Back to Me


Escrita porBetiza
Editada por Lelen

Oitavo Capítulo

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Quando %Alessia% finalmente se afastou, limpou as lágrimas de forma apressada com as costas da mão. Seus olhos ainda estavam vermelhos, e havia uma vulnerabilidade que ela tentava, sem muito sucesso, esconder.
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  — Eu... preciso de um banho, — ela disse, a voz quase um sussurro. Sem me encarar, virou-se e caminhou em direção ao corredor que levava ao banheiro.
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  Fiquei parado, observando-a desaparecer pela porta, ouvindo o som da água começar a correr. E então, o silêncio voltou a preencher a sala.
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  Me sentei no sofá novamente, passando as mãos pelos cabelos e deixando escapar um suspiro pesado. Eu tinha achado que o beijo significava algo, que talvez fosse o começo de uma reconexão, mas agora... agora tudo parecia mais confuso do que nunca.
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  A casa estava quieta, mas minha mente era um caos. As palavras dela ecoavam, misturando-se às minhas próprias dúvidas e arrependimentos. "Por que você tinha que estragar tudo?" Eu não sabia como responder a isso. A verdade era que eu sempre estraguei tudo. Sempre me achava capaz de consertar o que quer que fosse, mas, com %Alessia%, parecia impossível.
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  Olhei ao redor. A decoração de Natal dela era simples, mas bonita, como ela. Havia pequenas luzes penduradas ao redor das janelas, piscando suavemente, e uma árvore pequena, decorada com cuidado. Ela sempre gostou de Natal, sempre colocou um pedaço dela em cada detalhe.
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  E eu, como sempre, me sentia deslocado nesse mundo que ela criava. Um mundo onde eu nunca soube se tinha um lugar.
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  Suspirei novamente, encostando a cabeça no encosto do sofá. Talvez ela estivesse certa. Talvez eu nunca devesse ter aparecido. Talvez eu nunca merecesse o amor que ela me deu, tão generoso, tão cheio de esperança.
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  Mas o que eu deveria fazer agora? Apenas ir embora? Apenas aceitar que eu tinha perdido ela para sempre?
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  Fechei os olhos, tentando ignorar a dor crescente no peito, mas era inútil. Eu sabia que, não importa o quanto tentasse, não poderia forçar %Alessia% a me aceitar de volta. Eu podia desmanchar tudo o que fomos, mas nunca seria capaz de refazer o que ela sentia por mim.
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  Enquanto o som da água continuava ao fundo, fiquei ali, sozinho com meus pensamentos e a certeza de que, pela primeira vez, eu não tinha ideia de como seguir em frente.
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  O som da TV preenchia a sala, mas eu não estava prestando atenção no que passava. Minhas mãos estavam cruzadas no colo, e o peso do silêncio, apenas quebrado pelas vozes distantes no aparelho, parecia me consumir.
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  Depois de algum tempo, ouvi passos suaves vindo do corredor. Virei a cabeça e a vi surgir, vestindo uma roupa quente, com os cabelos ainda úmidos do banho. Ela parecia tão frágil e, ao mesmo tempo, tão forte naquele instante, como se carregasse o peso de todo o passado entre nós nos ombros.
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  Antes que eu pudesse dizer algo, ela caminhou até o sofá e, sem cerimônia, se ajeitou ao meu lado, encostando-se no meu peito. A surpresa me deixou imóvel por um segundo, mas, instintivamente, envolvi-a com os braços, puxando-a para mais perto.
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  O cheiro fresco do sabonete misturado com o calor do corpo dela me trouxe uma paz inesperada, algo que eu não sentia há muito tempo. Por um momento, fechei os olhos, apenas sentindo a presença dela ali, tão próxima.
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  — Feliz Natal, %Lee% %Chan%, — ela murmurou, a voz baixa e tranquila.
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  Um pequeno sorriso escapou, apesar de tudo.
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  — Feliz Natal, %Alessia%.
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  Ficamos em silêncio por alguns minutos, apenas aproveitando aquele momento que parecia roubado de uma realidade que não nos pertencia mais. Mas, como sempre, %Alessia% quebrou o silêncio, trazendo-me de volta ao chão.
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  — Não estamos voltando, ok? — ela disse, com um tom firme, mas sem mágoa. — É só o Natal amolecendo meu coração.
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  Aquelas palavras me atingiram, mas, ao mesmo tempo, havia algo reconfortante em sua honestidade. Apenas assenti, embora ela não pudesse ver.
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  Ela se acomodou ainda mais contra mim, e eu fechei os olhos, soltando um longo suspiro. Eu sabia que, quando a noite terminasse, tudo voltaria ao normal, como ela havia dito. Mas, por enquanto, eu me permitiria aproveitar aquele pequeno milagre de Natal.
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  E assim ficamos, em um silêncio confortável, enquanto o mundo lá fora seguia seu curso.
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Fim

Oitavo Capítulo
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Lelen

Eu amo tanto essa música apesar da história contada por ela HAHAHHA
Mas vou dizer a real, se fosse a eu real nessa história, poderia ser o meu Nunu pedindo perdão, chance, se ajoelhando, chorando e tal, eu não voltava e não seria coração de manteiga não porque eu guardo rancor por anos antes de esquecer o que aconteceu HAHAHAH
Ia ser “volta daqui uns anos que a gente vê”, mas vamos pensar aqui na ficção que tudo terminou relativamente bem HAHAHAHAHHA

Betiza

Ai Lelen, eu pensei em dar outro fim para eles, mas a música deixa tão claro que não tem volta kkkkkkkkk dai esse foi o melhor que eu eu consegui… espero que tenha gostado mesmo assim <3

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