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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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A Namorada Improvável

Escrita porRay Dias
Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 3 • O Primeiro Ato

Tempo estimado de leitura: 32 minutos

  O dia começou frio, mas luminoso, com raios de sol atravessando as cortinas altas da sala de reuniões da BigHit. %Hana% sentava-se frente à editora-chefe Ji-yeon e à diretora de imagem Hwa-jin, tentando absorver cada palavra do plano que fora minuciosamente arquitetado nas últimas reuniões. A sala estava silenciosa, exceto pelo som dos dedos de %Hana% tamborilando nervosamente na mesa e o leve clique de uma caneta sendo girada na mão de Hwa-jin.
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  — Então, %Hana% — começou Ji-yeon, inclinando-se para frente —, a primeira aparição pública será cuidadosamente controlada. Não será óbvia demais, mas precisa despertar curiosidade.
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  Hwa-jin completou, com voz firme, mas calma:
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  — Os meninos estarão em um compromisso particular, fora do alcance da mídia convencional. Um “falso paparazzi” já está posicionado para capturar fotos do grupo, e você estará presente com eles. Mas o truque é: você deve parecer apenas uma companhia casual. Algo que gere mistério, mas que não levante suspeitas imediatas.
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  %Hana% respirou fundo, o coração batendo rápido.
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  — Entendo… E em quanto tempo isso vai viralizar? — perguntou, tentando manter a voz neutra, mas sentindo um frio na barriga.
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  — Em menos de 24 horas — disse Hwa-jin, olhando para ela com firmeza. — Será um pequeno furo: “um grupo de rapazes com uma mulher misteriosa”. E só depois que o nome de %Hana% aparecer, surgirá a avalanche de curiosidade e especulações.
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  Ji-yeon passou uma mão pelo cabelo, nervosa:
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  — Lembre-se, %Hana%, você precisa interagir naturalmente com eles. Quanto mais genuína for a sua postura, mais convincente será a narrativa.
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  %Hana% assentiu, tentando absorver o peso do que estava prestes a acontecer. Não era apenas uma farsa; era um teste de nervos, de controle emocional e de habilidade social.
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  Quando o carro preto da BigHit estacionou diante da entrada do prédio, %Hana% ajustou o casaco sobre os ombros e respirou fundo, sentindo a mistura de ansiedade e expectativa subir pela espinha. No banco de trás, Minho observava-a com atenção silenciosa, o olhar carregado de preocupação e admiração contida. Dentro do carro, a atmosfera estava estranhamente tensa.
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  %Hana% olhou para o vidro, vendo o reflexo de sua própria expressão: olhos ligeiramente arregalados, lábios comprimidos, mãos que se agitavam discretamente sobre o colo. Minho tentou um sorriso encorajador, mas acabou apenas reforçando a consciência de %Hana% de que, estavam todos vigiando cada movimento dela como se cada gesto pudesse alterar o resultado do plano.
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  — Vai dar tudo certo — murmurou Minho, quase sem voz. — Você só precisa se comportar naturalmente.
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  — Naturalmente… — repetiu %Hana%, mordendo o lábio, tentando absorver a instrução.
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  Quando o carro chegou ao local, uma rua tranquila e arborizada, ainda havia poucas pessoas. Mas a equipe já havia preparado cada detalhe: câmeras escondidas, seguranças discretos, trajeto planejado para que %Hana% e os meninos parecessem apenas um grupo de amigos passeando. E então eles apareceram: Jin, Suga, J-Hope, RM, Jimin, V e Jungkook, cada um em seu estilo, mas com atenção meticulosa aos detalhes da saída. Os rapazes sorriam, conversavam e se moviam como se fosse uma tarde comum, mas cada passo estava registrado, cuidadosamente coreografado, mesmo que discretamente.
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  — Então agora é a hora em que eu sorrio e chego lá como se fosse uma pessoa querida…
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  — Não acho que, exceto o Taehyung, os outros garotos tenham algo contra você %Hana%. — Minho comentou observando os rapazes também. Ele tocou o ombro da mulher e encorajou-a: — Finja que tudo isso é uma encenação de uma grande jornalista investigativa tentando se infiltrar em um grupo!
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  — Você é otimista demais Minho, eu só consigo imaginar o desastre que isso pode ser… Mas enfim, eu não aguento mais ouvir a palavra “fingir”, então vamos apenas dizer que eu estou aqui à trabalho como você sugere.
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  — Até porque, é mesmo trabalho. — Minho reforçou a fim de que %Hana% nunca se esquecesse daquilo. Ele estava até mais inseguro com tudo do que ela, mas ela jamais imaginaria seus motivos.
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  %Hana% assentiu fez um toque de mãos de um jeito só deles, e olhou para o grupo. Taehyung havia notado-a de longe interagindo com Minho e manteve uma expressão curiosa sobre eles. Jin percebendo que Tae observava algo, seguiu a trilha de seus olhos e disse:
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  — Oh! A namoradinha do Teteco chegou!
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  Os outros amigos todos viraram-se para ela, que já se caminhava em suas direções.
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  — Qual é Tae! Sorria e acene! Já estão sendo observados e é a sua namorada ali! — Hoseok comentou cutucando o amigo.
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  Taehyung imediatamente sorriu falso e levantou o braço acenando para ela. Ele começou a caminhar ao encontro dela também e os meninos seguraram o risinho, mas não resistiram quando Jungkook deu de ombros comentando:
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  — Hm… Pelo menos ela é muito bonita!
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  Taehyung parou diante de %Hana%, e ela o encarou com também, um sorriso falso. E sem saber como reagir, a jornalista pegou a mão dele e adiantou-se em beijar seu rosto.
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  — Uh… Ousada… — Tae zombou no ouvido dela e sorrindo ela disse:
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  — Pelo amor de Deus, só cala a boca.
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  — Ué jornalista, você não queria que eu falasse?
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  %Hana% o encarou, cortante. Taehyung, provocativo, jogou um braço em torno do ombro dela, a guiando até os amigos. Lógico que os meninos riam discretamente da situação e a garota sentia-se ruborizar. Ela caminhou ao lado de Taehyung, tentando não tropeçar nas próprias emoções. Ele, como sempre, parecia impossível de decifrar. O sorriso de canto de boca dele se transformava em observações sutis e pequenos olhares que a deixavam desconcertada.
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  — Então… você vai sobreviver a essa aventura? — perguntou ele, a voz baixa, provocante, quase um sussurro, enquanto eles atravessavam a calçada.
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  %Hana% apenas desviou o olhar, concentrando-se em manter a postura ereta.
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  — Acho que… não tenho escolha, não é?
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  — Exatamente — murmurou Tae, inclinando-se ligeiramente em sua direção. — Mas posso garantir que será… interessante.
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  Enquanto caminhavam, Jin e Jimin comentavam sobre algum assunto trivial, tentando integrar %Hana% na conversa, mas era claro que estavam testando a química.
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  — %Hana%, você já experimentou lámen autêntico coreano? — perguntou Jimin, sorrindo calorosamente.
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  — Sim, mas não com molho picante tão forte — respondeu ela, o sorriso surgindo involuntariamente.
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  — Então você vai precisar de um guia — disse Jin, rindo, olhando para Taehyung como se dissesse: “Veja, ele vai ter que te mostrar como sobreviver.”
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  Taehyung ergueu a sobrancelha, um sorriso enigmático se formando. Ele não respondeu imediatamente, apenas observou %Hana% de lado, os olhos brilhando de curiosidade. Cada gesto dela, cada pequeno movimento das mãos, cada hesitação, parecia prendê-lo de um jeito imprevisto.
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  Durante o trajeto, Tae alternava entre provocações sutis e momentos de atenção inesperada. Ele fazia comentários quase irônicos sobre a maneira como ela segurava a bolsa, a maneira como ajustava o cabelo, e até mesmo sobre como ela respirava levemente mais rápido ao subir uma pequena ladeira. %Hana% sentiu-se simultaneamente irritada e fascinada — cada provocação dele fazia seu rosto arder, e ao mesmo tempo a mantinha em alerta, curiosa sobre o que ele realmente pensava.
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  Enquanto isso, os outros meninos incluíam %Hana% nos diálogos, explicando piadas internas, mostrando pequenas rotinas que não apareciam publicamente e, aos poucos, tentando torná-la parte do grupo. A intenção era clara: dar a impressão de proximidade sem parecer forçado.
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  — Então você é jornalista, certo? — perguntou Jungkook, curioso. — Mas parece que gosta de observar mais do que de escrever…
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  %Hana% sorriu, surpresa com a percepção.
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  — Observação faz parte do trabalho, mas… digamos que eu gosto de detalhes.
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  Taehyung ouvindo isso, desviou o olhar por um instante, mas o sorriso voltou rápido. Havia algo nele, um misto de diversão e avaliação, como se estivesse tentando entender o quanto ela realmente era capaz de lidar com ele e com toda a situação.
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  Quando o grupo entrou em uma pequena cafeteria reservada, o “falso paparazzi” discretamente registrou fotos. %Hana% estava posicionada casualmente, com uma expressão serena, mas com os olhos atentos a cada movimento de Tae. As fotos foram divulgadas algumas horas depois, e as redes sociais começaram a fervilhar:
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  "Quem é a mulher misteriosa com o BTS?"
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  "Será que é uma nova amizade ou algo mais?"
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  "Olhem como ela parece confortável com o Tae!"
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  Em menos de 24 horas, os fuçadores da internet descobriram que a mulher era %Hana% e o nome dela se tornou trending topic, e comentários começaram a se multiplicar, alguns apoiando, outros desconfiados, mas todos curiosos. A estratégia de gerar mistério funcionou perfeitamente.
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B•T•S•

  Na noite seguinte, mais um encontro do casal havia sido meticulosamente planejado a fim de alimentar o foco das mídias. No dia anterior, %Hana% notou que a resposta pública foi assustadoramente rápida em descobrirem-na como a pessoa com os rapazes. O céu noturno estava limpo, iluminado apenas por lâmpadas de rua e pelos reflexos dos carros que passavam lentamente pela avenida. %Hana% ajustava o casaco, sentindo o frio subir pela espinha, e respirou fundo. O carro preto da BigHit estava estacionado discretamente ao lado de uma cafeteria quase vazia, o ponto combinado para o “encontro casual” planejado.
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  Taehyung entrou primeiro, o sorriso típico de canto de boca nos lábios, mãos nos bolsos, olhando %Hana% de forma provocativa.
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  — Preparada para o show de paparazzi? — perguntou, a voz baixa e divertida, enquanto se aproximava.
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  — Preparada? — replicou ela, apertando o casaco sobre o corpo. — Ainda não sei se meu coração aguenta isso.
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  Ele deu um passo mais perto, os olhos cintilando de malícia e curiosidade.
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— Calma. Eu estarei lá para… “proteger” você.
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  — E quem protege você? — Ironizou ela.
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  Eles caminharam juntos pela rua posicionando-se de forma casual, mas estrategicamente visível. Minutos depois, no meio de seu passeio, os flashes começaram a surgir de forma súbita. Dois fotógrafos fictícios, posicionados pela equipe, capturavam cada movimento deles.
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  — Ei! Quem é ela? — gritaram alguns, simulando a confusão de paparazzi.
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  Taehyung imediatamente posicionou-se à frente de %Hana%, uma mão protetora sobre o ombro dela, olhando para os fotógrafos como se dissesse: não se aproximem dela.
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  — Ela está comigo — disse, a voz firme, carregada de autoridade. — Por favor, respeitem.
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  %Hana% sentiu o coração disparar com o gesto e a proteção. Por um instante, o desconforto se misturou à excitação estranha de estar sendo defendida daquela forma. Cada flash parecia gravar não apenas imagens, mas sensações: provocação, tensão, e algo mais que ela ainda não conseguia nomear.
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  Quando os flashes finalmente cessaram, Taehyung soltou-a levemente, mas manteve o sorriso provocativo:
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  — Sobrevivemos à primeira defesa. Parabéns, %Hana%.
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  — Muito obrigada por “proteger” minha imagem. — Ela bufou, cruzando os braços, tentando esconder o rubor no rosto.
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  Ele inclinou-se levemente, quase sussurrando:
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  — É um treino para o que vem depois.
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  — Hunf… — Ela murmurou — Então você é mesmo excêntrico ou ainda está interpretando um papel?
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  — Você não deveria insistir nessa pergunta, primeiro porque eu já disse que você nunca vai saber e segundo, porque foi ela que nos trouxe a este teatro.
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  — Até o final disso, tenho certeza que não vou ter mais qualquer interesse em você Kim Taehyung. Eu só estou aqui para salvar a minha pele.
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  — Eu não apostaria tanto assim, nisso… — Tae recebeu a fala dela com certa ofensa, no entanto, sentia-se divertido por notar o quanto a mulher parecia resistir às brincadeiras, provocações e aproximações dele.
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  Os dois entraram em uma rua onde o carro da empresa BigHit os aguardava para um segundo momento em que eles seriam vistos em público entrando em um dos restaurantes preferidos do Taehyung. Porém, como anteriormente, eles deveriam caminhar disfarçados pela rua, como se aquela fosse uma saída secreta e casual entre amantes, a um local de jantar.
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  O frio da noite fazia %Hana% encolher os ombros, os dedos entrelaçados em frente ao corpo. Cada passo ao lado de Taehyung parecia mais pesado do que o anterior e mesmo tentando parecer natural, ela sentia o coração acelerado, consciente do olhar dele que a percorria de forma quase investigativa. Ele mantinha uma distância que, ao mesmo tempo, a deixava nervosa e curiosa: próximo o suficiente para notar qualquer reação, distante o suficiente para manter o mistério.
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  — Interessante… — murmurou Tae, desviando o olhar para a calçada iluminada — você realmente se adapta rápido.
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  %Hana% ergueu os olhos para ele, surpresa com a observação, e desviou o olhar para o chão.
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  — Adaptar-me… ao quê exatamente? — perguntou, tentando soar casual, embora a voz traísse uma leve hesitação.
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  Ele sorriu de canto, cruzando os braços, o corpo ligeiramente inclinado na direção dela.
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  — À situação, à atenção, a mim — respondeu, a voz baixa e quase provocativa. — Não é qualquer pessoa que consegue se manter… interessante sob este tipo de pressão.
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  Ela sentiu o calor subir às bochechas, mas manteve a postura ereta.
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  — Interessante? — repetiu, um pouco desafiadora, levantando o queixo. — Isso soa como elogio ou crítica?
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  — Pode ser ambos — ele disse, aproximando-se um pouco mais, tão perto que ela podia sentir o perfume dele, uma mistura de notas frescas e algo indefinidamente sedutor. Seus olhares se encontraram por segundos que pareceram se alongar. — Depende do ponto de vista.
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  %Hana% respirou fundo, tentando acalmar o coração acelerado. Sentiu uma pontada de adrenalina ao perceber como ele conseguia provocar reações dela apenas com o olhar e a postura. Os pés dela pareciam pesados, mas o corpo inteiro estava atento a cada movimento dele.
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  — Você… não parece muito preocupado com o que os fotógrafos pensam, não é? — disse ela, finalmente quebrando o silêncio, tentando desviar a tensão com uma pergunta casual.
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  — Eu? — Tae arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços de forma descontraída, mas com o olhar firme. — Talvez eu apenas saiba como jogar o jogo sem precisar parecer desesperado.
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  Ela esboçou um sorriso breve, sentindo uma estranha mistura de irritação e fascínio.
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  — Interessante… jogar o jogo. Você está mesmo acostumado a ser observado.
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  — Mais do que você imagina — murmurou ele, aproximando o corpo ainda um pouco mais, como se medisse a reação dela. O toque do ombro dele encostando levemente no dela foi quase imperceptível, mas suficiente para que %Hana% sentisse um arrepio percorrer a espinha.
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  %Hana% desviou o olhar, mas não recuou.
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  — Bom… talvez eu esteja aprendendo — disse, a voz baixa, quase sussurrada, percebendo que as palavras dela soavam mais sinceras do que pretendia. — Aprendendo como é estar do outro lado e o quanto isso é irritante.
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  — Aprendendo rápido, inclusive. — comentou Tae, mantendo o sorriso de canto de boca. Seus olhos brilhavam com curiosidade, avaliando cada gesto dela. — Mas vamos ver se você consegue manter isso quando a situação se complicar.
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  — Se complicar? Do que está falando?
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  %Hana% sentiu a tensão crescer. A proximidade física, o toque sutil, o jeito provocativo dele… tudo isso criava uma mistura de nervosismo e deslumbre. E, por mais que quisesse se manter distante, não pôde evitar que seus olhos buscassem os dele tentando decifrar aquela expressão indecifrável.
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  Ele inclinou-se ligeiramente, a respiração próxima, mas sem cruzar limites, apenas testando a reação dela.
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  — E se, por acaso, eu descobrir algo inesperado sobre você? — Tae murmurou, a voz baixa e quase provocativa.
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  %Hana% sentiu o corpo inteiro despertar, cada fibra enrijecendo de forma que a mantinha atenta.
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  — Então você vai descobrir que nem tudo é tão simples quanto parece — respondeu, firme, mas com um ligeiro tremor que ele não poderia ignorar.
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  Tae sorriu, divertido com a resposta, mas os olhos revelavam algo mais: interesse genuíno, uma curiosidade que começava a se infiltrar de forma inesperada em seu comportamento. Ela era diferente de tudo que ele já havia encontrado, e, por mais que tentasse manter o controle, sentia uma estranha vontade de aproximar-se mais.
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  O som dos flashes começou novamente, simulando a aproximação de paparazzi e Tae posicionou-se automaticamente à frente de %Hana%, a mão sobre o ombro dela como uma barreira protetora. Ela sentiu o calor da mão dele, a firmeza do gesto, e a mistura de desconforto e excitação se intensificou.
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  — Parece que hoje teremos que treinar nossas reações também — murmurou Tae, inclinando-se para falar próximo ao ouvido dela, provocando um arrepio que percorreu a nuca de %Hana%.
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  Ela respirou fundo, o rosto levemente corado, e murmurou de volta:
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  — Treinar nossas reações e expressões.
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  O olhar deles se encontrou por mais alguns segundos, carregado de provocação e curiosidade mútua, antes que eles continuassem caminhando, integrando-se ao plano cuidadosamente orquestrado pelos fotógrafos falsos e pela equipe, mas agora com um novo componente: uma tensão crescente e silenciosa, difícil de ignorar, que começava a aproximá-los de uma forma que nenhum dos dois havia previsto.
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B•T•S•

  No dia seguinte, %Hana% acordou ainda com a sensação estranha da noite anterior. O toque da mão de Taehyung em seu ombro, o olhar provocante, a proximidade desconfortável e excitante — tudo isso ainda latejava em sua mente como se tivesse acontecido há poucos segundos. Ao se olhar no espelho, ela suspirou, ajeitando os fios soltos do cabelo.
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  "Não posso deixar que isso me confunda… é só um papel, só uma farsa."
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  Mas seu corpo ainda lembrava os detalhes.
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  Quando chegou ao estúdio, foi recebida pelo burburinho organizado da equipe de produção. O ambiente era iluminado por refletores fortes, cabos espalhados pelo chão, câmeras sobre trilhos e técnicos ajustando microfones. O ar tinha aquele cheiro característico de metal aquecido pelos refletores e perfume leve das maquiagens.
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  Jimin foi o primeiro a se aproximar.
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  — %Hana%-ssi! — ele disse, sorrindo radiante, os olhos semicerrados. Estava com uma camiseta larga e jeans rasgado, o cabelo cuidadosamente bagunçado pelo stylist. — Finalmente vai ver como a gente sofre aqui atrás das câmeras!
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  %Hana% riu, surpresa pela forma calorosa como ele a cumprimentou. Jimin estendeu a mão, mas no impulso a puxou para um abraço breve e confortável. O gesto a pegou desprevenida, mas também a deixou mais à vontade.
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  — Espero não atrapalhar — ela respondeu, sentindo o jeito brincalhão dele.
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  — Atrapalhar? — Jungkook, que se aproximava com uma garrafinha de água na mão, fez uma expressão zombeteira. — Já está mais integrada do que a gente imagina. O Jimin nunca abraça ninguém assim tão rápido.
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  — Ei! — Jimin protestou, rindo, dando um tapa leve no braço de Jungkook. — Não inventa.
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  %Hana% sorriu, um pouco tímida, mas grata pela receptividade. Jungkook a observou por um instante, curioso, antes de se inclinar para falar mais baixo:
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  — Se precisar de um tour pelo estúdio, eu posso mostrar. Aqui é meio um labirinto.
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  Antes que ela respondesse, Jimin já estava ao lado dela, colocando o braço sobre seus ombros de maneira protetora.
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  — Não, não, não. O maknae não vai sequestrar a %Hana% logo de cara. Ela vai ficar comigo.
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  %Hana% riu da disputa sutil, mas sua atenção foi atraída imediatamente quando percebeu Taehyung a alguns metros dali. Ele estava sentado numa cadeira de apoio, enquanto uma maquiadora retocava sua pele. Os olhos, porém, não desgrudavam dela. Era um olhar intenso, atravessando a distância. Não havia sorriso, apenas uma linha firme nos lábios e uma expressão que misturava avaliação e… incômodo.
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  %Hana% engoliu em seco, desviando rapidamente o olhar, mas o coração acelerou. A presença dele parecia preencher o ambiente inteiro, mesmo quando estava em silêncio.
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  — %Hana%-ssi, venha cá — disse Jungkook, puxando-a pelo braço para mostrar a mesa de figurinos. Ela deixou-se guiar, mas a mente ainda ecoava a sensação dos olhos de Taehyung sobre ela.
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  Enquanto Jimin e Jungkook disputavam sua atenção, mostrando roupas, contando piadas e até pedindo a opinião dela sobre qual jaqueta ficava melhor, %Hana% começou a relaxar. Ela ria, apontava, erguia sobrancelhas em surpresa, interagia de forma natural. O clima descontraído parecia derreter o gelo da noite anterior. Mas, a cada vez que levantava os olhos e, por acaso, encontrava Taehyung observando-a, sentia um arrepio percorrer sua espinha.
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  Em certo momento, Jimin tentou imitar uma pose de modelo para fazê-la rir, exagerando no carão e nas mãos no quadril. %Hana% levou a mão à boca para segurar o riso, mas não conseguiu e acabou gargalhando. Jungkook aproveitou a deixa para imitá-lo de forma ainda mais desengonçada, quase derrubando um cabide de roupas.
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  — Vocês são impossíveis — ela disse, limpando discretamente uma lágrima de riso no canto do olho.
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  Nesse instante, Taehyung se aproximou. O perfume dele a atingiu antes mesmo da voz, aquele mesmo cheiro que ela já reconhecia da noite anterior.
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  — Vocês vão cansá-la antes mesmo da gravação começar — disse, a voz grave, soando mais como repreensão do que brincadeira.
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  Jimin, nada intimidado, sorriu ainda mais.
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  — Ah, Tae, a %Hana% está se divertindo. Não é, %Hana%-ssi?
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  Ela abriu a boca para responder, mas a proximidade de Tae a deixou por um momento sem ar. Ele estava perto demais, olhando diretamente para ela.
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  — Está? — perguntou ele, a voz baixa, quase desafiadora.
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  %Hana% respirou fundo e sustentou o olhar.
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  — Sim. Estou — respondeu, com firmeza.
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  Tae ergueu levemente o canto dos lábios, como se gostasse da resposta, mas logo desviou o olhar para os meninos.
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  — Só não esqueçam que temos um cronograma a cumprir.
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  Ele se afastou, mas não sem antes deixar no ar a estranha tensão que parecia só aumentar entre os dois. %Hana% percebeu que suas mãos estavam frias, apesar do calor das luzes do estúdio. O coração batia rápido, e ela se perguntou por que, mesmo quando parecia implicar com ela, Tae conseguia deixá-la assim: nervosa, consciente de cada gesto, cada olhar, cada palavra.
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  Jimin inclinou-se perto dela, cochichando de modo divertido:
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  — Ele só está com ciúmes.
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  Ela arregalou os olhos, surpresa, mas Jimin já se afastava rindo antes que pudesse retrucar. Enquanto isso, Taehyung, de volta à cadeira, escondeu o sorriso por trás da mão, disfarçando em um pigarro. Mas os olhos dele continuavam a segui-la. E %Hana%, mesmo sem querer admitir, sentia que o simples fato de estar perto dele era muito mais complexo — e perigoso — do que imaginava quando aceitou aquela farsa.
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  Conforme já estava prescrito, a jornalista foi convidada a acompanhar os meninos pelo estúdio para gravações de vídeos promocionais. Ela caminhava pelos bastidores, observando os equipamentos, câmeras e luzes cuidadosamente posicionadas. Jin apareceu com um sorriso largo:
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  — %Hana%! Que bom que você veio. Vem, deixa eu te mostrar o que vamos gravar hoje.
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  %Hana% seguiu, tentando absorver cada detalhe, mas ainda consciente do que representava: cada movimento dela, cada interação, poderia ser visto, analisado e discutido. Enquanto caminhavam, Jungkook aproximou-se, carregando um dos equipamentos de iluminação para ajudar o staff:
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  — Sabe, você é ótima com detalhes. Vai ser legal ter você por perto hoje.
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  %Hana% sorriu levemente, agradecida. Ela sentiu que estava começando a ser aceita entre os amigos do “namorado”, uma sensação que misturava alívio e estranhamento. Taehyung, do outro lado do estúdio, continuava a observando e cruzando os braços, mas de forma que não parecesse intrusivo. Cada sorriso dela para Jimin ou Jungkook estava provocando-o uma reação que ele não queria admitir: uma curiosidade crescente, quase ciúmes discretos.
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  Durante a gravação, ele se aproximou dela em um intervalo:
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  — Percebi que você se sente à vontade com Jimin e Jungkook, %Hana%…
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  %Hana% desviou o olhar, tentando manter a neutralidade, mas seu coração acelerou com a atenção dele.
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  — Faço o meu trabalho, Taehyung. Nada mais.
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  — Nada mais? — ele murmurou, com um sorriso irônico, aproximando-se o suficiente para que só ela ouvisse. — Vamos ver se consegue manter isso quando todos começarem a observar mais de perto e tivermos que fazer o contrário de “nada”.
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  Ela sentiu sua nuca arrepiar em claro desconforto e apreensão. Ele sabia exatamente como provocar reações, e ela sabia que precisava se controlar.
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  — Ei Tae! Deixa sua namorada respirar um pouco e venha cá! Temos que abrir uma live surpresa! — Yoongi chamou-o.
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  — Vai lá, meu querido. Quanto antes cumprir sua agenda, mais tempo a gente passa juntos. — %Hana% falou pegando Tae de surpresa e acariciou o rosto dele, sorrindo.
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  — O quê? — Taehyung arqueou a sobrancelha suspeitando da atitude dela e sentindo a pele aquecer no local em que a mão dela repousava — Você…
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  — Ah, vocé tão atencioso, Tae! — %Hana% comentou o cortando e olhando de lado para uma pessoa que estava atrás dele, mas notando que Tae não havia compreendido ela o abraçou e sussurrou em sua orelha: — Estamos sendo observados, não baixa a guarda.
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  — Taehyung! Anda logo! — Seokjin gritou rindo com os meninos quando foram olhar para o amigo e pegaram-no abraçado com %Hana% de um jeito muito íntimo.
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  — Já vou! — Ele virou o rosto para os amigos e sentiu-se envergonhado com eles pela primeira vez. Soltou-se de %Hana% devagar também tocando o rosto dela, mas tomado pelo impulso do momento e pelo o que ela disse em seu ouvido, Tae deixou um selar dos seus lábios nos dela.
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  %Hana% ficou imóvel, tentando manter a expressão de paisagem a fim de esconder o quanto aquilo foi demais para o momento, e sentindo suas orelhas quentes. Podia sentir-se como Harry Potter na cena em que come um feijãozinho mágico de efeito “Maria Fumaça”. Enquanto Taehyung se afastava, visivelmente vermelho e sacudindo a camiseta como se estivesse muito quente no estúdio, %Hana% apenas o observava se esforçando em aparentar naturalidade. Ela ouviu cochichos entre as staffs da maquiagem e algumas comentando ao mexer no celular:
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  — O fandom vai enlouquecer se souber disso! — disse uma das mulheres.
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  — Cuidado, sabe que temos que cumprir a confidencialidade, não diga quem são as pessoas! — outra respondeu.
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  Taehyung pigarreou ao se aproximar dos meninos, sentando em uma espécie de sofá montado em um cenário fictício do estúdio, onde as lives aconteceriam. E apesar de segurar seus comentários do tipo, Namjoon não pudera se conter daquela vez:
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  — Taehyung, está com calor?
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  — Com uma demonstração de carinho daquelas, quem não estaria? — Hoseok brincou.
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  — Corajoso Tae, mandar um beijinho na boca daquele jeito… — Yoongi que sorria maldoso comentou de braços cruzados olhando para o amigo de forma ladina, com uma expressão de mafioso.
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  — Era só parte do trabalho. — Tae falou sem dar muito alarde.
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  — Foi a primeira vez que vocês agiram assim? — Jimin perguntou curioso.
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  — Sim. Mas, que importa! Vamos nos concentrar na live!
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  Os meninos sorriram e Jungkook o abraçou de lado com uma expressão travessa, deixando claro que gostaria de saber tudo depois com calma.
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  Enquanto isso, as fãs mais observadoras começaram a notar pequenas mudanças nas lives de Taehyung. Ele aparecia comentando, por vezes distraído, olhando para algo ou alguém fora da câmera, fazendo gestos discretos que levantavam suspeitas:
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  “Parece que o Tae-oppa está preocupado com alguma coisa… Tem alguém com vocês aí, Tae?”
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  “Provavelmente é a garota misteriosa das fotos!”
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  “Quem é essa misteriosa garota Oppa?”
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  “Para quem ele sempre olha nas lives?"
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  "Alguém mais percebeu que ele parece diferente quando parece que uma outra pessoa está por perto? Tenho certeza que deve ser a garota que está lá também atrás da câmera!”
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  “Taehyung está namorando? Oh meu Deus e se for verdade que é a jornalista %Hana%?”
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  “Nossa, um casal que surge de uma briguinha na entrevista? Isso é tão coisa de dorama!”
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  "Será que finalmente temos confirmação?"
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  O burburinho cresceu rapidamente, gerando teorias, comentários e especulações em fóruns, redes sociais e grupos de fãs. O fandom começou a se dividir: algumas defendendo a ideia de um possível relacionamento, outras indignadas com a exposição da “privacidade” do ídolo. No fim do dia, %Hana% e Taehyung caminhavam de volta para os carros, exaustos, mas silenciosamente conscientes do efeito de cada gesto. Ela sentia o peso da atenção, misturado com a estranha sensação de estar integrada à rotina deles. Ele, por sua vez, sentia a curiosidade crescer, provocando perguntas que ele não queria admitir: sobre ela, sobre si mesmo, sobre o que aquela farsa poderia realmente revelar.
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  Enquanto entravam nos carros, a equipe observava de longe, satisfeita. O primeiro ato tinha sido cumprido: fotos, interações, provocações e, principalmente, burburinho suficiente para manter a narrativa viva.
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Capítulo 3
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