
— Há poucos dias eu tive a certeza quando fiz o teste de sangue — explica.
— E por que demorou para me contar? — repete a pergunta.
— Você estava tão estranho, tinha me dito que não queria ter filhos e...
— Que besteira, amor, achou que...
— Achei — ela diz. — Achei também que você já soubesse e por isso estava tão esquisito e distante de mim.
— Faz algum tempo que não transamos e eu achei...
— Amor... — ele a beija rapidamente e a encara em seguida. — Sua boba, eu estava cansado por causa do trabalho. Eu não sabia de nada, como eu saberia?
— O %Keigo% poderia ter te contado, briguei com ele achando que ele tinha lhe dito algo.
— Não me contou nada... — de repente, %Take% agarra mentalmente um detalhe da frase anterior que tinha lhe escapado. — Espera! O
%Keigo% sabia? E eu não? %Li%! — ele diz, levemente irritado e magoado.
— Ele acabou descobrindo porque eu passei mal algumas vezes e ele me ajudou. Lembra no dia do ataque
hacker? — ele concorda com a cabeça. — Eu passei mal naquele dia e ele acabou vendo.
— E você não me disse que tinha passado mal...
— Desculpe, não quis te preocupar — %Take% suspira, cansado e %Li% prossegue. — No dia seguinte eu também passei mal, acordei enjoada e com dor de cabeça, tontura... %Keigo% achou estranho e me aconselhou a fazer um teste de gravidez. Na verdade, ele meio que me obrigou a fazer.
— Fala sério... — resmunga %Take%, enciumado.
— Ele tem sido um ótimo amigo — diz ela o fazendo encará-la.
— Era por isso que você estava estranha? — ele ignora a fala dela sobre %Keigo% a ter ajudado e indaga mais uma vez.
— Pensei que não fosse querer ter um filho agora — rapidamente, %Take% volta a abraçar a namorada, colando seus corpos e deixando apenas espaço suficiente para se olharem sem esforço.
— Eu jamais te deixaria sozinha, ainda mais agora você estando grávida. Eu amo você — ele dá um beijo amoroso nela.
— Também te amo... — %Li% sussurra as palavras, emocionada.
— Sou o homem mais feliz e eu vou amar cada instante estando ao seu lado e ao lado do nosso filho.
— Bem que o %Keigo% disse que você ficaria assim...
— Pare de falar do %Hayashi%... — pede ele, controlando o ciúme.
— Desculpe, amor — ele aninha o rosto dela em seu peito e afaga seus cabelos.
— Você já foi ao médico ver como está o bebê e sua saúde?
— Não. Eu quis te contar primeiro, mas eu estava com medo e...
— Não precisa ter medo, tá? Amanhã mesmo iremos ao médico resolver isso. Você tem passado muito mal ultimamente e isso não deve ser normal... ah, meu Deus, %Li%!
— O que houve? — assusta-se ela.
— Você menstruou dias atrás! Será que... — hesita ele, temeroso.
— Calma, amor. Não é tão comum uma mulher grávida menstruar, mas é normal. O sangue desce em uma cor diferente e com menos intensidade, mas não se preocupe. É normal.
— Por isso eu não desconfiei. Eu também não sabia sobre isso, mas o %Keigo% me disse que era uma possibilidade — %Take% rola os olhos ao ouvir o nome do outro. — E as cólicas são mais comuns nas primeiras semanas devido ao crescimento do bebê e a adaptação do útero a este desenvolvimento, né? — conclui a explicação.
— Hm... que bom que não é nada anormal. Fico mais aliviado, mas mesmo assim vamos ao médico amanhã.
— Não estou doente, %Take%!
— Mas está grávida e eu conheço você, Mori. Sua teimosia é maior que o mundo, estarei de olho na senhorita!
%Li% faz um bico com os lábios que logo são mordidos levemente por %Take%, a beijando em seguida. Eles ficam abraçados ali por mais um tempo, aproveitando a brisa fria dessa noite de Halloween. Apesar de ter sido difícil para %Li% ter escondido por todo esse tempo a verdade de %Take%, contar tudo foi mais fácil do que ela imaginou que seria. Com tudo resolvido entre eles, a mulher fica mais aliviada e consegue não guardar mais segredos com o namorado. Tudo que ela quer agora é ver seu filho crescer dentro de si e viver feliz ao lado de %Take%. Mas, ainda há uma coisa para resolver: convencer o cabeça dura brigão do namorado a, pelo menos, conversar com %Keigo%.
Essa tarefa será a mais complicada.