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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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A Namorada Improvável

Escrita porRay Dias
Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 5 • O que era mesmo uma farsa?

Tempo estimado de leitura: 29 minutos

  As luzes dos flashes ainda piscavam no fundo da memória quando %Hana% puxou o ar com dificuldade, quase tropeçando nos próprios pés ao correr ao lado de Taehyung até o carro preto estacionado na rua lateral. Ele abriu a porta para ela às pressas, a mão quente roçando na parte baixa das costas dela, guiando-a para dentro. %Hana% entrou, o coração disparado, sentindo o som de sua própria respiração abafada pelo barulho surdo da porta batendo. Eles estavam fugindo do grupo de paparazzi que os perseguia após o beijo.
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  Quando Tae entrou no lado do motorista, fechando a porta com força, o silêncio caiu como um peso. O único som era o ritmo acelerado da respiração dos dois, misturado ao bipe quase imperceptível do relógio no painel. Ele apoiou as mãos no volante por alguns segundos, a cabeça baixa, como se buscasse recompor-se. %Hana% desviou o olhar para a janela, tentando ignorar o calor que queimava ainda em seus lábios — o gosto dele permanecia ali, inegável.
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  Taehyung passou a língua pelos próprios lábios, quase inconscientemente, e ajeitou-se no banco. Seus dedos tamborilaram no couro do volante, denunciando o nervosismo. %Hana% apertou a bolsa contra o colo, cruzando as pernas, mas não conseguia impedir que seus olhos o observassem de canto. O peito dele subia e descia rápido, e uma mecha do cabelo caía sobre os olhos. O ar parecia mais denso dentro do carro, carregado de algo que nem ela conseguia nomear.
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  — Você… — %Hana% tentou falar, mas a voz saiu baixa demais. Limpou a garganta e recomeçou. — Você não precisava ter feito aquilo.
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  Taehyung virou o rosto devagar, encarando-a. Havia uma sombra de sorriso nos lábios, mas o olhar era sério, intenso, como se quisesse atravessá-la.
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  — Precisava sim — respondeu em um tom baixo, quase rouco. — Se não tivesse feito, eles teriam te engolido viva. E eu não ia deixar isso acontecer.
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  %Hana% engoliu em seco, desviando o olhar para as próprias mãos.
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  — Mas um beijo, Taehyung? Você sabe o que isso significa…
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  Ele riu, um riso curto, abafado, inclinando-se para trás no banco. Seus dedos agora brincavam com a marcha do carro, sem trocá-la.
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  — Você acha que eu planejei? — a voz dele saiu carregada de ironia. — Não, %Hana%. Foi instinto.
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  Ela o olhou de relance, arqueando uma sobrancelha.
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  — Instinto ou… vontade?
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  O silêncio voltou a preencher o espaço. Ele a encarou de lado, e por um instante o ar pareceu vibrar entre eles. Tae respirou fundo, inclinando levemente a cabeça, os olhos descendo para a boca dela antes de voltar a encarar seus olhos.
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  — Talvez as duas coisas — admitiu com honestidade desconcertante.
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  O coração de %Hana% disparou. A mão dela apertou ainda mais a bolsa, como se fosse um escudo. Uma onda de calor subiu-lhe pelo pescoço, denunciando o rubor. Ela tentou recuperar o controle:
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  — Isso é um problema, sabia? Nós deveríamos estar representando. Apenas isso.
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  Taehyung se inclinou um pouco para frente, apoiando o braço no volante e virando-se em sua direção. A proximidade fez %Hana% prender o ar. Ele estava perto o bastante para que ela sentisse o perfume amadeirado de seu corpo misturado ao leve aroma de café que parecia sempre acompanhá-lo.
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  — Você quer que eu minta? — a voz dele saiu suave, quase provocativa. — Que diga que não pensei em você mais vezes do que deveria, desde aquela primeira reunião?
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  Os olhos de %Hana% se arregalaram, e o coração bateu mais forte, quase doendo no peito.
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  — Taehyung… — ela sussurrou, mas não completou.
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  Ele inclinou o rosto, como se fosse se aproximar de novo, mas parou a centímetros dela, deixando a tensão suspensa no ar. O olhar dele se demorava nos traços dela, nos olhos %escuros%, nos lábios entreabertos.
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  — Relaxa — murmurou, com um sorriso enviesado. — Eu não vou te beijar de novo… ainda.
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  %Hana% soltou o ar em um suspiro nervoso, virando o rosto para a janela, mas não conseguiu disfarçar o sorriso mínimo que escapou.
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  — Você às vezes é tão idiota…
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  — E você não sabe mentir tão bem quanto acha, jornalista. — provocou ele, ajeitando-se de volta no banco. Girou a chave, ligando o carro, mas seus olhos ainda a observavam de canto, atentos a cada gesto dela.
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  O caminho começou em silêncio novamente, mas agora não era o mesmo silêncio de antes. O motor roncava baixo, as luzes da cidade passavam rápidas pelas janelas, e o ambiente parecia impregnado de palavras não ditas. %Hana% apertava as mãos no colo, tentando ignorar o formigamento nos lábios, enquanto Tae dirigia com uma mão só, a outra apoiada de forma relaxada na marcha, mas os dedos batiam em um ritmo nervoso.
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  Depois de alguns minutos, foi ele quem quebrou o silêncio.
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  — Você se arrependeu? — a pergunta saiu de repente, mas soou quase como um desafio.
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  %Hana% piscou, surpresa.
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  — Do beijo?
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  — É.
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  Ela hesitou. Sentiu-se dividida entre o profissionalismo e a verdade que queimava dentro dela. Por fim, desviou o olhar.
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  — Não sei. Na verdade, eu só reagi ao que você fez. Não fui eu que te beijei, Kim.
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  Taehyung soltou um riso baixo, mas não era de diversão. Era quase de frustração.
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  — Isso é o mesmo que dizer “sim, mas não quero admitir”.
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  — Não se ache tanto — retrucou ela, mordendo o lábio.
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  Ele virou a cabeça para ela, rindo de verdade dessa vez.
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  — Você faz ideia de como fica linda quando está irritada?
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  O estômago de %Hana% deu um salto, mas ela manteve a expressão séria, tentando conter o rubor que se espalhava pelo rosto.
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  — Você devia prestar atenção na estrada — disse, quase ríspida.
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  — E perder a chance de te ver assim? — ele provocou, jogando um olhar rápido e intenso.
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  %Hana% respirou fundo, apoiando a testa no vidro da janela fria, tentando recuperar o controle de si mesma. Mas por dentro, sabia: estava cada vez mais difícil separar a farsa da realidade.
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B•T•S•

  Na manhã seguinte ao beijo inesperado, a sala de reuniões da BigHit estava mais agitada do que nunca. Os sete integrantes estavam reunidos em torno da longa mesa de madeira clara, alguns ainda com café na mão, outros apenas afundados nas cadeiras, rindo e comentando entre si as manchetes que já circulavam pelas redes sociais.
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  Jungkook girava o celular entre os dedos, mal conseguindo disfarçar o sorriso.
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  — Hyung… — ele levantou o olhar na direção de Taehyung, sentado um pouco afastado. — Você viu isso? — virou a tela para todos, mostrando uma montagem que já viralizava: uma foto do beijo no café e, ao lado, fãs desenhando corações ao redor dos dois. — Eles já têm até hashtag!
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  Jimin, ao lado dele, quase caiu da cadeira de tanto rir.
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  — Meu Deus, Tae, você nem consegue fazer aegyo direito nas câmeras, mas beijar em público você beija como se fosse cena de dorama! — deu um tapa leve no ombro do amigo, provocativo.
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  Namjoon, por sua vez, manteve a compostura, mas a sobrancelha arqueada denunciava a curiosidade.
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  — Eu não sei se devo te dar parabéns pela atuação convincente… ou se devo perguntar se aquilo foi realmente só atuação.
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  Taehyung se mexeu na cadeira, os dedos tamborilando na mesa. Evitava encarar diretamente os colegas, mas o canto da boca denunciava uma expressão meio travessa.
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  — Vocês estão exagerando… — disse, em tom baixo, quase arrastado. — Eu só… fiz o que tinha que fazer.
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  Yoongi soltou um riso seco.
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  — “Só fez o que tinha que fazer”, é? — inclinou-se para a frente, apoiando os cotovelos na mesa. — Então quer dizer que já tava no roteiro beijar de verdade a jornalista? Porque, pelo que eu lembro, ninguém comentou isso na última reunião.
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  Todos voltaram o olhar para ele, como se aguardassem uma confissão.
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  Taehyung finalmente ergueu o rosto. A expressão trazia um misto de desafio e defesa.
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  — Vocês acham que eu planejei? Não foi assim. Estávamos saindo, as câmeras estavam lá, eu precisava parecer convincente. Foi no impulso.
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  — Impulso — Hoseok repetiu, abrindo um sorriso que misturava incredulidade e diversão. — Isso soa exatamente como algo que você faria.
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  Enquanto as risadas ecoavam, a porta da sala se abriu. Dois diretores da BigHit entraram acompanhados do gerente de imagem do grupo. O clima de descontração foi substituído por um silêncio imediato. O gerente, Sr. Kang, pousou uma pasta de documentos sobre a mesa.
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  — Meninos, precisamos falar sério. — A voz firme cortou o ar. — O que aconteceu ontem já está em todos os veículos de mídia. Tivemos mais de 200 artigos publicados em menos de 12 horas. O fandom está dividido: há quem esteja shippando vocês dois com entusiasmo, e há quem esteja revoltado.
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  Taehyung endireitou-se na cadeira, finalmente cruzando os braços.
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  — Eu não podia simplesmente… deixar a %Hana% ali exposta. Seria estranho se eu não reagisse.
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  O diretor de comunicação, Sr. Choi, ajeitou os óculos e falou com calma, mas incisivo:
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  — O problema não é o gesto em si, Taehyung. O problema é que você tomou uma decisão sozinho, sem alinhar com a equipe. E quando você age sem pensar no impacto coletivo, todos nós temos que lidar com as consequências.
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  Jin pigarreou, tentando aliviar a tensão.
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  — Bom, pelo menos ele parece convincente, né? — soltou uma risada leve, mas ninguém acompanhou.
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  Namjoon, como líder, inclinou-se para a frente.
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  — Qual é o plano, então? Vamos assumir oficialmente que eles estão namorando? Ou vamos tratar como apenas boato?
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  Sr. Kang respirou fundo, percorrendo o olhar por cada um dos integrantes.
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  — Ainda estamos analisando. Mas quero deixar claro: não é apenas a imagem de Taehyung que está em jogo. É a do grupo inteiro. — Virou-se diretamente para ele. — Você entende a gravidade?
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  Taehyung sustentou o olhar, mas havia uma faísca de desconforto em seus olhos.
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  — Eu entendo. Mas não me arrependo.
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  O silêncio pesou por alguns segundos, até Yoongi quebrar com ironia:
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  — É, pelo visto nosso Taehyung está mais envolvido do que quer admitir.
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  Alguns riram baixo, outros apenas trocaram olhares. O gerente finalizou, fechando a pasta.
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  — Muito bem. Precisamos de cautela daqui para frente, e isso inclui fotos com fãs. Sorte sua que as duas meninas que você mencionou, não quiseram postar a foto que tiraram Tae. Vocês, meninos, cuidem para não deixar nada escapar nas redes sociais. E você, Taehyung… — fez uma pausa significativa. — Não dê mais nenhum passo sem nos consultar primeiro.
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  Tae respirou fundo, a mandíbula marcada pela tensão. Mas quando olhou para os amigos, viu os sorrisos maliciosos, os olhares curiosos. Jungkook sussurrou baixinho, apenas para provocar:
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  — Impulso, né, hyung?
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  E Taehyung, mesmo tentando disfarçar, deixou escapar um meio sorriso no canto da boca.
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B•T•S•

  Era sábado à tarde, e os sete estavam no estúdio de dança, mas naquele momento estavam sentados no chão, relaxando depois de algumas coreografias improvisadas. Alguns jogavam cartas, outros mexiam no celular, e o ambiente estava leve, risadas baixas se misturando à música ambiente. Tae, porém, parecia distraído, encostado na parede, observando o teto como se pudesse encontrar respostas ali.
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  Jin percebeu o ar distante do amigo e comentou, com a típica gentileza:
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  — Tae, você está aéreo. Não está nem prestando atenção no jogo. O que aconteceu?
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  Ele respirou fundo, ajeitando o cabelo que caía sobre os olhos.
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  — É que… eu não sei. — A voz saiu baixa, quase hesitante. — Depois do que aconteceu com a %Hana%… Eu não sei se o que eu senti foi empolgação, ou se estou começando a gostar de verdade dela.
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  Jimin ergueu a cabeça, surpreso, e arqueou uma sobrancelha.
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  — Sério, Tae? Você confuso com sentimentos? — provocou, rindo.
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  — Isso não é uma piada, Jimin. — Tae ergueu os olhos para ele, sério. — Desde a coletiva de imprensa, ela me chamou atenção de um jeito que eu não esperava. Aquela pergunta, a forma como ela me olhou… eu não conseguia parar de pensar nela, mesmo quando tentei me concentrar.
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  Jungkook se inclinou para frente, curioso.
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  — Tipo… o que você sentiu exatamente?
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  — Confusão, vontade, tensão… um monte de coisas ao mesmo tempo. — Tae suspirou, passando a mão pelo rosto. — É irritante, porque eu sei que tudo é parte da farsa, mas ao mesmo tempo… não consigo ignorar.
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  Yoongi, encostado na parede, soltou um riso baixo, mas observando atentamente.
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  — Então você está admitindo que se perdeu no meio da encenação?
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  — Não é bem isso… — Tae se recostou, cruzando os braços. — É que ela mexe comigo de um jeito que ninguém mais mexe. Eu consigo ver o quanto é esperta, independente, mas também… de alguma forma, vulnerável. É estranho, mas é real.
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  Namjoon, mais sério e sempre racional, aproximou-se e apoiou os cotovelos nos joelhos.
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  — Tae, você precisa separar o que é atração momentânea do que realmente é sentimento. Mas… se ela realmente te faz sentir algo diferente, talvez seja hora de admitir, pelo menos para você mesmo.
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  Hoseok, sorrindo travesso, cutucou Tae com o cotovelo.
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  — Admitir é bom, mas cuidado Tae. A %Hana% é esperta. Se você se deixar levar demais, vai acabar fazendo papel de trouxa sem perceber.
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  — É exatamente isso que me deixa confuso — respondeu Tae, passando a mão pelo cabelo. — Parte de mim quer brincar com isso, aproveitar cada momento. Outra parte não quer se machucar nem machucar ela.
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  Jin balançou a cabeça, rindo levemente.
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  — Sabe, Tae, eu sempre achei que você fosse aquele tipo que não se envolve. Mas vendo você assim… talvez seja a %Hana% mesmo.
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  — Talvez seja… ou talvez eu só esteja viciado em provocar tensão com ela — respondeu Tae, um sorriso irônico surgindo no canto da boca. — Mas é mais do que isso. Desde a primeira vez que a vi na coletiva, algo nela… chamou minha atenção de um jeito diferente. Eu não esperava sentir isso.
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  Jungkook riu baixo.
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  — Hyung, confessa: você quer que dê certo, mesmo sabendo que é farsa?
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  — Eu… não sei. — Tae fechou os olhos por um instante, sentindo o peso das palavras. — Só sei que não consigo tirar ela da cabeça.
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  Jimin sorriu de forma maliciosa, soltando as cartas que segurava e o encarando direto:
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  — Bom, se você está confuso agora, imagina quando ela perceber que também sente algo. Vai ser um caos.
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  — É, mas um caos que eu quero viver — murmurou Tae, baixinho, quase para si mesmo, olhando pela janela o reflexo do sol caindo sobre o estúdio.
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  — Isso é se ela também se sente mexida como o Tae… — Yoongi falou como um estraga prazeres.
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  O grupo ficou em silêncio por alguns instantes, cada um absorvendo as palavras dele, alguns com sorrisos cúmplices, outros com olhares sérios, mas todos percebendo que algo estava mudando em Tae. Algo que ia além da farsa, algo que indicava que a história com %Hana% poderia escapar do controle de todos, inclusive dele mesmo.
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  Ele passou a mão pelo cabelo novamente, inquieto, como se cada movimento pudesse ajudá-lo a organizar os pensamentos embaralhados. Sentiu o braço encostar acidentalmente no de Hoseok, que apenas levantou uma sobrancelha e deu um sorriso de canto, entendendo o clima, mas sem comentar nada. Tae desviou os olhos e respirou fundo, sentindo o calor subir pelo peito.
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  — Sabe — começou novamente, olhando para o teto — eu não esperava que ela tivesse essa força, sabe? Desde o primeiro instante, na coletiva, algo nela me incomodou de um jeito… bom, irritante, mas também atraente. — Ele pausou, mordendo o lábio inferior, tentando encontrar as palavras certas. — Ela não é só bonita… é perspicaz, sabe exatamente o que está fazendo, e mesmo assim… parece vulnerável em momentos que ninguém vê.
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  Hoseok se encostou mais perto, cruzando os braços e inclinando a cabeça.
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  — Então você está dizendo que está caindo de quatro? — provocou, rindo, mas seus olhos brilhavam com curiosidade genuína.
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  Tae bufou, cruzando as pernas, mas não negou.
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  — Não é assim tão simples. — A voz dele saiu mais baixa, quase um sussurro para si mesmo. — Parte de mim quer brincar com isso, aproveitar cada momento com provocação divertida, mas… outra parte quer proteger. Eu já falei, não quero que ela se machuque, e ao mesmo tempo… eu não consigo evitar.
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  Jungkook olhando de soslaio, meio sorrindo, meio sério observava aquele discurso repetitivo e redundante do amigo, e comentou com seu olhar sempre surpreendente:
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  — Tae, você está se auto enganando. Porque parece que não consegue esconder o quanto quer que dê certo, seja lá o que é que realmente acontece entre você e a %Hana% por trás das cenas ensaiadas.
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  — Talvez seja isso — admitiu Tae, soltando um riso baixo e nervoso. — Mas é assustador, sabe? Nunca imaginei que viveria essa confusão de emoções nessa história. Na verdade, achei que duraria bem menos. Mas, com ela, isso tudo é diferente de qualquer coisa que já senti.
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  Namjoon franziu a testa, pensativo.
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  — Diferente como? Amor, atração, fascínio… ou só curiosidade? — A voz dele era firme, mas calma, analisando cada palavra do amigo.
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  — Eu não sei ainda — Tae confessou, olhando para o chão, os dedos tamborilando no joelho. — Só sei que cada vez que estou perto dela, meu cérebro parece desligar. Eu quero provocá-la, quero vê-la reagir, quero… não sei, estar perto dela. E isso está me deixando confuso.
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  Jimin se recostou na parede onde estavam todo próximos, cruzando os braços e apoiando o queixo, olhando fixamente para ele.
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  — É isso que eu chamo de “cair de verdade”, amigo. Você pode tentar disfarçar, fingir que é só diversão, mas seu corpo, sua mente, seu olhar… tudo entrega.
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  — Não é só isso — disse Tae, olhando para os outros, os olhos iluminados por uma mistura de nervosismo e fascínio. — Ela me provoca de formas que ninguém mais consegue e nem precisa falar muito sabe? É o jeito como ela se comporta, como evita me olhar nos olhos, como é sempre natural com os outros, mas defensiva comigo... Até agora, eu tentei manter o controle, mas… é impossível.
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  Yoongi soltou um suspiro, mas o sorriso travesso não saiu do rosto.
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  — Acho que você quer se entregar, mas tem medo do que vai sentir depois.
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  — Exato. — Tae passou a mão pelo rosto, fechando os olhos por alguns segundos. — E é exatamente isso que me deixa tão… aéreo, sabe? Como se tudo ao meu redor não importasse, só a presença dela.
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  Jin, sempre sensível, se aproximou e colocou a mão no ombro dele de forma quase fraternal.
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  — Tae, é bom sentir isso, mas cuidado para não se perder totalmente. Você precisa entender o que é real, e o que é a farsa que todos estamos criando.
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  — Eu sei… — murmurou Tae, olhando para o reflexo da luz no chão do estúdio. — Mas mesmo sabendo que tudo é planejado, não consigo parar de pensar nela. E quanto mais tento, mais me envolvo. Eu fico curioso sobre quem é ela quando não está fingindo, entende?
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  O grupo permaneceu em novo silêncio por alguns minutos, cada um absorvendo a intensidade da confissão, alguns rindo baixo, outros apenas balançando a cabeça. Tae respirou fundo, sentindo a adrenalina e a ansiedade se misturarem no peito, consciente de que a linha entre a farsa e o que ele realmente sente estava cada vez mais tênue.
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  Ele fechou os olhos por um instante, e por dentro repetia mentalmente o nome dela, saboreando a lembrança do toque dos lábios, da intensidade do olhar dela, da provocação implícita em cada gesto.
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  — Acho que… — começou, hesitando, mas com a voz firme — acho que estou pronto para descobrir se isso é apenas empolgação ou algo mais.
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  E naquele instante, sentado com os amigos ao redor, Tae finalmente percebeu que a curiosidade, a tensão e a atração que sentia por %Hana% já não podiam ser ignoradas, e que a farsa havia se tornado muito mais complexa do que ele poderia ter imaginado.
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B•T•S•

  O sol da tarde filtrava-se pelas cortinas do escritório da Seoul Wave, lançando linhas douradas sobre a mesa de madeira onde %Hana% e sua equipe estavam reunidos. A atmosfera estava carregada: papéis espalhados, laptops abertos, telefones vibrando constantemente com notificações das redes sociais. O recente beijo com Taehyung e a repercussão na mídia dominavam a pauta do dia.
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  Jisoo, a repórter experiente da equipe, fechou o laptop com cuidado e encarou %Hana% com expressão séria:
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  — %Hana%, precisamos conversar. É sobre a situação… e sobre como a BigHit e a Seoul Wave estão lidando com isso.
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  %Hana%, ainda sentindo o coração acelerado pela tensão do beijo e pelo que viram as redes sociais, franziu levemente o cenho.
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  — Já vi os posts, Jisoo. Não foi só a repercussão nas redes… a imprensa está louca. Mas e a equipe? Não sei se estou preparada para ouvir mais problemas agora.
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  Jisoo respirou fundo e aproximou-se, baixando a voz:
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  — Precisamos encarar a realidade. Há boatos sérios circulando dentro da BigHit e também na nossa diretoria. Eles estão considerando o que chamam de “resolução controlada da situação”, ou seja… o rompimento do casal.
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  %Hana% engoliu em seco, sentindo uma pontada de incredulidade misturada com medo.
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  — Rompimento? — murmurou, os dedos tamborilando na mesa. — Mas… e se eles duvidarem que não é apenas uma farsa? Digo… Eu não posso falar sobre os sentimentos dele, mas… Caramba, acho que o Tae e eu estamos meio ferrados, se é que me entende.
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  — É justamente por isso que estão preocupados — Jisoo respondeu, firme, mas compreensiva. — Eles não querem que isso saia do controle. Querem proteger a imagem de todos, incluindo a sua. Mas precisam que você saiba: se não tomarmos cuidado, tudo que você construiu até agora… pode ser manipulado para parecer algo que não é.
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  Minho, que estava ao lado, ergueu os olhos do celular, finalmente percebendo a intensidade da situação. Ele sempre manteve uma postura discreta, mas a tensão em seus ombros denunciava um misto de preocupação e algo mais pessoal. Ele se aproximou de %Hana% quando Jisoo saiu para fazer uma ligação, e a sala ficou silenciosa, quase só com o som do relógio marcando os segundos.
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  — %Hana%… — começou Minho, a voz baixa e carregada de cuidado. — Eu sei que você pode lidar com tudo isso, mas… eu não posso deixar de me preocupar. — Ele ergueu a mão, hesitando antes de pousá-la levemente sobre a dela. — Está tudo bem?
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  %Hana% desviou o olhar, surpresa pelo gesto inesperado. O toque dele era leve, mas intenso o suficiente para fazê-la sentir um arrepio.
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  — Eu… estou confusa, Minho. Não sei como me posicionar nesse meio de caos. — Suspirou, apoiando os cotovelos na mesa, o queixo nas mãos. — O beijo, a mídia, os rumores e até meus sentimentos… Tudo está se tornando real demais.
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  Minho franziu a testa, os lábios comprimidos.
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  — Eu entendo. Mas você não precisa enfrentar isso sozinha. — Olhou para ela, com sinceridade e um toque de vulnerabilidade. — E eu… bom, eu não vou mentir. — Hesitou um instante, buscando coragem. — Eu… sinto ciúmes, %Hana%. Não é só pela repercussão. É por você.
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  %Hana% ficou imóvel, sentindo o impacto das palavras dele. Um misto de surpresa, confusão e um calor inesperado subindo pelo peito.
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  — Minho… — começou, mas pausou, a voz embargada. — Eu… não sei o que dizer.
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  — Não precisa dizer nada agora, demorei muito para ter coragem, mas eu ia explodir se você não soubesse agora. — ele continuou, a mão ainda sobre a dela. — Só quero que saiba que eu estou aqui. Sempre. E se precisar de alguém para te apoiar, mesmo que ninguém mais possa, eu estarei.
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  O silêncio que se seguiu foi carregado, não só de tensão, mas de uma intimidade silenciosa. %Hana% sentiu o peso e a sinceridade do toque dele, misturando-se com a lembrança do beijo com Taehyung. Um conflito de sentimentos se formava dentro dela: atração, proteção, confusão, desejo.
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  Nesse instante, Jisoo voltou, fechando a porta atrás de si. O rosto dela estava sério, os olhos fixos em %Hana%.
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  — Precisamos agir rápido. — Ela se aproximou, baixando a voz novamente. — Recebi uma confirmação da diretoria: BigHit e Seoul Wave estão discutindo oficialmente o “fim controlado” da situação. Eles querem que o namoro falso termine antes que a situação saia do controle.
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  %Hana% engoliu em seco, sentindo o mundo girar ao redor.
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  — Então… eles vão decidir por nós? — a voz saiu quase como um sussurro, carregada de incredulidade e medo.
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  — Sim, assim como no início. — Jisoo respondeu calmamente. — Mas há um detalhe: eles ainda querem ouvir você antes de qualquer ação final. Mas é preciso se preparar para o fato de que eles podem pressioná-la, %Hana%. Essa é a realidade da indústria.
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  %Hana% fechou os olhos por um momento, respirando fundo. A mão de Minho ainda descansava sobre a dela, oferecendo um ponto de apoio, e ela sentiu que, apesar do caos, não estava totalmente sozinha.
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  — Então… o que fazemos agora? — murmurou, ainda segurando a mão dele, sentindo uma mistura de segurança e tensão.
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  — Sobre a diretoria — Jisoo respondeu, firme — vamos te orientar sobre cada passo. Mas a decisão que realmente importa, %Hana%… é sua. Sobre como você quer lidar com tudo isso e, principalmente, com os sentimentos que estão surgindo. Digo… Você está gostando do Taehyung?
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  — E pior… — Minho perguntou curioso e com certa irritabilidade disfarçada — Ele está correspondendo aos seus sentimentos também?
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  %Hana% abriu os olhos, encontrando o olhar de Minho, e pela primeira vez em dias, sentiu uma sensação mista de medo e confiança. Sabia que a próxima decisão mudaria não apenas sua carreira, mas também a relação com Taehyung e talvez com Minho também.
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Fim

Nota da autora: Gostou da trama até aqui? Então, que tal se você deixar um comentário e correr para “A namorada quase improvável”?

Capítulo 5
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